☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Gostou do conteúdo? Ajude a manter o café quente, o COBOL compilando e o mainframe acordado. 😄
☕ Pague um café ao Bellacosa

Translate

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

O CSS Humano — Quando Todo Mundo Virou Avatar e Ainda Reclamamos do Ranking

 


☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O CSS Humano — Quando Todo Mundo Virou Avatar e Ainda Reclamamos do Ranking

Ou: 53 universitárias entraram numa tier list, o Boteco de Itatiba ativou retenção de sete dias, Valderrama acordou no travesseiro, os italianos chamaram maquiagem de trucco, Cyberpunk trocou o frontend inteiro e o DNA continuou rodando o sistema legado

Pegue um café.

Ou, considerando onde esta história vai terminar, talvez seja melhor deixar ao alcance da mão um copito daquela velha aguardente de Itatiba.

Porque começaremos numa faculdade de Psicologia no interior de São Paulo e, antes de terminar, teremos passado por botecos, caguetas, cabeleireiros, Mounjaro, Carlos Valderrama, maquiagem italiana, Crocodile Dundee, aplicativos de relacionamento, cirurgia plástica, Cyberpunk 2077 e genética.

E haverá chimpanzés.

Muitos chimpanzés.

Tudo começou com uma notícia desagradável.

Mais de cinquenta universitárias teriam aparecido numa espécie de ranking sexual criado por estudantes. Fotografias, classificações, comentários depreciativos.

Naturalmente veio a indignação.

Só que o Bellacosa Mainframe tem um defeito de fabricação conhecido: quando todo mundo olha para o elefante no centro da sala, eu começo a examinar a tomada atrás dele.

E havia uma tomada muito interessante naquela história.

🕵️ O ranking estava dentro de uma confraria

Não era uma enquete publicada no Facebook.

Não era:

“Galera, vote aqui na estudante mais bonita da faculdade.”

Não era uma postagem aberta no Instagram.

Não era uma longa discussão pública no Twitter, X, Y, Z ou qualquer letra que Elon Musk ainda resolva comprar.

Era um grupo fechado.

Um daqueles lugares digitais em que alguém precisa entrar, ser aceito e participar.

Uma confraria.

E confrarias possuem uma característica fundamental:

confiança.

O conteúdo saiu.

Portanto, em algum ponto daquela cadeia havia uma porta.

Talvez alguém que sempre pertencera ao grupo e posteriormente decidiu denunciar.

Talvez alguém que recebeu o material.

Talvez alguém que mostrou a tela para outra pessoa.

Talvez um genuíno infiltrado.

Não sabemos.

E sem saber, não podemos transformar automaticamente o sujeito no Kim Philby da Psicologia de Presidente Prudente.

Mas a existência do vazamento levanta uma pergunta maravilhosa:

quando exatamente uma conversa privada deixa de ser privada?

Porque o smartphone criou uma coisa que o boteco jamais teve.

Memória perfeita.


🍺 O Boteco de Itatiba tinha uma excelente política de retenção

Imagine quatro amigos num boteco em 1994.

Depois da terceira cerveja começa a conversa:

— Qual você acha mais bonita?

— Aquela.

— Tá louco?

— E você?

— A outra.

— Aquela?!

— Aquela.

A humanidade sobreviveu.

Às 23h47 o garçom recolheu os copos.

À meia-noite apagaram as luzes.

No dia seguinte restavam ressaca, duas testemunhas pouco confiáveis e talvez uma conta escrita num pedaço de papel.

O sistema operacional da realidade executava:

DELETE CONVERSA
RETENTION(0)
PURGE

Era magnífico.

Ninguém chamava isso de proteção de dados.

Chamava-se terça-feira.

Então inventamos o smartphone.

E aquilo que possuía a expectativa psicológica de uma conversa de boteco passou a ter a infraestrutura tecnológica de um cartório.

Mensagem.

Timestamp.

Nome.

Fotografia.

Busca.

Backup.

Screenshot.

Encaminhamento.

Cloud.

Pronto.

A bobagem que deveria morrer junto com a espuma da cerveja ganhou disaster recovery.

No Boteco de Itatiba aprendemos alguma coisa com a vida.

Nosso grupo de WhatsApp utiliza mensagens temporárias.

Sete dias.

Não porque estejamos planejando derrubar governos.

Provavelmente estamos discutindo churrasco, mulheres, futebol, computador velho e qual infeliz pagará a próxima rodada.

Mas compreendemos um princípio fundamental de governança de dados:

se você não precisa armazenar determinada informação para sempre, talvez não seja uma boa ideia armazená-la para sempre.

O velho boteco descobriu o data lifecycle management.


🐀 O cagueta recebeu um smartphone

Naturalmente, mensagem temporária não impede screenshot.

Esse é o problema.

O endpoint continua humano.

