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Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
Viajando para Campinas e vendo um belo por do sol.
Adoramos pegar estrada e a rodovia SP 065 Dom Pedro é nossa avenida, faça chuva, faça sol estamos sempre circulando no sentido leste e oeste, apreciando a paisagem, vendo o que sobrou de antigas fazendas do século XIX.
No trecho entre Itatiba e Valinhos temos grande quantidades de pedra, parece que foram plantadas nas colinas, as vezes conseguimos ver trechos do Rio Atibaia, pontes sobre ribeirões e até mesmo um hidroelétrica dos primórdios do século XX.
Entre o trecho de Valinhos e Campinas quase não existe mais zona rural, pois a cidade cresceu tanto que vemos inúmeros motéis, galpões e fabricas, tendo mesmo bairros residências com condomínios e vilas.
Nossa viagem segue tranquila com a bela luz vermelha do poente. O dia esta acabando logo estaremos em Campinas, pegando o Formiga, para em seguida irmos até o aeroporto de Viracopos retirar uma encomenda na Azul.
Andando em círculos no aeroporto de Viracopos - Campinas / SP
Estamos na estrada de novo, desta vez nos dirigindo ao Aeroporto de Viracopos em Campinas, o dia esta praticamente acabado, os últimos raios solares lançam sua luz lá longe no horizonte, o céu esta naquele azul escuro quase noturno, podemos vislumbrar as primeiras estrelas.
Viemos retirar uma encomenda aérea na Azul Cargas, com o AWB em mão estamos perdidos nas ruelas próximo ao aeroporto, realmente a sinalização existente não ajuda em nada, tivemos que perguntar para um segurança onde ficava a Azul, a referência que tivemos foi procurar a DHL.
Enfim estamos circulando pelo aeroporto em busca destas empresas, depois de algumas voltas para lá e cá, achamos a DHL e um pouco mais a frente a azul. Fiquei um pouco frustado pois esperava um hangar moderno, e encontrei um puxadinho feito com contentores e um telhado de zinco, pegamos nossa encomenda, diga-se de passagem um lugar meio assustador, quase no campo, com mato alto e pouca iluminação.
Agora vamos retornar a SP`075 Rodovia Santos Dumont no sentido Campinas e posteriormente a SP 065 Rodovia Dom Pedro Tendo como pano de fundo o anoitecer nesta visão pouco usual do aeroporto.
O palco foi armado em baixo da cobertura do parque, diversas mesas foram espalhadas para abrigar as pessoas em volta do palco, esta festa é uma festa da família itatibense. As barracas de bebidas e alimentos são exploradas por entidades assistenciais.
Os grupos musicais são de moradores da cidade, neste vídeo temos musica nordestina, em que o grupo embalado ao som do acordão, triangulo, violão elétrico e bateria, embalando um baião ou forro, me ajudem que sou meio leigo em música regional, deixa nos comentários mais detalhes, eu agradeço.
O sanfoneiro tinha carisma e embalou o publico de uma maneira bem animada, alguns mais festeiros começaram a dançar em frente ao palco, bem animados cantando e dançando, foi um verdadeiro arrasta pé.
Música do sertão bem animada e muito envolvente deixou o público empolgado, na minha opinião tirando o 1986, que envolve a multidão com suas interpretações de grandes sucessos, sem duvida esta foi a segunda melhor atração da festa. Concordam comigo?
Estamos no ano de 2017, continuamos em recessão, todas as carteiras sentem o aperto, muito desemprego, altos índices de violência, a insatisfação popular é alta, sem perspectivas de melhora, por isso toda festa popular é sempre bem vinda.
O parque Luis Latorre recebeu em seu recinto mais uma festa, a Festa de São Pedro com algumas barracas de comes e bebes e atrações musicais da cidade, a afluência do publico foi a esperada, predominantemente populares de Itatiba, pois faltou atrações de peso.
A prefeitura sem dinheiro optou por esta estrategia em contratar músicos locais, a pena que com isso não conseguiu atrair pessoas de outras regiões, a exemplo de uma festa ocorrida em tempos áureos com a presença do Patati Patata e que atraiu mais de 15.000 pessoas, o parque ficou completamente lotado e as barracas venderam como nunca.
Mas voltando aos dias atuais, temos que melhorar muito, fez falta uma barraca do Grupo do Papai Noel, pois eles necessitam muito de recursos para poderem ter autonomia financeira e poderem comprar doces e contratar o helicóptero, temos alguns vídeos das chegadas do Papai Noel.
O Parque Luis Latorre é um parque situado na cidade de Itatiba, desde a sua criação é vocacionado a eventos e festa na cidade, possuindo área coberta para grande palco e palco menor sobre o gramado. Nos últimos anos devido a crise financeira que a cidade enfrenta, suas festas perderam um pouco do prestigio do passado.
De festas que atraiam pessoas de toda região, devido aos artistas de renome que contratava, passou a contratar artistas locais ou com pouca expressão no cenário artístico, com isso passou a ser uma festa mais local, uns aprovam e outros reprovam, naqueles duelos políticos que toda cidade tem.
