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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

📜 Bombonière da Tia Guiomar — O Paraíso Açucarado do Pequeno Oni

 


📜 Bombonière da Tia Guiomar — O Paraíso Açucarado do Pequeno Oni
Bellacosa Mainframe • Arquivos Pessoais • 1982/1983


Eu sempre digo que certas épocas não passam — elas ficam instaladas na memória como programas residentes, TSOs sentimentais rodando em background, prontos para serem acionados com um simples comando: RECOVER.SWEET.DAYS.

Hoje o prompt abriu na tela, piscou, e voltou nítido como fotografia revelada em papel Kodak: 1982/1983, o biênio que mexeu com as placas tectônicas da família Bellacosa. Coisas grandes aconteceram — mudanças profundas, rupturas e remendos, alegrias e perdas embutidas. Mas hoje, neste shift, foco em outra partição do disco: Doçura. Travessura. Infância em ASCII de açúcar cristal.




Porque nesse tempo nasceu um novo paraíso do Vaguinho — o menino arteiro, curioso e falador que vos escreve. Um paraíso com cheiro de bala de coco, brilho de papel alumínio e barulho de moedas tilintando no bolso curto do uniforme da escola. A Bombonière da Tia Guiomar.

🍬 Nova instância da felicidade instalada em produção.
As mulheres da família Farias estavam on fire — crescendo, expandindo, empreendendo, abrindo portas como quem dá ENTER no futuro. Primeiro veio a Loja de Roupas lá no fim da Avenida Imperador. Chique. Movimentada. Moderna para o bairro. E então — ah, então — surgiu o paraíso colado à casa da vó Anna: a Bombonière. Não sei se a ordem era essa, mas tudo bem, foi excesso de açúcar.

Não era só comércio — era portal dimensional.
E eu era o explorador oficial, User ID: ONI.MINI.VAGUINHO.

Toda tarde, depois da escola, eu aparecia para “ajudar” — e coloco aspas porque minha contribuição era 20% trabalho e 80% consumo de estoque não declarado. Eu rearranjava prateleiras, conferia datas, empilhava balas, e ao final recebia o que na minha cabeça era salário digno de gerente: paçocas, dadinhos, bala soft, tabletes de chocolate garoto, chicletes ping-pong sabor tutti-frutti e aquele suspiro branco que desmanchava só de olhar.

Aquilo não era comércio — era SPOOL de alegria direto na minha memória principal.



📍 O cenário era assim:

— As primas Noemi e Miriam, já adultas, experientes na vida e no sorriso doce que só quem já viu o mundo sabe dar.
— O primo Silas, fardado de azul da Aeronáutica, orgulho estampado, horizonte aberto.
— O tio Francisco aposentado — mas extremamente ativo na fé, servo na Igreja, homem de palavra e pulso sereno.

E eu?
Eu era o mascote.
O pequeno oni doméstico.

Falava sem parar, perguntava tudo, queria entender a Bíblia, o bairro, o universo e o que existia depois da última prateleira de doces. Elas riam, me explicavam com paciência infinita e me olhavam com aquele carinho que não se compra no atacado — carinho que vira estrutura de caráter.

Eu crescia ali.
Entre açúcares, sermões e fofocas mansas.
Entre batidas de sino e papéis coloridos de drops de menta.

Se hoje, adulto, ainda sinto o doce da vida mesmo quando o dia amarga…
é porque um dia pequeno, em 1982, 1983, eu fui treinado pela casa ao lado da vó Anna.

Treinado para ser feliz.

E talvez seja essa a graça do uptime emocional:
certas memórias nunca desligam — são programas residentes na alma.

E a bombonière da tia Guiomar?
Essa permanece ON-LINE, sempre que escrevo, lembro e sorrio.


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O que é um mangaka?

 


O que é um mangaka?

Um mangaka é o artista responsável por criar mangás — os quadrinhos japoneses. Ele pode ser roteirista e ilustrador ao mesmo tempo, ou apenas um dos dois, dependendo da colaboração com assistentes e editores. Alguns mangás famosos são resultado de um único mangaka, enquanto outros contam com uma equipe inteira por trás.


Origem da profissão

O termo “mangaka” vem de “manga” (quadrinhos) + “ka” (especialista/criador).
Historicamente, o mangá como conhecemos surgiu no Japão no século XIX, mas foi Osamu Tezuka, nos anos 50, quem formalizou o estilo moderno, criando histórias longas, narrativa cinematográfica e personagens carismáticos. Desde então, o mangaka se tornou uma profissão reconhecida e altamente respeitada no Japão, embora extremamente exigente.


Curiosidades

  • Muitos mangakas trabalham 12–18 horas por dia, especialmente quando publicam séries semanais.

  • Assistentes ajudam com fundos, efeitos, tramas e detalhes repetitivos.

  • Alguns mangakas usam pseudônimos e mantêm vida pessoal praticamente secreta.

