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domingo, 3 de agosto de 2025

☕ Como Mandar Bem em Entrevistas de Emprego: Guia Bellacosa para Juniores e Padawans

 

☕ Como Mandar Bem em Entrevistas de Emprego: Guia Bellacosa para Juniores e Padawans

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Salve jovem padawan, pensando nos diversos comentários em nossa comunidade sobre a dificuldade de um DEV Jr. conseguir uma vaga. Pensei um artigo de primeiros passos, dando algumas dicas, mostrando uma passagem secreta na Dungeon Interview. Realmente é difícil encontrar a primeira oportunidade, mas como um guerreiro que não tem medo da batalha. Vou te aconselhar e ajuda-lo nesse caminho, serei seu guia.

Você se dedicou, estudou lógica, entendeu o que é um dataset, deu os primeiros ISPF 3.4, decorou o SELECT * FROM EMPLOYEE, leu sobre o COBOL com carinho e agora… chegou a hora da entrevista.

E agora? Como se sair bem, mesmo sendo iniciante?

Calma. Respira. Aqui vai um guia no estilo Bellacosa Mainframe, feito com base em experiência de quem já sentou nos dois lados da mesa — entrevistador e entrevistado. E digo muitas vezes fui reprovado, mas nunca desanimei, enfrentar os diversos passos até conseguir a tão sonhada vaga. Aposte em si, prepare-se e não tenha medo. O tão sonhado SIM, está muito próximo.


1. ⚙️ Entenda a Entrevista como um JOB

Veja a entrevista como uma execução de job:

  • JOB CARD: Quem é você? Qual seu propósito?
  • STEPLIB: Quais suas fontes? Cursos? Projetos?
  • EXEC PGM=VOCÊ: O que você entrega, mesmo como iniciante?
  • SYSPRINT: Como você se comunica? Clareza importa!
  • COND=EVITE PÂNICO: Um erro ou nervosismo não vão cancelar seu job.


2. 🎯 Estude a Empresa (Sim, Estude Mesmo)

Você não entraria num CICS region sem saber o que ela faz. Faça o mesmo com a empresa:

  • Qual é o negócio principal?
  • Atua com mainframe? Qual stack?
  • Possui iniciativas de diversidade, capacitação ou programas para iniciantes?
  • Procure no Linkedin, sempre tem detalhes escondidos, mas que um bom curioso encontra
  • Ensaie e prepare-se.

Dica Jedi: cite isso na entrevista. Mostra que você tem iniciativa e sabe pesquisar.


3. 💡 Valorize Seu Potencial, Não a Falta de Experiência

Você pode não ter 20 anos de experiência em JCL, mas pode ter:

  • Projetos pessoais
  • Participação em maratonas ou hackathons
  • Cursos online finalizados (Coursera, IBM SkillsBuild, Udemy, etc.)
  • Proatividade para aprender
  • Aproveite o tempo livre e faça cursos gratuitos da IBM , Software AG e da Gigante DIO .
  • Fez um dos quizes do Bellacosa Mainframe.

Mensagem chave: “Eu ainda não sei tudo, mas aprendo rápido, com disciplina e gosto de resolver problemas.”


4. 👂 Escute com Atenção, Responda com Calma

Entrevista não é uma prova oral, é uma conversa. Dicas:

  • Escute com atenção: muitas vezes a resposta está na própria pergunta.
  • Se não souber algo, diga: “Ainda não tive contato com isso, mas posso aprender rápido.”
  • Sinta o clima, normalmente as psicologas tem monte de candidatos a entrevistar, seja cordial, simpatico e lembre-se ela é seu primeiro contato com a empresa.
  • Seja honesto, claro e direto. O entrevistador valoriza isso mais do que frases prontas.


5. 🧠 Prepare-se para Perguntas Técnicas Simples (mas decisivas)

Prepare-se para perguntas como:

  • “Explique o que é um dataset.”
  • “Você sabe o que é o TSO? E o ISPF?”
  • “Já ouviu falar em VSAM? DB2?”
  • “Como você resolveria um erro de compilar um programa COBOL?”
  • Mais uma vez recomendo treinar nos Quizzes do Bellacosa Mainframe, visite a pagina, veja os posts, memes, novidades. Mergulhe no Mundo Mainframe
  • “O que te motiva a trabalhar com mainframe?”

Dica Padawan: Se não souber tudo, mostre raciocínio. “Acredito que VSAM seja um tipo de arquivo com acesso mais rápido, usado em sistemas legados…” é melhor do que “não sei”.


