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| Bellacosa Mainframe e o osint |
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe — Especial Red Team
“Você Conhece o Diretor Rooney?” — OSINT Antes do Google Existir
🔎 Como informação aparentemente inútil sobre pessoas, hábitos e organizações se transforma em superfície de ataque
Antes do Google.
Antes do LinkedIn.
Antes do GitHub.
Antes de alguém publicar no Instagram uma foto do crachá, da sala de reunião, do notebook corporativo, do quadro branco e, de bônus, metade da arquitetura da empresa ao fundo.
Já existia reconhecimento.
Ferris Bueller sabia disso.
Talvez não chamasse de OSINT.
Talvez não conhecesse a sigla.
Talvez jamais tivesse usado a expressão Open Source Intelligence.
Mas fazia algo muito parecido.
Ele observava.
Guardava informações.
Entendia pessoas.
Percebia relações.
Sabia quem mandava.
Sabia quem obedecia.
Sabia como as pessoas falavam.
Sabia quando alguém estava distraído.
Sabia que contexto vale tanto quanto tecnologia.
E, acima de tudo, entendia uma coisa que continua verdadeira em 2026:
antes de atacar um sistema, descubra como o sistema pensa.
Bem-vindo ao quarto episódio de:
SAVE FERRIS — Red Team para Quem Aprendeu que o Sistema Também Mata Aula
Hoje nosso alvo não é uma vulnerabilidade.
É uma organização inteira vista de fora.
🔴 Red Team não começa com nmap
Existe uma imagem muito confortável do atacante.
Ele abre o terminal.
Digita:
nmap -sV -O target
E pronto.
A aventura começa.
Só que, em operações reais, muitas vezes o passo mais importante acontece antes.
Muito antes.
Antes de descobrir portas.
Antes de descobrir versões.
Antes de tentar credenciais.
O atacante pergunta:
“Quem é você?”
Não o servidor.
A empresa.
🧠 Organizações vazam personalidade
Toda organização fala.
Mesmo quando não percebe.
Fala em:
sites;
vagas;
redes sociais;
documentos;
press releases;
apresentações;
currículos;
conferências;
repositórios;
fóruns;
notícias;
vídeos;
fotos;
PDFs;
e-mails;
linguagem.
Esses pequenos pedaços, isoladamente, parecem inofensivos.
Juntos?
Podem formar um mapa.
☕ Comece pelas pessoas
Se eu estivesse pensando como Ferris, eu não perguntaria inicialmente:
Qual versão do Apache vocês usam?
Eu perguntaria:
Quem trabalha aqui?
Depois:
Quem manda?
Depois:
Quem cuida da tecnologia?
Depois:
Quem resolve problema fora de hora?
Depois:
Quem parece confiar em quem?
Essa sequência muda tudo.
Porque tecnologia existe dentro de uma estrutura humana.
👔 Quem manda?
Organogramas são ouro.
Mesmo quando não são publicados formalmente, redes profissionais fazem boa parte do trabalho.
Você descobre:
CEO;
CIO;
CISO;
diretores;
gerentes;
líderes técnicos;
arquitetos;
administradores;
desenvolvedores;
terceirizados.
Agora você conhece hierarquia.
E hierarquia é contexto.
🎭 Quem confia em quem?
Essa é uma pergunta ainda melhor.
Um diretor aparece frequentemente em fotos com determinada equipe.
Um gerente sempre cita o mesmo fornecedor.
Um arquiteto trabalha há anos com determinado parceiro.
Uma pessoa troca mensagens públicas com outra.
Nada disso é necessariamente sensível.
Mas começa a desenhar relações.
E relações são úteis para pretexting.
📞 Como as pessoas falam?
Essa parte é deliciosamente ignorada.
Toda empresa possui dialeto.
Termos internos.
Abreviações.
Nomes de projetos.
Jeitos de chamar sistemas.
Uma empresa pode dizer:
“produção.”
Outra:
“prod.”
Outra:
“PRD.”
Outra:
“ambiente quente.”
Se você conhece o vocabulário correto, parece pertencer ao ambiente.
