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quarta-feira, 7 de março de 2018

The Seven Deadly Sins: Revival of the Commandments — Quando Britannia Descobriu que os Demônios Não Tinham Sido Desinstalados

 

Bellacosa Mainframe e os the seven deadly sins revival of the commandments

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

The Seven Deadly Sins: Revival of the Commandments — Quando Britannia Descobriu que os Demônios Não Tinham Sido Desinstalados

Ou: Liones finalmente estava em paz, Ban saiu para resolver problemas pessoais, Diane perdeu memórias, Meliodas recuperou sua espada e dez demônios com cláusulas contratuais sobrenaturais acordaram depois de três mil anos

Existe uma regra quase universal em anime:

se alguém disser:

“Finalmente podemos viver em paz.”

prepare-se.

Alguma cidade será destruída.

Um deus esquecido acordará.

Um portal dimensional será aberto.

Ou uma entidade aprisionada durante aproximadamente três mil anos descobrirá que ninguém renovou a política de retenção do backup.

Em Signs of Holy War, vimos os Sete Pecados bebendo, brigando por bobagem, flertando e aproveitando alguns raríssimos minutos de tranquilidade.

Parecia férias.

Era janela de manutenção.

Porque logo depois chega:

Nanatsu no Taizai: Imashime no Fukkatsu

Internacionalmente:

The Seven Deadly Sins: Revival of the Commandments

E aqui Nanatsu no Taizai muda de marcha.

Até então tínhamos:

Holy Knights.

Conspiração.

Golpe de Estado.

Demônios como ameaça escondida.

Agora o sistema imprime no console:

DEMON CLAN ONLINE
TEN COMMANDMENTS RELEASED
SEAL AGE: 3000 YEARS
SEVERITY: OH SHIT

A segunda grande temporada de Nanatsu é aquela em que o universo realmente começa a mostrar seu tamanho.

E também aquela em que finalmente aparece o homem que transformaria o meio-dia em arma de destruição em massa.

Sim.

Escanor chegou.


🇯🇵 1. Qual é o título original?

O nome japonês é:

七つの大罪 戒めの復活

Romanizado:

Nanatsu no Taizai: Imashime no Fukkatsu

Internacionalmente:

The Seven Deadly Sins: Revival of the Commandments

Uma tradução bastante direta seria:

Os Sete Pecados Capitais: A Ressurreição dos Mandamentos.

E dessa vez o título não está exagerando.

Os Ten Commandments foram libertados.

O selo demoníaco foi rompido.

E Britannia está prestes a descobrir que os problemas enfrentados anteriormente eram quase ambiente de homologação.



📅 2. Quando estreou?

A temporada começou a ser exibida no Japão em:

6 de janeiro de 2018

pela rede MBS/TBS.

A Aniplex registra oficialmente a estreia nessa data, e a TBS confirma que a temporada possui 24 episódios. (Aniplex)

Portanto, desta vez não existe aquela confusão dos quatro episódios de Signs of Holy War.

Aqui temos:

24 episódios completos.

É uma temporada de verdade.

E provavelmente uma das fases mais importantes de toda a adaptação.


🎨 3. O estúdio ainda era a A-1 Pictures

Sim.

A-1 Pictures.

Ainda estamos antes da mudança para o Studio Deen que mais tarde provocaria parte da famosa turbulência visual da franquia.

A produção oficial registra:

Direção: Takeshi Furuta
Direção assistente: Tomoya Tanaka
Composição da série: Takao Yoshioka
Design de personagens: Kento Toya e Keigo Sasaki
Música: Hiroyuki Sawano, KOHTA YAMAMOTO e Takafumi Wada
Produção: A-1 Pictures. (Aniplex)

Ou seja:

o motor visual ainda estava funcionando razoavelmente bem.

E isso importa muito.

Porque Revival of the Commandments possui batalhas que dependem de impacto.

Personagens que entram em cena para parecer:

absurdamente perigosos.

E isso exige animação capaz de vender a ameaça.


✍️ 4. Quem criou Nanatsu no Taizai?

O autor continua sendo:

Nakaba Suzuki

O mangá original foi publicado pela Kodansha na revista Weekly Shōnen Magazine.

