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segunda-feira, 26 de março de 2007

O que é um Dataset no Mainframe?

 

Bellacosa Mainframe o que é um dataset

O que é Dataset no Mainframe?

No ambiente mainframe IBM Z, um dos conceitos mais importantes é:

Dataset.

Praticamente tudo no z/OS gira em torno deles:

  • programas;

  • JCL;

  • arquivos COBOL;

  • relatórios;

  • bibliotecas;

  • cargas batch;

  • bancos VSAM.


Definição simples

Dataset é:

um conjunto organizado de dados armazenado no disco do mainframe.

É equivalente a:

  • arquivos no Windows;

  • arquivos Linux;

  • documentos digitais.

Mas no mainframe os datasets possuem:

muito mais controle e estrutura.


Analogia simples


Windows

C:\TEMP\CLIENTES.TXT

Mainframe

EMPRESA.PROD.CLIENTES

Dataset = arquivo do mainframe


Onde datasets ficam?

Normalmente em:

DASD.


O que é DASD?

Direct Access Storage Device

Disco do mainframe.


Tipos mais comuns de dataset


Sequential Dataset (PS)

Arquivo sequencial.


PDS

Partitioned Dataset.

Biblioteca com membros.


PDSE

Versão moderna do PDS.


VSAM

Dataset avançado indexado.


GDG

Geração de datasets.


Dataset sequencial (PS)

Muito usado em:

  • COBOL batch;

  • relatórios;

  • arquivos entrada;

  • saída batch.


Exemplo

BANCO.CLIENTES.ARQ

Como funciona?

Os registros são lidos:

em sequência.


Fluxo

REG1
 ↓
REG2
 ↓
REG3

Muito usado com COBOL READ


O que é PDS?

Partitioned Dataset

Dataset dividido em:

membros.


Analogia

Como uma pasta contendo:

  • vários arquivos.


Muito usado para:

  • JCL;

  • PROC;

  • COBOL source;

  • CLIST;

  • REXX.


Exemplo

USER.JCLLIB

Membros:

TESTE
COBOL
BACKUP

O que é PDSE?

Versão moderna do:

PDS.


Vantagens do PDSE

  • menos fragmentação;

  • gerenciamento automático;

  • mais eficiente;

  • mais moderno.


O que é VSAM?

Dataset mais sofisticado.

Pode possuir:

  • índice;

  • acesso direto;

  • chave.


Muito usado em:

  • bancos;

  • sistemas online;

  • CICS.


O que é GDG?

Generation Data Group

Controle de versões de datasets.


Exemplo

RELATORIO(+1)

Como datasets são identificados?

Por:

DSN.


DSN = Dataset Name


Exemplo

EMPRESA.FINANCEIRO.CLIENTES

Regras comuns

  • separados por ponto;

  • até 44 caracteres;

  • níveis hierárquicos.


Estrutura visual

EMPRESA
   ↓
FINANCEIRO
   ↓
CLIENTES

Como datasets aparecem no JCL?

Via:

DD statement.


Exemplo

//CLIENTE DD DSN=EMPRESA.CLIENTES,
//            DISP=SHR

Explicando

ElementoFunção
DDDefine dataset
DSNNome dataset
DISPTipo acesso

DISP mais comuns

DISPSignificado
SHRCompartilhado
OLDExclusivo
NEWNovo dataset
MODAcrescentar dados

Como COBOL usa dataset?

Através de:

  • SELECT;

  • ASSIGN;

  • READ;

  • WRITE.


Exemplo COBOL

SELECT ARQCLI
ASSIGN TO CLIENTE.

Ligação COBOL ↔ JCL

COBOL ASSIGN
      ↓
DDNAME JCL
      ↓
Dataset real

O que é layout do dataset?

Estrutura do registro.


Exemplo

12345JOAO SILVA          0001500

Layout COBOL

05 ID      PIC 9(5).
05 NOME    PIC X(20).
05 SALDO   PIC 9(7).

Dataset pode conter:

  • texto;

  • números;

  • binários;

  • packed decimal;

  • JCL;

  • programas.


Dataset no SDSF/ISPF

Muito acessado usando:

  • 3.4 ISPF;

  • SDSF;

  • utilities.


Comandos famosos

LISTCAT

ALLOC

IEBGENER

O que é catalog?

Catálogo do z/OS.

Guarda:

  • localização;

  • volume;

  • informações dataset.


O que é volume?

Disco físico/lógico onde dataset está.


Dataset temporário

Criado temporariamente no JOB.


Exemplo

//TEMP DD DSN=&&TEMP

Dataset permanente

Fica armazenado após execução.


Dataset e batch

Praticamente todo batch:

  • lê datasets;

  • processa;

  • grava novos datasets.


Fluxo batch clássico

INPUT DATASET
      ↓
COBOL PROCESSA
      ↓
OUTPUT DATASET

Curiosidades incríveis

1. Mainframes armazenam bilhões de datasets


2. PDS foi uma revolução para bibliotecas JCL/COBOL


3. VSAM ainda é extremamente usado em bancos


4. Muitos datasets existem há décadas em produção


Erros comuns de iniciantes


1. Confundir PDS com dataset sequencial


2. DDNAME diferente do ASSIGN


3. DISP incorreto


4. Layout incompatível


5. Não entender organização do dataset


Dicas importantes

Entenda PS vs PDS vs VSAM


Sempre valide DDNAME


Aprenda DISP corretamente


Conheça layouts COBOL


Resumo rápido

TipoFunção
PSSequencial
PDSBiblioteca
PDSEBiblioteca moderna
VSAMIndexado
GDGVersionamento
DSNNome dataset
DDAssociação JCL

Conclusão

Dataset é a estrutura fundamental de armazenamento no ambiente mainframe IBM Z.

Eles armazenam programas, arquivos batch, bibliotecas, dados corporativos e informações críticas, sendo essenciais para COBOL, JCL, CICS e processamento no z/OS.

sexta-feira, 2 de março de 2007

O que é o Comando COMPUTE em COBOL?

 

Bellacosa Mainframe e o comando compute no cobol

O que é o Comando COMPUTE em COBOL?

O comando COMPUTE é uma das instruções mais importantes do COBOL para realizar:

  • cálculos matemáticos;

  • fórmulas financeiras;

  • operações aritméticas;

  • expressões complexas.

Ele foi criado para simplificar operações que antes exigiam vários comandos separados.


O que faz o COMPUTE?

O COMPUTE permite:

calcular uma expressão matemática completa em uma única instrução.


Sintaxe básica

COMPUTE resultado = expressão

Exemplo:

COMPUTE WS-TOTAL = WS-VALOR1 + WS-VALOR2

Exemplo simples

Sem COMPUTE:

ADD WS-VALOR1 TO WS-VALOR2 GIVING WS-TOTAL

Com COMPUTE:

COMPUTE WS-TOTAL =
        WS-VALOR1 + WS-VALOR2

Operações suportadas

Soma

COMPUTE WS-TOTAL =
        WS-A + WS-B

Subtração

COMPUTE WS-SALDO =
        WS-CREDITO - WS-DEBITO

Multiplicação

COMPUTE WS-TOTAL =
        WS-QUANTIDADE * WS-PRECO

Divisão

COMPUTE WS-MEDIA =
        WS-SOMA / WS-QTD

Potência

COMPUTE WS-RESULTADO =
        WS-VALOR ** 2

Operadores matemáticos

OperadorSignificado
+Soma
-Subtração
*Multiplicação
/Divisão
**Potência

Exemplo de expressão complexa

COMPUTE WS-RESULTADO =
       (WS-A + WS-B)
       * WS-C
       / WS-D

Ordem de precedência

O COBOL segue regras matemáticas normais:

()
**
* /
+ -

Exemplo

COMPUTE WS-TOTAL =
        10 + 20 * 3

Resultado:

70

Porque:

20 * 3 = 60
60 + 10 = 70

Usando parênteses

COMPUTE WS-TOTAL =
       (10 + 20) * 3

Resultado:

90

COMPUTE com valores monetários

Muito comum em sistemas bancários.

COMPUTE WS-JUROS =
        WS-SALDO * WS-TAXA

Exemplo financeiro

COMPUTE WS-VALOR-FINAL =
        WS-VALOR +
        (WS-VALOR * WS-PERCENTUAL / 100)

COMPUTE com COMP-3

Extremamente comum.

01 WS-SALDO      PIC S9(7)V99 COMP-3.
01 WS-JUROS      PIC S9(5)V99 COMP-3.
01 WS-TOTAL      PIC S9(9)V99 COMP-3.

COMPUTE WS-TOTAL =
        WS-SALDO + WS-JUROS

COMPUTE e Funções Intrínsecas

Podem ser usados juntos.

Exemplo:

COMPUTE WS-RAIZ =
        FUNCTION SQRT(625)

Resultado:

25

Exemplo com ABS

COMPUTE WS-VALOR =
        FUNCTION ABS(-500)

Resultado:

500

COMPUTE com CURRENT-DATE

MOVE FUNCTION CURRENT-DATE
     TO WS-DATA

Embora CURRENT-DATE normalmente seja usado com MOVE, ele também pode participar de expressões.


ON SIZE ERROR

Muito importante.

Detecta estouro de campo.