6. 💬 Prepare um Discurso Enxuto Sobre Você

Pense em algo como:

“Sou um estudante de Tecnologia, iniciante em mainframe, tenho estudado COBOL, JCL e DB2, gosto de lógica de programação, fiz cursos como [x], e busco uma oportunidade para aprender, contribuir e crescer. Gosto da estabilidade e da relevância do mainframe no mundo real e quero fazer parte desse ecossistema.”

Tenha naturalidade e verdade no que disser.


7. 📦 Faça um Portfólio Simples

Mesmo como iniciante, organize:

  • GitHub com códigos de estudo, use o GnuCobol para compilar alguns programas COBOL.
  • Link para seu perfil no LinkedIn atualizado
  • Lista de cursos ou certificados
  • Se possível: projetos simples em COBOL, JCL, etc.

Isso mostra seriedade, disciplina e potencial.


8. 🤝 Seja Gentil, Profissional e Agradecido

No final da entrevista:

  • Agradeça o tempo
  • Diga que está à disposição para aprender
  • Envie um e-mail de agradecimento (se tiver contato do RH)

Atitudes simples criam memórias positivas no entrevistador.


9. 🧘♂️ Lide com o “NÃO” Como Parte do Processo

Nem toda tentativa será um sucesso. Mas cada entrevista é um check-point de XP. Aprenda com:

  • Feedbacks (quando disponíveis)
  • Autopercepção do que pode melhorar
  • Persistência como diferencial

Mensagem do Bellacosa Mainframe: o mercado precisa de gente boa, curiosa e disposta. O “NÃO” de hoje pode virar o “SIM” de amanhã. Nunca desanime, não importa o Não, prepare-se e aprenda com os erros, numa próxima vez o SIM estará mais próximo.


10. ☕ Mantenha a Paixão Acesa

Lembre-se: a paixão por tecnologia, por resolver problemas e por fazer parte de algo maior é o que sustenta sua jornada. O mainframe pode parecer grande demais, mas todo sistema começa com um SYSOUT.

E você, Padawan, está só no início.


Compartilhe este artigo com quem está começando. E lembre-se: o Bellacosa Mainframe acredita em você.

Quiz de COBOL

Quiz de COBOL

Quiz Z/OS

#BellacosaMainframe #CarreiraTech #EntrevistaTI #PadawansDoMainframe #JovensTalentos #COBOL #JCL #DB2 #ZOS

Quiz Z/OS

#BellacosaMainframe #CarreiraTech #EntrevistaTI #PadawansDoMainframe #JovensTalentos #COBOL #JCL #DB2 #ZOS


sábado, 2 de agosto de 2025

Boas Praticas em Performance e otimização uma primeira olhada.

 

Boas Praticas em Performance e otimização uma primeira olhada.

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Falando sobre performance e otimização.

Salve jovem padawan, no artigo de hoje conversemos sobre um assunto pantanoso, que derruba 7 em 10 programadores, estou falando de performance e otimização de programas, infelizmente a pressa é inimiga da perfeição.

Como veremos no decorrer do artigo, o grande problema sempre é o fator tempo, somos todos coelhos da Alice: atrasados e fugindo da Rainha Louca, ops Rainha de Copas e no final quem paga é o programa implementado na máxima velocidade de desenvolvimento dentro possível, com uma qualidade mediana, atendendo o MVP.


Pense antes de codificar

Rascunhe seu programa em lápis e papel, desta forma consegue ter uma visão do todo, uma noção do caminho crítico e para o teste de mesa, num primeiro momento consegue-se visualizar pontos passiveis de melhoria e pontos onde o programa não se comporta da maneira espera.

Existem inúmeras ferramentas visuais no mercado, que auxiliam na depuração calculando o uso de memória, uso de CPU e gargalos do sistema, para o ambiente Mainframe existe o Omegamon e o APA. Ferramentas que em seus relatórios apresentam estatísticas fabulosas sobre os problemas encontrado no código, pontos de gargalo e tempo de execução.


Uso de memória

Cuidado ao codificar, não crie variáveis em excesso, lembre-se sempre de inicializar as variáveis no princípio do código, desta forma economizam-se ciclos de CPU gastos desnecessariamente, forçando paradas no processamento para inicializar as variáveis. Lembre-se I/O seja em acessos a discos e sub-programas externo estouram o Time.

Cuidado ao utilizar arrays e vetores, pois ao criar grandes tabelas internas estará consumindo memoria desnecessariamente e prejudicara o bom funcionamento do seu programa, principalmente em escala, quantos mais usuários maior queda de performance.

