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quarta-feira, 27 de maio de 2026

☕🚀 IMS: O DINOSSAURO IMORTAL QUE AINDA MOVE O MUNDO

 

Bellacosa Mainframe apresenta o banco de dados hieraquico ISM

☕🚀 IMS: O DINOSSAURO IMORTAL QUE AINDA MOVE O MUNDO

A incrível história do sistema criado na era Apollo que continua processando bilhões de transações todos os dias

Se você é um programador COBOL júnior e começou recentemente a ouvir palavras como IMS, DL/I, PCB, PSB ou GU, talvez tenha pensado:

“Meu Deus… isso parece tecnologia alienígena dos anos 70.”

E sinceramente?

Você não está totalmente errado. 😄

O IMS é uma das tecnologias mais antigas ainda em operação no planeta. Mas existe um detalhe importante:

Ele também é uma das mais resilientes, rápidas e lucrativas da história da computação corporativa.

Enquanto centenas de tecnologias desapareceram, o IMS sobreviveu.

E não apenas sobreviveu.

Ele continua processando:

  • cartões de crédito

  • ATM bancário

  • sistemas de companhias aéreas

  • seguros

  • telecom

  • operações financeiras globais

em volumes absurdos.

Sim… existe uma chance enorme de você já ter usado IMS hoje sem perceber.


🌕 A Origem do IMS — NASA, Apollo e o Homem na Lua

O IMS nasceu em 1968.

Naquela época, a IBM e a Rockwell trabalhavam no projeto Apollo da NASA.

O problema era gigantesco.

A NASA precisava controlar milhares de componentes do foguete Saturn V:

  • peças

  • logística

  • engenharia

  • rastreamento

  • montagem

E os bancos de dados tradicionais da época simplesmente não conseguiam entregar a performance necessária.

Então nasceu o IMS:

Information Management System

Inicialmente criado para gerenciamento hierárquico de informações críticas do projeto Apollo.

Ou seja:

Existe uma ligação histórica real entre o IMS e a corrida espacial.

☕ Easter Egg Mainframe:

Muita gente brinca dizendo:

“O homem chegou à Lua graças ao COBOL, ao mainframe e ao café.”

E honestamente… não é tão exagerado assim.


🌳 O Grande Diferencial do IMS

Diferente do DB2 ou Oracle, o IMS NÃO é relacional.

Ele trabalha com:

Banco de dados hierárquico

Imagine uma árvore:

CLIENTE
 └── CONTA
      └── CARTAO
           └── MOVIMENTO

No IMS os dados possuem:

  • pai

  • filho

  • caminho de navegação

Isso deixa o acesso extremamente rápido.

Enquanto um banco relacional precisa pensar em:

  • JOIN

  • optimizer

  • plano de acesso

  • estatísticas

o IMS normalmente já sabe exatamente onde navegar.

É quase como um labirinto secreto onde o programa já conhece o caminho.


⚡ Por Que o IMS é Tão Rápido?

Porque ele foi criado numa época brutalmente limitada.

Nos anos 60 e 70:

  • CPU era caríssima

  • disco era lento

  • memória era minúscula

Então a IBM projetou o IMS para minimizar ao máximo o número de acessos físicos ao disco.

O resultado?

Uma arquitetura extremamente otimizada.

O IMS utiliza:

  • ponteiros físicos

  • navegação direta

  • acesso hierárquico

  • estruturas previsíveis

Em vez de perguntar:

“Como encontrar o dado?”

o IMS trabalha com:

“Eu já sei exatamente onde ele está.”


💾 Como os Dados São Gravados Fisicamente?

Aqui entra uma das partes mais fascinantes do IMS.

Fisicamente os dados normalmente são armazenados em datasets z/OS usando:

  • VSAM

  • OSAM

Mas o IMS NÃO grava tabelas como um banco relacional.

Ele grava:

Segmentos hierárquicos

Exemplo:

CLIENTE
   ↓ ponteiro físico
CONTA
   ↓ ponteiro físico
MOVIMENTO

Os segmentos ficam ligados fisicamente por ponteiros internos.