Você pode possuir criptografia de ponta a ponta, autenticação, grupo fechado e mensagem que desaparece depois de sete dias.

Mas basta um membro autorizado decidir:

“isso aqui vai passear.”

Acabou.

Em mainfrâmês:

USER AUTHENTICATED: YES
USER AUTHORIZED: YES
USER TRUSTWORTHY: ¯\_(ツ)_/¯

Esse problema não nasceu com o WhatsApp.

Ditaduras conheciam informantes.

Polícias conheciam infiltrados.

Sindicatos conheciam infiltrados.

Máfias conheciam infiltrados.

Exércitos conheciam espiões.

Botecos conheciam caguetas.

A tecnologia apenas entregou ao velho alcaguete uma câmera, um scanner, uma copiadora e uma estação de transmissão internacional dentro do bolso.

O velho cagueta precisava decorar a conversa.

O cagueta 2.0 aperta dois botões.


👩‍⚕️ Mas eram estudantes de Psicologia

E aqui termina parte da brincadeira.

Porque existe algo particularmente triste naquele caso.

Não porque estudantes de Psicologia devam ser monges.

Psicólogos sentem atração.

Psicólogos possuem preferências.

Psicólogos falam besteira.

Psicólogos bebem cerveja.

Psicólogos provavelmente também possuem aquele amigo que, depois da quarta cerveja, precisa ser desligado e ligado novamente.

O problema está na natureza da profissão que escolheram.

Amanhã, diante deles, poderá sentar uma pessoa obesa.

Uma mulher lésbica.

Alguém profundamente inseguro com a aparência.

Uma pessoa que passou vinte anos sendo ridicularizada pelo próprio corpo.

Uma vítima de bullying.

Uma adolescente com transtornos relacionados à autoimagem.

E ela precisará acreditar numa coisa extraordinariamente importante:

“Posso falar aqui sem ser julgada.”

Esse é um contrato muito mais sério do que os Termos de Serviço do WhatsApp.

Por isso a pergunta interessante para aqueles estudantes talvez não seja:

“Vocês achavam aquelas mulheres bonitas?”

É:

“Vocês conseguem separar preferência pessoal de dignidade humana?”

Porque ninguém é obrigado a desejar ninguém.

Mas todo profissional de saúde precisa aprender que:

ATRAÇÃO = preferência pessoal

DIGNIDADE != preferência pessoal

⚔️ Bem-vindos à Guerra dos Sexos 2.0

Enquanto isso, homens e mulheres parecem estar cavando trincheiras.

De um lado:

“Parem de objetificar nossos corpos.”

Do outro:

“Agora não podemos nem dizer quem achamos bonita?”

E o algoritmo observa tudo aquilo comendo pipoca.

Porque enquanto discutimos se podemos classificar pessoas...

construímos uma civilização inteira baseada em classificação de pessoas.

Tinder.

Swipe.

Like.

Match.

Seguidores.

Visualizações.

Altura.

Peso.

Idade.

Renda.

Profissão.

Academia.

Número de relacionamentos.

Mandíbula.

Cabelo.

Dentes.

Peitos.

Bunda.

Carro.

Viagens.

Restaurante.

Fotografia.

Você pode detestar tier lists.

Mas provavelmente carrega várias delas dentro do bolso.


💇‍♀️ A fábrica brasileira de loiras

E então chegamos ao cabelo.

O Brasil realizou uma experiência cultural extraordinária.

Temos loiras de praticamente todos os fenótipos imagináveis.

Negra loira.

Asiática loira.

Parda loira.

Morena loira.

Indígena loira.

Loira que nasceu loira.

Loira que nasceu com absolutamente nenhuma intenção genética de participar dessa história.

O cabeleireiro brasileiro recebeu a especificação:

INPUT: qualquer cabelo
OUTPUT: loiro

E respondeu:

“Deixa comigo.”

Nasceu uma indústria.

Porque o segredo econômico maravilhoso da tintura não está apenas em transformar.

Está em manter.

A raiz cresce.

A tonalidade muda.

O cabelo exige tratamento.

Volte mês que vem.

Software as a Service?

Nada.

Blonde as a Service.

Receita recorrente desde antes de alguém inventar a nuvem.


💊 Então chegou a injeção

E nosso configurador de personagem ganhou novos controles.

Durante décadas, emagrecer significava principalmente dieta, atividade física, intervenções comportamentais e, em alguns casos, medicamentos ou cirurgia.

Então chegaram medicamentos metabólicos modernos, entre eles a tirzepatida, conhecida por muita gente através do nome Mounjaro.

Importante:

tratamento de obesidade é medicina.

Obesidade possui consequências clínicas reais.

Não devemos transformar medicamento sério em piada estética.

Mas seria igualmente ingênuo fingir que esses medicamentos não entraram também na cultura da aparência.

