quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

🦋 Lei do Efeito Borboleta

Bellacosa Mainframe e o efeito borboleta



🦋 Lei do Efeito Borboleta

Ou: como um IF mal fechado pode mudar a vida inteira

Eu sempre digo: a vida roda em batch.
Você agenda um JOB achando que é simples… e lá na frente, três execuções depois, dá um ABEND existencial.

A Lei do Efeito Borboleta parte exatamente desse princípio:
👉 pequenas causas podem gerar consequências gigantescas.

O nome vem da famosa frase:

“O bater de asas de uma borboleta no Brasil pode provocar um tornado no Texas.”

Exagero poético? Talvez.
Mas quem já trabalhou com sistema complexo sabe: não é força, é encadeamento.


🌪️ Origem do Conceito (o nascimento do caos)

O conceito surgiu nos anos 1960 com o meteorologista Edward Lorenz, estudando modelos climáticos.

📌 Ele percebeu que:

  • alterar um número decimal quase invisível

  • mudava completamente a previsão do tempo

Na prática:

0.506127 ≠ 0.506

Na vida:

  • um “sim”

  • um atraso

  • uma conversa não tida

  • uma decisão tomada no cansaço

E o sistema inteiro muda.


🖥️ O Efeito Borboleta no Mainframe (a vida como JCL)

Quem é mainframeiro entende na hora:

  • Um SORT mal definido

  • Um campo com sinal errado

  • Um JOB fora de sequência

  • Um dataset sobrescrito sem backup

No começo: nada acontece.
Depois: tudo acontece ao mesmo tempo.

🦋 Pequeno erro →
🔥 Grande incêndio operacional


🧠 Como entender o Efeito Borboleta na prática

✔️ Sistemas complexos não são lineares
✔️ Nem tudo cresce proporcionalmente
✔️ Algumas coisas só fazem sentido depois

A vida:

  • não é CICS online

  • é batch noturno com dependência cruzada


🎎 No Japão (e nos animes)

O Japão ama esse conceito, mesmo sem chamar pelo nome.

📺 Exemplos clássicos:

  • Steins;Gate – mudar uma mensagem muda o mundo

  • Erased – pequenos atos alteram destinos

  • Your Name – encontros mínimos, impactos máximos

  • Tokyo Revengers – tentar consertar cria novos problemas

Easter egg cultural:
👉 o respeito extremo às pequenas ações
Cumprimentar, chegar no horário, silêncio, cuidado com detalhes.


🧩 Dicas Bellacosa para a vida

🦋 Nunca subestime pequenos atos

  • Uma palavra

  • Um gesto

  • Uma omissão

🦋 Cuide do input

  • Dados ruins geram saídas ruins

  • Pensamentos ruins viram hábitos

🦋 Nem todo efeito é imediato

  • Alguns JOBs rodam só no futuro


🤫 Fofoquices filosóficas

  • A maioria dos “acidentes” não são acidentes

  • A maioria das “coincidências” são encadeamentos

  • A maioria dos arrependimentos começa pequeno

E ninguém percebe…
até o tornado chegar.


🦋 Importância do Efeito Borboleta

Ele nos ensina:

  • humildade

  • responsabilidade

  • atenção aos detalhes

Porque no fim das contas…

Você nunca sabe qual pequena decisão
vai mudar tudo.

E como bom mainframeiro, eu aprendi cedo:

📌 O sistema nunca erra.
Ele apenas executa o que foi configurado.

E a vida?
Também.

🦋

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

🦇 Movimento Dark 1980 & Gótico 1990 — A Estrada Noturna da Tribo Invisível


 

🦇 Movimento Dark 1980 & Gótico 1990 — A Estrada Noturna da Tribo Invisível
Um artigo ao estilo Bellacosa Mainframe para o blog El Jefe Midnight



c

🌑 Introdução — Quando a noite era uma linguagem secreta

Antes dos algoritmos, antes da avalanche de notificações, existia um Brasil onde ser diferente exigia coragem — e ousadia. Os anos 1980 e 1990 foram décadas em que as subculturas não vinham por streaming: elas eram contrabandeadas por fitas cassete mal gravadas, revistas importadas escondidas entre LPs usados e conversas sussurradas nos corredores escuros das escolas.

