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terça-feira, 21 de agosto de 2018

☕🔥 TCP/IP NO IBM MAINFRAME — A INTERNET MODERNA AINDA DEPENDE DOS COMANDOS QUE O z/OS DOMINA HÁ DÉCADAS

 

Bellacosa Mainframe e os comandos tcp/ip no mainframe

☕🔥 TCP/IP NO IBM MAINFRAME — A INTERNET MODERNA AINDA DEPENDE DOS COMANDOS QUE O z/OS DOMINA HÁ DÉCADAS

Existe uma ilusão muito comum no mundo da tecnologia:

“Mainframe é isolado da internet.”

Só que a realidade é exatamente o contrário.

O IBM Mainframe é um dos ambientes mais conectados do planeta.

Todos os dias o z/OS conversa com:

  • APIs REST

  • aplicações mobile

  • cloud

  • PIX

  • cartões

  • bolsas financeiras

  • sistemas globais

  • Open Banking

  • Kafka

  • Kubernetes

E tudo isso depende de uma coisa:

🔥 TCP/IP.


☕ O QUE MUITA GENTE NÃO SABE

O Mainframe foi um dos primeiros ambientes corporativos a operar redes gigantescas com:

  • altíssima disponibilidade

  • throughput absurdo

  • tolerância a falhas

  • segurança pesada

  • roteamento complexo

Enquanto muita infraestrutura moderna reinicia containers…

o z/OS continua processando transações críticas há décadas.


☕🔥 PING — O “ARE YOU ALIVE?” DA INFRAESTRUTURA

O famoso:

ping google.com

parece simples.

Mas ele representa algo fundamental:

🔥 conectividade básica.


☕ O QUE O PING REALMENTE FAZ?

Usa:

ICMP Echo Request

para verificar:

  • alcance

  • latência

  • disponibilidade


☕ No Mainframe isso também é essencial

Ambientes z/OS usam:

  • TCP/IP stack

  • VTAM

  • OSA adapters

  • Sysplex networking


☕ Problema clássico

Aplicação CICS não responde.

O operador imediatamente pensa:

É rede?
É DNS?
É rota?
É firewall?

☕ Bellacosa Mainframe Analysis™

Ping é o:

🔥 “DISPLAY STATUS” da internet.


☕🔥 TRACERT / TRACEROUTE — O GPS DOS PACOTES

Agora entramos numa ferramenta fantástica.


☕ Exemplo:

tracert ibm.com

☕ O que isso mostra?

Cada salto da rede:

HOST
 ↓
ROUTER
 ↓
BACKBONE
 ↓
DESTINO

☕ No Mainframe isso lembra fortemente:

  • análise VTAM

  • troubleshooting SNA

  • rotas TCP/IP

  • OSA networking


☕ Grandes bancos vivem disso

Porque latência impacta:

  • PIX

  • cartão

  • bolsa financeira

  • APIs

Milissegundos importam.


☕🔥 NSLOOKUP — O “CATÁLOGO” DA INTERNET

DNS é uma das coisas mais subestimadas da computação.


☕ Exemplo:

nslookup openai.com

☕ O DNS traduz:

NOME → IP

☕ Sem DNS?

🔥 metade da internet parece “quebrada”.


☕ No Mainframe isso lembra:

  • HOST tables

  • VTAM naming

  • enterprise DNS

  • Sysplex resolution


☕ Problema clássico corporativo

Aplicação funciona por IP…

mas não por hostname.

O operador já sabe:

👉 DNS.


☕🔥 NETSTAT — O SDSF DAS CONEXÕES TCP/IP

Agora chegamos numa das ferramentas mais poderosas.


