sexta-feira, 12 de março de 2004

Madrid e o dia da vergonha: El panelazo

Após os atentados de 11-03


Houve uma guerra de informações, o governo quis usar o evento vergonhoso de maneira oportunista para angariar a simpatia popular.



Porem toda mentira tem perna curta e a verdade veio a tona, ao invés de ser um ataque do ETA, foi um ataque jihadista o primeiro nesta fase da guerra cristãos versus islao.

A sociedade reagiu mal e veio directamente as ruas, batendo panelas, grafitando paredes, acusando o governo de mentiroso, não importou o tempo frio, a chuva, todos estavam la fazendo a sua parte.

Lutando contra a mentira, nos que presenciamos este evento histórico em primeira mão, estávamos nas ruas , assistindo, participando e vendo a indignação do povo espanhol.

As bandeiras a meio mastro, a tristeza no ar, o pesar  das pessoas que perderam familiares, a tristeza de nao confiar nos meios de transportes. O medo que pairava no ar.

Madrid e o passeio do Prado ate a puerta de Alcala

A impotente porta de Alcala


Estamos caminhando pelo paseo  del Prado, a região mais nobre de Madrid com luxuosas mansões, sedes de empresas, bancos e empresas financeiras, o Banco de Espanha e o Congresso dos Deputados.



Toda a riqueza desta região reflecte-se nas construções luxuosas e cheias de requinte que existe nesta região. Caminhar por estas ruas é um deleite para os olhos. Um grande prazer em explorar suas ruas e palacetes escondidos em meio aos modernos prédios do centro financeiro.

Outra construção de interesse e o mosteiro de San Jerónimo el Real, sem contar os diversos teatros, museus e café de charme que aqui existem.

A não perder existe a fonte das Cibeles, os tesouros do Museu do Prado, o belo Palácio de Cristal e os incríveis barquinhos na lagoa do parque.

Próximo tem o museo de arte reina Sofia e a estação de Atocha, que ficou injustamente famosa devido aos atentados de 11-03.

quinta-feira, 11 de março de 2004

Madrid e o choque do atentado de 11-03 em Atocha e outros

Não sou sensacionalista e nem carniceiro.


Se espera ver sangue e tripas procure outro filme, este aqui registra a dor e o pesar de um povo, na mentira de um governo e na indignação da sociedade.



11-03 em Madrid foi um dia de luto e vergonha, luto pelos inocentes que foram atingidos por bombas covardes, trabalhadores dentro de um trem indo para seu trabalho sem terem a menor ideia do risco e do perigo que corriam.

Vergonha pelo governo mentiroso que para aparentar algum controle no descontrole, acusa inocentes. Mas por uma daquelas razoes do destino, a mentira foi descoberta rápido demais.

As fotos registram a estação ferroviária de Atocha fechada com seus cartazes, a cidade de Madrid em Luto com bandeiras a meio mastro e as ruas vazias devido ao temor de novos ataques.

Historicamente os anos que decorreram a partir de 2000, colocaram a sociedade ocidental em xeque com seus valores e ainda para complicar mais o desemprego e a desesperança devido a crise económica, junta-se a isso os ataques terroristas para causar o medo e o pânico generalizado.

segunda-feira, 8 de março de 2004

Madrid e o aeroporto de Barajas

A porta de entrada de Madrid.


Podemos chegar a Madrid por 2 grandes portas, a estação ferroviária que num post futuro falaremos dela e agora teremos uma visão do aeroporto de Barajas.



Um gigantesco terminal que liga as Américas\  e a Europa com acesso via Metro e intenso tráfego aéreo, a visão deliciosa do céu azul,  o prazer de poder voar a sensação de friozinho no estômago quando o avião salta rumo ao horizonte.

Poder ver os arredores de Madrid, os campos pequenino la embaixo e poder rumar rumo a casa, aproveitando a velocidade destes grandes engenhos para chegar a casa.

