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sábado, 21 de dezembro de 2013

📉 Checklist de Redução de MIPS Pós-Migração COBOL 5.00 — IBM Mainframe

 


📉 Checklist de Redução de MIPS

Pós-Migração COBOL 5.00 — IBM Mainframe

“Migrar é sobreviver. Reduzir MIPS é reinar.”


🟥 FASE 1 — MEDIÇÃO (sem medição é fé)

Antes de otimizar, medir

  • ☐ SMF 30 / 72 / 110 coletados

  • ☐ CPU por job / step

  • ☐ Elapsed vs CPU

  • ☐ Consumo em horário de pico

Ferramentas

  • RMF

  • OMEGAMON

  • MXG

  • SAS

  • SMF Dump Analyzer

💬 Fofoquinha:

Time que “acha” que reduziu MIPS geralmente aumentou.



🟧 FASE 2 — COMPILAÇÃO INTELIGENTE (ganho rápido)

⚙ Parâmetros que economizam CPU

OPTIMIZE(2) ← obrigatório TRUNC(BIN) ARITH(EXTEND) RULES DATA(31)

🧠 Avaliar com cuidado

NUMCHECK(ZON,BIN) SSRANGE INITCHECK

📉 Estratégia:

  • DEV/QA → ON

  • PROD → OFF somente se validado

💣 Erro comum:

Desligar NUMCHECK “pra ganhar CPU” sem limpar código.


🟨 FASE 3 — LIMPEZA DE CÓDIGO (onde mora o ouro)

🧹 Remover desperdícios clássicos

☑ DISPLAY em loop
☑ MOVE redundante
☑ IF aninhado desnecessário
☑ PERFORM THRU
☑ WORKING-STORAGE gigante não usada

📉 Impacto:

  • ↓ CPU

  • ↓ Cache miss

  • ↓ Path length

🥚 Easter-egg:

Um DISPLAY esquecido num batch grande já pagou um carro zero.


🟦 FASE 4 — ESTRUTURA DO PROGRAMA (pipeline feliz)

☑ Preferir:

  • PERFORM único

  • Parágrafos curtos

  • Fluxo previsível

☑ Evitar:

  • GO TO

  • PERFORM cruzando seções

  • Código “criativo”

🧠 COBOL 5 + z Architecture:

Código linear = melhor uso de pipeline e cache L1/L2


🟩 FASE 5 — DADOS E FORMATOS (CPU invisível)

💥 Erros caros

ErroCusto
DISPLAY usado como cálculoAlto
COMP mal definidoMédio
REDEFINES abusivoAlto
Conversão implícitaAltíssimo

☑ Use:

  • COMP / COMP-5 corretamente

  • PIC consistente

  • TRUNC(BIN)


🟪 FASE 6 — I/O: O ASSASSINO SILENCIOSO

☑ Minimizar:

  • Leitura redundante

  • WRITE desnecessário

  • SORT interno mal usado

☑ Melhorar:

  • Buffers maiores

  • Uso correto de SORT externo

  • VSAM tuning (CI/CA)

💬 Fofoquinha:

Muitas “otimizações de CPU” são na verdade I/O mal feito.


🟫 FASE 7 — JCL E EXECUÇÃO (ninguém olha, mas pesa)

☑ Revisar:

  • REGION excessivo

  • STEPLIB desnecessário

  • Programas antigos ainda rodando

☑ Avaliar:

  • Rodar batch pesado fora do pico

  • Paralelismo controlado

  • zIIP offload

📉 Ganho indireto:

CPU MSU fora do pico = custo menor


🟧 FASE 8 — zIIP / Offload (dinheiro esquecido)

☑ Verificar:

  • LE habilitado

  • Compilação compatível

  • Ambiente preparado

📉 O que pode ir pra zIIP:

  • XML

  • JSON

  • Serviços

  • Web Services

  • Partes do LE

💬 Fofoquinha:

Tem cliente pagando MIPS caro enquanto o zIIP dorme.