☕ Exemplo:

netstat -an

☕ Isso mostra:

  • conexões ativas

  • portas abertas

  • sockets

  • estados TCP


☕ No z/OS isso é extremamente importante

Existe literalmente:

NETSTAT CONN

☕ O operador Mainframe usa isso para:

  • troubleshooting

  • segurança

  • análise de portas

  • throughput

  • debugging de aplicações


☕ Estados TCP clássicos

ESTABLISHED
TIME_WAIT
LISTEN
CLOSE_WAIT

☕ CLOSE_WAIT excessivo?

🔥 possível vazamento de conexão.


☕ LISTEN em porta inesperada?

🔥 possível risco de segurança.


☕🔥 ARP -A — O “RACF DA REDE LOCAL”

Agora entramos numa área fascinante.


☕ Exemplo:

arp -a

☕ Isso mostra:

IP ↔ MAC ADDRESS

☕ Em redes corporativas isso é vital

Porque permite:

  • identificar dispositivos

  • rastrear hosts

  • detectar conflitos

  • investigar spoofing


☕ Cybersecurity ama ARP

Porque ataques clássicos incluem:

  • ARP poisoning

  • spoofing

  • MITM


☕ O Mainframe também depende disso

Principalmente em ambientes:

  • OSA Express

  • HiperSockets

  • Sysplex networking


☕🔥 IPCONFIG /FLUSHDNS — O “REFRESH” DA INTERNET

Agora uma ferramenta simples… mas extremamente útil.


☕ Exemplo:

ipconfig /flushdns

☕ O que isso faz?

Limpa cache DNS local.


☕ Parece pequeno…

Mas resolve MUITOS problemas.


☕ Situação clássica

Servidor mudou IP.

Cache ainda guarda endereço antigo.

Tudo parece quebrado.


☕ Flush DNS resolve.


☕ Bellacosa Mainframe Analysis™

Isso lembra muito:

VARY TCPIP,,OBEYFILE

ou refresh de cache em sistemas corporativos.


☕🔥 TELNET — O DINOSSAURO QUE AJUDOU A CONSTRUIR A INTERNET

Muita gente hoje vê Telnet como:

  • antigo

  • inseguro

  • ultrapassado

Mas historicamente ele foi revolucionário.


☕ Exemplo:

telnet servidor 80

☕ Isso testa:

  • conectividade

  • portas

  • serviços remotos


☕ No Mainframe?

Telnet foi GIGANTE.


☕ Terminais 3270 TCP/IP usaram isso por anos

Inclusive muitos ambientes z/OS ainda suportam:

  • TN3270

  • sessões remotas

  • emulação terminal


☕ Hoje SSH domina

Mas Telnet ainda aparece em:

  • troubleshooting

  • redes antigas

  • equipamentos legados


☕🔥 TCP/IP NO MAINFRAME NÃO É “ADAPTAÇÃO”

Isso é importante entender.

O z/OS não “aprendeu internet depois”.

Ele evoluiu junto com ela.


☕ Hoje o IBM Z suporta:

✅ IPv6
✅ TLS moderno
✅ APIs REST
✅ Open Banking
✅ MQ
✅ Kafka
✅ HTTP/2
✅ Web Services
✅ FTP/SFTP
✅ TN3270
✅ HiperSockets


☕🔥 HIPERSOCKETS — A “REDE QUÂNTICA” DO MAINFRAME

Pouca gente fora do z/OS conhece isso.

HiperSockets permitem comunicação interna:

🔥 sem passar fisicamente pela rede.


☕ Resultado?

  • latência absurdamente baixa

  • throughput gigante

  • segurança enorme


☕ Isso é perfeito para:

  • CICS

  • DB2

  • MQ

  • Sysplex


☕🔥 SYSPLEX — QUANDO VÁRIOS MAINFRAMES VIRAM UM “SUPER SISTEMA”

Aqui entramos em outro nível.

No Sysplex:

  • múltiplos z/OS cooperam

  • compartilham workload

  • compartilham dados

  • compartilham filas


☕ E tudo depende fortemente de networking

Porque no fundo:

🔥 o Mainframe moderno é um ecossistema distribuído gigantesco.