Estas fotos ainda são em películas de acetato em 35 mm fazendo parte do ultimo lote pré-digital, porem deixam ter uma boa ideia do aeroporto e seus arredores. Nos ajudando a guardar cenas de um passado remoto.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004

💾 Quando o COBOL ainda era Rei e o compilador 3.3 era o trono.

 

Codificando em cobol no Banco Real na Avenida Paulista

💾 EL JEFE MIDNIGHT LUNCH — Bellacosa Mainframe Edition

“Quando o COBOL ainda era Rei e o compilador 3.3 era o trono.”


🕰️ IBM Enterprise COBOL 3.3 — o meio do caminho entre o clássico e o moderno

Lançado em 1996, o Enterprise COBOL for z/OS Version 3 Release 3 (ou simplesmente COBOL 3.3) foi um divisor de águas entre a era dos mainframes MVS/ESA e o nascimento do z/OS. Ele marcou a última geração “pré-Enterprise 4.x”, onde o foco era compatibilidade com códigos legados e início da transição para novas arquiteturas do System/390.

🧠 Contexto histórico:
O mundo corporativo ainda respirava Year 2000 (Y2K) e os bancos se preparavam para rodar seus batchs sem colapsar em 01/01/2000. COBOL 3.3 foi o herói silencioso dessa missão.


🖥️ Sistema Operacional e Hardware Suportado

  • Sistema operacional: MVS/ESA, OS/390 (ainda antes do z/OS).

  • Arquitetura: IBM System/390.

  • Ambiente típico: CICS, IMS, DB2 e JCL puro no batchão da madrugada.

  • Compilador predecessor: COBOL 3.2 (1994).

  • Sucessor direto: Enterprise COBOL 4.1 (2007).


⚙️ O que mudou em relação ao COBOL 3.2

COBOL 3.3 não reinventou a roda — ele poliu o aro.
Foi uma versão mais otimizada e estável, que consolidou recursos introduzidos no 3.2 e preparou terreno para o salto à arquitetura de 64 bits.

Principais evoluções:

  • 🔹 Melhor integração com DB2 e CICS, com suporte refinado ao EXEC SQL e EXEC CICS.

  • 🔹 Melhoria no desempenho de I/O, especialmente em acessos VSAM e sequenciais.

  • 🔹 Aprimoramento do OPTIMIZER, gerando código objeto mais rápido e leve.

  • 🔹 Suporte estendido ao compilador LE (Language Environment), o que permitia rodar COBOL junto de C, PL/I e outras linguagens IBM sob o mesmo runtime.

  • 🔹 Melhor diagnóstico de erros com mensagens mais detalhadas — uma revolução para quem vinha do COBOL VS II.


🚀 Novidades que empolgaram na época

  1. Uso mais intensivo do LE Runtime — Adeus aos abends misteriosos!

  2. Melhor suporte a variáveis longas e strings dinâmicas.

  3. Compatibilidade maior com compiladores anteriores — o que permitiu modernizar sistemas sem reescrever tudo.

  4. Introdução de novos níveis de OPT (otimização), permitindo ajustar performance por job.

💡 Dica Bellacosa: sempre compile COBOL 3.3 com OPT(2) em ambientes de produção — o ganho de performance em batch pode ser surpreendente.


🧩 Curiosidades que só o velho JCL lembra

  • Muitos ambientes migraram para o 3.3 apenas para garantir compatibilidade Y2K.

  • O compilador era notoriamente mais lento que o 3.2 em máquinas pequenas, mas o executável final rodava mais rápido.

  • Foi o primeiro COBOL Enterprise oficialmente integrado ao LE/370, abrindo caminho para o “z-Cobol moderno”.

  • Nos laboratórios da IBM em Poughkeepsie, era chamado internamente de “The Reliable Beast”.