🟥 FASE 9 — REMOÇÃO DE CHECKS (só depois de adulto)

📌 Sequência correta:

  1. NUMCHECK ON

  2. Corrigir código

  3. Medir estabilidade

  4. NUMCHECK OFF

  5. Medir MIPS

❌ Pular etapa = incidente garantido


☠️ ERROS QUE MATAM ECONOMIA

ErroResultado
Otimizar sem SMFIlusão
OPTIMIZE(3) sem testeBug
Desligar checks cedoAbend
Ignorar I/OCPU sobe
Medir só elapsedFatura explode

🎓 RESUMO PADAWAN

✔ COBOL 5 pode reduzir MIPS
✔ Código limpo = CPU baixa
✔ Compilação correta = ganho imediato
✔ Medição manda, opinião não
✔ zIIP é dinheiro esquecido


🧠 FRASE FINAL BELLACOSA™

“Mainframe não é caro.
Caro é código ruim rodando rápido.”

 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

💪🖥️ Segredos secretos — O que torna um Mainframe tão poderoso?

 


💪🖥️ Segredos secretos — O que torna um Mainframe tão poderoso?

“Mainframe não é forte porque é grande.
Ele é grande porque foi projetado para nunca falhar.”

Existe um erro comum — especialmente fora do mundo enterprise — de achar que poder computacional é sinônimo de tamanho físico.
No universo IBM Z, isso não poderia estar mais errado.


🧠 O verdadeiro poder do mainframe

Um mainframe não é poderoso porque é grande.
Ele é poderoso porque tudo dentro dele foi projetado para trabalhar em harmonia absoluta.

Nada ali é improvisado.
Nada é acoplado depois.
Nada depende de “restart para resolver”.

👉 Tudo nasce integrado.


🧱 Os pilares de um mainframe de verdade

Vamos desmontar o mito e olhar para a anatomia da fera.

🧠 Processadores (CPU)

Não são apenas CPUs rápidas.
São múltiplos processadores especializados, trabalhando juntos:

  • Processadores gerais

  • Processadores de I/O

  • Processadores de criptografia

  • Processadores para workloads específicos

Enquanto servidores comuns fazem tudo “no mesmo cérebro”,
o mainframe delegada funções como uma orquestra sinfônica.


🗂️ Memória

A memória do mainframe não é só grande — ela é disciplinada.

  • Milhares de tarefas simultâneas

  • Isolamento total entre workloads

  • Priorização automática

  • Zero disputa caótica

Aqui não existe:

“Esse processo matou o outro por falta de memória”.


💾 Armazenamento

O armazenamento no mundo mainframe não é “guardar dados”.
É proteger ativos.

  • Dados financeiros

  • Dados governamentais

  • Dados regulados

  • Dados auditáveis

Tudo com:

  • Integridade

  • Controle

  • Rastreabilidade

  • Recuperação garantida


🌐 Sistemas de I/O

Aqui mora um dos maiores diferenciais.

O mainframe:

  • Conversa com ATMs

  • Atende aplicativos online

  • Processa transações

  • Fala com redes globais

Tudo isso sem bloquear a CPU principal.

👉 Enquanto um I/O espera, outro trabalho segue rodando.


✨ A mágica que ninguém vê (mas todo mundo usa)

O segredo não está na força bruta.
Está na eficiência absoluta.

⏱️ Enquanto uma tarefa espera:

  • Outra executa

  • Outra responde

  • Outra processa

Nada fica ocioso.
Nada trava.
Nada para.

Esse modelo não é moda.
É engenharia refinada por décadas.


🔄 E se algo falhar?

Aqui está o ponto onde o mainframe humilha qualquer comparação.

Falha não significa parada.

Se:

  • Um componente falhar

  • Um caminho de I/O cair

  • Um processador sair do ar

👉 O sistema continua rodando.

