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quarta-feira, 19 de março de 2003

Lisboa e a mais bela joia da arquitetura lusitana

Quando o universo conspira a nosso favor, tudo da certo.


Durante 200 e poucos anos Portugal foi o máximo de seu expoente na civilização europeia, o português foi falado e ensinado em quase todas as grandes cidades, navegaram ate o extremo oriente, fincaram uma benfeitoria comercial no Japão e criaram uma serie de novas palavras e introduziram pratos que não existiam.



Jovens vinham ate Lisboa estudar a arte naval, engenheiros vinham vender suas ideias, embaixadores e representantes dos mais diversos países vinham prestar homenagem ao El Rei.

Comercializando pelos 4 cantos e navegando pelos 7 mares Portugal atingiu seu ápice e para coroar este ápice, foi encomendada uma obra única.

O mosteiro dos Jerónimos foi construído seguindo um estilo lusitano, não foi poupado recursos para a a sua gloria e passado quase 600 anos da sua construção continua inspirado as pessoas que visitam-no.

E o orgulho do povo português e gloria do lisboeta, motivo de invejas de outras cidades, tão belo complexo que ninguém consegue ficar indiferente perto de tamanha beleza. Nos sentimos pequeninos dentro dele, encantados do lado de fora e atento a tantos detalhes. Um verdadeiro poema feito em pedras e tijolos, a cada leitura encontramos novas interpretações.

terça-feira, 4 de março de 2003

Lisboa o Oceanário na Expo

Um dos aquários mais bonitos que visitei.

Quem conhece sabe que estou dizendo a verdade, quem não conhece deve vir e descobrir por si só. Alem de belo este aquário tem uma particularidade, a visita começa pelo alto, subimos por uma rampa e vamos ao topo do edifício.



Assim começamos nossa visita do alto, começamos vendo aves e pinguins e conforme vamos descendo em espiral vamos vendo pelo caminho diversos aquários com espécies dos 7 mares. As surpresas não param por aqui,  ao meio do edifício tem um aquário central, onde teem animais gigantes tipo tubarões, peixe lua, tartarugas e mantas.

Bem didáctico e divertido é impossível não se apaixonar pelas lontras Amália e Eusébio, brincando preguiçosamente na lagoa, ou  ficar encantado com os pinguins malucos e se refrescar do calor de verão no friozinho do ambiente dos mares do antárcticos.

segunda-feira, 3 de março de 2003

🎬 Eiken — quando o fanservice vira protagonista



 🎬 Eiken — quando o fanservice vira protagonista

Título original: Eiken: Eiken Bu yori Ai wo Komete (エイケン〜栄研より愛をこめて〜)
Ano de lançamento: 2003
Autor: Seiji Matsuyama
Estúdio: J.C. Staff
Episódios: 2 OVAs



👩‍🎓 Personagens principais:

  • Densuke Mifune — o típico protagonista indeciso e tímido que cai nas situações mais constrangedoras possíveis.

  • Chiharu Shinonome — a garota doce e meiga, mas dona de proporções que desafiam a gravidade e o bom senso.

  • Komoe Harumachi — a líder do clube Eiken, figura energética e caótica.

  • Kyoko Morooka — a “rival” com um toque sadomasoquista, que torna tudo ainda mais… peculiar.



📖 Sinopse:
Densuke entra em uma nova escola e, sem entender como, é “recrutado” para o misterioso Clube Eiken — uma mistura de atividades absurdas, situações nonsense e fanservice em níveis épicos. O enredo, no papel, é uma comédia romântica colegial. Na prática, é um desfile de cenas exageradas, ângulos estratégicos e uma coreografia de constrangimentos.

🎨 Estilo:
Visualmente, Eiken mistura traços coloridos e caricatos com exageros anatômicos que deixariam até o ecchi mais ousado de cabelo em pé. O design reflete o início dos anos 2000: saturado, hiperativo e completamente sem filtros. É quase um estudo sociológico sobre como o anime pode desafiar os limites do bom gosto (e ainda assim conquistar audiência).

🧠 Filosofia (ou tentativa dela):
Se olharmos com um olhar mais zen-bellacosa, Eiken é a representação da era pré-moe, um ponto de inflexão onde a indústria testava o limite entre erotismo, humor e narrativa. Há quem diga que ele existe apenas para rir do próprio absurdo — e, em certo nível, isso o torna uma pequena pérola do caos criativo japonês.

