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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A baratinha é uma bela locomotiva elétrica em Jundiaí

Uma locomotiva elétrica de manobra histórica.

Máquinas idealizadas pela General Eletric como GE B-B e a montagem executada pela Alco, compradas pela Companhia Paulista na década de 20 do século passado e esteve em operação por mais de 70 anos.

Servia como locomotiva de manobra operando nos diversos pátios da empresa, sendo pau para toda obra, teve duas series em operação, inclusive passando a FEPASA onde continuou seus trabalhos até a década de 90.

Ao seu lado no patio do Museu Ferroviário jazem outras locomotivas elétricas e a diesel, mas infelizmente todas saqueadas e vandalizadas. Cena triste de ver, pois esta maquinas remetem-me a infância quando me maravilhava vendo-a pelos trilhos do Estado de São Paulo.

No vídeo me enganei e acabei confundindo uma rápida e possante locomotiva V8 com a locomotivas russa, agradeço a ajuda dos amigos e peço para participarem de nossa jornada pelo restauro das locomotivas  e da divulgação da Memoria Ferroviária.

Convido a todos a visitarem este museu e conhecerem um pouco da historia da Companhia Paulista .




quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O triste fim de grandes maquinas

Maravilhas Mecânicas abandonadas a saqueadores e a ferrugem.


Imagine um prédio histórico com características arquitetônicas únicas, construído em estilo inglês com tijolos a vista, que foi sede operacional, oficinas, escola e patio de armazenamento, que durante mais de um século trouxe riquezas econômicas e culturais.

Circundado por um belo jardim, algumas palmeiras centenárias, estatuas em bronze de personalidades e trilhos por onde circulavam as locomotivas a vapor, elétricas e a diesel durante a fase operacional.

Ao fundo vemos outros edifícios onde tínhamos os refeitórios, ambulatório medico, mecânica leve e pesada, fundição, marcenaria, curtumes, costureira, armazém e depósitos num gigantesco complexo industrial, a testemunha viva de uma era em que a ferrovia impulsionava o crescimento do nosso estado.

Esta mini cidade fervilhava de vida com centenas, quiça milhares de trabalhadores, cada um envolvido em sua atividade, gerando riquezas até que um dia tudo acabou.

Hoje vemos diversas máquinas locomotoras, abandonadas as intemperes do tempo, ao saque e vandalismo, aquilo que um dia gerou riquezas, hoje jaz abandonado sem as suas cores vibrantes, seus motores roncando e suas buzinas tocando.

Corta o coração ver as maquinas ali, inclusive a Numero 1 esta toda desmontada, grafitada por maloqueiros vândalos. Devemos nos unir para resgatar essa memoria, trazer vida, procurar empresários que doem recursos para restaurar e exibi-las em todo seu explendor.



segunda-feira, 17 de julho de 2017

Mini-ferrovia a Milano

Giardini pubblici Indro Montanelli



Passeando por este belo parque próximo a Porta Venezia na região central de Milão encontrei diversos lugares de interesse: um Planetário, Museu de Historia Natural, diversos caminhos ladeado por estatuas.

Até 1992 abrigou um Zoológico, porém devido a alteração das leis de bem estar animal foi fechado, após esta breve apresentação vamos ao que interessa. Um engenheiro aposentado construiu uma locomotiva a querosene, conseguiu autorização da prefeitura e instalou umas dezenas de metro em uma bitola reduzida, construiu carruagens de passageiros.

Esta locomotiva funciona aos finais de semana e enriquece mais ainda o Giardini, frequentado principalmente por milaneses que aproveitam seu gramado para tomar sol, fazer animados pic nics e levar os pequenos para andarem na locomotiva a querosene.

Apresento o condutor do comboio, o vagão de passageiros e a estação inicial e terminal. Vejam o carinho e cuidado do jardim, os tuneis e os trilhos adaptados para este trenzinho.





terça-feira, 20 de junho de 2017

Canções de uma Locomotiva a vapor

Locomotiva a vapor fazendo testes na plataforma.