O usuário:

  • Não percebe

  • Não perde sessão

  • Não vê erro

  • Não liga para o suporte


🏦 Por isso o mundo confia no mainframe

Não é por nostalgia.
Não é por medo de mudar.
É por responsabilidade.

Mainframes são usados onde:

  • Erro custa milhões

  • Parada custa reputação

  • Falha custa processos legais

💳 Bancos e pagamentos
🚆✈️ Transporte ferroviário e aéreo
🏛️ Governos e grandes serviços públicos


🥚 Easter-eggs do mundo IBM Z

  • Mainframe sempre foi “always-on” antes do termo existir

  • Virtualização sempre foi nativa

  • Alta disponibilidade nunca foi feature, sempre foi requisito

  • Segurança nunca foi camada extra, sempre foi fundação


🎓 Palavra final do El Jefe para o padawan

Mainframe não é uma máquina velha.
É uma máquina madura.

Enquanto muita tecnologia nasce pensando em “escalar depois”,
o mainframe já nasceu escalado.

Enquanto outros ambientes aceitam downtime como normal,
o IBM Z trata downtime como falha de projeto.


terça-feira, 14 de maio de 2013

🧾 COBOL 4.00 no IBM Mainframe

 


🧾 COBOL 4.00 no IBM Mainframe

Guia para Iniciantes: Código Limpo, Seguro e Econômico

“COBOL 4 não perdoa código ruim.
Ele executa… e te cobra por isso.”


🕰️ Um Pouco de Contexto (Por que COBOL 4 importa)

O Enterprise COBOL 4.00 marcou uma virada de chave no mainframe:

  • Introduziu um novo compilador

  • Passou a gerar código mais próximo da arquitetura moderna

  • Começou a penalizar código antigo e relaxado

👉 Muitos programas antigos funcionam, mas:

  • Gastam mais CPU

  • Usam mais memória

  • Sofrem em batch pesado


🧱 Estrutura Básica de um Programa COBOL (Visão Rápida)

IDENTIFICATION DIVISION. ENVIRONMENT DIVISION. DATA DIVISION. PROCEDURE DIVISION.

Para iniciantes:

  • DATA DIVISION mal feita = desastre

  • PROCEDURE DIVISION confusa = CPU jogada fora



⚠️ Grandes Perigos para Iniciantes no COBOL 4

☠️ 1. Código que “funciona” mas custa caro

Exemplo perigoso:

PERFORM UNTIL EOF READ ARQ MOVE CAMPO-A TO CAMPO-B END-PERFORM

❌ MOVE desnecessário dentro do loop
❌ Loop sem controle de volume

✅ Melhor prática:

READ ARQ AT END SET EOF TO TRUE END-READ

E só mover o que for necessário.


☠️ 2. PERFORM Excessivo (Modular demais mata CPU)

Iniciantes adoram:

PERFORM TRATA-REGISTRO

dentro de loop com milhões de registros.

⚠️ Cada PERFORM é custo.

✔️ Dica:

  • Inline lógica crítica

  • Use PERFORM para controle, não para micro-rotinas


☠️ 3. Variáveis mal definidas (memória desperdiçada)

Erro clássico:

01 WS-VALOR PIC X(1000).

Quando só precisa de 10 bytes 😱

✔️ Regra de ouro:

  • PIC do tamanho exato

  • Evite campos genéricos “pra garantir”

📉 Menos memória = menos cache miss = menos CPU.


☠️ 4. Repetir cálculos desnecessários

Erro comum:

COMPUTE WS-TOTAL = WS-QTD * WS-VALOR

feito várias vezes no loop com os mesmos valores.

