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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Red Sonja : Quando um Programador Descobre que a Guerreira de Cabelos Rubros Também Ensina Arquitetura, Resiliência e a Arte de Nunca Depender de uma Única Ferramenta

 

Bellacosa Mainframe apresenta Red Sonja

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Red Sonja sem Mistérios para Programadores COBOL

Quando um Programador Descobre que a Guerreira de Cabelos Rubros Também Ensina Arquitetura, Resiliência e a Arte de Nunca Depender de uma Única Ferramenta

"Há profissionais que vencem porque possuem a melhor tecnologia. Outros vencem porque aprenderam a sobreviver quando toda a tecnologia falha."


Introdução – Existe uma Red Sonja em Todo Ambiente Mainframe

Se você perguntar para um fã de fantasia quem é Red Sonja, provavelmente ouvirá uma resposta rápida:

"A guerreira ruiva da espada."

Mas essa definição é tão incompleta quanto dizer que COBOL é apenas uma linguagem de programação.

Red Sonja representa muito mais.

Ela simboliza independência.

Disciplina.

Treinamento.

Resiliência.

Capacidade de adaptação.

Coragem diante do impossível.

Curiosamente...

Essas também são algumas das características que diferenciam um programador COBOL comum de um verdadeiro especialista em sistemas críticos.

No universo do Bellacosa Mainframe, Red Sonja não é apenas uma personagem de espada e feitiçaria.

Ela representa o profissional que nunca espera que alguém resolva seus problemas.

Ela aprende.

Treina.

Cai.

Levanta.

Estuda novamente.

E volta ainda melhor.

Essa filosofia acompanha o mundo do mainframe desde seus primeiros dias.


Antes de Tudo: Quem é Red Sonja?

Aqui existe uma curiosidade histórica que costuma gerar confusão.

A Red Sonja famosa dos quadrinhos não foi criada diretamente por Robert E. Howard.

Howard escreveu, em 1934, um conto histórico chamado The Shadow of the Vulture.

Nele aparece uma personagem chamada Red Sonya de Rogatino.

Ela era uma guerreira do século XVI, durante o Cerco de Viena.

Décadas depois, em 1973, o roteirista Roy Thomas e o artista Barry Windsor-Smith, trabalhando para a Marvel Comics, adaptaram essa ideia e criaram Red Sonja, ambientando-a no universo da Era Hiboriana de Conan.

Foi uma transformação brilhante.

Mantiveram:

  • os cabelos vermelhos;

  • a personalidade feroz;

  • a habilidade incomum com espadas.

Mas transportaram tudo para um universo de fantasia heroica.

Resultado?

Nascia uma das personagens femininas mais importantes da história dos quadrinhos.


Easter Egg nº 1

Muita gente acredita que Red Sonja nasceu junto com Conan.

Na realidade, a personagem moderna é uma adaptação inspirada em Red Sonya de Rogatino, criada por Robert E. Howard, mas desenvolvida como heroína da Era Hiboriana por Roy Thomas e Barry Windsor-Smith.

É um excelente exemplo de como uma boa arquitetura pode ser expandida por outras gerações sem perder sua essência.


O Que Red Sonja Ensina ao Programador COBOL?

Conan normalmente resolve problemas pela força.

Kull pela liderança.

Solomon Kane pela investigação.

Red Sonja pela preparação.

Ela jamais entra em combate sem conhecer:

  • o terreno;

  • o inimigo;

  • seus próprios limites.

Isso lembra imediatamente um bom profissional de produção.

Antes de alterar um programa COBOL ele pergunta:

  • Existe impacto em outros JOBs?

  • Quem consome este COPYBOOK?

  • Existe alguma interface MQ?

  • O Db2 possui índices adequados?

  • O VSAM é compartilhado?

  • Há janela de processamento suficiente?

Essas perguntas evitam inúmeros desastres.


A Espada é Apenas uma Ferramenta

Existe um erro comum.

Imaginar que Red Sonja vence porque possui uma espada.

Não.

Ela vence porque sabe utilizá-la.

No mundo da tecnologia acontece exatamente o mesmo.

IDE.

Git.

VS Code.

ISPF.

IDz.

Python.

Java.

COBOL.

Tudo isso são ferramentas.

Ferramentas não substituem conhecimento.

Um profissional excelente usando um editor simples normalmente produz mais do que um iniciante cercado pelas tecnologias mais modernas.


A Armadura Não Faz o Guerreiro

Ao longo das décadas, Red Sonja tornou-se conhecida também por sua armadura icônica.

Visualmente é marcante.

Mas narrativamente ela nunca depende da armadura.

Depende do treinamento.

Isso lembra um fenômeno comum em TI.

Muitos acreditam que determinada ferramenta "garante qualidade".

Não garante.

Quem garante qualidade é o profissional.

Ferramentas apenas potencializam competências já existentes.