  • O mercado de mangá é gigantesco: existem mais de 100 mil títulos publicados no Japão, e a profissão ainda é altamente competitiva.


Dicas para quem quer ser mangaka

  1. Desenho é só parte do trabalho — dominar narrativa, roteiro, ritmo e expressão de emoção é essencial.

  2. Estude outros mangás: observe estilos de desenho, construção de quadros, como a ação flui.

  3. Crie um portfólio sólido com histórias curtas e capítulos de teste.

  4. Pratique storyboard (name): o layout básico da página, antes de desenhar no final.

  5. Seja resiliente: rejeições de editoras são comuns, mas fazem parte do aprendizado.


Principais dramas da profissão

  • Pressão de prazos: especialmente com séries semanais ou mensais.

  • Saúde: problemas de coluna, visão e estresse são comuns.

  • Falta de reconhecimento imediato: muitos só conseguem fama após anos de trabalho.

  • Dependência de editoras: o editor decide quais obras serão publicadas.


O que aprender para melhorar como mangaka

  • Desenho anatômico e perspectiva

  • Roteiro e narrativa visual

  • Diálogo natural e caracterização de personagens

  • Edição digital e tradicional

  • Marketing e presença online (Instagram, Pixiv, Webtoon)


Mercado de trabalho

  • Editoras japonesas: Shueisha, Kodansha, Shogakukan, entre outras.

  • Publicação online: plataformas digitais como Webtoon e MangaPlus.

  • Freelance e doujinshi: vendas em convenções ou online, muito comuns no Japão.

O mercado é competitivo, mas as oportunidades digitais têm crescido, permitindo que artistas fora do Japão se destaquem.


Como se tornar conhecido

  1. Participar de concursos promovidos por editoras.

  2. Postar trabalhos em plataformas online (Pixiv, Webtoon, Instagram).

  3. Criar obras curtas e de impacto para chamar atenção de editores.

  4. Networking com outros artistas e fãs: eventos, convenções, redes sociais.


Currículo e apresentação para otakus / editoras

Um currículo de mangaka geralmente inclui:

  • Portfólio: páginas finalizadas, histórias curtas, personagens originais.

  • Experiência: trabalhos anteriores, concursos, publicações online.

  • Resumo do estilo e interesses: gênero que domina (shonen, shoujo, seinen, etc.).

  • Storyboards ou “names”: demonstração da narrativa visual.

  • Perfil pessoal: idade, região, disponibilidade.

Dicas de apresentação:

  • Seja objetivo e visual: editoras gostam de ver seu trabalho primeiro.

  • Mostre personalidade: seu estilo é o que te diferencia.

  • Atualize seu portfólio constantemente.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

As Aventuras do Pequeno e Inquieto Vagner: Quando a curiosidade desafia muros, telhados… e até santos.

 


As Aventuras do Pequeno e Inquieto Vagner

Capítulo Especial para o Blog El Jefe — Ao estilo Bellacosa Mainframe

“Quando a curiosidade desafia muros, telhados… e até santos.”

Existem crianças que colecionam figurinhas.
Existem crianças que colecionam carrinhos.
E existem crianças — raras, perigosamente especiais — que colecionam histórias de quase-morte, sustos épicos e cicatrizes que brilham como badges de um herói de RPG.

O pequeno Vagner dos anos 1970 era desse terceiro tipo.
Um mini-escalador, meio ninja, meio gato de telhado, completamente movido a curiosidade e energia inesgotável.
Um personagem digno de um anime isekai corporal, onde cada episódio terminava com sua mãe segurando a cabeça e o pai jurando que “dessa vez ele aprendeu”. (Spoiler: não aprendeu.)

E esta é uma dessas histórias.


🏡 Um quintal, uma casinha de santo e uma criança sem limites

Os anos 1970 eram uma mistura deliciosa de caos, espiritualidade, improviso e liberdade.
Nada de tablet, internet ou brinquedos eletrônicos: o playground era o mundo inteiro.

Seu pai e sua mãe, num momento de espiritualidade profunda, converteram-se à Umbanda.
E como bons devotos, construíram no fundo do quintal uma casinha de santo:
um pequeno templo particular dedicado aos guias, com suas oferendas, velas, objetos sagrados e aquele ar de respeito silencioso que toda criança deveria olhar de longe.

"De longe".
Mas claro que o Vagner não entendeu essa parte.




🎪 O Pequeno Vagner descobre o “parkour” antes dele existir

Com 4 para 5 anos, o menino já havia descoberto a engenharia dos muros.
Para ele, eram pistas de circo.
Barreiras para adultos, mas autódromos imaginários para crianças inquietas.

Ele subia.

Ele corria.

Ele equilibrava.

O pequeno Vagner era uma mistura de trapezista do Circo Piolin com ninja mirim da Vila Rio Branco na Ponte Rasa.

