✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Uma tarde de musica medieval no Castelo de São Jorge
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
JE VIVROIE LIEMENT Olam Ein Sof na Feira Medieval
Ouvindo a boa música do Olam Ein Sof
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Coral de Natal em Lisboa (Tunas Academicas)
Natal em Lisboa - 2016
Eu, o pequeno Luigi e Carmen estamos andando pelas ruas de Lisboa, ouvimos um som de pandeiros lá longe, andando rapidamente encontramos um grupo animado, aproveitamos para apreciar uma Tuna Acadêmica cantando e dançado na Rua Augusta próximo a praça do Comercio.
Foi um belo show preparativo para o natal, estas meninas com seus pandeirinhos, guitarras lusitanas, violões e passes de dança em pleno baixa pombalina. A Rua Augusta de Lisboa oferece diversos shows de artistas de rua, artesanato e doces para animar os turistas.
domingo, 3 de novembro de 2013
☕💣🎵 WHITE ALBUM 2: OPERADOR, O JOB TERMINOU COM RC=0000... MAS O DESASTRE JÁ ESTAVA AGENDADO!
| Bellacosa Mainframe e um coração partido em White Album 2 |
☕💣🎵 OPERADOR, O JOB TERMINOU COM RC=0000... MAS O DESASTRE JÁ ESTAVA AGENDADO!
WHITE ALBUM 2 — O ABEND EMOCIONAL MAIS FAMOSO DA HISTÓRIA DOS ANIMES ROMÂNTICOS
"Alguns erros podem ser corrigidos com um restore. Outros permanecem gravados para sempre no banco de dados da alma."
Ficha Técnica
Título Original
ホワイトアルバム2 (White Album 2)
Título Internacional
White Album 2
Autor Original
Fumiaki Maruto (丸戸史明)
Um dos roteiristas mais respeitados das Visual Novels japonesas.
Posteriormente ficaria ainda mais famoso por seu trabalho em:
Saekano: How to Raise a Boring Girlfriend
White Album 2 Visual Novel
Design dos Personagens
Takeshi Nakamura
Baseado nas ilustrações originais de:
Miwabe Sakura
Estúdio
Satelight
Fundado em 1995.
Responsável por obras como:
Macross Frontier
Aquarion
Symphogear
Hellsing Ultimate (participação)
O Satelight ficou conhecido por sua qualidade musical e direção emocional, algo que ajudou enormemente White Album 2.
Direção
Masaomi Ando
Posteriormente dirigiria:
Scum's Wish
School-Live!
Astra Lost in Space
Data de Lançamento
Japão: 5 de outubro de 2013
Encerramento: 28 de dezembro de 2013
Episódios
13 episódios
1 OVA promocional relacionado ao material original
Classificação
Faixa Etária
16+
Gêneros
Romance
Drama
Música
Slice of Life
Drama Psicológico
Romance Escolar
Sinopse
Haruki Kitahara é um estudante dedicado que sonha em participar do festival escolar com seu clube de música.
Quando escuta uma melodia de piano vindo da sala ao lado e uma voz cantando pelos corredores, sua vida muda para sempre.
A talentosa pianista Kazusa Touma e a popular cantora Setsuna Ogiso acabam formando uma banda improvisada ao seu lado.
O que começa como uma amizade baseada na música transforma-se lentamente em um dos triângulos amorosos mais dolorosos e realistas já produzidos pela indústria dos animes.
A Grande Mentira do Anime
White Album 2 parece inicialmente:
✅ Romance escolar
✅ Música
✅ Comédia leve
✅ Festival cultural
✅ Primeiros amores
Mas isso é apenas a tela de login.
Depois do acesso ao sistema...
O verdadeiro processamento começa.
Resumo da História
A história gira em torno de três pessoas:
Haruki Kitahara
O operador.
Aquele que tenta manter o sistema funcionando.
Responsável.
Gentil.
Prestativo.
Mas incapaz de perceber o tamanho do desastre que está criando.
Setsuna Ogiso
A interface perfeita.
Popular.
Bonita.
Amável.
Sempre sorrindo.
Mas escondendo inseguranças profundas.
Kazusa Touma
O módulo legado.
Difícil de acessar.
Mal documentado.
Extremamente poderoso.
Poucas pessoas conseguem entendê-la.
O Que Torna White Album 2 Diferente?
Aqui está a genialidade da obra.
Na maioria dos romances:
Existe uma heroína principal.