Infelizmente não podemos mudar isso, por isso vamos divulgando a cidade assim mesmo, ver se a luz ilumina os gestores e lhes ensine a fazer boas festas. Vendo ao redor, podemos dar algumas sugestões, tais como permitir que animados e coloridos, foods truck possam participar dos eventos, ceder espaço para atrações tais como rodas gigantes, carrosséis, contratar alguns artistas de renome e prestigio.
Com uma festa cheia de atrações, podemos receber mais visitantes que com certeza iriam gastar mais recursos na festa, num cenário em que todos ganhariam e a cidade teria uma maior visibilidade no cenário, gerando negócios para empresários locais e trazendo riqueza e prosperidade para o povo.
A Estrada de Ferro Sorocabana é o maior exemplo de como as coisas funcionam no Brasil, infelizmente ela é o exemplo clássico da má gestão do dinheiro público. Inicialmente iniciou suas atividades como empresa privada, deficitária passou por diversas administrações ruinosas até que passaram a mãos do estado.
Seu nome original era Companhia de Estrada de Ferro Sorocabana em 1875, iniciou suas atividades deficitárias, pois sua operação era mais dispendiosa que suas receitas, operando no vermelho já e seus primórdios, após troca de gestores resolveram fazer um aumento de capitais e expandiram a ferrovia rumo a áreas mais propicias no oeste do estado de São Paulo, por volta desta altura possuía 422 quilômetros.
Em 1892 nova alteração nos quadros uniram-se a Estrada de Ferro Ytuana dando origem a uma nova empresa a CUSI - Companhia União Sorocabana e Ituana funcionou aos trancos e barrancos até que em 1904 foi a falência, sendo adquirida por um consórcio do Governo Federal que revendeu a província de São Paulo.
Em 1907 foi arrendada e passou a fazer parte da Brazil Railway Company, essa nova empresa não durou nada, foi apenas uma troca de dinheiro, com avultosa perda para o Estado, em completa penúria, com locomotivas sucateadas e trilhos em completo abandono.
Com verbas estatais atingiu sua época de ouro, criou-se a oficina de Assis, completou a expansão a oeste, ligou-se a ferrovias no sul do país, permitindo viagens até o sul do país, desenvolveu a região oeste e trouxe progresso até nova reestruturação em 1971, passando a denominar-se FEPASA. Com tantas fusões, aquisições, cisões, incorporações e outras tentativas de salvar a saúde financeira, mesmo assim a empresa morreu em 1995
Voltando a Indaiatuba e sua estação central.
Num tremendo golpe de sorte, o povo de Indaiatuba conseguiu a guarda da locomotiva Baldwin 4-4-0 Regina número 10 da Estrada de Ferro Sorocabana, usando de manobras politicas e muito jogo de gabinete, para trazer esta icônica locomotiva a vapor..
A cidade deve conservar seus tesouros e lutar por adquirir mais, neste contexto Indaiatuba esta de parabéns. Conseguiram resgatar o seu passado histórico reformando e conservando o antigo complexo ferroviário, instalando alguns metros de trilho. Criando um museu ferroviário e partilhando sua historia, neste espaço geográfico estão juntas a primeira e a segunda estação ferroviária central, separadas por apenas alguns metros.
Esta locomotiva foi a primeira locomotiva da extinta companhia Ytuana de Estradas de Ferro, doada pelo imperador Dom Pedro II, sendo importada dos EUA, restaurada em 2002 e devolvida ao publica em sua extrema gloria.
Iniciamos esta conversa falando do nosso Imperador Dom Pedro II, em alguns aspectos foi um dos monarcas mais mente aberta do seu tempo, um visionário que gostava de tecnologia e servia de mecenas a vários cientistas do mundo, incentivou o desenvolvimento do telefone do Graham Bell, inclusive instalando o primeiro telefone do Brasil no Palácio Imperial Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro. Patrocinou e difundiu a fotografia e o cinema, sendo um grande colecionador de fotos.
Com o surgimento das máquinas a vapor criou leis e incentivou a introdução dos transportes sobre os trilhos, inclusive comprou uma locomotiva a vapor Baldwin, que utilizou em trilhos no Rio de Janeiro e com o surgimento da Companhia Ytuana de Estradas de Ferro, dou este trem para a empresa.
Uma locomotiva a vapor Baldwin 4-4-0, carinhosamente nomeada "Regina" foi entregue a Estrada de Ferro Ytuana, fundada através de outorga de 1870, entrando em operação em 1873, ligando diversas cidades do interior, no auge contou com 261 quilômetros de trilhos, posteriormente em uma fusão com outras ferrovias transformou-se na Estrada de Ferro Sorocabana que funcionou até ser fusionada na FEPASA.
Em nossa visita a Indaiatuba visitei a estação restaurada e percorri a pé o poucos metros de trilhos remanescente, porém a oportunidade de visualizar uma locomotiva tão importante e histórica valeu pela visita, é uma pena não estar trabalhando e possuir tão poucos trilhos.
Um pouco de historia
Esta grande maquina pertenceu ao imperador Dom Pedro II, que a adquiriu na Feira Mundial, posteriormente a dou para a Ytuana onde esteve a serviço com a locomotiva número 1, com a fusão com a Estrada de Ferro Sorocabana esta locomotiva a vapor foi renomeada para número. 10, mantendo o cognome Regina. Ficou operacional durante mais de 60 anos, terminou exposta no patio da Sorocabana ate ser resgatada e restaurada.