Nem os telhados estavam a salvo.




E então o destino disse: “vamos testar esse garoto”

Um dia, no auge da sua carreira de equilibrista clandestino, sua mãe gritou seu nome —
Aquele grito que toda criança reconhece instantaneamente como:

“Se eu não descer AGORA, as consequências serão piores do que quebrar o braço.”

Vagner, lógico, tenta descer rápido.
Mas rápido demais.

Em vez de usar o caminho seguro, ele decide inovar:
usa a casinha dos santos como degrau.

Sim.
O templo.
O altar.
O lugar sagrado.

Peso de uma criança.
Estrutura frágil.
Resultado inevitável.




💥 Colapso divino

O pequeno Vagner desce.
A casinha desce também.
As telhas voam.
Os santos… coitados… alguns ganham alta celestial.

E no meio do cenário pós-apocalíptico, lá está ele:
Vagner, o Sobrevivente, coberto de pó, alguns arranhões e uma expressão que misturava susto com “acho que fiz besteira”.

Susto dos pais?
Nível: CHERNOBYL.

Punição?
Longa, completa, detalhada, com direito a bronca sobre:

  • perigo

  • respeito

  • orixás

  • saúde

  • limites

  • obediência

  • e uma menção especial a “você ainda vai me matar de susto”.

Mas o santo dele, convenhamos, não só era forte — era ninja também.


🧿 Easter Egg Espiritual: Orixás gostam de crianças inquietas

Curiosamente, dentro das tradições afro-brasileiras, existe uma ideia poética de que crianças arteiras são protegidas por guias brincalhões, cheios de vida e movimento.

Se duvidar, algum deles riu lá de cima naquele dia.
Provavelmente disse:

“Deixa o menino. Ele tem caminhos longos e incríveis pela frente.”

E estava certo.


💫 Conclusão: sobrevivente desde os 5 anos

O pequeno Vagner cresceu, virou especialista em mainframe, professor, contador de histórias, e homem de tecnologia.

Mas o espírito inquieto continua lá. A pequena Vivi tem menção honrosa que ficou ajudando nos curativos e acompanhando o irmão se recuperando.
Só que hoje, em vez de escalar muros e derrubar casinhas de santo, ele escala sistemas, resolve problemas gigantescos, pula obstáculos corporativos e ainda encontra tempo para relembrar — com humor e poesia — essas aventuras que moldaram seu repertório de vida.



E cá entre nós:
quem derrubou uma casa de orixá aos 5 anos sobrevive a qualquer coisa.


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

💭 ATO FALHO (失言 – Shitsugen): Quando a mente fala antes da boca pensar

 


💭 ATO FALHO (失言 – Shitsugen): Quando a mente fala antes da boca pensar
📓 Um mergulho à japonesa no inconsciente, ao estilo Bellacosa Mainframe, direto do blog El Jefe Midnight Lunch


Há quem diga que o ato falho é uma espécie de core dump da alma: você tenta controlar o que sai do terminal da sua boca, mas o subconsciente — esse programador rebelde — executa uma linha de código que você não previa.
E lá se vai sua reputação, junto com um inocente “obrigado” que deveria ser “desculpe”...

No Japão, esse fenômeno tem nome, peso e etiqueta: chama-se 失言 (shitsugen), literalmente palavra perdida ou declaração equivocada.
E num país onde o silêncio vale mais que mil palavras, um deslize verbal pode gerar um terremoto de magnitude social 8.5.


🧠 Um pouco de Freud entre tatames

O termo ato falho nasceu com Sigmund Freud, o pai da psicanálise — aquele que achava que toda escorregada de língua era uma confissão camuflada.
Freud chamava isso de "Fehlleistung" (ato falho em alemão) — pequenos bugs da mente que revelam processos inconscientes.

Mas no Japão, onde a cultura da contenção, da harmonia e da máscara social (tatemae) é levada ao extremo, o shitsugen não é só um tropeço mental — é um erro de compilação moral.


🇯🇵 Origem, etiqueta e vergonha (恥 – Haji)

No código-fonte da cultura japonesa, existe uma variável crítica chamada hajivergonha.
Enquanto o Ocidente tende a ver o erro como aprendizado, o Japão o encara como falha de caráter ou desrespeito.
Logo, um simples ato falho pode provocar desculpas públicas, demissões e até afastamentos de políticos, artistas ou executivos.

Casos famosos?

  • 👔 Em 2021, Yoshiro Mori, ex-primeiro-ministro e então presidente do comitê olímpico, soltou um comentário machista numa reunião — um shitsugen monumental que o levou à renúncia.

  • 🎙️ Vários ídolos J-Pop e dubladores de anime já pediram desculpas públicas por declarações mal interpretadas em lives ou tweets. No Japão, até o “mal dito” é levado a sério.


