sábado, 29 de maio de 2010

SMP/E for z/OS Workshop – RECEIVE e REJECT

 

SMP/E for z/OS Workshop – RECEIVE e REJECT

Quando o SMP/E recebe, avalia… e decide se aceita ou devolve 📦⚖️

No mundo SMP/E, RECEIVE é a porta de entrada e REJECT é a porta de saída. Antes de qualquer APPLY ou ACCEPT, o SMP/E precisa estagiar, validar e registrar tudo que chega. É aqui que muita gente acha que RECEIVE é só “copiar fita”, mas na prática ele é um processo de seleção, validação e controle rigoroso.

Neste post, vamos destrinchar RECEIVE e REJECT, com visão de produção, exemplos reais e aquele toque Bellacosa Mainframe que separa quem decora de quem entende.


🧭 Onde RECEIVE e REJECT se encaixam no SMP/E

Os cinco comandos básicos do SMP/E:

  1. RECEIVE – Estagia SYSMODs e HOLDDATA

  2. APPLY – Instala nos target libraries

  3. ACCEPT – Consolida nos distribution libraries

  4. RESTORE – Volta DLIB → target

  5. REJECT – Desfaz RECEIVE

👉 RECEIVE e REJECT atuam exclusivamente no Global Zone (GZONE).


📥 RECEIVE – muito além de copiar SYSMOD

O que o RECEIVE faz de verdade?

  • Seleciona SYSMODs e HOLDDATA

  • Valida aplicabilidade ao ambiente

  • Estagia dados nos datasets SMP/E

  • Atualiza o Global Zone

  • Produz relatórios e logs

📌 Nada é instalado ainda. Apenas preparado.


📦 Entradas do RECEIVE

  • SYSMODs (Function, PTF, APAR, USERMOD)

  • HOLDDATA (++HOLD / ++RELEASE)

Fontes possíveis:

  • 📼 Tape (CBPDO / ESO)

  • 💾 DASD

  • 🌐 Network (FTP / SMPNTS / Shopz)


⚙️ SET BDY(GLOBAL): regra número zero

Todo RECEIVE começa com:

SET BDY(GLOBAL)

Sem isso, o SMP/E nem conversa com você.


🎯 Seleção de SYSMODs – quem entra na fila?

A seleção é controlada por operandos do RECEIVE:

Exemplos comuns

  • Sem operandos → tudo é candidato

  • FMID / FMIDSET → restringe por função

  • SELECT / EXCLUDE → filtra SYSMODs

  • SOURCEID → agrupa SYSMODs

💡 Bellacosa Tip: SOURCEID é ouro para automação de APPLY/ACCEPT.


✅ Regras de aplicabilidade

Para um SYSMOD ser realmente recebido:

Function SYSMOD

  • ++VER SREL deve existir no GZONE

PTF / APAR / USERMOD

  • ++VER SREL e FMID devem existir no GZONE

🛑 Exceção: BYPASS(FMID) ignora o FMID check.

Outras regras:

  • SYSMOD não pode já ter sido recebido

  • HOLDDATA só processa se solicitado


🗂️ O que é estagiado pelo RECEIVE

SMPPTS

  • Armazena MCS + textos de modificação

  • Um membro por SYSMOD (nome = SYSMODID)

Global Zone

  • Entrada de SYSMOD

  • Entrada de HOLDDATA

  • Atualização da lista de FMIDs

📌 Nenhum elemento é instalado ainda.


📁 RELFILE SYSMODs e SMPTLIB

Quando o SYSMOD vem em RELFILE:

  • Cada RELFILE → um SMPTLIB

  • RFDSNPFX define HLQ dos datasets

  • TLIBs podem ser:

    • Pré-alocados

    • Dinamicamente alocados

💡 Dica Bellacosa: defina spill para SMPPTS e TLIBs, ou prepare-se para o caos.


