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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Uma tarde de musica medieval no Castelo de São Jorge

Um musico no Castelo de São Jorge em Lisboa 


Do alto de uma das 7 colinas de Lisboa, suas muralhas protegem Lisboa há mais de 2000 anos. Diversos povos passaram por aqui, derramaram seu sangue, destruíram seus portões, repararam, ampliaram, colocaram novas torres.

Para se ter uma pequena noção, acredita-se que os fenícios construíram a primeira fortificação, celtibéricos conquistaram aos primeiros, mas perderam para os romanos, godos, visigodos, vândalos e tantos outros povos passaram aqui também. Por fim os mouros os conquistaram e iniciaram os anos dourados do Al-Andaluz, por fim os portugueses ajudados por cruzados ingleses conquistaram a cidade é iniciaram a construção de um império onde o sol nunca se punha, com cidades em todos os continentes.

Hoje o castelo de São Jorge perdeu suas funções defensivas, mas agora aberto a todos os povos de boa vontade, tornou-se um imponente monumento, onde podemos passar bons momentos, apreciando toda a paisagem, o panorama é perfeito podemos ver a cidade, o rio Tejo, a margem sul com Almada e Seixal logo a vista.

Para completar restaurado tem fontes, torres e almeias, canhões em bronze, estatuas, jardins e diversas arvores para entreter o visitante. Num dia agradável de visita havia um musico tocando melodias de tempos idos, musica medieval no castelo, remetendo-nos há uma viagem no tempo para a Lisboa medieval, conhecendo a terra dos alfacinhas do seculo XIV.
.
Próximo ao castelo ainda podemos visitar as ruínas do teatro Romano, a velha Sé Catedral e seus tesouros, a casa de Santo Antônio, andar nos ícones bondes amarelos de Lisboa e se perder nas sinuosas ruas da mouraria.




segunda-feira, 13 de novembro de 2017

JE VIVROIE LIEMENT Olam Ein Sof na Feira Medieval

Ouvindo a boa música do Olam Ein Sof


A dupla esta junta desde 2001 e apresenta tanto musicas próprias como interpreta canções antigas e modernas sobre o tema folk, celtico e medieval, esta canção é uma musica francesa com a bela voz de Fernanda e a perecia do Marcelo na flauta,  realmente ouvindo a canção mergulhamos de cabeça no mundo medieval.

As ciganas dançando tornam o ambiente mais exótico ainda, nos deixando a espera de a qualquer momento aparecer uns bárbaros em meio a festa, ou monges barrigudos com carroças cheias de cerveja.

A festa medieval foi uma grande festa onde podemos conhecer diversos artistas que resgatam a época medieval e se inspiram em mundos fantásticos com seres mitológicos: fadas, duendes e unicórnios. E ao mesmo tempo resgata a Época Medieval trazendo ao público brasileiro um pouco de Castelos, guerreiros, guerras e cruzadas, mouros, sarracenos e cristãos. 

Se gostarem temos outros pequenos vídeos do Olam Ein Sof, não se esqueçam de deixar seu joinha e comentários. 



quarta-feira, 21 de junho de 2017

Coral de Natal em Lisboa (Tunas Academicas)

Natal em Lisboa - 2016


Eu, o pequeno Luigi e Carmen estamos andando pelas ruas de Lisboa, ouvimos um som de pandeiros lá longe, andando rapidamente encontramos um grupo animado, aproveitamos para apreciar uma Tuna Acadêmica cantando e dançado na Rua Augusta próximo a praça do Comercio.

Foi um belo show preparativo para o natal, estas meninas com seus pandeirinhos, guitarras lusitanas, violões e passes de dança em pleno baixa pombalina. A Rua Augusta de Lisboa oferece diversos shows de artistas de rua, artesanato e doces para animar os turistas.



domingo, 3 de novembro de 2013

☕💣🎵 WHITE ALBUM 2: OPERADOR, O JOB TERMINOU COM RC=0000... MAS O DESASTRE JÁ ESTAVA AGENDADO!

 

Bellacosa Mainframe e um coração partido em White Album 2

☕💣🎵 OPERADOR, O JOB TERMINOU COM RC=0000... MAS O DESASTRE JÁ ESTAVA AGENDADO!