🗣️ Curiosidades e fofoquices de bastidores

  • Os japoneses têm até programas de variedades especializados em 失言ランキング — “ranking dos maiores atos falhos do ano”.

  • Nos animes, o shitsugen é um clássico recurso cômico. Personagens como Naruto, Usagi Tsukino (Sailor Moon) e Konata Izumi (Lucky Star) vivem tropeçando na língua — e nessas falhas mora boa parte do humor.

  • Nos dramas (doramas), o ato falho aparece como aquele momento em que o personagem revela, sem querer, seu amor reprimido. Um “não é que eu gosto de você!” que vira o ponto de virada do episódio.


💡 Dicas Bellacosa para sobreviver ao seu próprio ato falho

  1. Reconheça e sorria. Fingir que não aconteceu é pior — o log da vergonha fica rodando eternamente.

  2. Peça desculpas, mas com leveza. O “sumimasen” japonês é mágico, mas deve vir com autenticidade.

  3. Não corrija demais. Quanto mais explica, mais o bug cresce.

  4. Aprenda com o log. A mente te mostrou uma variável escondida — talvez algo que você precisava entender.


🧩 Quem já falou sobre o assunto

  • Sigmund Freud, claro, com seu livro “Psicopatologia da Vida Cotidiana” (1901).

  • Lacan reinterpretou o ato falho como “a fala do inconsciente” — aquilo que você tenta silenciar, mas escapa como um print.

  • Daisaku Ikeda, líder budista japonês, escreveu sobre shitsugen como “a prova de que o coração humano é imperfeito, e por isso, capaz de aprender”.

  • Nos ensaios modernos, Haruki Murakami cita em entrevistas o poder da “palavra involuntária” como motor criativo — o shitsugen transformado em literatura.


🌙 Conclusão Bellacosa

O ato falho é a ponte entre o que você pensa e o que você mostra.
No Japão, ele ganha contornos quase poéticos — é o ruído que denuncia a humanidade por trás da máscara polida.

Enquanto o mundo corporativo e social tenta esconder cada shitsugen sob tapetes de desculpas formais, há algo de belo nesse tropeço verbal: ele revela quem realmente somos, sem filtros, sem tatemae, apenas a verdade saindo crua, como um sashimi emocional.

E como costumo dizer nas madrugadas do El Jefe Midnight Lunch:

“O ato falho é o mainframe da alma dizendo: ‘Atenção, você tentou mascarar demais o código da sua verdade.’”


🧠☕
#ElJefeMidnightLunch #BellacosaMainframe #Shitsugen #AtoFalho #FreudNoJapão #CulturaJaponesa #PsicologiaeMainframe


AKIRA: A Explosão que Mudou os Animes para Sempre — O Segredo Sombrio de Neo-Tóquio que Ainda Assombra o Futuro

 

Bellacosa Mainframe e os 30 anos do anime Akira

AKIRA: A Explosão que Mudou os Animes para Sempre — O Segredo Sombrio de Neo-Tóquio que Ainda Assombra o Futuro


Ficha Técnica

Título Original: アキラ (Akira)
Título Internacional: Akira
Autor do Mangá: Katsuhiro Otomo
Direção: Katsuhiro Otomo
Estúdio: Tokyo Movie Shinsha (TMS Entertainment)
Lançamento do Filme: 16 de julho de 1988
Mangá Original: 1982–1990
País: Japão
Duração: 124 minutos
Classificação Indicativa: Geralmente 16 anos ou superior (varia por país)
Gêneros: Cyberpunk, Ficção Científica, Ação, Suspense Psicológico, Distopia, Pós-apocalíptico


O Que é Akira?

Antes de Akira, o anime era visto por muitos no Ocidente como entretenimento infantil. Depois de Akira, o mundo passou a enxergar a animação japonesa como uma forma legítima de arte adulta.

Mais do que um filme, Akira foi um terremoto cultural.

Sua mistura de violência, política, filosofia, tecnologia, poderes psíquicos e crítica social criou uma obra que permanece relevante décadas após seu lançamento.


Sinopse

No ano de 2019, trinta e um anos após uma explosão misteriosa destruir Tóquio e desencadear a Terceira Guerra Mundial, surge Neo-Tóquio.

A cidade é dominada por corrupção, violência de gangues, protestos políticos e experimentos militares secretos.

Kaneda, líder de uma gangue de motociclistas, vê sua vida mudar quando seu amigo Tetsuo sofre um acidente envolvendo uma criança com poderes paranormais.

Capturado pelo governo, Tetsuo passa a desenvolver habilidades psíquicas praticamente ilimitadas.

À medida que seus poderes aumentam, sua mente se deteriora.

E então surge a pergunta:

O que acontece quando um ser humano recebe o poder de um deus?


Resumo da História

A narrativa acompanha principalmente dois jovens:

Shotaro Kaneda

Carismático, rebelde e impulsivo.

