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segunda-feira, 18 de maio de 2026

☕💥 “O MAINFRAME VAI MORRER?” — A PROFECIA QUE O IBM Z ENTERROU HÁ 40 ANOS… E NINGUÉM PERCEBEU 🖥️🔥

 

Bellacosa Mainframe e as muitas mortes do Mainframe

☕💥 “O MAINFRAME VAI MORRER?” — A PROFECIA QUE O IBM Z ENTERROU HÁ 40 ANOS… E NINGUÉM PERCEBEU 🖥️🔥

Existe uma frase que atravessa décadas dentro da TI:

“Agora o Mainframe morre.”

Ela apareceu:

  • quando surgiu o UNIX,

  • quando surgiu o client/server,

  • quando surgiu o Windows NT,

  • quando veio a virtualização,

  • quando nasceu a nuvem,

  • quando apareceu Kubernetes,

  • quando o x86 ficou barato,

  • quando a AWS explodiu,

  • e agora… quando a IA virou hype mundial.

E ainda assim…

o Mainframe continua processando:

  • bancos,

  • bolsas de valores,

  • cartões,

  • governos,

  • companhias aéreas,

  • seguradoras,

  • telecom,

  • PIX,

  • SWIFT,

  • clearing,

  • pagamentos globais,

  • sistemas militares,

  • transações críticas do planeta.

A pergunta real nunca foi:

“O Mainframe vai morrer?”

A pergunta correta é:

☕ “QUEM CONSEGUE SUBSTITUIR O QUE ELE ENTREGA?”

E é aqui que o padawan começa a entender a brutalidade da arquitetura IBM Z.


☕ O MAIOR ERRO DA INTERNET: ACHAR QUE MAINFRAME É “SERVIDOR ANTIGO”

Esse é o primeiro choque de realidade.

Mainframe não é:

  • “um servidor grande”

  • “um computador velho”

  • “COBOL rodando em tela preta”

Mainframe é:

uma filosofia de computação crítica.

Ele foi desenhado para:

  • não parar,

  • não corromper dados,

  • suportar volumes absurdos,

  • sobreviver a falhas,

  • proteger transações,

  • consolidar workloads gigantescos.

Enquanto o mundo x86 cresceu baseado em:

  • distribuição,

  • fragmentação,

  • farms,

  • clusters,

  • escalabilidade horizontal,

o IBM Z cresceu baseado em:

  • consistência,

  • integridade,

  • throughput,

  • I/O extremo,

  • isolamento,

  • disponibilidade.

São filosofias completamente diferentes.


☕ O MAINFRAME NÃO PAROU NO TEMPO — AS PESSOAS PARARAM DE ESTUDAR

Esse talvez seja o ponto mais importante.

Muita gente ainda imagina o mainframe como:

  • JCL dos anos 80,

  • terminais verdes,

  • aplicações monolíticas isoladas.

Só que o IBM Z moderno virou outra criatura.

Hoje existe:

  • Linux nativo no IBM Z,

  • containers,

  • OpenShift,

  • Kubernetes,

  • APIs REST,

  • z/OS Connect,

  • criptografia on-chip,

  • IA embarcada,

  • observabilidade moderna,

  • OpenTelemetry,

  • Grafana,

  • DevOps,

  • Git,

  • pipelines CI/CD,

  • automação massiva,

  • integração cloud híbrida.

O problema:

o mercado continua discutindo o Mainframe de 1998.

Enquanto isso, a IBM já está anos à frente.


☕ IBM z17 — O MONSTRO QUE O MERCADO X86 NÃO GOSTA DE COMPARAR

O IBM z17 representa algo que pouca gente entende:

consolidação extrema com eficiência absurda.

Quando um banco usa farms x86 gigantescas, ele enfrenta:

  • milhares de servidores,

  • switches,

  • racks,

  • refrigeração brutal,

  • consumo energético gigantesco,

  • licenciamento distribuído,

  • gerenciamento caótico,

  • patches infinitos,

  • superfície enorme de ataque.

O resultado?

Uma infraestrutura aparentemente “barata”…
mas operacionalmente monstruosa.