🧙‍♂️ Macetes de Mestre Jedi

  1. Compile sempre com LIST, XREF e OFFSET — esses relatórios são ouro quando o abend te visita às 3h da manhã.

  2. Atenção ao CALL ‘CEE3PRM’ — muitos esqueciam de ajustar parâmetros LE, e o programa travava por stack overflow.

  3. Recompile VS Rebind: se o programa interage com DB2, recompile sempre após rebind de planilhas.

  4. Cuidado com o nível de compilador no CICS — o mismatch entre DFHEIBLK e CICS level era um pesadelo comum.


📚 Para os Padawans

Se você é novo no Mainframe, saiba:

  • COBOL 3.3 é o elo perdido entre o COBOL “clássico” e o Enterprise moderno.

  • Ele foi a base sobre a qual nasceram os COBOL 4.x, 5.x e 6.x, que hoje dominam o z/OS.

  • Aprender 3.3 é entender as raízes do desempenho e da estabilidade que tornaram o mainframe o que ele é.


🏁 Resumo Bellacosa Mainframe

VersãoLançamentoSODestaquesCuriosidades
COBOL 3.21994MVS/ESAIntrodução ao LE, CICS integradoPrimeiro a usar LE/370
👉 COBOL 3.3 👈1996MVS/ESA, OS/390Otimização, DB2/CICS refinados, melhor I/OUsado em massa no Y2K
COBOL 4.12007z/OS64 bits, XML, Web ServicesMarco da era zEnterprise

Fechando o café da madrugada

COBOL 3.3 foi aquele compilador que não aparecia nas manchetes, mas segurou o mundo.
Enquanto os bancos se preocupavam com o bug do milênio, ele trabalhava incansável, compilando batchs que rodariam por décadas.
Foi o “meio-termo perfeito” — sólido, compatível e pronto para o novo milênio.

“No z/OS, o tempo passa diferente. Uma versão de COBOL pode durar mais que muitos casamentos.”
El Jefe, 1999.

sábado, 17 de janeiro de 2004

Tomar e o antigo casttelo Templario

A defesa de Portugal


Portugal tem uma ligação histórica muito forte com os templários, desde a queda do Castelo Mouro de Lisboa que graças a ajuda dos templários ingleses que iam rumo a terra santa.



Numa manobra de génio, os meninos de Afonso Henriques convenceram o mestre templário que chefiava a expedição rumo a terra Santa. 

Numa negociação rápida foram convencidos que matar mouros em Portugal era o mesmo que matar na Terra Santa, afinal estavam livrando um reino cristão dos malefícios dos pagoes.

E assim Lisboa foi conquistada e iniciou uma amizade que nunca mais terminou com os Templários, mesmo quando em outros lugares da Europa foram dadas ordens de extermínio da ordem, em Portugal todo aquele que procurou refugio foi salvo.

Tomar e o Convento de Cristo

Apreciando a obra de arte medieval


Caminhando pelo exterior do convento de Cristo, estamos diante de uma maquina perfeita de propaganda Crista.



O local escolhido para o castelo e posterior convento esta em um plano elevado, cercado de bosque, com um rio. No passado na altura da construção esta região era uma terra de ninguém.

Um lugar sujeito a constante ataques dos mouros do sul, bandoleiros de Castela a leste e renegados lusitanos de todas as partes. Ao construir sua fortaleza aqui o Poder e a Ordem de Cristo foi instalado, ai de quem tentasse atacar esses monges loucos.

Com isso foi posto um ponto final nas incursões de todos estes "bárbaros", pois o poder e a força de um Templário era legendários. Alcançada a paz, as funções militares foram sendo renegadas a segundo plano.

Começou o processo de embelezamento através de arte gótica como gargulas, rosáceas, pináculos e posteriormente manuelinos com motivos do mar, bem como obras moldejar como azulejos e motivos arabescos.

Curiosamente em Portugal os Templários não foram caçadas e nem destruídos, aqui num típico acordo lusitano, eles mudaram de nome e continuaram com a sua autonomia. Inclusive continuando convertendo cavaleiros e nobres, incluindo seu símbolo nas caravelas portuguesas e participando dos lucros da carreira das Índias.