Isso permite uma navegação extremamente rápida entre os registros.

É quase como se o banco tivesse túneis secretos ligando os dados.


🧠 O Que é DL/I?

Se existe um coração no IMS…

Esse coração é o:

DL/I — Data Language One

O DL/I é a interface usada pelos programas COBOL para conversar com o IMS.

No DB2 usamos:

SELECT
INSERT
UPDATE
DELETE

No IMS usamos comandos como:

  • GU

  • GN

  • GNP

  • ISRT

  • REPL

  • DLET

Tudo via:

CALL 'CBLTDLI'

Ou seja:

O programa COBOL literalmente navega pela árvore do banco.


👨‍💻 Exemplo Simples de Acesso IMS

Imagine que queremos localizar um cliente.

A chamada clássica seria:

CALL 'CBLTDLI'
     USING 'GU  '
           DB-PCB
           CLIENTE-AREA
           CLIENTE-SSA.

O comando:

GU

significa:

Get Unique

O IMS então:

  1. usa o índice

  2. localiza o segmento

  3. posiciona o ponteiro

  4. devolve o registro

Tudo absurdamente rápido.


🔑 PCB, PSB e SSA — As Siglas Misteriosas

Quando alguém começa IMS pela primeira vez, parece que caiu num filme cyberpunk dos anos 70.

As siglas assustam.

Mas a lógica é simples.

PCB

Program Communication Block

Define o acesso ao banco.

PSB

Program Specification Block

Define quais bancos e PCBs o programa pode usar.

SSA

Segment Search Argument

É quase um “WHERE” do IMS.

Exemplo:

CLIENTE(COD=00001)

📜 IMS e JCL

No mundo IMS, o JCL também ganha superpoderes.

Um programa batch IMS normalmente roda com:

//STEP01 EXEC PGM=DFSRRC00,
// PARM='DLI,PROGIMS,PSBTEST'

O famoso:

DFSRRC00

é praticamente o “portal mágico” do batch IMS.

☕ Curiosidade Bellacosa Mainframe:

Quando um iniciante vê um JCL IMS pela primeira vez, normalmente reage assim:

“Isso é um JCL… ou um ritual arcano da IBM?”

😄


⚔️ IMS vs DB2

Essa é uma guerra clássica.

O IMS possui:

✅ performance monstruosa
✅ baixo overhead
✅ TPS absurdamente alto

Mas o DB2 possui:

✅ SQL flexível
✅ analytics
✅ joins
✅ consultas ad-hoc

Por isso muitos bancos usam:

IMS + DB2 juntos

IMS processa o core transacional.

DB2 faz relatórios e analytics.

É como:

IMS = motor Fórmula 1
DB2 = cérebro analítico

🤖 IMS Moderno — Sim, Ele Continua Evoluindo

Muita gente pensa que IMS ficou preso nos anos 70.

Errado.

Hoje o IMS conversa com:

  • APIs REST

  • JSON

  • Java

  • OpenShift

  • Cloud híbrida

  • Mobile banking

  • z/OS Connect

Ou seja:

Seu aplicativo de banco no celular pode estar conversando com um software criado há mais de 50 anos.

Isso é simplesmente absurdo.

E incrível.


💼 Vale a Pena Aprender IMS?

Para um programador COBOL júnior?

SIM. MUITO.

Porque existem poucos especialistas.

E muitos profissionais IMS estão se aposentando.

O mercado procura gente que entenda:

  • COBOL

  • IMS

  • JCL

  • VSAM

  • CICS

  • DB2

Essa combinação continua extremamente valorizada.

Especialmente em:

  • bancos

  • seguradoras

  • telecom

  • aviação

  • governo


☕ O Dinossauro Que Nunca Morreu

O IMS é um paradoxo fascinante.

Ele nasceu antes da internet moderna.

Antes do Windows.

Antes do Linux.

Antes do SQL dominar o mundo.

E mesmo assim continua vivo.