💬 Comentário Bellacosa:
Assistir Eiken é como abrir um pacote surpresa e descobrir que o brinde é um manual de constrangimentos. É bizarro, exagerado e totalmente autoconsciente de sua insanidade. E talvez por isso ele seja lembrado até hoje: não como uma obra-prima, mas como uma lenda urbana animada.

📊 Crítica e recepção:
A recepção foi... explosiva (no mau sentido). A crítica especializada o classificou entre os “piores animes já feitos” por falta de enredo e excesso de fanservice. Ainda assim, há uma pequena legião de fãs que o consideram um cult classic justamente por ser tão “ruim que é bom”.

Pontos de interesse:

  • Um dos animes mais citados em listas de “ecchi extremo”.

  • Curiosamente, o estúdio J.C. Staff depois produziria obras sérias como Toradora! e Shokugeki no Soma.

  • A trilha sonora é surpreendentemente agradável — contraste total com o conteúdo.

💡 Dica Bellacosa:
Assista só se você for colecionador de curiosidades do mundo otaku, e de preferência com o coração leve e o senso crítico ativado. Eiken não é sobre o que ele mostra — é sobre o que ele representa: o lado mais excêntrico e sem vergonha da animação japonesa.

Opinião final:
Eiken é o primo distante que aparece nas reuniões de família do anime só para causar. Não é bom, mas é impossível ignorar. E no fundo, esse é o seu charme — o caos puro, embalado em 40 minutos de pura incredulidade.
Bellacosa diria: “Não é uma obra, é uma experiência.”

sábado, 1 de março de 2003

Coina e sua torre assombrada

A decadência de um belo palácio.


Dominando o horizonte, sem nada para fazer pareo a tão grande construção, esta situada as ruínas de um palácio do inicio do século XX.



A Torre de Coina ou Torre da Bruxa, é daquelas construções que domina o imaginário popular, criando causos e lendas. Até dizem que a loira do banheiro passa ferias de verão ali.

Eu quando ia a feira sempre ficava espionando ao longe, ate que um dia cheio de coragem, invadi o terreno e fiz minhas fotinhas históricas.

Torcendo que algum dia um grupo hoteleiro compre e restaure este lugar tão cativante e misterioso.

Vendas Novas e seu quartel de Infataria ligeira mobilizada

Toda vez que passávamos por aqui pintava a vontade de fotografar.


Ate que um dia de tempo frio mas com céu azul e sol, paramos e feito crianças começamos a brincar e bagunçar nos carros de combate expostos. Sempre sob o olhar vigilante do soldado na torre de vigia.



Sou uma criança grande e adoro obras de arte da engenharia moderna, desde trens a aviões, passando por veículos militares, desde sempre vou atrás e faço minhas fotinhas.

Aqui em Vendas Novas não foi diferente, perdemos bem umas 2 horas por aqui, explorando o local e eh claro aproveitamos para almoçar num restaurante aqui da cidade.

Meninos comi coelhos fritos na panela de ferro com coentradas e acompanhei o vinho da regiao, molhando meu pão alentejano no óleo da panela e acompanhando com batatas cozida. Chorar por mais.

sábado, 8 de fevereiro de 2003

A Vila Nova da Barquinha, Rio Tejo e o castelo de Almourol

O castelo em meio as brumas (melhorias)


Anteriormente havia publicado sobre o castelo do Almourol, mas as fotos estavam ruins e não gostei do resultado final, refiz e desta vez melhorei um pouco a qualidade da imagem.



Passeando pelo Ribatejo acompanhando o Rio Tejo em um dia de inverno, nos deliciamos com a paisagem "assustadora", lembrando aqueles filmes assustadores da década de 60.

Em que tudo ocorria em meio as brumas, e a Vila Nova da Barquinha tem um cenário especial, se acompanharem pelas fotos poderão ver o rio, depois la longe escondido uma grande construção, que ao aproximar-se percebemos que é o castelo de Almourol.

