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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Exposição de frutas na Festa da Uva

Concurso e exposição das melhores frutas

Uma das atrações mais prestigiada e aguardada e o concurso das melhores Uva e a exposição dos melhores frutos produzidos em Jundiaí, para o produtor ser premiado como o melhor além do prêmio, ganha o respeito dos seus pares, sendo durante todo o ano invejado e falado.

Imagine a honra de ter seu fruto selecionado, o reconhecimento de vários anos de trabalho, selecionado as melhores sepas, preparando o solo, irrigando, podando e fazendo enxertos para obter o melhor fruto.

O visitante comum se maravilha com os formatos, cores e aromas, provando das frutas doces como mel, saboreando doces, compotas  e bebendo vinhos, licores e aguardantes prestigiando o trabalho do campo e trazendo riqueza para o município.

Imagine se as prefeituras investissem em mais pesquisa e formação, trazendo mais conhecimento aos produtores para que pudessem inovar e implementar nossas técnicas para aumentar a produtividade e melhorar a produção familiar.





quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Visitando os leitãozinhos da Festa da Uva de Jundiaí

Uma mini fazendinha para os miúdos da cidade 

Em nossos dias em que os pequenos estão cada vez mais longe da vida no campo, a festa da Uva trouxe alguns animais de sítios, para que as crianças tenham contato e conheçam mais sobre eles, aprendendo sobre os chiqueiros, o cocho ou manjedoura e saiba como era a vida em outros tempos.

E esses leitãozinhos fizeram o maior sucesso os garotos adoraram, ficando em cima, olhando brincando e perguntando tudo e mais alguma coisa sobre eles, pensar que nossas cidades cada vez mais cinzentas e pouco arborizadas esta afastando as pessoas da vida de outros tempos.

Gostaria que dentro da cidade tivessem mais áreas verdes e que o povo pudesse ter mais contato com as criações de antigamente, ver o galinheiro com as poedeiras chocando os pintinhos, conhecerem a ordena da vaca e ver coelheiras e outros animalzinhos da roça. 

Quem sabe um dia os governantes façam mais experimentos para colocar as pessoas em contato com a vida do campo, valorizando os pequenos produtores e abrindo espaço para eles comercializarem seus produtos.







quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A Estação Ferroviária de Jundiaí

Memoria Ferroviária:  O entroncamento de Jundiaí

A estação ferroviária de Jundiaí esta funcionando desde o seculo XIX e ela é um daqueles tesouros arquitetônicos que guardam a memoria de nossa terra. Foi construída para receber os passageiros da linha Santos - Jundiaí, no auge da imigração foi ponto de chegada de milhares de imigrantes em busca de um futuro melhor.e em suas proximidades também serviu para abrigar os galpões de carga que serviam para armazenar o cafe que estava sendo exportado por via do Porto de Santos. 

Esta estação foi testemunha do crescimento da cidade, passou por grandes mudanças, o ciclo do cafe chegou ao fim, as locomotivas a vapor foram substituídas pelas elétricas, posteriormente por diesel e hoje elétricas novamente. Viu o transporte ferroviário de passageiros sumir do mapa.

Nesta região serviu de entroncamento com diversas ferrovias hoje extintas: Itatibense, Ytuana, Mogiana, Sorocabana, Bragantina, Fepasa, RFFSA. Por alguns anos ficou abandonada e seus prédios outrora majestosos começaram a ruir, quando os olhos dos dirigentes políticos voltaram fizeram algumas reformas, mas seu destino é incerto, enquanto o transporte ferroviário não for respeitado esta bela estação com seus mai de 150 anos corre perigo.

Divulgue o vídeo e ajude a proteger a histórica Estação Ferroviária de Jundiaí.





sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Café: O maior tesouro da nossa terra

Ouro verde paulista: Memórias de uma fazenda de café


Estamos em Jundiaí visitando o seu centro histórico, ao lado da Catedral de Nossa Senhora do Desterro e encontramos o Solar do Barão de Jundiaí, um magnifico casarão estilo colonial construído no final do seculo XIX em taipa de pilão com muitas janelas (sinal de opulência e riqueza), senzala e jardim em estilo neorrococó: o Barão de Jundiaí foi um cafeicultor expoente da aristocracia paulista.