A série completa chegaria a:

41 volumes.

A própria Kodansha registra o volume 41 como encerramento da saga principal. (Kodansha)

Ao contrário de Signs of Holy War, que possuía conteúdo criado especialmente para televisão, Revival of the Commandments volta pesadamente à adaptação da narrativa principal do mangá.

Estamos novamente no trilho central.


🏰 5. Onde estávamos?

Liones foi recuperado.

Hendrickson aparentemente foi derrotado.

Os Holy Knights deixaram de ser os grandes inimigos.

Elizabeth voltou para casa.

Os Pecados foram reconhecidos como heróis.

E então acontece uma coisa excelente para qualquer roteirista:

o vilão anterior não era o problema verdadeiro.

O que Hendrickson fez ajudou a romper um selo extremamente antigo.

Um selo criado para manter aprisionada uma força demoníaca.

E aquilo que estava preso...

eram os:

Ten Commandments.


😈 6. Quem são os Dez Mandamentos?

Aqui Nanatsu encontra uma das melhores ideias de toda a franquia.

Os Dez Mandamentos não são apenas:

“dez caras muito fortes”.

Cada um representa um Mandamento imposto pelo Demon King.

E esses Mandamentos funcionam como leis sobrenaturais.

Você pode perder sem sequer ser atingido fisicamente.

Dependendo do Mandamento, determinadas ações podem provocar consequências terríveis.

Mentir.

Odiar.

Dar as costas.

Demonstrar falta de fé.

Quebrar determinada regra.

De repente a batalha deixa de ser apenas:

quem possui maior power level?

E passa a incluir:

qual é a regra do inimigo?

É quase um sistema operacional demoníaco.

Cada adversário possui sua própria policy.

E se você violar:

ABEND espiritual.


⚔️ 7. A história começa imediatamente removendo a sensação de segurança

O primeiro episódio chama-se:

Revival of the Demon Clan.

Liones está celebrando.

Os Pecados recebem reconhecimento.

Tudo parece normal.

Mas no segundo episódio, a verdadeira ameaça aparece.

A própria TBS resume que os Ten Commandments foram libertados após um selo de três mil anos. (TBS)

Três mil anos.

Quando alguém ficou preso três mil anos...

dificilmente acordará dizendo:

— Bom dia. Onde fica o Starbucks?


🦊 8. Ban deixa o grupo

Paralelamente, Ban decide seguir outro caminho.

Ele deseja encontrar uma maneira de trazer Elaine de volta.

E aqui começa uma das partes emocionalmente mais interessantes da temporada.

Ban pode ser:

imortal,

arrogante,

violento,

irônico,

aparentemente despreocupado.

Mas sua relação com Elaine revela justamente o contrário.

Seu maior problema não é morrer.

É:

não conseguir devolver à vida quem ele ama.

Esse contraste funciona extremamente bem.


🧠 9. Gowther começa a mostrar que compreender emoções talvez seja mais perigoso que não possuí-las

Gowther continua tentando entender sentimentos humanos.

Só que ele faz isso da pior maneira possível:

experimentando com pessoas.

Memória.

Desejo.

Afeto.

Identidade.

Gowther manipula tudo isso quase como alguém debugando uma aplicação em produção.

Diane acaba entrando diretamente nesse conflito.

E aqui existe uma mensagem bastante mais adulta do que parece:

querer compreender outra pessoa não lhe dá o direito de controlar essa pessoa.

Gowther possui enorme poder sobre memórias.

Mas poder técnico não equivale a legitimidade moral.

Uma bela lição.

Especialmente para qualquer administrador de sistema com privilégios de root.


🐍 10. Diane perde suas memórias

Diane passa por um arco complicado envolvendo:

perda de memória.

Isso afeta diretamente:

King.

Meliodas.

o grupo.

e principalmente a percepção que Diane possui de si mesma.

Mais tarde, sua trajetória a aproxima novamente de:

Matrona

uma figura extremamente importante do passado dos gigantes.

Diane precisa aprender que sua força física jamais resolveu o problema principal:

quem ela acredita ser.


🧚 11. King também precisa encarar o passado

King passa boa parte da série carregando culpa.

Ele falhou como Fairy King.