Easter Egg nº 2

Barry Windsor-Smith, um dos artistas responsáveis pelas primeiras aventuras de Conan e Red Sonja na Marvel, revolucionou o visual da fantasia heroica nos quadrinhos, influenciando ilustradores por décadas.

Seu traço inspirou inúmeros artistas europeus, americanos e japoneses.


O Treinamento Nunca Termina

Uma característica marcante de Red Sonja é que ela nunca considera seu aprendizado concluído.

Cada adversário ensina algo.

Cada derrota revela uma fraqueza.

Cada vitória mostra um novo desafio.

Esse talvez seja o maior ensinamento para quem trabalha com COBOL.

O profissional que acredita saber tudo começa a envelhecer tecnicamente.

O veterano verdadeiro continua aprendendo.

Hoje estuda:

  • APIs REST;

  • z/OS Connect;

  • Ansible;

  • Git;

  • Jenkins;

  • IA aplicada ao desenvolvimento;

  • observabilidade;

  • DevOps.

Não porque abandonou COBOL.

Mas porque COBOL continua evoluindo junto com o restante da arquitetura.


A Independência Técnica

Red Sonja raramente depende de um grupo.

Ela coopera quando necessário.

Mas sabe caminhar sozinha.

No mundo corporativo isso possui enorme valor.

Imagine alguém capaz de:

  • analisar um dump;

  • entender um JCL;

  • revisar SQL;

  • interpretar SMF;

  • investigar RACF;

  • localizar gargalos em CICS.

Esse profissional torna-se extremamente valioso.

Não porque faz tudo sozinho.

Mas porque compreende o ecossistema inteiro.


O Campo de Batalha é Produção

Nos contos de fantasia o combate acontece em florestas, fortalezas e ruínas.

No mainframe o campo de batalha possui outro nome:

Produção.

É ali que aparecem:

ABEND S0C7.

Deadlocks.

Timeouts.

Problemas de lock.

Fila MQ congestionada.

VSAM corrompido.

Plano Db2 inválido.

Nenhum treinamento substitui a experiência adquirida enfrentando produção real.


Easter Egg nº 3

Assim como Conan, Red Sonja passou por diversas editoras ao longo das décadas.

Marvel, Dynamite Entertainment e outras publicaram fases diferentes da personagem, mantendo-a viva para novas gerações de leitores.


A Disciplina da Espadachim

Howard e, depois, Roy Thomas apresentam uma característica interessante.

Red Sonja raramente vence pela impulsividade.

Ela observa.

Calcula.

Espera o momento correto.

Pense em um programador experiente.

Ele não altera imediatamente um IF.

Primeiro verifica:

qual módulo chama o programa;

quem consome o arquivo;

quais JOBs dependem da alteração;

quais interfaces serão afetadas.

Essa disciplina evita incidentes gigantescos.


Os Vilões Nunca São Apenas Monstros

Nas boas histórias de Red Sonja, os inimigos não são apenas criaturas fantásticas.

São também:

tiranos;

mercadores corruptos;

feiticeiros manipuladores;

governantes incompetentes;

chefes militares arrogantes.

Isso lembra muito projetos de software.

Pouquíssimos sistemas falham por culpa da linguagem.

Normalmente falham por:

requisitos mal definidos;

falta de comunicação;

pressa;

ausência de testes;

má governança.

O monstro raramente é o COBOL.


Curiosidades Pouco Conhecidas

A personagem histórica existiu?

Red Sonya de Rogatino foi inspirada em eventos históricos reais ligados ao Cerco de Viena de 1529, embora a personagem literária seja ficcional.


Red Sonja e Conan nem sempre caminharam juntos

Apesar de frequentemente associados, cada um possui histórias próprias, personalidade distinta e objetivos diferentes.


A personagem tornou-se um ícone

Durante décadas Red Sonja foi uma das protagonistas femininas mais importantes da fantasia heroica, influenciando inúmeras guerreiras em RPGs, videogames e quadrinhos.


A influência chegou aos games

Diversos jogos inspirados em fantasia medieval herdaram elementos visuais e narrativos associados à personagem: heroínas independentes, espadachins habilidosos e protagonistas que enfrentam impérios inteiros.


A Filosofia da Guerreira

Existe algo profundamente moderno em Red Sonja.

Ela nunca espera condições perfeitas.

Nunca diz:

"Vou aprender quando tiver tempo."

"Vou estudar quando a empresa pagar."

"Vou começar quando comprar um computador melhor."

Ela começa.

Com o que possui.

É exatamente assim que muitos veteranos do mainframe construíram suas carreiras.

Aprenderam em terminais 3270.

Consultando manuais impressos.

Perguntando aos mais experientes.

Errando.

Corrigindo.

E evoluindo.


A Espada e o Código

Uma espada precisa ser constantemente afiada.

O conhecimento também.

Quem para de estudar perde velocidade.

Quem deixa de praticar esquece detalhes importantes.

Quem acredita que já domina tudo normalmente é surpreendido pela próxima tecnologia.

