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domingo, 19 de outubro de 2025

PADAWAN, O IMS NÃO É APENAS DB/DC! ELE POSSUI UM ECOSSISTEMA ESCONDIDO QUE MUITOS PROFISSIONAIS NUNCA EXPLORAM

 

Bellacosa Mainframe aprofundando no mundo do database ims

☕💣🚀 PADAWAN, O IMS NÃO É APENAS DB/DC! ELE POSSUI UM ECOSSISTEMA ESCONDIDO QUE MUITOS PROFISSIONAIS NUNCA EXPLORAM

Quando alguém aprende IMS normalmente enxerga apenas:

  • IMS DB

  • IMS DC

  • DBD

  • PSB

  • MPP

  • BMP

  • Fast Path

Mas o IMS moderno evoluiu enormemente.

Hoje um especialista IMS precisa entender conceitos como:

  • IMS Catalog

  • IMS Managed ACB

  • IMS Directory

  • DDL

  • Dynamic Resource Definition

  • CSL

  • OM

  • RM

  • SCI

  • User Exits

  • Automação via REXX

  • Ferramentas em Assembler

E é justamente aí que está a diferença entre um Programador IMS e um verdadeiro IMS Systems Programmer.


1. IMS Catalog

O que é?

Imagine que durante décadas o IMS viveu baseado em bibliotecas:

DBDLIB
PSBLIB
ACBLIB

Toda definição precisava ser gerada.

DBDGEN
PSBGEN
ACBGEN

O problema?

As definições ficavam espalhadas.

O IMS Catalog surgiu para centralizar os metadados do ambiente. Ele funciona como um "repositório mestre" das definições IMS. (IBM)


Antes do Catalog

DBD Source
   |
DBDGEN
   |
DBDLIB

PSB Source
   |
PSBGEN
   |
PSBLIB

ACBGEN
   |
ACBLIB

Depois do Catalog

DBD
PSB
DDL
  |
IMS Catalog
  |
IMS Runtime

O Catalog passa a armazenar informações sobre:

  • Bancos IMS

  • PSBs

  • ACBs

  • Relacionamentos

  • Estruturas lógicas

e torna-se a referência oficial do ambiente. (IBM)


Analogia Bellacosa

Imagine uma biblioteca.

Antes:

Cada departamento possuía seu próprio fichário.

Depois:

Existe um catálogo central.

O IMS Catalog é esse catálogo central.


Benefícios

Governança

Você sabe exatamente:

  • Qual DBD está ativo

  • Qual versão do PSB está ativa

  • Quem foi carregado


Menos inconsistências

Antigamente era comum:

DBDLIB diferente
PSBLIB diferente
ACBLIB diferente

Resultado:

ABENDs misteriosos

O Catalog reduz bastante esse problema.


2. IMS Managed ACB

O que são ACBs?

ACB significa:

Application Control Block

É o objeto executável criado a partir de:

DBD + PSB

Modelo Tradicional

Durante décadas:

DBDGEN
PSBGEN
ACBGEN

geravam ACBs armazenados em:

IMS.ACBLIB

Problema

Imagine:

5000 PSBs
3000 DBDs

Cada mudança exigia:

Generate
Deploy
Online Change
Recycle

Muita burocracia.


IMS Managed ACB

O IMS passa a gerenciar os ACBs automaticamente. (IBM)

O catálogo torna-se a fonte oficial.

IMS Catalog
      |
IMS Directory
      |
Runtime ACB

A Grande Revolução

Antigamente:

Fonte
 ↓
GEN
 ↓
LIBRARY
 ↓
Deploy

Agora:

Fonte
 ↓
Catalog
 ↓
Directory
 ↓
Runtime

IMS Directory

Muitos confundem.

Catalog e Directory não são a mesma coisa.

Catalog

Guarda metadados.