🌐 RECEIVE via Network

FROMNETWORK

  • Usa pacote GIMZIP

  • Conecta via TCP/IP (FTP)

  • Requer SERVER operand

FROMNTS

  • Usa diretório SMPNTS

  • Identificado por PKGID ou Order Entry

📦 Base da instalação moderna via Shopz.


🧾 Relatórios gerados pelo RECEIVE

  • Receive Summary Report

  • Exception SYSMOD Data Report (++HOLD / ++RELEASE)

  • Dynamic Allocation Report

📌 Leitura obrigatória antes do APPLY.


🛑 HOLDDATA – quando o SMP/E levanta a mão

HOLDDATA sinaliza SYSMODs que:

  • Exigem ação manual

  • Dependem de outro fix

  • Podem causar impacto operacional

Tipos de HOLD

  • SYSTEM

  • ERROR

  • USER

  • FIXCAT

🛑 SYSMOD com HOLD não aplica nem aceita.


🏷️ FIXCAT – inteligência aplicada

FIXCAT agrupa APARs por:

  • Hardware

  • Software

  • Função

Durante RECEIVE:

  • FIXCAT HOLDS criam SOURCEIDs automaticamente

  • PTFs resolutores herdam o SOURCEID

Resultado:

APPLY SOURCEID(FIXCAT_xxx)

🎯 Simples, limpo e auditável.


📌 FIXCAT persistente (Options Entry)

  • Lista salva no OPTIONS entry

  • Usada por APPLY / ACCEPT / REPORT MISSINGFIX

  • Configurada via:

    • UCLIN

    • Admin Dialog

    • Fix Category Explorer

💡 Bellacosa Truth: FIXCAT bem mantido evita outage silencioso.


🚪 REJECT – desfazendo o RECEIVE

REJECT reverte RECEIVE, não APPLY.

O que ele remove:

  • SYSMOD entry no GZONE

  • HOLDDATA entry

  • MCS no SMPPTS

  • SMPTLIBs associados


🎛️ Modos de REJECT

  • MASS – tudo recebido e não instalado

  • SELECT – SYSMOD específico

  • PURGE – aceitos em uma DZONE

  • NOTAPPLICABLE – não aplicáveis ao sistema

🔍 CHECK faz simulação (sempre use!).


🧠 Conclusão Bellacosa

RECEIVE é controle. APPLY é ação. ACCEPT é compromisso.

Quem domina RECEIVE:

  • Evita lixo no SMPPTS

  • Controla HOLDDATA

  • Organiza SOURCEIDs

  • Dorme melhor antes do APPLY

No próximo capítulo do workshop, entramos de vez no APPLY processing, onde o código finalmente toca o sistema.

🚀 Até lá, respeite o RECEIVE. Ele sabe mais do que parece.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O FANTASMA MECÂNICO DA ULTRECHT EM URUPÊS– UM MODELO A (QUASE) IMORTAL

 


O FANTASMA MECÂNICO DA ULTRECHT EM URUPÊS– UM MODELO A (QUASE) IMORTAL

por Bellacosa Mainframe


Há fotos que parecem simples lembranças de infância… e há fotos que funcionam como um dump de memória completo, um SYSUDUMP emocional, com direito a nostalgia, cheiro de gasolina velha e bits de poeira dos anos 50, 60 e 70 misturados num mesmo frame. Esta imagem é exatamente isso: dois pequenos padawans do passado sentados no que, para muitos, seria apenas “um carro velho”. Mas para o Bellacosa Mainframe — e, claro, para o nosso querido El Jefe Midnight Lunch — nada é “apenas”.

Então vamos ao que interessa:
Que criatura mecânica é essa, repousando como um dinossauro de lata na calçada?