Exemplo:

COMPUTE WS-TOTAL =
        WS-A * WS-B

   ON SIZE ERROR
      DISPLAY 'ERRO DE TAMANHO'
END-COMPUTE

O que é Size Error?

Quando o resultado não cabe no campo.

Exemplo:

Campo:

PIC 9(3)

Máximo:

999

Resultado calculado:

1500

Ocorre:

SIZE ERROR


Exemplo completo

WORKING-STORAGE SECTION.

01 WS-SALARIO      PIC 9(7)V99.
01 WS-BONUS        PIC 9(5)V99.
01 WS-TOTAL        PIC 9(7)V99.

PROCEDURE DIVISION.

    MOVE 5000 TO WS-SALARIO
    MOVE 1000 TO WS-BONUS

    COMPUTE WS-TOTAL =
            WS-SALARIO + WS-BONUS

    DISPLAY WS-TOTAL

    STOP RUN.

Saída:

6000.00

COMPUTE vs ADD

ADD:

ADD A TO B GIVING C

COMPUTE:

COMPUTE C = A + B

COMPUTE vs MULTIPLY

MULTIPLY:

MULTIPLY A BY B GIVING C

COMPUTE:

COMPUTE C = A * B

Vantagens do COMPUTE

Código mais legível

Menos instruções

Expressões complexas

Fácil manutenção

Mais próximo da matemática tradicional


Cuidados

  • Verificar tamanho dos campos.

  • Usar ON SIZE ERROR quando necessário.

  • Atenção com casas decimais.

  • Validar divisões por zero.


Onde o COMPUTE é mais usado?

Praticamente em todos os sistemas COBOL:

  • bancos;

  • cartões;

  • seguros;

  • folha salarial;

  • faturamento;

  • cálculo de juros;

  • cálculo de impostos.


Curiosidade

Antes do COMPUTE, muitos cálculos exigiam combinações de:

ADD
SUBTRACT
MULTIPLY
DIVIDE

O COMPUTE trouxe uma sintaxe muito mais próxima das fórmulas matemáticas tradicionais.


Resumo rápido

ComandoFunção
COMPUTEExecuta cálculos
+Soma
-Subtração
*Multiplicação
/Divisão
**Potência
ON SIZE ERRORTrata estouro
FUNCTIONUsa funções intrínsecas

Conclusão

O comando COMPUTE é a principal instrução de cálculo do COBOL. Ele permite executar operações matemáticas simples ou complexas de forma clara, legível e eficiente, sendo amplamente utilizado em aplicações financeiras e sistemas corporativos executados em mainframes IBM Z.

quinta-feira, 1 de março de 2007

O que é Função Intrínseca em COBOL?

 

Bellacosa Mainframe e as funções intrinsecas em COBOL

O que é Função Intrínseca em COBOL?

As funções intrínsecas (Intrinsic Functions) são funções internas do COBOL que permitem realizar operações comuns sem a necessidade de criar rotinas próprias.

Elas foram introduzidas para facilitar tarefas como:

  • manipulação de datas;

  • cálculos matemáticos;

  • conversão de dados;

  • tratamento de strings;

  • operações estatísticas.

Em vez de escrever dezenas de linhas de código, você pode usar uma função pronta fornecida pelo compilador COBOL.


O que significa "intrínseca"?

Significa:

embutida na linguagem.

Ou seja, já faz parte do compilador COBOL.

Não é necessário:

  • COPY;

  • CALL;

  • subprograma;

  • biblioteca externa.


Sintaxe básica

FUNCTION nome-da-funcao(argumentos)

Exemplo:

MOVE FUNCTION CURRENT-DATE
     TO WS-DATA

Exemplo simples

Sem função intrínseca:

COMPUTE WS-IDADE = ANO-ATUAL - ANO-NASCIMENTO

Com função:

COMPUTE WS-RAIZ =
        FUNCTION SQRT(144)

Resultado:

12

Principais categorias

Datas e Horas

Matemáticas

Conversão de Dados

Strings

Estatísticas

Financeiras


Função CURRENT-DATE

Uma das mais usadas.

Retorna:

  • data;

  • hora;

  • milissegundos;

  • fuso horário.

Exemplo:

MOVE FUNCTION CURRENT-DATE
     TO WS-DATA-HORA

Resultado:

2026080215304500

Função LENGTH

Retorna o tamanho de um campo.

Exemplo:

COMPUTE WS-TAM =
        FUNCTION LENGTH(WS-NOME)

Função UPPER-CASE

Converte texto para maiúsculo.

MOVE FUNCTION UPPER-CASE(WS-NOME)
     TO WS-NOME-MAIUSCULO

Função LOWER-CASE

Converte texto para minúsculo.

MOVE FUNCTION LOWER-CASE(WS-NOME)
     TO WS-NOME-MINUSCULO

Função REVERSE

Inverte caracteres.

MOVE FUNCTION REVERSE("COBOL")
     TO WS-TEXTO

Resultado:

LOBOC

Função NUMVAL

Converte texto para número.

Exemplo:

MOVE FUNCTION NUMVAL("12345")
     TO WS-VALOR

Função NUMVAL-C

Converte valores monetários.

Exemplo:

MOVE FUNCTION NUMVAL-C("R$1.234,56")
     TO WS-VALOR

(Dependendo da configuração regional do compilador.)


Função INTEGER

Remove casas decimais.

COMPUTE WS-INTEIRO =
        FUNCTION INTEGER(123.99)

Resultado:

123

Função ABS

Valor absoluto.

COMPUTE WS-VALOR =
        FUNCTION ABS(-500)

Resultado:

500

Função SQRT

Raiz quadrada.

COMPUTE WS-RAIZ =
        FUNCTION SQRT(625)

Resultado:

25

Função RANDOM

Gera número aleatório.

COMPUTE WS-NUM =
        FUNCTION RANDOM

Função MOD

Retorna resto da divisão.

COMPUTE WS-RESTO =
        FUNCTION MOD(10 3)

Resultado:

1

Função MAX

Maior valor.

COMPUTE WS-MAX =
        FUNCTION MAX(10 20 30)

Resultado:

30

Função MIN

Menor valor.

COMPUTE WS-MIN =
        FUNCTION MIN(10 20 30)

Resultado:

10

Função MEAN

Média aritmética.

COMPUTE WS-MEDIA =
        FUNCTION MEAN(10 20 30)

Resultado:

20

Função ORD

Retorna código ordinal do caractere.

COMPUTE WS-COD =
        FUNCTION ORD("A")

Função CHAR

Retorna caractere de um código.

MOVE FUNCTION CHAR(65)
     TO WS-LETRA

Resultado:

A

Função TRIM

Remove espaços.

MOVE FUNCTION TRIM(WS-NOME)
     TO WS-NOME-LIMPO

Exemplo prático

WORKING-STORAGE SECTION.

01 WS-NOME          PIC X(20).
01 WS-NOME-MAIUS    PIC X(20).

PROCEDURE DIVISION.

    MOVE 'bellacosa'
         TO WS-NOME

    MOVE FUNCTION UPPER-CASE(WS-NOME)
         TO WS-NOME-MAIUS

    DISPLAY WS-NOME-MAIUS

    STOP RUN.

Saída:

BELLACOSA

Funções muito usadas em Mainframe

As mais encontradas em sistemas corporativos:

  • CURRENT-DATE

  • LENGTH

  • NUMVAL

  • NUMVAL-C

  • UPPER-CASE

  • LOWER-CASE

  • TRIM

  • INTEGER

  • MOD

  • ABS


Vantagens

Menos código

Mais legibilidade

Melhor manutenção

Menos rotinas auxiliares

Melhor produtividade


Cuidados

Nem todas as funções estão disponíveis em compiladores muito antigos.

Alguns ambientes COBOL legados podem não suportar:

  • TRIM

  • UPPER-CASE

  • LOWER-CASE

  • funções estatísticas mais modernas


Curiosidade

Antes das funções intrínsecas, tarefas simples exigiam dezenas de linhas de código COBOL.

Converter um texto para maiúsculo, por exemplo, frequentemente exigia tabelas de tradução e loops complexos.

As funções intrínsecas simplificaram enormemente o desenvolvimento COBOL moderno.


Resumo rápido

FunçãoFinalidade
CURRENT-DATEData e hora atual
LENGTHTamanho do campo
UPPER-CASEMaiúsculas
LOWER-CASEMinúsculas
TRIMRemove espaços
NUMVALTexto → Número
ABSValor absoluto
SQRTRaiz quadrada
MODResto da divisão
MAXMaior valor
MINMenor valor
RANDOMNúmero aleatório

Conclusão

As funções intrínsecas são recursos nativos do COBOL que simplificam cálculos, manipulação de dados, datas e strings. Elas tornam os programas mais legíveis, reduzem a quantidade de código e são amplamente utilizadas em aplicações modernas de COBOL no ambiente mainframe IBM Z.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

O que é Processamento Online em Mainframe?

 

Bellacosa Mainframe o que é processamento mainframe

O que é Processamento Online em Mainframe?

O processamento Online é o modelo de execução em que o usuário interage diretamente com a aplicação e recebe uma resposta quase imediata.

Enquanto o Batch processa grandes volumes de dados em lote, o Online processa uma transação por vez, em tempo real.


Definição Simples

Processamento Online é:

a execução interativa de transações em tempo real.