O mesmo vale para COBOL.

Ele continua recebendo novas funcionalidades.

Integrações.

Boas práticas.

Ferramentas modernas.

Quem acompanha essa evolução permanece relevante.


O Legado para o Mainframe

Em ambientes IBM Z existe uma figura conhecida por todos.

É aquela pessoa que enfrenta qualquer incidente sem entrar em pânico.

Primeiro analisa.

Depois testa.

Confirma.

Documenta.

Resolve.

Red Sonja provavelmente faria exatamente isso.

Ela nunca luta por impulso.

Ela luta preparada.


Easter Egg nº 4

Enquanto muitos personagens da fantasia heroica representam força física, Red Sonja tornou-se símbolo de competência conquistada por treinamento. Essa diferença explica por que continua relevante mais de cinquenta anos após sua criação moderna.


O Verdadeiro Tesouro

No fim das contas, Red Sonja nunca buscou riqueza acima de tudo.

O verdadeiro prêmio sempre foi a liberdade.

No universo da tecnologia acontece algo semelhante.

O maior patrimônio de um programador não é o notebook.

Nem a IDE.

Nem o cargo.

Nem o salário.

É o conhecimento acumulado.

Esse ninguém consegue retirar.


Conclusão – A Espadachim do Mainframe

Quando observamos a trajetória de Red Sonja sob a ótica de um profissional COBOL, percebemos que sua história nunca foi apenas sobre batalhas.

Ela é uma metáfora sobre preparação.

Sobre disciplina.

Sobre competência construída diariamente.

Conan nos ensina coragem diante do desconhecido.

Kull nos ensina liderança quando a responsabilidade aumenta.

Solomon Kane nos ensina investigação antes da ação.

Red Sonja acrescenta um quarto pilar essencial: excelência obtida por treinamento contínuo.

Em um ambiente mainframe, onde uma única alteração pode impactar milhões de transações, essa filosofia faz toda a diferença. O profissional que revisa, testa, documenta e entende profundamente o contexto de cada mudança raramente depende da sorte. Ele confia na prática, no estudo e na experiência acumulada.

Talvez seja esse o verdadeiro elo entre uma guerreira da Era Hiboriana e um programador COBOL.

Ambos sabem que ferramentas mudam.

Espadas enferrujam.

Frameworks envelhecem.

Editores de código são substituídos.

Mas conhecimento sólido, disciplina e capacidade de adaptação continuam atravessando gerações.

E é justamente por isso que Red Sonja permanece viva na cultura pop e o COBOL continua sustentando alguns dos sistemas mais importantes do planeta.

Porque tanto uma grande guerreira quanto um grande programador descobrem, cedo ou tarde, a mesma verdade:

a vitória nunca pertence à melhor espada. Ela pertence à mente mais preparada para utilizá-la.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Conan, o Bárbaro : COBOL Quando um Programador Descobre que o Maior Guerreiro da Fantasia Também Era um Mestre em Arquitetura, Resiliência e Recuperação de Desastres

 

Bellacosa Mainframe apresenta Conan o Barbaro

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Conan, o Bárbaro sem Mistérios para Programadores COBOL

Quando um Programador Descobre que o Maior Guerreiro da Fantasia Também Era um Mestre em Arquitetura, Resiliência e Recuperação de Desastres

"Civilize um padawan e ele aprende a programar. Coloque esse homem diante de um ABEND em produção às três da manhã... e você descobrirá se ele realmente é um bárbaro."


Introdução – Existe um Conan Dentro de Todo Programador COBOL

Existe um momento curioso na carreira de praticamente todo programador COBOL.

Não importa se você trabalha em banco, seguradora, governo, indústria ou varejo.

Chega um dia em que você entra na sala do projeto, recebe uma especificação de cinco páginas, um sistema com quatro milhões de linhas de código, três bancos de dados, dezenas de arquivos VSAM, centenas de JCLs, milhares de programas e alguém simplesmente diz:

"É só alterar uma condição."

Nesse instante...

Você deixa de ser um simples desenvolvedor.

Você entra na Era Hiboriana.

E, sem perceber, torna-se Conan.

Pode parecer exagero.

Mas quanto mais se estuda Conan, mais fica evidente que Robert E. Howard criou muito mais do que um personagem musculoso empunhando uma espada gigantesca.

Criou um arquétipo.

O arquétipo do profissional que sobrevive em ambientes hostis.

Curiosamente...

Esse arquétipo descreve muito bem um programador COBOL.


Quem foi Robert E. Howard?

Antes de Conan existir...

Existia Robert Ervin Howard.

Nascido em 1906 no Texas.

Howard viveu apenas 30 anos.

Mesmo assim mudou completamente a fantasia moderna.

Na década de 1930 publicava contos na lendária revista Weird Tales, a mesma que revelou H. P. Lovecraft.

Enquanto Tolkien escrevia mundos organizados...