É aqui que nasce o movimento Dark dos anos 80 e evolui para o Gótico dos anos 90: uma estrada noturna percorrida por almas inquietas, artistas à margem, e adolescentes que descobriam que o preto não era só uma cor — era um manifesto.




🦇 1. Os Anos 1980 — O Brasil cinza e o surgimento do Dark

O país recém saía da ditadura, o rock nacional florescia e o underground respirava mal, mas respirava. A estética Dark entrou como um vírus elegante:

  • Cabelo comprido, franjas caídas, roupas rasgadas, coturnos;

  • Letras introspectivas, soturnas, existenciais;

  • Música vinda principalmente da Europa:

    • Siouxsie and The Banshees,

    • The Cure,

    • Joy Division,

    • Bauhaus,

    • Sisters of Mercy.

Mas aqui o Dark ganhou sotaque BR:

  • Ira! — “Mudança de Comportamento”

  • Plebe Rude

  • Legião Urbana — “Sereníssima”, “Tempo Perdido”

  • Arte No Escuro

  • Zero – “Quimeras”

Os jovens não tinham internet — tinham o fanzine: xerox mal cortado, letras tortas, cola quente e vontade. Distribuía-se na rua Augusta, na Galeria do Rock, nos roqueiros do Largo do Arouche.




🦇 2. Ritual de Iniciação — Como alguém virava Dark em 1986

  1. Uma fita K7 gravada de uma fita gravada de outra fita gravada da Rádio 89.

  2. Cabelos ao vento, franjas cobrindo o olho esquerdo.

  3. Roupas pretas: se não tinha griffe, a mãe ou a avó costuravam — movimento maker antes do maker existir.

  4. Pôsters de filmes: “O Corvo”, “The Hunger”, “Nosferatu”.

  5. Caminhadas noturnas discutindo Nietzsche sem ter lido Nietzsche.

  6. A tribo: se encontrava sem combinar; a cidade conspirava.

Era um movimento emocional, quase ritualístico.




🌒 3. Anos 1990 — A mutação para o Gótico

Quando chegam os 90, o Dark amadurece. Larga parte do punk, assume uma estética mais teatral e abraça o misticismo. O termo “gótico” se consolida.

Os pilares do gótico 90

  • Maquiagem pesada.

  • Ternos e sobretudos longos (aquele que sua mãe costurou!).

  • Simbolismo: ankh, crucifixos, caveiras discretas.

  • Anéis vampíricos

  • A melancolia deixa de ser fraqueza: vira estilo de vida.

As bandas do altar gótico

  • The Cure (rainha-mãe do movimento inteiro).

  • Clan of Xymox.

  • London After Midnight.

  • The Mission.

  • Type O Negative (para os iniciantes em trevas do metal).

Aqui no Brasil a cena se fortalece:

  • Madame Satã (Bexiga) — templo máximo.

  • Espaço Retrô, Santa Cecília — clássico.

  • Fofinho Rock Club, Belém — garagem pura.

  • Aeroanta, Dama Xoc, Carbono 14.

Se você passasse pela Augusta num domingo cedo, veria vampiros desorientados indo embora enquanto as senhoras iam para a missa na igreja da Consolação. Um ecossistema perfeito.


🌘 4. Tribos Urbanas — A necessidade humana de pertencer

O Dark/Gótico não era só música. Era pertencimento.

Para muitos jovens — vindos da periferia, de famílias partidas, de escolas opressoras, de bairros onde pagode e samba eram regra — o preto era uma forma de existir no mundo.

Os encontros eram míticos:

  • Cemitérios (não para cultos, mas porque eram silenciosos e tinham clima).

  • Becos da Paulista.

  • Madrugadas eternas na Praça Roosevelt.

  • Conversas sobre a vida, o universo e o nada, enquanto um hot-dog da Augusta segurava a ressaca emocional.

  • Caminhadas sobre a madrugada nas assustadoras ruas do Centro Velho de São Paulo (Rua São Bento, Rua Direita, XV de Novembro e vale do Anhangabaú entre outras).