Sempre que um usuário:

  • consulta saldo;

  • realiza um PIX;

  • faz uma compra no cartão;

  • acessa Internet Banking;

  • emite um boleto;

há um processamento online acontecendo.


Analogia Simples

Batch

100.000 registros
        ↓
Processa tudo junto
        ↓
Resultado

Online

Usuário solicita
        ↓
Sistema responde
        ↓
Fim da transação

Exemplos do Dia a Dia

Caixa Eletrônico

Cliente consulta saldo
        ↓
CICS
        ↓
DB2
        ↓
Resposta em segundos

PIX

Cliente envia PIX
        ↓
Validação
        ↓
Atualização DB2
        ↓
Confirmação

Cartão de Crédito

Compra realizada
        ↓
Autorização
        ↓
Resposta

Arquitetura Online no Mainframe

Usuário
    ↓
Terminal / Web / Mobile
    ↓
CICS ou IMS TM
    ↓
Programa COBOL
    ↓
DB2 / VSAM
    ↓
Resposta

Principais Componentes

CICS

Customer Information Control System

Principal monitor transacional do mundo Mainframe.

Gerencia:

  • transações;

  • usuários;

  • telas;

  • comunicação.


IMS TM

IMS Transaction Manager.

Alternativa ao CICS.

Muito usado em:

  • bancos;

  • telecom;

  • governo.


COBOL

Contém as regras de negócio.


DB2

Banco de dados relacional.


VSAM

Arquivos indexados.


Fluxo de uma Transação CICS

Terminal
    ↓
Transação
    ↓
Programa COBOL
    ↓
DB2
    ↓
Resposta

Exemplo de Transação

Código digitado:

CONS

ou

SALD

O CICS:

Recebe
 ↓
Localiza programa
 ↓
Executa
 ↓
Retorna tela

Exemplo COBOL Online

EXEC CICS RECEIVE
     MAP('TELA1')
END-EXEC.

Recebe dados da tela.


Consulta DB2

EXEC SQL

   SELECT SALDO
   INTO :WS-SALDO

   FROM CLIENTES

   WHERE CONTA = :WS-CONTA

END-EXEC.

Retorno ao Usuário

EXEC CICS SEND
     MAP('TELA2')
END-EXEC.

Características do Online

✅ Tempo real

✅ Resposta imediata

✅ Interação usuário

✅ Pequeno volume por transação

✅ Alta disponibilidade


Online x Batch

OnlineBatch
Tempo realEm lote
InterativoNão interativo
Usuário presenteUsuário ausente
Resposta imediataProcessamento agendado
CICS/IMSJCL/COBOL

O que é uma Transação?

Unidade lógica de trabalho.

Exemplo:

Consultar saldo

ou

Transferir dinheiro

Conceito ACID

Transações online devem garantir:

Atomicidade

Tudo ou nada.


Consistência

Dados válidos.


Isolamento

Usuários não interferem.


Durabilidade

Dados persistem.


COMMIT

Confirma a transação.

COMMIT;

ROLLBACK

Desfaz alterações.

ROLLBACK;

Exemplo

PIX enviado
     ↓
Erro
     ↓
ROLLBACK

Nenhum valor é debitado.


Desempenho

Transações online normalmente precisam responder em:

Menos de 1 segundo

ou

2 segundos

Dependendo da aplicação.


Segurança

Ambientes online usam:

  • RACF

  • ACF2

  • Top Secret

para controlar acessos.


Disponibilidade

Muitos sistemas online operam:

24x7

Sem interrupção.


Exemplos Reais

Bancos

  • PIX

  • TED

  • Consulta saldo

  • Investimentos


Seguradoras

  • Apólices

  • Sinistros


Governo

  • Receita Federal

  • Previdência


Varejo

  • Cartões

  • E-commerce


Erros Comuns

Deadlock DB2

SQLCODE -911

Programa não encontrado

AEI0

Erro de COMMAREA

AEIV

Timeout

AICA

Curiosidades

1. O CICS processa bilhões de transações por dia no mundo

2. Muitas operações de cartão passam por Mainframes IBM Z

3. Um único CICS pode suportar milhares de usuários simultâneos

4. Grande parte dos PIX bancários passa por aplicações COBOL online


Resumo Rápido

ConceitoFunção
OnlineProcessamento em tempo real
CICSMonitor transacional
IMS TMGerenciador de transações
COBOLRegras de negócio
DB2Banco de dados
VSAMArquivo indexado
COMMITConfirma
ROLLBACKDesfaz
ACIDIntegridade transacional
RACFSegurança

Conclusão

O processamento Online é o responsável pelas transações em tempo real no ambiente IBM Z. Utilizando tecnologias como CICS, IMS TM, COBOL, DB2 e VSAM, ele permite que milhões de usuários realizem consultas, pagamentos, transferências e operações críticas com rapidez, segurança e alta disponibilidade, tornando-se um dos pilares da computação corporativa moderna.


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

O que é Processamento Batch em Mainframe?

 

Bellacosa Mainframe o que é processamento batch em Mainframe

O que é Processamento Batch em Mainframe?

O processamento Batch é uma das tecnologias mais importantes da história da computação corporativa e continua sendo responsável por processar bilhões de transações diariamente em bancos, seguradoras, governos e grandes empresas.

Batch significa:

Processamento em Lote

Ou seja, um conjunto de dados é processado automaticamente, sem interação direta do usuário durante a execução.


Definição Simples

Imagine que uma empresa precisa:

  • calcular salários;

  • gerar extratos;

  • processar PIX;

  • atualizar saldos;

  • emitir boletos.

Em vez de fazer isso um registro por vez, o sistema reúne milhares ou milhões de registros e processa tudo em lote.

Isso é Batch.


Analogia Simples

Imagine uma lavanderia industrial.

Processamento Online

Roupa entra
↓
Lavagem imediata
↓
Entrega

Processamento Batch

1000 roupas chegam
↓
Acumula tudo
↓
Processa em lote
↓
Entrega

Batch x Online

BatchOnline
Sem usuárioCom usuário
Processamento em loteTempo real
Grande volumePequeno volume
Horários programadosSob demanda
Alta performanceBaixa latência

Exemplo Online

Cliente consulta saldo:

ATM
↓
CICS
↓
DB2
↓
Resposta

Tudo acontece em segundos.


Exemplo Batch

Fim do dia:

Milhões de contas
↓
Atualizar juros
↓
Gerar extratos
↓
Criar relatórios

Arquitetura Batch no Mainframe

JCL
 ↓
Scheduler
 ↓
JOB
 ↓
Programa COBOL
 ↓
QSAM / VSAM / DB2
 ↓
Relatórios

Componentes Principais

JCL

Job Control Language

Controla a execução.


COBOL

Executa as regras de negócio.


Dataset

Contém os dados.


Scheduler

Agenda a execução.


JES2/JES3

Gerencia filas e spool.


Como um Batch Funciona?

Fluxo típico:

Entrada
 ↓
Leitura
 ↓
Validação
 ↓
Processamento
 ↓
Gravação
 ↓
Relatórios

Exemplo Real

Banco processando pagamentos:

Arquivo PIX
 ↓
COBOL
 ↓
Validação
 ↓
Atualização DB2
 ↓
Relatório

Exemplo de JCL

//PAGTO JOB ...

//STEP1 EXEC PGM=PAGPIX

//ENTRADA DD DSN=BANCO.PIX.INPUT

//SAIDA   DD DSN=BANCO.PIX.OUTPUT

O que acontece?

O z/OS:

  1. Aloca datasets

  2. Carrega programa

  3. Executa COBOL

  4. Gera SYSOUT

  5. Finaliza Job


Ciclo de Vida de um Job Batch

SUBMIT
  ↓
INPUT QUEUE
  ↓
EXECUTION QUEUE
  ↓
RUNNING
  ↓
OUTPUT QUEUE
  ↓
PURGE

Onde vemos isso?

No SDSF:

ST
DA
I
H
O

Horário de Batch

Tradicionalmente:

22:00
 ↓
06:00

Conhecido como:

Janela Batch


Por que à noite?

Menos usuários online.

Mais recursos disponíveis.


Tipos de Batch


Batch Sequencial

Processa arquivo inteiro.

Registro 1
Registro 2
Registro 3

Batch DB2

Processa tabelas.

SELECT
UPDATE
INSERT
DELETE

Batch VSAM

Processa registros indexados.


Batch ETL

Extrai, transforma e carrega dados.

Muito usado em Data Warehouse.


Schedulers Mais Conhecidos


IBM Workload Scheduler (IWS)

Antigo OPC/TWS.


Control-M

Muito usado em bancos.


CA-7

Broadcom.


ESP

Scheduler corporativo.


Automic

Ambientes distribuídos e Mainframe.


Dependências Batch

Um Job pode depender de outro.


Exemplo

JOB-A
 ↓
JOB-B
 ↓
JOB-C

JOB-B só executa se:

JOB-A RC=0000

Return Code (RC)

Código de retorno do Job.


Exemplos

RCSignificado
0000Sucesso
0004Aviso
0008Erro
0012Erro grave
0016Falha crítica

ABEND em Batch

Se ocorrer:

S0C7
S806
SB37

O Job pode parar.