☕🔥 O QUE O MAINFRAME ENSINA SOBRE REDES

O mundo moderno descobriu:

  • observabilidade

  • latência

  • tracing

  • resiliência

  • failover

Mas o Mainframe já vivia isso há décadas.


☕ Porque quando você processa:

  • bilhões de dólares

  • bolsas financeiras

  • cartões globais

  • sistemas bancários

rede deixa de ser detalhe.

Rede vira:

🔥 missão crítica.


☕🔥 CONCLUSÃO — A INTERNET MODERNA AINDA PASSA PELO z/OS

Ping, Netstat, DNS e TCP/IP parecem ferramentas simples.

Mas por trás delas existe toda a engenharia que mantém:

  • bancos online

  • PIX funcionando

  • APIs financeiras

  • sistemas globais

  • transações em tempo real

E talvez essa seja a maior verdade sobre o Mainframe moderno:

Ele nunca ficou fora da internet.

🔥 A internet corporativa sempre passou silenciosamente por ele.

quinta-feira, 29 de março de 2007

O que é REXX?

 

Bellacosa Mainframe e o REXX

O que é REXX?

Se o COBOL é uma das linguagens mais famosas do mainframe, o REXX é uma das ferramentas mais poderosas para automação e produtividade dentro do z/OS.

Ele é simples de aprender, extremamente útil e está presente no dia a dia de operadores, desenvolvedores, administradores e sysprogs.

De forma resumida:

REXX é uma linguagem de programação criada para automatizar tarefas, executar comandos e facilitar a interação com sistemas IBM.


Uma analogia simples

Imagine que você trabalha em um escritório e precisa repetir as mesmas tarefas todos os dias:

  • abrir arquivos;

  • consultar informações;

  • executar comandos;

  • gerar relatórios;

  • copiar dados.

Você poderia fazer tudo manualmente.

Ou poderia criar um assistente que fizesse isso para você.

O REXX é esse assistente.


O que significa REXX?

REXX significa:

Restructured Extended Executor

O nome pode parecer complicado, mas a ideia era simples:

Criar uma linguagem:

  • fácil de aprender;

  • fácil de ler;

  • fácil de manter.


Quem criou o REXX?

O REXX foi criado por:

Mike Cowlishaw

Pesquisador da IBM.

Seu objetivo era desenvolver uma linguagem que pudesse ser utilizada por pessoas sem formação avançada em programação.

Por isso o REXX possui uma sintaxe extremamente amigável.


Quando surgiu?

O REXX nasceu no final da década de 1970.

Foi oficialmente divulgado pela IBM no início dos anos 1980.

Rapidamente tornou-se popular em:

  • VM/CMS;

  • MVS;

  • TSO;

  • ISPF;

  • OS/2.

Mais tarde foi padronizado pela ANSI e ISO.


Por que o REXX foi criado?

Naquela época muitas tarefas administrativas exigiam:

  • JCL;

  • CLIST;

  • programas complexos.

A IBM precisava de uma linguagem mais simples para automação.

O resultado foi o REXX.


Onde o REXX é usado?

No mundo mainframe ele aparece em:

  • TSO;

  • ISPF;

  • SDSF;

  • automação operacional;

  • administração de sistemas;

  • geração de relatórios;

  • manipulação de datasets.


O que o REXX consegue fazer?

Praticamente tudo que envolve automação.

Por exemplo:

  • executar comandos TSO;

  • abrir datasets;

  • ler arquivos;

  • criar relatórios;

  • chamar programas COBOL;

  • manipular variáveis;

  • processar textos;

  • interagir com usuários.


Primeiro programa REXX

Exemplo clássico:

SAY 'Olá Mundo'

Resultado:

Olá Mundo

Simples assim.


Variáveis em REXX

Uma das características mais famosas é que não é necessário declarar variáveis.