Este casarão foi transformado num museu muito apreciado pela população de Jundiaí, palco de muitas exposições culturais e populares. Em nossa recente visita vimos acervos provenientes do Museu Ferroviário da Companhia Paulista e uma projeção de vídeo restaurados exibindo momentos marcantes da vida em Jundiaí no século XIX e XX.

O filme exibe como era uma fazenda de café pré-industrial no interior paulista, mostra os camponeses trabalhando na lavoura, desde o inicio com a plantação da muda de café, o tratamento da lavoura, a época da colheita a debulha, a secagem, o transporte, o embalamento e o envio a ferrovia com destino ao Porto de Santos.

Conheçam as diversas etapas deste processo, as ferramentas usadas e os trajes típicos neste túnel do tempo.





segunda-feira, 27 de junho de 2016

Transformers no game

Bellacosa Mainframe e o Transofrmers no Game

🤖 Transformers no Game

Formiga e Ju entram em combate para salvar a humanidade

Era um fim de tarde de 2016, em Jundiaí, daqueles passeios tranquilos que aparentemente não prometem grandes acontecimentos. Tudo seguia normalmente até que surgiu uma emergência de proporções interplanetárias: a humanidade estava em perigo!

E quando o planeta precisa de heróis, alguém precisa assumir a missão.

Foi assim que Formiga e Ju entraram em ação.

Diante de um game dos Transformers, não havia mais shopping, passeio ou tranquilidade. Naquele momento existia apenas uma batalha gigantesca entre máquinas, explosões, inimigos e dois jogadores tentando descobrir como sobreviver no meio daquela confusão.

🎮 Armas preparadas.

🤖 Transformers posicionados.

💥 Inimigos chegando.

A missão começou!



O game rapidamente virou uma pequena guerra eletrônica. Tiros apareciam de todos os lados, robôs gigantes dominavam a tela e os reflexos precisavam funcionar rapidamente.

A grande questão, porém, não era exatamente salvar o planeta.

Era descobrir se Formiga e Ju conseguiriam permanecer vivos por mais de dois minutos!

E talvez esteja justamente aí a graça desses jogos de shopping e fliperama. Durante alguns minutos deixamos de ser simples espectadores. Seguramos os controles e entramos naquele universo.

De repente somos pilotos, soldados, aventureiros ou parceiros de Optimus Prime.

Dez anos depois, esse pequeno vídeo de 2016 acabou se transformando também em uma cápsula do tempo.

O jogo envelheceu. Os gráficos que pareciam incríveis ganharam sucessores muito mais sofisticados. Os Transformers continuaram recebendo filmes, desenhos, brinquedos e novos games.

Mas aquele momento permaneceu registrado.

Formiga e Ju estavam ali, diante da tela, tentando salvar a humanidade entre tiros, explosões e muitas risadas.

Talvez não tenham conseguido salvar o planeta inteiro.

Mas conseguiram algo igualmente importante:

salvar alguns minutos daquele fim de tarde para o futuro. 🤖🎮💥



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Final de tarde e a humanidade esta em perigo.


Somente o formiga e a Ju podem salvar a terra dos autobots, cada um pega sua arma e com a ajuda dos Transformers iniciam uma luta sem precedentes.



Tiros e explosoes para todos os lados, a duvida q persiste sera que estes dois iram sobreviver por mais que dois 2 minutos?

Trenzinho e mini ferrovia no Iguatemi

Bellacosa Mainframe e as aventuras do formiga no trenzinho do shopping

Um Café no Bellacosa Mainframe

Uma tarde na fazendinha do Shopping Iguatemi de Jundiai e seu trenzinho.

Aquele era um daqueles programas simples e divertidos que fazíamos juntos: eu, Juliana e o Formiga.

Juliana adorava inventar programas para quando estávamos com ele. Não precisava ser uma grande viagem, um parque gigantesco ou alguma aventura cuidadosamente planejada com semanas de antecedência. Bastava descobrir alguma coisa diferente acontecendo por perto e pronto: lá íamos nós.

E o Iguatemi Jundiaí proporcionava algumas dessas pequenas aventuras.