A locomotiva 215 está parada na estação de Tanquinho onde o revisor faz um teste sonoro, sonorizando os apitos da velha senhora, exibindo todos os grandes sons que esta maquina maravilhosa pode produzir.

Em pleno século XXI podemos conhecer uma das maravilhas do seculo XIX, uma maquina a vapor restaurada e operacional, nesta parada somos presenteados com uma bela aula sobre o funcionamento desta maravilha da engenharia mecânica.

Alimentada a vapor e exibindo seus sons fantásticos, durante quase um século transportou pessoas e cargas, ajudando a unificar nosso país, expandindo nosso território e fomentando o surgimento e crescimento de nossas cidades.



sábado, 16 de julho de 2016

A velha Senhora de Guararema

A velha e imponente senhora 353


Estamos em Guararema pequena cidade próxima a Mogi das Cruzes na entrada do vale do Paraiba. Esta pequenina cidade surpreendeu a todos com seu ambicioso trabalho que levou 16 anos para ser concluído.


Restaurar 2 estações ferroviárias, obter o direito de exploração de uma gigantesca locomotiva a vapor e aos finais de semana fazer passeios turísticos que recriam o passado das grandes maquinas a vapor.

O resultado ficou fantástico: turistas afluem para a cidade, restaurantes foram criados, lojinhas de recordaçoes e artesanato foram criadas, emprego para a população e garantia da cidade aparecer no mapa, logo logo não duvido que ganhe estatuto de estância turística.

sábado, 16 de abril de 2016

A passagem do comboio por Campinas

A gloriosa estação ferroviária de Campinas.


Campinas cresceu graças a sua posição geográfica favorável e a visão de grandes homens abnegados que lutaram por uma causa e se esforçaram para fazer crescer a cidade.



Esta estação era o grande entroncamento seus trilhos tinhas 2 tipos de bitola para poder atender todas as empresas ferroviárias, Campinas era o grande ponto de destinação a São Paulo e o porto de Santos.

Hoje a estação é apenas um prédio fantasma, descaracterizado que durante anos ficou abandonado, hoje voltou a ser utilizada graças a açao cultural de grupos de voluntários que ministram cursos de teatro amador.


domingo, 10 de maio de 2015

Manobras da velha locomotiva a vapor

A velha maria-fumaça fazendo manobras.

Estamos em Campos do Jordão, fizemos o tradicional passeio em trem a vapor, estamos sentados nos bancos da estaçao assistindo a pequena locomotiva a fazer manobras, antes de encerrar o dia e recolher-se ao galpao garagem.

O formiguinha vibra, o pequenino virou um afixionado por trens e escuta atento todas as minhas explicações, mesmo que vez ou outra eu falo alguma bobagem, sorte dele ser pequenino e acreditar em tudo que digo.


Para os afixionados por locomotivas, me corrijam se estiver errado, esta composiçao trata-se de uma  uma locomotiva manobreira HK Porter, provavelmente oriunda da extinta EFPP (Estrada de Ferro Perus Pirapora) que foi uma grande cliente da Porter esses modelos datam das décadas de 40 e 50, muitas estiveram em serviço até 1973 quando a EFPP foi extinta.

sábado, 19 de outubro de 2013

Viagem de Maria Fumaça ate Jaguariuna

Partindo de Anhumas em Campinas


A linha da Mogiana é o destino de todos aqueles que desejam sentir o prazer em andar em uma locomotiva a vapor, sentir o cheirinho da lenha, ver a fumaça subindo e ouvir o apito do trem.



O revisor grita todos a bordos!!!! A criançada vibra, bilhetes na mão e todos adentram no vagão de passageiros, ansiosos por ouvir o apito de partida.

Em breve o revisor se aproxima, verifica o bilhete e valida-o com o perfurador de bolso. A locomotiva vai ganhando força, ouve-se o ta-ta-tatatata aumentando em velocidade. Vez por outra ouve-se o apito.

