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sábado, 28 de fevereiro de 2026

O Que Todo Programador COBOL Padawan Precisa Saber Sobre os Processadores que Estão Construindo a Próxima Geração da Inteligência Artificial

 

Bellacosa Mainframe uma pequena introducao aos processadores 

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

CPU, GPU, TPU, NPU, LPU e DPU

O Que Todo Programador COBOL Padawan Precisa Saber Sobre os Processadores que Estão Construindo a Próxima Geração da Inteligência Artificial

"Você não está apenas aprendendo Inteligência Artificial. Está descobrindo que, assim como existe um especialista em COBOL, outro em CICS e outro em DB2, o hardware também evoluiu para um mundo onde cada processador possui uma missão específica."


Bem-vindo à Era dos Processadores Especializados

Se você começou sua carreira estudando computadores na década de 1980 ou 1990, provavelmente aprendeu uma regra muito simples:

Existe apenas a CPU.

Ela fazia absolutamente tudo.

Executava o sistema operacional.

Processava programas.

Calculava planilhas.

Renderizava gráficos.

Controlava impressoras.

Executava COBOL.

Executava Java.

Executava C.

Executava BASIC.

Ela era o "faz tudo" da computação.

Durante mais de quarenta anos isso funcionou muito bem.

Mas então surgiu um problema gigantesco.

A Inteligência Artificial.

Treinar uma rede neural moderna exige bilhões ou até trilhões de multiplicações matriciais.

Uma CPU tradicional simplesmente não nasceu para isso.

Foi então que começou uma nova revolução silenciosa da informática.

Hoje já não existe apenas um processador.

Existe um verdadeiro time de especialistas.


Uma analogia para quem veio do Mainframe

Imagine um grande banco.

Nele existem dezenas de departamentos.

  • Atendimento

  • Crédito

  • Auditoria

  • Segurança

  • Contabilidade

  • Tesouraria

  • Compliance

Nenhum funcionário faz tudo.

Cada equipe possui uma especialidade.

O mesmo aconteceu dentro do computador.

Ao invés de um único processador realizando todas as tarefas, hoje encontramos vários aceleradores trabalhando em conjunto.


A Primeira Era — A CPU Governava Sozinha

Durante décadas a CPU foi suficiente.

Ela foi criada para executar instruções sequenciais.

Ela é excelente em:

  • decisões lógicas

  • cálculos gerais

  • controle do sistema operacional

  • execução de programas

  • gerenciamento de memória

É exatamente por isso que um sistema operacional como o z/OS depende principalmente dela.

No IBM Z isso continua verdadeiro.

Mesmo em 2026, quem controla:

  • JES2

  • RACF

  • CICS

  • DB2

  • IMS

  • WLM

continua sendo a CPU.

Ela continua sendo o cérebro da máquina.


O Problema da IA

Imagine multiplicar duas matrizes contendo milhões de números.

Agora faça isso bilhões de vezes.

Uma CPU consegue.

Mas lentamente.

Porque ela possui poucos núcleos extremamente inteligentes.

Já uma rede neural prefere milhares de operações simples acontecendo ao mesmo tempo.

Era preciso outro tipo de arquitetura.


GPU — Quando a Placa de Vídeo Virou o Motor da IA

Curiosamente, tudo começou com jogos.

Nos anos 1990, empresas como NVIDIA e ATI perceberam que desenhar milhões de pixels exigia enorme paralelismo.

Ao invés de poucos núcleos inteligentes...

Criaram milhares de pequenos núcleos trabalhando simultaneamente.

Isso era perfeito para gráficos.

Mas pesquisadores perceberam outra coisa.

As contas matemáticas da IA eram muito parecidas com renderização gráfica.

Nascia então a computação paralela moderna.

Hoje praticamente todos os grandes modelos de IA foram treinados em GPUs.


Curiosidade

O ChatGPT não foi treinado em CPUs.

Foi treinado utilizando milhares de GPUs trabalhando simultaneamente.

Cada GPU executava bilhões de operações matriciais por segundo.