Naquele dia havia uma espécie de fazendinha montada dentro do shopping. Para um adulto passando apressado pelo corredor, talvez fosse apenas mais uma atração temporária: algumas cercas decorativas, bichinhos cenográficos, um moinho de vento e um pequeno trem circulando pelo cenário.

Mas tente olhar aquilo com os olhos de uma criança.

🐄 Havia vaquinhas.

🐑 Ovelhinhas.

🌾 Uma pequena fazenda.

🌬️ Um moinho de vento.

🚂 E, principalmente, havia um trem.

Pronto.

O shopping desapareceu.



🚂 Quando o trenzinho virou uma ferrovia de verdade

Para o Formiga, aquilo não era simplesmente um brinquedo dando voltas dentro de um shopping.

Era uma ferrovia.

E ferrovia precisa ser explorada.

Entrar naquele pequeno trem significava atravessar a fronteira invisível entre o mundo dos adultos e o território da imaginação.

O moinho já não era decoração.

A vaca não era apenas uma representação de plástico.

As ovelhas não estavam simplesmente colocadas ali para compor o cenário.

Tudo fazia parte daquele novo mundo.

Talvez essa seja uma das coisas mais interessantes de observar numa criança: ela não precisa que a ilusão seja perfeita para acreditar na aventura.

Nós, adultos, enxergamos os fios, as estruturas, as placas, os funcionários e os limites da atração.

Uma criança enxerga outra coisa.

Ela completa aquilo que está faltando.

Onde existe um metro de trilho, imagina quilômetros.

Onde existe uma pequena casinha cenográfica, surge uma fazenda inteira.

Onde existe um moinho de vento artificial, provavelmente existe algum lugar distante que precisa ser descoberto.

E onde existe um trenzinho...

existe uma viagem.



🐜 O Formiga atravessa o portal

Era justamente isso que tornava aqueles passeios tão divertidos.

O Formiga tinha aquela capacidade maravilhosa de entrar na brincadeira.

A atração podia ocupar apenas alguns metros quadrados do shopping, mas o território imaginário era praticamente infinito.

Ele embarcava.

O trem começava a andar.

E naquele instante acontecia alguma coisa que nenhum ingresso explicava.

O brinquedo transformava-se em portal.

Do lado de fora estávamos eu e Juliana, provavelmente enxergando um menino feliz andando num trenzinho.

Do lado de dentro, porém, quem sabe onde ele estava?

Talvez atravessando uma fazenda.

Talvez conduzindo uma locomotiva.

Talvez explorando algum lugar que somente ele conseguia enxergar.

Essa é uma diferença enorme entre a memória de um adulto e a memória de uma criança.

Eu consigo lembrar da estrutura.

Do shopping.

Da decoração.

Do moinho.

Dos animais.

Do pequeno circuito ferroviário.

Mas talvez o Formiga tenha guardado algo completamente diferente.

Ele pode ter guardado a aventura.



❤️ Juliana tinha entendido uma coisa importante

Olhando essas imagens tantos anos depois, percebo também outra personagem importante daquela história.

Juliana.

Ela gostava de criar esses programas.

Descobria uma atração, uma festa, um parque, um espetáculo ou alguma novidade e queria levar o Formiga.

Talvez porque tivesse entendido intuitivamente uma coisa que nós adultos frequentemente esquecemos:

infância não precisa necessariamente de grandes acontecimentos.

Ela precisa de acontecimentos.

Um passeio.

Uma pescaria de quermesse.

Um circo.

Um parque.

Um videogame.

Um brinquedo diferente.

Um trenzinho montado dentro de um shopping.

Separadamente, parecem coisas pequenas.

Quando colocadas umas ao lado das outras, porém, começam a formar algo gigantesco:

uma infância cheia de histórias.

🚂 Para alguns, apenas uma atração

E talvez seja justamente por isso que resolvi recuperar esta pequena postagem de 2016.

Porque alguém poderia olhar para aquelas fotografias e dizer:

— Ah, era um trenzinho no shopping.

Sim.

Era.

Para quem estava passando pelo corredor, talvez fosse exatamente isso.

Uma atração infantil.

Alguns minutos de diversão.

Um cenário desmontável que provavelmente desapareceria alguns dias depois para dar lugar a outra coisa.