Logs do Batch

Disponíveis no:

SYSOUT
JESMSGLG
JESJCL
JESYSMSG

Exemplo de Fluxo Bancário

PIX RECEBIDOS
        ↓
JOB BATCH
        ↓
ATUALIZA DB2
        ↓
GERA EXTRATO
        ↓
ENVIA RELATÓRIO

Vantagens do Batch

✅ Processa milhões de registros

✅ Excelente performance

✅ Automatização

✅ Baixo custo operacional

✅ Alta confiabilidade


Desvantagens

❌ Não é tempo real

❌ Dependência de janelas

❌ Recuperação pode ser complexa


Curiosidades

1. Alguns bancos processam mais de 10 bilhões de registros por noite

2. Muitos batchs executam há mais de 30 anos sem interrupção

3. O conceito de processamento em lote existe desde a era dos cartões perfurados

4. Grande parte do fechamento bancário mundial ainda depende de batchs COBOL


Erros Comuns de Iniciantes

Confundir Batch com Online


Ignorar Return Codes


Não analisar SYSOUT


Não tratar ABENDs


Não entender dependências do Scheduler


Resumo Rápido

ConceitoFunção
BatchProcessamento em lote
JCLControle execução
COBOLRegras negócio
DatasetDados
SchedulerAgendamento
RCCódigo retorno
SYSOUTLogs
JES2Gerência filas
IWSScheduler IBM
Control-MScheduler corporativo

Conclusão

O processamento Batch é o coração operacional de muitas empresas que utilizam Mainframe IBM Z. Ele permite processar enormes volumes de dados de forma automatizada, segura e eficiente, sendo responsável por atividades críticas como fechamento bancário, folha de pagamento, faturamento, conciliações financeiras e geração de relatórios corporativos.


sábado, 10 de fevereiro de 2007

O que é Copybook no COBOL?

 

Bellacosa Mainframe apresenta o copybook em Cobol


O que é Copybook no COBOL?

Um dos recursos mais importantes do COBOL é o:

Copybook

Ele permite reutilizar estruturas de dados e trechos de código em vários programas, evitando duplicação e facilitando a manutenção dos sistemas.

Em grandes ambientes bancários e corporativos, é comum existirem:

  • milhares de programas COBOL;

  • centenas de copybooks compartilhados;

  • layouts padronizados usados por toda a empresa.


Definição simples

Copybook é:

um arquivo reutilizável contendo definições COBOL.

Normalmente ele armazena:

  • layouts de registros;

  • estruturas de arquivos;

  • áreas de comunicação;

  • parâmetros de programas;

  • campos de telas CICS.


Analogia simples

Imagine um formulário padrão de cliente.

Em vez de recriar o formulário em cada programa, você cria apenas uma vez e reutiliza em todos.

O Copybook funciona exatamente assim.


Onde ele é usado?

Principalmente na:

DATA DIVISION

Exemplo sem Copybook

01 CLIENTE.
   05 CLI-NOME      PIC X(30).
   05 CLI-ENDERECO  PIC X(50).
   05 CLI-SALDO     PIC S9(7)V99 COMP-3.

Agora imagine repetir isso em 500 programas.


Solução

Criar um Copybook.


Exemplo do Copybook

Membro:

COPYLIB(CLIENTE)

Conteúdo:

01 CLIENTE.
   05 CLI-NOME      PIC X(30).
   05 CLI-ENDERECO  PIC X(50).
   05 CLI-SALDO     PIC S9(7)V99 COMP-3.

Como usar?

No programa COBOL:

WORKING-STORAGE SECTION.

COPY CLIENTE.

Durante a compilação, o compilador substitui o COPY pelo conteúdo do Copybook.


O que acontece internamente?

COPY CLIENTE
      ↓
Compilador expande
      ↓
Layout inserido
      ↓
Compilação continua

Onde os Copybooks ficam?

Normalmente em:

USER.COPYLIB
EMPRESA.COBOL.COPYLIB
BANCO.COPYLIB

Geralmente em:

  • PDS;

  • PDSE.


Estrutura típica

EMPRESA.COPYLIB
    |
    +-- CLIENTE
    +-- PRODUTO
    +-- ENDERECO
    +-- CONTRATO

O comando COPY

Sintaxe básica:

COPY CLIENTE.

Exemplo completo

DATA DIVISION.

WORKING-STORAGE SECTION.

COPY CLIENTE.

PROCEDURE DIVISION.

DISPLAY CLI-NOME.

Copybook para arquivos

Muito comum.


Exemplo

FD ARQCLIENTE.

COPY CLIREG.

Copybook CLIREG

01 REG-CLIENTE.
   05 CLI-ID      PIC 9(5).
   05 CLI-NOME    PIC X(30).

Vantagem

Se o layout mudar:

30 bytes
↓
40 bytes

Alteramos apenas o Copybook.

Todos os programas passam a usar a nova estrutura.


Copybook para parâmetros

Muito usado com:

CALL

Exemplo

Programa chamador:

CALL 'CALCSAL'
USING DADOS-CLIENTE

Copybook compartilhado

01 DADOS-CLIENTE.
   05 CODIGO PIC 9(5).
   05 SALDO  PIC S9(7)V99.

Copybook em CICS

Extremamente comum.


Exemplo

EXEC CICS RECEIVE MAP(...)

Mapas BMS geralmente geram Copybooks.


Copybook em DB2

Muito usado com host variables.


Exemplo

EXEC SQL
   INCLUDE SQLCA
END-EXEC

SQLCA é um Copybook

Contém:

  • SQLCODE;

  • SQLSTATE;

  • informações da execução SQL.


Copybooks famosos


SQLCA

Retorno DB2.


DFHAID

Teclas PF do CICS.


DFHBMSCA

Mapas CICS.


DCLGEN

Layouts gerados pelo DB2.


O que é REPLACING?

Permite substituir textos durante o COPY.


Exemplo

Copybook:

05 CAMPO PIC X(10).

Uso:

COPY CLIENTE
REPLACING CAMPO BY NOME.

Muito usado em frameworks COBOL


Benefícios do Copybook


Reutilização


Padronização


Menos código duplicado


Facilidade manutenção


Menos erros


Integração entre sistemas


Problemas comuns

Alterar Copybook sem analisar impacto

Pode afetar centenas de programas.


Copiar layouts incompatíveis

Pode causar:

  • S0C7;

  • truncamento;

  • dados incorretos.


Não versionar Copybooks

Dificulta manutenção.


Boas práticas

✅ Um Copybook para cada entidade de negócio

✅ Nome padronizado

✅ Documentar alterações

✅ Evitar campos sem descrição

✅ Manter compatibilidade sempre que possível


Como identificar um Copybook?

Normalmente aparecem comandos como:

COPY CLIENTE.

ou

EXEC SQL
   INCLUDE SQLCA
END-EXEC.

Curiosidades

1. Alguns bancos possuem mais de 50 mil Copybooks em produção

2. Uma alteração em um único Copybook pode impactar centenas de aplicações

3. Copybooks são uma das bases da reutilização no COBOL

4. Muitos layouts de arquivos, VSAM e DB2 são compartilhados via Copybook


Resumo rápido

ConceitoFunção
CopybookArquivo reutilizável
COPYInclui Copybook
COPYLIBBiblioteca de Copybooks
SQLCACopybook DB2
DFHAIDCopybook CICS
REPLACINGSubstituição dinâmica
DCLGENGeração layouts DB2

Conclusão

O Copybook é um dos mecanismos mais importantes do COBOL. Ele permite compartilhar layouts, parâmetros e estruturas entre programas, garantindo padronização, reutilização e manutenção eficiente dos sistemas corporativos executados no ambiente IBM Z.


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

COBOL Controle de Fluxo IF e Carga de Paragrafos PERFORM

 

Bellacosa Mainframe e o if e perform no cobol

COBOL : Controle de Fluxo IF e Carga de Paragrafos PERFORM

Dois dos comandos mais importantes do COBOL são:

IF

e

PERFORM

Praticamente toda lógica COBOL usa esses comandos.

Eles controlam:

  • decisões;

  • execução;

  • loops;

  • fluxo batch;

  • regras de negócio.


O que é IF no COBOL?

O IF é usado para:

tomar decisões.


Analogia simples

Imagine:

SE chover
   pegar guarda-chuva
SENÃO
   sair normalmente

Isso é:

lógica condicional.


Sintaxe básica

IF condição
   instrução
END-IF

Exemplo simples

IF SALDO > 0
   DISPLAY 'SALDO POSITIVO'
END-IF

Como funciona?

O COBOL verifica:

SALDO > 0 ?

Se for verdadeiro:

executa DISPLAY

IF com ELSE

IF SALDO > 0
   DISPLAY 'POSITIVO'
ELSE
   DISPLAY 'NEGATIVO'
END-IF

Fluxo lógico

      CONDIÇÃO
        ↓
   VERDADEIRO?
     /     \
   SIM      NÃO
    ↓        ↓
COMANDO1  COMANDO2

IF com várias condições


AND

IF IDADE > 18
AND SALDO > 1000

OR

IF STATUS = 'A'
OR STATUS = 'P'

NOT

IF NOT ERRO

Comparações usadas no IF

OperadorSignificado
=Igual
>Maior
<Menor
>=Maior igual
<=Menor igual
NOTNegação

Exemplo completo

IF SALDO >= 1000
   DISPLAY 'CLIENTE VIP'
ELSE
   DISPLAY 'CLIENTE NORMAL'
END-IF

IF aninhado

IF dentro de IF.