☕ O CUSTO ESCONDIDO DAS FARMS X86

O padawan normalmente olha apenas:

  • preço do servidor,

  • custo unitário,

  • VM barata.

Mas enterprise não funciona assim.

Existe:

  • energia,

  • refrigeração,

  • espaço físico,

  • licenciamento,

  • rede,

  • storage,

  • backup,

  • observabilidade,

  • administração,

  • segurança,

  • failover,

  • replicação,

  • downtime.

E é aqui que o Mainframe humilha.


☕ UM IBM Z PODE SUBSTITUIR CENTENAS OU MILHARES DE SERVIDORES

E isso muda tudo:

  • menos energia,

  • menos calor,

  • menos cabeamento,

  • menos switches,

  • menos pontos de falha,

  • menos datacenter,

  • menos equipe operacional fragmentada.

O mundo começou a perceber algo curioso:

escalabilidade horizontal infinita também cria caos infinito.


☕ ENERGIA VIROU O NOVO OURO DA TI

Esse é um tema que explodiu com IA generativa.

Datacenters modernos estão enfrentando:

  • limitações energéticas,

  • custos absurdos,

  • crises térmicas,

  • expansão inviável,

  • consumo elétrico insano.

Agora imagine:

  • milhares de GPUs,

  • milhares de servidores,

  • milhares de VMs,

  • milhares de containers.

A conta energética virou um pesadelo.

E o Mainframe reaparece como:

consolidação inteligente.

Pouca gente percebeu isso ainda.


☕ O MAINFRAME SEMPRE FOI “GREEN IT” ANTES DO TERMO EXISTIR

Enquanto o mercado celebrava:

  • “cloud first”,

  • “scale out”,

  • “microservices infinitos”,

o IBM Z continuava fazendo:

  • mais throughput,

  • menos espaço,

  • menos energia,

  • menos hardware.

O Mainframe nunca precisou provar eficiência.
Ele nasceu eficiente.


☕ “MAS CLOUD NÃO SUBSTITUI O MAINFRAME?”

Não totalmente.

Na verdade:

o futuro virou híbrido.

O mercado descobriu algo doloroso:

  • mover tudo para cloud custa caro,

  • latência importa,

  • transação crítica importa,

  • compliance importa,

  • soberania importa,

  • segurança importa,

  • throughput importa.

Resultado:
muitas empresas começaram movimentos de:

  • repatriação,

  • hybrid cloud,

  • integração z/OS + cloud,

  • APIs sobre workloads legacy.

E aqui entra um dos maiores saltos modernos do IBM Z.


☕ z/OS CONNECT — O PORTAL ENTRE O MUNDO LEGACY E O MUNDO MODERNO

O z/OS Connect foi uma revolução silenciosa.

Ele permite transformar:

  • COBOL,

  • CICS,

  • IMS,

  • DB2,

  • transações legacy

em:

  • APIs REST,

  • serviços JSON,

  • integrações modernas.

Isso destruiu um mito antigo:

“Mainframe não conversa com o mundo moderno.”

Hoje o IBM Z conversa:

  • com cloud,

  • com mobile,

  • com microsserviços,

  • com Kubernetes,

  • com APIs externas,

  • com IA,

  • com analytics.

O Mainframe deixou de ser “ilha”.
Agora ele virou:

núcleo transacional do ecossistema moderno.


☕ TCP/IP NO MAINFRAME NÃO É “ADAPTAÇÃO” — É PRODUÇÃO PESADA

Outro mito:

“Mainframe não é bom em rede.”

O z/OS possui stacks TCP/IP extremamente robustas.

E quando combinadas com:

  • Sysplex,

  • HiperSockets,

  • OSA,

  • workload balancing,

  • criptografia integrada,

o resultado é uma infraestrutura absurda para:

  • transações financeiras,

  • APIs,

  • mensageria,

  • integração distribuída.

O Mainframe moderno fala TCP/IP como cidadão nativo da internet enterprise.


☕ LINUX NO IBM Z MUDOU O JOGO

Esse foi um divisor histórico.

Muita gente ainda não entende o impacto disso.