Olhando pela janela ve-se o finzinho da cidade, campos, pastos e antigas fazendas de café estamos chegando em Tanquinho outra estação no caminho de Jaguariuna.

Os passeios de trem partem tanto da estação Anhumas (Campinas) como de Jaguariuna aos finais de semana, verifiquem no site, para saberem os horários e preços.

sábado, 13 de março de 1999

Monte Alegre do Sul e a Mogiana

Bellacosa Mainframe e um dos primeiros passeios com Giovanna em Monte Alegre do Sul e a Mogiana.

Um Café no Bellacosa Mainframe

🚂 Uma Antiga Locomotiva da Mogiana — Monte Alegre do Sul, Giovanna e um Primeiro Passeio

Eu já conhecia Monte Alegre do Sul. O que eu ainda não conhecia era Monte Alegre do Sul ao lado dela.

Há fotografias antigas que registram lugares.

E há fotografias que, quando reencontradas muitos anos depois, abrem uma porta.

De repente você não está mais olhando para uma velha locomotiva, uma estação ferroviária ou alguns quilômetros de trilhos abandonados pelo tempo.

Você está novamente ali.

É 1999.

Estou em Monte Alegre do Sul, uma pequena cidade do Circuito das Águas Paulista que eu já conhecia desde 1994.

Mas dessa vez havia algo completamente diferente.

Eu estava acompanhado da doce Giovanna, de Amparo.

Nosso namoro havia acabado de começar.

E aquele seria um dos nossos primeiros passeios juntos.

💙 Aqueles lindos olhinhos azuis

Ainda consigo lembrar dos olhos dela.

Lindos olhos azuis, brilhando enquanto explorávamos a cidade.

Curioso como a memória funciona.

Podemos esquecer o que almoçamos, o horário em que chegamos, onde estacionamos ou exatamente quais ruas percorremos.

Mas algumas imagens simplesmente se recusam a desaparecer.

Eu gostava de olhar para Giovanna.

E naquele passeio olhava muito.

Que princesa.

Que garota.

Havia aquela sensação maravilhosa dos primeiros tempos de um relacionamento, quando tudo ainda está sendo descoberto.

Um olhar demora um pouquinho mais.

Uma mão encontra a outra.

Qualquer banco vira lugar para sentar juntos.

Qualquer caminho merece ser percorrido porque o destino, naquele momento, é quase irrelevante.

O importante é quem está caminhando ao nosso lado.

E Monte Alegre do Sul acabou tornando-se o cenário perfeito para isso.


🚂 Uma velha locomotiva e dois namorados

Monte Alegre guardava — e guarda — uma história ferroviária fascinante.

No passado, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro passou pela região, conectando pequenas cidades do interior paulista e transportando passageiros, mercadorias, sonhos e histórias.

Restaram vestígios daquele mundo.

A estação.

Os trilhos.

O túnel.

E uma velha locomotiva a vapor acompanhada de seu tender e vagão de passageiros.

Para alguém apaixonado por ferrovias, aquilo por si só já seria motivo suficiente para o passeio.

Mas naquela vez havia Giovanna.

Então fizemos aquilo que dois jovens namorados fazem quando encontram uma locomotiva antiga no meio de uma cidade tranquila:

fomos brincar na locomotiva.

Explorar.

Olhar.

Descobrir.

Imaginar.

E, naturalmente, trocar alguns beijos pelo caminho.

A velha Mogiana provavelmente já havia transportado milhares de passageiros durante sua existência.

Naquele dia, porém, servia de cenário para uma história muito menor.

A nossa.

🔥 Ferro, vapor e memória

Sempre achei locomotivas a vapor fascinantes.

São máquinas que parecem possuir personalidade.

Tudo nelas é exagerado.

As enormes rodas.

As bielas.

A caldeira.

A chaminé.

As válvulas.

O peso.

O cheiro de metal.

Mesmo quando estão imóveis, parecem estar apenas descansando.