Exemplo

IF STATUS = 'A'
   IF SALDO > 1000
      DISPLAY 'VIP'
   END-IF
END-IF

Problema comum

IFs excessivos deixam código:

complexo.


O que é PERFORM?

PERFORM é usado para:

executar rotinas ou loops.


Um dos comandos mais importantes do COBOL


Analogia simples

Imagine apertar um botão:

EXECUTAR PROCESSAMENTO

Isso é:

PERFORM.


PERFORM simples

PERFORM CALCULAR

O que acontece?

O COBOL:

  1. vai até o parágrafo;

  2. executa;

  3. retorna.


Exemplo completo

PROCEDURE DIVISION.

MAIN.
    PERFORM CALCULAR
    STOP RUN.

CALCULAR.
    DISPLAY 'PROCESSANDO'.

Fluxo visual

MAIN
 ↓
PERFORM CALCULAR
 ↓
CALCULAR
 ↓
RETORNA MAIN

PERFORM UNTIL

Usado para:

repetição (loop).


Exemplo

PERFORM UNTIL EOF = 'S'

   READ ARQCLIENTE
      AT END
         MOVE 'S' TO EOF
   END-READ

END-PERFORM

O que isso faz?

Repete:

até EOF = 'S'

Muito usado em batch

Principalmente:

  • leitura arquivos;

  • processamento registros;

  • relatórios.


Fluxo PERFORM UNTIL

INICIO LOOP
    ↓
LER REGISTRO
    ↓
EOF?
 /      \
NÃO      SIM
 ↓        ↓
CONTINUA FIM

PERFORM VARYING

Similar ao:

FOR.


Exemplo

PERFORM VARYING WS-I FROM 1 BY 1
UNTIL WS-I > 10

   DISPLAY WS-I

END-PERFORM

Resultado

1
2
3
...
10

Muito usado em tabelas


O que é inline PERFORM?

PERFORM sem parágrafo externo.


Exemplo

PERFORM
   DISPLAY 'TESTE'
END-PERFORM

PERFORM TIMES

Executa quantidade fixa.


Exemplo

PERFORM 5 TIMES
   DISPLAY 'OLA'
END-PERFORM

Resultado

OLA
OLA
OLA
OLA
OLA

IF + PERFORM juntos

Muito comum no COBOL.


Exemplo

IF SALDO > 0
   PERFORM PROCESSAR
ELSE
   PERFORM ERRO
END-IF

Fluxo real batch

LER
 ↓
IF válido
 ↓
PERFORM cálculo
 ↓
WRITE saída

Exemplo batch completo

PERFORM UNTIL EOF = 'S'

   READ CLIENTE
      AT END
         MOVE 'S' TO EOF

      NOT AT END

         IF SALDO > 0
            PERFORM PROCESSA
         ELSE
            PERFORM REJEITA
         END-IF

   END-READ

END-PERFORM

O que é EOF?

End Of File

Fim do arquivo.


Vantagens do IF

  • clareza;

  • decisão;

  • controle lógico.


Vantagens do PERFORM

  • modularização;

  • reutilização;

  • loops organizados;

  • menos GO TO.


COBOL moderno usa muito:

  • IF;

  • END-IF;

  • PERFORM;

  • EVALUATE.


O que o PERFORM substituiu?

Em muitos casos:

GO TO.


Isso ajudou a reduzir:

spaghetti code.


Curiosidades incríveis

1. Grande parte do processamento bancário usa PERFORM UNTIL


2. IF é uma das instruções mais usadas do COBOL


3. Sistemas batch podem executar bilhões de loops PERFORM diariamente


4. O COBOL estruturado reduziu muito uso de GO TO


Erros comuns de iniciantes


1. Esquecer END-IF


2. Criar loops infinitos


3. Misturar muitos IFs aninhados


4. Não controlar EOF corretamente


Dicas importantes

Use END-IF sempre


Prefira PERFORM ao GO TO


Modularize lógica em parágrafos


Controle loops cuidadosamente


Como isso aparece no dia a dia?

Praticamente em:

  • batch;

  • bancos;

  • cartões;

  • DB2;

  • CICS;

  • processamento financeiro.


Resumo rápido

ComandoFunção
IFDecisão
ELSECaminho alternativo
PERFORMExecuta rotina
PERFORM UNTILLoop
PERFORM VARYINGRepetição contador
END-IFFinal IF
EOFFim arquivo

Conclusão

IF e PERFORM são duas das estruturas mais importantes do COBOL.

Elas controlam decisões, execução de rotinas e loops, sendo fundamentais para programas batch e online no ambiente mainframe IBM Z.


sábado, 3 de fevereiro de 2007

O que é COBOL?

 

Bellacosa Mainframe apresenta a linguagem de programação COBOL

O que é COBOL?

Quando falamos de:

  • bancos;

  • cartões;

  • folha salarial;

  • seguros;

  • governos;

  • processamento financeiro;

existe uma linguagem que continua sendo uma das mais importantes do mundo:

COBOL.

Mesmo após décadas, ela ainda movimenta:

  • trilhões de dólares;

  • sistemas bancários;

  • pagamentos;

  • processamento batch;

  • grandes empresas globais.


O que significa COBOL?

COBOL significa:

Common Business Oriented Language

Em português:

Linguagem Orientada a Negócios.


Objetivo do COBOL

O COBOL foi criado para:

processamento de negócios corporativos.

Principalmente:

  • registros;

  • arquivos;

  • relatórios;

  • cálculos financeiros;

  • processamento batch.


Origem histórica

COBOL surgiu em:

1959.

Foi criado por um comitê apoiado pelo governo americano e empresas de tecnologia.


Grace Hopper

Uma das figuras históricas mais importantes relacionadas ao COBOL.

Ela ajudou a popularizar:

  • compiladores;

  • linguagens de alto nível;

  • computação corporativa.


Por que COBOL ficou tão famoso?

Porque ele era:

  • legível;

  • organizado;

  • próximo da linguagem humana;

  • excelente para negócios.


Exemplo COBOL

IF SALDO > 0
   DISPLAY 'SALDO POSITIVO'
END-IF

Muito fácil de entender.


O COBOL foi criado para:

  • bancos;

  • contabilidade;

  • folha salarial;

  • faturamento;

  • seguros;

  • processamento financeiro.


Como COBOL funciona no mainframe?

Principalmente em:

processamento batch.


Fluxo clássico COBOL

LER ARQUIVO
 ↓
VALIDAR
 ↓
CALCULAR
 ↓
ATUALIZAR
 ↓
GERAR RELATÓRIO

O COBOL é procedural?

Tradicionalmente:

sim.

Baseado em:

  • procedimentos;

  • fluxo sequencial;

  • processamento estruturado.


Estrutura clássica de um programa COBOL


IDENTIFICATION DIVISION

Informações do programa.


ENVIRONMENT DIVISION

Ambiente e arquivos.


DATA DIVISION

Variáveis e layouts.


PROCEDURE DIVISION

Lógica do programa.


Exemplo simples

IDENTIFICATION DIVISION.
PROGRAM-ID. TESTE.

PROCEDURE DIVISION.
    DISPLAY 'OLA MUNDO'.
    STOP RUN.

O que é DISPLAY?

Comando usado para:

mostrar mensagens.


O que é MOVE?

Mover valores.


Exemplo

MOVE 100 TO SALDO

O que é PERFORM?

Executar rotinas.


Exemplo

PERFORM CALCULAR

O que é READ?

Ler arquivos.


O que é WRITE?

Gravar registros.


O que é COMPUTE?

Realizar cálculos.


COBOL trabalha muito com arquivos

Principalmente:

  • QSAM;

  • VSAM;

  • datasets sequenciais.


COBOL e DB2

Muito usados juntos.


Exemplo SQL em COBOL

EXEC SQL
   SELECT NOME
   INTO :WS-NOME
   FROM CLIENTES
END-EXEC

COBOL e CICS

Usado para aplicações online.

Exemplo:

  • caixas eletrônicos;

  • consultas bancárias;

  • sistemas transacionais.


COBOL batch

Executado via:

  • JCL;

  • JES2;

  • scheduler.


Exemplo batch

//STEP1 EXEC PGM=COBPGM

O que é compilação COBOL?

Transformar código-fonte em:

executável.


Fluxo simplificado

COBOL SOURCE
   ↓
COMPILADOR
   ↓
LOAD MODULE
   ↓
EXECUÇÃO

O que é copybook?

Arquivo reutilizável com layouts.


Exemplo

01 CLIENTE.
   05 NOME PIC X(30).
   05 SALDO PIC 9(9)V99.

O que é PIC?

Define formato do campo.


Exemplo

PIC X(10)

Texto.


PIC 9(5)

Numérico.


O que é COMP-3?

Formato compactado numérico.

Muito usado em:

processamento financeiro.


O COBOL ainda é usado?

Muito.

Especialmente em:

  • bancos;

  • seguradoras;

  • governos;

  • cartões;

  • sistemas críticos.


Por que COBOL ainda existe?

Porque ele é:

  • extremamente confiável;

  • estável;

  • rápido;

  • eficiente para batch.