Directory

Guarda os ACBs ativos gerenciados pelo IMS. (IBM)


Fluxo Moderno

DDL
 ↓
Catalog
 ↓
Directory
 ↓
Online IMS

Utilitários Envolvidos

DFS3PU00

Catalog Populate Utility.

Utilizado para:

  • Carregar Catalog

  • Popular Directory

  • Migrar ambiente tradicional

(IBM)


DFS3UACB

ACB Generation and Populate Utility.

Responsável por:

  • Gerar ACBs

  • Atualizar Catalog

  • Atualizar Directory

(IBM)


3. User Exits IMS

O que são?

São pontos de extensão.

Permitem alterar o comportamento do IMS sem modificar o produto.

Pense como:

Exit = Plug-in do IMS

Onde encontramos Exits?

Logon

Validação de usuários.

Segurança

Integração RACF.

Scheduling

Controle de programas.

Mensagens

Interceptação de transações.

Logging

Auditoria.


Exemplo Conceitual

Cliente envia transação:

TRN1

Antes de executar:

Exit de validação

decide:

Permite
ou
Bloqueia

Exemplo em Assembler

DFSUSER  CSECT

         STM   14,12,12(13)

         CLI   TRANCODE,C'T'
         BE    ALLOW

DENY     MVC   RETCODE,=F'8'
         B     RETURN

ALLOW    MVC   RETCODE,=F'0'

RETURN   LM    14,12,12(13)
         BR    14

Onde o Assembler domina?

Quase todos os exits clássicos.

Porque:

  • Alta performance

  • Controle total de memória

  • Interface nativa IMS


4. IMS em Assembler

Por que ainda existe?

Porque o núcleo do IMS é escrito em:

Assembler

Grande parte dos componentes internos:

  • Scheduling

  • Buffer Management

  • Logging

  • Recovery

  • Dispatching

dependem de rotinas Assembler.


Casos Reais

Exit de Segurança

DFSCSGN0

Exit de Log

DFSFLGX0

Exit de Scheduler

DFSSGNX0

O que um Sysprog IMS faz?

Muitas vezes:

Dump
↓
IPCS
↓
Assembler Listing
↓
RCA

Sem entender Assembler é difícil chegar na causa raiz.


5. IMS em REXX

O lado desconhecido

Muitos profissionais não imaginam que REXX é extremamente usado em IMS.

Principalmente para:

  • Automação

  • Operação

  • Administração


Exemplo

Consultar status de bancos:

ADDRESS TSO

"QUERY IMS DB ALL"

Exemplo de Automação

Verificar:

DB STOPPED

e executar:

/START DB

automaticamente.


Monitoramento

REXX pode:

  • Ler logs

  • Consultar DBRC

  • Verificar RECON

  • Auditar PSBs

  • Comparar DBDs


Exemplo Bellacosa

Imagine um ambiente com:

3000 bancos IMS

Manual?

Impossível.

REXX vira o braço direito do Sysprog.


6. Utilities IMS em JCL

O verdadeiro coração operacional

Um ambiente IMS sobrevive graças às utilities.


DFSURGL0

Unload

//STEP1 EXEC PGM=DFSURGL0

Extrai dados.


DFSURGU0

Reload

//STEP1 EXEC PGM=DFSURGU0

Recarrega banco.


DFSUICP0

Image Copy

//STEP1 EXEC PGM=DFSUICP0

Backup.


DFSUDMP0

Dump

Diagnóstico.


DFSURDB0

Reorganização.


DFS3PU00

Catalog Populate.


DFS3UACB

Managed ACB.


Exemplo de Utility Real

//IC EXEC PGM=DFSUICP0
//STEPLIB DD DSN=IMS.SDFSRESL,DISP=SHR
//DFSRESLB DD DSN=IMS.RESLIB,DISP=SHR
//DBDLIB DD DSN=IMS.DBDLIB,DISP=SHR
//SYSUT1 DD DSN=IMS.IC1,DISP=NEW

O Que o Mercado Procura em 2026?

