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sábado, 2 de outubro de 2021

O conceito de objetificação

 

Bellacosa Mainframe e o conceito da  objetificacao

🧠 Na psicologia

O conceito de objetificação foi amplamente estudado por psicólogas como Barbara Fredrickson e Tomi-Ann Roberts (1997), que formularam a chamada Teoria da Objetificação.
Ela diz que:

  • As mulheres, ao perceberem que são constantemente avaliadas pelo corpo, passam a se enxergar “de fora”, como se fossem observadoras de si mesmas.

  • Isso gera auto-vigilância constante, ansiedade corporal e até redução da performance cognitiva e emocional (porque parte da energia mental é gasta em manter uma imagem “aceitável”).

  • A longo prazo, pode contribuir para transtornos alimentares, baixa autoestima e dificuldade de estabelecer relações autênticas.

Há também o fenômeno do male gaze (“olhar masculino”), proposto por Laura Mulvey em 1975.
Segundo ela, o cinema e a publicidade tradicionais costumam construir a narrativa visual a partir do olhar do homem, apresentando mulheres como figuras para serem observadas, não como sujeitos com suas próprias intenções.


🎬 Na cultura popular

A objetificação aparece em muitas formas de mídia, nem sempre de modo consciente. Alguns exemplos:

  • Filmes e séries: câmeras que focam excessivamente no corpo feminino, personagens femininas sem profundidade narrativa, ou roteiros em que a mulher serve apenas como motivação do herói.

  • Música pop: letras que tratam a mulher como prêmio, posse ou símbolo de status.

  • Publicidade: corpos femininos usados para vender qualquer produto — de carro a cerveja —, reforçando a ideia de que beleza e consumo são equivalentes.

Por outro lado, há obras que questionam e desconstruem essa visão.
Por exemplo:

  • Mad Max: Estrada da Fúria mostra mulheres se libertando da condição de objetos de poder masculino.

  • Barbie (2023) discute ironicamente o olhar objetificante e suas consequências.

  • No anime, Perfect Blue (Satoshi Kon) e Nana abordam as pressões da imagem e da identidade feminina sob os olhos do público.


❤️ O equilíbrio saudável

A psicologia reconhece que atração e beleza são componentes naturais da experiência humana. O ponto de equilíbrio é:

  • Apreciar sem desumanizar.

  • Reconhecer beleza sem reduzir o outro a ela.

  • Cultivar empatia e reciprocidade nas relações.

Em termos simples:

Você pode admirar a beleza de alguém sem esquecer que há uma alma ali.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2021/10/o-conceito-de-objetificacao.html 

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https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2021/10/objetifcao-comparativo-japao-brasil.html

 

 

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

🔹 O que é objetificação

Bellacosa Mainframe o que é objetificacao

 

🔹 O que é objetificação

Objetificação é o ato de reduzir uma pessoa — geralmente uma mulher — a um objeto de prazer, consumo ou posse, ignorando sua individualidade, emoções, vontades e complexidade humana.
O termo vem do latim objectum (algo lançado diante), e significa literalmente transformar alguém em “coisa”.

Exemplos de objetificação:

  • Julgar uma mulher apenas por sua aparência, ignorando suas ideias ou personalidade.

  • Representar corpos femininos em mídia ou publicidade como instrumentos de desejo, sem contexto humano.

  • Tratar a beleza como o único valor que torna uma mulher “digna de atenção”.

🔹 A diferença entre apreciar e objetificar

A apreciação da beleza é algo natural e até saudável. O problema não é um homem achar uma mulher bonita — é reduzir o valor dela a isso.
👉 Quando a admiração vem acompanhada de respeito, empatia e reconhecimento da pessoa completa, não há objetificação.
👉 Quando há redução, uso ou desumanização (ver o outro apenas como meio de prazer ou status), aí sim ocorre a objetificação.

🔹 Por que isso é um problema social

A objetificação constante:

  • Afeta a autoestima e a percepção de valor de muitas mulheres, fazendo parecer que beleza é mais importante que caráter ou capacidade.

  • Normaliza desigualdades, pois quem é tratado como “objeto” tende a ser visto como menos digno de voz e respeito.

  • Alimenta padrões de beleza irreais, que impactam tanto mulheres quanto homens.

🔹 Em resumo

Apreciar a beleza feminina não é um problema.
O problema está em transformar essa apreciação em uma forma de negação da humanidade do outro.

Ou, em termos simples:

Admirar é humano. Reduzir é desumano.


https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2021/10/o-conceito-de-objetificacao.html 

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sábado, 4 de julho de 2020

👁️‍🗨️ O Olhar Proibido

 

Bellacosa Mainframe e o olhar proibido



👁️‍🗨️ O Olhar Proibido

Por Vagner Bellacosa Mainframe

Há coisas que não se explicam, apenas se sentem.
Um rosto bonito, olhos que refletem luz de tempestade, cabelos longos que dançam com o vento.
O homem olha — e nesse instante o mundo volta a ser simples.
Não há tese, nem política, nem medo.
Há apenas o eco primitivo do desejo, o mesmo que moveu a humanidade desde o primeiro olhar trocado entre dois corpos na fogueira ancestral.

Mas hoje, esse olhar é suspeito.
O que antes era natural virou código de conduta, e o que era impulso virou “problema de comportamento”.
Vivemos numa era em que sentir atração precisa vir acompanhado de justificativas morais.
O desejo, domesticado, virou réu.

Dizem que é objetificação.
Talvez.
Mas há uma diferença entre olhar e reduzir.
Quem deseja o belo não o destrói — o contempla.
Quem admira uma mulher por seus olhos, seu rosto, seus cabelos, não a diminui; reconhece nela a centelha do que é raro, do que fascina, do que ainda nos faz humanos.
Porque o desejo não é pecado — é linguagem.

No entanto, a sociedade do algoritmo e da hashtag exige que tudo seja dito da forma certa,
sem tropeço, sem sombra, sem humanidade.
Esquecemos que o amor começa no erro, no tropeço, no olhar que dura um segundo a mais.
Hoje, até o olhar é medido, e o silêncio, vigiado.
Vivemos tempos em que a sinceridade assusta mais que a mentira.

Mas o instinto não desaparece — ele apenas muda de esconderijo.
O homem continua visual, continua sendo arrastado por olhos que o atravessam,
por sorrisos que desarmam, por cabelos que parecem ter memória de vento.
Ele só aprendeu a calar, a filtrar, a pedir desculpa por sentir.

E isso é triste.
Porque o desejo não deveria ser crime — deveria ser poesia.
Há beleza em admitir o que te move, há verdade em dizer “é isso que me encanta”.
O problema não está em ver beleza no outro,
mas em fingir que não a vê.

A mulher moderna merece respeito, sem dúvida —
mas também merece ser desejada, admirada, celebrada.
O olhar que respeita não é o que se desvia,
é o que reconhece e sabe onde parar.

E talvez o erro da nossa era seja esse:
confundir o respeito com o apagamento do desejo.

Porque no fim, o homem que não olha não é mais civilizado — é apenas vazio.
E o mundo sem olhar, sem fascínio, sem atração,
é um mundo que desaprendeu a sentir.


Quer que eu adicione uma nota de rodapé editorial ao estilo do blog, tipo:

“Reflexões do Bellacosa Mainframe — o diário de um homem que ainda se permite olhar.”
ou prefere deixar o texto puro, como ensaio direto?

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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