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sábado, 1 de julho de 2023

☕ SQL NO MAINFRAME: MUITO ALÉM DO SELECT

 

Bellacosa Mainframe e o SQL no Mainframe muito alem do select



☕ SQL NO MAINFRAME: MUITO ALÉM DO SELECT

Como Dominar os Fundamentos de SQL no DB2 13 for z/OS

Quando alguém abre o SPUFI, Data Studio, DBeaver ou qualquer ferramenta SQL pela primeira vez, normalmente executa algo simples:

SELECT *
FROM CLIENTES;

A consulta retorna dados.

O usuário sorri.

Acredita que aprendeu SQL.

Mas na realidade acabou de dar apenas o primeiro passo de uma longa jornada.

No universo Mainframe, SQL é a língua falada entre:

  • COBOL

  • CICS

  • IMS

  • Java

  • Web Services

  • APIs REST

  • z/OS Connect

  • Analytics

  • Inteligência Artificial

Todo sistema corporativo moderno passa por SQL em algum momento.

E o DB2 13 elevou ainda mais essa importância.


A HISTÓRIA QUE TODO PROFISSIONAL DE MAINFRAME DEVERIA CONHECER

Antes do SQL, bancos relacionais eram apenas uma teoria.

Em 1970, Edgar F. Codd publicou um artigo revolucionário na IBM:

A Relational Model of Data for Large Shared Data Banks

Esse trabalho mudou a computação.

A ideia era simples:

Ao invés de navegar registros fisicamente, os usuários deveriam dizer:

"Quero estes dados."

E o banco decidiria:

"Eu descubro a melhor forma de encontrá-los."

Nascia o conceito de SQL.

Décadas depois, essa filosofia continua viva dentro do DB2 13.


O QUE É SQL?

SQL significa:

Structured Query Language

Ou:

Linguagem Estruturada de Consulta

Ela permite:

  • Consultar dados

  • Inserir dados

  • Alterar dados

  • Excluir dados

  • Criar estruturas

  • Gerenciar segurança

Praticamente tudo que fazemos no DB2 passa por SQL.


OS QUATRO GRANDES GRUPOS DE COMANDOS SQL

DQL – Data Query Language

Consulta de dados.

Exemplo:

SELECT *
FROM FUNCIONARIOS;

DML – Data Manipulation Language

Manipulação de registros.

INSERT INTO FUNCIONARIOS
VALUES
(100,'CARLOS');
UPDATE FUNCIONARIOS
SET SALARIO = 5000
WHERE MATRICULA = 100;
DELETE
FROM FUNCIONARIOS
WHERE MATRICULA = 100;

DDL – Data Definition Language

Definição das estruturas.

CREATE TABLE CLIENTES
(
 ID INTEGER,
 NOME VARCHAR(50)
);

DCL – Data Control Language

Controle de segurança.

GRANT SELECT
ON CLIENTES
TO USER01;

A TABELA É O CORAÇÃO DO DB2

Imagine um arquivo VSAM KSDS.

Agora imagine esse conceito evoluído.

Uma tabela é composta por:

  • Linhas

  • Colunas

  • Relacionamentos

  • Índices

  • Constraints

Exemplo:

IDNOMECIDADE
1ANASÃO PAULO
2JOÃOSANTOS
3MARIARIO

Essa simplicidade aparente esconde uma enorme complexidade de armazenamento.


SUA PRIMEIRA CONSULTA DE VERDADE

O erro mais comum é usar:

SELECT *
FROM CLIENTES;

Em produção isso costuma ser um desastre.

O profissional experiente utiliza:

SELECT
    ID,
    NOME,
    CIDADE
FROM CLIENTES;

Por quê?

Porque reduz:

  • I/O

  • CPU

  • Network Traffic

  • Uso de buffer pools

No DB2 13 isso continua sendo uma das melhores práticas.


APRENDENDO A FILTRAR DADOS

O poder real surge com o WHERE.

