| Bellacosa Mainframe apresenta Conan o Barbaro |
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Conan, o Bárbaro sem Mistérios para Programadores COBOL
Quando um Programador Descobre que o Maior Guerreiro da Fantasia Também Era um Mestre em Arquitetura, Resiliência e Recuperação de Desastres
"Civilize um padawan e ele aprende a programar. Coloque esse homem diante de um ABEND em produção às três da manhã... e você descobrirá se ele realmente é um bárbaro."
Introdução – Existe um Conan Dentro de Todo Programador COBOL
Existe um momento curioso na carreira de praticamente todo programador COBOL.
Não importa se você trabalha em banco, seguradora, governo, indústria ou varejo.
Chega um dia em que você entra na sala do projeto, recebe uma especificação de cinco páginas, um sistema com quatro milhões de linhas de código, três bancos de dados, dezenas de arquivos VSAM, centenas de JCLs, milhares de programas e alguém simplesmente diz:
"É só alterar uma condição."
Nesse instante...
Você deixa de ser um simples desenvolvedor.
Você entra na Era Hiboriana.
E, sem perceber, torna-se Conan.
Pode parecer exagero.
Mas quanto mais se estuda Conan, mais fica evidente que Robert E. Howard criou muito mais do que um personagem musculoso empunhando uma espada gigantesca.
Criou um arquétipo.
O arquétipo do profissional que sobrevive em ambientes hostis.
Curiosamente...
Esse arquétipo descreve muito bem um programador COBOL.
Quem foi Robert E. Howard?
Antes de Conan existir...
Existia Robert Ervin Howard.
Nascido em 1906 no Texas.
Howard viveu apenas 30 anos.
Mesmo assim mudou completamente a fantasia moderna.
Na década de 1930 publicava contos na lendária revista Weird Tales, a mesma que revelou H. P. Lovecraft.
Enquanto Tolkien escrevia mundos organizados...
Howard escrevia mundos caóticos.
Enquanto Tolkien falava de reinos...
Howard falava de sobrevivência.
Enquanto Tolkien descrevia sociedades...
Howard descrevia indivíduos.
É uma diferença enorme.
A Era Hiboriana
Howard percebeu que misturar história real com fantasia limitava sua criatividade.
Então inventou uma época inteira.
A Era Hiboriana.
Uma civilização perdida situada entre o afundamento da Atlântida e o surgimento das civilizações históricas.
Resultado?
Ele podia misturar:
vikings
egípcios
romanos
persas
celtas
mongóis
piratas
feiticeiros
Tudo funcionando ao mesmo tempo.
Parece absurdo.
Mas funciona perfeitamente.
Da mesma forma que um ambiente z/OS pode executar simultaneamente:
COBOL
PL/I
Assembler
C
Java
Python
Rexx
A arquitetura suporta tudo.
Howard também criou sua própria arquitetura.
Conan nunca foi apenas força
Existe um enorme equívoco.
Muita gente acredita que Conan resolve tudo na espada.
Não.
Ele pensa.
Observa.
Planeja.
Improvisa.
Adapta-se.
Aliás...
É exatamente isso que um bom programador COBOL faz.
Imagine um incidente.
Um JOB começou a consumir CPU.
Outro entrou em loop.
Um VSAM ficou inconsistente.
DB2 retornando SQLCODE negativo.
MQ congestionado.
CICS travando sessões.
O iniciante entra em pânico.
Conan não.
Primeiro observa.
Depois entende.
Só então age.
A inteligência invisível de Conan
Nos livros originais Conan é:
ladrão
mercenário
explorador
pirata
general
estrategista
rei
Cada profissão ensinou algo diferente.
Pense nisso.
Também passamos por diversas fases.
Programador Júnior.
Programador Batch.
Programador Online.
Analista.
Especialista.
Líder técnico.
Arquiteto.
Cada fase acrescenta conhecimento.
Nada foi perdido.
Tudo foi acumulado.
A Espada de Conan é como o COBOL
Existe uma cena recorrente.
A espada quebra.
