sábado, 12 de abril de 2003

Passagem por Alcacer do Sal

Os lindos campos de arroz a beira do Sado


Pare quem gosta de passear e fazer boas viagens pelo caminho, recomendo que no retorno do Alentejo a Lisboa, um dia fazerem a volta por Alcácer do Sal.

A viagem se torna mais longa, passando por estradas nacionais em meio a campos agrícolas primeiro trigo e videiras, posteriormente arrozais.



Alcácer do Sal uma das cidades mais antigas de Portugal, fundada por Fenícios teve um passado de grande brilhantismo e importância, o que provam os restos arqueológicos que abundam na cidade.

Bela igreja e castelo no alto da colina, Montes de cegonhas aproveitam o charco para caçar rãs e peixinhos. Em dias de Céu azul a imagem é poética, verde dos arrozais, azul turquesa das aguas e grande azul do céu.

A cidade hoje vive na sombra do passado que foi, sem grande ligação acabou perdendo o fluxo dos turistas, porem para os aventureiros ela guarda muitos encantos e diga-se de passagem comi um arroz de mariscos com coentrada e bebi um bom vinho regional que as vezes bate uma vontade de ir ate la novamente.

Cascais a cidade dos ricos e famosos

A jóia a beira do Atlântico


Cascais é a cidade dos ricos e famosos, todo jogador de futebol, politico e ou pessoal de grana tem ou quer ter um apezinho por aqui.



Esta fama de cidade dos famosos vêem desde os anos 20 do século passado, quando a pequena Cascais deixou de ser uma vila de pescadores, para atrair a atenção dos novos ricos.

Durante a guerra houve um boom de milionários vivendo aqui, bom clima , segurança e distancia da guerra. O cassino de Estoril nessa época era o paraíso de exilados, adidos militares, politicos, corsários e espiões.

Andando pela orla marítima respira-se o puro ar do Atlântico norte, vê-se a agua azul e areias limpas. Tem um castelo que hoje é museu, vários casaroes de muito luxo e beleza.

Mais a frente encontra-se uma das maravilhas da natureza, a Boca do Inferno conjunto rochoso sacudido pelo mar, fazendo sons assustadores e jogando agua para tudo quanto é lado.

Outra beleza é andar nos comboios da CP pela linha de Cascais, vindo margeando o rio Tejo ate o encontro com o mar, vendo embarcações de todos os tipos.

A barragem do pego do Altar no Distrito de Setubal

Tesouros do Distrito de Setúbal.


Seguindo nossa exploração pelo Distrito de Setúbal, encontramos um restaurante escondido na estrada, que faz uma excelente comida alentejana, dele sempre me lembro da carne de porco a alentejana com ameijoas.



Nestas mesma região existe uma antiga usina hidroelétrica, que graças a seu grande reservatório permite a agricultura através da irrigação. E pratica de pesca desportiva fazendo animados campeonatos.

Existe uma área aberta para acampamentos que ficam apinhados de rulotes. Seguindo mais adiante vamos sair em Alcácer do Sal e Troia, que em posts futuros iremos explorar e contar mais detalhes.

Esta região e rica em rios constituindo a bacia hidrográfica do Sado, não confundir com o Francês, esse era Sade.


domingo, 30 de março de 2003

Évora a cidade do Templo de Diana - Parte II

Maior que nos livros de historia.


Nossa fui surpreendido por Évora, em meus livros escolares do ginásio, uma vez ou outra, lia qualquer menção a esta cidade, em minha mente era mais uma pequena cidade perdida em meio aos campos de trigo do Alentejo, magistralmente enganado, pois não imaginava a sua beleza e grandiosidade.



Protegida por uma muralha, com uma Catedral com um tesouro cheio de relíquias, uma catacumbas cheia de osso distribuídos artisticamente como uma pintura macabra, aquedutos e cisternas, ruínas e mais ruínas.

Esta cidade ligada por trem a Lisboa, vale a visita e pernoite, temos a universidade de Évora, os castelos ao redor, pedras tipo Stonehenge de Portugal.

E o povo são um show a parte,  hospitaleiros, cordiais e solicitos, prontos para prestar informações e ajudar. Caso se tenha um pouco de sorte, pode encontrar um velhinho com roupas típicas de uma outra era.

Estremoz, o marmore e os castelos

Mais uma cidade do Alentejo que tem como riqueza o Mármore.


Devido a proximidade da fronteira espanhola esta região é muito rica em fortes e castelos, para aqueles que estudam defesa militar, aqui poderão encontrar todo a evolução desde os antigos fortes romanos ate os avançado fortes em estrela.



Toda esta engenharia na construção de defesas acabou com o advento de explosivos a base de pólvora. Pois a pedra não era mais forte o suficiente para aguentar investidas de projecteis de ferro.

Estremoz é uma bela cidade que faz sua riqueza na extracção de mármore, ate acrescentei algumas fotos de minas de mármore para terem uma ideia de como é feito este processo.

Sem contar a beleza natural que é ver o jogo de cores que a pedra acumula sob o sol do Alentejo.

De paparoca desta vez fui pelo simples, mas mesmo assim divino, entremeadas de porco no carvao acompanhado de batatas assadas e eh claro um bom vinho alentejano da casa.

sábado, 29 de março de 2003

Évora a cidade do Templo de Diana

Em meio ao Alentejo esta uma bela cidade.


Évora ou Ebora Augusta foi um grande centro de romanização da Lusitânia, por sorte nesta cidade ainda encontramos muito legado dos romanos.



O mais emblemático é o Templo de Augusto, popularmente conhecido como Templo de Diana,  restos do aquedutos, igrejas românicas, muralhas defensivas, claro que cada povo que aqui passou as alterou deixando sua marca característica, mas a bons olhos consegue-se encontrar muita coisa.

Encontrei umas ruínas de um convento repleto de pavoes, bebi muita agua nas mais diversas fontes da cidade, visitei no tesouro da catedral diversas relíquias, inclusive um dos "pregos da cruz de Cristo" (sic).

Em matéria de comidinha aqui me acabei com os queijos alentejano, azeitonas e pães, bem como vinhos da casa. Agora em prato substancioso teve a miga, porem eu não apreciei e fiquei mesmo na carne de porco alentejana (esse sim uma papinha de campeão).

quarta-feira, 19 de março de 2003

Lisboa e a mais bela joia da arquitetura lusitana

Quando o universo conspira a nosso favor, tudo da certo.


Durante 200 e poucos anos Portugal foi o máximo de seu expoente na civilização europeia, o português foi falado e ensinado em quase todas as grandes cidades, navegaram ate o extremo oriente, fincaram uma benfeitoria comercial no Japão e criaram uma serie de novas palavras e introduziram pratos que não existiam.



Jovens vinham ate Lisboa estudar a arte naval, engenheiros vinham vender suas ideias, embaixadores e representantes dos mais diversos países vinham prestar homenagem ao El Rei.

Comercializando pelos 4 cantos e navegando pelos 7 mares Portugal atingiu seu ápice e para coroar este ápice, foi encomendada uma obra única.

O mosteiro dos Jerónimos foi construído seguindo um estilo lusitano, não foi poupado recursos para a a sua gloria e passado quase 600 anos da sua construção continua inspirado as pessoas que visitam-no.

E o orgulho do povo português e gloria do lisboeta, motivo de invejas de outras cidades, tão belo complexo que ninguém consegue ficar indiferente perto de tamanha beleza. Nos sentimos pequeninos dentro dele, encantados do lado de fora e atento a tantos detalhes. Um verdadeiro poema feito em pedras e tijolos, a cada leitura encontramos novas interpretações.