sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

UrbanCode DBB: Controle de Versionamento no Mainframe, do Jeito Certo


UrbanCode DBB: Controle de Versionamento no Mainframe, do Jeito Certo

Se você já trabalhou em mainframe, sabe que cada linha de código é sagrada. Um erro de versionamento e você pode acordar com todo o departamento olhando para você como se tivesse errado o compilador na sexta-feira à tarde. Foi justamente pensando nisso que nasceu o UrbanCode DBB, o guardião do código COBOL, PL/I, Assembler, JCL e tudo mais que roda em z/OS.


História e Origem

O DBB, que significa Dependency Based Build, começou sua vida nos laboratórios da IBM como uma forma de modernizar o build de aplicações mainframe. A ideia era simples: parar de depender de scripts complicados de JCL e REXX espalhados pelo servidor e criar algo que entendesse as dependências reais do seu código.

Em 2016, o UrbanCode comprou a tecnologia e integrou no seu portfólio de DevOps, transformando o DBB numa peça central para mainframe moderno, pronto para integração com pipelines CI/CD, Git, Jenkins e até o mundo do container e cloud.


Para que serve e por que usar

Imagine o seu sistema legado com dezenas de programas COBOL interdependentes. Alterou um copybook ou uma tabela DB2? Então você precisa recompilar tudo que depende disso, mas somente o que realmente depende. Aqui entra o DBB:

  • Detecção de dependências: Ele analisa seu código e entende as relações entre programas, módulos e copybooks.

  • Build incremental inteligente: Só recompila o que precisa, economizando horas de batch.

  • Integração DevOps: Pode ser chamado por Jenkins, GitLab, UrbanCode Deploy, tornando o mainframe parte do fluxo ágil.

Em resumo: DBB é o cupido do build, unindo o que mudou com o que precisa mudar.

Como usar: dicas práticas

  1. Estrutura de projetos: Organize seu código como projetos, módulos e pacotes. DBB adora clareza.

  2. Dependência declarativa: Marque copybooks, DB2 DDL e includes. Quanto mais informação ele tiver, mais eficiente será o build.

  3. Log e rastreabilidade: Sempre revise os logs. DBB é detalhista — ele te conta cada recompilação que fez.

  4. Pipeline CI/CD: Integre DBB ao Jenkins ou UrbanCode Deploy para builds automáticos e consistentes.

Exemplo básico

Imagine que você tem um programa PAYROLL que depende de EMPLOYEE e SALARY. Se você altera apenas SALARY, DBB identifica que apenas PAYROLL precisa de recompilação, poupando tempo e evitando que outros programas sejam recompilados desnecessariamente.

PROJECT PAYROLL
   MODULE EMPLOYEE
   MODULE SALARY
   MODULE PAYROLL
   DEPENDS_ON SALARY, EMPLOYEE
ENDPROJECT

Simples, mas poderoso.

Curiosidade e Easter Egg

Você sabia que o DBB foi inspirado em técnicas de build usadas em ambientes UNIX? A diferença é que ele traduziu essas ideias para o z/OS, entendendo a complexidade do JCL, copybooks e DB2.

E o easter egg? Se você examinar os logs detalhados, verá pequenos comentários de debug deixados pelos engenheiros: mensagens como "Aqui mora o fantasma do COBOL" ou "Não acorde o compilador antes do café"… só quem vive de batch entende.

Comentários finais

O DBB é um salvavidas para equipes que querem DevOps sem abandonar o mainframe. Ele reduz erros, agiliza deploys e ainda preserva aquela aura mística de que o código mainframe “funciona sozinho, mas precisa de respeito”.

Se você ainda não experimentou, vale a pena. Modernizar builds não é apenas um luxo, é sobre manter a sanidade e ganhar tempo para o café da tarde.

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