O conjunto rio + brumas + castelo realmente é impressionante e faz a imaginação voar bem longe, pensando que a qualquer momento irei topar com um lobisomem ou vampiro.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2003

☕💣⚗️ FULLMETAL ALCHEMIST (2003) — O SISTEMA QUE ENTROU EM PRODUÇÃO ANTES DA DOCUMENTAÇÃO FICAR PRONTA E CRIOU UMA REALIDADE PARALELA MAIS SOMBRIA QUE O PROJETO ORIGINAL

 

Bellacosa Mainframe e a primeira versão de Fullmetal Alchemist

☕💣⚗️ FULLMETAL ALCHEMIST (2003) — O SISTEMA QUE ENTROU EM PRODUÇÃO ANTES DA DOCUMENTAÇÃO FICAR PRONTA E CRIOU UMA REALIDADE PARALELA MAIS SOMBRIA QUE O PROJETO ORIGINAL


Dados Técnicos

Título Original: Hagane no Renkinjutsushi (鋼の錬金術師)

Título Internacional: Fullmetal Alchemist

Autor do Mangá: Hiromu Arakawa

Estúdio: Bones

Direção: Seiji Mizushima

Roteiro Principal: Shō Aikawa

Exibição Original: 4 de outubro de 2003 a 2 de outubro de 2004

Episódios: 51

Filme de Continuação: Fullmetal Alchemist: Conqueror of Shamballa (2005)

Gêneros:

  • Ação

  • Fantasia Sombria

  • Drama

  • Aventura

  • Ficção Científica

  • Filosofia

  • Militar

  • Tragédia

Classificação Indicativa:
14 a 16 anos


O Anime Que Criou Seu Próprio Universo

Quando falamos de Fullmetal Alchemist, a maioria das pessoas pensa imediatamente em Brotherhood.

Mas existe uma curiosidade fascinante.

O anime de 2003 não foi um erro.

Não foi um filler.

Não foi uma versão incompleta.

Foi uma das experiências mais ousadas da história da animação japonesa.

O Studio Bones recebeu a missão de adaptar o mangá.

Só havia um problema.

O mangá ainda estava longe de terminar.

Era como desenvolver um sistema bancário enquanto as regras de negócio ainda estavam sendo escritas.

Mais cedo ou mais tarde a equipe alcançaria a documentação.

E foi exatamente isso que aconteceu.


A Grande Sinopse

Após a morte da mãe, os irmãos Edward e Alphonse Elric tentam realizar uma transmutação humana.

O resultado é uma catástrofe.

Edward perde um braço e uma perna.

Alphonse perde o corpo inteiro.

A alma de Alphonse é presa dentro de uma armadura.

A partir desse momento começa uma jornada para recuperar aquilo que perderam.

Mas a busca pela Pedra Filosofal acaba revelando uma conspiração muito maior.


O Que Torna a Versão de 2003 Diferente?

Aqui está o ponto mais importante.

Até aproximadamente metade da série:

✅ Mangá

✅ Anime de 2003

✅ Brotherhood

Seguem caminhos parecidos.

Depois disso:

💣 O anime de 2003 executa um FORK completo.

A história passa a seguir uma direção totalmente original.

E essa direção é muito mais sombria.

Muito mais pessimista.

Muito mais psicológica.


Um Ambiente Muito Mais Pesado

Brotherhood é uma história sobre esperança.

Fullmetal Alchemist 2003 é uma história sobre consequências.

Existe uma sensação constante de desconforto.

A narrativa frequentemente pergunta:

E se nem todo erro puder ser corrigido?

E se a vida não oferecer rollback?

E se a troca equivalente for apenas uma ilusão?

São questões que Brotherhood aborda de forma diferente.


Os Homúnculos: O Maior Patch da Série

Uma das mudanças mais brilhantes.

Em Brotherhood os Homúnculos possuem uma origem específica ligada ao grande plano do antagonista.

Na versão de 2003?

A origem é muito mais perturbadora.

Os Homúnculos nascem de tentativas fracassadas de transmutação humana.

Ou seja:

Cada vez que alguém tenta ressuscitar um morto...

...o sistema gera um erro vivo.

Uma espécie de ABEND materializado.

Essa ideia é considerada por muitos fãs uma das melhores do anime de 2003.


Os Personagens

Edward Elric

Nesta versão ele é mais humano.

Mais falho.

Mais emocionalmente instável.

Menos heróico.

Mais realista.


Alphonse Elric

Sua crise existencial recebe muito mais destaque.

Ele constantemente questiona:

E se minhas memórias forem falsas?