O Linux on Z permitiu:

  • consolidar workloads Linux massivos,

  • reduzir farms x86,

  • virtualizar em escala absurda,

  • aumentar segurança,

  • integrar ambientes híbridos.

E o mais interessante:

Linux no IBM Z não destrói o z/OS — ele complementa.

Hoje o IBM Z virou:

  • plataforma Linux,

  • plataforma cloud,

  • plataforma API,

  • plataforma IA,

  • plataforma transacional,

  • plataforma de segurança.


☕ SEGURANÇA: O PONTO QUE O MUNDO COMEÇOU A RESPEITAR DE NOVO

O aumento de:

  • ransomware,

  • vazamentos,

  • ataques supply chain,

  • ataques financeiros,

  • espionagem digital,

fez o mercado redescobrir algo:

segurança custa caro.

E o IBM Z sempre foi paranoico com segurança.

O ecossistema possui:

  • RACF,

  • criptografia embarcada,

  • Secure Execution,

  • isolamento extremo,

  • hardware security,

  • auditoria massiva,

  • compliance pesado.

Enquanto muitos ambientes x86 foram construídos priorizando velocidade…
o Mainframe foi construído priorizando:

sobrevivência.


☕ O MAINFRAME NÃO MORREU PORQUE O MUNDO NÃO CONSEGUE PARAR

Esse é o ponto filosófico.

A internet tolera:

  • erro,

  • retry,

  • falha parcial,

  • eventual consistency.

O banco não.

O cartão não.

A bolsa não.

O PIX não.

A compensação financeira global não.

O Mainframe continua existindo porque:

alguém precisa garantir que a civilização digital não corrompa.


☕ O NOVO PROFISSIONAL MAINFRAME NÃO É MAIS “OPERADOR DE TELA VERDE”

Aqui acontece a maior mudança de mentalidade.

O profissional moderno do IBM Z precisa entender:

  • APIs,

  • integração,

  • Linux,

  • observabilidade,

  • automação,

  • segurança,

  • redes,

  • cloud híbrida,

  • DevOps,

  • containers,

  • OpenShift,

  • IA aplicada à operação.

O novo mainframe engineer virou:

arquiteto de sistemas críticos globais.


☕ O ERRO DAS NOVAS GERAÇÕES

Muitos jovens entram na TI ouvindo:

“Mainframe é legado morto.”

Mas aí descobrem:

  • salários altos,

  • baixa concorrência,

  • sistemas gigantescos,

  • tecnologia avançadíssima,

  • ambientes críticos,

  • engenharia de altíssimo nível.

E percebem algo chocante:

o Mainframe nunca foi ultrapassado — ele apenas ficou invisível.

Porque quando ele funciona…
ninguém percebe.


☕ O FUTURO DO IBM Z NÃO É SOBREVIVER

É pior que isso.

É crescer silenciosamente.

Porque o mundo está entrando numa era onde:

  • energia importa,

  • segurança importa,

  • IA consome recursos absurdos,

  • disponibilidade virou obsessão,

  • compliance virou inferno,

  • cyber warfare virou realidade,

  • transações digitais explodiram.

E curiosamente…

essas sempre foram as especialidades do Mainframe.


☕ “ENTÃO O MAINFRAME É PERFEITO?”

Claro que não.

Existem desafios:

  • curva de aprendizado,

  • escassez de profissionais,

  • custos iniciais elevados,

  • percepção antiquada,

  • dependência histórica,

  • modernização cultural.

Mas o erro é imaginar que:

“caro” significa “obsoleto”.

Ferrari também é cara.
Datacenter crítico também.

O que importa é:

  • custo por transação,

  • estabilidade,

  • throughput,

  • segurança,

  • eficiência operacional.

E nesse campo…
o IBM Z continua monstruoso.


☕ A VERDADE FINAL QUE O PADAWAN PRECISA OUVIR

O Mainframe não compete diretamente com:

  • notebook,

  • VPS,

  • servidor doméstico,

  • startup pequena.

Ele compete com:

  • caos operacional,

  • falha financeira,

  • indisponibilidade global,

  • colapso transacional.