✔️ Dica:

  • Calcule uma vez

  • Armazene

  • Reutilize


🧼 Como Escrever Código Mais Limpo no COBOL 4

✅ Use nomes claros

WS-VALOR-TOTAL WS-FIM-ARQUIVO

❌ Evite:

WS-A WS-X1

✅ Evite lógica escondida

Código perigoso:

IF A = B MOVE X TO Y ELSE IF C = D MOVE Z TO Y END-IF END-IF

✔️ Melhor:

  • Clareza > esperteza

  • COBOL foi feito para ser legível


🚀 Performance no COBOL 4: Dicas Práticas

⚙️ 1. Tire código de dentro de loops

Cada instrução dentro de loop custa N vezes.


⚙️ 2. Use corretamente os níveis da DATA DIVISION

  • Campos agrupados bem definidos

  • Evite REDEFINES desnecessário

REDEFINES mal usado = bugs silenciosos.


⚙️ 3. Cuidado com STRING e UNSTRING

Eles são poderosos… e caros.

✔️ Use apenas quando necessário
✔️ Evite em loops grandes


⚙️ 4. Arquivos: leia com cuidado

  • READ sequencial é barato

  • READ aleatório é caro

  • Releitura custa CPU e I/O


🧠 Pontos de Atenção que Geram Bugs em Produção

ArmadilhaProblema
Campo não inicializadoResultado imprevisível
EOF mal tratadoLoop infinito
IF aninhado demaisErro lógico
REDEFINES confusoDados corrompidos
Índices fora do limiteABEND

🧙 Curiosidades & Easter Eggs COBOL 4

  • COBOL 4 foi o primeiro passo real rumo ao COBOL 5

  • Programas antigos compilam, mas podem custar o dobro de CPU

  • O compilador já “entende” melhor a arquitetura do zSeries


🧭 Primeiros Passos Recomendados para Padawans

  1. Aprenda estrutura limpa

  2. Evite copiar código velho sem entender

  3. Sempre pense:

    “Isso vai rodar quantas vezes?”

  4. Meça CPU quando possível

  5. Menos código = menos custo


🏁 Conclusão

COBOL 4.00 é:

  • Estável

  • Poderoso

  • Implacável com código mal escrito

“No mainframe, não existe código inocente.
Só código caro ou econômico.”

 

sábado, 6 de abril de 2013

📉 Como Caçar MIPS Desperdiçado IBM Mainframe COBOL

 


📉 Como Caçar MIPS Desperdiçado

IBM Mainframe COBOL – Manual do Caçador de Custos para Padawans

“MIPS não somem sozinhos.
Alguém os está queimando.”


🧠 Antes de Tudo: O que é MIPS (na vida real)

  • MIPS = dinheiro

  • Não é performance “bonita”

  • É CPU faturada

  • Batch ruim = fatura triste 😭

☑️ Um programa pode estar correto
☑️ E ser financeiramente criminoso


🐘 Onde os MIPS se Escondem (Mapa do Crime)

ÁreaCrime comum
COBOLMOVE inútil, PERFORM em loop
SORTSort desnecessário
DB2Fetch linha a linha
I/OLeitura registro a registro
JCLClasses erradas
CompilaçãoParâmetro errado


🧪 1. O Maior Vilão: LOOP INÚTIL

🔥 Sintoma

  • CPU alto

  • Pouca E/S

  • Tempo absurdo

💀 Crime clássico

PERFORM 1000000 TIMES MOVE WS-A TO WS-B END-PERFORM

🛠️ Cura Bellacosa™

  • Elimine MOVE redundante

  • Tire código de dentro do loop

☑️ Código dentro de loop custa MIPS


🧪 2. MOVE em Cadeia (o Vampiro Silencioso)

🔥 Sintoma

  • CPU sobe

  • Programa “simples”

💀 Crime clássico

MOVE A TO B MOVE B TO C MOVE C TO D

🛠️ Cura Bellacosa™

MOVE A TO D

☑️ COBOL não cobra por linha… cobra por execução.


🧪 3. PERFORM CALLADO (Sem necessidade)

🔥 Sintoma

  • Modularização “bonita”

  • CPU feia

💀 Crime clássico

PERFORM CALCULA-VALOR

chamado milhões de vezes.

