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sexta-feira, 11 de julho de 2025

O que é um Diagrama de Fluxo de Dados.

Bellacosa Mainframe falando sobre ferramentas de desenvolvimento de sistemas DFD

O que é um Diagrama de Fluxo de Dados.

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Um olho no passado, dois olhos no futuro: Diagrama de Fluxo de Dados.

Salve jovem padawan, mais uma vez faremos uma viagem no tempo, para os primórdios da informática, onde as grandes ideias surgiram, sementes foram semeadas e gradualmente o sistema foi sendo criado.

O artigo de hoje irei para beber na fonte de dois gigantes Ed Yourdon e Larry Constantine que publicaram na década de setenta o livro Projeto Estruturado de Sistemas. Uma rocha forte que serviu de alicerce para gerações de DEVS e inpirou David Martin e Gerald Estrina a criarem sua ferramenta, mas antes que pergunte-me por que falo deles numa era de orientação a objetos e tanta tecnologia de ponta.

Elementar meu caro Watson, digo padawan, existem milhões de linhas de código legado, inúmeras bases de dados esperando serem preparadas para migração mediante a ETL, a maioria das pessoas que as construíram foram para a reforma e estão curtindo a boa vida de aposentados no Caribe.

Introdução

Quando falamos de migrar software legado, primeiro pensamos nas regras de negócios, abrindo as fontes para extrair a lógica e migrá-la para uma nova ferramenta ou tecnologia, porem uma das áreas que mais engenho necessita são os dados.


O pobre analista se vê, frente a centenas de tabelas e milhões de registros, queries que retornam tuplas e mais tuplas de dados, mas o que serão? Qual a necessidade? Por onde começar? Como funciona? Socorro.


Seus problemas acabaram, existe uma prática oriunda dos laboratórios da IBM e que aqueles dois gigantes ajudaram a refinar, melhorando e servindo de base para outros grandes mestres aprimorarem, estou falando do D.F.D.


O que é D.F.D.?

Eis que surge mais um acrônimo para a louca sopa de letrinhas da informática. Nunca me canso de repetir isso, essa sigla refere-se ao Diagrama de Fluxo de Dados, uma ferramenta que permite conhecer o Sistema, suas fronteiras, seus caminhos críticos, suas comunicações e repositórios de dados.

Mas que raio de ferramenta milagrosa è essa? Uma que serve de mapa, um guia das origens e destinos, possuindo vários níveis de detalhes, partindo do mais genérico até o menor detalhe, sendo uma das suas vantagens a simplicidade, possuindo poucos sinais ajudando a evitar confusões e interpretações fantasiosas.

Normalmente o DFD começa no nível 0, a visão macro descendo ao detalhe nos níveis 1 até o 5. Alguns termos serão obscuros, necessitando serem clarificados num dicionário de dados. Dependendo da instalação e das equipes de mantenimento, dedicarem um tempinho para atualizarem-no.


Usando o Dicionário de Dados

Este documento como o próprio nome diz é um dicionário onde os principais termos e variáveis do Sistema estão armazenadas, num próximo artigo entrarei em maiores detalhes.

Como funciona o DFD?

Seu funcionamento é mais simples do que imaginamos, o pulo do gato dos seus criadores foi a simplicidade, poucos símbolos, poucas regras. Martin & Estrin sabiam que quanto mais complexidade, menos utilizado, muitas regras iriam gerar confusão e a sua aceitabilidade seria reduzida.

Existem 4 símbolos que representam todo o conjunto de trabalho.

• entidade externa

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um retângulo

• processo

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um círculo

• armazenamento de dados

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um cilindro retangular

• fluxo de dados

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uma flecha

O processo consiste em definir as fronteiras do Sistema, dentro destes limites teremos as Entidades Externas. Que pro sua vez alimentam e recebem informações do Sistema, os Círculos que representam os processos internos de transformação da informação, os Cilindros que armazenam as informações em diversos estados e as flechas que indicam o controle do fluxo do processamento.

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Qual a vantagem deste diagrama?

A vantagem é ser de fácil entendimento, onde um usuário do Sistema, mesmo sem possuir nenhum conhecimento de programação, pode ler e entender a origem, o destino, o processo da informação em cada etapa.

O usuário de posse deste MAPA saberá o contexto, onde ele esta e para onde vai, quais os processos alimentam o Sistema. Descobrindo quais manipulações importantes ocorrem na informação antes de ser entregue, podendo inclusive perceber falhas ocultas, afinal ele é o dono da informação e sabe melhor que nos, o real processamento.

O que é um diagrama de Contexto?

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O DFD nível 0 também chamado de diagrama de contexto por ser a visão mais macro e geral de todo o Sistema ou Processo. Sua principal missão é apresentar o sistema no mais alto nível, com todos os players envolvidos e limites bem definidos.

Tem que ser claro e de fácil entendimento, apresentando os principais inputs, outputs e processos internos e externos, para o público externo poder conhecer e saber responder às perguntas básicas: O que, onde, porque e quando.

