✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
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quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Visitando os leitãozinhos da Festa da Uva de Jundiaí
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Trenzinho e mini ferrovia no Iguatemi
| Bellacosa Mainframe e as aventuras do formiga no trenzinho do shopping |
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Uma tarde na fazendinha do Shopping Iguatemi de Jundiai e seu trenzinho.
Aquele era um daqueles programas simples e divertidos que fazíamos juntos: eu, Juliana e o Formiga.
Juliana adorava inventar programas para quando estávamos com ele. Não precisava ser uma grande viagem, um parque gigantesco ou alguma aventura cuidadosamente planejada com semanas de antecedência. Bastava descobrir alguma coisa diferente acontecendo por perto e pronto: lá íamos nós.
E o Iguatemi Jundiaí proporcionava algumas dessas pequenas aventuras.
Naquele dia havia uma espécie de fazendinha montada dentro do shopping. Para um adulto passando apressado pelo corredor, talvez fosse apenas mais uma atração temporária: algumas cercas decorativas, bichinhos cenográficos, um moinho de vento e um pequeno trem circulando pelo cenário.
Mas tente olhar aquilo com os olhos de uma criança.
🐄 Havia vaquinhas.
🐑 Ovelhinhas.
🌾 Uma pequena fazenda.
🌬️ Um moinho de vento.
🚂 E, principalmente, havia um trem.
Pronto.
O shopping desapareceu.
🚂 Quando o trenzinho virou uma ferrovia de verdade
Para o Formiga, aquilo não era simplesmente um brinquedo dando voltas dentro de um shopping.
Era uma ferrovia.
E ferrovia precisa ser explorada.
Entrar naquele pequeno trem significava atravessar a fronteira invisível entre o mundo dos adultos e o território da imaginação.
O moinho já não era decoração.
A vaca não era apenas uma representação de plástico.
As ovelhas não estavam simplesmente colocadas ali para compor o cenário.
Tudo fazia parte daquele novo mundo.
Talvez essa seja uma das coisas mais interessantes de observar numa criança: ela não precisa que a ilusão seja perfeita para acreditar na aventura.
Nós, adultos, enxergamos os fios, as estruturas, as placas, os funcionários e os limites da atração.
Uma criança enxerga outra coisa.
Ela completa aquilo que está faltando.
Onde existe um metro de trilho, imagina quilômetros.
Onde existe uma pequena casinha cenográfica, surge uma fazenda inteira.
Onde existe um moinho de vento artificial, provavelmente existe algum lugar distante que precisa ser descoberto.
E onde existe um trenzinho...
existe uma viagem.
🐜 O Formiga atravessa o portal
Era justamente isso que tornava aqueles passeios tão divertidos.
O Formiga tinha aquela capacidade maravilhosa de entrar na brincadeira.
A atração podia ocupar apenas alguns metros quadrados do shopping, mas o território imaginário era praticamente infinito.
Ele embarcava.
O trem começava a andar.
E naquele instante acontecia alguma coisa que nenhum ingresso explicava.
O brinquedo transformava-se em portal.
Do lado de fora estávamos eu e Juliana, provavelmente enxergando um menino feliz andando num trenzinho.
Do lado de dentro, porém, quem sabe onde ele estava?
Talvez atravessando uma fazenda.
Talvez conduzindo uma locomotiva.
Talvez explorando algum lugar que somente ele conseguia enxergar.
Essa é uma diferença enorme entre a memória de um adulto e a memória de uma criança.
Eu consigo lembrar da estrutura.
Do shopping.
Da decoração.
Do moinho.
Dos animais.
Do pequeno circuito ferroviário.
Mas talvez o Formiga tenha guardado algo completamente diferente.
Ele pode ter guardado a aventura.
❤️ Juliana tinha entendido uma coisa importante
Olhando essas imagens tantos anos depois, percebo também outra personagem importante daquela história.
Juliana.
Ela gostava de criar esses programas.
Descobria uma atração, uma festa, um parque, um espetáculo ou alguma novidade e queria levar o Formiga.
Talvez porque tivesse entendido intuitivamente uma coisa que nós adultos frequentemente esquecemos:
infância não precisa necessariamente de grandes acontecimentos.
Ela precisa de acontecimentos.
Um passeio.
Uma pescaria de quermesse.
Um circo.
Um parque.
Um videogame.
Um brinquedo diferente.
Um trenzinho montado dentro de um shopping.
Separadamente, parecem coisas pequenas.
Quando colocadas umas ao lado das outras, porém, começam a formar algo gigantesco:
uma infância cheia de histórias.
🚂 Para alguns, apenas uma atração
E talvez seja justamente por isso que resolvi recuperar esta pequena postagem de 2016.
Porque alguém poderia olhar para aquelas fotografias e dizer:
— Ah, era um trenzinho no shopping.
Sim.
Era.
Para quem estava passando pelo corredor, talvez fosse exatamente isso.
Uma atração infantil.
Alguns minutos de diversão.
Um cenário desmontável que provavelmente desapareceria alguns dias depois para dar lugar a outra coisa.