Ferris entenderia isso imediatamente.
🧬 Linguagem é credencial social
Imagine duas mensagens.
Primeira:
Precisamos acessar o servidor principal.
Genérica.
Agora outra:
Precisamos validar o job de fechamento antes da janela do batch porque o processo Atlas travou depois da mudança de ontem.
A segunda parece muito mais legítima.
Por quê?
Porque contém contexto.
Linguagem.
Ritmo.
Referência.
Nada disso prova identidade.
Mas tudo isso aumenta plausibilidade.
🔎 OSINT é montar quebra-cabeça
Um pedaço sozinho vale pouco.
Mas combine:
uma vaga;
um perfil de funcionário;
um repositório público;
um PDF;
uma apresentação técnica;
uma foto;
uma postagem;
Agora talvez você descubra:
stack;
fornecedor;
ferramentas;
arquitetura;
nomes internos;
cronograma;
times responsáveis.
É isso que torna OSINT tão poderoso.
💼 Vagas de emprego contam segredos demais
Empresas querem atrair candidatos.
Então publicam:
“Buscamos profissional com experiência em…”
E entregam metade do stack.
Exemplo:
z/OS
CICS
Db2
MQ
Jenkins
GitLab
Ansible
z/OS Connect
AWS
Excelente.
Para recrutamento, ótimo.
Para reconhecimento, também.
🧠 Agora inferimos arquitetura
Se a empresa pede:
z/OS Connect;
API management;
OAuth;
CICS;
COBOL;
Talvez exista algo parecido com:
Mobile
↓
API Gateway
↓
z/OS Connect
↓
CICS
↓
COBOL
↓
Db2
Ninguém publicou o diagrama.
Mas o diagrama começou a aparecer sozinho.
🦖 O mainframe deixa pegadas
Existe um mito divertido de que mainframe é invisível.
Não é.
Talvez o z/OS esteja magnificamente protegido.
Mas o ecossistema ao redor deixa rastros.
Vagas.
Certificações.
Posts.
Conferências.
Case studies.
Perfis de funcionários.
Documentação.
Integrações.
O atacante talvez não veja o mainframe.
Mas vê a sombra dele.
📦 GitHub: o armário que alguém esqueceu aberto
Repositórios públicos podem ser maravilhosos.
Projetos antigos.
Exemplos.
Scripts.
Templates.
Nomes de ambientes.
Padrões de configuração.
Nada necessariamente secreto.
Mas um atacante pode aprender muito.
Especialmente se alguém cometeu o clássico:
“Só vou colocar isso temporariamente.”
A palavra temporariamente possui uma longevidade impressionante em TI.
🧾 Metadata: o rodapé que fala demais
Documentos públicos também carregam pistas.
Autores.
Softwares utilizados.
Nomes internos.
Datas.
Estruturas.
Às vezes metadata revela mais do que o próprio conteúdo.
Um PDF pode dizer:
Autor: Fulano.
Aplicação: Microsoft Word.
Nome original: Projeto_X_Final_v12_CONFIDENCIAL.docx
Ops.
📸 Fotos são documentos técnicos acidentais
Uma selfie inocente no escritório pode mostrar:
crachá;
monitor;
hostname;
diagrama;
quadro branco;
telefone;
adesivo;
nome de sala;
badge de visitante.
Nada disso transforma alguém em vilão.
Mas cada item ajuda a construir contexto.
🧩 Contexto acumulado vira superfície de ataque
Pense:
Nome do gerente
+
Nome do projeto
+
Fornecedor
+
Tecnologia
+
Prazo
+
Jargão
+
Horário
Agora um pretexto começa a parecer real.
Ferris não precisa inventar o mundo.
Ele só precisa encaixar nele.
🎬 Rooney também é informação
O diretor Rooney é perfeito para essa metáfora.
Ele é previsível.
Tem cargo.
Tem autoridade.
Tem comportamento.
Tem obsessão.
Se você conhece Rooney, consegue prever parte das reações.
Isso é importante.
OSINT não serve apenas para descobrir tecnologia.
