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sábado, 7 de junho de 2003

Sao Pedro do Sul e suas Termas Romanas

Bellacosa Mainframe e as aventuras nas Termas Romanas em São Pedro do Sul 

Um andarilho por Portugal

São Pedro do Sul e suas Termas Romanas 

Talvez seja isso que mais me emocione quando visito lugares muito antigos.

Não são apenas as ruínas, os monumentos, os reis ou as grandes datas escritas nos livros. É imaginar as pessoas anônimas que passaram por ali.

Olho para um velho banco de pedra, gasto pelo tempo, e penso que talvez alguém tenha se sentado exatamente naquele lugar há dois mil anos.

Um romano.

Depois dele, quem sabe um suevo, um visigodo, um mouro, um judeu, um cristão medieval, um camponês, um mercador, um soldado. Reis e rainhas atravessaram essas terras, mas incontáveis pessoas sem nome também deixaram ali pequenas marcas de sua existência.

Impérios nasceram e desapareceram.

Fronteiras mudaram.

Línguas morreram e outras nasceram.

Religiões chegaram, partiram, conviveram e entraram em conflito.

Mas a nascente continuou brotando.

O rio continuou correndo.

A terra continuou produzindo alimento.

E então, dois mil anos depois, aparece um brasileiro perdido.

Eu.



Caminho pelas mesmas pedras. Observo aquelas águas. Como alimentos produzidos naquela região e provo receitas cuja verdadeira origem talvez ninguém consiga mais determinar. Alguma preparação que uma avó aprendeu com outra avó, que aprendeu com outra, até que a memória se dissolve e sobra apenas a receita.

Existe algo de quase sagrado nisso.

Por isso tiro uma fotografia.

Não apenas para provar que estive ali.

Fotografo porque, durante uma fração de segundo, também passei a fazer parte daquela sucessão.

O romano não sabia quem se sentaria naquele banco depois dele.

O viajante medieval não imaginava que um brasileiro apareceria ali séculos mais tarde carregando uma pequena máquina capaz de aprisionar luz.

E eu também não sei quem encontrará minha fotografia.

Talvez ela sobreviva apenas alguns anos.

Talvez fique esquecida dentro de algum disco rígido, servidor, blog ou catálogo digital.

Talvez os formatos mudem, os computadores desapareçam e ninguém mais consiga abri-la.

Mas gosto de imaginar outra possibilidade.

Daqui a cinquenta anos, alguém poderá encontrar essa fotografia perdida em algum catálogo de memórias.



Talvez não saiba direito quem fui.

Verá um homem diante de pedras muito mais antigas do que ele e muito mais antigas do que eu.

E por alguns segundos haverá uma ligação estranha entre nós.

O romano que passou por ali há dois mil anos.

Eu, que visitei São Pedro do Sul em 2003.

E alguém que ainda nem nasceu, olhando minha fotografia em 2076.

Nenhum de nós se conheceu.

Mas todos estivemos, de alguma maneira, no mesmo lugar.

Talvez seja isso que chamamos de História.

Não apenas aquilo que os reis fizeram.

Mas a interminável passagem de pessoas comuns pelas mesmas pedras.

E naquele dia, por alguns instantes, eu também fui uma delas.

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Relíquias arqueológicas romanas.


São Pedro do Sul tem fonte termais que propiciaram o assentamento humano desde a pré-historia, porem os romanos foram os primeiros a usa-lo em larga escala. Tanto que desde aquela época, salvo raras excessos, as termas continuam sendo exploradas.



Prova da grandeza deste pólo são as varias construções existentes: igreja românica, ponte romana e as termas.

O rio Volga e seu chafariz são outro espectaculoso a parte.

sábado, 31 de maio de 2003

Sesimbra e seu castelo no Alto da Serra

Nova visita ao Castelo de Sesimbra.

Esta é minha segunda visita ao castelo e de certeza não será ultima, e fácil saber o porque? Minha casa ficava bem no máximo 13 quilómetros do castelo e a vista era fantástica, o cheiro da brisa do mar, a oportunidade de tomar um solzinho em dias frios. Tudo isso tornam o castelo um lugar irresistível.



Depois a oportunidade de passar em Azeitão e comer uns pasteis, andar pelas pequenas vilas da margem sul e aproveitar o dia para passear.

Sem contar que o castelo tem seus encantos, são tantos vestígios para estudar e apreciar e a cada nova visita temos uma nova perspectiva, as luzes são diferentes o sol e o tempo também. Cada visita é como se fosse um castelo diferente.

sábado, 24 de maio de 2003

Marvao a Mui Nobre e Sempre Leal

O pequenino castelo defensor.


Este pequeno castelo encravado em meio do Alentejo, fazia parte da linha defensiva contra Castela, esta região é muito rica em castelos, pois no passado esteve sempre envolvida em batalhas e escaramuças.