Apesar da aparência de delinquente, é extremamente leal aos amigos.

Sua famosa motocicleta vermelha tornou-se um dos veículos mais icônicos da história da ficção científica.

Tetsuo Shima

Inseguro, traumatizado e constantemente ofuscado por Kaneda.

Quando obtém poderes psíquicos, passa por uma transformação física e mental devastadora.

Sua jornada representa o colapso psicológico causado pelo poder absoluto.


A História por Trás da História

Na superfície, Akira parece ser apenas uma batalha entre motociclistas, militares e super-humanos.

Mas a verdadeira narrativa é muito mais profunda.

A obra foi criada em uma época em que o Japão ainda carregava cicatrizes psicológicas da Segunda Guerra Mundial.

O medo nuclear permeia toda a história.

A explosão inicial de Neo-Tóquio lembra diretamente Hiroshima e Nagasaki.

A destruição causada por Tetsuo simboliza:

  • Armas nucleares

  • Poder militar descontrolado

  • Ciência sem ética

  • Ambição humana sem limites


Os Principais Personagens

Kaneda

Representa o espírito humano comum.

Não possui poderes.

Não é um escolhido.

Não é um herói clássico.

Mesmo assim, enfrenta ameaças impossíveis.

Sua coragem simboliza a resistência humana diante do caos.


Tetsuo

É a verdadeira tragédia de Akira.

Toda sua vida foi marcada por:

  • Humilhação

  • Medo

  • Inferioridade

  • Dependência emocional

Quando finalmente ganha poder, ele não sabe como controlá-lo.

O resultado é sua autodestruição.


Kei

Integrante da resistência política.

Funciona como a consciência moral da história.

Representa a luta contra governos autoritários.


Coronel Shikishima

Talvez o personagem mais complexo do filme.

Apesar de liderar operações militares, muitas vezes demonstra mais responsabilidade do que os próprios políticos.

Representa o dilema:

Até onde o Estado deve ir para proteger a sociedade?


Akira

Curiosamente, o personagem que dá nome à obra quase não aparece.

Akira funciona mais como uma ideia do que como uma pessoa.

Ele simboliza:

  • Evolução

  • Destruição

  • Renascimento

  • Transcendência


Temáticas Principais

1. O Perigo do Poder Absoluto

A mensagem mais evidente.

Tetsuo não se torna um monstro porque é mau.

Ele se torna um monstro porque recebe poder demais.

A obra ecoa a famosa frase:

"O poder corrompe; o poder absoluto corrompe absolutamente."


2. Trauma Coletivo

Toda Neo-Tóquio sofre de um trauma histórico.

A cidade foi reconstruída fisicamente.

Mas emocionalmente continua destruída.

Isso reflete o Japão pós-guerra.


3. Juventude Abandonada

Os protagonistas são adolescentes sem direção.

A sociedade falhou com eles.

A violência das gangues surge como consequência desse abandono.


4. Ciência sem Moral

Os cientistas de Akira ultrapassam limites éticos.

A pergunta central é:

Só porque podemos fazer algo, significa que devemos fazê-lo?


5. Evolução Humana

Talvez a ideia mais fascinante da obra.

Akira sugere que a humanidade pode estar apenas no início de sua evolução.

Mas evoluir não significa necessariamente melhorar.


O Que Diferencia Akira de Outros Animes?

Realismo Brutal

Mesmo com elementos sobrenaturais, os personagens agem como pessoas reais.

Não existem heróis perfeitos.

Não existem vilões caricatos.


Complexidade Política

A maioria dos animes da época focava aventura.

Akira aborda:

  • Corrupção

  • Militarização

  • Terrorismo

  • Manipulação governamental

  • Colapso social


Qualidade Técnica Revolucionária

O filme utilizou aproximadamente:

  • 160 mil desenhos individuais

  • Mais de 300 cores exclusivas

  • Técnicas de iluminação raramente usadas na época

O orçamento foi gigantesco para padrões de animação japonesa dos anos 80.


As Aventuras e o Simbolismo Oculto

Cada grande sequência possui significado.

Corridas de Moto

Representam liberdade.

Os jovens fogem de uma sociedade decadente.


Transformação de Tetsuo

Simboliza perda de identidade.

Quanto mais poder ele adquire, menos humano se torna.


A Massa Biomecânica Final

Uma das cenas mais famosas do cinema.

Representa:

  • Crescimento descontrolado

  • Mutação

  • Regressão biológica

  • O nascimento de algo além da compreensão humana


As Mensagens Ocultas

Crítica Nuclear

A explosão inicial não é apenas um evento narrativo.

É uma metáfora para o medo atômico japonês.


Crítica ao Governo

Os políticos aparecem incompetentes.

Enquanto discutem burocracia, a cidade entra em colapso.


Crítica ao Militarismo

Nem mesmo os militares conseguem controlar as forças que criaram.