Serve para entender pessoas.
🧠 Hábitos são dados
Quem chega cedo?
Quem trabalha tarde?
Quem viaja muito?
Quem publica em conferência?
Quem responde rápido?
Quem parece resolver tudo?
Quem costuma abrir exceção?
Tudo isso pode ser relevante.
Atacantes estudam padrões.
Red Team deveria fazer o mesmo — com autorização e propósito defensivo.
⏰ Quando estão distraídos?
Timing importa.
Fechamento financeiro.
Fim do mês.
Migração.
Incidente.
Auditoria.
Feriado.
Troca de turno.
Reorganização.
A empresa inteira sob pressão muda comportamento.
Pessoas cansadas verificam menos.
Pessoas com urgência aceitam mais exceções.
🔥 Crise reduz controles
Imagine uma sexta-feira, 18h45.
Produção instável.
Diretor ligando.
Cliente reclamando.
Fornecedor em call.
Nesse ambiente, alguém diz:
— Preciso liberar isso agora.
A resistência diminui.
Não porque as pessoas são incompetentes.
Porque estão sob pressão.
OSINT pode revelar até janelas desse tipo.
🧠 Red Team procura previsibilidade
Não basta encontrar vulnerabilidade.
O atacante quer descobrir:
quando;
onde;
com quem;
em qual contexto.
Ferris é mestre nisso.
Ele não age aleatoriamente.
Ele escolhe momento.
🛠️ Ferramentas mudam, mentalidade não
Em 1986, reconhecimento era:
telefone;
observação;
conversa;
papel;
memória.
Em 2026:
mecanismos de busca;
redes sociais;
repositórios;
dados públicos;
IA;
automação.
A escala mudou brutalmente.
Mas o princípio é igual.
🤖 IA transforma OSINT em amplificador
Um humano pode ler 100 perfis.
Uma ferramenta pode resumir milhares de dados.
IA pode organizar:
nomes;
relações;
tecnologias;
projetos;
termos;
padrões.
Isso aumenta velocidade.
Mas também aumenta risco de interpretação errada.
Nem tudo que parece conexão é conexão real.
Por isso inteligência precisa de validação.
🧠 Inferência não é fato
Esse é um ponto essencial.
OSINT produz pistas.
Nem toda pista é verdade.
Uma vaga pode refletir projeto futuro.
Um perfil pode estar desatualizado.
Um GitHub pode ser pessoal.
Uma foto pode ser antiga.
Red Team profissional precisa distinguir:
OBSERVADO
INFERIDO
CONFIRMADO
Misturar os três cria erro.
☕ Ferris talvez errasse menos porque observava contexto
A graça de Ferris é que ele não apenas coleta informação.
Ele interpreta.
Sabe como cada pessoa funciona.
A inteligência útil não é acumular dados.
É entender o significado.
🧱 Ataque sem reconhecimento é desperdício
Imagine tentar engenharia social sem saber:
nomes;
estrutura;
linguagem;
processos.
Você soa genérico.
Agora imagine conhecer tudo isso.
A história fica plausível.
Por isso reconhecimento reduz ruído.
🕵️ “Você conhece o diretor Rooney?”
Essa pergunta resume muito.
Se você conhece o nome correto, parece interno.
Se sabe o cargo, melhor.
Se sabe comportamento, melhor ainda.
Se sabe quem responde a ele, seu mapa cresce.
OSINT transforma pessoas em nós de um grafo.
🕸️ Organização como grafo
Pense assim:
Rooney
↓
Secretaria
↓
Professores
↓
Alunos
↓
Pais
Agora adicione relações.
Quem reporta para quem?
Quem aprova?
Quem acessa?
Quem confia?
Quem conhece?
Essa visão de grafo é muito mais poderosa do que uma lista de nomes.
🔐 Acesso também é relação
Em ambientes técnicos, isso vira:
User
↓
Group
↓
Role
↓
Application
↓
Data
No mainframe:
USERID
↓
RACF GROUP
↓
PROFILE
↓
RESOURCE
No mundo humano:
Pessoa
↓
Confiança
↓
Autoridade
↓
Exceção
↓
Acesso
As duas redes se encontram.