TPU — Quando o Google Resolveu Construir Seu Próprio Processador

Em 2015 o Google percebeu que depender apenas de GPUs seria caro.

Então decidiu criar um processador especializado.

Nascia a TPU.

Tensor Processing Unit.

Ela foi desenhada especificamente para:

  • TensorFlow

  • Redes neurais

  • Matrizes gigantes

  • Deep Learning

Seu segredo chama-se:

Systolic Array

Uma arquitetura onde os dados fluem continuamente entre unidades de processamento como se fossem uma linha de montagem industrial.

O resultado?

Muito menos desperdício de energia.

Muito mais desempenho.


Curiosidade

As TPUs não possuem o objetivo de substituir CPUs.

Elas funcionam como um enorme acelerador conectado ao restante da infraestrutura.


NPU — A IA Saiu da Nuvem

Até poucos anos atrás toda IA precisava rodar na internet.

Hoje isso mudou completamente.

Seu celular já possui uma NPU.

Seu notebook provavelmente também.

NPU significa:

Neural Processing Unit.

Sua função é simples.

Executar IA localmente.

Isso permite:

  • reconhecimento facial

  • tradução

  • remoção de ruído

  • geração de imagens

  • copilotos

  • assistentes

Tudo isso sem enviar dados para a nuvem.


Curiosidade

O Apple Neural Engine foi um dos primeiros grandes sucessos comerciais dessa categoria.

Hoje Intel, AMD, Qualcomm e MediaTek seguem o mesmo caminho.


LPU — O Novo Especialista em Grandes Modelos de Linguagem

Nos últimos anos surgiu um novo desafio.

Os LLMs.

Como responder rapidamente milhares de perguntas?

Treinar modelos é importante.

Mas responder rapidamente também.

Foi então que apareceu um novo conceito.

Language Processing Unit.

A Groq popularizou essa ideia.

Ao invés de otimizar treinamento...

Ela otimizou velocidade de inferência.

Ou seja:

gerar tokens extremamente rápido.


Curiosidade

Algumas LPUs conseguem entregar centenas de tokens por segundo utilizando uma arquitetura totalmente diferente das GPUs tradicionais.


DPU — O Herói Invisível

Imagine um Data Center contendo:

10.000 GPUs.

Agora pense na quantidade de dados circulando.

Rede.

Firewall.

Criptografia.

Storage.

Backup.

Roteamento.

Se a CPU cuidar disso tudo...

As GPUs ficarão esperando.

Então surgiu a DPU.

Data Processing Unit.

Ela descarrega tarefas de infraestrutura.

É como contratar um excelente departamento administrativo para que os engenheiros possam apenas desenvolver.


Curiosidade

As DPUs modernas praticamente funcionam como pequenos computadores independentes dentro da placa de rede.


Comparando com um Mainframe

Um Programador COBOL entende perfeitamente divisão de responsabilidades.

Veja uma analogia interessante.

Mundo MainframeMundo IA
z/OSCPU
DFSORTGPU (processamento massivo)
RACFDPU (segurança)
CICSCPU
IBM MQDPU
BatchGPU
MobileFirstNPU
WatsonxGPU + TPU + LPU

Nenhuma dessas peças substitui a outra.

Todas trabalham juntas.


O Futuro Será Heterogêneo

Durante muitos anos perguntávamos:

"Qual é o processador mais rápido?"

Hoje a pergunta correta é:

"Qual processador executa melhor esta tarefa?"

É exatamente isso que acontece em um IBM Z.

Existem processadores especializados como:

  • CP

  • zIIP

  • IFL

  • SAP

Cada um acelera um tipo específico de carga.

A IA está apenas repetindo uma estratégia que o Mainframe conhece há décadas.


O IBM Z Também Entrou na Era da IA

Muita gente imagina que IA significa apenas GPUs.

Não é verdade.

O IBM Telum trouxe aceleração de IA diretamente no processador.

Depois veio o Telum II.

Agora surge o IBM Spyre Accelerator.