🔍 IDENTIFICAÇÃO DO VEÍCULO

(ou: decodificando o JCL arqueológico automotivo)

Pelas linhas suaves, faróis redondos externos, para-lamas arqueados, capô longo com as entradas de ventilação e, principalmente, pelo estilo phaeton/roadster com capota conversível dobrada para trás, o veículo da foto bate muito fortemente com:

👉 Ford Model A — Phaeton / Roadster (1928–1931)

Por que Model A?

  • Faróis circulares expostos suspensos por braços metálicos típicos do Ford da época.

  • Radiador alto e vertical, com moldura simples (o Model A tinha um desenho mais “espartano” que o Chevrolet contemporâneo).

  • Capô com vincos e fileiras de aberturas verticais, característica marcante do Model A.

  • Formato do para-lama dianteiro, grande, arredondado e com aquele “tônus” quase cartoon.

  • Estilo conversível, comum em Phaetons (quatro portas) e Roadsters (duas portas).

Como a foto mostra só parte da carroceria, pode ser Phaeton ou Roadster — mas o espírito é o mesmo: um clássico absoluto.


🏭 ANO DE FABRICAÇÃO (Estimado)

Entre 1928 e 1931.
Foi o período em que a Ford produziu o Model A, sucessor direto do lendário Model T.


📜 HISTÓRIA EM MODO MAINFRAME

O Ford Model A foi o “SYS2” da Ford — a reescrita completa do sistema operacional automotivo da marca.
Depois do Model T (produzido por quase 20 anos e com arquitetura já obsoleta), Henry Ford rebotou tudo:

  • Novo motor 3.3L de 40 cv

  • Transmissão de 3 marchas

  • Direção mais leve

  • Melhores freios

  • Conforto superior

  • Novos estilos de carroceria (inclusive o elegante Phaeton)

O Model A foi um dos carros mais populares da sua época e chegou ao Brasil ainda antes da fundação oficial da fábrica Ford no país. Muitos viraram táxis, carros de família, veículos de fazenda e… monumentos nostálgicos parados em calçadas, como este aqui.



🎩 CURIOSIDADES NO ESTILO EL JEFE x BELLOCOSA MAINFRAME

🕶 1. Carro de boêmios, coronéis e fotógrafos

No Brasil, o Model A era comum entre comerciantes, viajantes e — olha só — fotógrafos itinerantes. A escolha de quem precisava carregar equipamento pesado em longas estradas de terra.

🎞 2. O primeiro Ford com painel “bonitinho”

O Model A foi o primeiro com um painel minimamente organizado. Nada de apenas um velocímetro triste. Ele tinha medidor de combustível integrado e chave de ignição no painel. Luxo puro para época.

🛠 3. Peças intercambiáveis

Sim: muitos donos dos anos 60 e 70 faziam upgrades caseiros, adaptavam peças de caminhonetes F-1, de Jeep Willys, ou qualquer coisa que encaixasse.
Model A no Brasil era um mashup mecânico vivo.

🐎 4. Velocidade de cruzeiro?

45 mph (72 km/h).
E olha… isso parecia voar.

🍿 5. Hollywood adorava

Todo filme de gangster dos anos 30 tinha um Model A tomando bala.
Era o “veículo padrão ANSI X3.4-1967” do crime cinematográfico.


EASTER-EGG BELLOCOSA MAINFRAME

A toalha pendurada no para-lama?
Um clássico ritual brasileiro de garagem:
“veículo velho, porém amado.”

Nos anos 60–70, quem tinha um carro antigo deixava sempre um pano para secar água, limpar poeira, polir farol ou simplesmente evitar que o sol estragasse a pintura já cansada. Uma espécie de EXIT CLEANUP do dia.

E o melhor:
Isso também era sinal de carro em restauração eterna, aquele projeto lendário que o proprietário jurava que ia terminar “no próximo fim de semana”.
— Mas que nunca terminava.


🚗 O VEREDICTO DO EL JEFE MIDNIGHT LUNCH

O carro da foto é quase certamente um Ford Model A Phaeton/Roadster (1928–1931) — um dos veículos mais icônicos do pré-guerra e, no Brasil, um sobrevivente heróico das décadas de poeira, improviso, peças adaptadas e romantismo automobilístico.