🧨 E é aí que nasce o problema
Se uma pessoa específica pode aprovar determinada mudança e um atacante sabe:
quem ela é;
como fala;
quem é seu chefe;
qual projeto está correndo;
qual fornecedor participa;
temos contexto suficiente para tentar manipular o processo.
De novo:
não atacamos tecnologia.
Atacamos confiança.
🧾 Documentos públicos contam história operacional
Relatórios anuais.
Apresentações.
Case studies.
Whitepapers.
Slides de conferência.
Tudo isso pode revelar:
fornecedores;
plataformas;
migrações;
estratégias;
prioridades.
A empresa quer mostrar competência.
O Red Team vê arquitetura.
🎤 Conferências são maravilhosas
Profissionais técnicos adoram contar como resolveram problemas.
E devem.
Compartilhar conhecimento é ótimo.
Mas é preciso equilíbrio.
Um slide pode explicar exatamente:
como a empresa conecta sistemas;
quais produtos usa;
qual arquitetura adotou;
que problema ainda possui.
OSINT não significa impedir compartilhamento.
Significa compreender o que está sendo exposto.
🔵 Blue Team deveria fazer OSINT contra si mesmo
Essa é uma prática excelente.
Procure sua própria empresa.
Veja o que aparece.
Descubra:
quais e-mails;
quais documentos;
quais tecnologias;
quais nomes;
quais repositórios;
quais informações históricas.
É quase um espelho.
🧠 Pergunta simples: o atacante sabe mais sobre nós do que imaginamos?
Muitas vezes, sim.
E esse é o problema.
Funcionários internos supõem que certas informações são “internas” porque nunca foram oficialmente publicadas.
Mas talvez estejam espalhadas em 20 lugares.
🧩 Fragmentos públicos formam inteligência privada
Essa é a mágica.
Nenhum pedaço é secreto.
O conjunto, porém, revela algo que ninguém publicou diretamente.
Isso é inteligência.
🧪 Exemplo: reconstruindo um ambiente
Imagine encontrar:
Perfil 1:
Administrador z/OS.
Perfil 2:
Especialista CICS e MQ.
Vaga:
z/OS Connect + OAuth.
Postagem:
Migração de APIs concluída.
Apresentação:
Modernização de COBOL.
Você talvez infira uma arquitetura inteira.
Não certeza.
Mas hipótese forte.
🚪 O atacante então escolhe a porta
Talvez não ataque o mainframe.
Pode atacar:
pipeline;
API;
desenvolvedor;
fornecedor;
Help Desk;
credencial.
Reconhecimento serve para escolher caminho barato.
Atacantes são econômicos.
💰 O caminho mais fácil vence
Se quebrar criptografia custa semanas e convencer alguém custa dez minutos, adivinhe o que será tentado primeiro.
Essa é uma verdade simples.
Segurança gosta de imaginar atacantes apaixonados pela tecnologia.
Atacantes gostam de eficiência.
Ferris também.
🎩 Criatividade adversarial é combinar banalidades
Uma lista de funcionários não é exploit.
Uma vaga não é exploit.
Uma foto não é exploit.
Um PDF não é exploit.
Mas:
FUNCIONÁRIO
+
PROJETO
+
TECNOLOGIA
+
HORÁRIO
+
AUTORIDADE
pode virar pretexto.
O exploit está na combinação.
🚨 “Mas tudo isso é público”
Exatamente.
Esse é o ponto.
OSINT trabalha com o que está disponível.
O problema não é necessariamente que algo foi “vazado”.
É que informações legítimas podem ser correlacionadas.
🧠 Segurança não deve virar paranoia
Também é importante não enlouquecer.
Não dá para esconder todos os funcionários.
Apagar LinkedIn.
Parar conferências.
Proibir GitHub.
Isso seria absurdo.
A meta é entender risco.
Separar o que pode ser público do que adiciona risco desnecessário.
