✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
O triste fim de grandes maquinas
sábado, 30 de abril de 2016
Expresso carqueiro de contentores rumo a oeste
Ramal oeste em funcionamento.
A MRS continua fazendo a diferença e os caminhos de ferro não param, neste final de semana tive a oportunidade de ver um carqueiro de contentores rumo ao por do sol.
Olhem a evolução do transporte logístico, actualmente o navio chega ao porto, guindastes retiram contentores, acoplam em vagões especialmente preparados onde temos apenas o suporte e as rodas. No video ao final irão reparar vários vagões vazios, onde poderão ter a noção desta realidade.
Semana passada foram os vagões de minério, esta semana contentores, para quem gosta de ferrovia, é muito emocionante ouvir o ronco da locomotiva diesel, sentir o chão tremer com a passagem do comboio, ouvir a buzina e ainda cumprimentar o maquinista.
Quem quiser assistir com os próprios olhos convido virem a Campinas na região central, próximo a rodoviária nova, onde esta situada a antiga estação ferroviária da FEPASA, agora estação Cultura com aulas de teatro, dança, actividades circenses.
sábado, 16 de abril de 2016
A passagem do comboio por Campinas
A gloriosa estação ferroviária de Campinas.
Campinas cresceu graças a sua posição geográfica favorável e a visão de grandes homens abnegados que lutaram por uma causa e se esforçaram para fazer crescer a cidade.
Esta estação era o grande entroncamento seus trilhos tinhas 2 tipos de bitola para poder atender todas as empresas ferroviárias, Campinas era o grande ponto de destinação a São Paulo e o porto de Santos.
Hoje a estação é apenas um prédio fantasma, descaracterizado que durante anos ficou abandonado, hoje voltou a ser utilizada graças a açao cultural de grupos de voluntários que ministram cursos de teatro amador.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Trem a diesel manobrando composição de passageiro eletrica
Locomotora diesel em manobra na estação de Novara
Desde a mais tenra infância sou um aficionado por trens e ao morar na Europa, este prazer aumentou exponencialmente, o parque ferroviário é vasto com composições dos mais diversos feitios e modelos.
Então sempre que descubro uma nova locomotiva, la estou eu de maquina em punho registrando para a posteridade.
sábado, 10 de setembro de 1994
Travessia de Balsa entre Aparecida do Taboado e Santa Fe do Su
Atravessando o rio Paraná de balsa.
Adoro andar sobre trilhos, ouvir o tatatataaaa, ver a paisagem pela janela de um trem e em 1994 tive a oportunidade de fazer mais uma grande aventura sobre trilhos. Nao me recordo bem como descobri ou ouvi falar.Mas chegou ao meu conhecimento que havia a oeste, uma cidade em que terminava o ramal ferroviário: Santa Fe do Sul. De posse desta informação preparei uma expedição, convidei mais amigos e partimos.
Mostro a travessia de Balsa que ligava os Estados de Sao Paulo e Mato Grosso do Sul, nas cidades de Santa Fe do Sul e Aparecida do Taboado. Aproveitei que estava na região e demos uma voltinha para conhecer este extremo do estado.
Incrível como se descobre e aprende viajando, esta balsa por exemplo estava com os dias contados, pois a alguns quilometros dali, estava sendo construído uma mega ponte rodo-ferroviária para escoar o gado e a soja. Encerrando a travessia de barco usada desde os tempos dos Bandeirantes.
Historias
Antes das pontes imponentes, dos viadutos largos e do asfalto quente, existiu um tempo em que atravessar o Rio Paraná era um ritual. Entre Aparecida do Taboado (MS) e Santa Fé do Sul (SP), esse ritual tinha nome, cheiro de óleo diesel e ritmo próprio: a antiga balsa.
Ela não era apenas um meio de transporte. Era um ponto de encontro, uma sala de espera flutuante, um lugar onde o tempo desacelerava. Caminhões carregados de gado, sacas de grãos, mudanças improvisadas, carros com famílias inteiras, bicicletas, curiosos e aventureiros — todos dependiam daquele deslocamento paciente sobre um dos maiores rios do Brasil.