SELECT
    NOME
FROM CLIENTES
WHERE CIDADE = 'SANTOS';

Sem WHERE:

SCAN TOTAL

Com WHERE:

BUSCA DIRECIONADA

Diferença gigantesca.

Principalmente em tabelas com bilhões de linhas.


OPERADORES MAIS UTILIZADOS

Igualdade

WHERE ID = 100

Diferente

WHERE ID <> 100

Maior

WHERE SALARIO > 10000

Menor

WHERE SALARIO < 5000

Intervalo

WHERE SALARIO
BETWEEN 5000 AND 10000

Lista

WHERE CIDADE
IN ('SANTOS','CAMPINAS')

LIKE: A ARMA SECRETA DOS ANALISTAS

SELECT *
FROM CLIENTES
WHERE NOME LIKE 'MAR%';

Retorna:

  • MARIA

  • MARCOS

  • MARCELO

Mas atenção.

LIKE mal utilizado pode destruir a performance.

Exemplo ruim:

LIKE '%MAR%'

O otimizador normalmente perde a possibilidade de usar índices eficientemente.


ORDER BY

Organizando resultados.

SELECT
NOME,
SALARIO
FROM FUNCIONARIOS
ORDER BY SALARIO DESC;

Maior salário primeiro.

Muito simples.

Muito poderoso.

Muito custoso quando mal utilizado.


DISTINCT

Eliminando duplicidades.

SELECT DISTINCT
CIDADE
FROM CLIENTES;

Resultado:

SANTOS
CAMPINAS
RIO

Sem repetições.


CONTANDO REGISTROS

Todo DBA utiliza:

SELECT COUNT(*)
FROM CLIENTES;

Mas poucos iniciantes sabem que em tabelas gigantes isso pode gerar leituras enormes.

Por isso estatísticas e catálogos do DB2 também são utilizados para estimativas.


FUNÇÕES DE AGREGAÇÃO

Soma

SELECT SUM(VALOR)
FROM VENDAS;

Média

SELECT AVG(SALARIO)
FROM FUNCIONARIOS;

Máximo

SELECT MAX(SALARIO)
FROM FUNCIONARIOS;

Mínimo

SELECT MIN(SALARIO)
FROM FUNCIONARIOS;

GROUP BY: ONDE O SQL COMEÇA A FICAR INTERESSANTE

Exemplo:

SELECT
CIDADE,
COUNT(*)
FROM CLIENTES
GROUP BY CIDADE;

Resultado:

CidadeQuantidade
Santos1200
São Paulo5800
Campinas900

Aqui começamos a transformar dados em informação.


HAVING

Filtrando grupos.

SELECT
CIDADE,
COUNT(*)
FROM CLIENTES
GROUP BY CIDADE
HAVING COUNT(*) > 1000;

Somente cidades relevantes aparecem.


JOINS: O SUPERPODER DO SQL

Aqui nasce o verdadeiro banco relacional.

Tabela CLIENTES:

IDNOME
1ANA

Tabela PEDIDOS:

PEDIDOID_CLIENTE
1001

Consulta:

SELECT
C.NOME,
P.PEDIDO
FROM CLIENTES C
INNER JOIN PEDIDOS P
ON C.ID = P.ID_CLIENTE;

Resultado:

ANA 100

Magia?

Não.

Modelo relacional.


INNER JOIN

Retorna apenas correspondências.

INNER JOIN

É o JOIN mais utilizado do mundo.


LEFT JOIN

Mantém todos os registros da esquerda.

LEFT JOIN

Mesmo sem correspondência.

Muito usado em auditorias.


SUBSELECTS

Uma consulta dentro da outra.

SELECT *
FROM FUNCIONARIOS
WHERE SALARIO >
(
SELECT AVG(SALARIO)
FROM FUNCIONARIOS
);

Funcionários acima da média.

Excelente exemplo de lógica relacional.


SQL E COBOL: UMA DUPLA IMBATÍVEL

Em Mainframe o SQL raramente vive sozinho.