E até hoje…
pouquíssimas arquiteturas conseguem entregar o que ele entrega ao mesmo tempo:

  • escala,

  • segurança,

  • consistência,

  • throughput,

  • eficiência energética,

  • disponibilidade absurda.

Por isso o Mainframe não desapareceu.

Porque o problema que ele resolve ainda existe.

E talvez…
agora mais do que nunca.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Época de mudanças no Mainframe e a possível derrocada da BIG BLUE. Será?

 

Bellacosa Mainframe e as mudanças no Mundo Mainframe

Época de mudanças no Mainframe e a possível derrocada da BIG BLUE. Será?

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  • #Informática Básica
  • #Arquitetura de Sistemas
  • #Soft Skill

114 Anos da IBM!!! Hip Hip Hurra

Derrocada da IBM, quando executivos erram.

Uma historia cheia de idas e vindas

Salve jovem padawan, graças a positiva repercussão do artigo sobre Cobol, resolvi ir um pouco mais além e falar despretensiosamente sobre tendências e estratégias, que nos simples desenvolvedores devemos saber e aprender ao longo da carreira, lembrando que esta nao é um visão executiva afinal somos pequenos programadores a mercê do mercado, vivendo do salário e dependemos dos projetos.

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Existe risco ao adotarmos uma tecnologia, um simples erro em nossa escolha na área de tecnologia, poderá significar o fracasso de nossas vidas profissionais e empregabilidade futura, como exemplo vide a quantidade de ex-programadores das dezenas de LPs que nao sobreviveram a prova TEMPO e hoje estão atuando em outras áreas profissionais.

Meu testemunho é um exemplo destas escolhas e caminhos, minha carreira de DEV (programador até pouco tempo atrás), iniciou-se no século passado, época que o Mainframe dominava o mundo dos computadores, a IBM era a empregadora dos sonhos, dona de uma carreira desafiadora, o estado da arte em IT, produzindo obras de arte em softwares e dominando a imprensa, conquistando corações. Todo jedi de cabecinha branca de hoje, com certeza um dia sonhou em ter um crachá da Big Blue e fazer parte da equipe Harlem Globetrotters dos computadores..

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Naquela época todo Analista PROGRAMADOR aspirava trabalhar em um dos grandes laboratórios informáticos da IBM, ou melhor C.P.D. com maquinas fabulosas saídas de um cenário de filme HI, até hoje ainda sonho com unidade leitoras de fita magnética e robots manipulando cartridges para inicializar unidades de disco, e os leds acendendo e apagando em maquinas e seus terminais 3270 conectados por modens trocando dados.

Saiba que o modulo Drácula, muito em voga atualmente, nada mais é que um retorno às origens, uma singela homenagem das novas gerações as telas negras dos terminais com suas 24 linhas com 80 colunas de texto caps lock em fosforo verde.

Falando sobre o porquê da DERROCADA do Mainframe.

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O prego no caixão do Mainfame/Cobol foi a mania do bug do milênio, onde milhares de empresas gastaram a rodo, sacos e mais sacos de recursos financeiros e humanos, para “consertar” o Bug Y2k, um problema originado nos anos 70 e perpetuados ao longo de décadas por programadores preguiçosos e usuários zelosos, nao sei se era, mas o consenso geral acreditava que 2 bytes a mais era muito dispendioso.

So sei que isso acabou enriquecendo consultorias inescrupulosas que jogavam mais e mais querosene no incêndio, com artigos catastróficos, assustadores e altamente criativos, criados para criar gerar  pânico nos stakeholders, originando um estouro de manada generalizado, que obrigava a necessidade de ações rápidas e impensadas.

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Vendo com olhos experiente, essa mania acabou causando grandes danos à imagem dos Computadores e analistas programadores, derrubando a credibilidade e confiança do mercado em computação e softwares legados. Verdade seja dita, o preço foi pago com as centenas de diretores de informática mandados a guilhotina nos anos seguintes.

Mas isso não foi o pai de todos os males, a tempestade perfeita estava se formando no horizonte, para ajudar esse período confuso, ainda tivemos o colapsos no Sistema Financeiro Mundial, iniciados pela crise financeira de 2001, que apôs a derrocada do World Trade Center, adicionaram um pouco de caos, ao processo em curso do estouro da bolha das DotCom, empresas de internet, que prometiam lucros pornográficos, mas não tinham pé nem cabeça.