  • Zanzar sob a luz da Lua em noites de inverno paulistana.

  • Estações ferroviárias CBTU fechadas, aguardando a abertura e o primeiro trem.

Quem viveu sabe: era liberdade em sua forma mais artesanal.


🌑 5. A Estética Hacker — o paralelo com o Mainframe

Como Bellacosa Mainframe exige:

O movimento Dark/Gótico tem uma lógica parecida com o mundo mainframe:

  • Poucos entendem.

  • Muitos falam sem saber.

  • Há uma estética própria, fechada, ritualística.

  • Você precisa dos velhos mestres para ser iniciado.

  • Existe documentação, mas ela é esparsa, oral, perdida em zines e memórias.

  • Quem faz parte… reconhece o outro no escuro.

Dark/Gótico é, essencialmente, um RACF Group invisível: só entra quem conhece a senha emocional.


🌑 6. Curiosidades (Easter Eggs Noturnos)

  • O perfume favorito dos góticos paulistanos 90 era o Kaiak preto ou o Malbec — mesmo sabendo que a aura deveria ser de mofo poético.

  • A maioria dos góticos da época sabia dançar Wave com fluidez, mesmo nunca tendo tido aula.

  • O termo “vampirear” significava andar sem destino pela madrugada.

  • Boa parte da cena gótica paulista nasceu… nos corredores da Galeria do Rock.

  • O movimento era pequeno, mas altamente ramificado: cyber-gótico, vampírico, etéreo, pós-punk, industrial.


🌑 7. Conclusão — Ser Dark/Gótico não era moda. Era autobiografia.

O movimento Dark dos 80 e o Gótico dos 90 foram, para milhares de jovens, a escola onde se aprende a ser sensível, inquieto e diferente num mundo que queria todo mundo igual.

Era música, era estética…
Mas era, acima de tudo, um lugar emocional.

E quem viveu sabe:
A noite não era cenário.
Era lar.

E mesmo que hoje sejamos adultos caretas, programadores COBOL com backlogs intermináveis, analistas de sistemas soterrados em JCL…
Dentro de muitos de nós ainda há aquele adolescente andando de preto, ouvindo The Cure num walkman velho, filosofando bobagens às 2 da manhã sob um poste queimado da Vila Alpina.

E isso, meu caro,
é o tipo de coisa que mesmo o tempo não apaga.
🖤🌙

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

BUGUEI o YOUTUBE: 2002 - 28º Aniversario do Vagner

 Festa em Itatiba, 28º aniversario, o sultão e a família na maior festança da Rua Jose Brunelli Filho... Obrigado meus amigos vocês foram demais, foi uma festa memorável.



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

🍺🧘 CERVEJAS JAPONESAS & FILOSOFIA ZEN

 
Bellacosa Mainframe aproveitando uma tarde num izakaya e bebendo sapporo

🍺🧘 CERVEJAS JAPONESAS & FILOSOFIA ZEN

Se no Ocidente a cerveja virou barulho, rótulo gritante e hype de fim de semana…
no Japão, cerveja é silêncio que refresca.

Hoje vamos falar de Zen, mas não aquele de camiseta.
O Zen do cotidiano, do gesto simples, do copo frio, da conversa curta.
E sim: cerveja japonesa entende Zen melhor do que muito guru.


☸️ O QUE É ZEN (SEM INCENSO, SEM VIAGEM)

Zen vem do Budismo Chan, importado da China e lapidado no Japão.

Tradução Bellacosa:

Zen é fazer o básico muito bem, sem frescura.

Nada de excesso.
Nada de enfeite inútil.
Nada de “olha como sou diferente”.

Se isso não lembra mainframe… você nunca viu um JCL limpo.


Cervejas japonesas sapporo, asahi, kirin, suntory


🍺 A CERVEJA JAPONESA É ZEN POR NATUREZA

As grandes cervejas japonesas (Sapporo, Asahi, Kirin, Suntory):

✔ não são doces
✔ não são exageradamente amargas
✔ não têm aromas espalhafatosos
✔ não tentam “te surpreender”

Elas apenas:

existem, cumprem seu papel e não atrapalham a refeição

Isso é Zen líquido.