Conan pega outra.
Perde novamente.
Encontra outra.
Improvisa.
Jamais depende da ferramenta.
Essa talvez seja uma das maiores lições para qualquer profissional.
Ferramentas mudam.
Tecnologias mudam.
IDE muda.
Framework muda.
Cloud muda.
Mas conhecimento permanece.
O programador que entende lógica continuará produzindo software.
A Filosofia de Crom
Crom é o deus de Conan.
Curiosamente...
Crom praticamente nunca ajuda ninguém.
Segundo a tradição ciméria:
Crom já deu força ao homem.
O restante depende dele.
Não existem milagres.
Isso lembra muito o mundo corporativo.
O compilador faz sua parte.
O sistema operacional faz sua parte.
O hardware faz sua parte.
Agora...
O algoritmo...
Esse é responsabilidade do programador.
O Programador Bárbaro
O termo "bárbaro" costuma ser entendido como alguém ignorante.
Historicamente isso está errado.
"Bárbaro" era apenas quem vivia fora da civilização greco-romana.
Howard ressignificou essa ideia.
Seu bárbaro é livre.
Criativo.
Prático.
Adaptável.
Enquanto os reis ficam presos à burocracia...
Conan resolve problemas.
Conhece alguém assim?
Sim.
Aquele veterano do mainframe.
Não possui cinquenta certificações.
Mas resolve qualquer incidente.
Os Reinos são como Sistemas Legados
Cada reino da Era Hiboriana possui regras próprias.
Aquilônia.
Nemédia.
Estígia.
Zamora.
Ciméria.
Khitai.
Cada um funciona diferente.
Migrar entre eles exige adaptação.
Lembra muito ambientes corporativos.
Banco A.
Banco B.
Seguradora.
Governo.
Cada cliente possui:
padrões
nomenclaturas
frameworks
convenções
processos
Você precisa aprender novamente.
Conan fazia exatamente isso.
Feiticeiros são os Arquitetos
Nos contos...
Os feiticeiros raramente lutam diretamente.
Eles manipulam.
Planejam.
Constroem.
Observam décadas.
Séculos.
É impossível não lembrar dos arquitetos corporativos.
Eles quase nunca escrevem programas.
Mas definem toda a arquitetura.
As Masmorras são Sistemas Legados
Conan adora explorar ruínas.
Sempre existem armadilhas.
Portas secretas.
Mapas antigos.
Passagens escondidas.
Não parece um sistema COBOL escrito em 1978?
Comentários incompletos.
COPYBOOK perdido.
Variáveis com nomes misteriosos.
Perform Through impossível.
GO TO inesperado.
Quem nunca entrou numa masmorra dessas?
Easter Egg nº 1
Howard escreveu Conan entre 1932 e 1936.
COBOL surgiria apenas em 1959.
Mesmo assim...
A filosofia de sobrevivência de Conan descreve perfeitamente a carreira de um programador de mainframe.
Conan e o Debug
Conan nunca entra correndo.
Primeiro observa.
Escuta.
Analisa pegadas.
Conta inimigos.
Estuda terreno.
Depois age.
Debug eficiente funciona igual.
Antes de alterar código:
Leia o dump.
Veja o Abend.
Analise SYSOUT.
Consulte SDSF.
Leia SQLCA.
Examine o LOG.
Somente então modifique o programa.
A Economia da Espada
Conan não desperdiça energia.
Cada golpe possui objetivo.
COBOL também.
Um bom programa evita:
IF desnecessários.
MOVE redundantes.
Leitura duplicada.
SORT inútil.
A simplicidade quase sempre vence.
Easter Egg nº 2
Arnold Schwarzenegger interpretou Conan em 1982.
Na mesma época...
Mainframes IBM 308X dominavam grandes centros de processamento.
Enquanto Conan enfrentava serpentes gigantes no cinema...
Milhões de folhas de pagamento eram executadas em COBOL.
Dois mundos completamente diferentes.
Mas ambos sobreviveram ao tempo.
Conan nunca busca poder...