Quantidade de código COBOL no mundo

Estima-se:

bilhões de linhas.


COBOL moderno

Hoje existe:

  • COBOL orientado a objetos;

  • APIs REST;

  • integração cloud;

  • DevOps;

  • OpenShift;

  • z/OS Connect.


COBOL não é “morto”

Na verdade:

continua extremamente relevante.


Vantagens do COBOL


Excelente para negócios


Muito estável


Ótimo para batch


Fácil leitura


Alta confiabilidade


Excelente performance em mainframe


Desvantagens


Sintaxe extensa


Curva inicial diferente


Menos popular fora do corporativo


Sistemas antigos podem ser complexos


Curiosidades incríveis

1. Grande parte das transações bancárias do mundo passa por COBOL


2. Muitos sistemas COBOL possuem mais de 40 anos


3. O COBOL sobreviveu a diversas gerações tecnológicas


4. Mainframes executam bilhões de linhas COBOL diariamente


Erros comuns de iniciantes


1. Achar que COBOL morreu


2. Confundir COBOL com linguagem “lenta”


3. Ignorar batch e arquivos


4. Não entender lógica procedural


Como COBOL aparece no dia a dia?

Praticamente em:

  • PIX;

  • cartões;

  • bancos;

  • folha salarial;

  • faturamento;

  • seguros;

  • governo.


Exemplo simplificado real

LER CLIENTE
 ↓
VALIDAR CPF
 ↓
CALCULAR LIMITE
 ↓
ATUALIZAR DB2
 ↓
GERAR RELATÓRIO

Resumo rápido

ConceitoSignificado
COBOLLinguagem de negócios
BatchProcessamento em lote
CICSProcessamento online
DB2Banco de dados
JCLExecução batch
COPYBOOKLayout reutilizável
COMP-3Formato numérico

Conclusão

COBOL é uma das linguagens mais importantes da história da computação corporativa.

Criado para processamento de negócios, ele continua sendo fundamental no ambiente mainframe IBM Z, executando sistemas críticos de bancos, governos e grandes empresas em todo o mundo.


sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

A Origem das Mensagens $HASP no Mainframe

 

Bellacosa Mainframe e as origem das mensagens Hasp

A Origem das Mensagens $HASP no Mainframe

Quem trabalha com:

  • JES2;

  • SDSF;

  • operações z/OS;

  • processamento batch;

rapidamente encontra mensagens como:

$HASP373 JOB12345 STARTED

ou:

$HASP395 JOB12345 ENDED

Essas mensagens são extremamente famosas no mundo mainframe.

Mas pouca gente conhece sua verdadeira origem histórica.


O que significa $HASP?

HASP significa:

Houston Automatic Spooling Priority


Origem histórica

O HASP nasceu nos anos 1960.

Naquela época, os mainframes IBM começaram a enfrentar um grande problema:

  • muitas impressoras;

  • leitores de cartão;

  • filas batch;

  • dispositivos lentos;

  • grande volume de JOBs.

Era necessário criar um sistema que organizasse:

  • spool;

  • prioridades;

  • entrada e saída batch.


Então surgiu o HASP

O sistema foi desenvolvido originalmente pela:

Universidade de Houston

Por isso:

Houston Automatic Spooling Priority.


O objetivo inicial

Melhorar:

  • gerenciamento de filas;

  • uso de impressoras;

  • throughput batch;

  • desempenho operacional.


O que o HASP fazia?

Ele controlava:

  • spool;

  • impressão;

  • leitores de cartão;

  • execução batch;

  • prioridades.


A IBM gostou tanto da ideia…

…que incorporou o HASP ao sistema operacional.

Com o tempo ele evoluiu para:

JES2.


Relação entre HASP e JES2

Historicamente:

HASP
   ↓
HASP II
   ↓
JES2

Então JES2 veio do HASP?

Sim.

O JES2 é descendente direto do antigo HASP.

Por isso até hoje as mensagens continuam usando:

$HASP


O que significa o símbolo "$"?

No JES2:

"$"

normalmente indica:

  • comandos;

  • mensagens do subsistema.


Exemplo clássico

$HASP100

Mensagem do JES2/HASP.


Mensagens famosas do HASP


$HASP373

JOB iniciado.

Exemplo:

$HASP373 MEUJOB STARTED

$HASP395

JOB finalizado.

Exemplo:

$HASP395 MEUJOB ENDED

$HASP250

JOB aguardando execução.


$HASP099

Mensagens gerais do JES2.


Por que as mensagens continuaram?

Compatibilidade histórica.

O mainframe IBM possui uma característica lendária:

preservar compatibilidade por décadas.

Então:

  • programas antigos;

  • automações;

  • operadores;

  • documentações;

continuaram usando:

$HASP.


Isso virou tradição no mainframe

Hoje:

  • operadores reconhecem mensagens HASP instantaneamente;

  • automações monitoram $HASP;

  • sistemas batch dependem delas.


O que as mensagens HASP informam?

Elas mostram:

  • início de JOB;

  • fim de JOB;

  • status batch;

  • spool;

  • erros;

  • filas;

  • impressoras;

  • initiators.


Onde aparecem?

Principalmente em:

  • SDSF;

  • JESMSGLG;

  • consoles z/OS;

  • logs operacionais.


Exemplo real no SDSF

$HASP373 PAYROLL STARTED
$HASP395 PAYROLL ENDED - RC=0000

O que é RC?

Return Code.

Indica:

  • sucesso;

  • warning;

  • erro.


As mensagens HASP ainda são usadas?

Muito.

Praticamente todos os ambientes JES2 modernos continuam exibindo:

$HASP.


O HASP existia antes do z/OS?

Sim.

Muito antes.

Ele surgiu ainda na era:

  • OS/360;

  • cartões perfurados;

  • impressoras line printer.


O que era spool naquela época?

Os JOBs eram enviados por:

  • cartões;

  • leitores físicos;

  • impressoras gigantes.

O HASP ajudava a organizar tudo.


Curiosidade histórica incrível

Antes do HASP…

muitos sistemas processavam tarefas quase manualmente.

O HASP revolucionou:

automação batch.


O que é HASP II?

Evolução do HASP original.

Mais avançado e mais eficiente.

Foi a base direta do:

JES2.


JES2 ainda usa conceitos do HASP?

Sim.

Muitos conceitos continuam:

  • spool;

  • filas;

  • classes;

  • prioridades;

  • mensagens.


Curiosidades incríveis

1. HASP nasceu em universidade

E virou padrão mundial.


2. O prefixo $HASP sobrevive há décadas

Mesmo após várias gerações do z/OS.


3. Operadores experientes decoram códigos HASP


4. Muitas automações monitoram mensagens HASP em tempo real


O que iniciantes costumam confundir?


1. Pensar que HASP é produto separado

Hoje ele está incorporado ao JES2.


2. Achar que mensagens $HASP são erros

Muitas são apenas status normais.


3. Confundir JES2 com HASP

JES2 é evolução do HASP.


4. Ignorar mensagens JESMSGLG

Ali ficam muitas mensagens HASP importantes.


Como isso aparece no dia a dia?

Em praticamente toda operação batch:

  • submit;

  • spool;

  • execução;

  • término;

  • cancelamento.


Exemplo clássico de fluxo

SUBMIT
   ↓
$HASP100
   ↓
$HASP373
   ↓
EXECUÇÃO
   ↓
$HASP395

Por que aprender isso?

Porque entender HASP ajuda a compreender:

  • origem do JES2;

  • spool;

  • batch;

  • história do z/OS;

  • evolução operacional do mainframe.


Resumo rápido

ConceitoSignificado
HASPHouston Automatic Spooling Priority
OrigemUniversidade de Houston
Evoluiu paraJES2
$HASP373JOB started
$HASP395JOB ended
SpoolGerenciamento batch
JES2Descendente do HASP

Conclusão

As mensagens $HASP são herança direta de um dos sistemas mais importantes da história do mainframe.

Criado originalmente na Universidade de Houston, o HASP revolucionou o gerenciamento batch e evoluiu para o JES2 moderno, mantendo até hoje suas mensagens clássicas dentro do ambiente z/OS IBM Z.


quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

O que é Spool?

 

Bellacosa Mainframe o que é spool

O que é Spool?

Quando alguém começa a estudar mainframe, rapidamente encontra palavras como:

  • JES2;

  • SDSF;

  • SYSOUT;

  • batch;

  • spool.

E normalmente surge a pergunta:

O que exatamente é spool?

A resposta é simples:

spool é uma área temporária usada para armazenar saídas e entradas de JOBs.

Mas por trás disso existe um dos mecanismos mais importantes do z/OS.


O que significa Spool?

Spool significa:

Simultaneous Peripheral Operations Online


Definição simples

O spool funciona como:

uma área intermediária de armazenamento temporário.

Ele guarda:

  • relatórios;

  • SYSOUT;

  • logs;

  • mensagens;

  • saídas batch;

  • arquivos de impressão.


Uma analogia fácil

Imagine uma impressora de escritório.

Várias pessoas enviam documentos ao mesmo tempo.

A impressora não imprime tudo imediatamente.

Então existe:

uma fila temporária.

O spool funciona exatamente assim.


O que o spool faz?

Ele:

  • recebe saídas dos JOBs;

  • organiza filas;

  • armazena temporariamente;

  • libera saída quando necessário.