Ele perdeu pessoas.

Ele acredita ter abandonado responsabilidades.

Nesta temporada isso ganha ainda mais importância porque descobrimos ligações profundas entre:

o Fairy Clan,

o Giant Clan,

a antiga Holy War

e os próprios Ten Commandments.

A série começa lentamente a desmontar a ideia simples de:

demônio = mal

e

fada/deusa = bem.

O universo é muito mais politicamente sujo.

Como qualquer sistema com três mil anos de legado.


🗡️ 12. Meliodas recupera Lostvayne

Uma das grandes evoluções dessa temporada acontece quando Meliodas recupera sua Sacred Treasure:

Lostvayne

uma espada demoníaca capaz de trabalhar com sua habilidade de criar clones.

Isso parece inicialmente apenas:

“oba, espada nova”.

Não.

Lostvayne muda dramaticamente a maneira como Meliodas pode lutar.

E também prepara algumas das demonstrações de força mais violentas da temporada.


🧮 13. E então chegam os power levels

Aqui Nanatsu abraça explicitamente aquilo que vários shōnen sempre fazem implicitamente:

números.

Combat Class.

Power level.

Força.

Magia.

Espírito.

Finalmente podemos dizer:

— Aquele sujeito é forte.

E alguém responde:

— Quanto?

Essa ideia é divertida inicialmente.

Ajuda a estabelecer escala.

Problema:

número cria inflação.

Hoje:

3.000 parece absurdo.

Amanhã:

10.000.

Depois:

30.000.

Depois:

“não importa mais, apenas destrói a montanha.”

É o começo do famoso:

power creep.


🧓 14. Galand aparece e ensina humildade ao elenco inteiro

Um dos melhores momentos iniciais acontece com:

Galand

um dos Ten Commandments.

Ele aparece praticamente como uma auditoria surpresa.

Os Pecados acreditam ser fortes.

Galand demonstra:

vocês estavam comparando hardware de desenvolvimento com produção.

Sua presença estabelece imediatamente o novo nível de ameaça.

O sujeito não precisa de vinte episódios de preparação.

Ele chega.

Bate.

Humilha.

Vai embora.

Excelente introdução de vilão.


☀️ 15. E então conhecemos Escanor

Finalmente.

ESCANOR.

Pecado:

Pride — Orgulho.

Símbolo:

Leão.

À noite:

tímido,

frágil,

educado,

quase indefeso.

Durante o dia:

a quantidade de autoestima disponível no planeta inteiro parece migrar para aquele bigode.

Seu poder:

Sunshine.

Quanto mais alto o Sol sobe...

mais poderoso Escanor fica.

Ao meio-dia?

Bem.

Ao meio-dia o departamento responsável pelo balanceamento pediu demissão.


🍺 16. Galand contra Escanor

Talvez seja a cena que melhor explica por que Escanor se tornou tão querido.

Galand chega confiante.

Até aquele momento ele era uma ameaça absurda.

Escanor simplesmente existe.

E isso passa a ser suficiente.

Não há medo.

Não há desespero.

Não há:

“como poderemos derrotá-lo?”

Existe basicamente:

Quem é esse sujeito e por que pensa que pertence à mesma categoria que eu?

😂

É um dos momentos em que Nanatsu domina perfeitamente o prazer simples de um personagem overpower.


❤️ 17. Escanor ama Merlin

E aqui aparece aquilo que impede Escanor de ser simplesmente uma máquina de frases arrogantes.

Ele ama:

Merlin.

Profundamente.

Mas esse amor está longe de ser simples.

Ele praticamente diviniza Merlin.

Sua coragem gigantesca desaparece em determinadas situações quando ela está envolvida.

Existe uma enorme vulnerabilidade escondida naquele orgulho.

Mais uma vez o anime faz a inversão:

Pride é também insegurança.


🔥 18. Meliodas contra os Ten Commandments

A temporada constrói uma das batalhas mais importantes da franquia.

Meliodas enfrenta vários Commandments.

E por algum tempo demonstra por que era temido.

Aqui começamos finalmente a entender:

Meliodas não é apenas um humano extremamente poderoso.

Existe alguma coisa profundamente errada na história daquele sujeito.