🛠️ Cura Bellacosa™

  • Inline lógica crítica

  • Evite PERFORM em massa

☑️ Modularidade demais custa caro.


🧪 4. SORT Burro (Quando não precisava)

🔥 Sintoma

  • CPU alto

  • Disco suando

💀 Crime clássico

  • SORT de arquivo já ordenado

  • SORT para eliminar duplicidade

🛠️ Cura Bellacosa™

  • Valide se já vem ordenado

  • Use controle lógico

☑️ SORT é um monstro de MIPS.


🧪 5. DB2: FETCH Um a Um (Pecado Mortal)

🔥 Sintoma

  • CPU altíssimo

  • SQL “simples”

💀 Crime clássico

FETCH CURSOR

milhões de vezes.

🛠️ Cura Bellacosa™

  • Use FETCH BLOCK

  • Aumente ARRAY FETCH

☑️ Banco pensa em bloco, não em linha.


🧪 6. COMMIT Mal Posicionado

🔥 Sintoma

  • Lock

  • Reprocesso

  • CPU extra

💀 Crime clássico

  • COMMIT a cada registro

  • COMMIT gigante demais

🛠️ Cura Bellacosa™

  • Commit por lote

  • Ajustar checkpoint


🧪 7. I/O Excessivo (Leitura Burra)

🔥 Sintoma

  • Muito tempo de execução

  • Pouca CPU útil

💀 Crime clássico

  • READ dentro de loop

  • Releitura desnecessária

🛠️ Cura Bellacosa™

  • Buffer

  • Carregar em memória quando possível

☑️ I/O custa caro e demora.


🧪 8. Compilação Errada = MIPS Perdido

🔥 Crime silencioso

  • Compilar COBOL 5 com PARMs antigos

🛠️ Cura Bellacosa™

OPTIMIZE ARCH(13+)

☑️ Compilador moderno gera código melhor.


🧪 9. JCL Mal Enquadrado

🔥 Sintoma

  • Job pequeno em classe errada

💀 Crime clássico

  • Classe de alto consumo

  • Prioridade indevida

🛠️ Cura Bellacosa™

  • Classe certa

  • WLM ajustado


🧪 10. Falta de Métrica = Cegueira

🔥 Erro fatal

  • “Acho que melhorou”

🛠️ Ferramentas

  • SMF

  • RMF

  • Accounting DB2

  • EXPLAIN PLAN

☑️ Sem métrica, não há tuning.


🧠 Checklist Rápido do Caçador de MIPS

☑️ Tirou código de loop
☑️ Reduziu SORT
☑️ Ajustou FETCH
☑️ Ajustou COMMIT
☑️ Compilou certo
☑️ Mediu antes e depois


🧙 Easter Eggs Bellacosa™

  • 1 MOVE em loop pode custar milhões por mês

  • Batch “simples” costuma ser o mais caro

  • Melhor otimização: não executar


🏁 Conclusão

“MIPS não se otimizam…
MIPS se caçam.”

sábado, 12 de janeiro de 2013

🧪 Plano de Tuning Batch COBOL – IBM Mainframe

 


🧪 Plano de Tuning Batch

COBOL – IBM Mainframe

“Batch lento não é destino, é diagnóstico.”


🟥 FASE 0 — PRINCÍPIO SAGRADO

Nunca tune sem medir
Nunca mude tudo de uma vez
Nunca confie só em elapsed time


🟦 FASE 1 — IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA

🎯 Objetivo

Descobrir ONDE o batch gasta tempo:

  • CPU?

  • I/O?

  • Espera?

  • Lock?

  • Storage?

📌 Ações

☑ Identificar JOB / STEP problemático
☑ Horário de execução
☑ Pico ou fora do pico

🔧 Ferramentas

  • SMF 30 (Job)

  • SMF 72 (CPU)

  • OMEGAMON

  • RMF

  • SDSF (CPU TIME)

💬 Fofoquinha:

Batch “lento” às vezes só roda no horário errado.