Você quase espera ouvir novamente:

TCHUF... TCHUF... TCHUF...

E então o apito atravessando o vale.

Mas naquele passeio havia outra coisa que prendia muito mais minha atenção.

Eu olhava a locomotiva.

Olhava os trilhos.

Olhava a paisagem.

E voltava a olhar para Giovanna.

Confesso:

ela ganhava da locomotiva.

Para um apaixonado por ferrovias, isso é uma declaração considerável.


🌿 Caminhando à beira do rio

Também caminhamos junto ao rio.

Sem pressa.

Monte Alegre do Sul possui justamente essa característica: é uma cidade que convida a diminuir a velocidade.

Protegida pelas últimas ramificações da Serra da Mantiqueira, no vale do Rio Camanducaia, a pequena Estância Hidromineral reúne água, vegetação, montanhas e aquele ritmo tranquilo das cidades do interior.

Era perfeito para nós.

Caminhávamos.

Conversávamos.

Parávamos.

Sentávamos.

Apreciávamos o lugar.

E namorávamos.

Houve beijos em diversos pontos daquele passeio.

Não existia roteiro turístico.

Não havia checklist.

Nenhuma necessidade de correr para conhecer quinze atrações antes do final do dia.

Éramos apenas dois namorados descobrindo como era gostoso estar juntos.

❤️ Sentar e simplesmente olhar para ela

Talvez uma das lembranças mais simples seja também uma das mais bonitas.

Sentar.

E olhar para ela.

Só isso.

Hoje vivemos cercados pela necessidade de registrar tudo, publicar tudo, explicar tudo.

Mas existem momentos cuja importância está justamente em não acontecer praticamente nada.

Você está sentado ao lado de alguém de quem gosta.

Há um rio passando.

Uma cidade tranquila ao redor.

Talvez o vento mexendo nas árvores.

Uma velha ferrovia próxima.

E aquela pessoa está ali.

Eu gostava de olhar para Giovanna.

Seus olhos azuis.

Seu rosto.

Seu jeito.

A garota por quem estava me apaixonando.

Que princesa.

Talvez ela nem soubesse quantas vezes eu simplesmente ficava admirando-a.

🚉 Eu já conhecia a cidade — mas não aquela cidade

Eu havia conhecido Monte Alegre do Sul anos antes, em 1994.

Portanto, tecnicamente, aquele não era um passeio de descoberta.

Eu estava revisitando um lugar conhecido.

Mas essa é outra brincadeira interessante da vida:

um lugar muda completamente dependendo de quem está conosco.

A estação continuava sendo a estação.

A locomotiva continuava sendo a locomotiva.

O rio provavelmente corria exatamente pelo mesmo caminho.

As montanhas estavam no mesmo lugar.

Mas a minha Monte Alegre do Sul de 1999 não era mais a Monte Alegre do Sul de 1994.

Agora havia Giovanna dentro daquela paisagem.

E isso mudou tudo.



🛤️ A Mogiana também deixou suas lembranças

No passado, a ferrovia trouxe movimento, comunicação e desenvolvimento para a região.

O trem chegava trazendo pessoas e partia levando outras.

Havia despedidas na plataforma.

Havia reencontros.

Havia gente começando viagens.

Talvez houvesse também jovens casais se beijando escondidos enquanto esperavam o trem.

Décadas depois, restaram a estação, os trilhos, o túnel e aquela velha locomotiva.

Curiosamente, relacionamentos também deixam seus vestígios.

Uma fotografia.

Uma cidade.

Uma música.

Uma estrada.

Um restaurante.

Um banco de praça.

Uma lembrança aparentemente insignificante que, décadas depois, reaparece com uma nitidez impressionante.

A ferrovia deixa trilhos.

As pessoas também.

☕ Três paixões no mesmo passeio

Olhando hoje para aquele dia, percebo que aconteceu uma combinação quase perfeita.

Ali estavam reunidas algumas coisas que sempre amei:

viajar, descobrir lugares, ferrovia e história.