🧭 Classificação ajuda
Pergunte:
isso precisa ser público?
isso revela tecnologia crítica?
isso revela arquitetura?
isso entrega nomes internos?
isso ajuda um atacante a construir pretexto?
Às vezes a resposta será:
sim, vale o risco.
Tudo bem.
Segurança é gestão de risco, não invisibilidade total.
🦖 Mainframe e falsa sensação de isolamento
Em ambientes mainframe, vejo uma armadilha mental clássica:
“Nosso z/OS não está exposto.”
Ótimo.
Mas:
quem administra?
como desenvolve?
como faz deploy?
quais APIs chegam?
quais fornecedores acessam?
quais ferramentas integram?
O mainframe pode estar isolado.
O ecossistema não.
🔐 RACF aparece no LinkedIn também
Um profissional publica:
“Especialista RACF.”
Outro:
“Responsável por IAM no z/OS.”
Agora sabemos quem entende identidade.
Isso não é motivo para esconder carreira.
Mas mostra como pessoas fazem parte da superfície de informação.
🤖 Agentes de IA podem acelerar coleta
Ferris moderno poderia pedir:
“Liste tecnologias usadas por esta organização a partir de fontes públicas.”
Em minutos, teria resumo.
Isso democratiza capacidade de reconhecimento.
Mais uma razão para organizações entenderem sua pegada digital.
🛡️ Defesa começa conhecendo sua própria pegada
Um Blue Team deveria periodicamente perguntar:
o que existe sobre nós?
o que alguém pode inferir?
quais dados estão desatualizados?
quais documentos ainda estão indexados?
quais repositórios ficaram públicos?
quais contas antigas continuam ativas?
Essa higiene reduz surpresa.
☕ A pergunta Bellacosa
Eu colocaria esta na parede:
“Se eu fosse um atacante e tivesse apenas internet, o que conseguiria aprender sobre nós em uma tarde?”
Essa pergunta vale ouro.
Talvez a resposta seja:
mais do que você gostaria.
🎬 Ferris não precisava do Google
Ferris conhecia seu ambiente porque vivia nele.
Observava.
Conectava pontos.
Entendia comportamento.
Hoje temos ferramentas infinitamente melhores.
Mas muitos continuam cometendo o mesmo erro:
coletam dados e não entendem contexto.
Ferris faria o contrário.
Poucos dados.
Boa interpretação.
🧠 Reconhecimento é reduzir incerteza
Essa talvez seja a melhor definição.
Antes do recon:
você não sabe nada.
Depois:
sabe quem;
sabe o quê;
sabe quando;
sabe como;
sabe relações.
Isso reduz incerteza.
E aumenta eficiência.
🔴 Red Team começa com perguntas
Não com ferramentas.
Perguntas.
Quem trabalha aqui?
Quem manda?
Quem confia em quem?
Como as pessoas falam?
Que sistemas utilizam?
Quando estão distraídas?
Essas perguntas parecem humanas demais para cybersecurity.
E justamente por isso são poderosas.
☕ Epílogo: Rooney estava na superfície de ataque
O diretor Rooney não era servidor.
Não tinha endereço IP.
Não escutava na porta 443.
Mas fazia parte do sistema.
Seu cargo.
Seu comportamento.
Sua autoridade.
Sua obsessão.
Tudo isso era informação.
Ferris sabia.
E essa é a lição.
Uma organização não é apenas:
servidores;
firewalls;
APIs;
mainframes.
É também:
pessoas;
relações;
hábitos;
linguagem;
rotinas;
expectativas.
OSINT transforma tudo isso em mapa.
Então, antes de abrir o terminal, faça o que Ferris faria.
Olhe ao redor.
Escute.
Leia.
Conecte.
E pergunte:
“Quem conhece o diretor Rooney?”
Porque talvez você descubra que a porta mais importante da empresa não aparece no nmap.
Ela aparece no organograma.
☕ SAVE FERRIS.
No próximo artigo:
Cameron, Atenda o Telefone — Social Engineering as a Service
Porque Ferris nunca foi perigoso sozinho.
O verdadeiro poder estava na cadeia.
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