Crítica à Sociedade Moderna

Neo-Tóquio é tecnologicamente avançada.

Mas moralmente decadente.

Uma crítica extremamente atual.


Houve Censura?

Sim.

Diversas versões internacionais sofreram alterações ao longo dos anos.

Em alguns países:

  • Cenas de violência foram cortadas.

  • Sequências gráficas foram reduzidas.

  • Certos diálogos foram modificados.

Além disso, a primeira dublagem inglesa dos anos 80 recebeu críticas por adaptações consideradas problemáticas.

Posteriormente surgiram versões restauradas e mais fiéis ao original.


Impacto Cultural

É difícil exagerar sua importância.

Sem Akira, provavelmente não existiriam diversas obras modernas da forma como conhecemos.

Influenciou:

  • Matrix

  • Ghost in the Shell

  • Stranger Things

  • Cyberpunk 2077

  • Chronicle

  • Looper

  • Inception (em aspectos visuais e conceituais)

A famosa cena da derrapagem da moto de Kaneda foi homenageada centenas de vezes em filmes, séries, quadrinhos e videogames.


Filme x Mangá

Uma curiosidade importante:

O filme adapta apenas parte da história.

O mangá possui cerca de 2.000 páginas e apresenta:

  • Mais personagens

  • Mais política

  • Mais desenvolvimento de Tetsuo

  • Mais explicações sobre Akira

  • Um final significativamente diferente

Muitos fãs consideram o mangá ainda mais profundo do que o filme.


Veredito Final

Akira não é apenas um anime. É uma reflexão sobre o futuro da humanidade.

Sua narrativa mistura filosofia, psicologia, política, ciência e tragédia pessoal em uma única explosão criativa.

Enquanto muitos filmes de ficção científica envelhecem rapidamente, Akira continua assustadoramente atual porque fala sobre temas eternos:

  • Poder

  • Medo

  • Ambição

  • Controle

  • Evolução

A grande pergunta deixada pela obra permanece aberta até hoje:

Se a humanidade adquirisse um poder ilimitado amanhã, estaria madura o suficiente para usá-lo?

É justamente essa pergunta que transforma Akira de um simples anime em uma das maiores obras-primas da história da animação mundial.


domingo, 30 de setembro de 2018

☕🗡️ “GOBLIN SLAYER” — O OPERADOR SOMBRIO QUE TRANSFORMOU CAÇA A GOBLINS EM UMA OPERAÇÃO DE GUERRA DE NÍVEL MAINFRAME 💀🖥️🔥

 

Bellacosa Mainframe apresenta Goblin Slayer


☕🗡️ “GOBLIN SLAYER” — O OPERADOR SOMBRIO QUE TRANSFORMOU CAÇA A GOBLINS EM UMA OPERAÇÃO DE GUERRA DE NÍVEL MAINFRAME 💀🖥️🔥


📜 INFORMAÇÕES OFICIAIS

ItemInformação
Título Originalゴブリンスレイヤー (Goblin Slayer)
AutorKumo Kagyu
Ilustrador OriginalNoboru Kannatsuki
Studio da 1ª TemporadaWhite Fox
Studio da 2ª TemporadaLIDENFILMS
EstreiaOutubro de 2018
GêneroDark Fantasy, Horror, Ação, Aventura, Seinen
Classificação+18 em vários países
Episódios12 episódios (Temporada 1) + filme + Temporada 2
FilmeGoblin’s Crown (2020)
OrigemLight Novel

☕💀 O QUE É “GOBLIN SLAYER”?

Na superfície…

parece apenas mais um anime medieval de fantasia.

Mas poucos minutos bastam para perceber:

isso não é um conto de heróis.
é uma história sobre trauma, obsessão e sobrevivência operacional.

Goblin Slayer destrói completamente a ideia romantizada de RPG fantasy.

Enquanto outros aventureiros sonham com:

  • dragões,

  • demônios,

  • reis malignos,

  • artefatos lendários,

o protagonista vive uma guerra pessoal contra o inimigo mais “subestimado” do sistema:

GOBLINS.


🖥️ AO ESTILO BELLACOSA MAINFRAME…

O Goblin Slayer parece aquele analista veterano de produção que todos ignoram…

até o ambiente entrar em colapso.

Enquanto os aventureiros novatos focam em “grandes projetos”…

ele entende algo fundamental:

pequenas falhas negligenciadas causam os maiores desastres.

Goblin no universo do anime é igual:

  • vulnerabilidade ignorada,

  • rotina antiga sem revisão,

  • usuário com acesso indevido,

  • JOB problemático recorrente,

  • alerta de segurança ignorado.

Todo mundo acha “baixo risco”.

Até o desastre acontecer.


☠️ A HISTÓRIA — O NASCIMENTO DE UM OPERADOR DE GUERRA

Quando criança, o protagonista viu sua vila ser destruída por goblins.

