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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O triste fim de grandes maquinas

Maravilhas Mecânicas abandonadas a saqueadores e a ferrugem.


Imagine um prédio histórico com características arquitetônicas únicas, construído em estilo inglês com tijolos a vista, que foi sede operacional, oficinas, escola e patio de armazenamento, que durante mais de um século trouxe riquezas econômicas e culturais.

Circundado por um belo jardim, algumas palmeiras centenárias, estatuas em bronze de personalidades e trilhos por onde circulavam as locomotivas a vapor, elétricas e a diesel durante a fase operacional.

Ao fundo vemos outros edifícios onde tínhamos os refeitórios, ambulatório medico, mecânica leve e pesada, fundição, marcenaria, curtumes, costureira, armazém e depósitos num gigantesco complexo industrial, a testemunha viva de uma era em que a ferrovia impulsionava o crescimento do nosso estado.

Esta mini cidade fervilhava de vida com centenas, quiça milhares de trabalhadores, cada um envolvido em sua atividade, gerando riquezas até que um dia tudo acabou.

Hoje vemos diversas máquinas locomotoras, abandonadas as intemperes do tempo, ao saque e vandalismo, aquilo que um dia gerou riquezas, hoje jaz abandonado sem as suas cores vibrantes, seus motores roncando e suas buzinas tocando.

Corta o coração ver as maquinas ali, inclusive a Numero 1 esta toda desmontada, grafitada por maloqueiros vândalos. Devemos nos unir para resgatar essa memoria, trazer vida, procurar empresários que doem recursos para restaurar e exibi-las em todo seu explendor.



sábado, 30 de abril de 2016

Expresso carqueiro de contentores rumo a oeste

Ramal oeste em funcionamento.


A MRS continua fazendo a diferença e os caminhos de ferro não param, neste final de semana tive a oportunidade de ver um carqueiro de contentores rumo ao por do sol.



Olhem a evolução do transporte logístico, actualmente o navio chega ao porto, guindastes retiram contentores, acoplam em vagões especialmente preparados onde temos apenas o suporte e as rodas. No video ao final irão reparar vários vagões vazios, onde poderão ter a noção desta realidade.

Semana passada foram os vagões de minério, esta semana contentores, para quem gosta de ferrovia, é muito emocionante ouvir o ronco da locomotiva diesel, sentir o chão tremer com a passagem do comboio, ouvir a buzina e ainda cumprimentar o maquinista.

Quem quiser assistir com os próprios olhos convido virem a Campinas na região central, próximo a rodoviária nova, onde esta situada a antiga estação ferroviária da FEPASA, agora estação Cultura com aulas de teatro, dança, actividades circenses.

sábado, 16 de abril de 2016

A passagem do comboio por Campinas

A gloriosa estação ferroviária de Campinas.


Campinas cresceu graças a sua posição geográfica favorável e a visão de grandes homens abnegados que lutaram por uma causa e se esforçaram para fazer crescer a cidade.



Esta estação era o grande entroncamento seus trilhos tinhas 2 tipos de bitola para poder atender todas as empresas ferroviárias, Campinas era o grande ponto de destinação a São Paulo e o porto de Santos.

Hoje a estação é apenas um prédio fantasma, descaracterizado que durante anos ficou abandonado, hoje voltou a ser utilizada graças a açao cultural de grupos de voluntários que ministram cursos de teatro amador.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Trem a diesel manobrando composição de passageiro eletrica

Locomotora diesel em manobra na estação de Novara


Desde a mais tenra infância sou um aficionado por trens e ao morar na Europa, este prazer aumentou exponencialmente, o parque ferroviário é vasto com composições dos mais diversos feitios e modelos.

Então sempre que descubro uma nova locomotiva, la estou eu de maquina em punho registrando para a posteridade.


Esta maquina a diesel esta estacionada na estação Tronco de Novara, esta estação tem sua malha distribuída em ramais e subramais que interligam diversas pequenas cidades da região. Devido a esta distribuição de interligamentos, o tráfego ferroviário é grande, partindo diversas trens varias vezes ao dia, 

Deste pequenos trens de uma única carruagem ate composições velozes interligando Novara a Europa. Por isso esta pequena diesel desempenha um papel fundamental posicionando composição para la e para cá.


sábado, 10 de setembro de 1994

Travessia de Balsa entre Aparecida do Taboado e Santa Fe do Su

Atravessando o rio Paraná de balsa.

Adoro andar sobre trilhos, ouvir o tatatataaaa, ver a paisagem pela janela de um trem e em 1994 tive a oportunidade de fazer mais uma grande aventura sobre trilhos. Nao me recordo bem como descobri ou ouvi falar.

Mas chegou ao meu conhecimento que havia a oeste, uma cidade em que terminava o ramal ferroviário: Santa Fe do Sul.  De posse desta informação preparei uma expedição, convidei mais amigos e partimos.




Mostro a travessia de Balsa que ligava os Estados de Sao Paulo e Mato Grosso do Sul, nas cidades de Santa Fe do Sul e Aparecida do Taboado. Aproveitei que estava na região e demos uma voltinha para conhecer este extremo do estado.

Incrível como se descobre e aprende viajando, esta balsa por exemplo estava com os dias contados, pois a alguns quilometros dali, estava sendo construído uma mega ponte rodo-ferroviária para escoar o gado e a soja. Encerrando a travessia de barco usada desde os tempos dos Bandeirantes.