🧠 PRINCÍPIOS ZEN APLICADOS À CERVEJA

🪨 1. Wabi-Sabi – Beleza na simplicidade

Wabi-Sabi valoriza o simples, o discreto, o imperfeito.

🍺 Uma Sapporo gelada não tenta ser memorável.
Ela tenta ser correta.

Assim como:

  • um batch que roda todo dia

  • um sistema que ninguém comenta porque nunca cai


🌊 2. Ma (間) – O espaço entre as coisas

No Zen, o vazio importa tanto quanto o cheio.

Na cerveja japonesa:

  • sabor leve

  • final limpo

  • espaço para a comida

  • espaço para a conversa

Não ocupa tudo.
Não grita no paladar.

🍺 É a cerveja que respeita o silêncio entre um gole e outro.


🔁 3. Repetição consciente

Zen é repetir até ficar simples.

Cervejas japonesas são feitas para:
✔ beber várias
✔ em vários dias
✔ em qualquer estação

Sem cansar.

Mainframe feelings:

“esse sistema tá aí há 20 anos e ninguém mexe”.


🍜 IZAKAYA = TEMPLO ZEN DISFARÇADO

A izakaya japonesa não é bar.
É um ritual social.

🍺 cerveja
🍢 petiscos
🗣️ conversa baixa
🧠 sem pressa

Ninguém vai para “encher a cara”.
Vai para descomprimir a mente.

Zen puro.


🎌 CERVEJAS & PERSONALIDADE ZEN

🍺 Sapporo
➡️ Zen do norte
➡️ fria, limpa, silenciosa

🍺 Asahi Super Dry
➡️ Zen urbano
➡️ seca, rápida, eficiente

🍺 Kirin Lager
➡️ Zen tradicional
➡️ maltada, clássica, conservadora

🍺 Suntory Premium Malts
➡️ Zen estético
➡️ mais aromática, mas controlada

Cada uma é um caminho (Do).


🧠 EASTER EGGS CULTURAIS

🍺 No Japão, beber em silêncio não é estranho
🍺 Espuma excessiva é vista como desleixo
🍺 O copo sempre importa
🍺 A cerveja acompanha, não lidera

👉 Diferente do Ocidente, onde a cerveja quer ser protagonista.


💬 COMENTÁRIO BELLACOSA

Cerveja japonesa me lembra mainframe porque:

  • ninguém elogia quando funciona

  • todo mundo reclama quando falta

  • existe para sustentar o sistema, não para aparecer

Zen é isso:

fazer bem, sem aplauso


🏁 CONCLUSÃO – ZEN NÃO É MODA

Cerveja japonesa não quer likes.
Quer continuidade.

É a cerveja de quem:
✔ já correu muito
✔ já viu hype morrer
✔ prefere estabilidade a barulho

🍺🧘
Beber uma Sapporo é um koan líquido:

“Se a cerveja não chama atenção… ela cumpriu sua função?”



quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

📦 SMP/E for z/OS – SYSMOD Packaging

Bellacosa Mainframe apresenta smp/e sysmod packaging

📦 SMP/E for z/OS – SYSMOD Packaging

Entendendo MCS e técnicas de empacotamento sem dor de cabeça


🧠 Ideia central (em uma frase)

SYSMOD = conteúdo + instruções (MCS)
O como, onde e quando instalar é decidido pelas MCS.


🧩 O que existe dentro de um SYSMOD?

Todo SYSMOD tem duas coisas:

  1. Texto de modificação

    • módulos

    • macros

    • source

    • dados

    • HFS / JAR

  2. MCS – Modification Control Statements

    • instruções para o SMP/E

    • dizem onde, quando e em que ordem instalar

📌 Durante o RECEIVE, o SMP/E:

  • lê primeiro as MCS

  • grava tudo no SMPPTS

  • cada SYSMOD vira uma MCS entry


🧱 Tipos de elementos em DLIB / TLIB

TipoO que é
ModuleCódigo compilado/ligado
MacroFonte reutilizável
SourceCódigo fonte
DataCLIST, PARM, PROC etc
HFSArquivos Unix
JARJava Archive

🧾 Regras básicas das MCS (cai em prova)

  • Todas começam com ++

  • Colunas 1–2++

  • Terminam com ponto (.)