WHITE ALBUM 2 — O ABEND EMOCIONAL MAIS FAMOSO DA HISTÓRIA DOS ANIMES ROMÂNTICOS

"Alguns erros podem ser corrigidos com um restore. Outros permanecem gravados para sempre no banco de dados da alma."


Ficha Técnica

Título Original

ホワイトアルバム2 (White Album 2)

Título Internacional

White Album 2

Autor Original

Fumiaki Maruto (丸戸史明)

Um dos roteiristas mais respeitados das Visual Novels japonesas.

Posteriormente ficaria ainda mais famoso por seu trabalho em:

  • Saekano: How to Raise a Boring Girlfriend

  • White Album 2 Visual Novel


Design dos Personagens

Takeshi Nakamura

Baseado nas ilustrações originais de:

Miwabe Sakura


Estúdio

Satelight

Fundado em 1995.

Responsável por obras como:

  • Macross Frontier

  • Aquarion

  • Symphogear

  • Hellsing Ultimate (participação)

O Satelight ficou conhecido por sua qualidade musical e direção emocional, algo que ajudou enormemente White Album 2.


Direção

Masaomi Ando

Posteriormente dirigiria:

  • Scum's Wish

  • School-Live!

  • Astra Lost in Space


Data de Lançamento

  • Japão: 5 de outubro de 2013

  • Encerramento: 28 de dezembro de 2013


Episódios

  • 13 episódios

  • 1 OVA promocional relacionado ao material original


Classificação

Faixa Etária

16+


Gêneros

  • Romance

  • Drama

  • Música

  • Slice of Life

  • Drama Psicológico

  • Romance Escolar


Sinopse

Haruki Kitahara é um estudante dedicado que sonha em participar do festival escolar com seu clube de música.

Quando escuta uma melodia de piano vindo da sala ao lado e uma voz cantando pelos corredores, sua vida muda para sempre.

A talentosa pianista Kazusa Touma e a popular cantora Setsuna Ogiso acabam formando uma banda improvisada ao seu lado.

O que começa como uma amizade baseada na música transforma-se lentamente em um dos triângulos amorosos mais dolorosos e realistas já produzidos pela indústria dos animes.


A Grande Mentira do Anime

White Album 2 parece inicialmente:

✅ Romance escolar

✅ Música

✅ Comédia leve

✅ Festival cultural

✅ Primeiros amores

Mas isso é apenas a tela de login.

Depois do acesso ao sistema...

O verdadeiro processamento começa.


Resumo da História

A história gira em torno de três pessoas:

Haruki Kitahara

O operador.

Aquele que tenta manter o sistema funcionando.

Responsável.

Gentil.

Prestativo.

Mas incapaz de perceber o tamanho do desastre que está criando.


Setsuna Ogiso

A interface perfeita.

Popular.

Bonita.

Amável.

Sempre sorrindo.

Mas escondendo inseguranças profundas.


Kazusa Touma

O módulo legado.

Difícil de acessar.

Mal documentado.

Extremamente poderoso.

Poucas pessoas conseguem entendê-la.


O Que Torna White Album 2 Diferente?

Aqui está a genialidade da obra.

Na maioria dos romances:

Existe uma heroína principal.

Existe uma rival.

Existe um vencedor.

Em White Album 2:

Não existe vencedora.

Não existe derrota.

Todos perdem.


A Temática Principal

A maioria dos espectadores acredita que o anime fala sobre amor.

Na verdade ele fala sobre:

Culpa

Os personagens carregam culpa constantemente.


Arrependimento

As decisões tomadas em momentos de fraqueza produzem consequências duradouras.


Covardia

O anime explora como pessoas boas podem tomar decisões terríveis.


Egoísmo

Muitas vezes os personagens confundem amor com posse.


Tempo

O tempo não cura todas as feridas.

Algumas apenas envelhecem.


A Música Como Linguagem Oculta

Em White Album 2 a música não é decoração.

Ela é narrativa.

A apresentação do festival escolar representa algo muito maior.

É o único momento em que os três personagens estão verdadeiramente sincronizados.

Depois disso:

Tudo começa a quebrar.