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O que significa DFD 0 , DFD 1, DFD 2.etc ?

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Esta numeração indica ao leitor o nível de detalhe e grau de aprofundamento do diagrama, partindo do nível 0 o mais geral possível até o nível N explodindo o detalhe ao menor nível.

Atualmente este diagrama esta sendo pouco usado e muitos DEVs desconhecem seu uso, meu artigo tem por objetivo resgatar e apresentar aos leitores os detalhes e auxiliar na documentação dos projetos, melhorando a qualidade do software.

Como usá-la na atualidade?

A maneira mais rápida é rascunhar em lápis e papel, depois convido aos aspirantes a Analistas de Sistemas a conhecerem o MS VISIO, ou qualquer outra das dezenas de ferramentas onlines de elaboração de fluxos de processos.

Não é um processo difícil é facilita enormemente a projetar front-ends, aconselho aos parceiros de UX e UI, a debruçarem-se e conhecerem mais sobre o Diagrama de Fluxo de Dados, recomendação estendidas aos DBAs, afinal conhecer o processo de transformação na raiz, facilita encontrar erros e anomalias.

Um conhecimento importante, guarde sempre em mente, a força de uma corrente é determinada pelo seu elo mais fraco, então conheça o sistema, conheça a origem do dado, descubra suas transformações e seus principais processos.

Regra de ouro do DFD.


  1. Um dado somente deve ser armazenado no sistema se passar por um processo
  2. Não existe dados sem processamento e o armazenamento de dados obrigatoriamente deve ter sempre um fluxo, seja de entrada, seja de saída ou mesmo ambos.
  3. O processamento é o rei, transformando sempre os dados, por isso também obrigatoriamente tem que ter uma entrada e uma saída.
  4. Num DFD todo processo ou vai para outro processo ou um armazenamento de dados.
  5. A informação não surge do nada, todo dado armazenado em um sistema obrigatoriamente deve passar por um processo.


Conclusão

O objetivo deste artigo foi apresentar ao jovem padawan, os conceitos fundamentais sobre o Diagrama de Fluxo de Dados, falar sobre seus símbolos e uso, deixo em aberto a utilização do UML e a evolução em novos diagramas.

A ideia foi resgatar uma ferramenta do passado e comentar sobre os benefícios do seu uso, alertando, claro, que para alguns autores ela está obsoleta e sem vantagens ao DEV do século XXI, o que discordo bravamente. Afinal existem muitos sistemas legados, desenhados sob esta metodologia.


Espero ter ajudado até o próximo artigo.


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Mais momento jabá, para distrair um nostálgico vídeo do Natal em Itatiba. Onde inúmeros voluntários percorrem as ruas da cidade distribuindo doces as crianças, fazendo a loucura aos miúdos, saudades eternas do Luizão: o papai Noel de Itatiba que inventou essa divertida festa nos anos 70, visite meu vídeo e veja para onde fui desta vez: https://www.youtube.com/watch?v=oAXwZYdo3d4




Bom curso a todos.


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https://www.linkedin.com/in/vagnerbellacosa/


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https://github.com/VagnerBellacosa/


Pode me dar uma ajudinha no YouTube?


https://www.youtube.com/user/vagnerbellacosa

☕💣🤖 ROXXXY: O PRIMEIRO CHATBOT COM CORPO — O DIA EM QUE A INDÚSTRIA TENTOU TRANSFORMAR CARÊNCIA EM PLATAFORMA TECNOLÓGICA

 

Bellacosa Mainframe se delicie com a picante Roxxxy

☕💣🤖 ROXXXY: O PRIMEIRO CHATBOT COM CORPO — O DIA EM QUE A INDÚSTRIA TENTOU TRANSFORMAR CARÊNCIA EM PLATAFORMA TECNOLÓGICA

Em 27 de agosto de 2013, o portal Terra, reproduzindo uma reportagem da BBC News Brasil, publicou a matéria "Robô Roxxxy custa R$ 21 mil e funciona como parceiro sexual". A reportagem apresentava ao público um projeto que parecia saído diretamente da ficção científica: o robô Roxxxy, criado por Douglas Hines, fundador da True Companion.

Hoje, olhando para trás, a notícia parece quase ingênua.

Mas existe algo fascinante nela.

Talvez tenha sido um dos primeiros momentos em que a indústria deixou claro que não queria apenas construir robôs.

Queria construir companhias artificiais.


O ANO ERA 2013

Lembre-se do contexto.

Em 2013:

  • ChatGPT não existia.

  • IA generativa não existia.

  • LLMs ainda estavam em laboratórios.

  • Assistentes virtuais eram extremamente limitados.

Mesmo assim, a reportagem já apresentava uma ideia ousada.

Combinar inteligência artificial com um corpo humanoide para criar um parceiro artificial.

O mais impressionante?

A direção estratégica da indústria já estava definida.


O PRIMEIRO "CHATBOT FÍSICO" DA HISTÓRIA

Hoje falamos de agentes de IA.