  • Podem continuar linha se não houver ponto antes da coluna 73

  • Colunas 73–80 são ignoradas


🪪 HEADER e identificação do SYSMOD

++HEADER

  • identifica o tipo do SYSMOD

  • define o SYSMOD-ID

Tipos de SYSMOD

TipoPara quê
FUNCTIONIntroduz produto
PTFCorreção testada
APARCorreção de problema
USERMODCorreção local

🧬 FMID — quem “é dono” do código

  • FMID = Function Modification ID

  • 7 caracteres

  • identifica a função dona do elemento

  • em FUNCTION, o FMID é o próprio SYSMOD-ID

📌 Todo SYSMOD exceto base FUNCTION usa FMID no ++VER.


🔗 ++VER — relacionamento e dependências

O ++VER é o cérebro da compatibilidade

Regras:

  • Obrigatório

  • Deve vir logo após o HEADER

  • Define:

    • release suportado (SREL)

    • dependências

    • pré-requisitos

    • co-requisitos

    • supersedes

Operandos importantes

OperandoFunção
SRELRelease do sistema
FMIDFunção dona
PREPré-requisito
REQCo-requisito
SUPSupersede

🚦 ++HOLD — bloqueios controlados

Existem 3 tipos:

TipoQuando usar
ERRORPTF com erro
SYSTEMAção manual necessária
USERRegra local

📌 HOLD impede APPLY/ACCEPT até ser resolvido
📌 Pode vir no SYSMOD ou em HOLDDATA separado


🏗️ MCS estruturais – como o sistema é montado

++JCLIN

  • descreve como o load module é ligado

  • não executa, apenas é analisado

  • grava estrutura no TZONE

Sem JCLIN → SMP/E não sabe reconstruir load modules.


🧩 MCS de elemento (o que será instalado)

MCSO que instala
++MODMódulo
++SRCSource
++MACMacro
++DATADados
++HFSArquivo Unix
++JARJAR inteiro
++ZAPPatch binário
++SRCUPDUpdate de source
++MACUPDUpdate de macro
++JARUPDUpdate parcial de JAR

📌 ZAP / UPD = alteração parcial
📌 DATA / HFS = sempre substituição total


☕ JAR no SMP/E (pegadinha comum)

  • ++JAR → substitui o JAR inteiro

  • ++JARUPD → atualiza arquivos internos

  • SMP/E usa comandos do JDK (jar x / jar u)


📦 Técnicas de empacotamento SYSMOD

Como o conteúdo chega até o SMP/E

1️⃣ Relative File (tape)

📼 Clássico IBM

  • MCS em um arquivo

  • elementos em arquivos seguintes

  • usa RELFILE

✔️ Muito usado em FUNCTION SYSMOD


2️⃣ Inline

📄 Tudo junto

  • MCS + conteúdo no mesmo arquivo

  • registros fixos de 80 bytes

  • simples, direto

⚠️ Dados variáveis precisam de GIMDTS


3️⃣ Indirect Library

📚 USERMOD raiz

  • MCS no SMPPTS

  • conteúdo fica fora (PDS indicado no APPLY)

  • usa TXLIB, LKLIB

✔️ Ideal para USERMOD


4️⃣ GIMZIP Archive

🌐 Moderno / rede

  • arquivo compactado no HFS

  • inclui:

    • MCS

    • elementos

    • HOLDDATA

  • usa:

    • GIMZIP

    • GIMUNZIP

    • RECEIVE FROMNETWORK

✔️ Base do Shopz / Internet delivery


❌ “What’s wrong with this picture?” (clássico de prova)

Erros comuns:

  1. ++MOD não é o último MCS

  2. Inline com RELFILE

  3. FMID ausente

  4. Falta ponto final

  5. SREL inválido (2038 ≠ Z038)


🧠 Resumo final (para memorizar)