Verifique as variáveis não utilizadas, que gastam espaço em memória, pense num programa utilizado por milhares de usuários, com centenas de milhares de requisição, ao final de um ano, quanto de memória poderia ter sido economizado, quanto de processamento ou ciclos de CPU, gasto em gerenciamento de memória desnecessário. Imagine a pegada ecológica, gasto de eletricidade e CO2 liberado.


Ciclos de CPU

A pressa é inimiga da perfeição, muitas vezes criamos logica em que o programa consome desnecessariamente processamento, movendo variáveis semi-utilizadas ou mesmo sem nenhuma utilização, atente-se a código morto e rotinas que entram e saem sem agregar nenhum valor ao processo.

Pense no custo em CPU de chamadas repetida a functions, arrow-functions e programas externo, a cada parada de processo e pulo para outro programa e o próprio retorno ao programa chamador.

Trabalhe apenas com os campos da tabela que serão utilizados em outputs ou cálculos, o trafego de dados além da memória, gera gasto de CPU indevidos. Muitas vezes é mais produtivo, usar arquivo sequencial da tabela, através de unload, usar aplicativos específicos para ETL, a exemplo SORT do Mainframe.


Espaço em Disco

Em tempos de cloud computer e processamento distribuído, desvalorizávamos o impacto do processamento, em gravar dados desnecessariamente em disco, informações que nunca serão utilizadas e degradam o ambiente, obrigando a adquirir mais e mais espaço em disco.

Fazendo o programa perder milissegundos cruciais na busca da informação num disco imenso e cada vez mais abarrotado, uma política de dados é importante para evitar esse viés.


Os perigos de laços estilo While

Quando codificar While cuidado com os laços infinitos. Às vezes um teste de mesa incompleto deixa uma situação onde o FLAG de saída, pode parecer obvio, mas grandes programadores caíram em situação semelhante, um IF mal planejado e um FLAG descontrolado e surge o caos, com looping infinito ou anomalias de difícil reprodução.


Os perigos de laço estilo FOR

O perigo do FOR não é tão drástico quanto o While, mas devido a sua quantidade de uso é muito prejudicial a longo prazo, obrigando a aquisição de mais hardware inutilmente, uma solução bem simples é sair do laço assim que a solução for encontrada.


Os perigos de IF inúteis

Muitas vezes o programador está cheio de boas intenções e cria uma sequência sem fim de IFs. Mas para garantir a qualidade dos dados e o controle de fluxo do programa, porem muitas vezes são desnecessários, procure pensar numa lógica do IF master e somente se ele funciona gerar os outros testes em IF, quanto menos paradas para decisão mais performático e melhor será seu programa.

Use comandos em estilo EVALUATE, SWITCH para um controle de fluxo mais eficiente e atente-se a não usar ELSEs em demasia, dificultam muito a análise e ajudam a gerar erros de simpatia, pois às vezes confundimos o lugar do ELSE e no teste pulamos o IF.

Outro grande problema e a quantidade de paradas no processamento, obrigando o programa a funcionar como conta gostas.


Espionando programas em Mainframe

Como disse anteriormente existem algumas ferramentas fabulosas em ambiente Z/OS, o OMEGAMON e o APA monitoram e acompanham a performance de programas em ambiente Mainframe, indicando os custos de CPU / Memória e rotinas em looping e consumos/acessos diversos. Vale a pena conhecer o manual técnico e explorar esta ferramenta.

Em banco de dados DB2 existe o comando Explain que gera estatísticas de acesso e caminhos para melhorias tais como criar índices, reorg de tabelas, partição de ambientes e etc, auxiliando o DEV a criar querys mais performáticas.


Conclusão

Caro padawan, reconheço que fui superficial e que deixei pontos a esclarecer, mas o objetivo deste artigo. Foi fazê-lo pensar, a ter cuidado quando codifica, apesar das máquinas terem caído o custo, em quantidade, o uso de memória e CPU desnecessário tiram a competitividade da empresa, gerando custos ocultos e gerando prejuízos a longo prazo.

Como exercício de imaginação, pense um Banco com milhares de agências e milhões de clientes, usando os serviços 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias no ano. Quanto custara ao final do ano alguns IFs desnecessários e 2 segundos desperdiçados em loops inúteis?

Por isso pense bem ao codificar, faça teste de mesa, use papel e lápis para ajudar em seu trabalho, verifique os IF e loopings, não use campos de tabelas desnecessariamente e boa sorte.