Mas memória funciona de maneira diferente.

O cenário desaparece.

O shopping muda.

A atração é desmontada.

As crianças crescem.

E então, dez anos depois, alguém encontra algumas fotografias antigas e percebe que aquele pequeno trem continua circulando.

Não mais sobre os trilhos da fazendinha.

Agora ele circula dentro da memória.

🥚 Easter egg — talvez o trem nunca tenha sido pequeno

Existe ainda uma ironia maravilhosa escondida nesta história.

Quem acompanha estas páginas sabe da minha antiga paixão por ferrovias, locomotivas, estações e trilhos.

Passei boa parte da vida procurando estações abandonadas, observando trens, estudando antigas ferrovias e transformando viagens em desculpas para encontrar mais um pedaço de trilho perdido.

E naquele dia lá estava eu...

vendo o Formiga embarcar numa ferrovia em miniatura.

Talvez por isso eu tenha fotografado.

Talvez por isso aquela atração aparentemente banal tenha chamado minha atenção.

Ou talvez existisse uma inversão muito mais divertida acontecendo diante de nós.

Eu poderia enxergar perfeitamente que aquele trem era pequeno.

O Formiga provavelmente não.

Para ele, durante aqueles poucos minutos, o mundo é que havia ficado maior.

E talvez seja essa uma das definições mais bonitas da infância.

Para alguns adultos que passavam pelo Iguatemi naquele dia, aquilo era somente uma atração.

Para Juliana, era mais um programa divertido que havia encontrado para fazermos juntos.

Para mim, tornou-se uma fotografia, uma postagem e, anos depois, uma memória recuperada.

Mas para o Formiga?

🚂 Aquilo era um portal mágico para a próxima aventura.

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Um  programa em família no shopping Iguatemi de Jundiai.


Este shopping tem investido pesado nas atraçoes culturais. Desta vez foi uma fazendinha com diversos atractivos para as crianças.



Inicia-se com uma carroça para tirar foto, posteriormente tem uma mini ferrovia que circula por um campo repleto de surpresas, que vai instigar a imaginação dos pequeninos.

Esquilos peraltas, vaquinhas simpáticas, moinho de vento e diversas peças saídas directo da fazenda.

Na outra parte da atracção com jogos interactivos, temos jogos de argolas e pescaria.

domingo, 19 de julho de 1992

Explorando a Serra do Japi em Jundiai.

Bellacosa Mainframe e o grupo Encaminhada na Serra do Japi

Um Café no Bellacosa Mainframe

🥾 Serra do Japi 1992 — Uma aventura do grupo Encaminhada

Este passeio pela Serra do Japi, em Jundiaí, fazia parte de uma série de pequenas aventuras que vivíamos com o grupo Encaminhada, organizado pelo setor de Benefícios e Lazer da Fundação CESP.

A proposta era simples e maravilhosa.

Periodicamente escolhíamos um roteiro, colocávamos a mochila nas costas e partíamos para explorar.

Não precisava existir resort.

Não precisava existir pacote turístico.

Muito menos aplicativo dizendo para onde virar.

Havia uma trilha, um destino, algumas pessoas dispostas a caminhar e aquela curiosidade fundamental:

— O que será que existe depois daquela curva?



🎒 Quando lazer também precisava caber no orçamento

É importante colocar esta história dentro de seu tempo.

Estamos falando do começo dos anos 1990.

A grana era curta.

Os boletos, esses aparentemente imortais predadores do orçamento doméstico, já imperavam.

Viajar e encontrar formas de lazer exigia criatividade. Por isso, iniciativas como o Encaminhada tinham um valor que talvez hoje não seja imediatamente perceptível.

Caminhar custava pouco.

Mas entregava muito.

Fazíamos atividade física, saíamos da rotina, encontrávamos amigos, respirávamos ar puro e conhecíamos lugares que estavam surpreendentemente próximos de São Paulo.

E talvez a Serra do Japi seja um dos melhores exemplos disso.

Você sai da paisagem urbana e, pouco depois, está diante de outro mundo.

Mata.

Trilhas.

Pássaros.

Insetos.

Árvores.

Pedras.

Água.

Silêncio.