E se eu nunca tiver existido?

É uma das tramas psicológicas mais fortes do anime.


Roy Mustang

Menos protagonista.

Mais militar.

Mais pragmático.

Seu passado recebe atenção especial.


Scar

Extremamente complexo.

A série explora seu ódio e sofrimento de forma profunda.


Lust

Aqui acontece uma das maiores diferenças.

Lust recebe enorme desenvolvimento.

Muito maior do que em Brotherhood.

Ela se torna uma das personagens mais trágicas da obra.


A Temática Filosófica

Este anime é praticamente um tratado filosófico disfarçado de shounen.


Identidade

Quem somos?

Nosso corpo?

Nossa alma?

Nossas memórias?

Alphonse vive essa crise constantemente.


Culpa

Edward e Alphonse carregam culpa durante toda a série.

O anime mostra que algumas feridas não desaparecem.


Ciência Sem Limites

A alquimia é apresentada como uma ciência poderosa.

Mas o anime questiona continuamente:

Só porque podemos fazer algo significa que devemos fazer?


Valor da Vida Humana

Este é talvez o tema central.

O anime rejeita qualquer sistema que trate seres humanos como recursos.


As Aventuras

Diferentemente de muitos shounens modernos, Fullmetal Alchemist 2003 funciona quase como uma investigação.

Os irmãos:

  • perseguem pistas

  • descobrem experimentos secretos

  • encontram alquimistas corrompidos

  • enfrentam militares

  • exploram laboratórios abandonados

  • investigam a origem da Pedra Filosofal

Cada arco adiciona peças ao quebra-cabeça.


A Mensagem Oculta Mais Profunda

Brotherhood questiona o preço do conhecimento.

A versão de 2003 questiona a própria natureza da realidade.

Existe uma mensagem recorrente:

O mundo não é justo.

Pessoas boas sofrem.

Pessoas ruins vencem.

E ainda assim devemos continuar.

Essa visão mais melancólica é o que torna a série tão única.


O Final Mais Polêmico dos Animes

Sem revelar spoilers.

O final dividiu fãs durante anos.

Alguns adoraram.

Outros odiaram.

Mas quase todos concordam em uma coisa:

Foi extremamente corajoso.

O Studio Bones escolheu encerrar a história de uma maneira que poucos animes ousariam tentar.


O Filme Conqueror of Shamballa

Após os 51 episódios.

A história continua.

O filme fecha a narrativa criada pelo anime.

Sem ele, a experiência fica incompleta.

Portanto:

Fullmetal Alchemist (2003) + Conqueror of Shamballa = História Completa


Houve Censura?

Sim, em alguns mercados internacionais.

As principais alterações envolveram:

  • Sangue

  • Mutilações

  • Violência física

  • Temas religiosos sensíveis

Mesmo assim a obra permaneceu bastante pesada para padrões televisivos.


Impacto Cultural


O impacto foi gigantesco.

O anime:

  • Consolidou o Studio Bones como potência da indústria.

  • Tornou Edward Elric um ícone mundial.

  • Popularizou o conceito de alquimia nos animes.

  • Influenciou dezenas de obras posteriores.

  • Abriu caminho para o sucesso posterior de Brotherhood.

Sem a versão de 2003, provavelmente Brotherhood jamais teria alcançado o mesmo nível de reconhecimento global.


A Visão Bellacosa Mainframe

Se Brotherhood é o sistema oficial homologado pelo cliente...

Fullmetal Alchemist 2003 é a versão experimental que acabou desenvolvendo funcionalidades próprias.

Começou como uma implementação baseada na documentação original.

Mas quando a documentação terminou no meio do projeto, a equipe precisou criar suas próprias regras de negócio.

O resultado foi algo raro:

Um anime que não é melhor nem pior que Brotherhood.

Apenas diferente.

Mais sombrio.

Mais filosófico.

Mais melancólico.

Mais próximo de um ambiente legado cheio de exceções, inconsistências e consequências irreversíveis.

E talvez seja justamente por isso que tantos fãs ainda o consideram insubstituível.

☕💣 "Brotherhood pergunta como corrigir um erro."

☕⚗️ "Fullmetal Alchemist 2003 pergunta se alguns erros podem realmente ser corrigidos."

E essa diferença transforma as duas obras em experiências complementares, não concorrentes.