A ideia é simples.

Executar inferência de IA próximo aos dados.

Sem mover bilhões de registros bancários para outra infraestrutura.

Isso reduz:

  • latência

  • custo

  • riscos de segurança


O Que um Programador COBOL Precisa Aprender?

A boa notícia é que você não precisa se tornar um engenheiro eletrônico.

Mas entender essa arquitetura faz enorme diferença.

Vale estudar:

  • paralelismo;

  • inferência;

  • treinamento;

  • quantização (INT8, INT4);

  • vetorização;

  • memória HBM;

  • barramentos como PCIe e CXL;

  • aceleração por hardware;

  • integração entre COBOL e IA via APIs e serviços.

O profissional que conhece tanto os sistemas legados quanto a nova infraestrutura de IA será um dos mais valorizados na próxima década.


Easter Eggs para os Padawans 🥚

🥚 Easter Egg 1 — O Mainframe já fazia isso antes

Os processadores especializados do IBM Z existem desde muito antes da explosão da IA. O conceito de descarregar determinadas cargas para hardware específico já fazia parte da estratégia da IBM com zIIP, zAAP (descontinuado), IFL e SAP.


🥚 Easter Egg 2 — GPU nasceu para jogar Doom e Quake

As tecnologias que hoje treinam modelos como ChatGPT nasceram para acelerar jogos 3D na década de 1990. Quem diria que placas de vídeo gamer se tornariam o coração da inteligência artificial?


🥚 Easter Egg 3 — O COBOL também usa paralelismo

Embora muitos associem COBOL a processamento sequencial, ambientes modernos utilizam paralelismo com Parallel Sysplex, múltiplas LPARs, Workload Manager (WLM) e processamento distribuído de cargas batch.


🥚 Easter Egg 4 — IA adora matrizes

Mais de 90% do trabalho pesado de um modelo de IA consiste em multiplicações de matrizes. É por isso que arquiteturas especializadas, como GPUs e TPUs, são tão eficientes.


🥚 Easter Egg 5 — O maior gargalo não é o processador

Em muitos clusters de IA, o problema não é a capacidade de cálculo, mas a velocidade para mover dados. Memórias HBM, redes InfiniBand e tecnologias como CXL tornaram-se tão importantes quanto os próprios aceleradores.


🥚 Easter Egg 6 — A próxima geração será colaborativa

O futuro não pertence a um único chip "milagroso". Um servidor moderno poderá combinar CPUs para controle, GPUs para treinamento, NPUs para inferência local, DPUs para infraestrutura e aceleradores específicos, todos trabalhando como uma equipe altamente especializada.


Conclusão

Durante décadas, a CPU foi soberana. Ela comandava todos os aspectos da computação, do processamento de transações bancárias à execução de programas COBOL. A chegada da Inteligência Artificial, entretanto, mudou as regras do jogo. O crescimento exponencial dos modelos de aprendizado profundo revelou que uma arquitetura generalista já não era suficiente para atender às demandas de desempenho, eficiência energética e escalabilidade.

Assim como os grandes sistemas corporativos evoluíram dividindo responsabilidades entre componentes especializados — CICS para processamento transacional, DB2 para dados, RACF para segurança e MQ para integração — o hardware também passou por uma transformação semelhante. Hoje, CPUs, GPUs, TPUs, NPUs, LPUs e DPUs cooperam em um ecossistema onde cada processador executa aquilo que faz melhor.

Para o Programador COBOL Padawan, essa evolução não representa uma ruptura com o passado, mas uma continuação de princípios já conhecidos no universo do Mainframe: especialização, confiabilidade, alta disponibilidade e processamento eficiente. Compreender essa nova geração de arquiteturas é dar mais um passo na jornada de modernização, integrando sistemas legados à Inteligência Artificial sem perder de vista os fundamentos que sustentam a computação corporativa há mais de seis décadas.