Devido aos enormes sacrifícios pedidos aos moradores desta vila e a constante lealdade, independente da superioridade do inimigo, esta vila ganhou o titulo de "Mui Nobre e Sempre Leal".

Digno de nota, foi por esta região que os judeus fugindo da inquisição espanhola, pagavam o tributo e eram reconhecidos como portugueses. Ja que toquei no assunto provei Alheira de Frango, que segundo a lenda, foi uma invenção dos judeus-novos (convertidos), para nao terem que comer nenhum alimento que usasse porco, mas mesmo assim ficarem bem com as autoridades religiosas, alguns sábio fez este enchido de carnes diversas e grelhadinha no álcool ou no carvao. E um petisco único.

A vista daqui é fantástica tem um visão de quase todo o Alentejo e vê-se diversos castelos dessa linha defensiva, em dias de céu limpo recomendo vivamente visitarem Marvão.


domingo, 11 de maio de 2003

Luso : O palácio do Buçaco

A Versalhes portuguesa.

Guardada as devidas proporções o conjunto arquitetónico do Buçaco é uma das maiores belezas deixadas pela monarquias portuguesa, trabalho de diversos arquitetos e paisagistas.



O Palácio do Buçaco guarda tesouros incríveis em azulejos, vitrais,  grutas, cavernas, lagos, cascatas, jardins, construções pitorescas.

Aqui a arte do ócio foi levada ao extremo, cada caminho que se pega, se encontra algo belo, banco estratégicos para um descanso e namorico, bosque com árvores exóticas e belas,  capelas e uma via sacra.

Dentro deste complexo foi erguido o museu militar da batalha do Buçaco em que as tropas napoleónicas foram derrotadas pelas tropas luso-britânicas. Com varias maquetes de movimento de tropas, objectos históricos e bonecos vestido com os uniformes de época.
A serra do Buçaco e suas riquezas

Alem da floresta, bosques e da serra, esta região guarda um outro tesouro: fontes de agua mineral que sai daqui para o pais todo. A agua do Luso, por si só é uma marca de confiança para todo português.



Mas a cidade não conta somente com isso, existem diversas outras atraçoes bem pertinho por exemplo o Hotel Palácio do Buçaco, o Museu militar da guerra napoleónico, o campo de batalha, sem contar as diversas construções históricas.

Podemos ver uma fonte centenária que jorra agua e que muita gente vêem de longe para encher seus garrafões, nas diversas casas históricas podemos ver os brasões de família, o cuidado com os jardins e parque tornam o lugar mais encantador. Ate mesmo as rotundas evocam a agua mineral e suas garrafas.


sábado, 10 de maio de 2003

Castelo de Vide : O leao da fronteira

Defensor das fronteiras do Reino.


Esta região somente foi colocada em defensiva após a queda e fragmentação do poder romano, pois ate então a PAX ROMANA, garantia a segurança e prosperidade a todos.



Na baixa idade media quando os exércitos bárbaros começaram a  saquear cidades e posteriormente conquista-la, surgiu a necessidade de criar uma linha defensiva, eis que Castelo de Vide mostrou seu potencial, no alto de uma serra, com visão privilegiada do Alentejo.

Com a conquista moura foi refortificado e melhorado, durante a guerra de reconquista mais uma vez melhorado e equipado, permanecendo em mãos lusa durante muitos séculos.

Com o final dos movimentos bélicos e a disseminação da pólvora, este castelo perdeu sua função defensiva e passou a ser região de lazer e descanso para a monarquia.

Afinal com bosques e florestas onde abundavam a caça, acabou sendo o destino natural de descanso para reis estafados.

Hoje é um excelente pólo de divulgação da cultura e fonte de atração de turistas.

domingo, 4 de maio de 2003

Fatima e o santuario, minha primeira vez

Nao sou muito religioso.


Quem me conhece sabe bem, mas em alguns momentos preciso de uma luz, uma força e nestes últimos 2 anos tem sido assim, primeiro Santiago e agora Fátima.

Aqui chegando senti uma forte emoção, uma energia batendo em mim. Eu não sei se foi fé ou sugestão, mas ver aquele monte de peregrinos andando e rezando, uns ajoelhados outros acendendo velas.



Incrível como isso mexe com a gente, da um optimismo para olhar em frente, encarar o dia-a-dia.

As pessoas pensam que a vida do imigrante na Europa é fácil, cheia de glamour e dinheiro fácil. Mas não imaginam como é a realidade (bem dura). Em qualquer pais um estrangeiro sempre é visto, como um forasteiro, que esta ali ocupando o lugar de um nacional.

Os sorriso nem sempre são sinceros e os comentários sempre tem um sentido oculto. Mesmo fazendo a sua parte sempre tem muitos olhos postos em ti, causando desconforto e te colocando sempre na defensiva.

Com o espírito assim, após meu quase primeiro ano de Portugal, desembarquei em Fátima e agradeci a nossa senhora, pedindo mais energia e paciência. Ajuda nas decisões a serem tomadas.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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