Howard escrevia mundos caóticos.

Enquanto Tolkien falava de reinos...

Howard falava de sobrevivência.

Enquanto Tolkien descrevia sociedades...

Howard descrevia indivíduos.

É uma diferença enorme.


A Era Hiboriana

Howard percebeu que misturar história real com fantasia limitava sua criatividade.

Então inventou uma época inteira.

A Era Hiboriana.

Uma civilização perdida situada entre o afundamento da Atlântida e o surgimento das civilizações históricas.

Resultado?

Ele podia misturar:

  • vikings

  • egípcios

  • romanos

  • persas

  • celtas

  • mongóis

  • piratas

  • feiticeiros

Tudo funcionando ao mesmo tempo.

Parece absurdo.

Mas funciona perfeitamente.

Da mesma forma que um ambiente z/OS pode executar simultaneamente:

  • COBOL

  • PL/I

  • Assembler

  • C

  • Java

  • Python

  • Rexx

A arquitetura suporta tudo.

Howard também criou sua própria arquitetura.


Conan nunca foi apenas força

Existe um enorme equívoco.

Muita gente acredita que Conan resolve tudo na espada.

Não.

Ele pensa.

Observa.

Planeja.

Improvisa.

Adapta-se.

Aliás...

É exatamente isso que um bom programador COBOL faz.


Imagine um incidente.

Um JOB começou a consumir CPU.

Outro entrou em loop.

Um VSAM ficou inconsistente.

DB2 retornando SQLCODE negativo.

MQ congestionado.

CICS travando sessões.

O iniciante entra em pânico.

Conan não.

Primeiro observa.

Depois entende.

Só então age.


A inteligência invisível de Conan

Nos livros originais Conan é:

  • ladrão

  • mercenário

  • explorador

  • pirata

  • general

  • estrategista

  • rei

Cada profissão ensinou algo diferente.

Pense nisso.

Também passamos por diversas fases.

Programador Júnior.

Programador Batch.

Programador Online.

Analista.

Especialista.

Líder técnico.

Arquiteto.

Cada fase acrescenta conhecimento.

Nada foi perdido.

Tudo foi acumulado.


A Espada de Conan é como o COBOL

Existe uma cena recorrente.

A espada quebra.

Conan pega outra.

Perde novamente.

Encontra outra.

Improvisa.

Jamais depende da ferramenta.

Essa talvez seja uma das maiores lições para qualquer profissional.

Ferramentas mudam.

Tecnologias mudam.

IDE muda.

Framework muda.

Cloud muda.

Mas conhecimento permanece.

O programador que entende lógica continuará produzindo software.


A Filosofia de Crom

Crom é o deus de Conan.

Curiosamente...

Crom praticamente nunca ajuda ninguém.

Segundo a tradição ciméria:

Crom já deu força ao homem.

O restante depende dele.

Não existem milagres.

Isso lembra muito o mundo corporativo.

O compilador faz sua parte.

O sistema operacional faz sua parte.

O hardware faz sua parte.

Agora...

O algoritmo...

Esse é responsabilidade do programador.


O Programador Bárbaro

O termo "bárbaro" costuma ser entendido como alguém ignorante.

Historicamente isso está errado.

"Bárbaro" era apenas quem vivia fora da civilização greco-romana.

Howard ressignificou essa ideia.

Seu bárbaro é livre.

Criativo.

Prático.

Adaptável.

Enquanto os reis ficam presos à burocracia...

Conan resolve problemas.

Conhece alguém assim?

Sim.

Aquele veterano do mainframe.

Não possui cinquenta certificações.

Mas resolve qualquer incidente.


Os Reinos são como Sistemas Legados

Cada reino da Era Hiboriana possui regras próprias.

Aquilônia.

Nemédia.

Estígia.

Zamora.

Ciméria.

Khitai.

Cada um funciona diferente.

Migrar entre eles exige adaptação.

Lembra muito ambientes corporativos.

Banco A.

Banco B.

Seguradora.

Governo.

Cada cliente possui:

  • padrões

  • nomenclaturas

  • frameworks

  • convenções

  • processos

Você precisa aprender novamente.

Conan fazia exatamente isso.


Feiticeiros são os Arquitetos

Nos contos...

Os feiticeiros raramente lutam diretamente.

Eles manipulam.

Planejam.

Constroem.

Observam décadas.

Séculos.

É impossível não lembrar dos arquitetos corporativos.

Eles quase nunca escrevem programas.

Mas definem toda a arquitetura.


As Masmorras são Sistemas Legados

Conan adora explorar ruínas.

Sempre existem armadilhas.

Portas secretas.

Mapas antigos.

Passagens escondidas.

Não parece um sistema COBOL escrito em 1978?

Comentários incompletos.

COPYBOOK perdido.

Variáveis com nomes misteriosos.

Perform Through impossível.

GO TO inesperado.

Quem nunca entrou numa masmorra dessas?