Mas memória funciona de maneira diferente.
O cenário desaparece.
O shopping muda.
A atração é desmontada.
As crianças crescem.
E então, dez anos depois, alguém encontra algumas fotografias antigas e percebe que aquele pequeno trem continua circulando.
Não mais sobre os trilhos da fazendinha.
Agora ele circula dentro da memória.
🥚 Easter egg — talvez o trem nunca tenha sido pequeno
Existe ainda uma ironia maravilhosa escondida nesta história.
Quem acompanha estas páginas sabe da minha antiga paixão por ferrovias, locomotivas, estações e trilhos.
Passei boa parte da vida procurando estações abandonadas, observando trens, estudando antigas ferrovias e transformando viagens em desculpas para encontrar mais um pedaço de trilho perdido.
E naquele dia lá estava eu...
vendo o Formiga embarcar numa ferrovia em miniatura.
Talvez por isso eu tenha fotografado.
Talvez por isso aquela atração aparentemente banal tenha chamado minha atenção.
Ou talvez existisse uma inversão muito mais divertida acontecendo diante de nós.
Eu poderia enxergar perfeitamente que aquele trem era pequeno.
O Formiga provavelmente não.
Para ele, durante aqueles poucos minutos, o mundo é que havia ficado maior.
E talvez seja essa uma das definições mais bonitas da infância.
Para alguns adultos que passavam pelo Iguatemi naquele dia, aquilo era somente uma atração.
Para Juliana, era mais um programa divertido que havia encontrado para fazermos juntos.
Para mim, tornou-se uma fotografia, uma postagem e, anos depois, uma memória recuperada.
Mas para o Formiga?
🚂 Aquilo era um portal mágico para a próxima aventura.
Um programa em família no shopping Iguatemi de Jundiai.
Este shopping tem investido pesado nas atraçoes culturais. Desta vez foi uma fazendinha com diversos atractivos para as crianças.
Inicia-se com uma carroça para tirar foto, posteriormente tem uma mini ferrovia que circula por um campo repleto de surpresas, que vai instigar a imaginação dos pequeninos.
Esquilos peraltas, vaquinhas simpáticas, moinho de vento e diversas peças saídas directo da fazenda.
Na outra parte da atracção com jogos interactivos, temos jogos de argolas e pescaria.
Trenzinho no shopping Iguatemi de Jundiai
| Bellacosa Mainframe e o formiga fazendo seu primeiro filme |
Trenzinho no shopping Iguatemi de Jundiai
O Formiga era quase um mini eu.
E talvez uma das coisas mais divertidas daquela época fosse justamente observá-lo me imitando. Ele prestava atenção nas coisas que eu fazia, repetia meus gestos, minhas brincadeiras e até aquela mania de querer registrar nossas aventuras. Naquele dia, durante mais um passeio pelo então Shopping Iguatemi de Jundiaí, chegou a vez dele assumir a câmera.
O Formiga estava fazendo seu primeiro filme!
Embarcou no pequeno trenzinho que circulava por uma divertida fazendinha cenográfica, passando por animais, uma ponte de ferro e até um daqueles clássicos moinhos de vento americanos. E lá foi ele, câmera na mão, registrando o mundo a partir de sua própria perspectiva.
Era impossível não me divertir vendo aquele pequeno cinegrafista trabalhando.
Passear pelo shopping de Jundiaí naquela época sempre reservava alguma aventura. Às vezes encontrávamos exposições e atrações temporárias; em outras ocasiões, aparecia um trenzinho como aquele. Mas havia também um destino praticamente obrigatório: a lendária casa de jogos.
Arcades piscando, pinballs, máquinas eletrônicas e aquelas maravilhosas engenhocas que entregavam tickets conforme conseguíamos fazer pontos. Jogávamos, acumulávamos uma montanha de papelzinhos e depois vinha a importantíssima missão de escolher no balcão algum prêmio absolutamente fantástico — que normalmente era uma bela quinquilharia. 😄
Mas quem se importava?
O verdadeiro prêmio estava em jogar juntos.
Depois de tanta atividade, ainda havia espaço para passar no McDonald's, fazer um lanche e recuperar as energias antes de continuar o passeio.
E o Formiga?
O garoto se acabava!
Corria, jogava, filmava, brincava e aproveitava cada minuto.
Hoje, olhando novamente para aquele pequeno vídeo de 2016, percebo que a câmera registrou muito mais do que uma simples volta de trenzinho.
Registrou uma época.
E, principalmente, aquele delicioso período em que eu olhava para o Formiga e encontrava, diante de mim, um pequeno reflexo das minhas próprias aventuras.
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O formiga faz seu primeiro filme.
Neste passeio ate o shopping Iguatemi, o formiga fez sua primeira filmagem, a bordo do trenzinho divertido da fazenda.
Ele filmou o cenário, enquanto o trenzinho dava suas voltas. prestou bem atenção nos detalhes todos.
Realmente este centro comercial tem investido bem em atraçoes, cada visita uma surpresa. Vejam esta pequena fazenda, tem animais espalhados pelo cenário, ponte de ferro, moinho de vento americano.