Como um cluster que perde a consistência.


As Mensagens Ocultas

O Festival Escolar

Representa o auge da juventude.

O momento perfeito.

O snapshot ideal.

A partir dali tudo é degradação.


O Inverno

Quase toda a obra está associada ao frio.

O inverno simboliza:

  • Distanciamento

  • Solidão

  • Perda

  • Imobilidade emocional


O Piano de Kazusa

Representa sua incapacidade de comunicar sentimentos diretamente.

Ela consegue falar através da música.

Mas não através das palavras.


O Sorriso de Setsuna

Representa uma máscara social.

Quanto mais ela sorri...

Mais sofrimento está escondendo.


A Psicologia dos Personagens

Haruki

Um dos protagonistas mais mal compreendidos dos animes.

Muitos fãs o odeiam.

Mas o roteiro mostra algo importante:

Haruki não é mau.

Ele é humano.

Suas falhas vêm da incapacidade de lidar com conflitos.


Kazusa

Provavelmente uma das personagens femininas mais complexas do gênero.

Ela vive entre:

  • Amor

  • Medo

  • Solidão

  • Dependência emocional


Setsuna

Talvez a personagem mais trágica da obra.

Porque entende exatamente o que está acontecendo.

E mesmo assim continua avançando.


O Anime é Apenas a Ponta do Iceberg

Muitos não sabem disso.

O anime adapta somente a parte chamada:

Introductory Chapter

Na Visual Novel existem ainda:

Closing Chapter

e

Coda

Onde a história se torna ainda mais profunda e devastadora.

Por isso muitos fãs da Visual Novel consideram que o anime mostra apenas cerca de 30% da verdadeira história.


Houve Censura?

Sim e não.

O anime de TV suavizou vários elementos presentes na Visual Novel.

Principalmente:

  • Conteúdo sexual

  • Diálogos mais explícitos

  • Aspectos psicológicos mais pesados

A Visual Novel original possui cenas adultas e conflitos emocionais muito mais intensos.

O anime preferiu focar no drama romântico.

Por isso pode ser considerado uma adaptação relativamente "limpa".


Impacto Cultural

White Album 2 tornou-se uma referência absoluta quando se fala em:

  • Triângulos amorosos

  • Drama romântico adulto

  • Narrativas emocionalmente complexas

Até hoje é frequentemente comparado a:

  • Kimi ga Nozomu Eien

  • Saekano

  • Oregairu

  • Nana

  • True Tears

Nas comunidades otaku japonesas e ocidentais, o debate entre:

Team Kazusa

e

Team Setsuna

permanece vivo mais de uma década após o lançamento.

Poucos romances conseguem gerar discussões tão apaixonadas por tanto tempo.


Curiosidade de Operador Mainframe

Se White Album 2 fosse um ambiente z/OS:

PersonagemEquivalente Mainframe
HarukiOperador tentando manter tudo online
SetsunaAplicação nova, estável e aprovada
KazusaSistema legado crítico sem documentação
Festival EscolarTeste integrado perfeito
Triângulo AmorosoChange não homologada
FinalABEND em produção

Veredito Bellacosa Mainframe

White Album 2 não é sobre romance.

É sobre consequências.

É sobre pessoas tentando preservar relacionamentos incompatíveis.

É sobre decisões tomadas tarde demais.

É sobre o momento exato em que percebemos que não existe rollback para certas escolhas.

Enquanto outros animes contam histórias de amor.

White Album 2 conta a história do custo do amor.

E talvez seja justamente por isso que continua sendo considerado uma das maiores obras-primas dramáticas da animação japonesa.