Lembre-se: você não está apenas aprendendo sobre novos processadores. Está entendendo como será construída a próxima geração de sistemas empresariais, onde Mainframes, nuvem, Inteligência Artificial e aceleradores especializados trabalharão juntos para entregar aplicações mais inteligentes, rápidas e seguras. Afinal, no Bellacosa Mainframe, ser um Padawan significa aprender com o passado para construir o futuro.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

IBM Mainframe Discovery : Capítulo I — Não Entre em Pânico!

 

Bellacosa Mainframe apresenta o ibm mainframe parte I

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Capítulo I — Não Entre em Pânico!

O Maior Equívoco da História da Computação


NÃO ENTRE EM PÂNICO.

Estas talvez sejam as duas palavras mais importantes que um Programador COBOL Padawan pode ler antes de iniciar sua jornada pelo universo do Mainframe.

Respire.

Guarde sua toalha... digo... seu manual de JCL.

Pegue seu café.

Ajuste o brilho do terminal 3270.

Estamos prestes a atravessar um buraco de minhoca tecnológico.

Nosso destino?

O computador mais mal compreendido da galáxia corporativa.


Bem-vindo ao Guia do Mochileiro Mainframe

Se algum explorador interestelar pousasse na Terra e resolvesse aprender computação apenas lendo redes sociais, provavelmente encontraria algumas "verdades absolutas":

"Mainframe morreu."

"COBOL é linguagem dos dinossauros."

"Tudo roda na nuvem."

"Hoje é só Kubernetes."

Depois de alguns minutos, esse viajante concluiria:

— Interessante... então quem processa bilhões de dólares por dia?

Silêncio.

— Quem controla cartões de crédito?

Silêncio novamente.

— Quem executa milhões de transações bancárias por segundo?

Mais silêncio.

Então alguém responderia timidamente:

"...o mainframe."

É exatamente aqui que começa nossa aventura.


A Galáxia Está Cheia de Mitos

Toda civilização cria histórias.

Algumas são lendas.

Outras são mitos.

No universo da computação existe uma das maiores delas.

Ela diz:

"Os mainframes desapareceram."

Curiosamente, essa história é contada há mais de quarenta anos.

Enquanto isso...

os mainframes continuam trabalhando.

Sem reclamar.

Sem aparecer em manchetes.

Sem precisar de marketing.

É como aquele velho engenheiro da nave que nunca aparece nas fotos da tripulação, mas sem ele ninguém sairia da órbita.


O Grande Mal-Entendido

Imagine uma nave espacial gigantesca.

Ela possui:

  • milhares de sistemas

  • centenas de motores

  • redundância completa

  • escudos

  • sensores

  • computadores

Agora imagine alguém dizendo:

"Vamos substituir tudo isso por milhares de scooters voadoras."

É exatamente isso que aconteceu nos anos 90.

O mercado acreditou que centenas de pequenos servidores substituiriam completamente os grandes computadores corporativos.

Parecia lógico.

Mais barato.

Mais moderno.

Mais distribuído.

Na teoria.

Na prática...

descobriu-se que distribuir problemas também significa distribuir falhas.


O Universo Não Liga para Marketing

Existe uma lei cósmica pouco conhecida.

Ela diz:

A Física ignora PowerPoint.

Da mesma forma...

A Engenharia ignora Marketing.

Você pode afirmar mil vezes que um sistema é moderno.

Mas, quando um banco precisa processar:

  • 50 milhões de PIX

  • cartões

  • TED

  • DOC

  • compensação

  • folha salarial

  • previdência

...a matemática começa a fazer perguntas difíceis.

Disponibilidade.

Integridade.

Consistência.

Latência.

Escalabilidade.

Nesse momento, slogans deixam de funcionar.

Arquitetura passa a importar.


A Diferença Entre Impressionar e Funcionar

No universo existem dois tipos de tecnologia.

Aquela que impressiona.

E aquela que funciona durante cinquenta anos.

Nem sempre são a mesma coisa.

Um smartphone impressiona.

Um data center impressiona.

Uma IA generativa impressiona.