Para concluir o cenário de caos apocalíptico, fomos vítimas da crise do subprime de 2008 em que erros de Acadêmicos de prestigiosas Universidade em suas teorias de portfólio, aliada a gestores gananciosos e suas carteiras de investimentos com fraudes em processos estocásticos, definitivamente concluíram um ciclo econômico com a destruição dos mercados financeiros mundiais.

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Estes eventos aleatórios que enterraram centenas de grandes empresas e conjuntamente a turbulência gerada no mercado laboral, foram responsáveis pela destruição dos postos de trabalhos, gerando desemprego a milhões de trabalhadores de do setor financeiro e da informática, no caso do IT pessoas altamente especializadas em Mainframe, que de um momento para outro, se viram sem chão.

Agora pare um pouco e pense nessas pessoas, muitos delas estando próximo da aposentadoria e acostumados a ter um padrão confortável de vida, que inesperadamente foram jogados para o desemprego e devido aos elevados salários recebidos na época áurea, tiveram grande dificuldade em se realocar e retornarem ao mercado laborativo, principalmente pela queda abrupta em novos projetos e falência de inúmeras pequenas softhouses, que empregavam terceirizados, quarteirizados e afins.

Um dia gostaria de ler um estudo ou artigo acadêmico que contabilizasse os milhões de linhas de código, que foram parar no fundo da lata de lixo da história empresarial, pensar em bom código que nunca chegaram ao potencial previsto, produtos únicos e inovadores, que não tiveram a chance de debutar e gerarem riquezas.

Migração dos sistemas legados.

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Os gestores de IT estão desesperados com o rumo do mercado, com cortes frequentes de orçamento, com a perda de prestigio e diminuição do mercado, bem que tentaram reinventar a Roda, criando monstros informáticos e em consequência desta anomalia, acabaram destruindo ainda mais empregos, prova disso, basta perguntarmos aos inúmeros jedi renegados, que foram dispersados após o final da Guerra Subprime.

Neste turbulento momento histórico, com inúmeros jedi dispersados pelo mercado, coletaremos inúmeras histórias tragicômicas sobre migração de sistemas legados, erps vistosos mas incompletos e com aquisição de packages de software para migração que falharam catastroficamente, uma das mais recentes tragédias foi o TSB Bank com 300 milhões de libras esterlinas em multas e menos 80.000 clientes.

Por mais que as novas tecnologias e as linguagens de programação moderna atendam a parte de front-end, criando maravilhas do design UI e UX, o back-end continua a ser o lugar onde a magia realmente acontece, todas as regras do negócio e seus meandros, a inteligência de processos, a máquina de gerar lucros continua sendo os softwares antigos.

O big data existe ? Sua razão de ser principal é processar grandes quantidades de dados, bits e bytes na casa dos milhões, quiçá bilhões de registros, mas quando necessitamos de alta performance, segurança, continuidade, uso inteligente de recursos limitados, nisso a IBM ainda é a líder absoluta, por mais que surja o cloude computer, o custo de alocar mais maquinas (espaço, cpu e ram), acaba ultrapassando os custos com equipamento IBM Mainframe, o Azure e o AWS são jovens nesse mercado, somente o tempo dirá quem será o vencedor..

Onde a IBM errou, então?

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Abandonando as pessoas, esse foi o erro, mas antes temos que agradecer a Linux Torvalds e a derrocada da Microsoft, calma ai, está pensando que surtei? Estou falando bobagens e fazendo-o perder tempo precioso? Calma, vamos por partes, que explicarei melhor.

A Microsoft nos anos 90 tomou de assalto o mundo da informática, abocanhando grande fatias de mercado da IBM, graças a pirataria de informática, em pouco tempo todos os trabalhadores do mundo foram treinados gratuitamente no pacote MS Office, dominando o Word, Excel , Access e Power Point, em detrimento do WordStar, Lotus, Dbase IV e similares.