Mais do que vivo.

Continua movimentando bilhões de dólares diariamente.

Porque no fim das contas, empresas gigantes não querem apenas “tecnologia nova”.

Elas querem:

  • estabilidade

  • velocidade

  • segurança

  • confiabilidade

E nisso o IMS ainda é um verdadeiro monstro.

Ou como muita gente brinca no mundo mainframe:

“Tecnologia antiga não significa tecnologia ultrapassada.”

Especialmente quando ela ainda move o planeta.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

☕💣🚀 PADAWAN, ESQUEÇA "TABELAS" NO IMS! CRIANDO DATABASES

 

Bellacosa Mainframe criando database ims mainframe

☕💣🚀 PADAWAN, ESQUEÇA "TABELAS" NO IMS!

Se você vem de DB2, Oracle, SQL Server ou PostgreSQL, o primeiro choque cultural é este:

IMS DB NÃO POSSUI TABELAS.

No IMS Database você trabalha com:

  • Database (DBD)

  • Segmentos (Segments)

  • Campos (Fields)

  • Relacionamentos Pai-Filho

  • Hierarquias

  • PCB (Program Communication Block)

  • PSB (Program Specification Block)

O IMS é um banco de dados hierárquico, criado muito antes dos bancos relacionais.

Imagine uma árvore:

CLIENTE
 |
 +-- CONTA
 |     |
 |     +-- MOVIMENTO
 |
 +-- ENDERECO

No mundo SQL você teria:

CLIENTE
CONTA
MOVIMENTO
ENDERECO

No IMS você tem:

ROOT SEGMENT
    |
    +-- CHILD SEGMENT
            |
            +-- CHILD SEGMENT

Arquitetura de um Banco IMS

1. Definir a Hierarquia

Vamos criar um banco bancário.

CLIENTE
 |
 +-- CONTA
       |
       +-- MOVIMENTO

Cada elemento será um Segment.


Segmento CLIENTE

CLIENTE
--------
CPF
NOME
DATA-NASC

Segmento CONTA

CONTA
------
AGENCIA
CONTA
SALDO

Segmento MOVIMENTO

MOVIMENTO
----------
DATA
TIPO
VALOR

Passo 1 – Criar o DBD

DBD significa:

Data Base Definition

É o equivalente ao:

CREATE DATABASE

dos bancos relacionais.


Exemplo DBD

BANKDB   DBD NAME=BANKDB,ACCESS=HDAM

         SEGM NAME=CLIENTE,BYTES=100
         FIELD NAME=(CPF,SEQ,U),BYTES=11,START=1

         SEGM NAME=CONTA,PARENT=CLIENTE,BYTES=80
         FIELD NAME=(NUMCONTA,SEQ,U),BYTES=10,START=1

         SEGM NAME=MOVIMENTO,PARENT=CONTA,BYTES=120
         FIELD NAME=(DATA,SEQ),BYTES=8,START=1

         DBDGEN
         FINISH
         END

Observe:

CLIENTE
   |
   +-- CONTA
          |
          +-- MOVIMENTO

Foi criado através do parâmetro:

PARENT=

Passo 2 – Gerar o DBD

Executar DBDGEN.

JCL:

//DBDGEN JOB
//ASM     EXEC PGM=ASMA90
//SYSIN   DD *
   DBD SOURCE
/*

Resultado:

DBD LIBRARY

Passo 3 – Criar o PSB

PSB define quem acessa o banco.

Equivale a permissões.

Exemplo:

BANKPSB  PSBGEN LANG=COBOL

         PCB TYPE=DB,
             DBDNAME=BANKDB,
             PROCOPT=G

         END

PROCOPT:

G  = Read
I  = Insert
R  = Replace
D  = Delete
A  = All

Passo 4 – Gerar o PSB

Executar:

PSBGEN

Gerando:

PSBLIB

Passo 5 – Criar o ACB

Tradicional IMS:

DBD + PSB = ACB

Executar:

ACBGEN

No IMS moderno:

Managed ACB

A geração é feita pelo IMS Catalog.