Seu conhecimento dos demônios.

Sua força.

Sua relação com eles.

O respeito e ódio que recebe.

A verdade começa a emergir.


👿 19. Meliodas era membro do Demon Clan

Grande parte do mistério da franquia começa a abrir.

Meliodas possui ligação direta com:

Demon Clan.

Não apenas ligação.

História.

Família.

Traição.

Uma posição extremamente importante durante a antiga guerra.

E entre os Ten Commandments aparecem dois nomes fundamentais:

Zeldris

e

Estarossa.

Aqui Nanatsu começa a transformar uma aventura sobre sete cavaleiros procurados numa verdadeira:

tragédia familiar demoníaca.


💀 20. E Meliodas morre

Sim.

A temporada vai até esse ponto.

Estarossa consegue matar Meliodas.

Elizabeth perde novamente alguém central em sua vida.

Os Pecados são profundamente afetados.

E aqui a obra começa a deixar claro:

a morte envolvendo Meliodas não funciona como deveria.

Existe algo errado.

Existe uma maldição.

Existe uma estrutura muito mais antiga.

Mais um pedaço do quebra-cabeça.


❤️‍🔥 21. Elaine retorna

Enquanto isso, Ban vive uma experiência completamente diferente.

Elaine retorna temporariamente sob circunstâncias ligadas à manipulação dos mortos.

Mas reencontrá-la produz uma das partes mais emotivas da temporada.

Ban possui finalmente aquilo que desejava.

Mas existe um problema:

nem tudo que retorna da morte voltou porque deveria.

Essa ideia é recorrente em Nanatsu.

Trazer alguém de volta não significa reparar aquilo que aconteceu.


🏟️ 22. Vaizel vira palco novamente

Uma das estruturas clássicas de shōnen aparece:

torneio.

Porque aparentemente não existe apocalipse tão urgente que impeça japoneses de colocar personagens numa arena.

O Great Fight Festival organizado por:

Gloxinia e Drole

serve para reunir personagens, confrontar relações e criar combinações inesperadas.

Mas, naturalmente, aquilo não é apenas competição amistosa.

É uma armadilha.


🌳 23. Gloxinia e Drole importam muito mais do que parecem

Inicialmente são:

mais dois Commandments.

Depois descobrimos algo fascinante.

Eles possuem vínculos profundos com:

Fairy Clan

e

Giant Clan.

Gloxinia foi:

um Fairy King.

Drole possui ligação essencial com os gigantes.

Isso novamente destrói a ideia:

“os Ten Commandments são simplesmente dez demônios”.

Não.

A Holy War antiga envolveu:

alianças,

traições,

mudanças de lado,

ressentimentos,

e decisões que atravessaram milênios.


🏛️ 24. O anime começa a falar sobre história oficial

Aqui encontramos novamente uma das melhores ideias da franquia.

Quem realmente era herói na antiga guerra?

Quem começou?

Quem traiu?

Quem escreveu aquilo que ficou registrado?

A primeira temporada já havia feito isso com os Seven Deadly Sins:

criminosos oficialmente.

Heróis na realidade.

Agora a mesma pergunta cresce.

Talvez a própria história da Holy War esteja contaminada por propaganda.

Isso dá uma camada surpreendentemente interessante ao universo.


👑 25. O rei Bartra continua enxergando o futuro

Bartra possui sua habilidade de visão profética.

Suas previsões ajudam a orientar acontecimentos.

Mas profecia em Nanatsu possui uma característica importante:

saber que algo acontecerá não significa saber impedir.

É o velho problema de sistemas de monitoramento.

Você recebe o alerta.

CPU 98%.

Disco 99%.

Transações aumentando.

Tudo vermelho.

Ótimo.

Agora resolva.


🧟 26. Fraudrin — o Mandamento que não era exatamente Mandamento

Fraudrin possui uma posição particularmente interessante.

Ele esteve profundamente envolvido:

na queda de Liones,

em Dreyfus,

em Hendrickson,

na ressurreição demoníaca.

Mas sua relação com:

Griamore

gera uma das situações mais inesperadas.

Fraudrin começa a experimentar algo semelhante a apego.