E nesta foto ele cumpre seu papel:
um monumento silencioso acompanhando duas crianças em um raro momento onde o mundo ainda era simples, macio e cheio de aventuras.


segunda-feira, 17 de maio de 2010

Aventura do Barbinha no Aquario da Expo

Um dia diferente no aquario


Estamos no Oceanário de Lisboa na primeira visita do Barbinha, ele ficou encantado, explorando cada pocinha de agua, ficando maluquinho vendo os peixinhos e peixoes.



E curioso que nos adultos não olhamos com a mesma surpresa e satisfação que uma criança, é incrível pois tamanha maravilha deveria ser vista com olhos de crianças.

Milhares de litros d'agua imitando as características dos 7 mares, desde aguas frias do antárctico as aguas tropicais. Peixes, crustáceos e moluscos das mais diversas variedades.

domingo, 16 de maio de 2010

☕ Lei da Entropia — ou: se você não cuidar, vira bagunça (e rápido)

 

Bellacosa Mainframe e Lei da entropia

Lei da Entropia — ou: se você não cuidar, vira bagunça (e rápido)

Vou começar do jeito mais honesto possível: a Lei da Entropia sempre esteve certa. O que muda é o tempo que ela leva pra provar isso. Em casa, no trabalho, nos relacionamentos, no código, no mainframe… se você parar de cuidar, o caos assume o controle.

📜 Origem da Lei da Entropia

A entropia nasce na física, lá no século XIX, com a termodinâmica. Em termos simples: todo sistema isolado tende ao aumento da desordem. Energia se dissipa, estruturas se degradam, organização custa esforço contínuo.

Traduzindo para a vida real:

manter ordem dá trabalho, deixar virar bagunça é grátis.

🧠 Entropia explicada no “modo Bellacosa”

Um data center não vira caos porque alguém quer. Ele vira caos porque ninguém documentou, ninguém limpou, ninguém revisou. O mesmo vale para:

  • Um guarda-roupa

  • Um casamento

  • Um código COBOL sem comentários

  • Um JCL “herdado” de 1989

  • Uma amizade esquecida

A entropia não é vilã. Ela só faz o trabalho dela.

🖥️ Entropia no Mainframe (easter egg técnico)

Todo mainframeiro já viveu isso:

  • Dataset temporário que virou permanente “sem querer”

  • Job que ninguém sabe mais por que existe

  • Parâmetro mágico comentado como: * NAO MEXER

  • PROC copiada, colada e adaptada até ninguém entender a original

👉 Isso é entropia organizacional.

📺 Curiosidades & Easter Eggs

  • O vilão Thanos, da Marvel, é praticamente um evangelizador maluco da entropia

  • Em Neon Genesis Evangelion, a entropia psicológica dos personagens é maior que a física

  • Em TI, quanto mais antigo o sistema, maior a entropia acumulada — e maior o respeito por quem mantém vivo

🗣️ Fofoquices filosóficas

O curioso é que o ser humano odeia entropia, mas vive alimentando ela:

  • Compra coisa que não usa

  • Guarda rancor

  • Acumula arquivos inúteis

  • Evita conversa difícil

  • Procrastina manutenção

Depois reclama do caos.

🛠️ A prática da antientropia (sim, isso existe)

A única forma de lutar contra a entropia é energia consciente:

  • Revisar

  • Limpar

  • Organizar

  • Documentar

  • Conversar

  • Manter

No Japão isso vira filosofia. No mainframe, vira sobrevivência.

🧘 Como entender a Lei da Entropia sem sofrer

Aceite três verdades:

  1. Nada fica organizado sozinho

  2. Ordem é temporária

  3. Manutenção é parte da vida, não castigo

Não é pessimismo. É realismo maduro.