🟨 FASE 2 — CPU vs ELAPSED (o divisor de águas)

SituaçãoDiagnóstico
CPU alto / Elapsed baixoCódigo ruim
CPU baixo / Elapsed altoI/O, lock, espera
Ambos altosTudo errado

☑ Compare:

  • CPU TIME

  • EXCP

  • SRB vs TCB


🟩 FASE 3 — ANÁLISE DE CPU (quando a conta dói)

🧠 Verificar compilação COBOL

☑ Parâmetros:

OPTIMIZE(2) TRUNC(BIN) ARITH(EXTEND) DATA(31) RULES

☑ Evitar:

  • NUMCHECK em produção sem necessidade

  • SSRANGE

  • INITCHECK

📉 Ganho típico: 5% a 30%


🟪 FASE 4 — CÓDIGO COBOL (o crime mais comum)

🔪 Pontos clássicos de CPU alta

☑ DISPLAY em loop
☑ MOVE repetido
☑ IF aninhado
☑ PERFORM THRU
☑ Conversão implícita de tipos

💡 Melhoria

  • Código linear

  • Parágrafos curtos

  • Cálculo com COMP/COMP-5

🥚 Easter egg:

Um DISPLAY por registro já custou mais que licença de compilador.


🟧 FASE 5 — I/O (onde o tempo some)

📊 Analisar

  • EXCP alto

  • WAIT I/O

  • VSAM CI/CA mal dimensionado

☑ Ajustes

  • Buffers maiores

  • Redução de leitura repetida

  • SORT externo em vez de interno

📉 Ganho típico: 10% a 50% de elapsed


🟫 FASE 6 — SORT (o vilão invisível)

☑ Verificar:

  • SORT interno vs DFSORT

  • Quantidade de registros

  • Campos de chave

💣 Erro comum:

SORT interno com milhões de registros sem tuning.

☑ Preferir:

EXEC PGM=SORT

🟥 FASE 7 — JCL (ninguém olha, mas paga)

☑ Revisar:

  • REGION exagerado

  • STEPLIB duplicado

  • Programas obsoletos rodando

☑ Ajustar:

  • DISP correto

  • CONCATENATION mínima

  • DD redundante removido


🟦 FASE 8 — PARALELISMO E JANELA

☑ Avaliar:

  • Jobs sequenciais sem dependência

  • Execução fora do pico

  • Divisão por partição lógica

💬 Fofoquinha:

Batch mais rápido é o que não disputa CPU.


🟩 FASE 9 — zIIP / LE (dinheiro dormindo)

☑ Verificar:

  • LE habilitado

  • Versão do COBOL

  • Ambiente preparado

📉 Offload possível:

  • XML

  • JSON

  • Serviços

  • Partes do LE


🟪 FASE 10 — MEDIR NOVAMENTE (o momento da verdade)

☑ Comparar:

  • CPU antes/depois

  • Elapsed antes/depois

  • EXCP antes/depois

  • SMF

☑ Documentar:

  • Mudança aplicada

  • Ganho real

  • Risco


☠️ ERROS QUE ARRUÍNAM O TUNING

ErroConsequência
Mudar tudo de uma vezIncidente
Não medir SMFIlusão
Otimizar DEV sóNenhum ganho real
Ignorar I/OElapsed explode
Culpar o mainframeVergonha técnica


🎓 RESUMO PADAWAN

✔ Batch lento tem causa
✔ CPU não mente
✔ Código importa
✔ I/O mata
✔ JCL conta
✔ zIIP salva


🧠 FRASE FINAL BELLACOSA™

“Tuning não é mágica.
É respeito à máquina.”

sábado, 1 de março de 2008

📉 COBOL 3.xx vs COBOL 4.00 Clássico maduro vs clássico turbinado

 

📉 COBOL 3.xx vs COBOL 4.00

Clássico maduro vs clássico turbinado


🕰️ Linha do tempo rápida

VersãoAnoContexto
COBOL 3.xx~2001Consolidação do LE
COBOL 4.00~2009Performance, Unicode, modernização

📌 COBOL 4 não foi ruptura — foi evolução com faca nos dentes.