🔑 RECEIVE lê MCS
🔑 APPLY instala no target
🔑 ACCEPT congela no DLIB
🔑 ++VER controla dependências
🔑 JCLIN explica como montar
🔑 Packaging define onde está o conteúdo

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

🖥️ MVS Console Commands – Principais Comandos

 

 

Bellacosa Mainframe apresenta MVS Commands


🖥️ MVS Console Commands – Principais Comandos

⚠️ Aviso importante
A maioria desses comandos exige privilégio de operador (OPERCMDSOPERATIONS, etc.).
Em ambiente restritivo, eles são substituídos por SDSF.


🔍 1️⃣ Comandos de Display (D)

Usados para consulta (os mais comuns e mais seguros).

🔹 D A,L – Displays Active Jobs

D A,L

📌 Mostra jobs ativos no sistema
🧠 Base de automação e monitoramento


🔹 D R,L – Displays Outstanding Replies

D R,L

📌 Mostra WTORs pendentes
💬 Operação vive aqui


🔹 D U,ALL – Displays Users

D U,ALL

📌 Usuários logados
⚠️ Pode ser restrito por segurança


🔹 D IPLINFO

D IPLINFO

📌 Data/hora do último IPL
🧠 Muito usado em troubleshooting


🔹 D OMVS

D OMVS

📌 Status do UNIX System Services (USS)


🔹 D XCF,STRUCTURE

D XCF,STRUCTURE

📌 Estruturas de sysplex
🧠 Ambiente Parallel Sysplex


▶️ 2️⃣ Comandos de Job Control ($ – JES2)

🔹 $D JOBS

$D JOBS

📌 Lista jobs no spool


🔹 $DA jobname

$DA PAYROLL

📌 Detalhe de um job específico


🔹 $C jobname

$C PAYROLL

📌 Cancela job
⚠️ Perigoso – exige autoridade


🔹 $P jobname

$P PAYROLL

📌 Pausa job


🔹 $A jobname

$A PAYROLL

📌 Libera job pausado


🔄 3️⃣ Comandos de Sistema (FSP)

🔹 S procname

S TCPIP

📌 Inicia started task


🔹 P procname

P TCPIP

📌 Para started task
⚠️ Impacto alto


🔹 F procname,command

F JES2,STATUS

📌 Envia comando para STC

🧠 Muito usado para CICS, DB2, MQ.


🧠 4️⃣ Comandos de Memória / Performance

🔹 D ASM

D ASM

📌 Status de memória auxiliar


🔹 D REAL

D REAL

📌 Memória real


🔹 D VIRT

D VIRT`

📌 Memória virtual


🔹 D IOS

D IOS

📌 Subsystem de I/O


🌐 5️⃣ Rede / Comunicação

🔹 D NET,ID=

D NET,ID=VTAM

📌 Status VTAM


🔹 D TCPIP

D TCPIP

📌 Status da pilha TCP/IP


🧾 6️⃣ Storage, Datasets e Devices

🔹 D U,DASD

D U,DASD

📌 DASDs online/offline


🔹 VARY ONLINE

VARY 1234,ONLINE

📌 Ativa device
⚠️ Altíssimo impacto


🔹 VARY OFFLINE

VARY 1234,OFFLINE

📌 Desativa device


🧯 7️⃣ Comandos de Emergência (raros)

🔹 CANCEL

CANCEL jobname

🔹 RESET

RESET`

⚠️ Normalmente restritos a operadores sênior.


🧪 8️⃣ Uso via REXX

ADDRESS MVS "D A,L"

📌 Alternativa segura:

ADDRESS SDSF ISFEXEC DA

💬 Bellacosa comenta:

“REXX + console é espada de dois gumes.”


📊 Resumo rápido (cola de operador)

CategoriaComando
Jobs ativosD A,L
WTORD R,L
Spool JES$D JOBS
Cancelar job$C job
STCS / P / F
IPLD IPLINFO
RedeD NETD TCPIP
DASDD U,DASD

☕ Conclusão Bellacosa Mainframe

“Console command não é para testar —
é para saber exatamente o que está fazendo.”