🌏 Importância da Lei da Entropia

Ela nos ensina:

  • Humildade (tudo se desgasta)

  • Responsabilidade (manter dá trabalho)

  • Valor do cuidado diário

  • Respeito pelo tempo e pela história

No Japão, isso conversa com mottainai, wabi-sabi e mujo. No mainframe, conversa com disciplina operacional.

☕ Conclusão Bellacosa

A entropia não quer te derrotar.
Ela só quer ver se você está acordado.

Quem entende a Lei da Entropia:

  • valoriza quem mantém sistemas antigos

  • cuida melhor das relações

  • respeita o passado

  • entende que ordem é um ato de resistência

E no fim das contas…
manter é tão nobre quanto criar.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

SMP/E for z/OS Workshop – Execution Requirements

 

Bellacosa Mainframe apresenta SMP/E Execition Requirements

SMP/E for z/OS Workshop – Execution Requirements

O dia em que o SMP/E acorda para trabalhar ☕🖥️

Quem já administrou SMP/E sabe: ele não roda sozinho. Antes de qualquer RECEIVE, APPLY ou ACCEPT, existe um ritual sagrado chamado Execution Requirements. É aqui que muita gente tropeça, cria JCL quilométrico ou passa a madrugada brigando com DD statement faltando.

Neste post, vamos destrinchar como o SMP/E é executado, quais datasets ele exige, e por que a alocação dinâmica é um divisor de águas, tudo no melhor estilo Bellacosa Mainframe: prático, direto e com dicas que salvam produção.


🧭 Formas de invocar o SMP/E

O SMP/E pode ser iniciado de duas formas clássicas:

1️⃣ Diálogos ISPF

  • Painéis interativos

  • Geram JCL automaticamente

  • Ideais para aprendizado e tarefas pontuais

2️⃣ Batch (JCL direto)

  • Total controle do ambiente

  • Essencial para automação e produção

  • Base para procedures catalogadas

💡 Dica Bellacosa: ISPF ensina, batch sustenta produção.


⚙️ O coração da execução: GIMSMP

Toda execução do SMP/E passa por ele:

//EXEC PGM=GIMSMP

Ou por uma procedure catalogada que, no fundo, também chama o GIMSMP.

Parâmetros importantes no EXEC

ParâmetroFunção
CSIDataset do Global Zone
DATETimestamp das entradas no CSI
LANGUAGEIdioma das mensagens (default EN)
PROCESSWAIT ou END quando recurso não está disponível

📌 Erro comum: esquecer o CSI e confiar que o SMP/E vai “adivinhar”. Ele não adivinha.


📦 Os datasets primários do SMP/E

O SMP/E trabalha com 10 datasets primários, variando conforme o comando:

DDNAMEFunção
SMPPTSTemporary storage de SYSMOD
SMPMTSTemporary storage de macros
SMPSTSTemporary storage de source
SMPLTSTemporary storage de load modules
SMPSCDSSave control datasets
SMPLOGLog do SMP/E
SMPCSIVSAM cluster do Global Zone
Target ZonesControle do target
DLIB ZonesControle de distribuição

🚨 SMPPTS: pequeno no físico, gigante no impacto

  • SMPPTS é PDS

  • PDS = um único volume físico

  • Limitação real em ambientes grandes

A solução moderna: SMPPTS Spill

SMPPTS
SMPPTS1
SMPPTS2
...
SMPPTS99

🔧 Pode ser definido via:

  • DD statements

  • DDDEFs em todas as zones (GZONE, TZONE, DZONE)

💡 Dica Bellacosa: Se esquecer de definir spill em uma zone, o erro aparece só quando dói.


🗂️ Zones e alocação automática

  • SMPCSI aponta para o Global Zone

  • Zone Index no GZONE permite alocação dinâmica de:

    • Target Zones

    • Distribution Zones

📌 Se não houver DD explícito, o SMP/E consulta o Zone Index.