Mas existe uma pergunta mais interessante:

Quem continua funcionando depois de quarenta anos sem interromper os negócios do planeta?

É aqui que surge o protagonista desta história.


O Computador Invisível

Você provavelmente nunca viu um IBM Z pessoalmente.

Muita gente nunca verá.

Mesmo assim...

é extremamente provável que você já tenha utilizado um hoje.

Talvez dezenas de vezes.

Quando passou seu cartão.

Quando fez um PIX.

Quando consultou saldo.

Quando comprou uma passagem aérea.

Quando utilizou o SUS.

Quando declarou imposto.

Quando acessou uma seguradora.

Existe uma boa chance de algum pedaço dessa transação ter passado por um mainframe.

O computador mais importante da sua vida provavelmente é aquele que você nunca viu.


O Paradoxo da Invisibilidade

Existe um fenômeno curioso.

Quanto melhor um sistema funciona...

menos ele aparece.

Ninguém abre um jornal para ler:

"Hoje o banco funcionou normalmente."

Isso não vira notícia.

A notícia aparece quando algo quebra.

O sucesso do mainframe é justamente sua discrição.

Ele trabalha em silêncio.

Há décadas.


O Zoológico da Computação

Vamos imaginar que toda a computação seja um grande zoológico galáctico.

Ali vivem criaturas muito diferentes.

O notebook.

Ágil.

Curioso.

Explorador.

O smartphone.

Pequeno.

Sempre conectado.

O servidor Linux.

Versátil.

Escalável.

Os clusters Kubernetes.

Organizados como colônias de insetos altamente cooperativos.

E então...

bem no centro...

existe uma criatura gigantesca.

Silenciosa.

Elegante.

Que não precisa provar nada para ninguém.

Esse é o Mainframe.

Ele não corre.

Ele não faz barulho.

Mas sustenta praticamente toda a infraestrutura econômica da civilização.


Supercomputador?

Não exatamente.

Aqui encontramos outro erro muito comum.

As pessoas confundem:

Supercomputador

com

Mainframe.

São espécies completamente diferentes.

Um supercomputador foi criado para resolver problemas científicos.

Ele pergunta:

"Quantos cálculos posso fazer por segundo?"

Já um mainframe pergunta:

"Quantas empresas conseguem dormir tranquilas porque eu não falhei hoje?"

Parece sutil.

Mas muda absolutamente tudo.

Um procura velocidade.

O outro procura confiança.

Como explica Wilhelm G. Spruth, sistemas científicos são otimizados para poder computacional, enquanto sistemas comerciais são projetados para sustentar operações críticas de governos e empresas com foco em disponibilidade, segurança e processamento contínuo.


O Maior Erro da História

Durante décadas, muita gente comparou o Mainframe usando apenas uma métrica:

MIPS.

Depois:

GHz.

Depois:

Número de CPUs.

Era como comparar um cargueiro interestelar com um caça apenas pela velocidade máxima.

São máquinas construídas para missões completamente diferentes.

O cargueiro não foi feito para vencer corridas.

Foi feito para garantir que a carga chegue inteira.

Sempre.


O Clube dos Cinco Noves

Existe um número mágico.

99,999%.

Parece pequeno.

Mas representa uma obsessão.

Cinco noves significam apenas alguns minutos de indisponibilidade por ano.

Essa não é apenas uma especificação técnica.

É uma filosofia.

Todo projeto.

Todo transistor.

Toda linha de código.

Toda decisão de arquitetura pergunta:

"Isso aumenta ou diminui a disponibilidade?"

Esse pensamento moldou toda a evolução do System z.


O Verdadeiro Combustível da Nave

Curiosamente...

o combustível do Mainframe nunca foi eletricidade.

Foi confiança.

Empresas não investem bilhões porque gostam de computadores grandes.

Elas investem porque precisam dormir.

Quando bilhões de reais passam por um sistema todos os dias...

a confiança vale muito mais do que velocidade.


O Relatório que Desafia o Consenso

Foi exatamente isso que Wilhelm G. Spruth procurou demonstrar em seu relatório System z and z/OS Unique Characteristics.

