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Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
Mais riquezas desta maravilhosa obra de arte moçarábica.
Nao consigo parar de me surpreender, pois explorando cada compartimentos e cómodos deste palácio, a cada curva tem algo de belo a ser visto.
Andando pelo exterior vendo as torres de guarda, estábulos, pátios de treino, almoxarifes e cisterna temos a noção da engenhosidade desta construção, incrível obra de arte da engenharia e arquitectura. Alem disso vemos as hortas e jardins e não consigo vislumbrar a quantidade de pessoas que trabalhavam nesse palácio a época do Califa.
Conta uma lenda que após a rendição do Califa, na trégua foi permitido recolher objectos de valor e partirem. Chegando as margens do mediterrâneo onde uma frota aguardava para leva-lo ao exílio, com os olhos cheios de lágrimas ele voltou os olhos para Granada e pendurou uma corrente com uma chave no peito, chave esta que simbolizava a abertura da sua casa para o regresso.
Verdade ou não, sabe-se que em Marrocos muitas famílias ainda tem penduradas na parede a chave da porta da antiga casa em Espanha.
Que cidade fantástica, suas ruelas e becos, pontes e construções a beira do rio Tejo, sentei sobre uma pedra e imaginei quantas batalhas aquelas muralhas testemunharam, quantos povos passaram por estas terras e aqui deixaram seu testemunho. Gostaria tanto de falar a língua das pedras e pena que as pedras não falam, pois contariam historias sem parar.
Iria me embebedar no túnel do tempo e viajar com cada detalhe, minha imaginação fértil, viajou vendo em desfile homens de todos os tempos, desde a época das cavernas ate os dias de hoje. Teve um dia que conheci Mabel, uma garota toledana que após boas conversas sob cinema ainda tive a oportunidade de conhecer mais sobre o cinema espanhol e pensar que tudo começou através de uma revista em quadradinho do Mortadelo e Salamino.
Voltando aos vestígios romanos, visitei um hipódromo romano, vestígios de pontes e partes defensivas, vi maquetas da cidade como fora outrora, vi todos as reconstruções que os povos bárbaros fizeram durante a baixa idade media, depois os acréscimos dos mouros e por fim os trabalhos dos cristão que conquistaram a cidade por ultimo, segundo a lenda sem derramamento de sangue, devido exitir um acordo que dizia que a cidade poderia manter todos os seus símbolos, inclusive o Morcego que representava a cidade.
Depois de palmilhar Toledo resolvi expandir meus limites e fui andar pelas terriolas próximas. Saindo bem cedo, mochila as costa, fui me aventurando em busca de tesouros, imaginando que a qualquer momento encontraria o Don Quixote pelo caminho.
Para tornar a viagem bem divertida, em um café instalado dentro de um moinho, conheci um casal de americanos em ferias, conversa vai conversa, acabamos explorando diversas outras pequenas vila durante sempre conversando e trocando impressões sobre as duas Américas, recheada de historia Europeia (a esposa era professora de historia ibérica).
A província de Toledo é muito rica em construções históricas, sendo que recomendo uma boa exploração com tempo, sem contar que a culinária, os vinhos são bons demais.
Para aqueles que gostam de caminhar a região é servida por trem e para chegar as pequenas vila experimente ónibus ou como eu, vá de carona tem que ter um pouco de cara-dura :)
Durante toda a idade media o aço toledano foi melhor
Conhecia Toledo de leituras de cavaleiros medievais, grande guerreiros cuja a bravura no campo de batalha era lendário e suas armas forjadas pelos hábeis artesãos toledanos, tornavam-os mais temidos. Assim que cheguei em Espanha tratei de descobrir qual era o melhor caminho para aqui chegar, qual a rota, como fazer etc.