E isso cria uma pergunta bastante importante:

um demônio pode mudar?

Nanatsu está preparando uma resposta muito menos simplista do que:

“demônio ruim”.


⚔️ 27. Meliodas retorna diferente

Quando Meliodas volta...

algo mudou.

E essa mudança é importante.

Cada vez que retorna da morte, existe um preço.

A relação entre:

vida,

emoções,

Demon King

e maldição

vai se tornando central.

A força de Meliodas aumenta.

Mas talvez:

quanto mais forte ele fica, menos humano permaneça.

Essa é uma das ideias mais interessantes de toda a saga.


🧠 28. Mensagem oculta número 1 — poder sempre cobra

Quase todo personagem desta temporada aprende isso.

Escanor ganha poder com o Sol.

Mas ele não controla completamente aquilo que representa.

Ban possui imortalidade.

Mas isso não impede sofrimento.

Meliodas retorna.

Mas perde alguma coisa.

King possui enorme poder.

Mas continua carregando culpa.

Gowther controla memórias.

Mas não entende amor.

Merlin possui conhecimento.

Mas conhecimento não fornece automaticamente sabedoria.

O padrão é claro:

poder sem custo seria apenas cheat code.


🧠 29. Mensagem oculta número 2 — leis absolutas são perigosas

Os Ten Commandments possuem regras absolutas.

Não:

“talvez”.

Não:

“dependendo da situação”.

É lei.

E isso produz exatamente o problema de qualquer sistema moral extremamente rígido:

contexto deixa de existir.

Uma ação é julgada pela regra.

Não pela intenção.

Não pela circunstância.

Não pela história.

Existe aí uma crítica interessante ao absolutismo moral.

Mandamento sem interpretação vira:

código executável.

E código executável não possui misericórdia.


❤️ 30. Mensagem oculta número 3 — amor não é automaticamente virtude

Ban ama Elaine.

Escanor ama Merlin.

King ama Diane.

Meliodas ama Elizabeth.

Bonito.

Mas a série frequentemente mostra que amor também pode produzir:

obsessão,

dependência,

sofrimento,

ciúme,

sacrifício,

negação.

Ou seja:

amar alguém não significa automaticamente saber amar bem.

Isso é bem mais adulto do que grande parte da superfície shōnen sugere.


🧬 31. Mensagem oculta número 4 — identidade não é espécie

Human.

Demon.

Fairy.

Giant.

Goddess.

A princípio parece simples.

Depois descobrimos:

demônios capazes de afeto,

heróis capazes de crueldade,

fadas que traíram,

gigantes que mudaram de lado,

humanos corruptos.

A espécie não determina moralidade.

Isso ficará ainda mais importante posteriormente.


🎭 32. O que Revival of the Commandments tem de diferente?

A primeira temporada era:

aventura medieval.

Esta já é:

mitologia épica.

A diferença é enorme.

Antes perguntávamos:

“Quem são os Seven Deadly Sins?”

Agora:

“Qual foi a verdade sobre a guerra de três mil anos atrás?”

Antes:

Holy Knights.

Agora:

Demon King.

Antes:

salvar Liones.

Agora:

salvar Britannia.

Antes:

Meliodas misterioso.

Agora:

Meliodas possivelmente está no centro de todo o desastre.

A escala mudou completamente.


📺 33. Classificação e gêneros

A Netflix atualmente classifica The Seven Deadly Sins internacionalmente como:

TV-14

e lista a série entre:

Shōnen Anime, Action Anime, Fantasy Anime e adaptações de mangá. (Netflix)

Os gêneros principais de Revival of the Commandments são:

ação, aventura, fantasia, sobrenatural, drama, romance, comédia e shōnen.

Mas esta temporada é consideravelmente:

mais sombria

do que o especial anterior.

Temos:

mortes,

demônios,

violência intensa,

possessão,

ressurreição,

manipulação mental,

massacres,

sangue

e temas de perda.


🩸 34. E a censura?

Aqui existe uma distinção importante.

Revival of the Commandments não é a temporada famosa pela censura do “sangue branco”.

Esse problema ficou associado sobretudo à fase posterior de Wrath of the Gods.

Nesta temporada ainda vemos sangue e violência de forma relativamente convencional para um shōnen televisivo.