Exemplo:

NOME = 'Bellacosa'

SAY NOME

Resultado:

Bellacosa

Fazendo cálculos

A = 10
B = 20

C = A + B

SAY C

Resultado:

30

Entrada de dados

O programa pode perguntar algo ao usuário.

SAY 'Digite seu nome'

PULL NOME

SAY 'Bem-vindo' NOME

Estruturas de decisão

Semelhante a outras linguagens.

IDADE = 18

IF IDADE >= 18 THEN
   SAY 'Maior de idade'
ELSE
   SAY 'Menor de idade'

Estruturas de repetição

Exemplo:

DO I = 1 TO 5
   SAY I
END

Resultado:

1
2
3
4
5

Executando comandos TSO

Aqui está uma das maiores forças do REXX.

Exemplo:

ADDRESS TSO

"LISTCAT LEVEL(MEU.DATASET)"

O script executa diretamente um comando TSO.


Integração com ISPF

O REXX conversa facilmente com o ISPF.

Pode:

  • abrir painéis;

  • chamar menus;

  • editar datasets;

  • navegar por telas.

Exemplo:

ADDRESS ISPEXEC

"DISPLAY PANEL(MEUPAIN)"

Manipulação de datasets

É possível:

  • criar datasets;

  • listar datasets;

  • ler datasets;

  • alterar datasets.

Automatizando tarefas que normalmente seriam manuais.


Integração com SDSF

REXX também pode acessar informações do SDSF.

Por exemplo:

  • jobs ativos;

  • spool;

  • status de execução;

  • mensagens do sistema.

Muito utilizado por operadores.


Vantagens do REXX

Fácil aprendizado

Uma das linguagens mais amigáveis do ambiente mainframe.


Pouca burocracia

Não exige declarações complexas.


Grande integração

Funciona com:

  • TSO;

  • ISPF;

  • SDSF;

  • z/OS.


Excelente para automação

Reduz tarefas repetitivas.


Desvantagens

Não substitui COBOL

COBOL continua sendo melhor para aplicações corporativas complexas.


Menor desempenho

Não foi criado para processamento pesado.


Dependência do ambiente

Grande parte do seu poder vem da integração com o z/OS.


Curiosidades incríveis

1. Muitos produtos IBM utilizam REXX

Ferramentas administrativas frequentemente possuem scripts REXX internos.


2. Existe REXX fora do Mainframe

Ele também foi usado em:

  • OS/2;

  • AmigaOS;

  • Windows;

  • Linux.


3. Um operador pode economizar horas de trabalho

Automatizando tarefas repetitivas com poucos comandos.


4. Muitos Sysprogs consideram REXX indispensável

Ele é uma das linguagens mais utilizadas para administração do z/OS.


Exemplos reais de uso

Um script REXX pode:

Verificar espaço em disco

Consultar datasets e gerar relatório.

Monitorar jobs

Verificar jobs em ABEND.

Criar relatórios

Gerar informações operacionais automaticamente.

Automatizar comandos

Executar dezenas de comandos sem intervenção humana.

Erros comuns de iniciantes

"REXX é COBOL"

Não.

São linguagens com objetivos diferentes.


"REXX é apenas uma linguagem de script"

Ele é muito mais poderoso do que a maioria imagina.


"Ninguém usa mais"

Pelo contrário.

REXX continua amplamente utilizado em ambientes z/OS.


Quem usa REXX?

  • Operadores Mainframe

  • Programadores COBOL

  • Analistas de Suporte

  • Sysprogs

  • Administradores RACF

  • Especialistas CICS

  • Administradores DB2


Por que aprender REXX?

Porque ele oferece uma das maneiras mais rápidas de começar a programar no mainframe.

Com poucos comandos você aprende:

  • lógica;

  • automação;

  • TSO;

  • ISPF;

  • administração do z/OS.


Conclusão

O REXX é uma das linguagens mais importantes e produtivas do universo mainframe.