Em ambiente moderno:

  • 👑 Operador usa console

  • 🧪 Automação usa SDSF

  • 🔐 Auditoria dorme tranquila


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

⚖️ Lei da Casualidade — ou: nada acontece “do nada” (ao estilo Bellacosa Mainframe) ⚖️

 

Bellacosa Mainframe e a lei da casualidade

⚖️ Lei da Casualidade — ou: nada acontece “do nada” (ao estilo Bellacosa Mainframe) ⚖️

Eu sempre gostei de observar padrões. Talvez seja deformação profissional de quem passou a vida debugando COBOL, analisando dumps, JES2 lotado e aquele abend que “simplesmente apareceu”. No fundo, a tal lei da casualidade funciona exatamente assim: nada acontece por acaso absoluto — há sempre uma cadeia de eventos, mesmo que a gente não enxergue todas as linhas do JCL da vida.


🧠 O que é a Lei da Casualidade?

De forma simples:
👉 Todo efeito tem uma causa, ainda que seja sutil, invisível ou esquecida.

Ela aparece em várias filosofias:

  • No budismo, como causa e efeito (karma)

  • No taoismo, como fluxo natural das coisas

  • Na filosofia ocidental, desde Aristóteles

  • E no dia a dia… quando a gente diz:

    “isso não aconteceu por acaso”

Casualidade não é sorte.
Casualidade é consequência acumulada.


🏗️ Origem do conceito

O termo vem do latim causalis — aquilo que gera algo.
No Japão, isso conversa fortemente com ideias como:

  • Inga ōhō (因果応報): causa e retribuição

  • Shikata ga nai: aconteceu porque tinha que acontecer

  • Mottainai: desperdiçar causa desequilíbrio

Nada surge do vácuo. Nem um bug crítico em produção 😄


💾 Bellacosa Mainframe Mode ON

Pensa assim:

  • A vida é o sistema

  • Suas ações são o código

  • O resultado é o output

Se o batch deu erro, alguém:

  • Alterou um copybook

  • Esqueceu um IF

  • Mudou um dataset

  • Ignorou um warning

A casualidade é só o log dizendo:

“isso aqui já vinha sendo construído faz tempo”


🧩 Como entender na prática

✔️ Observe padrões recorrentes
✔️ Veja onde você insiste nos mesmos comportamentos
✔️ Analise os “pequenos eventos”
✔️ Aceite que nem tudo é imediato

Na vida, muito resultado é batch noturno — você só vê no dia seguinte.


🛠️ Como praticar (dicas reais)

  • Pare de culpar o acaso

  • Revise suas decisões passadas

  • Aja melhor hoje (o efeito vem depois)

  • Não ignore sinais pequenos

  • Tenha paciência com o processamento

💡 Dica de ouro:

Se algo se repete, não é azar. É lógica.


🥚 Easter eggs & curiosidades

  • No Japão, encontros “por acaso” são chamados de en (縁) — laços invisíveis

  • Muitos animes usam isso como motor da história (Steins;Gate, Your Name)

  • O “destino” japonês raramente é mágico — ele é construído

  • Até o caos segue regras… só que muito complexas


😏 Fofoquices filosóficas

Sabe aquela pessoa que “sempre se dá mal”?
Ou aquela que “sempre cai em boas oportunidades”?

Spoiler:
👉 não é sorte
👉 é histórico de decisões + ambiente + atitude

O universo não pune nem recompensa — ele responde.


🌏 Importância cultural

A lei da casualidade ensina:

  • Responsabilidade

  • Consciência

  • Humildade

  • Paciência

  • Observação

No Japão, isso molda:

  • Relações pessoais

  • Trabalho

  • Ética

  • Persistência

  • Resiliência silenciosa


🧾 Fechando o job (sem abend)

“Nada acontece por acaso.
A gente só esquece de olhar o log.”

Entender a lei da casualidade é aceitar que cada pequena ação escreve uma linha do nosso próprio programa de vida. E quando o resultado vem… não adianta culpar o sistema.

Porque, no fundo,
o código foi nosso.