Em vez de discutir propaganda ou modismos, ele reuniu dezenas de características técnicas — arquitetura, confiabilidade, segurança, virtualização, I/O, gerenciamento de cargas, CICS, Parallel Sysplex e muitas outras — para mostrar que o mainframe incorporava tecnologias avançadas muito antes de elas se popularizarem em outras plataformas.

A mensagem central do autor pode ser resumida assim:

Muitas tecnologias consideradas "modernas" nasceram ou amadureceram primeiro no universo do mainframe.

Essa afirmação não significa que outras plataformas não evoluíram. Significa apenas que, em diversas áreas, o IBM Z percorreu esse caminho muito antes.


O Que Nos Espera Pela Frente?

Nossa viagem está apenas começando.

Nos próximos capítulos, visitaremos setores fascinantes dessa gigantesca nave tecnológica:

  • Como uma arquitetura criada em 1964 continua evoluindo sem quebrar compatibilidade.

  • Por que a recuperação automática de falhas é tratada como parte do hardware.

  • Como milhares de transações compartilham o mesmo ambiente de execução no CICS.

  • O segredo do Parallel Sysplex para unir vários mainframes em um único sistema lógico.

  • Como LPARs, PR/SM e WLM inspiraram conceitos modernos de virtualização e gerenciamento de recursos.

  • Por que I/O, segurança e disponibilidade são tratados como cidadãos de primeira classe.

Cada parada revelará que o IBM Z não é apenas um computador poderoso, mas o resultado de décadas de engenharia orientada à continuidade dos negócios.


Diário de Bordo do Padawan COBOL

Antes de seguir para o próximo capítulo, guarde três lições:

✅ Nem toda tecnologia importante aparece nas manchetes.

✅ Nem toda inovação nasce na plataforma mais popular.

✅ Em engenharia, longevidade não é sinônimo de obsolescência; muitas vezes é evidência de uma arquitetura excepcionalmente bem concebida.

Agora ajuste o cinturão da cadeira do terminal 3270, mantenha sua curiosidade sempre à mão e lembre-se da regra número um de qualquer explorador da galáxia dos computadores comerciais:

Não entre em pânico. O mainframe está exatamente onde sempre esteve: discretamente mantendo a civilização funcionando.

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Guia Galáctico do IBM Z

Dezoito capítulos e uma conclusão reunidos em um painel interativo. Escolha uma missão, abra no visor e continue explorando diretamente no artigo original.

Não entre em pânico: se o Blogger impedir a exibição dentro do iframe, use “Abrir artigo”. Os links diretos continuam visíveis para leitores e motores de busca.
01

Capítulo I — Não Entre em Pânico!

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02

Capítulo II — A Planta da Nave Mais Duradoura da Galáxia

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03

Capítulo III — A Nave Que Se Recusa a Explodir

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04

Capítulo IV — A Sala dos Cofres Cósmicos

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05

Capítulo V — A Frota Invisível do Transporte Interestelar

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06

Capítulo VI — O Grande Maestro Invisível

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07

Capítulo VII — O Grande Terminal de Embarque da Galáxia

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08

Capítulo VIII — A Metrópole das Transações Infinitas

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09

Capítulo IX — A Federação das Naves Invisíveis

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10

Capítulo X — A Consciência Coletiva da Galáxia

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11

Capítulo XI — O Almirante Invisível da Frota

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12

Capítulo XII — A Biblioteca Infinita da Galáxia

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13

Capítulo XIII — O Serviço Postal Mais Confiável da Galáxia

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14

Capítulo XIV — O Jardim Secreto da Nave

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15

Capítulo XV — O Tradutor Universal da Federação

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16

Capítulo XVI — A Fábrica Automática da Federação

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17

Capítulo XVII — A Última Fronteira Nunca Foi o Espaço

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18

Capítulo XVIII — O Guia Nunca Terminou

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19

Conclusão — Não Entre em Pânico... A Jornada Está Apenas Começando

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