Criado para ser simples e poderoso, ele permite automatizar tarefas, executar comandos e integrar diversos componentes do z/OS.

Para quem está começando na plataforma IBM Z, aprender REXX é frequentemente o caminho mais rápido para ganhar produtividade e compreender como o ambiente mainframe realmente funciona.

sexta-feira, 23 de março de 2007

O que é XMIT em Mainframe?

 

Bellacosa Mainframe explica o XMIT

O que é XMIT em Mainframe?

O comando XMIT (Transmit) é um utilitário do TSO/E utilizado para empacotar e transmitir datasets entre usuários, sistemas z/OS ou ambientes Mainframe.

Ele funciona como uma espécie de:

ZIP do Mainframe
+
Envio de Arquivos

O resultado é um arquivo especial conhecido como:

XMIT File
ou
Transmitted Dataset

Muito utilizado para:

✅ Compartilhar JCLs

✅ Enviar fontes COBOL

✅ Transferir PDSs completos

✅ Distribuir ferramentas

✅ Migrar objetos entre ambientes


Como Funciona?

Imagine que você possui uma biblioteca:

USER.COBOL.SOURCE

Com dezenas de programas COBOL.

O XMIT transforma tudo em um único arquivo:

USER.COBOL.XMIT

que pode ser enviado para outro usuário.


Fluxo Simplificado

PDS
 ↓
XMIT
 ↓
Arquivo XMIT
 ↓
FTP / E-mail / Connect:Direct
 ↓
RECEIVE
 ↓
PDS Restaurada

Comando Básico XMIT

No TSO:

XMIT USERID -
DSNAME('USER.COBOL.SOURCE')

Onde:

USERID = Destinatário

DSNAME = Dataset enviado

Exemplo 1 – Enviar um PDS

Suponha:

USER.JCL

contendo:

JOB1
JOB2
JOB3

Execute:

XMIT BELLACOSA -
DSNAME('USER.JCL')

Resultado:

Arquivo Transmitido

na fila do usuário destino.


Exemplo 2 – Criar Arquivo XMIT

Muito comum para download.

XMIT BELLACOSA -
DSNAME('USER.JCL') -
OUTDSN('USER.JCL.XMIT')

Resultado:

USER.JCL.XMIT

Agora você pode:

FTP
IND$FILE
Download
Connect:Direct

Estrutura

Antes:

USER.JCL
   ├── JOB001
   ├── JOB002
   └── JOB003

Depois:

USER.JCL.XMIT

Como Receber?

Utilizando RECEIVE.


Comando RECEIVE

RECEIVE INDSN('USER.JCL.XMIT')

Sistema pergunta:

Restore dataset?

Resposta:

YES

Dataset restaurado.


Exemplo Completo

Passo 1

Criar arquivo transmitido.

XMIT BELLACOSA -
DSNAME('USER.COBOL.SOURCE') -
OUTDSN('USER.COBOL.XMIT')

Passo 2

Transferir.

FTP
IND$FILE
SFTP
Connect:Direct

Passo 3

Receber.

RECEIVE INDSN('USER.COBOL.XMIT')

Passo 4

Confirmar restauração.

Restore?
YES

Passo 5

Dataset recriado.

USER.COBOL.SOURCE

Enviando PDS Completa

XMIT preserva:

✅ Membros

✅ Estatísticas

✅ Estrutura

✅ Atributos


Exemplo:

USER.COBOL

contendo:

PROG001
PROG002
PROG003

Após RECEIVE:

PROG001
PROG002
PROG003

continuam intactos.


XMIT via Batch

Também pode ser executado por JCL.


Exemplo:

//STEP01 EXEC PGM=IKJEFT01
//SYSTSPRT DD SYSOUT=*
//SYSTSIN  DD *
 XMIT USERID
  DSNAME('USER.JCL')
/*

RECEIVE via Batch

//STEP01 EXEC PGM=IKJEFT01
//SYSTSPRT DD SYSOUT=*
//SYSTSIN DD *
 RECEIVE INDSN('USER.JCL.XMIT')
/*

O que Pode Ser Transmitido?

