☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Gostou do conteúdo? Ajude a manter o café quente, o COBOL compilando e o mainframe acordado. 😄
☕ Pague um café ao Bellacosa

Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta atração. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta atração. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Quando a inocência encontra o desejo — o desconforto de Usagi Drop

Bellacosa Mainframe apresenta o controverso anime Usagi Drop


Quando a inocência encontra o desejo — o desconforto de Usagi Drop

(Um ensaio Bellacosa sobre limites, afeto e o que nos assusta na ficção)


🌸 O anime que começou com ternura

“Usagi Drop” é, à primeira vista, uma das histórias mais doces que o Japão já produziu.
Um homem adulto, Daikichi Kawachi, assume a criação de Rin — uma menina silenciosa e gentil, filha ilegítima de seu falecido avô.
A narrativa acompanha o florescimento de um vínculo puro, quase sagrado: o amor cotidiano, feito de cuidado, paciência e doçura.

Mas quem prestava atenção notava algo nas entrelinhas: uma ligação emocional profunda, complexa, e não totalmente inocente.
Um amor que, embora paternal, carregava um tipo de intimidade emocional intensa demais para ser simples.


🕊️ O salto que dividiu corações

Quando o mangá avançou no tempo e revelou Rin adulta, confessando seu amor por Daikichi, o público explodiu em raiva.
O que antes era terno tornou-se, de repente, incômodo.
Como aceitar que aquele vínculo — que representava a pureza — se transformasse em algo romântico?

Mas o choque revela algo sobre nós, não apenas sobre a autora.
Afinal, por que esse final parece tão errado, se no fundo muitos já o sentiram possível?


🧩 A psicologia do desconforto

O que Usagi Drop faz é tocar em um ponto raríssimo na ficção moderna:
a ambiguidade emocional.
O amor, quando vivido intensamente, nem sempre se encaixa em rótulos.
Entre o cuidado paternal e a admiração, há uma linha tênue — e é nela que o mangá dança, sem pedir desculpas.

O desconforto vem porque a autora expôs o que o leitor pressentia, mas não queria reconhecer.
Ela quebrou o pacto tácito de “pureza eterna”, e forçou o público a encarar uma emoção que não cabe na moral convencional.


🔥 A coragem (ou imprudência) de Yumi Unita

Yumi Unita não escreveu sobre romance proibido — escreveu sobre o tempo.
Sobre como duas pessoas podem crescer juntas e, ao amadurecer, ver seus papéis se dissolverem.
Ela quis mostrar que o amor muda de forma, e às vezes isso é bonito, às vezes é desconcertante.

Mas o público queria conforto, não reflexão.
Queria um final de laços familiares, não um espelho psicológico.
E quando a arte reflete o que a moral não quer ver, o autor vira vilão.


🧠 Entre o certo e o verdadeiro

Usagi Drop nos coloca diante de uma verdade incômoda:
as emoções humanas não obedecem fronteiras éticas com a mesma rigidez que os códigos sociais.
E a ficção, quando é honesta, nos obriga a olhar para isso.

Não é sobre justificar o final — é sobre entender o que ele revela.
Rin não é símbolo de incesto ou tabus.
Ela é metáfora da passagem do tempo, do afeto que cresce e se transforma, e da fragilidade com que o ser humano redefine seus vínculos.


💬 Comentário Bellacosa

O ódio ao final de Usagi Drop não nasceu de um erro da autora — nasceu do nosso desejo de que o amor fique no formato que nos conforta.
Mas o amor, na vida real, raramente respeita moldes.
Ele muda, confunde, às vezes dói.

Yumi Unita apenas ousou mostrar o que quase ninguém tem coragem:
que até a pureza pode amadurecer e que o amor, quando cresce demais, perde o rótulo e ganha humanidade.



Para pensar

Talvez Usagi Drop nunca tenha sido uma história sobre paternidade.
Talvez sempre tenha sido sobre como o tempo desfaz os papéis e deixa apenas o sentimento nu.

E talvez o desconforto que sentimos não seja sobre eles —
mas sobre o medo de que, dentro de nós, também haja afetos que não cabem nas definições que o mundo aceita.


Porque no fim, o que mais assusta em Usagi Drop não é o que a autora escreveu — é o que ela fez a gente sentir.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2018/04/usagi-drop-quando-docura-se-transforma.html

sábado, 4 de julho de 2020

👁️‍🗨️ O Olhar Proibido

 

Bellacosa Mainframe e o olhar proibido



👁️‍🗨️ O Olhar Proibido

Por Vagner Bellacosa Mainframe

Há coisas que não se explicam, apenas se sentem.
Um rosto bonito, olhos que refletem luz de tempestade, cabelos longos que dançam com o vento.
O homem olha — e nesse instante o mundo volta a ser simples.
Não há tese, nem política, nem medo.
Há apenas o eco primitivo do desejo, o mesmo que moveu a humanidade desde o primeiro olhar trocado entre dois corpos na fogueira ancestral.