Passo 6 – Definir os Data Sets

Criar o banco físico.

Normalmente:

//ALLOC EXEC PGM=IEFBR14
//DBDS01 DD DSN=IMS.BANKDB.DBDS01,

ou IDCAMS.

Exemplo:

//IDCAMS EXEC PGM=IDCAMS
//SYSIN DD *
 DEFINE CLUSTER -
   (NAME(IMS.BANKDB) -
    CYL(50 10))
/*

Passo 7 – Inicializar o Banco

Utility:

DFSURGL0

ou

DFSURGU0

dependendo do tipo.


Inserindo Dados

Aqui acontece a maior diferença.

Não existe:

INSERT INTO

Existe chamada DL/I.


Inserir Cliente

COBOL

CALL 'CBLTDLI'
 USING
   DLI-ISRT
   PCB
   CLIENTE-AREA

Comando:

ISRT

Inserir Conta

Primeiro posiciona no cliente.

GU CLIENTE

Depois:

ISRT CONTA

Inserir Movimento

Posiciona na conta.

GU CONTA

Depois:

ISRT MOVIMENTO

Hierarquia Final

CLIENTE
 CPF=123

    CONTA
    12345

       MOVIMENTO
       PIX

       MOVIMENTO
       TED

       MOVIMENTO
       SAQUE

Consultando Dados

Equivalente ao SELECT.

Comando:

GU

Get Unique

CALL 'CBLTDLI'
 USING
    DLI-GU
    PCB
    IO-AREA
    SSA

Ler Próximo Registro

GN

Get Next


Ler Filho

GNP

Get Next Within Parent


Atualizar Registro

REPL

Equivalente:

UPDATE

Excluir Registro

DLET

Equivalente:

DELETE

Dá Para Fazer em REXX?

Sim.

Principalmente para:

  • Automação

  • Administração IMS

  • Consultas

  • Operações

  • Catalog

  • Type-2 Commands

Exemplo simplificado:

ADDRESS TSO

"SUBCOM IMS"

"QUERY IMSPLEX"
"QUERY DB NAME(BANKDB)"

Mas o REXX normalmente não cria segmentos diretamente.

A criação estrutural do banco ocorre através de:

DBDGEN
PSBGEN
ACBGEN
IMS Catalog
Utilities IMS

Laboratório Completo Bellacosa Mainframe

Banco Escola

ALUNO
 |
 +-- CURSO
 |
 +-- NOTA

Segmento Root

ALUNO

Campos:

RA
NOME
IDADE

Filho

CURSO

Campos:

CODCURSO
DESCRICAO

Neto

NOTA

Campos:

PROVA
VALOR

Fluxo:

1 Criar DBD
2 Executar DBDGEN
3 Criar PSB
4 Executar PSBGEN
5 Gerar ACB
6 Alocar DBDS
7 Inicializar banco
8 Inserir ALUNO
9 Inserir CURSO
10 Inserir NOTA
11 Consultar via GU/GN
12 Atualizar via REPL
13 Excluir via DLET

Visão Mental Para Nunca Esquecer

Quando alguém perguntar:

"Como criar uma tabela no IMS?"

Pense:

TABELA -> SEGMENTO
REGISTRO -> OCORRÊNCIA DO SEGMENTO
CHAVE PRIMÁRIA -> FIELD SEQ
FOREIGN KEY -> RELAÇÃO PARENT
DATABASE -> DBD
SCHEMA -> DBD + PSB
SELECT -> GU/GN
INSERT -> ISRT
UPDATE -> REPL
DELETE -> DLET

O segredo do IMS é abandonar a mentalidade relacional e enxergar o banco como uma árvore hierárquica navegável, onde o acesso ocorre por caminhos pai-filho, e não por joins SQL. É exatamente por isso que, mesmo após mais de 55 anos, o IMS continua processando bilhões de transações por dia em bancos, seguradoras, companhias aéreas e governos. 🚀☕💣