Easter Egg nº 1

Howard escreveu Conan entre 1932 e 1936.

COBOL surgiria apenas em 1959.

Mesmo assim...

A filosofia de sobrevivência de Conan descreve perfeitamente a carreira de um programador de mainframe.


Conan e o Debug

Conan nunca entra correndo.

Primeiro observa.

Escuta.

Analisa pegadas.

Conta inimigos.

Estuda terreno.

Depois age.

Debug eficiente funciona igual.

Antes de alterar código:

Leia o dump.

Veja o Abend.

Analise SYSOUT.

Consulte SDSF.

Leia SQLCA.

Examine o LOG.

Somente então modifique o programa.


A Economia da Espada

Conan não desperdiça energia.

Cada golpe possui objetivo.

COBOL também.

Um bom programa evita:

IF desnecessários.

MOVE redundantes.

Leitura duplicada.

SORT inútil.

A simplicidade quase sempre vence.


Easter Egg nº 2

Arnold Schwarzenegger interpretou Conan em 1982.

Na mesma época...

Mainframes IBM 308X dominavam grandes centros de processamento.

Enquanto Conan enfrentava serpentes gigantes no cinema...

Milhões de folhas de pagamento eram executadas em COBOL.

Dois mundos completamente diferentes.

Mas ambos sobreviveram ao tempo.


Conan nunca busca poder...

Busca liberdade.

Essa talvez seja a maior lição.

Ele rejeita riquezas quando elas o aprisionam.

Abandona títulos.

Deixa castelos.

Parte novamente.

O conhecimento também funciona assim.

Quem aprende apenas uma tecnologia torna-se dependente.

Quem aprende princípios torna-se livre.


Curiosidades que Pouca Gente Conhece

Conan quase morreu com seu criador

Howard faleceu muito jovem.

Durante anos Conan praticamente desapareceu.

Foi somente décadas depois que novos autores continuaram o universo.


O filme não representa totalmente os livros

Os livros mostram um Conan extremamente inteligente.

Muito diferente da imagem criada pelo cinema.


Conan fala vários idiomas

Nos contos ele aprende línguas conforme viaja.

Exatamente como um profissional de TI aprende:

COBOL.

JCL.

SQL.

REXX.

Python.

Java.

Assembler.

Cada linguagem abre uma nova fronteira.


Conan odeia burocracia

Talvez por isso tantos profissionais de TI simpatizem com ele.

Ele prefere resolver problemas.

Não produzir relatórios sobre problemas.


Easter Egg nº 3

Existe uma famosa frase atribuída a Conan:

"O que é melhor na vida?"

No filme a resposta é brutal.

Mas para um programador COBOL talvez fosse:

"Compilar sem warnings.
Executar sem ABEND.
Fechar a mudança antes da janela acabar."


O Verdadeiro Inimigo

Nos contos...

Conan raramente perde para monstros.

Quase sempre seus maiores inimigos são:

ganância

corrupção

ego

ambição

covardia

É interessante.

Também não são esses os maiores problemas dos projetos de software?

Poucos sistemas fracassam por causa da linguagem.

A maioria fracassa por:

má comunicação;

requisitos mal definidos;

prazos irreais;

decisões políticas;

falta de documentação;

ausência de testes.

A espada nunca foi o problema.

Assim como COBOL nunca foi.


A Lição Final de Conan para um Programador COBOL

Depois de ler dezenas de histórias de Conan, uma conclusão inevitável aparece.

Howard nunca escreveu sobre músculos.

Nunca escreveu sobre espadas.

Nunca escreveu sobre violência.

Ele escreveu sobre competência.

Conan sobrevive porque aprende continuamente.

Observa antes de agir.

Adapta-se a qualquer ambiente.

Nunca subestima o inimigo.

Nunca depende apenas da força.

Nunca acredita que já sabe tudo.

Essas características explicam por que ele começa como um jovem guerreiro desconhecido e termina sentado no trono da Aquilônia.

Da mesma forma, um programador COBOL não constrói uma carreira sólida apenas conhecendo a sintaxe da linguagem. Ele evolui ao entender negócios, bancos de dados, sistemas operacionais, integração, segurança, arquitetura e, acima de tudo, pessoas. O verdadeiro veterano de mainframe não é aquele que decorou todos os verbos do COBOL, mas aquele que sabe investigar um problema, fazer as perguntas certas e manter um sistema crítico funcionando quando todos os demais já desistiram.

No fim das contas, a maior espada de Conan não era feita de aço.

Era sua experiência.

E o maior poder de um programador COBOL também não está no editor de código, na IDE ou na ferramenta da moda.

Está nos milhares de problemas resolvidos ao longo da carreira, nas madrugadas enfrentando ABENDs, nos incidentes recuperados, nas migrações concluídas e no conhecimento acumulado.

Porque tecnologias mudam.

Frameworks desaparecem.

Linguagens entram e saem dos rankings.