Historias

Antes das pontes imponentes, dos viadutos largos e do asfalto quente, existiu um tempo em que atravessar o Rio Paraná era um ritual. Entre Aparecida do Taboado (MS) e Santa Fé do Sul (SP), esse ritual tinha nome, cheiro de óleo diesel e ritmo próprio: a antiga balsa.

Ela não era apenas um meio de transporte. Era um ponto de encontro, uma sala de espera flutuante, um lugar onde o tempo desacelerava. Caminhões carregados de gado, sacas de grãos, mudanças improvisadas, carros com famílias inteiras, bicicletas, curiosos e aventureiros — todos dependiam daquele deslocamento paciente sobre um dos maiores rios do Brasil.

A balsa operava respeitando o humor do Rio Paraná. Em época de cheia, a correnteza exigia mais técnica e atenção dos balseiros, homens experientes, conhecedores das águas, do vento e dos bancos de areia traiçoeiros. Na seca, o desafio era outro: manobrar entre galhadas, troncos e níveis irregulares. Não havia pressa. A travessia ensinava, sem palavras, que o rio mandava.

O embarque era quase um espetáculo. Caminhões alinhados, motoristas descendo para esticar as pernas, conversas cruzadas entre desconhecidos, crianças fascinadas com o tamanho da água, pescadores observando o movimento. O som metálico das correntes, o motor roncando grave, o balanço lento iniciando a travessia. Quem viveu, lembra.

Para Aparecida do Taboado e Santa Fé do Sul, a balsa era vital. Ela sustentava o comércio, o intercâmbio cultural e até afetivo entre as cidades. Festas, consultas médicas, compras maiores, visitas a parentes — tudo passava por aquele deslocamento fluvial. Era comum ver gente que já se conhecia “de balsa”, mesmo morando em estados diferentes.

Havia também a imprevisibilidade. Em dias de neblina, vento forte ou manutenção, a travessia atrasava ou simplesmente não acontecia. Isso moldava a mentalidade local: planejar, esperar, aceitar. Algo raro nos dias atuais.

Com o tempo, veio o progresso. As pontes chegaram trazendo rapidez, segurança, integração rodoviária e desenvolvimento econômico em escala maior. Indiscutivelmente necessárias. Mas, junto com elas, a balsa foi ficando na memória, empurrada para o canto das lembranças boas, porém silenciosas.

Hoje, quem cruza o Rio Paraná de carro talvez nem imagine que ali já existiu uma travessia lenta, humana e quase cerimonial. A antiga balsa virou história oral, contada em rodas de conversa, em fotos amareladas, em relatos nostálgicos de quem viveu aquele tempo em que atravessar o rio era parte da viagem — não apenas um detalhe.

A balsa entre Aparecida do Taboado e Santa Fé do Sul foi mais do que ferro e motor. Foi um símbolo de uma época em que o Brasil interiorano se conectava com paciência, coragem e respeito à natureza. E como toda boa história, continua viva — enquanto houver alguém para lembrar e contar.

sexta-feira, 9 de setembro de 1994

Viajando rumo ao Oeste, a epopeia de trem ate Santa Fe do Sul

Santa Fe do Sul viagem de trem

A palavra tem poder e os nomes adquirem uma força enorme. Desde criança assistia filmes de cowboys, faroeste com viagens a oeste, viagens de trem e em algum destes filmes ouvi o nome Santa Fe.

Anos mais tarde, descobri que existia uma cidade com este nome e era cortada por uma ferrovia que ia ate as margens do rio Paraná.

Fui ate a estaçao da Luz em São Paulo, ponto este onde começava e terminava a maior parte das viagens de longo percurso ferroviario, comprei o bilhete e me preparei para a viagem, mochila cheia, saco de dormir, livro e outras cosita mas.

A viagem foi mesmo de matar o artista, 20 horas ou mais, parando em cada cidadezinha de Sao Paulo ate Santa Fe do Sul, ora o trem lotava com gente em pe, ora esvaziava, via-se vários recos pegando carona para retornar casa, mochileiros, malucos e pessoas comuns.

Este trem fazia um papel social grande, pois alem da ligação entre diversos apeadeiros , seu preço era bem em conta relativo ao ónibus. O único senão é que este ramal tinha como preferência os diesel cargueiros, então muitas vezes ficávamos parados esperando o dito cargueiro passar. Em algumas vezes, cheguei a saltar do trem e dar uma volta pela estação, explorando e conhecendo o lugar.





Enfim chegamos ao nosso destino, objetivo cumprido, andei pela estação, explorei a arqueologia industrial ferroviária, andei ate o final da linha, fui conhecer o Rio Paraná, velho conhecido de viagens de muitos anos antes.

Atravessei a fronteira de balsa e conheci um novo estado: Mato Grosso do Sul e la fiz uma descoberta que não mudou minha vida, mas me fez ver algo sobre o Brasil que nao sabia. Conheci uma pessoa de idade que tinha o RG com um numero de 6 dígitos começado por 9, como meu rg tem 8 digitos e começa com 2, pensei comigo mamma mia esta pessoa é velha, pelo numero de ordem do rg devia ser muito antigo, mas não descobri que naquela altura cada estado tinha sua própria numeração de RG.
















Para saber mais: