✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
☕ Lei da Entropia — ou: se você não cuidar, vira bagunça (e rápido)
| Bellacosa Mainframe e Lei da entropia |
☕ Lei da Entropia — ou: se você não cuidar, vira bagunça (e rápido)
Vou começar do jeito mais honesto possível: a Lei da Entropia sempre esteve certa. O que muda é o tempo que ela leva pra provar isso. Em casa, no trabalho, nos relacionamentos, no código, no mainframe… se você parar de cuidar, o caos assume o controle.
📜 Origem da Lei da Entropia
A entropia nasce na física, lá no século XIX, com a termodinâmica. Em termos simples: todo sistema isolado tende ao aumento da desordem. Energia se dissipa, estruturas se degradam, organização custa esforço contínuo.
Traduzindo para a vida real:
manter ordem dá trabalho, deixar virar bagunça é grátis.
🧠 Entropia explicada no “modo Bellacosa”
Um data center não vira caos porque alguém quer. Ele vira caos porque ninguém documentou, ninguém limpou, ninguém revisou. O mesmo vale para:
-
Um guarda-roupa
-
Um casamento
-
Um código COBOL sem comentários
-
Um JCL “herdado” de 1989
-
Uma amizade esquecida
A entropia não é vilã. Ela só faz o trabalho dela.
🖥️ Entropia no Mainframe (easter egg técnico)
Todo mainframeiro já viveu isso:
-
Dataset temporário que virou permanente “sem querer”
-
Job que ninguém sabe mais por que existe
-
Parâmetro mágico comentado como:
* NAO MEXER -
PROC copiada, colada e adaptada até ninguém entender a original
👉 Isso é entropia organizacional.
📺 Curiosidades & Easter Eggs
-
O vilão Thanos, da Marvel, é praticamente um evangelizador maluco da entropia
-
Em Neon Genesis Evangelion, a entropia psicológica dos personagens é maior que a física
-
Em TI, quanto mais antigo o sistema, maior a entropia acumulada — e maior o respeito por quem mantém vivo
🗣️ Fofoquices filosóficas
O curioso é que o ser humano odeia entropia, mas vive alimentando ela:
-
Compra coisa que não usa
-
Guarda rancor
-
Acumula arquivos inúteis
-
Evita conversa difícil
-
Procrastina manutenção
Depois reclama do caos.
🛠️ A prática da antientropia (sim, isso existe)
A única forma de lutar contra a entropia é energia consciente:
-
Revisar
-
Limpar
-
Organizar
-
Documentar
-
Conversar
-
Manter
No Japão isso vira filosofia. No mainframe, vira sobrevivência.
🧘 Como entender a Lei da Entropia sem sofrer
Aceite três verdades:
-
Nada fica organizado sozinho
-
Ordem é temporária
-
Manutenção é parte da vida, não castigo
Não é pessimismo. É realismo maduro.
🌏 Importância da Lei da Entropia
Ela nos ensina:
-
Humildade (tudo se desgasta)
-
Responsabilidade (manter dá trabalho)
-
Valor do cuidado diário
-
Respeito pelo tempo e pela história
No Japão, isso conversa com mottainai, wabi-sabi e mujo. No mainframe, conversa com disciplina operacional.
☕ Conclusão Bellacosa
A entropia não quer te derrotar.
Ela só quer ver se você está acordado.
Quem entende a Lei da Entropia:
-
valoriza quem mantém sistemas antigos
-
cuida melhor das relações
-
respeita o passado
-
entende que ordem é um ato de resistência
E no fim das contas…
manter é tão nobre quanto criar.
terça-feira, 27 de abril de 2010
☕💀 O que é DISTOPIA — O DIA EM QUE A HUMANIDADE DESCOBRIU QUE O SISTEMA PODIA VIRAR CONTRA O OPERADOR 🖥️🌍
| Bellacosa Mainframe o que é distopia |
☕💀 DISTOPIA — O DIA EM QUE A HUMANIDADE DESCOBRIU QUE O SISTEMA PODIA VIRAR CONTRA O OPERADOR 🖥️🌍
Existe um momento na história da humanidade em que alguém olha para o futuro e pensa:
“Isso aqui vai dar ABEND.”
É exatamente daí que nasce a distopia.
A distopia é o contrário da utopia.
Enquanto a utopia imagina um mundo perfeito, organizado e harmonioso…
a distopia imagina um futuro onde o sistema saiu do controle.
É o cenário onde:
governos monitoram tudo,
corporações dominam a sociedade,
inteligência artificial decide quem vive,
pessoas viram números,
liberdade vira privilégio,
e o operador humano perde acesso ROOT da própria existência.
No fundo…
Distopia é quando a humanidade cria um sistema tão poderoso que acaba virando escrava dele.
🧠 A ORIGEM DA PALAVRA “DISTOPIA”
A palavra vem do grego:
“dys” = ruim, defeituoso
“topos” = lugar
Ou seja:
“Lugar ruim.”
O termo começou a ganhar força no século XIX, mas explodiu mesmo no século XX, quando guerras mundiais, regimes autoritários e avanços tecnológicos fizeram o mundo perceber uma verdade assustadora:
O progresso também pode destruir.
A humanidade criou:
bombas nucleares,
vigilância em massa,
propaganda estatal,
manipulação psicológica,
automação social,
e sistemas capazes de controlar milhões de pessoas.
Foi aí que escritores começaram a imaginar:
“E se o futuro for um datacenter autoritário gigantesco?”
🖥️ DISTOPIA AO ESTILO MAINFRAME
Imagine um z/OS planetário.
Tudo centralizado.
Tudo auditado.
Tudo logado.
Cada ser humano possui:
USERID,
privilégios RACF,
limite de CPU social,
score comportamental,
autorização para existir.
Agora imagine:
o sistema nunca cai,
não existe logout,
e o SYSADMIN do planeta não é humano.
Pronto.
Você acabou de entender uma distopia.
🔥 TIPOS DE DISTOPIA
☠️ 1. DISTOPIA AUTORITÁRIA
O Estado controla tudo.
Liberdade?
Cancelada pelo operador.
Características:
censura,
vigilância,
polícia secreta,
manipulação da mídia,
punição por pensamento divergente.
O exemplo máximo:
1984, de George Orwell.
É o famoso:
“BIG BROTHER ESTÁ MONITORANDO SEU TERMINAL.”
🤖 2. DISTOPIA TECNOLÓGICA
A tecnologia domina a humanidade.
IA controla decisões.
Algoritmos substituem emoções.
Humanos viram periféricos biológicos.
É quando:
redes sociais manipulam massas,
sistemas preveem comportamento,
máquinas tomam decisões éticas,
pessoas vivem mais online do que no mundo real.
Aqui nasce o medo:
“O sistema ficou inteligente demais.”
🏢 3. DISTOPIA CORPORATIVA
Empresas substituem governos.
O planeta vira um gigantesco contrato de SLA.
Tudo é privatizado:
saúde,
água,
informação,
segurança,
identidade.
O cidadão vira cliente vitalício.
É o mundo onde:
o CEO tem mais poder que presidentes.
Cyberpunk ama isso.
☣️ 4. DISTOPIA PÓS-APOCALÍPTICA
O sistema colapsou.
Guerra nuclear.
Pandemia.
Mudança climática.
IA rebelde.
Experimentos biológicos.
Agora sobrou:
fome,
ruínas,
sobreviventes,
milícias,
cidades destruídas.
É o modo:
“RECOVERY DISASTER FAILED.”
🧬 5. DISTOPIA BIOLÓGICA
A humanidade modifica a própria espécie.
Manipulação genética.
Clonagem.
Eugenia.
Controle reprodutivo.
Pessoas deixam de nascer naturalmente.
O governo ou corporação decide:
quem pode existir,
quem é “perfeito”,
quem será descartado.
Aqui o medo é:
“A humanidade virou produto.”
🌐 6. DISTOPIA SOCIAL
A sociedade parece normal…
Mas algo está profundamente errado.
As pessoas:
vivem alienadas,
emocionalmente vazias,
controladas por entretenimento,
anestesiadas por consumo.
Ninguém questiona o sistema.
É o tipo mais assustador porque:
parece muito próximo da realidade.
🧠 POR QUE DISTOPIAS FASCINAM TANTO?
Porque elas são:
aviso,
crítica,
reflexão,
medo coletivo,
previsão social.
A distopia pega tendências reais e pergunta:
“E se isso continuar sem controle?”
Ela transforma:
tecnologia,
política,
religião,
capitalismo,
redes sociais,
ciência,
IA,
em monstros possíveis.
No fundo…
Distopia é o espelho sombrio da humanidade.
💀 O JAPÃO AMA DISTOPIAS — E EXISTE UM MOTIVO
O Japão viveu:
bombas nucleares,
trauma tecnológico,
colapso econômico,
pressão social extrema,
hiperurbanização,
isolamento humano.
Por isso os animes japoneses criaram algumas das distopias mais pesadas da ficção.
Muitos deles parecem:
um relatório de incidente do futuro.
🔥 10 ANIMES DISTÓPICOS BOM PRA CARAMBA
1. AKIRA
Neo Tokyo virou um caos tecnológico pós-guerra.
Cyberpunk puro.
Explosivo.
Influenciou o mundo inteiro.
2. PSYCHO-PASS
Um sistema mede o nível criminoso da mente humana.
RACF psicológico em tempo real.
3. SHINSEKAI YORI
Humanidade geneticamente modificada tentando controlar a própria evolução.
Uma das distopias mais perturbadoras já feitas.
4. ERGO PROXY
IA, existencialismo e colapso humano.
Pesado, filosófico e lindamente sombrio.
5. SERIAL EXPERIMENTS LAIN
Internet, consciência e identidade.
Esse anime parecia ficção… até virar previsão.
6. TEXHNOLYZE
O fundo do poço da humanidade.
Cyberpunk depressivo e brutal.
7. GHOST IN THE SHELL
Onde termina o humano e começa a máquina?
Clássico absoluto.
8. ATTACK ON TITAN
Sociedade isolada, militarização, manipulação histórica e horror político.
Muito além de “gigantes”.
9. BLAME!
Megaestruturas infinitas controladas por IA fora de controle.
Parece um datacenter cósmico abandonado.
10. CYBERPUNK: EDGERUNNERS
Corporações esmagando humanos em Night City.
Brilhante. Violento. Trágico.
☕ CONCLUSÃO — DISTOPIA É O ABEND DA CIVILIZAÇÃO
Toda distopia nasce da mesma pergunta:
“E se o sistema criado para ajudar a humanidade decidir controlá-la?”
E talvez seja por isso que distopias assustam tanto.
Porque no fundo…
elas não parecem impossíveis.
Algumas já começaram.
🖥️💀
segunda-feira, 26 de abril de 2010
SMP/E for z/OS Workshop – Execution Requirements
| Bellacosa Mainframe apresenta SMP/E Execition Requirements |
SMP/E for z/OS Workshop – Execution Requirements
O dia em que o SMP/E acorda para trabalhar ☕🖥️
Quem já administrou SMP/E sabe: ele não roda sozinho. Antes de qualquer RECEIVE, APPLY ou ACCEPT, existe um ritual sagrado chamado Execution Requirements. É aqui que muita gente tropeça, cria JCL quilométrico ou passa a madrugada brigando com DD statement faltando.
Neste post, vamos destrinchar como o SMP/E é executado, quais datasets ele exige, e por que a alocação dinâmica é um divisor de águas, tudo no melhor estilo Bellacosa Mainframe: prático, direto e com dicas que salvam produção.
🧭 Formas de invocar o SMP/E
O SMP/E pode ser iniciado de duas formas clássicas:
1️⃣ Diálogos ISPF
Painéis interativos
Geram JCL automaticamente
Ideais para aprendizado e tarefas pontuais
2️⃣ Batch (JCL direto)
Total controle do ambiente
Essencial para automação e produção
Base para procedures catalogadas
💡 Dica Bellacosa: ISPF ensina, batch sustenta produção.
⚙️ O coração da execução: GIMSMP
Toda execução do SMP/E passa por ele:
//EXEC PGM=GIMSMP
Ou por uma procedure catalogada que, no fundo, também chama o GIMSMP.
Parâmetros importantes no EXEC
| Parâmetro | Função |
|---|---|
| CSI | Dataset do Global Zone |
| DATE | Timestamp das entradas no CSI |
| LANGUAGE | Idioma das mensagens (default EN) |
| PROCESS | WAIT ou END quando recurso não está disponível |
📌 Erro comum: esquecer o CSI e confiar que o SMP/E vai “adivinhar”. Ele não adivinha.
📦 Os datasets primários do SMP/E
O SMP/E trabalha com 10 datasets primários, variando conforme o comando:
| DDNAME | Função |
|---|---|
| SMPPTS | Temporary storage de SYSMOD |
| SMPMTS | Temporary storage de macros |
| SMPSTS | Temporary storage de source |
| SMPLTS | Temporary storage de load modules |
| SMPSCDS | Save control datasets |
| SMPLOG | Log do SMP/E |
| SMPCSI | VSAM cluster do Global Zone |
| Target Zones | Controle do target |
| DLIB Zones | Controle de distribuição |
🚨 SMPPTS: pequeno no físico, gigante no impacto
SMPPTS é PDS
PDS = um único volume físico
Limitação real em ambientes grandes
A solução moderna: SMPPTS Spill
SMPPTS
SMPPTS1
SMPPTS2
...
SMPPTS99
🔧 Pode ser definido via:
DD statements
DDDEFs em todas as zones (GZONE, TZONE, DZONE)
💡 Dica Bellacosa: Se esquecer de definir spill em uma zone, o erro aparece só quando dói.
🗂️ Zones e alocação automática
SMPCSI aponta para o Global Zone
Zone Index no GZONE permite alocação dinâmica de:
Target Zones
Distribution Zones
📌 Se não houver DD explícito, o SMP/E consulta o Zone Index.
📥 RECEIVE: datasets clássicos
| DDNAME | Conteúdo |
|---|---|
| SMPPTFIN | SYSMOD input (CBPDO, ESO, CUM) |
| SMPHOLD | ++HOLD / ++RELEASE |
📼 Curiosidade raiz:
CBPDO: SMPPTFIN costuma ser o 5º file
HOLDDATA geralmente o 3º file
🔧 APPLY / ACCEPT: quem entra em cena
TXLIB / LKLIB → texto de modificação
SYSLIB → concatenação de macros, objetos e loads
SMPJCLIN → leitura estrutural de SYSGEN / GENERATE
📌 Sem SMPJCLIN bem definido, o SMP/E fica cego para a estrutura do sistema.
🧾 Controle, parâmetros e saída
Comando SMP/E
SMPCNTL → comandos
SMPPARM → customização
Saídas principais
| DDNAME | Conteúdo |
|---|---|
| SMPLIST | LIST output |
| SMPRPT | Reports |
| SMPOUT | Mensagens SMP/E |
| SYSPRINT | Saída de utilities |
| SMPSNAP | Dump em erro severo |
| SMPPUNCH | Unload, BUILDMCS |
🌐 SMP/E e HFS (Network Install)
SMPDIR define diretórios HFS
Necessário para RECEIVE FROMNETWORK
DDDEF não define arquivo, apenas diretório
📌 Use DD para arquivos, DDDEF para diretórios.
🎯 O problema: DD demais
Resultado clássico:
Procedures enormes
Duplicadas por zone
Difíceis de manter
A solução profissional: Alocação Dinâmica
🔄 Dynamic Allocation: o pulo do gato
O SMP/E busca informações nesta ordem:
1️⃣ DD statements no JCL
2️⃣ Parâmetros EXEC (CSI)
3️⃣ Zone Index do Global Zone
4️⃣ DDDEFs da zone atual
5️⃣ GIMDDALC (SMPPARM)
6️⃣ Defaults
Quando encontra, para a busca.
🏆 Vantagens reais da alocação dinâmica
1️⃣ Override fácil
Precisa mudar algo pontual?
Basta um DD no JCL
2️⃣ Mesmo DDNAME, datasets diferentes por zone
Teste ≠ Produção
Sem procedures duplicadas
3️⃣ Menos enqueue, mais controle
Dataset liberado a cada SET
Não fica preso ao JOB STEP inteiro
💡 Bellacosa Truth: Uma boa estratégia de DDDEF reduz 80% da dor operacional.
📊 File Allocation Report
Gerado para todo comando exceto SET
Gravado no SMPRPT
Lista DDNAME → dataset físico
Inclui HFS e links simbólicos
📌 Ferramenta essencial para auditoria e troubleshooting.
🧠 Conclusão Bellacosa
SMP/E não é difícil. Difícil é entender quem manda em quem.
Quando você domina:
execução via GIMSMP
papel de cada dataset
alocação dinâmica
…o SMP/E deixa de ser um monstro e vira um mordomo extremamente exigente.
No próximo capítulo do workshop, entramos no RECEIVE e REJECT, o primeiro passo real da cadeia de instalação.
🚀 Continue firme. Mainframe não perdoa, mas recompensa quem estuda.
domingo, 25 de abril de 2010
📦 Lei do Acúmulo
| Bellacosa Mainframe e a lei do acumulo |
📦 Lei do Acúmulo
Ou: nada surge do nada — tudo é soma, batch após batch
Tem uma coisa que a vida, o mainframe e a filosofia me ensinaram muito bem:
👉 ninguém acorda bom em algo do dia pra noite.
Tudo é acúmulo.
De erros.
De tentativas.
De pequenas vitórias.
E isso tem nome: Lei do Acúmulo.
🧱 O que é a Lei do Acúmulo?
A Lei do Acúmulo diz que:
grandes resultados são consequência de pequenas ações repetidas ao longo do tempo.
Nada explode do zero.
Nada floresce instantaneamente.
É o oposto do imediatismo moderno.
🏛️ Origem do conceito (não oficial, mas ancestral)
Essa lei não nasce num livro só.
Ela aparece em várias tradições:
Filosofia oriental (disciplina diária)
Budismo (prática constante)
Confucionismo (aperfeiçoamento contínuo)
Estoicismo (hábitos moldam o caráter)
E no Japão, isso se traduz em conceitos como:
Kaizen (melhoria contínua)
Shugyō (treino austero)
Gambaru (persistir até o fim)
🖥️ Lei do Acúmulo explicada para mainframeiro raiz
Mainframe é a própria encarnação do acúmulo:
sistemas construídos ao longo de décadas
código escrito, corrigido, remendado
conhecimento passado de boca em boca
comentários em COBOL mais velhos que o programador
Nada ali nasceu pronto.
Cada:
IF
PERFORM
JCL
PROC
é um tijolinho acumulado.
⏳ Vida real: ninguém vira mestre sem acúmulo
✔️ você não aprende COBOL em um fim de semana
✔️ você não cria memória afetiva em um dia
✔️ você não constrói confiança com um ato só
Tudo vem da soma.
E o problema?
Vivemos na era do “resultado imediato”.
🧠 Como praticar a Lei do Acúmulo
🛠️ faça um pouco todo dia
📚 estude mesmo quando não dá vontade
📝 escreva, erre, corrija
👣 aceite progresso lento
Dica Bellacosa:
Melhor um passo diário do que uma corrida anual.
🎌 Curiosidades culturais japonesas
Mestres artesãos treinam 30, 40, 50 anos
Sushi-chefs passam anos só lavando arroz
Calígrafos repetem o mesmo kanji milhares de vezes
Nada disso é glamour.
É acúmulo silencioso.
🥚 Easter eggs do cotidiano
Amizades verdadeiras são acúmulo de convivência
Sabedoria vem de erros repetidos
Memória afetiva nasce de pequenas cenas
É por isso que lembramos:
de um cheiro
de uma frase
de um gesto simples
🤭 Fofoquices filosóficas
Quem busca atalho, geralmente se perde
Quem ignora o processo, não sustenta o resultado
Quem respeita o tempo, chega mais longe
🌱 Importância da Lei do Acúmulo
Ela nos ensina:
paciência
constância
humildade
A Lei do Acúmulo é o antídoto contra:
ansiedade
imediatismo
frustração moderna
📌 Conclusão (modo batch encerrado)
Nada do que importa vem rápido.
Tudo o que vale a pena:
se constrói
se soma
se acumula
No fim, a vida é isso:
um grande processamento em lote, onde cada passo conta.
E quem entende a Lei do Acúmulo…
aprende a respeitar o tempo —
e a si mesmo.
sábado, 24 de abril de 2010
Lisboa Show na Baia dos Golfinhos no zoologico
Um dia especial no Zoo
O Barbinha esta quase completando 2 anos, com um feriado as portas resolvemos tirar o dia em diversão. Levamos ele num lugar magico que desde pequenino ele gosta de ir.
O Zoológico de Lisboa acreditem ou não com meses de idade trazíamos ele para passear nos jardins, ver animais. Pegar ar fresco e tomar um solzinho gostoso.
E neste dia de festa no Zoo, fomos com ele na Baía dos Golfinhos um tanque imenso onde temos shows com leões marinhos e golfinhos.
Ele amou o show, batia palma, ficava encantado vendo os golfinhos, ganhou beijinho do leão marinho foi demais e essas carinha laroca, toda feliz não tem preço.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
A ESCOLA MARECHAL – O PRIMÁRIO EM QUE NASCEU UM PEQUENO NINJA
| E.M.P.G. Marechal Juarez Tavola na ponte rasa |
A ESCOLA MARECHAL – O PRIMÁRIO EM QUE NASCEU UM PEQUENO NINJA
Um poste estilo Bellacosa Mainframe para o blog El Jefe Midnight Lunch
Existem lugares que a gente não apenas frequenta — a gente sobrevive a eles.
E quando cresce, descobre que ali se forjou todo um jeitão de ser, pensar, sorrir, aprontar e… pular muro.
Para mim, esse lugar atende por um nome pomposo, quase militar, quase burocrático, mas cheio de magia:
EMPG Marechal Juarez Távora.
Vila Rio Branco. Ponte Rasa. 1981–1983.
Se você me conhece hoje — Bellacosa, notívago, escritor de madrugada, professor de mainframe, contador de causos, parkurista aposentado e ninja de Taubaté — saiba que metade disso começou ali.

A rigida professora Cecilia
CAPÍTULO 1 — 1981: O MENINO, A PROFESSORA E O CADERNO DE CALIGRAFIA
Primeira série.
Primeiro ano.
Primeiro choque da vida escolar.
A escola era moderna, enorme, com ambulatório médico, sala odontológica, biblioteca, banda, quadra, refeitório… um luxo educacional para os anos 70/80.
Um verdadeiro data center pedagógico com latas de tinta guache no lugar dos mainframes.
Mas minha professora, dona Cecília, tinha outra visão:
para ela, eu era um menino inteligente demais para o próprio bem.
| tarefas e mais tarefas no duro caderno de caligrafia |
Eu terminava tudo rápido.
Como castigo?
Me jogava num inferno chamado caderno de caligrafia.
E mais: como sou canhoto, ela implicava com a letra “torta” e me obrigava a escrever como destro.
Imagina a cena: um Bellacosa mirim, lutando contra a própria natureza, escrevendo torto com a mão errada, caligrafia virando uma pista de autorama.
| amizades e boas lembranças do primario |
Mas nos intervalos, renascia o guerreirinho:
eu e meu amigo Fábio desenhávamos monstros, heróis tokusatsu, ciborgues e robôs no verso das folhas.
Aqui vai um adendo, além dos versos de folhas, usávamos envelopes de laboratórios fotográficos, onde meu pai e o avô do Fabio, traziam os frutos de seus trabalhos como fotógrafos, reaproveitando folhas e criando mundos imaginários.
Ninguém segurava a criatividade.
| assistindo antigos seriados japoneses |
Até que veio o primeiro ato falho da minha carreira criminosa infantil:
um belo dia, cansado da professora, eu disse à minha avó Anna:
— Vó, amanhã não tem aula!
E miraculosamente ganhei uma manhã deliciosa, vendo TV, vadiando, feliz da vida.
Mas a verdade é como JCL:
se tiver erro, alguém vai achar.
Apareceu a dona Cida, amiga da minha avó, perguntando por que eu não estava indo com o neto dela.
Game over.
Castigo.
Sermão.
E um Bellacosa devolvido ao Marechal.

uma breve passagem pela banda escolar
CAPÍTULO 2 — 1982: A BANDA, A NÊMESIS DA BIBLIOTECA E O SURDO NO SOL DO MEIO-DIA
Segundo ano.
Agora a máquina estava “aquecida”.
Educação física na quadra.
Banda da escola, a famosa FANFARRA.
Amigos.
Aventuras.
A banda durou pouco — ninguém explica por que alguém achou boa ideia dar um surdo gigante para uma criança de 8 anos carregar meio-dia, no sol de rachar.
Foi meu breve período como aprendiz de músico e roadie mirim.
Mas a biblioteca…
Ah, a biblioteca foi o campo de batalha.
| Memorias nao agradaveis da aula na biblioteca |
A professora responsável encasquetou comigo.
No dia em que ela ordenou para contar sobre a leitura do livro preferido, falei — na maior inocência — A Roupa Nova do Rei, e ainda fiz o resumo do desaventurado rei.
Num Brasil ainda com cheiro de ditadura militar e paranóia ideológica, elogiar um livro sobre um governante, sendo enganado por larápios, e humilhado em sua soberba e que anda pelado, pode ter soado… digamos… “subversivo”.
A professora me fuzilou com os olhos.
Me expôs na frente da classe.
E eu, ferido no ego e no orgulho, comecei a fugir das aulas de leitura por semanas.
Claro que a fuga acabou em outra reunião de pais.
Outro sermão.
Outro castigo.
A vida escolar é um loop: INPUT → PROCESS → ERROR → MSG → REPROCESS.

Ninja fugitivo pulando o muro da escola
CAPÍTULO 3 — OS RUFÍAS, O MAIORIAL E O NINJA DE MURO
Também havia os rufias da escola — toda escola tem seus mini-vilões.
E eu abusado e expansivo, entrei em conflito com uns rufias.
A diferença é que eu tinha um trunfo, ou melhor meu pai:
Que comentou com um amigo o problema do pequeno Vagner. Claro que socorrido pelo filho deste amigo, um veterano do quinto ano, que resolveu o problema rapidinho.
Eu ganhei o status de intocável. e eu sendo eu mesmo: virei “maiorial”.
Mas nada — absolutamente nada — marcou tanto quanto o muro.
Houve um tempo em que eu morava colado ao Marechal.
Muro compartilhado, porta da fantasia sempre aberta.
| brigas e desafenças na saida da escola |
E eu…
ah, eu entrava e saía da escola pulando o muro como um ninja.
Parkour puro.
Desde pequenino gostei das alturas e já era expert em escaladas e andar por muros, os orixás que me perdoem...
Velocidade, impulso, aterrissagem limpa.
Em poucos minutos estava em casa assistindo desenho, como um passe de magica, magia de teletransporte, ou somente um travesso escalando e pulando o grande muro da escola.
Se o Naruto tivesse nascido na Ponte Rasa, o jutsu dele teria minha assinatura.

um anjo da guarda durão e bom de briga
CAPÍTULO 4 — O ANO DA TRANSMUTAÇÃO (1983)
1983 foi rajada de vento que virou a prancheta da minha vida de ponta-cabeça.
Mudamos para Pirassununga.
Houve o caos.
Houve incêndio.
Voltamos para São Paulo.
| doces e memoraveis lembranças da infancia |
Houve a separação e a primeira deportação a Guaianazes.
Morei com meus bisavós Francisco e Isabel.
Voltei para o Marechal.
Fiquei um bimestre.
Fui para Taubaté.
Fim da linha.
O Marechal virou memória.
Mas que memória…
| uma deliciosa merenda deliciosa |
As merendas quentes.
Os amigos.
As aventuras.
A banda, a quadra, a biblioteca, o surdo gigante, o muro.
Três séries de caos, magia e infância.
| sonhando em longas viagens pelo mundo |
Ali eu aprendi:
• que caligrafia não define ninguém,
• que bibliotecas podem ser selvas,
• que amigos do quinto ano são firewall,
• que mentiras infantis têm monitoramento ativo,
• que o menino Bellacosa já treinava parkour sem saber,
• que crescer é sobreviver,
• e que toda escola é um pequeno mainframe:
roda programas, grava memórias, causa erros, corrige caminhos.
E, no meu core dump da vida,
a EMPG Marechal Juarez Távora ocupa uma das áreas mais quentinhas da storage.
Esta escola foi o pontapé inicial, me mostrou que o mundo não tinha limites, que bastava sonhar e correr atrás desses sonhos, se arriscar, levar nãos, quebrar a cara, mas mesmo assim, levantar-se e recompor-se.
Ser o ISEKAI que o pequeno Vagner Renato Bellacosa se tornaria o homem dos dois continentes, atravessador de oceanos, com altos e baixos, coração partido e partindo corações, vivendo, sorrindo e chorando, às vezes ambos ao mesmo tempo.
Mas sem medo de Viver, às vezes se expondo a risco, trocando o certo pelo duvidoso, sempre naquela ânsia de viver o dia de hoje, como se fosse o último, sem arrependimentos.
| olhar para o passado cheio de nostalgia e satisfação |