Existe uma rival.
Existe um vencedor.
Em White Album 2:
Não existe vencedora.
Não existe derrota.
Todos perdem.
A Temática Principal
A maioria dos espectadores acredita que o anime fala sobre amor.
Na verdade ele fala sobre:
Culpa
Os personagens carregam culpa constantemente.
Arrependimento
As decisões tomadas em momentos de fraqueza produzem consequências duradouras.
Covardia
O anime explora como pessoas boas podem tomar decisões terríveis.
Egoísmo
Muitas vezes os personagens confundem amor com posse.
Tempo
O tempo não cura todas as feridas.
Algumas apenas envelhecem.
A Música Como Linguagem Oculta
Em White Album 2 a música não é decoração.
Ela é narrativa.
A apresentação do festival escolar representa algo muito maior.
É o único momento em que os três personagens estão verdadeiramente sincronizados.
Depois disso:
Tudo começa a quebrar.
Como um cluster que perde a consistência.
As Mensagens Ocultas
O Festival Escolar
Representa o auge da juventude.
O momento perfeito.
O snapshot ideal.
A partir dali tudo é degradação.
O Inverno
Quase toda a obra está associada ao frio.
O inverno simboliza:
Distanciamento
Solidão
Perda
Imobilidade emocional
O Piano de Kazusa
Representa sua incapacidade de comunicar sentimentos diretamente.
Ela consegue falar através da música.
Mas não através das palavras.
O Sorriso de Setsuna
Representa uma máscara social.
Quanto mais ela sorri...
Mais sofrimento está escondendo.
A Psicologia dos Personagens
Haruki
Um dos protagonistas mais mal compreendidos dos animes.
Muitos fãs o odeiam.
Mas o roteiro mostra algo importante:
Haruki não é mau.
Ele é humano.
Suas falhas vêm da incapacidade de lidar com conflitos.
Kazusa
Provavelmente uma das personagens femininas mais complexas do gênero.
Ela vive entre:
Amor
Medo
Solidão
Dependência emocional
Setsuna
Talvez a personagem mais trágica da obra.
Porque entende exatamente o que está acontecendo.
E mesmo assim continua avançando.
O Anime é Apenas a Ponta do Iceberg
Muitos não sabem disso.
O anime adapta somente a parte chamada:
Introductory Chapter
Na Visual Novel existem ainda:
Closing Chapter
e
Coda
Onde a história se torna ainda mais profunda e devastadora.
Por isso muitos fãs da Visual Novel consideram que o anime mostra apenas cerca de 30% da verdadeira história.
Houve Censura?
Sim e não.
O anime de TV suavizou vários elementos presentes na Visual Novel.
Principalmente:
Conteúdo sexual
Diálogos mais explícitos
Aspectos psicológicos mais pesados
A Visual Novel original possui cenas adultas e conflitos emocionais muito mais intensos.
O anime preferiu focar no drama romântico.
Por isso pode ser considerado uma adaptação relativamente "limpa".
Impacto Cultural
White Album 2 tornou-se uma referência absoluta quando se fala em:
Triângulos amorosos
Drama romântico adulto
Narrativas emocionalmente complexas
Até hoje é frequentemente comparado a:
Kimi ga Nozomu Eien
Saekano
Oregairu
Nana
True Tears
Nas comunidades otaku japonesas e ocidentais, o debate entre:
Team Kazusa
e
Team Setsuna
permanece vivo mais de uma década após o lançamento.
Poucos romances conseguem gerar discussões tão apaixonadas por tanto tempo.
Curiosidade de Operador Mainframe
Se White Album 2 fosse um ambiente z/OS:
| Personagem | Equivalente Mainframe |
|---|---|
| Haruki | Operador tentando manter tudo online |
| Setsuna | Aplicação nova, estável e aprovada |
| Kazusa | Sistema legado crítico sem documentação |
| Festival Escolar | Teste integrado perfeito |
| Triângulo Amoroso | Change não homologada |
| Final | ABEND em produção |
Veredito Bellacosa Mainframe
White Album 2 não é sobre romance.
É sobre consequências.
É sobre pessoas tentando preservar relacionamentos incompatíveis.
É sobre decisões tomadas tarde demais.
É sobre o momento exato em que percebemos que não existe rollback para certas escolhas.
Enquanto outros animes contam histórias de amor.
White Album 2 conta a história do custo do amor.
E talvez seja justamente por isso que continua sendo considerado uma das maiores obras-primas dramáticas da animação japonesa.