Sua família foi massacrada.

Ele sobreviveu…
mas mentalmente ficou preso naquele evento.

A partir desse dia:

  • abandonou sonhos,

  • humanidade,

  • emoções comuns,

  • vida social.

Ele virou uma máquina operacional dedicada a uma única função:

exterminar goblins.

E isso é importante:

Goblin Slayer NÃO é um herói clássico.

Ele não luta por glória.
Não busca reconhecimento.
Não quer salvar o mundo.

Ele apenas executa sua rotina de contenção de ameaça.

Como um operador veterano de datacenter às 3h da manhã tentando impedir um ABEND catastrófico.


⚔️ O DIFERENCIAL DO ANIME

A maioria dos animes fantasy usa:

  • poder mágico absurdo,

  • protagonistas invencíveis,

  • batalhas épicas exageradas.

Goblin Slayer faz o oposto.

Aqui:

  • qualquer erro mata,

  • recursos são limitados,

  • estratégia importa,

  • logística importa,

  • conhecimento operacional importa.

O protagonista vence porque:

  • estuda comportamento inimigo,

  • usa armadilhas,

  • manipula ambiente,

  • controla fluxo de batalha,

  • improvisa.

Ele parece um sysprog combatendo incidentes críticos com:

  • dump analysis,

  • contenção,

  • automação,

  • isolamento de falha,

  • recuperação controlada.


🧠 TEMÁTICAS OCULTAS

☕ Trauma e PTSD

Goblin Slayer é profundamente sobre trauma psicológico.

O protagonista vive em modo permanente de alerta.

Ele nunca “desliga”.

Como profissionais de ambientes críticos que vivem anos em stress operacional extremo.


☕ Obsessão Operacional

Ele transforma dor em rotina.

Cada missão:

  • checklist,

  • análise,

  • execução,

  • limpeza.

Praticamente um batch noturno humano.


☕ O Perigo da Subestimação

Essa é talvez a maior mensagem do anime:

o sistema não cai pelos monstros gigantes.
ele cai pelas pequenas falhas ignoradas durante anos.

Isso é extremamente “mainframe”.


👥 PERSONAGENS PRINCIPAIS

🗡️ Goblin Slayer

Um guerreiro silencioso, paranoico e brutalmente eficiente.

Ele é praticamente:

um operador de produção traumatizado transformado em arma tática.


⛪ Priestess

A novata idealista que entra no grupo após sobreviver ao horror do primeiro episódio.

Ela representa:

  • inocência,

  • esperança,

  • humanidade.

É como o trainee chegando no datacenter e descobrindo que produção real não é igual laboratório.


🏹 High Elf Archer

Caótica, energética e impulsiva.

Contrasta completamente com a frieza operacional do Goblin Slayer.


🪓 Dwarf Shaman

O veterano experiente.

Praticamente o operador antigo que já viu 40 anos de incidentes em produção.


🦎 Lizard Priest

Um dos personagens mais curiosos.

Mistura sabedoria, brutalidade e humor estranho.


💀 O PRIMEIRO EPISÓDIO E A POLÊMICA

O episódio 1 virou um terremoto cultural.

Muita gente esperava um fantasy tradicional…

e recebeu um horror brutal.

O anime foi acusado de:

  • violência extrema,

  • conteúdo perturbador,

  • excesso de brutalidade,

  • choque gratuito.

Houve:

  • censura parcial em algumas transmissões,

  • cortes em canais específicos,

  • avisos de conteúdo adulto.

Mesmo assim…

a controvérsia impulsionou a fama mundial da obra.


🔥 IMPACTO CULTURAL

Goblin Slayer ajudou a consolidar o retorno do:

  • dark fantasy pesado,

  • fantasy brutal,

  • medieval sombrio,

  • realismo violento em anime.

Após seu sucesso, aumentou muito o interesse por obras semelhantes como:

  • Berserk,

  • Claymore,

  • Grimgar,

  • Made in Abyss (lado sombrio),

  • Redo of Healer.


🖥️ O ANIME COMO UMA METÁFORA DE MAINFRAME

Goblin Slayer parece um ambiente z/OS antigo:

  • silencioso,

  • eficiente,

  • resiliente,

  • assustadoramente estável.

Mas funcionando à custa de operadores traumatizados tentando impedir o caos diariamente.

O protagonista é literalmente:

“o sysprog que ninguém valoriza… até o sistema entrar em colapso.”


☕ MENSAGEM FINAL DA OBRA

Goblin Slayer fala sobre:

  • cicatrizes invisíveis,

  • sobrevivência,

  • disciplina,

  • paranoia,

  • preparo,

  • consequências reais.

E principalmente:

o perigo de ignorar ameaças pequenas só porque parecem insignificantes.

Porque no fim…

não são os dragões que derrubam o sistema.