A balsa operava respeitando o humor do Rio Paraná. Em época de cheia, a correnteza exigia mais técnica e atenção dos balseiros, homens experientes, conhecedores das águas, do vento e dos bancos de areia traiçoeiros. Na seca, o desafio era outro: manobrar entre galhadas, troncos e níveis irregulares. Não havia pressa. A travessia ensinava, sem palavras, que o rio mandava.
O embarque era quase um espetáculo. Caminhões alinhados, motoristas descendo para esticar as pernas, conversas cruzadas entre desconhecidos, crianças fascinadas com o tamanho da água, pescadores observando o movimento. O som metálico das correntes, o motor roncando grave, o balanço lento iniciando a travessia. Quem viveu, lembra.
Para Aparecida do Taboado e Santa Fé do Sul, a balsa era vital. Ela sustentava o comércio, o intercâmbio cultural e até afetivo entre as cidades. Festas, consultas médicas, compras maiores, visitas a parentes — tudo passava por aquele deslocamento fluvial. Era comum ver gente que já se conhecia “de balsa”, mesmo morando em estados diferentes.
Havia também a imprevisibilidade. Em dias de neblina, vento forte ou manutenção, a travessia atrasava ou simplesmente não acontecia. Isso moldava a mentalidade local: planejar, esperar, aceitar. Algo raro nos dias atuais.
Com o tempo, veio o progresso. As pontes chegaram trazendo rapidez, segurança, integração rodoviária e desenvolvimento econômico em escala maior. Indiscutivelmente necessárias. Mas, junto com elas, a balsa foi ficando na memória, empurrada para o canto das lembranças boas, porém silenciosas.
Hoje, quem cruza o Rio Paraná de carro talvez nem imagine que ali já existiu uma travessia lenta, humana e quase cerimonial. A antiga balsa virou história oral, contada em rodas de conversa, em fotos amareladas, em relatos nostálgicos de quem viveu aquele tempo em que atravessar o rio era parte da viagem — não apenas um detalhe.
A balsa entre Aparecida do Taboado e Santa Fé do Sul foi mais do que ferro e motor. Foi um símbolo de uma época em que o Brasil interiorano se conectava com paciência, coragem e respeito à natureza. E como toda boa história, continua viva — enquanto houver alguém para lembrar e contar.
sexta-feira, 9 de setembro de 1994
Viajando rumo ao Oeste, a epopeia de trem ate Santa Fe do Sul
Santa Fe do Sul viagem de trem
A palavra tem poder e os nomes adquirem uma força enorme. Desde criança assistia filmes de cowboys, faroeste com viagens a oeste, viagens de trem e em algum destes filmes ouvi o nome Santa Fe.Anos mais tarde, descobri que existia uma cidade com este nome e era cortada por uma ferrovia que ia ate as margens do rio Paraná.
Fui ate a estaçao da Luz em São Paulo, ponto este onde começava e terminava a maior parte das viagens de longo percurso ferroviario, comprei o bilhete e me preparei para a viagem, mochila cheia, saco de dormir, livro e outras cosita mas.
A viagem foi mesmo de matar o artista, 20 horas ou mais, parando em cada cidadezinha de Sao Paulo ate Santa Fe do Sul, ora o trem lotava com gente em pe, ora esvaziava, via-se vários recos pegando carona para retornar casa, mochileiros, malucos e pessoas comuns.
Este trem fazia um papel social grande, pois alem da ligação entre diversos apeadeiros , seu preço era bem em conta relativo ao ónibus. O único senão é que este ramal tinha como preferência os diesel cargueiros, então muitas vezes ficávamos parados esperando o dito cargueiro passar. Em algumas vezes, cheguei a saltar do trem e dar uma volta pela estação, explorando e conhecendo o lugar.