📥 RECEIVE: datasets clássicos

DDNAMEConteúdo
SMPPTFINSYSMOD input (CBPDO, ESO, CUM)
SMPHOLD++HOLD / ++RELEASE

📼 Curiosidade raiz:

  • CBPDO: SMPPTFIN costuma ser o 5º file

  • HOLDDATA geralmente o 3º file


🔧 APPLY / ACCEPT: quem entra em cena

  • TXLIB / LKLIB → texto de modificação

  • SYSLIB → concatenação de macros, objetos e loads

  • SMPJCLIN → leitura estrutural de SYSGEN / GENERATE

📌 Sem SMPJCLIN bem definido, o SMP/E fica cego para a estrutura do sistema.


🧾 Controle, parâmetros e saída

Comando SMP/E

  • SMPCNTL → comandos

  • SMPPARM → customização

Saídas principais

DDNAMEConteúdo
SMPLISTLIST output
SMPRPTReports
SMPOUTMensagens SMP/E
SYSPRINTSaída de utilities
SMPSNAPDump em erro severo
SMPPUNCHUnload, BUILDMCS

🌐 SMP/E e HFS (Network Install)

  • SMPDIR define diretórios HFS

  • Necessário para RECEIVE FROMNETWORK

  • DDDEF não define arquivo, apenas diretório

📌 Use DD para arquivos, DDDEF para diretórios.


🎯 O problema: DD demais

Resultado clássico:

  • Procedures enormes

  • Duplicadas por zone

  • Difíceis de manter

A solução profissional: Alocação Dinâmica


🔄 Dynamic Allocation: o pulo do gato

O SMP/E busca informações nesta ordem:

1️⃣ DD statements no JCL
2️⃣ Parâmetros EXEC (CSI)
3️⃣ Zone Index do Global Zone
4️⃣ DDDEFs da zone atual
5️⃣ GIMDDALC (SMPPARM)
6️⃣ Defaults

Quando encontra, para a busca.


🏆 Vantagens reais da alocação dinâmica

1️⃣ Override fácil

  • Precisa mudar algo pontual?

  • Basta um DD no JCL

2️⃣ Mesmo DDNAME, datasets diferentes por zone

  • Teste ≠ Produção

  • Sem procedures duplicadas

3️⃣ Menos enqueue, mais controle

  • Dataset liberado a cada SET

  • Não fica preso ao JOB STEP inteiro

💡 Bellacosa Truth: Uma boa estratégia de DDDEF reduz 80% da dor operacional.


📊 File Allocation Report

  • Gerado para todo comando exceto SET

  • Gravado no SMPRPT

  • Lista DDNAME → dataset físico

  • Inclui HFS e links simbólicos

📌 Ferramenta essencial para auditoria e troubleshooting.


🧠 Conclusão Bellacosa

SMP/E não é difícil. Difícil é entender quem manda em quem.

Quando você domina:

  • execução via GIMSMP

  • papel de cada dataset

  • alocação dinâmica

…o SMP/E deixa de ser um monstro e vira um mordomo extremamente exigente.

No próximo capítulo do workshop, entramos no RECEIVE e REJECT, o primeiro passo real da cadeia de instalação.

🚀 Continue firme. Mainframe não perdoa, mas recompensa quem estuda.


domingo, 25 de abril de 2010

📦 Lei do Acúmulo

 

Bellacosa Mainframe e a lei do acumulo

📦 Lei do Acúmulo

Ou: nada surge do nada — tudo é soma, batch após batch

Tem uma coisa que a vida, o mainframe e a filosofia me ensinaram muito bem:

👉 ninguém acorda bom em algo do dia pra noite.

Tudo é acúmulo.
De erros.
De tentativas.
De pequenas vitórias.

E isso tem nome: Lei do Acúmulo.


🧱 O que é a Lei do Acúmulo?