O profissional IMS mais valorizado hoje não é apenas aquele que conhece:

DBD
PSB
PCB
GU
GN
ISRT
REPL

Mas aquele que domina:

✅ IMS Catalog

✅ IMS Managed ACB

✅ IMS Directory

✅ CSL

✅ OM

✅ RM

✅ SCI

✅ User Exits

✅ Assembler

✅ REXX

✅ Utilities

✅ Automação

✅ Troubleshooting

✅ RCA

✅ Dump Analysis

Essa é a fronteira moderna do IMS. O IMS deixou de ser apenas um banco hierárquico e um monitor transacional. Ele tornou-se uma plataforma completa de metadados, automação, governança e disponibilidade contínua para ambientes corporativos de missão crítica.


quinta-feira, 30 de março de 2023

Os 100 Comandos Mais Importantes do CMD.EXE e da Herança MS-DOS no Windows Parte III

 

Bellacosa Mainframe e comandos ms-dos no windows parte 3

Os 100 Comandos Mais Importantes do CMD.EXE e da Herança MS-DOS no Windows

Parte 3 – Comandos 51 a 75

Administração Avançada, Segurança, Registro do Windows e Gerenciamento do Sistema

Introdução

Após explorar os comandos fundamentais de navegação, gerenciamento de arquivos, rede e diagnóstico nas partes anteriores, chegamos a uma das áreas mais poderosas do CMD.EXE: a administração avançada do sistema operacional Windows.

Os comandos desta seção são amplamente utilizados por administradores de sistemas, analistas de suporte N2 e N3, profissionais de infraestrutura, especialistas em segurança da informação e equipes de Data Center. Eles permitem controlar serviços, agendamentos, permissões NTFS, criptografia, compartilhamentos, usuários conectados, Registro do Windows e diversos componentes internos do sistema operacional.

Muitos desses comandos exigem privilégios administrativos e devem ser utilizados com cautela, pois alterações incorretas podem impactar diretamente a estabilidade do ambiente.


51. SCHTASKS

Nome Completo

Scheduled Tasks

Função

Criar, gerenciar e remover tarefas agendadas no Windows.

Sintaxe

schtasks

Exemplo

schtasks /query

Criar tarefa

schtasks /create /sc daily /tn Backup /tr backup.bat

Aplicações

  • Backups automáticos.

  • Relatórios periódicos.

  • Rotinas administrativas.


52. GPRESULT

Nome Completo

Group Policy Result

Função

Exibir políticas de grupo aplicadas ao computador e usuário.

Sintaxe

gpresult

Exemplo

gpresult /r

Utilidade

  • Diagnóstico de GPO.

  • Active Directory.

  • Auditorias corporativas.


53. WEVTUTIL

Nome Completo

Windows Event Utility

Função

Gerenciar logs de eventos do Windows.

Sintaxe

wevtutil

Exemplo

wevtutil el

Aplicações

  • Auditoria.

  • Segurança.

  • Forense digital.


54. VER

Nome Completo

Version

Função

Exibir a versão do Windows.

Sintaxe

ver

Exemplo

ver

Utilidade

Identificar rapidamente a versão do sistema operacional.


55. HOSTNAME

Função

Exibir o nome do computador.

Sintaxe

hostname

Exemplo

hostname

Aplicações

  • Inventário.

  • Administração de rede.

  • Scripts corporativos.


56. WHOAMI

Nome Completo

Who Am I

Função

Mostrar usuário atualmente autenticado.

Sintaxe

whoami

Exemplo

whoami /all

Informações Exibidas

  • Usuário.

  • SID.

  • Grupos.

  • Privilégios.


57. TIME

Função

Exibir ou alterar horário do sistema.

Sintaxe

time

Exemplo

time 14:30

Aplicações

  • Sincronização.

  • Testes.

  • Administração.


58. DATE

Função

Exibir ou alterar data do sistema.