Espero ter ajudado. Bom curso a todos.


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Mais momento jabá, quem diria que já passou retrospectiva do meu 44° aniversario, tantas aventuras, tantos momentos únicos, memórias em imagens de momentos mágicos da vida do Tiozão visite meu vídeo e veja para onde fui desta vez: https://www.youtube.com/watch?v=sBgA0nvtpdU


Bom curso a todos.

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https://www.linkedin.com/in/vagnerbellacosa/


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https://github.com/VagnerBellacosa/

Pode me dar uma ajudinha no YouTube?

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https://www.youtube.com/user/vagnerbellacosa


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

🌌 Isekai 2000 → 2010


2000

  • Digimon Adventure 02 (1999–2001)
    Crianças voltam ao Digimundo com novos parceiros e inimigos digitais.
    🔎 Curiosidade: Embora Digimon seja discutido como “isekai parcial”, influenciou muitos animes posteriores com o conceito de viajar a outro mundo.



  • Escaflowne: The Movie (2000)
    Reinterpretação sombria da série The Vision of Escaflowne (1996).
    🔎 Curiosidade: O filme mudou radicalmente o tom — menos romance escolar, mais fantasia e tragédia.


2001



  • Final Fantasy: Unlimited
    Dois irmãos seguem pistas do desaparecimento dos pais e acabam em um mundo paralelo cheio de magia e monstros.
    🔎 Curiosidade: Inspirado na franquia Final Fantasy, mas foi criticado por ser muito diferente dos jogos.


2002



  • Inuyasha
    Kagome, estudante moderna, é transportada ao Japão feudal, onde conhece o meio-youkai Inuyasha e busca a Joia de Quatro Almas.
    🔎 Curiosidade: Um dos maiores sucessos do gênero, misturando romance, comédia e ação. Tornou-se ícone mundial.



  • .hack//SIGN
    Jogadores ficam presos dentro de um MMORPG misterioso e precisam desvendar os segredos do jogo.
    🔎 Curiosidade: Considerado precursor direto de Sword Art Online.


2003



  • Wolf’s Rain (isekai temático)
    Lobos viajam em busca do “Paraíso”, mundo alternativo onde podem sobreviver.
    🔎 Curiosidade: Não é isekai clássico, mas considerado por expandir o gênero em alegorias.


2004



  • Monster Rancher (Digimon-style, 1999–2001, reprisado em 2004 no Ocidente)
    Um garoto é transportado para o mundo dos monstros ao usar um disco mágico.
    🔎 Curiosidade: Competiu com Pokémon e Digimon em popularidade, mas focava mais em treinar monstros individualmente.


2005



  • Tsubasa: Reservoir Chronicle
    Syaoran e Sakura viajam por diversos mundos paralelos para recuperar as memórias dela.
    🔎 Curiosidade: Reúne personagens de várias obras da CLAMP, funcionando como multiverso.



  • Fushigi Yûgi: Genbu Kaiden (OVA)
    Prequel de Fushigi Yûgi, mostrando outra sacerdotisa transportada para o mundo do livro.


2006



  • The Twelve Kingdoms (retransmitido até 2006)
    Estudante vai parar em um reino alternativo onde descobre ser herdeira de uma monarquia.
    🔎 Curiosidade: Inspirado na mitologia chinesa, é considerado “isekai de prestígio”, com tom mais sério.


2007



  • Mär (Marchen Awakens Romance)
    Ginta, estudante frágil, vai para o mundo de Mär Heaven, onde participa de batalhas usando artefatos mágicos (ÄRMs).
    🔎 Curiosidade: Criado pelo autor de Flame of Recca, foi sucesso no público infantil.

  • Guardian of the Sacred Spirit (Seirei no Moribito) (isekai parcial)
    Explora elementos de mundos paralelos em fantasia épica japonesa.


2008



  • Amatsuki
    Estudante é transportado ao período Edo através de uma simulação de realidade virtual e fica preso.
    🔎 Curiosidade: Mistura história japonesa real com fantasia sobrenatural.


2009



  • Kyo Kara Maoh! (3ª temporada)
    Um garoto comum se torna o rei de um mundo mágico habitado por demônios.
    🔎 Curiosidade: Conhecido como um dos primeiros isekai shounen-ai (com romance BL implícito).


2010



  • Digimon Xros Wars
    Nova geração de crianças transportadas ao Digimundo, agora com fusão de digimons.
    🔎 Curiosidade: Essa fase dividiu fãs, mas manteve vivo o conceito de “isekai digital”.