Mas profissionais que aprendem continuamente permanecem relevantes por décadas.

Como Conan.

Como o COBOL.

E como todo verdadeiro guerreiro do mainframe que, ao ouvir alguém dizer "é só uma pequena alteração", apenas sorri, ajusta a cadeira, abre o ISPF e parte para mais uma expedição arqueológica pelos templos esquecidos do código legado.

Afinal, na Era Hiboriana e no mundo do z/OS, a aventura nunca termina.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Robert E. Howard : Quando um Programador Descobre que o Homem que Criou Conan Também Escreveu a Arquitetura da Fantasia Moderna

 

Bellacosa Mainframe apresenta o lendario Robert E. Howard criador do Conan o Barbaro

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Robert E. Howard sem Mistérios para Programadores COBOL

Quando um Programador Descobre que o Homem que Criou Conan Também Escreveu a Arquitetura da Fantasia Moderna Como Quem Projetava um Sistema Crítico de Mainframe

"Alguns programadores escrevem software que sobrevive décadas. Robert E. Howard escreveu personagens que sobreviveram quase um século."


Introdução – O Programador Invisível da Fantasia

Existe uma pergunta curiosa.

Quem inventou o COBOL?

Grace Hopper participou da sua criação.

Quem inventou C?

Dennis Ritchie.

Quem inventou Java?

James Gosling.

Quem inventou Linux?

Linus Torvalds.

Agora faça outra pergunta.

Quem inventou praticamente toda a fantasia heroica moderna?

Pouquíssima gente conhece a resposta.

Robert Ervin Howard.

Seu nome talvez não seja imediatamente reconhecido.

Mas seus personagens...

Esses você conhece.

Conan.

Kull.

Solomon Kane.

Bran Mak Morn.

Red Sonja (que mais tarde seria expandida por Roy Thomas a partir de uma personagem de Howard).

Centenas de conceitos utilizados hoje em RPGs, videogames, mangás, filmes e séries nasceram de sua imaginação.

Curiosamente...

Ele fez tudo isso antes dos trinta anos de idade.

Para um programador COBOL existe uma analogia perfeita.

Howard foi para a literatura o que um arquiteto de sistemas foi para o mainframe.

Ele não criou apenas programas.

Criou uma plataforma inteira.


O Menino do Texas

Robert Ervin Howard nasceu em 22 de janeiro de 1906, em Peaster, Texas.

Seu pai era médico.

Na infância a família mudou diversas vezes acompanhando cidades ligadas ao petróleo.

Isso parece um detalhe.

Mas mudou completamente sua forma de escrever.

Howard cresceu observando cidades nascerem praticamente da noite para o dia.

Homens enriquecendo.

Empresas desaparecendo.

Violência.

Ganância.

Corridas pelo ouro negro.

Tudo isso moldou sua visão de mundo.

Ele percebeu algo muito cedo.

Civilizações não são eternas.

Empresas também não.

Tecnologias muito menos.

Esse pensamento aparece em praticamente todos os seus contos.


Howard Era um Arquiteto de Mundos

Muita gente acredita que Howard simplesmente escrevia aventuras.

Não.

Ele fazia algo muito mais sofisticado.

Primeiro criava:

  • geografia;

  • história;

  • economia;

  • religião;

  • política;

  • povos;

  • idiomas;

  • cultura;

  • conflitos.

Só depois escrevia as histórias.

Isso lembra muito um arquiteto de software.

Antes do primeiro programa existir, define-se:

  • arquitetura;

  • camadas;

  • banco de dados;

  • comunicação;

  • segurança;

  • desempenho;

  • disponibilidade.

Howard fazia exatamente isso.


A Era Hiboriana: um Grande Projeto de Software

Quando criou Conan, Howard percebeu um problema.

Se utilizasse História real...

ficaria preso aos fatos.

Então criou uma linha do tempo completamente nova.

A famosa Era Hiboriana.

Era praticamente um framework.

Depois disso bastava adicionar novas histórias.

É semelhante ao que fazemos hoje criando uma plataforma corporativa.

Primeiro vem a arquitetura.

Depois surgem centenas de aplicações.


Weird Tales: O GitHub da Década de 1930

Howard publicou grande parte de sua obra na lendária revista Weird Tales.

Imagine uma mistura de:

GitHub.

Medium.

Dev.to.

LinkedIn.

Revista científica.

Tudo ao mesmo tempo.

Era ali que escritores publicavam seus trabalhos.

Ali também estavam:

  • H. P. Lovecraft;

  • Clark Ashton Smith;

  • Seabury Quinn.

Esses autores trocavam cartas constantemente.

Não existia Internet.

Não existia e-mail.

Mesmo assim construíram uma comunidade criativa extremamente ativa.

Era praticamente um Open Source da literatura.


Easter Egg nº 1

Howard e Lovecraft escreveram dezenas de cartas discutindo filosofia, história, religião e literatura.