Classificação Bellacosa

☕ Romance: 10/10
💣 Drama: 10/10
🎵 Trilha Sonora: 10/10
🧠 Complexidade Psicológica: 10/10
😭 Potencial de Sofrimento: 11/10

Nota Final: 9,8/10

"Operador, antes de executar esse JOB sentimental, confirme o backup. White Album 2 prova que alguns dados perdidos jamais poderão ser recuperados." ☕💣🎵

 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

🦇 Movimento Dark 1980 & Gótico 1990 — A Estrada Noturna da Tribo Invisível


 

🦇 Movimento Dark 1980 & Gótico 1990 — A Estrada Noturna da Tribo Invisível
Um artigo ao estilo Bellacosa Mainframe para o blog El Jefe Midnight




🌑 Introdução — Quando a noite era uma linguagem secreta

Antes dos algoritmos, antes da avalanche de notificações, existia um Brasil onde ser diferente exigia coragem — e ousadia. Os anos 1980 e 1990 foram décadas em que as subculturas não vinham por streaming: elas eram contrabandeadas por fitas cassete mal gravadas, revistas importadas escondidas entre LPs usados e conversas sussurradas nos corredores escuros das escolas.

É aqui que nasce o movimento Dark dos anos 80 e evolui para o Gótico dos anos 90: uma estrada noturna percorrida por almas inquietas, artistas à margem, e adolescentes que descobriam que o preto não era só uma cor — era um manifesto.




🦇 1. Os Anos 1980 — O Brasil cinza e o surgimento do Dark

O país recém saía da ditadura, o rock nacional florescia e o underground respirava mal, mas respirava. A estética Dark entrou como um vírus elegante:

  • Cabelo comprido, franjas caídas, roupas rasgadas, coturnos;

  • Letras introspectivas, soturnas, existenciais;

  • Música vinda principalmente da Europa:

    • Siouxsie and The Banshees,

    • The Cure,

    • Joy Division,

    • Bauhaus,

    • Sisters of Mercy.

Mas aqui o Dark ganhou sotaque BR:

  • Ira! — “Mudança de Comportamento”

  • Plebe Rude

  • Legião Urbana — “Sereníssima”, “Tempo Perdido”

  • Arte No Escuro

  • Zero – “Quimeras”

Os jovens não tinham internet — tinham o fanzine: xerox mal cortado, letras tortas, cola quente e vontade. Distribuía-se na rua Augusta, na Galeria do Rock, nos roqueiros do Largo do Arouche.




🦇 2. Ritual de Iniciação — Como alguém virava Dark em 1986

  1. Uma fita K7 gravada de uma fita gravada de outra fita gravada da Rádio 89.

  2. Cabelos ao vento, franjas cobrindo o olho esquerdo.

  3. Roupas pretas: se não tinha griffe, a mãe ou a avó costuravam — movimento maker antes do maker existir.

  4. Pôsters de filmes: “O Corvo”, “The Hunger”, “Nosferatu”.

  5. Caminhadas noturnas discutindo Nietzsche sem ter lido Nietzsche.

  6. A tribo: se encontrava sem combinar; a cidade conspirava.

Era um movimento emocional, quase ritualístico.




🌒 3. Anos 1990 — A mutação para o Gótico

Quando chegam os 90, o Dark amadurece. Larga parte do punk, assume uma estética mais teatral e abraça o misticismo. O termo “gótico” se consolida.

Os pilares do gótico 90

  • Maquiagem pesada.

  • Ternos e sobretudos longos (aquele que sua mãe costurou!).

  • Simbolismo: ankh, crucifixos, caveiras discretas.

  • Anéis vampíricos

  • A melancolia deixa de ser fraqueza: vira estilo de vida.

As bandas do altar gótico

  • The Cure (rainha-mãe do movimento inteiro).

  • Clan of Xymox.

  • London After Midnight.

  • The Mission.

  • Type O Negative (para os iniciantes em trevas do metal).

Aqui no Brasil a cena se fortalece:

  • Madame Satã (Bexiga) — templo máximo.

  • Espaço Retrô, Santa Cecília — clássico.

  • Fofinho Rock Club, Belém — garagem pura.

  • Aeroanta, Dama Xoc, Carbono 14.

Se você passasse pela Augusta num domingo cedo, veria vampiros desorientados indo embora enquanto as senhoras iam para a missa na igreja da Consolação. Um ecossistema perfeito.


🌘 4. Tribos Urbanas — A necessidade humana de pertencer

O Dark/Gótico não era só música. Era pertencimento.

Para muitos jovens — vindos da periferia, de famílias partidas, de escolas opressoras, de bairros onde pagode e samba eram regra — o preto era uma forma de existir no mundo.