Sintaxe

date

Exemplo

date 20-12-2025

59. SET

Função

Exibir e criar variáveis de ambiente.

Sintaxe

set

Exemplo

set nome=Bellacosa

Utilidade

Fundamental para scripts Batch.


60. PATH

Função

Visualizar ou modificar caminhos de execução.

Sintaxe

path

Exemplo

path %path%;C:\Ferramentas

Aplicações

  • Desenvolvimento.

  • Administração.

  • Automação.


61. REG

Nome Completo

Registry Console Tool

Função

Gerenciar o Registro do Windows.

Sintaxe

reg

Exemplo

reg query HKLM

Aplicações

  • Administração.

  • Automação.

  • Inventário.


62. REG QUERY

Função

Consultar chaves e valores do Registro.

Sintaxe

reg query

Exemplo

reg query HKLM\Software

Utilidade

Verificação de configurações.


63. REG ADD

Função

Adicionar chaves e valores ao Registro.

Sintaxe

reg add

Exemplo

reg add HKCU\Teste /v Exemplo /t REG_SZ /d Bellacosa

Atenção

Alterações incorretas podem comprometer o sistema.


64. REG DELETE

Função

Excluir chaves ou valores.

Sintaxe

reg delete

Exemplo

reg delete HKCU\Teste

Aplicação

Limpeza e automação.


65. TAKEOWN

Nome Completo

Take Ownership

Função

Assumir posse de arquivos e diretórios.

Sintaxe

takeown

Exemplo

takeown /f arquivo.txt

Utilidade

Recuperação de permissões.


66. ICACLS

Nome

Integrity Control Access Control Lists

Função

Gerenciar permissões NTFS.

Sintaxe

icacls

Exemplo

icacls arquivo.txt /grant Administrators:F

Aplicações

  • Segurança.

  • Controle de acesso.

  • Auditoria.


67. CIPHER

Função

Gerenciar criptografia EFS.

Sintaxe

cipher

Exemplo

cipher /e Dados

Recursos

  • Criptografia.

  • Descriptografia.

  • Limpeza segura.


68. COMPACT

Função

Compactar arquivos NTFS.

Sintaxe

compact

Exemplo

compact /c relatorio.txt

Benefícios

Economia de espaço em disco.


69. OPENFILES

Função

Listar arquivos abertos remotamente.

Sintaxe

openfiles

Exemplo

openfiles /query

Aplicações

  • Administração de servidores.

  • Auditoria.


70. QUERY USER

Função

Exibir usuários conectados.

Sintaxe

query user

Exemplo

query user

Utilidade

Monitoramento de sessões.


71. QUERY SESSION

Função

Mostrar sessões ativas.

Sintaxe

query session

Exemplo

query session

Aplicações

  • Terminal Services.

  • Remote Desktop.


72. LOGOFF

Função

Encerrar sessões de usuário.

Sintaxe

logoff

Exemplo

logoff 2

Aplicação

Administração remota.


73. SHUTDOWN

Função

Desligar ou reiniciar computadores.

Sintaxe

shutdown

Exemplos

Desligar:

shutdown /s /t 0

Reiniciar:

shutdown /r /t 0

Modo avançado:

shutdown /r /o

Aplicações

  • Manutenção.

  • Atualizações.

  • Administração remota.


74. RECOVER

Função

Recuperar dados legíveis de discos danificados.

Sintaxe

recover

Exemplo

recover arquivo.txt

Utilidade

Tentativa de recuperação de dados.


75. LABEL

Função

Exibir ou alterar o rótulo de volumes.

Sintaxe

label

Exemplo

label D: BACKUP_2025

Aplicações

  • Organização de discos.

  • Inventário.

  • Administração de armazenamento.


Conclusão da Parte 3

Os comandos de 51 a 75 representam um salto importante em relação aos comandos básicos do CMD.EXE. Eles permitem administrar serviços, gerenciar políticas corporativas, manipular o Registro do Windows, controlar permissões NTFS, criptografar arquivos, monitorar sessões de usuários e executar tarefas avançadas de manutenção.