Onde o spool é usado?

Principalmente em:

  • JES2;

  • JES3;

  • SDSF;

  • processamento batch.


Fluxo simples do spool

JOB
 ↓
EXECUÇÃO
 ↓
SYSOUT
 ↓
SPOOL
 ↓
SDSF
 ↓
USUÁRIO

O que fica armazenado no spool?


SYSOUT

Saída do JOB.


Logs

Mensagens do sistema.


Relatórios

Resultados batch.


Mensagens JES2

Status e execução.


Dumps

Informações de erro e ABEND.


O que é SYSOUT?

SYSOUT significa:

saída do sistema.

Exemplo:

//SYSOUT DD SYSOUT=*

O que acontece quando um JOB termina?

O resultado normalmente vai para:

spool.

Depois o usuário visualiza via:

SDSF.


O spool é um dataset?

Internamente o spool usa estruturas especiais do sistema.

Ele não funciona como um dataset comum.


Quem controla o spool?

Normalmente:

JES2

ou:

JES3.


O SDSF acessa o spool

Ele permite:

  • visualizar;

  • pesquisar;

  • administrar saídas.


Como visualizar spool?

No SDSF:

  • ST;

  • O;

  • H;

  • LOG.


Exemplo no SDSF

NP JOBNAME JOBID OWNER STATUS

Selecionando o JOB aparecem:

  • JESMSGLG;

  • JESJCL;

  • JESYSMSG;

  • SYSOUT.


Arquivos clássicos do spool


JESJCL

JCL interpretado.


JESMSGLG

Mensagens JES2.


JESYSMSG

Mensagens do sistema.


SYSOUT

Relatórios da aplicação.


CEEDUMP

Dump em caso de erro.


O que é HOLD?

Saída pode ficar:

retida no spool.

Aguardando:

  • análise;

  • impressão;

  • liberação.


O que é purge?

Remover saída do spool.


O spool ocupa disco?

Sim.

O spool utiliza armazenamento DASD.


Por que o spool é importante?

Porque praticamente todo processamento batch depende dele.

Sem spool:

  • JOBs falham;

  • relatórios somem;

  • impressão para;

  • operações batch quebram.


O que é spool full?

Quando o espaço do spool acaba.

Isso pode causar:

  • paralisação batch;

  • falha de JOBs;

  • problemas críticos.


Operadores monitoram spool constantemente

Especialmente em:

  • bancos;

  • processamento noturno;

  • grandes batchs.


Como o spool ajuda performance?

Ele desacopla:

  • execução;

  • impressão;

  • leitura;

  • saída.

Tudo pode acontecer em momentos diferentes.


Analogia simples

Sem spool:

  • JOB teria de esperar impressora.

Com spool:

  • JOB termina rapidamente;

  • impressão acontece depois.


O spool ainda é usado hoje?

Muito.

Mesmo com:

  • PDFs;

  • relatórios digitais;

  • cloud;

  • automação.

O conceito continua essencial.


O que é spool dataset?

Área interna usada pelo JES2 para armazenar spool.


O que é spool offload?

Transferência do spool para:

  • backup;

  • arquivamento;

  • retenção.


O que é output class?

Classe de saída.

Exemplo:

//SYSOUT=A

Define:

  • prioridade;

  • destino;

  • tratamento da saída.


O que é writer?

Processo responsável por:

  • imprimir;

  • transferir;

  • processar saídas spool.


Curiosidades incríveis

1. O spool existe desde os primeiros mainframes


2. O conceito influenciou sistemas modernos de fila


3. Grandes bancos geram milhões de páginas de spool diariamente


4. Muitos problemas operacionais começam por spool cheio


Erros comuns de iniciantes


1. Confundir spool com dataset comum

Spool possui gerenciamento especial.


2. Apagar spool importante

Pode remover logs críticos.


3. Ignorar SYSOUT

Ali ficam mensagens fundamentais.


4. Não monitorar espaço spool

Isso pode derrubar batchs.


Como o spool aparece no dia a dia?

Praticamente em tudo:

  • COBOL;

  • JCL;

  • batch;

  • relatórios;

  • DB2;

  • SORT;

  • automação.


Exemplo real

Programa COBOL:

DISPLAY 'PROCESSAMENTO OK'

Mensagem aparece no:

spool.


Como acessar rapidamente?

No SDSF:

ST

Selecionar JOB:

?

Por que aprender spool?

Porque ele é:

uma das bases do processamento batch no z/OS.

Quem entende spool entende:

  • JES2;

  • SDSF;

  • SYSOUT;

  • operações;

  • troubleshooting.


Resumo rápido

ConceitoSignificado
SpoolÁrea temporária batch
SYSOUTSaída do JOB
JES2Gerencia spool
SDSFVisualiza spool
HOLDRetém saída
PURGERemove spool
Output ClassClasse de saída

Conclusão

O spool é um dos mecanismos mais importantes do ambiente mainframe IBM Z.

Ele permite armazenar, organizar e controlar entradas e saídas de JOBs batch com eficiência, garantindo que o processamento no z/OS aconteça de forma rápida, organizada e confiável.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

O que é JES2?

 

Bellacosa Mainframe e o que é jes2

O que é JES2?

Quando alguém começa a estudar mainframe, rapidamente encontra nomes como:

  • JOB;

  • spool;

  • batch;

  • SDSF;

  • JES2.

E logo surge a pergunta:

Quem controla os JOBs no z/OS?

A resposta normalmente é:

JES2

Ele é um dos componentes mais importantes do ambiente mainframe.


O que significa JES2?

JES2 significa:

Job Entry Subsystem 2

Em português:

Subsistema de Entrada de Jobs


Definição simples

O JES2 é o componente do z/OS responsável por:

  • receber JOBs;

  • controlar execução batch;

  • gerenciar spool;

  • controlar impressões;

  • organizar filas de processamento.


Uma analogia fácil

Imagine um grande aeroporto.

Existem:

  • aviões;

  • filas;

  • pistas;

  • autorização de decolagem;

  • controle de tráfego.

O JES2 funciona como:

a torre de controle dos JOBs do mainframe.

Ele decide:

  • quem entra;

  • quem espera;

  • quem executa;

  • quem terminou.


O que é um JOB?

JOB é um processamento batch.

Exemplo:

  • folha salarial;

  • fechamento bancário;

  • relatórios;

  • backup;

  • processamento financeiro.


O que o JES2 faz?


1. Recebe JOBs

Quando o usuário executa:

SUBMIT

o JOB vai para o JES2.


2. Coloca em fila

O JES2 organiza:

  • prioridade;

  • classe;

  • recursos;

  • ordem de execução.


3. Controla spool

Armazena:

  • SYSOUT;

  • logs;

  • relatórios;

  • mensagens.


4. Inicia execução

Quando recursos ficam disponíveis:
o JES2 libera o JOB.


5. Finaliza processamento

Depois:

  • guarda saída;

  • libera recursos;

  • mantém logs.


O que é spool?

Spool significa:

Simultaneous Peripheral Operations Online

É uma área temporária onde ficam:

  • saídas;

  • relatórios;

  • SYSOUT;

  • mensagens batch.


Analogia simples

Imagine:

uma fila de impressão gigante.

O JES2 organiza tudo antes da saída final.


Fluxo simplificado do JES2

USUÁRIO
   ↓
SUBMIT
   ↓
JES2
   ↓
FILA
   ↓
EXECUÇÃO
   ↓
SPOOL
   ↓
OUTPUT

O JES2 executa o JOB?

Não diretamente.

Quem executa é:

o initiator.

O JES2:

  • controla;

  • agenda;

  • organiza.


O que é initiator?

Processo que executa JOBs batch.

O JES2 entrega JOBs para ele.


O que é classe no JES2?

Os JOBs podem possuir:

  • classes;

  • prioridades;

  • políticas.

Exemplo:

//JOBNAME JOB CLASS=A

Isso ajuda o sistema a organizar workload

Por exemplo:

  • jobs rápidos;

  • jobs pesados;

  • produção;

  • testes.


O que é SYSOUT?

Saída gerada pelo JOB.

Exemplo:

  • relatórios;

  • mensagens;

  • logs COBOL.


Onde visualizar JOBs?

Principalmente via:

SDSF


Painéis famosos do SDSF


ST

Status dos JOBs.


DA

Jobs ativos.


O

Output.


H

Held output.


Como um JOB entra no JES2?

Exemplo simples:

//MEUJOB JOB ...
//STEP1 EXEC PGM=IEFBR14

Usuário executa:

SUBMIT

O JES2 recebe o JOB.


O que é HOLD?

JOB fica parado aguardando liberação.


O que é CANCEL?

Cancela JOB.


O que é purge?

Remove JOB do spool.


O que é output class?

Classe da saída SYSOUT.

Exemplo:

//SYSOUT=A

O JES2 controla impressoras?

Historicamente:
sim.

Hoje também controla:

  • saída eletrônica;

  • spool digital;

  • relatórios.


JES2 vs JES3

Existem dois grandes subsistemas históricos:


JES2

Mais popular.

Mais simples e distribuído.


JES3

Controle mais centralizado.

Hoje JES2 domina a maioria dos ambientes.


O JES2 ainda é usado?

Muito.

Principalmente em:

  • bancos;

  • seguradoras;

  • governos;

  • processamento financeiro.