E aquele cheiro característico de floresta que nenhuma fotografia consegue registrar.

🌳 Tão perto de São Paulo e aparentemente tão distante

Era justamente esse contraste que impressionava.

Geograficamente estávamos perto de uma das maiores regiões metropolitanas do planeta.

Mas entrando pelas trilhas da Serra do Japi, a sensação era outra.

Parecia que havíamos atravessado algum portal.

A cidade ficava para trás.

O ruído desaparecia.

Em seu lugar entravam os sons da mata.

Enquanto caminhávamos, observávamos a fauna e a flora, respirávamos aquele ar puro e, principalmente, descomprimíamos.

Talvez não usássemos essa palavra naquela época.

Hoje eu provavelmente diria que estávamos descarregando o buffer.

O trabalho ocupava memória.

As contas ocupavam memória.

As preocupações ocupavam memória.

Então chegava o fim de semana, colocávamos a mochila nas costas e executávamos:

PURGE STRESS

E curiosamente funcionava.



🧭 Emilio, nosso líder de exploração

À frente daquele pequeno grupo de exploradores estava Emilio, o líder do Encaminhada.

Dependendo do roteiro, contávamos também com a ajuda de guias locais, gente que conhecia os caminhos, as características da região e os acessos pela mata.

Isso permitia algo muito importante:

não estávamos simplesmente entrando aleatoriamente no mato.

Havia organização.

Havia orientação.

Havia um roteiro.

Mas continuava existindo espaço suficiente para aquilo que tornava tudo divertido:

a descoberta.

Era esse equilíbrio que transformava uma caminhada numa aventura.

Sabíamos aproximadamente para onde estávamos indo.

O que não sabíamos era tudo aquilo que encontraríamos pelo caminho.



🥾 Mochila nas costas e chapéu de Indiana Jones

E lá íamos nós.

Mochila nas costas.

Tênis ou botas preparados para a caminhada.

Água.

Alguma coisa para comer.

Máquina fotográfica.

E, no meu caso, aquele espírito de explorador que provavelmente nunca desapareceu.

Faltava apenas a trilha sonora de Indiana Jones.

Aliás, dependendo do chapéu, talvez nem isso faltasse.

Só não havia uma enorme pedra rolando atrás da gente.

Ainda bem.

Porque nas trilhas reais a aventura é muito menos cinematográfica.

Há subida.

Descida.

Pedra.

Barro.

Galho.

Cansaço.

Suor.

Às vezes alguém escorrega.

Depois alguém faz uma piada.

Todo mundo ri.

E continuamos andando.

Até alguém perguntar:

— Falta muito?

Pergunta universal de qualquer caminhada desde que o primeiro Homo sapiens resolveu seguir outro Homo sapiens por uma trilha.

💧 E então encontramos a cachoeira

Naquela exploração da Serra do Japi, caminhamos pelas trilhas observando a vegetação e os animais que apareciam pelo caminho.

O destino era uma cachoeira.

Depois de caminhar pela mata, encontrar água daquele jeito tem um efeito curioso.

Você esquece momentaneamente o cansaço.

Chegamos.

Paramos.

Descansamos.

E entramos na água.

Gelada.

Porque cachoeira aparentemente possui um acordo internacional determinando que a temperatura da água deve estar sempre alguns graus abaixo daquilo que o corpo humano considera razoável.

Primeiro você coloca o pé.

Arrepende-se.

Depois entra.

Arrepende-se novamente.

Trinta segundos depois está achando maravilhoso.

Era nosso prêmio pela caminhada.

Não havia pulseirinha de resort.

Não havia piscina aquecida.

Não havia garçom trazendo bebida.

Havia uma cachoeira no meio da Serra do Japi.

E naquele momento não precisávamos de mais nada.

📸 Tire apenas fotografias

Existia também uma máxima que acompanhava nossas caminhadas.

Era uma filosofia simples de respeito à natureza.

Da mata, não retirávamos nada além do nosso próprio lixo.

O que encontrávamos permanecia onde estava.

Pedras continuavam sendo pedras da Serra do Japi.

Flores continuavam ali.

Plantas continuavam ali.

Animais definitivamente continuavam ali.

A única coisa que capturávamos eram fotografias.