Exemplo Embedded SQL:

EXEC SQL
SELECT NOME
INTO :WS-NOME
FROM CLIENTES
WHERE ID = :WS-ID
END-EXEC.

Esse padrão movimenta bancos, seguradoras, governos e bolsas de valores há décadas.


O PAPEL DO BIND

Iniciantes aprendem SQL.

Profissionais Mainframe aprendem:

  • Pré-compilação

  • DBRM

  • PACKAGE

  • PLAN

  • BIND

Sem isso o SQL não chega à produção.


O OTIMIZADOR: O CÉREBRO DO DB2

O usuário escreve:

SELECT *
FROM CLIENTES
WHERE ID = 100;

O DB2 pergunta:

  • Uso índice?

  • Faço scan?

  • Quantas páginas?

  • Quanto CPU?

Esse processo é chamado:

Access Path Selection

É aqui que a mágica acontece.


EXPLAIN: O RAIO-X DA CONSULTA

Nunca confie apenas porque uma consulta funciona.

Verifique o plano.

EXPLAIN PLAN FOR
SELECT *
FROM CLIENTES;

O DB2 mostrará:

  • Índices usados

  • Custo estimado

  • Estratégias de acesso

DBAs vivem nessa análise.


O QUE MUDA NO DB2 13?

O DB2 13 trouxe avanços importantes:

Melhor exploração de estatísticas

O otimizador toma decisões mais inteligentes.

Melhor uso de CPU

Redução de consumo em workloads intensos.

Aprimoramentos em SQL Analytics

Funções analíticas mais eficientes.

Melhor integração híbrida

Conectividade moderna com APIs e aplicações distribuídas.

Evolução contínua do Machine Learning para otimização

Capacidade crescente de melhorar decisões de acesso com base em padrões observados.


ERROS CLÁSSICOS DOS INICIANTES

SELECT *

Evite.


Falta de índice

Performance despenca.


WHERE inadequado

Full table scan.


JOIN sem critério

Explosão de registros.


UPDATE sem WHERE

O terror dos DBAs.

UPDATE CLIENTES
SET STATUS='A';

Toda tabela alterada.

Acidente clássico.


O CAMINHO PARA VIRAR ESPECIALISTA

Etapa 1

Dominar SELECT.


Etapa 2

Dominar filtros.


Etapa 3

Dominar JOINs.


Etapa 4

Entender índices.


Etapa 5

Aprender EXPLAIN.


Etapa 6

Estudar catálogo DB2.


Etapa 7

Entender RUNSTATS.


Etapa 8

Compreender Access Paths.


Etapa 9

SQL embarcado em COBOL.


Etapa 10

Otimização avançada.


CONCLUSÃO: SQL É A NOVA LINGUAGEM UNIVERSAL DO MAINFRAME

Muitos profissionais acreditam que dominar COBOL é suficiente para trabalhar em Mainframe.

Não é.

O mercado moderno exige uma combinação poderosa:

  • COBOL

  • JCL

  • CICS

  • RACF

  • DB2

  • SQL

E dentro desse conjunto, SQL ocupa uma posição privilegiada.

Toda aplicação corporativa depende dele.

Toda API consulta dados através dele.

Toda IA corporativa precisa dele.

Todo analista precisa entendê-lo.

O segredo não é decorar comandos.

O segredo é compreender o que acontece por trás deles.

Quando você entende como o DB2 13 interpreta uma consulta, escolhe índices, calcula custos, acessa páginas e otimiza recursos, deixa de ser apenas alguém que escreve SQL.

Você passa a pensar como o próprio banco de dados.

E, no universo Bellacosa Mainframe, é exatamente aí que começa a verdadeira jornada: não em aprender comandos, mas em aprender a conversar com um dos sistemas mais sofisticados já construídos pela engenharia da computação.

☕🚀 Bem-vindo ao mundo do DB2 13. O primeiro SELECT é simples. O desafio real é transformar consultas em performance, conhecimento e valor para o negócio.