Naturalmente existem diferenças normais entre:

mangá,

televisão

e adaptação.

Algumas cenas possuem violência reduzida, enquadramento diferente ou menos detalhamento gráfico.

Mas não existe nesta fase uma controvérsia de censura comparável ao desastre visual que mais tarde virou meme.

É importante não misturar as temporadas.


🎨 35. A animação ainda segura a franquia

Esse talvez seja um dos motivos pelos quais muitos fãs consideram esta fase uma das melhores do anime.

A A-1 Pictures ainda estava na produção. (A-1 Pictures オフィシャルサイト)

As cenas de:

Galand,

Escanor,

Meliodas,

Mandamentos

possuem impacto.

Nem tudo é perfeito.

Mas o nível visual ainda sustenta a sensação de que aqueles personagens realmente podem destruir alguma coisa.

Posteriormente essa consistência desapareceria.

E aí a comparação ficaria cruel.


🎼 36. Hiroyuki Sawano continua ajudando a vender o apocalipse

A trilha continua utilizando:

Hiroyuki Sawano

acompanhado por:

KOHTA YAMAMOTO

e

Takafumi Wada. (Aniplex)

E novamente a música faz metade do trabalho emocional.

Alguém simplesmente olha para o horizonte.

Sawano:

A GUERRA FINAL DA HUMANIDADE COMEÇA AGORA.

😂

Mas funciona.


📚 37. Quais partes do mangá entram aqui?

Revival of the Commandments adapta uma porção grande da fase intermediária do mangá.

O mangá original continuaria até completar 41 volumes, com o último publicado pela Kodansha em maio de 2020. (Kodansha)

Nesta temporada entram acontecimentos ligados a:

Ten Commandments,

Lostvayne,

Galand,

Escanor,

Elaine,

Great Fight Festival,

Gloxinia,

Drole,

Estarossa,

Zeldris

e o aprofundamento do passado demoníaco de Meliodas.

É uma enorme expansão da mitologia.


📖 38. E as novels?

A franquia possui romances derivados que expandem personagens e histórias laterais.

Elas não substituem esta temporada nem constituem sua fonte principal.

A fonte continua sendo:

o mangá de Nakaba Suzuki.

As novels funcionam como:

material complementar.

Pequenas histórias.

Memórias.

Eventos fora do eixo principal.

Para quem assiste apenas anime:

dispensáveis.

Para quem gosta de desmontar franquia como arqueólogo:

interessantíssimas.


🎮 39. E os games?

Aqui temos algo particularmente curioso.

Em 2018, justamente no período de Revival of the Commandments, a franquia recebeu:

The Seven Deadly Sins: Knights of Britannia

para PlayStation 4.

Depois viria o muito mais longevo:

The Seven Deadly Sins: Grand Cross

para dispositivos móveis.

Esses jogos reaproveitam:

personagens,

formas,

habilidades,

roupas,

locações

e acontecimentos de diferentes fases do anime.

E obviamente Escanor virou material perfeito para game.

Poder baseado no horário solar?

Personagem lendário?

Transformações?

Golpes absurdos?

O departamento de monetização provavelmente enxergou aquilo e ouviu anjos cantando.


🌍 40. Impacto cultural

Esta talvez seja a temporada que consolidou definitivamente:

Escanor como ícone da franquia.

E isso sozinho possui enorme peso.

Muitos fãs que hoje mal lembram determinados detalhes de Nanatsu lembram:

Galand.

Escanor.

Estarossa.

Ten Commandments.

Meliodas enfrentando os demônios.

É a fase onde alguns dos memes e momentos mais reconhecíveis da série aparecem.

Também é provavelmente uma das razões pelas quais a queda visual posterior foi tão dolorosa.

A franquia estava num ponto extremamente alto.


☀️ 41. Escanor mudou a química da série

Antes de Escanor, Meliodas era frequentemente o parâmetro máximo.

Depois de Escanor surge algo novo:

um personagem que consegue disputar não apenas poder.

Mas:

presença.

Ele entra numa cena e altera a temperatura narrativa.

O inimigo pode ser aterrorizante.

Escanor não liga.

O inimigo pode dizer:

— Sou invencível.