Entraram.

E com força.

Agora nosso painel possui:

CABELO ............... configurável
DENTES ............... configuráveis
NARIZ ................ configurável
PELE ................. configurável
PESO ................ parcialmente configurável
SEIOS ................ configuráveis
MANDÍBULA ............ configurável
FOTOGRAFIA ........... extremamente configurável

E ainda dizemos:

“Não julgue pela aparência.”

Enquanto investimos bilhões tentando controlar exatamente aquilo que será visto.

E isso não é necessariamente hipocrisia.

É condição humana.

Queremos ser desejados.

Mas não queremos ser somente desejados.

Queremos parecer bonitos.

Mas não queremos que nosso valor inteiro seja beleza.

Queremos controlar nossa apresentação.

Mas não queremos que outra pessoa controle nossa identidade através dessa apresentação.

Contraditório?

Sim.

Bem-vindo ao Homo sapiens.


🦁 Dormiu com a princesa, acordou com Valderrama

E existe uma piada que atravessou gerações.

Você conhece.

À noite:

princesa.

De manhã:

Carlos Valderrama.

O colombiano de cabeleira lendária tornou-se, involuntariamente, unidade internacional de volume capilar.

1 VALDERRAMA =
quantidade suficiente de cabelo
para ocupar 63% de um travesseiro padrão

A piada funciona porque existe uma transformação temporária.

Escova.

Chapinha.

Produto.

Produção.

Sono.

Entropia.

VALDERRAMA.

Nos anos 1990 isso era engenharia estética avançada.

Hoje parece COBOL comparado com o que fazemos.


🇮🇹 Os italianos já haviam entregado o jogo

E aqui precisamos agradecer à língua italiana.

Trucco.

Maquiagem.

Também:

truque.

E truccare pode significar maquiar, modificar, adulterar, manipular dependendo do contexto.

Os italianos simplesmente olharam para toda a discussão filosófica futura e disseram:

“Chamaremos de trucco e deixaremos vocês resolverem depois.”

Magnífico.

O português inventou “maquiagem”.

O inglês inventou “makeup”.

O italiano praticamente escreveu:

APPLY TRICK TO FACE

Sem qualquer vergonha.

E talvez haja sabedoria nisso.

Porque artifício não significa necessariamente fraude.

Uma roupa também é artifício.

Perfume é artifício.

Barba aparada é artifício.

Postura é artifício.

Fotografia escolhida é artifício.

Somos animais que editam a própria apresentação social desde que alguém resolveu pendurar uma pena bonita na cabeça.


🐊 Crocodile Dundee perdeu o emprego

Nos anos 1980 havia uma piada famosa em Crocodile Dundee cuja lógica dependia de uma ideia hoje bastante problemática:

aparência pode enganar; uma verificação corporal revelará a verdade.

Além de o gesto da cena ser invasivo segundo padrões contemporâneos de consentimento, a própria arquitetura da piada envelheceu.

Hoje não basta:

OLHAR.

É:

OLHAR.

OLHAR DE NOVO.

AMPLIAR.

OLHAR MAIS UMA VEZ.

E finalmente:

CONFIDENCE: 58%

Porque nosso CSS ficou excelente.


💻 HTML, CSS e Homo sapiens

Chegamos então à arquitetura moderna:

HTML = corpo
CSS = apresentação
JavaScript = comportamento
Banco de dados = memória
Cookies = traumas
Firewall = limites pessoais
API = aquilo que contamos aos outros

Durante milhares de anos, o CSS possuía recursos limitados.

Roupa.

Penteado.

Pigmento.

Joias.

Agora o CSS consegue modificar quase toda a interface.

E então apareceu Cyberpunk 2077.


🌃 Night City resolveu parar de fingir

Existe uma pequena missão em Cyberpunk 2077 envolvendo Pepe e Cynthia que transforma toda essa discussão em ficção científica.

Pepe suspeita da esposa.

V investiga.

E descobrimos que parte central do mistério envolve as modificações corporais de Cynthia e seu ripperdoc.

Night City simplesmente levou nossa sociedade até a conclusão lógica:

se podemos modificar algumas coisas, por que não modificar tudo?

Olhos.

Pele.

Membros.

Rosto.

Órgãos.

Sistema nervoso.

Corpo.

Em Night City você não troca o CSS.

Você atualiza o hardware.

E então aparece a pergunta do Navio de Teseu:

quantas peças podemos substituir antes de deixarmos de ser aquilo que éramos?

Só que existe um pequeno detalhe.


👶 O sistema legado chamado DNA

Imagine dois cidadãos de Night City completamente customizados.

Frontend Premium.

Nariz versão 7.

Olhos Kiroshi.

Mandíbula customizada.

Cabelo escolhido no catálogo.

Corpo atualizado.