Mas havia alguma coisa nova naquela equação.

Giovanna.

Viajar com alguém por quem estamos apaixonados transforma completamente a experiência.

Uma locomotiva deixa de ser apenas patrimônio ferroviário.

Ela vira:

"Lembra quando brincamos naquela locomotiva?"

Um rio deixa de ser apenas geografia.

Vira:

"Lembra quando caminhamos juntos por ali?"

Uma cidade deixa de ser apenas um ponto no mapa.

Vira:

"Nós estivemos aqui."

É assim que construímos nossa própria geografia afetiva.

🌑 O túnel

E Monte Alegre ainda tinha um túnel ferroviário.

Sempre existe alguma coisa misteriosa em um túnel antigo.

Uma abertura escura atravessando a montanha, construída para permitir que locomotivas e vagões seguissem viagem.

Quantos trens passaram por ali?

Quantas pessoas?

Quantas histórias?

Naquela época eu provavelmente estava muito mais interessado em explorar tudo aquilo do que em fazer grandes reflexões históricas.

Era simplesmente divertido.

E Giovanna estava comigo.

Isso bastava.

🌸 Giovanna era única

Nosso relacionamento seguiu seu caminho.

Como tantas histórias da vida, teve seu começo, seus capítulos e seu fim.

Mas algumas pessoas deixam lembranças que o tempo não consegue transformar em simples arquivo morto.

Giovanna deixou saudades.

Foram tantas boas lembranças.

Tantos momentos gostosos.

Tantas pequenas aventuras.

E talvez seja por isso que, tantos anos depois, consigo voltar mentalmente àquele passeio e ainda enxergar aqueles lindos olhos azuis brilhando.

Não preciso transformar o passado em algo que ele não foi.

Não preciso mudar seu final.

Basta reconhecer uma coisa muito simples:

foi bonito enquanto existiu.

E foi importante.

Giovanna era única.

🚂 A locomotiva que ficou parada no tempo

Existe uma ironia bonita nisso tudo.

Naquele dia fomos visitar vestígios de uma ferrovia que havia deixado de funcionar como antes.

A locomotiva estava preservada porque alguém decidiu que aquela história merecia continuar existindo.

Décadas depois, ao reencontrar essas lembranças, percebo que fazemos algo parecido quando escrevemos.

Preservamos.

A locomotiva preserva a Mogiana.

A estação preserva as viagens.

Os trilhos preservam caminhos que já não percorremos.

E esta postagem preserva um passeio de 1999.

Um rapaz.

Uma garota de olhos azuis.

Uma velha locomotiva.

Alguns beijos.

Uma caminhada à beira do rio.

E aquela maravilhosa sensação de que tínhamos todo o tempo do mundo.

Talvez seja por isso que gosto tanto de revisitar essas histórias.

Algumas viagens terminam quando voltamos para casa.

Outras continuam viajando conosco.

Monte Alegre do Sul foi uma delas.

E em algum lugar da minha memória aquela velha locomotiva da Mogiana continua lá.

Giovanna também.

Com seus lindos olhos azuis.

E nós dois ainda estamos naquele primeiro passeio, caminhando sem pressa pela cidade, brincando entre os restos da velha ferrovia e descobrindo uma coisa que nenhum mapa turístico poderia indicar:

como era gostoso simplesmente estarmos juntos.

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A estaçao terminal da Mogiana 


Protegida pelas últimas ramificações da Serra da Mantiqueira, em pleno vale do Rio Camanducaia, e a duas horas de São Paulo, no Circuito das Águas Paulista, localiza-se a pitoresca Estância Hidromineral de Monte Alegre do Sul.