Classificação Bellacosa
☕ Romance: 10/10
💣 Drama: 10/10
🎵 Trilha Sonora: 10/10
🧠 Complexidade Psicológica: 10/10
😭 Potencial de Sofrimento: 11/10
Nota Final: 9,8/10
"Operador, antes de executar esse JOB sentimental, confirme o backup. White Album 2 prova que alguns dados perdidos jamais poderão ser recuperados." ☕💣🎵
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
🦇 Movimento Dark 1980 & Gótico 1990 — A Estrada Noturna da Tribo Invisível
🦇 Movimento Dark 1980 & Gótico 1990 — A Estrada Noturna da Tribo Invisível
Um artigo ao estilo Bellacosa Mainframe para o blog El Jefe Midnight
🌑 Introdução — Quando a noite era uma linguagem secreta
Antes dos algoritmos, antes da avalanche de notificações, existia um Brasil onde ser diferente exigia coragem — e ousadia. Os anos 1980 e 1990 foram décadas em que as subculturas não vinham por streaming: elas eram contrabandeadas por fitas cassete mal gravadas, revistas importadas escondidas entre LPs usados e conversas sussurradas nos corredores escuros das escolas.
É aqui que nasce o movimento Dark dos anos 80 e evolui para o Gótico dos anos 90: uma estrada noturna percorrida por almas inquietas, artistas à margem, e adolescentes que descobriam que o preto não era só uma cor — era um manifesto.
🦇 1. Os Anos 1980 — O Brasil cinza e o surgimento do Dark
O país recém saía da ditadura, o rock nacional florescia e o underground respirava mal, mas respirava. A estética Dark entrou como um vírus elegante:
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Cabelo comprido, franjas caídas, roupas rasgadas, coturnos;
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Letras introspectivas, soturnas, existenciais;
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Música vinda principalmente da Europa:
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Siouxsie and The Banshees,
-
The Cure,
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Joy Division,
-
Bauhaus,
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Sisters of Mercy.
-
Mas aqui o Dark ganhou sotaque BR:
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Ira! — “Mudança de Comportamento”
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Plebe Rude
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Legião Urbana — “Sereníssima”, “Tempo Perdido”
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Arte No Escuro
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Zero – “Quimeras”
Os jovens não tinham internet — tinham o fanzine: xerox mal cortado, letras tortas, cola quente e vontade. Distribuía-se na rua Augusta, na Galeria do Rock, nos roqueiros do Largo do Arouche.
🦇 2. Ritual de Iniciação — Como alguém virava Dark em 1986
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Uma fita K7 gravada de uma fita gravada de outra fita gravada da Rádio 89.
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Cabelos ao vento, franjas cobrindo o olho esquerdo.
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Roupas pretas: se não tinha griffe, a mãe ou a avó costuravam — movimento maker antes do maker existir.
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Pôsters de filmes: “O Corvo”, “The Hunger”, “Nosferatu”.
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Caminhadas noturnas discutindo Nietzsche sem ter lido Nietzsche.
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A tribo: se encontrava sem combinar; a cidade conspirava.
Era um movimento emocional, quase ritualístico.
🌒 3. Anos 1990 — A mutação para o Gótico
Quando chegam os 90, o Dark amadurece. Larga parte do punk, assume uma estética mais teatral e abraça o misticismo. O termo “gótico” se consolida.
Os pilares do gótico 90
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Maquiagem pesada.
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Ternos e sobretudos longos (aquele que sua mãe costurou!).
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Simbolismo: ankh, crucifixos, caveiras discretas.
Anéis vampíricos
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A melancolia deixa de ser fraqueza: vira estilo de vida.
As bandas do altar gótico
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The Cure (rainha-mãe do movimento inteiro).
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Clan of Xymox.
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London After Midnight.
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The Mission.
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Type O Negative (para os iniciantes em trevas do metal).
Aqui no Brasil a cena se fortalece:
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Madame Satã (Bexiga) — templo máximo.
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Espaço Retrô, Santa Cecília — clássico.
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Fofinho Rock Club, Belém — garagem pura.
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Aeroanta, Dama Xoc, Carbono 14.
Se você passasse pela Augusta num domingo cedo, veria vampiros desorientados indo embora enquanto as senhoras iam para a missa na igreja da Consolação. Um ecossistema perfeito.