Essas conversas influenciaram diretamente a criação dos universos de ambos.

É como acompanhar hoje uma longa discussão técnica entre os criadores do Linux e do Kubernetes.


Conan Não Foi Seu Primeiro Personagem

Essa talvez seja uma das maiores surpresas.

Antes de Conan vieram vários personagens.

Entre eles:

  • Solomon Kane;

  • Kull;

  • Bran Mak Morn;

  • Sailor Steve Costigan;

  • El Borak.

Cada personagem explorava um aspecto diferente da natureza humana.

Conan acabou ficando famoso.

Mas Howard jamais escreveu apenas fantasia.


O Método Howard

Existe um depoimento famoso.

Howard dizia que não inventava Conan.

Ele apenas observava.

Segundo ele:

Conan "sentava-se ao seu lado" e contava suas aventuras.

Parece superstição.

Na verdade descreve algo conhecido por escritores.

Quando o personagem está suficientemente desenvolvido...

ele praticamente ganha vida.

Curiosamente acontece o mesmo com sistemas muito grandes.

Depois de décadas de evolução...

eles parecem possuir personalidade própria.

Todo veterano COBOL sabe disso.


O Código Invisível

Imagine um sistema legado.

Você abre um programa.

Não conhece quem escreveu.

Mas consegue perceber:

esse programador gostava de tabelas.

esse preferia PERFORM.

aquele utilizava GO TO.

outro fazia tudo modular.

Autores deixam assinaturas invisíveis.

Howard também.

Depois de alguns contos conseguimos identificar imediatamente seu estilo.


A Filosofia das Civilizações

Existe um tema recorrente.

Howard acreditava que:

civilizações crescem;

ficam ricas;

tornam-se burocráticas;

enfraquecem;

desaparecem.

Enquanto povos considerados "bárbaros" continuam evoluindo.

Essa ideia aparece em:

Conan.

Kull.

Bran Mak Morn.

É praticamente uma teoria sobre inovação.


Easter Egg nº 2

Décadas depois diversos historiadores observaram semelhanças entre a visão de Howard e teorias sobre ascensão e queda de impérios discutidas por autores como Oswald Spengler e Arnold Toynbee.


Howard e o Mainframe

Existe uma curiosidade interessante.

Mainframes também envelhecem.

Não porque fiquem ruins.

Mas porque acumulam conhecimento.

Um sistema bancário com cinquenta anos possui milhares de decisões incorporadas.

Howard descrevia reinos exatamente assim.

Castelos construídos sobre castelos.

Templos sobre templos.

Civilizações sobre civilizações.

É impossível não lembrar de aplicações COBOL que carregam decisões tomadas ainda na década de 1970.


Seus Personagens São Arquétipos

Conan representa sobrevivência.

Kull representa liderança.

Solomon Kane representa justiça.

Bran Mak Morn representa resistência.

El Borak representa adaptação cultural.

Cada personagem resolve um tipo diferente de problema.

Isso lembra orientação a objetos.

Cada classe possui responsabilidades específicas.


Howard Era Historiador?

Não oficialmente.

Mas estudava História compulsivamente.

Colecionava livros.

Pesquisava povos antigos.

Mitologias.

Armas.

Guerras.

Civilizações.

Grande parte do realismo presente em suas obras vem desse hábito.


Easter Egg nº 3

Howard frequentemente escrevia mapas completos dos reinos antes de produzir qualquer conto.

Décadas depois Tolkien faria algo semelhante.

Hoje chamamos isso de worldbuilding.


A Tragédia

Infelizmente sua vida terminou cedo.

Em 1936 sua mãe entrou em coma irreversível.

Howard possuía enorme ligação emocional com ela.

Ao saber que dificilmente despertaria, entrou em profunda crise.

No dia 11 de junho de 1936, aos 30 anos, disparou contra si mesmo. Morreu no dia seguinte, 12 de junho de 1936.

Sua mãe faleceu pouco depois.

Foi um desfecho trágico para um autor que produziu uma obra gigantesca em tão pouco tempo.

É importante tratar esse episódio com respeito. Ele não define sua contribuição literária, mas faz parte de sua história.


Quanto Howard Produziu?

Mesmo vivendo apenas trinta anos...

escreveu centenas de obras.

Entre elas:

  • contos;

  • poemas;

  • cartas;

  • ensaios;

  • histórias de faroeste;

  • boxe;

  • horror;

  • aventura;

  • fantasia;

  • ficção histórica.

Seu ritmo impressiona.

Era praticamente uma fábrica de criatividade.


Curiosidade Técnica

Howard escrevia em máquina de escrever.

Sem:

CTRL+Z.

Git.

Backup automático.

Cloud.

Auto Save.

Versionamento.

Se errasse uma página inteira...

precisava recomeçar.

Hoje reclamamos quando o IDE demora cinco segundos para abrir.


Easter Egg nº 4

Howard escreveu muitos contos por necessidade financeira.