Então resolvem ter um filho biologicamente.

E o DNA entra na reunião:

“Boa tarde.”

Porque boa parte das modificações adquiridas no corpo dos pais não é simplesmente gravada no material genético transmitido aos filhos.

A criança recebe uma combinação genética dos pais e ancestrais.

Não recebe necessariamente:

MOTHER_FINAL_FINAL_v7_REALLYFINAL.body

Recebe o repositório ancestral.

O frontend pode ter recebido quarenta patches.

O Git continua guardando história.

Claro que genética real é muitíssimo mais complicada do que “backup da aparência original”.

Mas como metáfora é irresistível:

o CSS foi refeito inteiro e o backend apareceu no bebê.

Night City encontra Mendel.

Mendel pede uma cerveja.


🪞 Afinal, quem está objetificando quem?

E finalmente voltamos ao ranking.

Talvez a pergunta esteja errada.

Talvez não vivamos simplesmente numa sociedade em que homens objetificam mulheres.

Nem numa em que mulheres se objetificam.

Vivemos numa sociedade que desenvolveu uma extraordinária infraestrutura para transformar seres humanos em objetos classificáveis.

Homens também entraram na máquina.

Altura.

Shape.

Cabelo.

Barba.

Renda.

Carro.

Status.

Mandíbula.

Relógio.

Seguidores.

Performance sexual.

Mulheres recebem outro conjunto de métricas.

Mas a máquina é parecida.

E existe algo ainda mais perverso:

nós mesmos alimentamos a máquina.

Escolhemos nossa melhor fotografia.

Aplicamos filtros.

Selecionamos roupas.

Construímos perfis.

Contamos conquistas.

Escondemos defeitos.

Destacamos virtudes.

Somos simultaneamente:

produto, departamento de marketing e consumidor.


🐒 Chamem os chimpanzés

E aqui finalmente entram nossos velhos amigos.

Um milhão de chimpanzés diante de um milhão de smartphones.

Um abre Tinder.

Outro abre Instagram.

Outro descobre Photoshop.

Um quarto encontra Mounjaro.

O quinto descobre o cabeleireiro.

O sexto instala Cyberpunk.

O sétimo encontra um grupo privado da faculdade.

O oitavo descobre screenshot.

O nono descobre o botão ENCAMINHAR.

E o milionésimo chimpanzé olha para tudo aquilo e pergunta:

“Vocês têm certeza de que os macacos somos nós?”

Silêncio no datacenter.


☕ Epílogo — O espelho ganhou API

Talvez nunca tenhamos sido tão livres para decidir como queremos parecer.

Isso é extraordinário.

Uma pessoa pode mudar cabelo, dentes, roupas, peso, rosto, corpo e apresentação de maneiras que seus bisavós considerariam magia.

Mas toda tecnologia cobra alguma coisa.

Quanto maior nossa capacidade de construir a aparência, mais difícil fica responder:

o que significa aparência autêntica?

Talvez essa pergunta nem tenha mais utilidade.

Porque o ser humano sempre usou trucco.

A diferença é que agora nosso trucco possui inteligência artificial, medicina avançada, cirurgia, química, algoritmo e financiamento em doze parcelas.

O problema não é existir CSS.

Sempre existiu CSS.

O problema começa quando esquecemos que existe uma pessoa atrás da interface.

Foi isso que aqueles estudantes talvez tenham esquecido quando transformaram colegas em posições numa tabela.

É isso que esquecemos quando transformamos alguém num swipe.

É isso que esquecemos quando reduzimos uma pessoa a peso, idade, cabelo, peito, bunda, altura, salário ou número de seguidores.

Podemos desejar.

Podemos preferir.

Podemos achar bonito.

Podemos achar feio.

Podemos até conversar besteira no boteco.

Somos humanos.

Mas existe uma diferença monumental entre:

“não é meu tipo”

e

“isso determina quanto essa pessoa vale.”

Talvez essa seja a única linha de código que realmente precise sobreviver a todas as atualizações:

IF pessoa != meu_tipo
   CONTINUE
END-IF

valor_da_pessoa = valor_da_pessoa

Não mexa nessa variável.

Ela é protegida pelo sistema.

Agora feche o terminal.

As mensagens do grupo do Boteco de Itatiba expiram em sete dias.

E alguém acabou de perguntar:

— Mais uma?

Mais uma.

☕🐒

☕ Gostou deste café?
Siga o Bellacosa Mainframe e acompanhe os próximos artigos.
SEGUIR O BLOG

Sem comentários:

Enviar um comentário

De Fã para Fã. Conteúdo não oficial produzido como homenagem, comentário, análise ou paródia. Personagens, marcas e obras eventualmente mencionados pertencem aos seus respectivos titulares.
Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
GitHub LinkedIn
Inicializando conteúdo...