Nesse meio do caminho existia um movimento barulhento, alimentado com famosas consultorias, que convidava executivos de informatica para jantares, viagens e passeios. Onde aproveitavam para catequizar e vender as boas novas dos Servers, dos celeiros com centenas de servidores, muito mais economicos que o Mainframe, era o inicio do Downsize e posteriormente o Rightsite.

Voltando a Microsoft madura e com mão de obra qualificada e treinada foi fácil, obrigar as empresas a comprarem as licenças e investir em treinamentos empresariais caríssimos e suas certificações, enquanto isso a IBM dormia, dificultando a reciclagem nos estudos e construindo uma muralha maior que a da China, cheia de barreiras de acesso a novos e jovens profissionais, mas também era o inicio de uma revolução silenciosa, nos bastidores insatisfeitos criavam uma via alternativa: surgia o Python, o Java e o Javascript, antes chamado Actionscript.

Um maxima jedi: "No People No Program", afinal toda linguagem de programação necessita sempre de reciclagem, sangue novo para inovar e criar novas formas de fazer, padawans aprendendo os fundamentos da linguagem e evoluindo com novos conhecimentos e técnicas, ao mesmo tempo repassando novos conhecimentos aos velhos jedis, numa via de mão dupla de aprimoramento continuo.

Onde Linux Torvalds entra nessa

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História?

A Microsoft sendo uma cria da IBM, acabou herdando alguns vícios e mesmo a arrogância da BIG Blue, ao dominar o mercado da baixa plataforma, foi consumida pelo lado negro da força, e tornou-se uma ditadora suprema. Perpetuando os erros da IBM com cursos caríssimos e barreira de acesso a novos programadores. Criando uma geração de DEVs que odiavam a gigante de Redmond.

Após a morte do Clipper, o Visual Basic virou a linguagem do povo, mas era limitada, enquanto o C era complexo, difícil e pouco intuitivo, em pouco tempo a odiada MS, começou a ser hostilizada pelos DEVs do software livre e empresas concorrentes, que aproveitaram para imitar Brutus e apunhalar Caesar.

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.

Com isso o jovem jedi Linux, seguindo o mesmo caminho do Gates e o CPM e Jobs nos IOS, mergulhou no Unix e criou seu Linux, porém sendo altamente inovativo, ele abriu a caixa preta e convidou a comunidade DEV e jovens universitários do mundo a participarem da festa e criarem suas próprias versões, compartilhando ideias e projetos na aldeia global interligada pela WEB e suas primordiais redes sociais IRC e ICQ.

Nessa onda de mudança do software aberto a Microsoft sentiu a dor, perdeu mercado, amargou perda financeiras e acabou sendo a empresa mais odiada pelo mundo dos programadores jedis, o JAVA e o Linux viraram os queridinhos e em menos de uma década dominaram o mercado de baixa plataforma.

Enquanto isso, a IBM altamente entrincheirada na Alta Plataforma, pouco mudou, mesmo vendo que a cada vez haviam menos DEVs treinados em Alta Plataforma, encarecendo a mão de obra e inviabilizando novos projetos, afinal quem se arriscaria a desenvolver um software onde não encontraria profissionais para darem sustentação ou manutenção evolutiva?

Para piorar o cenário da Big Blue, o advento dos ERPs tendo o SAP como seu maior expoente e a tentativa falhada do Navision da Microsoft criaram mais caos no turbulento e agitado mercado de IT, dividindo ainda mais os DEVS, seguindo a máxima dividir para reinar.

Veja que coisa agora tínhamos jedis em Mainframe, jedis em SAP, jedis em Microsoft e os jedis renegados em JAVA, sendo que muitos descontentes das outras tribos migraram para o JAVA enriquecendo esta linguagem, debugando, sugerindo inovações, evoluindo e criando novos padrões.

O império contra-ataca.

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A Microsoft pressionada pelo mercado, acuada pela Google de um lado e no fronte das comunidades livres JAVA e sofrendo ataques sucessivos pelo IOS no altamente elitizado mercado de TOPs computers, perdendo o universo universitário para os squads Linux. Reinventou-se e escreveu um novo capítulo na história, diferentemente da IBM, que morosamente engatinha os primeiros passos, a reinvenção da MS deu um passo além, democratizou o acesso a informação e ofereceu um nova gama de serviços e oportunidades aos DEVs criando uma academia de padawans mundial.