Dominar esse conjunto de ferramentas é essencial para profissionais que trabalham com infraestrutura Microsoft, Active Directory, servidores Windows, virtualização e segurança da informação.

Na Parte 4 serão apresentados os comandos 76 a 100, abordando automação, scripts Batch, produtividade, inicialização do sistema, gerenciamento de discos, configuração de boot e ferramentas avançadas para administradores experientes.

terça-feira, 17 de abril de 2007

O que é HMC?

 

Bellacosa Mainframe o que é HMC

O que é HMC?

Quando alguém vê um IBM Z pela primeira vez, costuma imaginar que todo o controle do computador acontece pelo z/OS.

Na realidade, antes mesmo do sistema operacional iniciar, existe um equipamento responsável por administrar o hardware do mainframe.

Esse equipamento chama-se:

HMC (Hardware Management Console)

Ela é uma das ferramentas mais importantes de toda a infraestrutura IBM Z.

Sem ela, seria praticamente impossível configurar, iniciar e administrar um mainframe moderno.


Definição simples

A HMC (Hardware Management Console) é o console de administração do hardware do IBM Z.

Ela permite controlar praticamente todos os recursos físicos do equipamento, como:

  • ligar e desligar o mainframe;
  • criar LPARs;
  • gerenciar processadores;
  • monitorar hardware;
  • iniciar IPL;
  • administrar canais de I/O;
  • acompanhar alertas de hardware.

Em outras palavras:

A HMC é o painel de controle do computador IBM Z.


Uma analogia simples

Imagine um grande edifício inteligente.

Existe uma sala de controle responsável por:

  • energia elétrica;
  • elevadores;
  • ar-condicionado;
  • câmeras;
  • segurança.

Mesmo antes dos funcionários chegarem para trabalhar, essa sala já está operando.

A HMC exerce um papel semelhante.

Ela administra o hardware antes mesmo do z/OS ser carregado.


O que significa HMC?

HMC significa:

Hardware Management Console

Em português:

Console de Gerenciamento de Hardware.


Para que serve?

A HMC permite administrar praticamente todo o IBM Z.

Entre suas funções estão:

  • configurar o servidor;
  • criar LPARs;
  • iniciar sistemas operacionais;
  • acompanhar utilização do hardware;
  • detectar falhas;
  • controlar processadores;
  • administrar canais;
  • configurar dispositivos.

Onde fica a HMC?

Normalmente a HMC é:

  • um computador dedicado;
  • uma estação administrativa;
  • conectada diretamente ao IBM Z.

Hoje também pode ser acessada remotamente de forma segura, conforme a política da empresa.


Como funciona?

Imagine o seguinte fluxo:

Administrador

↓

HMC

↓

IBM Z

↓

LPAR

↓

z/OS

↓

CICS / Db2 / IMS

A HMC conversa diretamente com o hardware.


O que é possível fazer?

Ligar o Mainframe

Após manutenção física, a HMC pode iniciar o equipamento.


Executar IPL

O IPL (Initial Program Load) é iniciado através da HMC.

Exemplo:

Selecionar LPAR

↓

Escolher dispositivo IPL

↓

Start

Criar LPARs

Uma das tarefas mais importantes.

Exemplo:

LPAR Produção

LPAR Homologação

LPAR Desenvolvimento

LPAR Testes

Cada LPAR funciona como um computador independente.


Configurar Processadores

É possível definir:

  • CPUs gerais (CP);
  • zIIPs;
  • IFLs;
  • SAPs;
  • processadores reservados.

Monitorar Hardware

A HMC acompanha:

  • temperatura;
  • fontes;
  • ventiladores;
  • memória;
  • processadores;
  • canais;
  • discos.