Busca liberdade.
Essa talvez seja a maior lição.
Ele rejeita riquezas quando elas o aprisionam.
Abandona títulos.
Deixa castelos.
Parte novamente.
O conhecimento também funciona assim.
Quem aprende apenas uma tecnologia torna-se dependente.
Quem aprende princípios torna-se livre.
Curiosidades que Pouca Gente Conhece
Conan quase morreu com seu criador
Howard faleceu muito jovem.
Durante anos Conan praticamente desapareceu.
Foi somente décadas depois que novos autores continuaram o universo.
O filme não representa totalmente os livros
Os livros mostram um Conan extremamente inteligente.
Muito diferente da imagem criada pelo cinema.
Conan fala vários idiomas
Nos contos ele aprende línguas conforme viaja.
Exatamente como um profissional de TI aprende:
COBOL.
JCL.
SQL.
REXX.
Python.
Java.
Assembler.
Cada linguagem abre uma nova fronteira.
Conan odeia burocracia
Talvez por isso tantos profissionais de TI simpatizem com ele.
Ele prefere resolver problemas.
Não produzir relatórios sobre problemas.
Easter Egg nº 3
Existe uma famosa frase atribuída a Conan:
"O que é melhor na vida?"
No filme a resposta é brutal.
Mas para um programador COBOL talvez fosse:
"Compilar sem warnings.
Executar sem ABEND.
Fechar a mudança antes da janela acabar."
O Verdadeiro Inimigo
Nos contos...
Conan raramente perde para monstros.
Quase sempre seus maiores inimigos são:
ganância
corrupção
ego
ambição
covardia
É interessante.
Também não são esses os maiores problemas dos projetos de software?
Poucos sistemas fracassam por causa da linguagem.
A maioria fracassa por:
má comunicação;
requisitos mal definidos;
prazos irreais;
decisões políticas;
falta de documentação;
ausência de testes.
A espada nunca foi o problema.
Assim como COBOL nunca foi.
A Lição Final de Conan para um Programador COBOL
Depois de ler dezenas de histórias de Conan, uma conclusão inevitável aparece.
Howard nunca escreveu sobre músculos.
Nunca escreveu sobre espadas.
Nunca escreveu sobre violência.
Ele escreveu sobre competência.
Conan sobrevive porque aprende continuamente.
Observa antes de agir.
Adapta-se a qualquer ambiente.
Nunca subestima o inimigo.
Nunca depende apenas da força.
Nunca acredita que já sabe tudo.
Essas características explicam por que ele começa como um jovem guerreiro desconhecido e termina sentado no trono da Aquilônia.
Da mesma forma, um programador COBOL não constrói uma carreira sólida apenas conhecendo a sintaxe da linguagem. Ele evolui ao entender negócios, bancos de dados, sistemas operacionais, integração, segurança, arquitetura e, acima de tudo, pessoas. O verdadeiro veterano de mainframe não é aquele que decorou todos os verbos do COBOL, mas aquele que sabe investigar um problema, fazer as perguntas certas e manter um sistema crítico funcionando quando todos os demais já desistiram.
No fim das contas, a maior espada de Conan não era feita de aço.
Era sua experiência.
E o maior poder de um programador COBOL também não está no editor de código, na IDE ou na ferramenta da moda.
Está nos milhares de problemas resolvidos ao longo da carreira, nas madrugadas enfrentando ABENDs, nos incidentes recuperados, nas migrações concluídas e no conhecimento acumulado.
Porque tecnologias mudam.
Frameworks desaparecem.
Linguagens entram e saem dos rankings.
Mas profissionais que aprendem continuamente permanecem relevantes por décadas.
Como Conan.
Como o COBOL.
E como todo verdadeiro guerreiro do mainframe que, ao ouvir alguém dizer "é só uma pequena alteração", apenas sorri, ajusta a cadeira, abre o ISPF e parte para mais uma expedição arqueológica pelos templos esquecidos do código legado.
Afinal, na Era Hiboriana e no mundo do z/OS, a aventura nunca termina.