Curiosidades incríveis

1. O JES2 existe há décadas

E continua essencial.


2. Bilhões de JOBs passam pelo JES2

Todos os anos.


3. Grande parte do sistema financeiro depende dele

Principalmente batch noturno.


4. O spool é uma das áreas mais críticas do z/OS

Sem spool o batch praticamente para.


O que iniciantes costumam confundir?


1. Pensar que JES2 executa programas diretamente

Quem executa é o initiator.


2. Confundir JES2 com SDSF

JES2 = subsistema
SDSF = interface de monitoramento.


3. Ignorar classes

Elas afetam:

  • prioridade;

  • execução;

  • workload.


4. Confundir spool com dataset comum

Spool possui gerenciamento especial.


Como o JES2 aparece no dia a dia?

Praticamente em tudo:

  • COBOL;

  • batch;

  • SORT;

  • backups;

  • DB2;

  • relatórios;

  • automação.


Mensagens famosas do JES2


$HASP

Prefixo clássico do JES2.

Exemplo:

$HASP373 JOB STARTED

$HASP395

JOB finalizado.


Essas mensagens são lendárias no mundo mainframe


Por que aprender JES2?

Porque ele é:

o coração do processamento batch do z/OS.

Quem entende JES2 entende:

  • batch;

  • spool;

  • execução de JOBs;

  • operação mainframe.


Resumo rápido

ConceitoSignificado
JES2Gerenciador de JOBs
JOBProcessamento batch
SpoolÁrea de saída temporária
SYSOUTSaída do JOB
InitiatorExecuta JOB
SDSFInterface de monitoramento
CLASSPrioridade/categoria

Conclusão

O JES2 é um dos componentes mais importantes do z/OS.

Ele funciona como a central de controle do processamento batch, organizando JOBs, spool, filas e execução dentro do ambiente mainframe IBM Z.

Mesmo após décadas de existência, continua sendo peça fundamental da computação corporativa moderna.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

O que é “Acima da Linha”, “Acima da Barra” e Endereçamento de Memória 24, 31 e 64 bits no Mainframe?

 

Bellacosa Mainframe e a memoria em mainframe

O que é “Acima da Linha”, “Acima da Barra” e Endereçamento de Memória 24, 31 e 64 bits no Mainframe?

Esse é um dos temas mais importantes — e mais misteriosos — do mundo z/OS.

Quando alguém começa a estudar:

  • JES2;

  • CICS;

  • DB2;

  • storage;

  • performance;

  • programação assembler;

rapidamente encontra frases como:

  • “rodando acima da linha”;

  • “storage abaixo da linha”;

  • “memória acima da barra”.

No começo parece extremamente confuso.

Mas tudo gira em torno de:

como o mainframe organiza memória.


Primeiro: o que é memória no mainframe?

Memória é o espaço usado para:

  • programas;

  • variáveis;

  • buffers;

  • controle do sistema;

  • áreas de trabalho.

O z/OS gerencia isso de forma extremamente organizada.


O problema histórico

Os primeiros mainframes possuíam pouca memória.

Então a IBM criou limites de endereçamento.

Com o tempo:

  • mais memória surgiu;

  • novos limites foram criados;

  • o z/OS evoluiu mantendo compatibilidade histórica.

Resultado:
existem vários “níveis” de memória.


O que significa “endereçamento”?

Endereçamento é:

a capacidade de localizar posições de memória.

Quanto mais bits:

  • maior espaço de memória acessável.


Analogia simples

Imagine memória como:

uma cidade cheia de casas.

O endereço informa:

  • qual casa acessar.

Quanto mais dígitos no endereço:

  • mais casas podem existir.


Endereçamento de 24 bits

Foi um dos primeiros modelos do mainframe.


Quanto consegue endereçar?

2^{24}=16.777.216

Aproximadamente:

16 MB


Isso criou a famosa:

Linha dos 16 MB


O que é “abaixo da linha”?

Toda memória:

abaixo de 16 MB.


O que é “acima da linha”?

Toda memória:

acima de 16 MB.


Visualmente

0 MB
│
├── Abaixo da linha
│
16 MB  ← A LINHA
│
├── Acima da linha
│

Por que isso é importante?

Muitos programas antigos foram escritos para:

memória de 24 bits.

Eles só conseguem trabalhar:

  • abaixo da linha.


Problema clássico

A região abaixo da linha virou:

extremamente disputada.

Porque:

  • sistema;

  • CICS;

  • buffers;

  • programas antigos;

todos queriam espaço ali.


Então surgiu o endereçamento 31 bits

A IBM expandiu o espaço de memória.


Quanto consegue endereçar?

2^{31}=2.147.483.648

Aproximadamente:

2 GB


Mas por que não 32 bits?

Porque 1 bit era usado para controle interno.

Então o z/OS adotou:

31 bits efetivos.


Resultado

Agora existia:

  • memória abaixo da linha;

  • memória acima da linha.

Muito mais espaço disponível.


Visualmente

0 MB
│
├── Abaixo da linha
│
16 MB ← Linha
│
├── Acima da linha
│
2 GB

Então nasceu a “barra”

Quando o z/OS evoluiu novamente para 64 bits, surgiu:

a barra dos 2 GB.


Acima da barra

Tudo acima de:

2 GB.


Visualmente

0 MB
│
├── Abaixo da linha
│
16 MB ← Linha
│
├── Acima da linha
│
2 GB ← Barra
│
├── Acima da barra
│

Endereçamento 64 bits

Com 64 bits, o espaço cresce absurdamente.


Quantidade teórica

2^{64}=18.446.744.073.709.551.616

Quantidade gigantesca de memória.


Resultado prático

O z/OS moderno consegue trabalhar com:

  • enormes caches;

  • gigantescos bancos de dados;

  • workloads massivos;

  • analytics;

  • Java;

  • Linux on Z.


Então resumindo

ConceitoLimite
24 bits16 MB
31 bits2 GB
64 bitsmemória gigantesca

O que é “abaixo da linha”?

Memória:

abaixo de 16 MB.

Muito usada por:

  • programas antigos;

  • áreas críticas do sistema.


O que é “acima da linha”?

Memória:

entre 16 MB e 2 GB.

Usada por:

  • aplicações modernas 31 bits;

  • CICS;

  • DB2;

  • subsistemas.


O que é “acima da barra”?

Memória:

acima de 2 GB.

Usada por:

  • Java;

  • grandes caches;

  • DB2 moderno;

  • aplicações 64 bits.


O que significa storage constraint?

Problema de falta de memória.

Muito comum:

abaixo da linha.


Por que abaixo da linha é crítico?

Porque:

  • espaço pequeno;

  • muitos componentes disputam memória.

16 MB hoje parece minúsculo.


Exemplo clássico

CICS antigos sofriam muito com:

storage below the line.


Como isso aparece no dia a dia?

Mensagens como:

  • SOS;

  • storage shortage;

  • below the line exhausted.


O que é AMODE?

Addressing Mode

Define:
como o programa trabalha com memória.


Exemplos


AMODE 24

Programa trabalha em:
24 bits.


AMODE 31

Programa usa:
31 bits.


AMODE 64

Programa moderno usa:
64 bits.


O que é RMODE?

Residency Mode

Define:
onde o programa deve residir.


Exemplo

RMODE 24

Programa precisa ficar:
abaixo da linha.


Isso ainda existe?

Muito.

Principalmente em:

  • sistemas legados;

  • assembler;

  • módulos antigos.


Curiosidades incríveis

1. Muitos sistemas críticos ainda possuem código 24 bits

Décadas depois.


2. O z/OS mantém compatibilidade histórica absurda

Programas antigos ainda funcionam.


3. “Abaixo da linha” virou expressão clássica no mainframe


4. O endereçamento 64 bits revolucionou o z/OS moderno

Especialmente DB2 e Java.


Erros comuns de iniciantes


1. Pensar que “linha” é física

Ela é apenas:

um limite lógico de memória.


2. Confundir linha e barra

Linha:
16 MB.

Barra:
2 GB.


3. Achar que 24 bits morreu

Ainda existe muito software legado.


4. Ignorar AMODE/RMODE

Isso pode causar erros graves em assembler e linkedição.


Como isso aparece no JCL e programas?

Em:

  • binder;

  • assembler;

  • parâmetros LE;

  • CICS;

  • DB2;

  • dumps;

  • performance tuning.


Por que aprender isso?

Porque isso explica:

  • arquitetura do z/OS;

  • compatibilidade histórica;

  • gestão de memória;

  • performance;

  • problemas clássicos do mainframe.


Resumo rápido

TermoSignificado
Abaixo da linha< 16 MB
Acima da linha16 MB até 2 GB
Acima da barra> 2 GB
24 bitsaté 16 MB
31 bitsaté 2 GB
64 bitsenorme espaço
AMODEmodo de endereçamento
RMODEonde o programa reside

Conclusão

Os conceitos de:

  • abaixo da linha;

  • acima da linha;

  • acima da barra;

  • endereçamento 24, 31 e 64 bits

fazem parte da evolução histórica da memória no z/OS.

Eles mostram como o mainframe IBM conseguiu evoluir durante décadas mantendo compatibilidade com aplicações antigas enquanto expandia capacidade para workloads modernos gigantescos.