Os encontros eram míticos:

  • Cemitérios (não para cultos, mas porque eram silenciosos e tinham clima).

  • Becos da Paulista.

  • Madrugadas eternas na Praça Roosevelt.

  • Conversas sobre a vida, o universo e o nada, enquanto um hot-dog da Augusta segurava a ressaca emocional.

  • Caminhadas sobre a madrugada nas assustadoras ruas do Centro Velho de São Paulo (Rua São Bento, Rua Direita, XV de Novembro e vale do Anhangabaú entre outras).

  • Zanzar sob a luz da Lua em noites de inverno paulistana.

  • Estações ferroviárias CBTU fechadas, aguardando a abertura e o primeiro trem.

Quem viveu sabe: era liberdade em sua forma mais artesanal.


🌑 5. A Estética Hacker — o paralelo com o Mainframe

Como Bellacosa Mainframe exige:

O movimento Dark/Gótico tem uma lógica parecida com o mundo mainframe:

  • Poucos entendem.

  • Muitos falam sem saber.

  • Há uma estética própria, fechada, ritualística.

  • Você precisa dos velhos mestres para ser iniciado.

  • Existe documentação, mas ela é esparsa, oral, perdida em zines e memórias.

  • Quem faz parte… reconhece o outro no escuro.

Dark/Gótico é, essencialmente, um RACF Group invisível: só entra quem conhece a senha emocional.


🌑 6. Curiosidades (Easter Eggs Noturnos)

  • O perfume favorito dos góticos paulistanos 90 era o Kaiak preto ou o Malbec — mesmo sabendo que a aura deveria ser de mofo poético.

  • A maioria dos góticos da época sabia dançar Wave com fluidez, mesmo nunca tendo tido aula.

  • O termo “vampirear” significava andar sem destino pela madrugada.

  • Boa parte da cena gótica paulista nasceu… nos corredores da Galeria do Rock.

  • O movimento era pequeno, mas altamente ramificado: cyber-gótico, vampírico, etéreo, pós-punk, industrial.


🌑 7. Conclusão — Ser Dark/Gótico não era moda. Era autobiografia.

O movimento Dark dos 80 e o Gótico dos 90 foram, para milhares de jovens, a escola onde se aprende a ser sensível, inquieto e diferente num mundo que queria todo mundo igual.

Era música, era estética…
Mas era, acima de tudo, um lugar emocional.

E quem viveu sabe:
A noite não era cenário.
Era lar.

E mesmo que hoje sejamos adultos caretas, programadores COBOL com backlogs intermináveis, analistas de sistemas soterrados em JCL…
Dentro de muitos de nós ainda há aquele adolescente andando de preto, ouvindo The Cure num walkman velho, filosofando bobagens às 2 da manhã sob um poste queimado da Vila Alpina.

E isso, meu caro,
é o tipo de coisa que mesmo o tempo não apaga.
🖤🌙


🌘 Para ir mais longe

O Movimento Dark, que ganhou força nos anos 1980 e se expandiu durante os anos 1990, foi muito mais do que um estilo musical. Ele representou uma forma de expressão artística e cultural voltada para temas como melancolia, introspecção, romantismo sombrio, existencialismo e crítica social. Suas raízes podem ser encontradas no pós-punk britânico do final dos anos 1970, especialmente em bandas como Bauhaus, Siouxsie and the Banshees, The Cure e Sisters of Mercy.

A estética gótica incorporou elementos da literatura de Edgar Allan Poe, Bram Stoker e Mary Shelley, além da arquitetura medieval, do simbolismo e do romantismo do século XIX. Roupas escuras, maquiagem marcante, cabelos elaborados e acessórios inspirados em épocas passadas tornaram-se símbolos da identidade do movimento.

Durante os anos 1990, a cultura gótica diversificou-se com a ascensão do darkwave, industrial, gothic metal e outras vertentes alternativas. O movimento também influenciou animes, mangás, cinema, videogames e diversas manifestações artísticas.

Mais do que uma celebração da tristeza, o universo dark sempre valorizou a individualidade, a criatividade e a reflexão sobre aspectos profundos da existência humana. Seu legado permanece vivo até hoje, influenciando moda, música, arte e cultura pop em todo o mundo.