Em 2013 falávamos de Roxxxy.

Mas a arquitetura conceitual era semelhante.

O sistema deveria:

  • conversar;

  • lembrar informações;

  • interagir;

  • responder ao usuário;

  • criar sensação de companhia.

A diferença é que ele vinha instalado dentro de um corpo humanoide.

Em linguagem Bellacosa Mainframe:

Roxxxy era um chatbot executando em hardware antropomórfico.


O DETALHE QUE MUITA GENTE IGNOROU

A maioria das manchetes focou no aspecto sexual.

Mas a própria reportagem destaca algo mais interessante.

Douglas Hines afirmava que o objetivo era ir além da função sexual e fornecer companhia.

Essa frase muda completamente a interpretação da notícia.

Porque companhia não é hardware.

Companhia é software.


O PRIMEIRO MVP DO AFETO ARTIFICIAL

Quem trabalha com desenvolvimento conhece o conceito de MVP.

Minimum Viable Product.

Produto mínimo viável.

Roxxxy parecia exatamente isso.

Não era perfeita.

Não andava livremente.

Não possuía inteligência sofisticada.

Não compreendia emoções.

Mas testava uma hipótese de mercado.

A hipótese era simples.

Pessoas aceitariam desenvolver vínculos emocionais com máquinas?


DAVID LEVY E O ROADMAP DE 50 ANOS

A reportagem menciona David Levy, especialista em inteligência artificial e autor de Love and Sex with Robots.

Segundo Levy, os humanos começariam a fazer sexo com robôs em poucos anos e poderiam desenvolver relações amorosas profundas com eles ao longo das décadas seguintes.

Na época parecia exagero.

Hoje parece menos improvável.

Porque o cérebro artificial evoluiu muito mais rápido que o corpo artificial.


O VERDADEIRO PRODUTO NUNCA FOI O ROBÔ

Observe os dados apresentados.

Roxxxy:

  • media 1,70m;

  • pesava 27 kg;

  • possuía pele sintética;

  • permitia personalizações.

Mas nada disso explica o interesse do mercado.

O valor não estava na estrutura física.

Estava na promessa.

A promessa de atenção.

A promessa de companhia.

A promessa de presença constante.


A ADVERTÊNCIA DE SHERRY TURKLE

Talvez a parte mais importante da reportagem esteja no final.

A psicóloga e pesquisadora Sherry Turkle alertava que robôs não resolvem o problema da solidão.

Eles apenas deslocam a solução.

Essa observação continua extremamente atual.

Porque existe uma diferença brutal entre:

resolver a solidão

e

simular a ausência dela.


O QUE ROXXXY REALMENTE REPRESENTAVA

Para muitos leitores, Roxxxy era apenas uma curiosidade tecnológica.

Para historiadores da tecnologia, talvez represente algo muito maior.

O nascimento de uma nova indústria.

Uma indústria focada não em automação de tarefas.

Mas em automação de companhia.


O IPL DOS RELACIONAMENTOS ARTIFICIAIS

A reportagem foi publicada em 2013.

Treze anos depois, vemos:

  • IA conversacional avançada;

  • memória contextual;

  • avatares digitais;

  • companhias virtuais;

  • sistemas capazes de simular empatia.

Curiosamente, a maioria dessas evoluções aconteceu sem precisar de corpos robóticos sofisticados.

O software venceu o hardware.

Mas a pergunta levantada por Roxxxy continua viva.

Se uma máquina consegue lembrar de você, conversar com você, adaptar-se a você e permanecer disponível 24 horas por dia... em que momento ela deixa de parecer uma ferramenta e começa a ser percebida como companhia?

Talvez Roxxxy tenha sido apenas um protótipo.

Mas foi um protótipo que revelou algo gigantesco.

A indústria não estava tentando vender robôs.

Estava tentando vender relacionamentos escaláveis.

☕💣🤖 STATUS DO SISTEMA: PRIMEIRO MVP DO AFETO ARTIFICIAL IDENTIFICADO. DEPLOY GLOBAL EM ANDAMENTO.

Origem: BBC News Brasil (republicada pelo Terra)
Data de publicação: 27 de agosto de 2013

https://www.terra.com.br/byte/robos/robo-roxxxy-custa-r-21-mil-e-funciona-como-parceiro-sexual,80387d5318eb0410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html




☕💣🤖 TABOO — A Cronologia do Afeto Artificial

Do robô Roxxxy aos companheiros digitais alimentados por inteligência artificial, esta experiência interativa reúne análises sobre robótica social, ética da IA, solidão digital, relacionamentos sintéticos e o futuro da intimidade humana.

☕💣🤖 PROJETO TABOO
Afeto Artificial, IA, Robôs Sexuais e o Futuro dos Relacionamentos Humanos
Uma investigação Bellacosa Mainframe sobre inteligência artificial, companhia digital, robótica social, solidão tecnológica, relacionamentos sintéticos e os limites entre software e humanidade.
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