Escanor quase parece perguntar:

— E quem decidiu isso?

A arrogância funciona porque é teatral.

Ele não é apenas forte.

É:

performaticamente forte.


📉 42. O power creep começa a cobrar juros

Mas existe um problema.

Quando Galand aparece, parece impossível.

Depois Escanor destrói essa percepção.

Então precisamos de alguém mais forte.

Depois Meliodas cresce.

Depois Estarossa.

Depois Zeldris.

Depois...

Você percebe o padrão.

Quanto mais números aparecem...

menos significativos eles ficam.

E assim nasce a dívida técnica narrativa.

No começo você adiciona apenas uma pequena regra.

Depois outra.

Depois outra.

Quando percebe, possui um sistema com:

26 níveis de poder,

17 formas demoníacas,

8 maldições

e um sujeito dizendo:

“Esta nem é minha forma final.”


🧠 43. Por que esta temporada é mais memorável que Signs of Holy War?

Porque possui:

pontos de ancoragem.

Galand chegando.

Escanor aparecendo.

Lostvayne.

Ten Commandments.

Meliodas morrendo.

Elaine retornando.

Estarossa.

Great Fight Festival.

Essas são cenas e conceitos fáceis de armazenar.

Signs of Holy War era propositalmente cotidiano.

Aqui acontece praticamente uma coisa enorme a cada poucos episódios.

O ZIP mental fica maior.


🥋 44. Classificação Bellacosa Mainframe

Vamos ao diagnóstico.

História: 8,5/10
Personagens: 9/10
Vilões: 9/10
Construção de mundo: 9/10
Animação: 8/10
Trilha sonora: 9/10
Ação: 9/10
Romance: 7,5/10
Mitologia: 9/10
Power creep: começa saudável e termina suspeito
Entrada de Escanor: 47/10
Galand descobrindo que escolheu o bar errado: 73/10

Nota geral Bellacosa Mainframe:

8,7/10

Provavelmente uma das melhores fases de Nanatsu no Taizai.

Talvez:

a última fase em que história, personagens, animação e escala estavam simultaneamente funcionando muito bem.


🌀 45. Easter egg para quem chegou até aqui

Os Ten Commandments deveriam representar:

leis absolutas.

Os Seven Deadly Sins representam:

falhas humanas.

Olhe a ironia.

De um lado:

dez seres definidos por regras.

Do outro:

sete pessoas definidas por erros.

Quem é mais humano?

Os que obedecem perfeitamente?

Ou aqueles que erraram, sofreram, mudaram e continuam tentando?

Talvez Nakaba Suzuki esteja escondendo uma ideia muito simples sob milhares de toneladas de explosões:

redenção só existe porque pessoas falham.

Um ser incapaz de errar...

também é incapaz de aprender.


☕ Epílogo — os Mandamentos foram restaurados

Imagine a situação.

Você finalmente resolveu o incidente.

Liones voltou.

Usuários satisfeitos.

CPU normal.

Fila zerada.

Hendrickson fechado.

Change aprovado.

CAB comemorando.

Você pega o café.

Então o console imprime:

IEF403I DEMONCLAN STARTED
IEF404I TENCOMMANDMENTS ACTIVE
WARNING: 3000-YEAR PROCESS RESUMED

Você olha.

Atualiza a tela.

A mensagem continua lá.

Alguém pergunta:

— Quem autorizou isso?

Ninguém sabe.

Então Galand aparece.

Diane esquece metade da vida.

Ban sai atrás de Elaine.

Gowther começa a editar memória alheia.

Meliodas descobre que sua família demoníaca ainda está bastante viva.

E um sujeito magrelo de bigode entra num bar esperando o Sol nascer.

Às onze e cinquenta e nove ele ainda parece inofensivo.

Ao meio-dia...

o monitoramento para de responder.

Revival of the Commandments é exatamente esse momento da franquia.

Quando Nanatsu no Taizai deixa de ser simplesmente uma boa aventura medieval e assume completamente sua verdadeira forma:

uma guerra mitológica de três mil anos disfarçada de anime sobre sete criminosos administrando uma taverna.

E o pior?

Aquilo ainda era apenas o começo.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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