PDS

USER.JCL

PDS/E

USER.COBOL

Sequential

USER.ARQUIVO

Load Library

USER.LOADLIB

O que NÃO É Recomendado?

Arquivos muito grandes.

Exemplo:

DB2 Tablespace
VSAM Gigantesco

Normalmente usa-se:

DFDSS
ADRDSSU
FTP

XMIT e FTP

Fluxo muito comum:

Mainframe A
      ↓
XMIT
      ↓
Arquivo .XMIT
      ↓
FTP
      ↓
Mainframe B
      ↓
RECEIVE

XMIT e IND$FILE

Muito usado para baixar exemplos da internet.


Passo típico:

Site Mainframe
      ↓
Arquivo.XMIT
      ↓
Download PC
      ↓
Upload Mainframe
      ↓
RECEIVE

Erros Comuns

Dataset Não Existe

DATA SET NOT FOUND

Espaço Insuficiente

INSUFFICIENT SPACE

RECEIVE em Dataset Inválido

INVALID TRANSMISSION DATASET

Vantagens

✅ Fácil utilização

✅ Preserva atributos

✅ Mantém membros

✅ Funciona em qualquer z/OS

✅ Muito usado na comunidade Mainframe


Curiosidade

Durante décadas, a comunidade Mainframe distribuiu ferramentas, utilitários, macros, exits e exemplos COBOL através de arquivos .XMIT. Muitos pacotes clássicos disponíveis em fóruns, grupos SHARE e CBT Tape eram distribuídos exatamente nesse formato.


Resumo Rápido

ComandoFunção
XMITTransmitir dataset
RECEIVERestaurar dataset
OUTDSNCriar arquivo XMIT
DSNAMEDataset origem
IKJEFT01Executar via Batch
PDS/PDSETotalmente suportados

Exemplo Clássico

XMIT BELLACOSA -
DSNAME('USER.COBOL.SOURCE') -
OUTDSN('USER.COBOL.XMIT')

Depois:

RECEIVE INDSN('USER.COBOL.XMIT')

Resultado:

PDS original restaurada
com todos os membros.

Essa é a forma mais tradicional de empacotar e transportar bibliotecas COBOL, JCL, PROC e utilitários entre ambientes Mainframe z/OS.


terça-feira, 9 de janeiro de 2007

50 Comandos TSO Explicados para Iniciantes

 

Bellacosa Mainframe explicando 50 comandos do tso

50 Comandos TSO Explicados para Iniciantes


Os comandos TSO são instruções utilizadas no ambiente z/OS para interagir diretamente com o sistema mainframe IBM. Eles permitem executar tarefas administrativas, acessar datasets, editar arquivos, consultar informações do sistema, submeter JOBs e navegar no ambiente operacional. O TSO, que significa Time Sharing Option, funciona como uma área interativa onde milhares de usuários podem trabalhar simultaneamente no mainframe.

Os comandos TSO normalmente são digitados em locais específicos dentro do ambiente ISPF. O mais comum é utilizar a opção 6 do menu principal do ISPF, chamada COMMAND. Nela, o usuário pode digitar comandos diretamente. Outra forma é utilizar a linha de comando presente no topo das telas ISPF, geralmente identificada como:

COMMAND ===>

Alguns comandos também podem ser executados diretamente no editor ISPF ou em telas utilitárias. Por exemplo, o comando SUBMIT é usado dentro de um JCL para enviar um JOB ao JES2.

Exemplos comuns incluem:

  • LISTDS → lista datasets;

  • SDSF → acessa spool e jobs;

  • EDIT → abre datasets para edição;

  • LOGOFF → encerra sessão.

Aprender comandos TSO é essencial porque eles representam a base da navegação e administração do ambiente mainframe z/OS.