A Lei do Acúmulo diz que:

grandes resultados são consequência de pequenas ações repetidas ao longo do tempo.

Nada explode do zero.
Nada floresce instantaneamente.

É o oposto do imediatismo moderno.


🏛️ Origem do conceito (não oficial, mas ancestral)

Essa lei não nasce num livro só.
Ela aparece em várias tradições:

  • Filosofia oriental (disciplina diária)

  • Budismo (prática constante)

  • Confucionismo (aperfeiçoamento contínuo)

  • Estoicismo (hábitos moldam o caráter)

E no Japão, isso se traduz em conceitos como:

  • Kaizen (melhoria contínua)

  • Shugyō (treino austero)

  • Gambaru (persistir até o fim)


🖥️ Lei do Acúmulo explicada para mainframeiro raiz

Mainframe é a própria encarnação do acúmulo:

  • sistemas construídos ao longo de décadas

  • código escrito, corrigido, remendado

  • conhecimento passado de boca em boca

  • comentários em COBOL mais velhos que o programador

Nada ali nasceu pronto.

Cada:

  • IF

  • PERFORM

  • JCL

  • PROC

é um tijolinho acumulado.


⏳ Vida real: ninguém vira mestre sem acúmulo

✔️ você não aprende COBOL em um fim de semana
✔️ você não cria memória afetiva em um dia
✔️ você não constrói confiança com um ato só

Tudo vem da soma.

E o problema?
Vivemos na era do “resultado imediato”.


🧠 Como praticar a Lei do Acúmulo

🛠️ faça um pouco todo dia
📚 estude mesmo quando não dá vontade
📝 escreva, erre, corrija
👣 aceite progresso lento

Dica Bellacosa:

Melhor um passo diário do que uma corrida anual.


🎌 Curiosidades culturais japonesas

  • Mestres artesãos treinam 30, 40, 50 anos

  • Sushi-chefs passam anos só lavando arroz

  • Calígrafos repetem o mesmo kanji milhares de vezes

Nada disso é glamour.
É acúmulo silencioso.


🥚 Easter eggs do cotidiano

  • Amizades verdadeiras são acúmulo de convivência

  • Sabedoria vem de erros repetidos

  • Memória afetiva nasce de pequenas cenas

É por isso que lembramos:

  • de um cheiro

  • de uma frase

  • de um gesto simples


🤭 Fofoquices filosóficas

  • Quem busca atalho, geralmente se perde

  • Quem ignora o processo, não sustenta o resultado

  • Quem respeita o tempo, chega mais longe


🌱 Importância da Lei do Acúmulo

Ela nos ensina:

  • paciência

  • constância

  • humildade

A Lei do Acúmulo é o antídoto contra:

  • ansiedade

  • imediatismo

  • frustração moderna


📌 Conclusão (modo batch encerrado)

Nada do que importa vem rápido.

Tudo o que vale a pena:

  • se constrói

  • se soma

  • se acumula

No fim, a vida é isso:

um grande processamento em lote, onde cada passo conta.

E quem entende a Lei do Acúmulo…
aprende a respeitar o tempo —
e a si mesmo.

sábado, 24 de abril de 2010

Lisboa Show na Baia dos Golfinhos no zoologico

Um dia especial no Zoo


O Barbinha esta quase completando 2 anos, com um feriado as portas resolvemos tirar o dia em diversão. Levamos ele num lugar magico que desde pequenino ele gosta de ir.



O Zoológico de Lisboa acreditem ou não com meses de idade trazíamos ele para passear nos jardins, ver animais. Pegar ar fresco e tomar um solzinho gostoso.

E neste dia de festa no Zoo, fomos com ele na Baía dos Golfinhos um tanque imenso onde temos shows com leões marinhos e golfinhos.

Ele amou o show, batia palma, ficava encantado vendo os golfinhos, ganhou beijinho do leão marinho foi demais e essas carinha laroca, toda feliz não tem preço.