🌘 4. Tribos Urbanas — A necessidade humana de pertencer
O Dark/Gótico não era só música. Era pertencimento.
Para muitos jovens — vindos da periferia, de famílias partidas, de escolas opressoras, de bairros onde pagode e samba eram regra — o preto era uma forma de existir no mundo.
Os encontros eram míticos:
-
Cemitérios (não para cultos, mas porque eram silenciosos e tinham clima).
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Becos da Paulista.
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Madrugadas eternas na Praça Roosevelt.
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Conversas sobre a vida, o universo e o nada, enquanto um hot-dog da Augusta segurava a ressaca emocional.
Caminhadas sobre a madrugada nas assustadoras ruas do Centro Velho de São Paulo (Rua São Bento, Rua Direita, XV de Novembro e vale do Anhangabaú entre outras).
Zanzar sob a luz da Lua em noites de inverno paulistana.
Estações ferroviárias CBTU fechadas, aguardando a abertura e o primeiro trem.
Quem viveu sabe: era liberdade em sua forma mais artesanal.
🌑 5. A Estética Hacker — o paralelo com o Mainframe
Como Bellacosa Mainframe exige:
O movimento Dark/Gótico tem uma lógica parecida com o mundo mainframe:
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Poucos entendem.
-
Muitos falam sem saber.
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Há uma estética própria, fechada, ritualística.
-
Você precisa dos velhos mestres para ser iniciado.
-
Existe documentação, mas ela é esparsa, oral, perdida em zines e memórias.
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Quem faz parte… reconhece o outro no escuro.
Dark/Gótico é, essencialmente, um RACF Group invisível: só entra quem conhece a senha emocional.
🌑 6. Curiosidades (Easter Eggs Noturnos)
-
O perfume favorito dos góticos paulistanos 90 era o Kaiak preto ou o Malbec — mesmo sabendo que a aura deveria ser de mofo poético.
-
A maioria dos góticos da época sabia dançar Wave com fluidez, mesmo nunca tendo tido aula.
-
O termo “vampirear” significava andar sem destino pela madrugada.
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Boa parte da cena gótica paulista nasceu… nos corredores da Galeria do Rock.
-
O movimento era pequeno, mas altamente ramificado: cyber-gótico, vampírico, etéreo, pós-punk, industrial.
🌑 7. Conclusão — Ser Dark/Gótico não era moda. Era autobiografia.
O movimento Dark dos 80 e o Gótico dos 90 foram, para milhares de jovens, a escola onde se aprende a ser sensível, inquieto e diferente num mundo que queria todo mundo igual.
Era música, era estética…
Mas era, acima de tudo, um lugar emocional.
E quem viveu sabe:
A noite não era cenário.
Era lar.
E mesmo que hoje sejamos adultos caretas, programadores COBOL com backlogs intermináveis, analistas de sistemas soterrados em JCL…
Dentro de muitos de nós ainda há aquele adolescente andando de preto, ouvindo The Cure num walkman velho, filosofando bobagens às 2 da manhã sob um poste queimado da Vila Alpina.
E isso, meu caro,
é o tipo de coisa que mesmo o tempo não apaga.
🖤🌙
🌘 Para ir mais longe
O Movimento Dark, que ganhou força nos anos 1980 e se expandiu durante os anos 1990, foi muito mais do que um estilo musical. Ele representou uma forma de expressão artística e cultural voltada para temas como melancolia, introspecção, romantismo sombrio, existencialismo e crítica social. Suas raízes podem ser encontradas no pós-punk britânico do final dos anos 1970, especialmente em bandas como Bauhaus, Siouxsie and the Banshees, The Cure e Sisters of Mercy.
A estética gótica incorporou elementos da literatura de Edgar Allan Poe, Bram Stoker e Mary Shelley, além da arquitetura medieval, do simbolismo e do romantismo do século XIX. Roupas escuras, maquiagem marcante, cabelos elaborados e acessórios inspirados em épocas passadas tornaram-se símbolos da identidade do movimento.
Durante os anos 1990, a cultura gótica diversificou-se com a ascensão do darkwave, industrial, gothic metal e outras vertentes alternativas. O movimento também influenciou animes, mangás, cinema, videogames e diversas manifestações artísticas.
Mais do que uma celebração da tristeza, o universo dark sempre valorizou a individualidade, a criatividade e a reflexão sobre aspectos profundos da existência humana. Seu legado permanece vivo até hoje, influenciando moda, música, arte e cultura pop em todo o mundo.

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