Era um escritor profissional em uma época em que viver exclusivamente da escrita era extremamente difícil.

Cada conto vendido ajudava a sustentar sua vida cotidiana.


Howard Influenciou Quase Tudo

É difícil listar todos.

Mas encontramos sua influência em:

Dungeons & Dragons.

Warhammer.

Magic The Gathering.

Diablo.

The Witcher.

Elden Ring.

Dark Souls.

Berserk.

Record of Lodoss War.

Goblin Slayer.

Dragon's Dogma.

Skyrim.

Conan Exiles.

Pathfinder.

Praticamente toda fantasia de espada e feitiçaria moderna carrega algum traço de Howard.

Até mesmo muitos mangás e animes inspirados em fantasia medieval herdaram elementos que ele ajudou a consolidar: heróis errantes, reinos decadentes, ruínas de civilizações antigas e a mistura de aventura com horror cósmico.


Howard e Lovecraft

Os dois são frequentemente comparados.

Mas escreviam coisas completamente diferentes.

Lovecraft dizia:

O homem é insignificante diante do universo.

Howard dizia:

Mesmo diante de um universo hostil...

o homem ainda pode lutar.

Essa diferença explica Conan.

Explica Kane.

Explica Kull.

Howard acreditava na capacidade humana de reagir.


A Maior Lição para um Programador COBOL

Existe um motivo pelo qual Howard continua relevante quase cem anos depois.

Ele nunca escreveu pensando apenas na moda do momento.

Escreveu sobre:

coragem;

medo;

civilização;

mudança;

liderança;

ambição;

queda;

renascimento.

Esses temas nunca envelhecem.

O mesmo acontece com COBOL.

Linguagens mudam.

Frameworks aparecem e desaparecem.

Ferramentas recebem novos nomes.

Mas sistemas críticos continuam precisando de:

clareza;

confiabilidade;

resiliência;

manutenibilidade.

São princípios permanentes.


Curiosidades que Pouca Gente Conhece

Conan nunca encontrou Kull

Apesar de viverem no mesmo universo fictício, suas épocas são separadas por milhares de anos.


Howard praticava boxe

Seu interesse pelo esporte influenciou profundamente a maneira como descrevia combates: diretos, físicos e convincentes.


A correspondência de Howard é gigantesca

Suas cartas são consideradas uma fonte preciosa para entender seu processo criativo e sua visão sobre história e literatura.


A Era Hiboriana possui cronologia própria

Howard escreveu uma cronologia relativamente detalhada para manter consistência entre suas histórias, algo muito semelhante ao cuidado de manter uma arquitetura coerente em um sistema de grande porte.


O Verdadeiro Legado

Quando pensamos em Robert E. Howard, é fácil imaginar apenas um escritor de aventuras.

Isso seria uma enorme injustiça.

Ele foi um engenheiro de imaginação.

Construiu universos completos.

Projetou arquiteturas narrativas.

Definiu regras.

Criou padrões.

Produziu documentação.

Depois implementou centenas de histórias sobre essa base.

É exatamente o trabalho de um grande arquiteto de software.


Conclusão – O Arquiteto Invisível da Fantasia

Existe uma curiosa semelhança entre Robert E. Howard e os grandes profissionais de mainframe.

Ambos raramente recebem o reconhecimento proporcional ao impacto de seu trabalho.

Milhões de pessoas utilizam diariamente sistemas escritos em COBOL sem jamais saber quem desenvolveu aquelas aplicações. Da mesma forma, milhões assistem a filmes, jogam RPGs, leem mangás ou exploram videogames inspirados na fantasia heroica sem perceber que muitas das ideias fundamentais nasceram na mente de um jovem escritor texano.

Howard não apenas criou personagens inesquecíveis. Ele estabeleceu uma forma de construir mundos. Sua metodologia de planejamento, coerência histórica, geografia, política e cultura lembra a criação de uma arquitetura corporativa robusta, na qual cada componente possui uma função clara e faz sentido dentro do conjunto.

Conan ensinou coragem.

Kull ensinou liderança.

Solomon Kane ensinou investigação.

Mas o próprio Robert E. Howard ensinou algo ainda maior: antes de existir uma grande aplicação, precisa existir uma grande arquitetura.

No desenvolvimento de software, isso significa projetar antes de codificar.

Na literatura, significou construir um universo antes de escrever a primeira aventura.

Talvez seja por isso que, quase noventa anos após sua morte, suas histórias continuem vivas. Porque elas foram erguidas sobre fundamentos sólidos, assim como os melhores sistemas COBOL que ainda sustentam bancos, governos, seguradoras e empresas ao redor do mundo.

No fim das contas, Robert E. Howard nunca foi apenas um escritor.

Foi o arquiteto-chefe de uma plataforma criativa que continua sendo executada em produção pela imaginação da humanidade, release após release, geração após geração — um verdadeiro sistema legado de excelência, sem previsão de descontinuação.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988