Detectar Falhas

Caso exista algum problema físico:

Memória com defeito

↓

HMC detecta

↓

Alerta operador

Recursos administrados

A HMC controla:

  • CPC (Central Processor Complex);
  • LPARs;
  • CPUs;
  • Memória;
  • Canais FICON;
  • I/O;
  • Criptografia;
  • Adaptadores de rede.

O que é CPC?

O CPC representa o computador físico IBM Z.

Dentro dele existem:

  • processadores;
  • memória;
  • canais;
  • dispositivos.

A HMC administra todo esse conjunto.


HMC e LPAR

A HMC permite dividir um único IBM Z em diversos computadores virtuais.

Exemplo:

IBM Z

↓

LPAR 1

↓

z/OS Produção

----------------

LPAR 2

↓

Linux

----------------

LPAR 3

↓

z/VM

----------------

LPAR 4

↓

z/OS Desenvolvimento

Tudo controlado pela HMC.


HMC e Hardware

A HMC também permite visualizar:

  • número de CPUs;
  • utilização;
  • memória instalada;
  • status dos canais;
  • adaptadores;
  • dispositivos conectados.

Segurança

O acesso à HMC é altamente controlado.

Existem perfis específicos para:

  • operadores;
  • administradores;
  • engenheiros;
  • suporte IBM.

Nem todos possuem as mesmas permissões.


Quem utiliza a HMC?

Principalmente:

  • Sysprogs;
  • Administradores IBM Z;
  • Operadores Mainframe;
  • Especialistas em Hardware IBM;
  • Equipes de Infraestrutura;
  • Suporte IBM.

Programadores COBOL normalmente não utilizam a HMC.


Benefícios

Administração centralizada

Todo o hardware pode ser controlado por um único console.


Alta disponibilidade

Permite identificar problemas rapidamente.


Virtualização

Gerencia dezenas de LPARs simultaneamente.


Segurança

Controle rigoroso de acesso.


Facilidade operacional

Grande parte da administração ocorre através de interface gráfica.


Curiosidades incríveis

1. A HMC controla o hardware, não o z/OS

Ela atua em um nível inferior ao sistema operacional.


2. Um único IBM Z pode possuir dezenas de LPARs

Todas administradas pela mesma HMC.


3. A HMC monitora milhares de sensores internos

Ela acompanha continuamente temperatura, energia, memória, processadores e outros componentes do equipamento.


4. Grandes empresas costumam utilizar HMCs redundantes

É comum haver duas HMCs configuradas para garantir continuidade administrativa caso uma delas apresente falha.


Erros comuns de iniciantes

"HMC é o sistema operacional"

Não.

Ela administra o hardware.

O sistema operacional é o z/OS, Linux on Z, z/VM ou outro ambiente instalado nas LPARs.


"Programadores COBOL utilizam HMC"

Normalmente não.

Seu uso é voltado para administração da infraestrutura.


"A HMC controla apenas o IPL"

Não.

Ela também administra processadores, memória, LPARs, canais, dispositivos e diversos recursos físicos do IBM Z.


Quando aprender HMC?

O estudo da HMC é recomendado após compreender os conceitos de:

  • IBM Z;
  • z/OS;
  • IPL;
  • LPAR;
  • CPC;
  • Storage;
  • canais de I/O.

Esse conhecimento é essencial para quem deseja atuar como operador de mainframe, administrador de sistemas ou Sysprog.


Conclusão

A HMC (Hardware Management Console) é o principal console de administração do hardware do IBM Mainframe. Ela permite controlar o computador físico IBM Z, criar LPARs, iniciar sistemas operacionais, monitorar componentes, executar IPLs e gerenciar recursos como CPUs, memória e canais de I/O.

Por atuar diretamente sobre a infraestrutura do equipamento, a HMC é uma ferramenta indispensável para garantir a disponibilidade, a segurança e o desempenho do ambiente IBM Z, sendo um dos conhecimentos fundamentais para profissionais de infraestrutura e administração de mainframes.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988