Mas hoje, esse olhar é suspeito.
O que antes era natural virou código de conduta, e o que era impulso virou “problema de comportamento”.
Vivemos numa era em que sentir atração precisa vir acompanhado de justificativas morais.
O desejo, domesticado, virou réu.

Dizem que é objetificação.
Talvez.
Mas há uma diferença entre olhar e reduzir.
Quem deseja o belo não o destrói — o contempla.
Quem admira uma mulher por seus olhos, seu rosto, seus cabelos, não a diminui; reconhece nela a centelha do que é raro, do que fascina, do que ainda nos faz humanos.
Porque o desejo não é pecado — é linguagem.

No entanto, a sociedade do algoritmo e da hashtag exige que tudo seja dito da forma certa,
sem tropeço, sem sombra, sem humanidade.
Esquecemos que o amor começa no erro, no tropeço, no olhar que dura um segundo a mais.
Hoje, até o olhar é medido, e o silêncio, vigiado.
Vivemos tempos em que a sinceridade assusta mais que a mentira.

Mas o instinto não desaparece — ele apenas muda de esconderijo.
O homem continua visual, continua sendo arrastado por olhos que o atravessam,
por sorrisos que desarmam, por cabelos que parecem ter memória de vento.
Ele só aprendeu a calar, a filtrar, a pedir desculpa por sentir.

E isso é triste.
Porque o desejo não deveria ser crime — deveria ser poesia.
Há beleza em admitir o que te move, há verdade em dizer “é isso que me encanta”.
O problema não está em ver beleza no outro,
mas em fingir que não a vê.

A mulher moderna merece respeito, sem dúvida —
mas também merece ser desejada, admirada, celebrada.
O olhar que respeita não é o que se desvia,
é o que reconhece e sabe onde parar.

E talvez o erro da nossa era seja esse:
confundir o respeito com o apagamento do desejo.

Porque no fim, o homem que não olha não é mais civilizado — é apenas vazio.
E o mundo sem olhar, sem fascínio, sem atração,
é um mundo que desaprendeu a sentir.


Quer que eu adicione uma nota de rodapé editorial ao estilo do blog, tipo:

“Reflexões do Bellacosa Mainframe — o diário de um homem que ainda se permite olhar.”
ou prefere deixar o texto puro, como ensaio direto?

sábado, 2 de dezembro de 2017

SP 360: A gruta viva de bambus em Morungaba

O trabalho de um homem.


Um antigo funcionário encarregado pela manutenção da rodovia resolveu ir além do seu trabalho, plantando mudas de bambu nos terrenos próximos a rodovia.

Com o passar dos anos estas plantas cresceram, chegando a cobrir toda a rodovia, criando belas grutas vivas de bambu. A prefeitura de Morungaba investiu nesta beleza natureza e tem cuidado e protegido esta bela atração.

Em outro vídeo mostro como fica a noite toda iluminada com diversas cores tornando mais bela a visão. Convido a todos a viajarem e verem tão bela paisagem, as colinas crescendo e se transformando em uma serra gloriosa com vários picos no horizonte.

O panorama abriga vários sítios e fazendas, podemos ver vacas pastando, cavalos galopando e muitas construções de fazendo.


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Um pequena Lembrança da Festa da UVA 2017

Muitas atrações e diversos shows.


A festa da Uva é uma das grandes tradições de Jundiaí, desde 1933 vem ajudando a cidade prosperar, através da divulgação da produção de Uva e Vinho, com shows e atrações para turistas e cultura/lazer para os moradores da cidade.

Este ano foram 3 palcos com atrações musicais ecléticas, para todos os gostos, barracas com deliciosas guloseimas, brinquedos para as crianças e exposições diversas para todos os gostos, desde frutas e curiosidades até produtos inovadores.

O Parque Comendador Carbonari, ou como carinhosamente é conhecido Parque da Uva fica lotado de pessoas que vem aqui passar bons momentos, veja mais vídeos da Festa e veja o que tinha de bom e curioso, agradeço pelos comentários, peço para deixar um joinha e se inscrever em nosso canal.

E aproveite para saborear um bom vinho de Jundiaí visitando as mais de 20 adegas que existem, cada uma com muitas delicias te esperando de embutidos a geleias, vinhos e cachaças. Fica a dica.






Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
GitHub LinkedIn
Inicializando conteúdo...