Vindo de trem de Madrid foi super fácil chegar, na estação de trem nas informações procurei um albergue bom e barato, para minha surpresa a chegar em Toledo me indicaram um albergue da juventude, próximo ao rio Tejo e perto das muralhas, surpreendentemente fiquei hospedado em um castelo medieval. Foi o máximo, sozinho num quarto com banheiro, me recordo que pego o telefone e ligo para minha mãe dizendo onde estava e o que estava fazendo, grandes risadas foram dadas.
Amei Toledo e continuo amando ate hoje, foi uma cidade que marcou meu coração e ainda nos dias de hoje me pego pensando sobre ela, me deliciando com as muralhas, as lendas, os segredos, os museus e o melhor de tudo as comidas. Também visitei ruínas romanas, museu do El Greco e tantas coisas que faltaria espaço para escrever.
Digno de nota, em uma tarde muito quente vi um curioso bar, em que entrei e qual não foi minha surpresa fui atendido por uma japonesa, conversamos durante muito tempo contando historias do mundo e ela me preparou minha primeira sangria verdadeiramente espanhola feitas por mãos nipónicas.
O consulado atrasou ainda mais o processo, continuo ilhado por aqui, logo vamos bater mais perna.
Esqueci de dizer que estou hospedado em uma republica de estudante então aqui o negocio é a maior azucrinaçao, o tempo doido em trotes e partidas, arrumei amizade com uns espanhóis e em algumas noites saímos para curtir a vida nocturna. Muita bagunça retornando as vezes com o sol nascendo.
Teve dia que saia da cama por volta das 14 horas e aproveitava para beber umas e sair de novo para zoeira, estes cara não estudavam de jeito nenhum, esqueci de dizer que teve um dia que fui de contrabando ate a universidade ver uma aula em espanhol (economia), claro que dormi a meio do treco.
Bom mas tudo o que é bom, dura pouco, resolvi minha vida e precisava retornar a Lisboa, deixando aquela trupe de doidos. Nao sei dizer por que, mas fiquei com tanta vontade de estudar naquela universidade. kkkkkk
Aproveitei que tinha assuntos pendentes no consulado e resolvi ficar mais uns dia para passear pela cidade.
Desta vez estava sem mapa então sai a louco pela cidade, sem rumo, sem saber para onde ia, apenas batendo perna. Gente amei Madrid que cidade de loucos, tem loja para todos os gostos, viajei na maionesa em loja de discos velhos, gibis, revistas, miniaturas, artigos militares antigos, armamentos etc , os dias corriam tão rápido devido a tanta actividade.
E qual nao foi minha surpresa e entrar numa avenida e cair numa praça com um templo egípcio, interinho só faltando sair uns sacerdotes com mascara de Anubis. Ao entrar e estudar o lugar descobri que era o Templo de Debod doado ao governo espanhol em agradecimento pela ajuda no translado e reconstrução do Templo de Abu Simbel entre outros.
Adorei a porta do Sol e adorei ouvir a lenda do urso com Medronhos. Adorei as comidas e provei diversos tipos de prato em que o jamon era a constante.
Durante o império romano esta cidade foi um grande centro de poder e cultura romana em Portugal, sendo atestada pela quantidade de edifícios públicos escavado aqui.
Diferentemente de outras escavações arqueológicas romanas o governo português ainda não reedificou nenhum edifício antigo, então Conimbriga esta fora dos circuitos turísticos normais, o que é uma pena.
Imagino se restaurassem o velho teatro romano, reerguessem algum templo ou edifício publico e criassem um grande museu. Deixando as escavações com uma cara maior de cidade, aqui seria um destino perfeito para os apreciadores de antiguidade.
Como eu amo montes de pedras, me deliciei mesmo tendo que voltar a pe ate Coimbra, pois perdi o ultimo onibus, tomando chuva pelo caminho e chegando no albergue que nem um pinto molhado. Por sorte o tempo ainda estava quente e não fiquei muito desconfortável.
Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe
desde 1988
,
é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2,
z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais,
conhecimento técnico, história da computação e práticas
do universo mainframe para aproximar novas gerações das
tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos
ao redor do mundo.
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Mainframe desde 1988