🧠 Filosofia de cada versão

🧓 COBOL 3.xx

“Se está rodando, não mexe.”

  • Estável

  • Conservador

  • Performance previsível

  • Muito usado em batch crítico

🧑‍🚀 COBOL 4.00

“Roda igual, mas gasta menos MIPS.”

  • Otimizações agressivas

  • Melhor uso de hardware

  • Preparação para mundo moderno

  • Base para COBOL 5


⚙️ Runtime e arquitetura

ItemCOBOL 3.xxCOBOL 4.00
Language EnvironmentSimSim (mais maduro)
31 bitsDominanteAinda forte
64 bitsNãoPreparado
UnicodeLimitadoNativo (USAGE DISPLAY-1)
XMLBásicoMuito melhor

🥚 Easter egg:

COBOL 4 já pensa em 64 bits mesmo rodando em 31.


🚀 Performance e MIPS

📉 Onde o COBOL 4 ganha

  • Loop intensivo

  • Cálculos COMP/COMP-3

  • Manipulação de strings

  • I/O sequencial

📊 Média de ganho real:

5% a 25% menos MIPS
(depende do código e dos PARMs)

⚠ Onde não muda quase nada

  • Código ruim continua ruim

  • Lógica desorganizada

  • SORT mal usado


🧪 Parâmetros de compilação

COBOL 3.xx (clássico seguro)

DATA(31) OPTIMIZE(2) TRUNC(BIN) ARITH(EXTEND) MAP LIST

COBOL 4.00 (modo adulto)

DATA(31) OPTIMIZE(2) TRUNC(BIN) ARCH(8) ARITH(EXTEND) MAP LIST

🥚 Fofoquinha:

ARCH(8) é onde começa a economia de MIPS sem reescrever código.


🧟 Abends e problemas comuns

TipoCOBOL 3.xxCOBOL 4.00
S0C7Muito comumMenos frequente
S0C4ClássicoIgual
S878Configuração LEConfiguração LE
Performance ruimCódigoCódigo 😈

💬 Spoiler:

Migrar para COBOL 4 não corrige lógica ruim.


🧠 Diagnóstico e debug

ItemCOBOL 3COBOL 4
LIST/MAPSimSim
Debug LEBásicoMelhor
FerramentasLimitadasMais integração
RastreamentoManualMais amigável

🖥️ Hardware indicado

VersãoMainframes típicos
COBOL 3z900, z990
COBOL 4z9, z10, z196

📌 COBOL 4 começa a explorar melhor o silício.


🧬 Curiosidades Bellacosa™

  • COBOL 4 foi ignorado por anos por medo de mudança

  • Quem migrou cedo economizou MIPS silenciosamente

  • Muitos shops pularam direto do 3 para o 5 (e sofreram)

🥚 Easter egg clássico:

COBOL 4 é o “melhor custo-benefício” da história do COBOL.


🧑‍🎓 Padawan: quando migrar?

Migre para COBOL 4 se:

✔ Está em 3.xx
✔ Quer reduzir MIPS
✔ Não quer risco alto
✔ Quer preparar o terreno

Não espere milagres se:

❌ Código é caótico
❌ JCL é desleixado
❌ LE é default


🧠 Resumo executivo (para levar ao chefe)

CritérioVencedor
EstabilidadeEmpate
PerformanceCOBOL 4
ModernizaçãoCOBOL 4
RiscoEmpate
Base para futuroCOBOL 4

🏁 Conclusão Bellacosa™

“COBOL 3 é confiável.
COBOL 4 é confiável e mais barato.”