No passado tinha a linha ferroviária da Mogiana que chegava ate a cidade, trazendo progresso e riqueza, hoje restaram alguns itens dessa historia: uma maquina a vapor, a estação, um túnel. Bem pitoresca atraindo turísticas para aqui descansarem e aproveitarem das riquezas naturais.



quarta-feira, 14 de março de 1990

Itatiba e seus caminhos de ferro, a historia da Companhia Estrada Ferro Itatibense

HISTÓRICO DA E.F.ITATIBENSE


Data de 1872, os primeiros projetos para a construção da Estrada de Ferro Itatibense.
Por volta de 1886, os itatibenses, tendo a frente o Major Eugênio Joly, retomaram a iniciativa de construir a estrada de ferro, que colocaria a cidade e o município em ligação com a capital e o interior da província.



Nesta época, era presidente da província o Barão de Parnayba, e, foi no seu governo, em 09/05/1987, dada a concessão pela Companhia Paulista dos direitos à Itatibense. Em agosto teve início a construção, contando com o Barão de Itapema,do Dr. José Machado Pinheiro Lima e do cidadão Eleutério Alves Cardoso.

No decorrer da construção da Estrada, prestou serviços Paulino de Lima, a quem se deve o traçado da linha e os cálculos das despesas de construção.

O trafego foi inaugurado em 1889, quando começou a funcionar em caráter provisório. A inauguração oficial se deu em 10/03/1889, deis anos depois de aberta ao público.Havia apenas três estações oficiais na linha ( Luiz Gonzaga, Tapera Grande e Itatiba), mais algumas paradas que ajudavam a aumentar demais o tempo do percurso, que, em 1944, era de 40 minutos para apenas 20 Km.

A estrada de ferro, outrora denominada Companhia Carril Itatibense, teve a sua primeira diretoria formada por: Dr. José Machado Pinheiro Lima, Francisco Alves Cardoso, depois Barão de Ipanema e Paulino de Lima.

Abaixo segue a Diretoria e os funcionários da companhia de 1910 a 1914, retirada do Almanach de Itatiba- Ano de 1916.

DIRETORIA

Presidente – Dr. Alfredo Patrício do Prado Paulista
Director _ Theodomiro Dias
Chefe do Escriptório Central – Luiz Fernandes da Silva
Engenheiro e inspetor geral – Dr. Francisco Homem de Mello

FUNCIONÀRIOS

Contadoria
Contador – Dionysio Rela
Escripturarios – Eduardo de Moura Filho, Pedro Cardoso Rebello e João Valle
Caixa e Almoxarife – Antonio Domingos Pereira

Estação de Itatiba
Chefe – Felippe Benicio de Oliveira
Escripturarios – José da Silveira Franco e Antonio Rossi
Telegraphista – Benedito da Silveira
Conferente – João Leite de Godoy
Guarda trem e despachante – João Baptista de Siqueira
Mensageiro – Manoel Soares.
Mestre de officina – Emilio Tosti
Mestre de linha – Basílio Gambirasi.

Estação de Tapera Grande
Chefe – Humberto Gandolpho

Estação de Luiz Gonzaga
Chefe – Francisco Alves

Estação de Louveira
Chefe – Augusto Haas.

No período de 1939 a 1942, Manoel Augusto Sanfins, que veio a residir em Itatiba no ano de 1909, era o maior acionista desta companhia.

Benedito da Silveira Franco, contando apenas 8 anos de idade, entrou como funcionário da C.E.F. Itatibense e foi subindo em sua carreira ferroviária, ocupando outros cargos, como de 1946 a 1951 Diretor Inspetor Geral,trabalhou durante 43 anos na companhia ferroviária chegando a ser seu maior acionista, com ele trabalharam alguns nomes relacionados abaixo, muitos outros estiveram presentes nesta mesma época só que a memória falha.

Joaquim Sanfins, Joaquim da Silveira. Alfredo Rela, Romeu Rela, José Bertho, Eugênio Tertuliano, Bertulino de Mello, Onofre Bugarelli e outros.

Com sua sede em Itatiba, propriedade particular, transportava algodão, milho, couro, lenhas, madeiras e pedras para as linhas da “Paulista”.

A ferrovia sobreviveu até 1952, quando, sobre protestos da população local, foi fechada definitivamente.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
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Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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