1. LOGON

Para que serve

Faz login no z/OS.

Exemplo

LOGON USUARIO

Passo a passo

  1. Abrir emulador 3270

  2. Conectar ao host

  3. Digitar LOGON

  4. Informar usuário e senha


2. LOGOFF

Para que serve

Encerra a sessão TSO.

Exemplo

LOGOFF

Passo a passo

  1. Digitar LOGOFF

  2. Pressionar ENTER

  3. Sessão encerrada


3. HELP

Para que serve

Mostra ajuda do TSO.

Exemplo

HELP

Passo a passo

  1. Digitar HELP

  2. Pressionar ENTER

  3. Ler opções disponíveis


4. TIME

Para que serve

Mostra horário do sistema.

Exemplo

TIME

Passo a passo

  1. Digitar TIME

  2. ENTER

  3. Ver horário atual


5. LISTALC

Para que serve

Lista datasets alocados.

Exemplo

LISTALC

Passo a passo

  1. Executar LISTALC

  2. Ver datasets em uso


6. LISTCAT

Para que serve

Consulta catálogo de datasets.

Exemplo

LISTCAT ENT('USUARIO.TESTE')

Passo a passo

  1. Digitar LISTCAT

  2. Informar dataset

  3. Ver detalhes catalogados


7. LISTDS

Para que serve

Lista informações de datasets.

Exemplo

LISTDS 'USUARIO.ARQ'

Passo a passo

  1. Informar nome do dataset

  2. ENTER

  3. Consultar atributos


8. LISTDSI

Para que serve

Mostra informações detalhadas.

Exemplo

LISTDSI 'USUARIO.ARQ'

Passo a passo

  1. Digitar LISTDSI

  2. Ver tamanho e organização


9. ALLOC

Para que serve

Aloca datasets.

Exemplo

ALLOC DA('USUARIO.TESTE') NEW SPACE(1,1)

Passo a passo

  1. Informar dataset

  2. Definir espaço

  3. Criar dataset


10. FREE

Para que serve

Libera datasets alocados.

Exemplo

FREE DA('USUARIO.TESTE')

Passo a passo

  1. Digitar FREE

  2. Informar dataset

  3. ENTER


11. DELETE

Para que serve

Apaga datasets.

Exemplo

DELETE 'USUARIO.TESTE'

Passo a passo

  1. Digitar DELETE

  2. Confirmar remoção


12. RENAME

Para que serve

Renomeia datasets.

Exemplo

RENAME 'USUARIO.OLD' 'USUARIO.NEW'

Passo a passo

  1. Informar nome antigo

  2. Informar novo nome

  3. ENTER


13. PROFILE

Para que serve

Mostra perfil do usuário.

Exemplo

PROFILE

Passo a passo

  1. Digitar PROFILE

  2. Consultar parâmetros


14. STATUS

Para que serve

Mostra status da sessão.

Exemplo

STATUS

Passo a passo

  1. Executar STATUS

  2. Ver informações da sessão


15. SEND

Para que serve

Envia mensagem para usuário.

Exemplo

SEND 'OLA' USER(TESTE)

Passo a passo

  1. Informar mensagem

  2. Informar usuário

  3. ENTER


16. RECEIVE

Para que serve

Recebe datasets transmitidos.

Exemplo

RECEIVE

Passo a passo

  1. Executar RECEIVE

  2. Confirmar restauração


17. TRANSMIT

Para que serve

Transmite datasets.

Exemplo

TRANSMIT TESTE.DATA

Passo a passo

  1. Informar destino

  2. Informar dataset

  3. Enviar transmissão


18. EDIT

Para que serve

Abre editor ISPF.

Exemplo

EDIT 'USUARIO.JCL(TESTE)'

Passo a passo

  1. Informar dataset

  2. Abrir editor


19. BROWSE

Para que serve

Visualiza datasets sem editar.