O primeiro passo foi criar uma rede social (comprou e reformulou o Linkedin), segundo passo educar e difundir o conhecimento (comprou e reformulou o GitHUb) e terceiro passo cursos e formações gratuitas (abriu o código fonte de tudo e deu para o mercado), a cada dia vemos mais e mais DEVs tornando-se jedis Microsoft, a comunidade acadêmica utilizando maciçamente o Azure e o VS Code, abocanhando fatias de mercado da AWS da Amazon e o C Sharp debutando e conquistando fans.

A IBM assistindo todos estes eventos, entrou tardiamente nesta corrida, mas a lição foi aprendida, correndo contra o relógio, desenvolveu uma plataforma de ensino e divulgação do Mainframe, conhecida como projeto ZOWE e modestamente vem educando uma nova geração de jedis em Mainframe. Inclusive tentando atrair os descontentes do Linux / Java, visando reforçar suas linhas e criar novas estratégias.

Hoje temos o LinuxOne rodando em um Mainframe IBM Z e todas as linguagens que estavam fora do Mainframe, agora estão dentro convivendo em harmonia e complementando as diversas frentes.

Minha visão do Mundo IBM Mainframe.

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Enquanto o ensino de PL/I e Cobol forem elitizados o Mainframe está condenado a morte e obsolência, pois o Peopleware é que dão vida ao sistema, sem eles não adianta ter os melhores e mais rápidos computadores do mundo, as linguagens mais performáticas, seguras e a prova de bugs estrupidos, se não há humanos para operar e criar novas soluções e venderem-nas para o mercado.

Acredito que as grandes consultoras de informática deveriam criar pools de treinamento usando plataformas existentes, indico a Digital Innovation One e criarem bootcamps de Mainframe, na tentativa de atrair jovens talentos para o mundo da Alta Plataforma e através dessa iniciativa darem sobrevida e quem sabe evoluir novos mercados criando um novo tempo.

Nelson Blecher e a morte do IBM

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Passado s quase 30 anos do inspirador artigo e reportagem de Blecher sobre a morte da IBM, a BIG BLUE continua viva e ativa, apesar das cisões, perdas de mercados, diminuição de prestígios, continua vendendo e lucrando.

Seus algozes caíram um a um, Xerox quase sumiu, HP e Compac são sombras do que eram, SUN foi incorporada e as fabulosas e fantásticas DotCom, viraram estudos de caso, ilustrando o grande risco do efeito manada e os vieses dos investidores.

Para quem gosta de uma boa historia deixo os links de antigos artigos, muito obrigado Nelson Blecher, me inspirei neles para escrever estas linhas.

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/9/18/mais!/30.html

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/9/18/mais!/29.html

Conclusão

No artigo de hoje, jovem padawan fizemos um giro pelo Império, vimos como o mercado é mutável, como tecnologias e empresas surgem e somem, paradigmas computacionais caem por terra, antigos vilões se reciclam e viram heróis.

Mas por trás de todas as evoluções e involuções vemos a figura do SER HUMANO como agente de mudança, o trabalhador que precisa pagar o arroz feijão, que uma vez analista extinto, necessita se reinventar e adquirir novos conhecimentos, estudar novas tecnologias e procurar novos senhores feudais para defender.

Meu conselho a ti, jovem e iniciante padawan, estude, escolha a sua tecnologia preferida e torne-se um jedi, porem fique atento as ondas da evolução, prepara-se para migrar no tempo certo, não pare de estudar nunca, evolua, participe e defenda a sua LP preferida.

Espero ter ajudado ate o próximo artigo.

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Mais momento jabá, para distrair, visite meu vídeo e veja para onde fui desta vez: https://www.youtube.com/watch?v=C5olTn9Dczw

Bom curso a todos.

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https://www.linkedin.com/in/vagnerbellacosa/

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https://github.com/VagnerBellacosa/

Pode me dar uma ajudinha no YouTube?

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https://www.youtube.com/user/vagnerbellacosa