E mesmo essas eram diferentes das fotografias de hoje.

Não havia celular produzindo 300 imagens durante uma caminhada.

Fotografia custava dinheiro.

Filme tinha 12, 24 ou 36 poses.

Cada clique precisava valer alguma coisa.

Você olhava.

Escolhia.

Enquadrava.

Click.

E torcia para descobrir, alguns dias depois, que a fotografia havia ficado boa.

Curiosamente, essa limitação talvez tenha tornado aquelas fotografias ainda mais preciosas.


❤️ O restante nós guardávamos na memória

Havia, entretanto, outra coisa que trazíamos da mata.

Essa não ocupava espaço na mochila.

Memórias.

As conversas.

As piadas.

O cansaço.

O banho gelado.

Uma árvore diferente.

Um animal avistado rapidamente entre a vegetação.

Aquela subida que parecia não acabar.

A sensação maravilhosa de finalmente sentar.

O lanche compartilhado.

O caminho de volta.

Pequenos acontecimentos que naquele domingo pareciam absolutamente comuns.

Décadas depois descobrimos que não eram.

E talvez seja justamente por isso que este blog existe.

As fotografias registraram alguns segundos.

Os textos registraram algumas linhas.

Mas quando volto a essas postagens antigas percebo que cada uma delas funciona como um ponteiro.

1992 → Serra do Japi → Encaminhada → Emilio → mochila → cachoeira

E subitamente um arquivo que parecia adormecido começa novamente a carregar.

🗃️ O Encaminhada era uma série antes de sabermos que existiam séries

Este episódio da Serra do Japi não aconteceu isoladamente.

Existem outras aventuras do grupo Encaminhada espalhadas pelo blog.

Outros lugares.

Outras caminhadas.

Outras descobertas.

Quando foram publicados, eram simplesmente registros independentes de passeios.

Hoje consigo enxergar algo diferente.

Eles formam capítulos.

Era quase uma série documental feita sem intenção de produzir uma série documental.

As Aventuras do Grupo Encaminhada.

Emilio organizava.

Os guias mostravam os caminhos.

Nós caminhávamos.

E eu registrava.

Décadas depois, aqueles pequenos registros permitem reconstruir não apenas os lugares visitados, mas também quem éramos naquela época.

💾 Easter egg — talvez o verdadeiro backup fosse esse

Passei a vida profissional pensando em dados.

Backup.

Recovery.

Arquivos.

Retenção.

Histórico.

Integridade.

Mas em 1992 já estávamos fazendo uma espécie de backup sem perceber.

Cada fotografia era um registro.

Cada passeio era um dataset.

Cada história compartilhada era uma cópia distribuída entre várias pessoas.

E cada lembrança guardada era uma redundância.

Algumas cópias se perderam.

Algumas fotografias desapareceram.

Alguns nomes talvez tenham escapado.

Alguns detalhes ficaram fragmentados.

Mas basta encontrar uma velha fotografia ou algumas linhas escritas décadas atrás para executar o comando invisível:

RESTORE MEMORIES

E lá estamos novamente.

Mochila nas costas.

Chapéu de Indiana.

Emilio à frente.

Um guia mostrando a trilha.

A Serra do Japi ao nosso redor.

E um grupo de amigos entrando na mata em busca de uma coisa que provavelmente nenhum de nós saberia definir naquele momento.

Hoje eu sei.

Estávamos colecionando histórias.

E seguindo uma regra que continua perfeita décadas depois:

não deixar nada além de pegadas, não retirar nada além do nosso próprio lixo, capturar apenas fotografias e trazer para casa aquilo que realmente importa — bons momentos guardados na memória.

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Percorrendo as trilhas do Japi


Mais uma aventura do grupo Encaminhada, desta vez viemos ate Jundiai, de onde seguimos ate o parque ecológico da Serra do Japi,

Foi uma caminhada de nível médio, com alguns altos e baixos devido a Serra, com boa quantidade de árvores tínhamos sombras e era fresco.



Ao final da caminhada uma deliciosa  cachoeira nos esperava, passamos um bom tempo ali antes de retornar, revigorados pelo banho de cachoeira, com uma agua bem fria para relaxar todos os musculos.





Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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