Exemplo

BROWSE 'USUARIO.ARQ'

Passo a passo

  1. Digitar BROWSE

  2. Ler conteúdo


20. VIEW

Para que serve

Visualização avançada.

Exemplo

VIEW 'USUARIO.ARQ'

Passo a passo

  1. Abrir dataset

  2. Navegar no conteúdo


21. SUBMIT

Para que serve

Submete JOB.

Exemplo

SUBMIT 'USUARIO.JCL(MYJOB)'

Passo a passo

  1. Criar JCL

  2. Executar SUBMIT

  3. Ver JOBID


22. SDSF

Para que serve

Abre monitor de spool.

Exemplo

SDSF

Passo a passo

  1. Executar SDSF

  2. Consultar jobs


23. ISRDDN

Para que serve

Mostra datasets alocados.

Exemplo

ISRDDN

Passo a passo

  1. Digitar ISRDDN

  2. Ver DDNAMEs


24. ISRFIND

Para que serve

Localiza strings em datasets.

Exemplo

ISRFIND COBOL

Passo a passo

  1. Informar texto

  2. Buscar ocorrência


25. ISRJCL

Para que serve

Ajuda com JCL.

Exemplo

ISRJCL

Passo a passo

  1. Abrir utilitário

  2. Consultar exemplos


26. HLIST

Para que serve

Lista histórico.

Exemplo

HLIST

27. TERMINAL

Para que serve

Mostra informações do terminal.

Exemplo

TERMINAL

28. OUTTRAP

Para que serve

Captura saída de comandos.

Exemplo

OUTTRAP

29. EXEC

Para que serve

Executa CLIST ou REXX.

Exemplo

EXEC 'USUARIO.REXX(TESTE)'

30. REXX

Para que serve

Executa scripts REXX.

Exemplo

TSO TESTE

31. CLIST

Para que serve

Executa scripts CLIST.

Exemplo

EX TESTE

32. OCOPY

Para que serve

Copia datasets para UNIX.

Exemplo

OCOPY INDD(IN) OUTDD(OUT)

33. OLIST

Para que serve

Lista arquivos UNIX.

Exemplo

OLIST

34. OMVS

Para que serve

Acessa UNIX System Services.

Exemplo

OMVS

35. NETSTAT

Para que serve

Mostra conexões TCP/IP.

Exemplo

NETSTAT

36. PING

Para que serve

Testa conectividade.

Exemplo

PING 127.0.0.1

37. LU

Para que serve

Mostra usuários logados.

Exemplo

LU

38. WHO

Para que serve

Consulta usuários ativos.

Exemplo

WHO

39. ACCOUNT

Para que serve

Consulta informações da conta.

Exemplo

ACCOUNT

40. OUTPUT

Para que serve

Consulta saída de jobs.

Exemplo

OUTPUT

41. PREFIX

Para que serve

Define prefixo de datasets.

Exemplo

PREFIX USUARIO

42. ATTRIB

Para que serve

Altera atributos.

Exemplo

ATTRIB

43. DA

Para que serve

Lista datasets.

Exemplo

DA 'USUARIO.*'

44. DSLIST

Para que serve

Lista datasets via ISPF.

Exemplo

DSLIST

45. HEX

Para que serve

Ativa modo hexadecimal.

Exemplo

HEX ON

46. FIND

Para que serve

Busca texto.

Exemplo

FIND 'COBOL'

47. CHANGE

Para que serve

Substitui texto.

Exemplo

CHANGE 'OLD' 'NEW'

48. SORT

Para que serve

Ordena dados.

Exemplo

SORT

49. LOCATE

Para que serve

Posiciona cursor rapidamente.

Exemplo

LOCATE TESTE

50. RESET

Para que serve

Limpa filtros e comandos.

Exemplo

RESET

Passo a passo

  1. Digitar RESET

  2. ENTER

  3. Tela limpa novamente