São os goblins esquecidos no subterrâneo do datacenter.

sábado, 29 de setembro de 2018

🔥 JCL no z/OS V2R3 — o veterano que aprendeu a viver no mundo híbrido

 

Bellacosa Mainframe apresenta JCL Job Control Language V2R3

🔥 JCL no z/OS V2R3 — o veterano que aprendeu a viver no mundo híbrido

 


📅 Datas importantes

  • Release (GA): setembro de 2018

  • Final de suporte IBM: 30 de setembro de 2023

O z/OS V2R3 não tentou “modernizar” o JCL na marra. Ele fez algo melhor:
colocou o JCL no centro do mainframe conectado ao mundo cloud, API e DevOps.


🧬 Contexto histórico

Quando o z/OS V2R3 chegou, o cenário era curioso:

  • Mainframe totalmente vivo

  • Linux on Z crescendo

  • APIs expostas para o mundo

  • DevOps já batendo na porta do data center

  • Cloud híbrida deixando de ser discurso

E no meio disso tudo…
👉 o JCL continuava sendo o maestro silencioso do batch corporativo.

Bellacosa diria:

“Enquanto o pessoal discute pipeline em YAML, o JCL fecha a contabilidade do dia.”


JCL Job Control Language V2R3

✨ O que há de novo no JCL (indiretamente) no V2R3

O JCL não muda a sintaxe, mas o contexto muda bastante.

🆕 1. JCL como backend de automação moderna

No V2R3, é comum ver:

  • Jobs disparados por:

    • REST APIs

    • ferramentas DevOps

    • schedulers inteligentes

  • JCL sendo tratado como contrato operacional estável

👉 O JCL vira “infraestrutura como código”… antes disso virar moda.


🆕 2. Melhor convivência com z/OS Connect e middleware

  • Batch acionado por eventos externos

  • Processos online + batch integrados

  • JCL executando tarefas críticas iniciadas fora do mainframe

O batch deixou de ser “janela noturna isolada”.


🆕 3. JES2 e DFSMS ainda mais maduros

  • Spool mais estável

  • Melhor gerenciamento de grandes volumes de dados

  • Menos tuning manual

  • Mais previsibilidade operacional


🔧 Melhorias percebidas no dia a dia

✔ Jobs mais previsíveis em ambientes enormes
✔ Menos dependência de “magia do operador”
✔ Mais uso de IF/THEN/ELSE em vez de COND
✔ JCL tratado como ativo estratégico

Nada de comando novo — só robustez acumulada.


🥚 Easter Eggs (para quem viveu o V2R3)

  • 🥚 Jobs escritos no OS/390 rodando felizes no V2R3

  • 🥚 IEFBR14 ainda sendo usado em ambientes “cloud native” 😅

  • 🥚 Comentários no JCL mais antigos que muitos analistas

  • 🥚 O erro campeão seguia sendo:

    • dataset em uso

    • DISP mal pensado

    • SPACE subestimado


💡 Dicas Bellacosa para JCL no z/OS V2R3

🔹 Escreva JCL pensando em longevidade

Esse job vai sobreviver a você.

🔹 Prefira:

  • IF / THEN / ELSE / ENDIF

  • RC bem tratado

  • mensagens claras no SYSOUT

🔹 Documente o porquê, não só o como

🔹 Leia JESMSGLG como se fosse log de produção crítica — porque é.


📈 Evolução do JCL até o V2R3

FasePapel do JCL
OS/360Controle de jobs
MVSAutomação batch
OS/390Espinha dorsal corporativa
z/OS V1.xOrquestrador do data center
z/OS V2R3Fundação do mundo híbrido

👉 No V2R3, o JCL deixa claro:
não é legacy — é legado confiável.


📜 Exemplo de JCL “cara de V2R3”

//BELLV23 JOB (ACCT),'JCL z/OS V2R3', // CLASS=A,MSGCLASS=X,NOTIFY=&SYSUID //* //STEP01 EXEC PGM=MYBATCH //STEPLIB DD DSN=BELLACOSA.LOADLIB,DISP=SHR //SYSOUT DD SYSOUT=* //* //IF (STEP01.RC = 0) THEN //STEP02 EXEC PGM=IDCAMS //SYSPRINT DD SYSOUT=* //SYSIN DD * DELETE BELLACOSA.ARQ.TEMP SET MAXCC = 0 /* //ENDIF

💬 Comentário Bellacosa:

“Esse JCL pode ser disparado por um operador, um scheduler
ou uma API REST. Ele não se importa. Ele entrega.”


🧠 Comentário final

O JCL no z/OS V2R3 representa a maturidade absoluta:

  • Sem hype

  • Sem ruptura

  • Sem necessidade de provar nada

Enquanto tecnologias modernas tentam alcançar estabilidade,
o JCL já está lá há décadas.

🔥 JCL não concorre com o futuro.
Ele garante que o futuro funcione.