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domingo, 1 de abril de 2007

☕🔄🩸💣 HIGURASHI NO NAKU KORO NI KAI — O DIA EM QUE O SYSPROG ENCONTROU O DUMP COMPLETO E DESCOBRIU QUEM ESTAVA DERRUBANDO A REALIDADE

 

Bellacosa Mainframe apresenta Higurashi no naku koro ni kai

☕🔄🩸💣 HIGURASHI NO NAKU KORO NI KAI — O DIA EM QUE O SYSPROG ENCONTROU O DUMP COMPLETO E DESCOBRIU QUEM ESTAVA DERRUBANDO A REALIDADE

"Na primeira temporada vimos os ABENDS. Em Kai finalmente recebemos acesso ao SYSMDUMP da existência."


Dados Técnicos

Título Original: ひぐらしのなく頃に解 (Higurashi no Naku Koro ni Kai)

Tradução Aproximada: When the Cicadas Cry – Solution Arc

Autor Original: Ryukishi07

Obra Original: Visual Novel da 07th Expansion

Estúdio: Studio Deen

Direção: Chiaki Kon

Música: Kenji Kawai

Exibição Original: Julho de 2007 a Dezembro de 2007

Quantidade de Episódios: 24

Continuação Direta de: Higurashi no Naku Koro ni (2006)


Gênero

  • Terror Psicológico

  • Mistério

  • Suspense

  • Thriller

  • Drama

  • Horror

  • Sobrenatural

  • Ficção Científica Psicológica


Classificação Indicativa

16 a 18 anos

Contém:

  • Violência gráfica

  • Assassinatos

  • Tortura psicológica

  • Temas de abuso

  • Trauma infantil

  • Colapso mental

  • Conteúdo perturbador


Sinopse

Se a primeira temporada era um gigantesco relatório de erros...

Kai é a análise forense.

Após inúmeras tragédias ocorridas em Hinamizawa, finalmente começamos a descobrir o que realmente está acontecendo.

Os mistérios começam a ser explicados.

As peças do quebra-cabeça se encaixam.

Os loops passam a fazer sentido.

As conspirações são reveladas.

E pela primeira vez surge uma pergunta nova:

"Será que o destino pode ser derrotado?"


Resumo da Obra

Imagine que a temporada original era composta por dezenas de dumps gerados após sucessivos ABENDS.

Kai é o momento em que alguém finalmente abre os arquivos:

SYSUDUMP
SYSABEND
SYSMDUMP
LOGS DE EXECUÇÃO

e começa a descobrir a verdadeira causa raiz.

O foco deixa de ser:

"Quem matou?"

e passa a ser:

"Como impedir que isso aconteça novamente?"


A Grande Diferença Entre Higurashi e Kai

Essa é a maior mudança da franquia.

Primeira Temporada

Perguntas.

Mistérios.

Paranoia.

Medo.

Confusão.

Kai

Respostas.

Investigação.

Reconstrução.

Esperança.

Resolução.

É quase como passar de:

ABEND DETECTADO

para

ROOT CAUSE IDENTIFICADA

A História: O Momento em Que Rika Decide Lutar

Durante a primeira série, Rika Furude parecia apenas uma garota misteriosa.

Em Kai descobrimos algo muito maior.

Ela é a verdadeira protagonista.

Durante anos.

Talvez séculos.

Talvez milhares de reinicializações.

Ela testemunhou a mesma tragédia repetidamente.

Sempre fracassando.

Sempre perdendo.

Sempre reiniciando.

Kai mostra o momento em que ela decide parar de aceitar o erro como inevitável.


Personagens Principais

Rika Furude

A administradora do sistema.

A operadora presa em um ciclo infinito.

Sua jornada transforma-se em uma das histórias mais emocionantes dos animes.


Keiichi Maebara

Agora mais maduro.

Mais observador.

Torna-se peça fundamental na quebra do ciclo.


Rena Ryugu

Continua sendo uma das personagens mais complexas da série.

Representa o conflito entre medo e confiança.


Mion Sonozaki

A líder natural do grupo.

Sua lealdade passa a ter importância crítica.


Satoko Houjou

Kai aprofunda dramaticamente sua tragédia pessoal.


Hanyu

A maior revelação da temporada.

Sem spoilers pesados:

Ela responde perguntas que atormentavam os espectadores desde 2006.


O Que Kai Faz Melhor Que a Série Original?

Praticamente tudo.

E isso é raro.

A maioria das continuações perde força.

Kai cresce.

Aumenta a escala.

Aumenta a profundidade.

Aumenta a emoção.

Aumenta o significado.

O terror continua presente.

Mas agora existe propósito.


As Aventuras de Kai

Diferentemente da primeira temporada, onde os personagens reagiam aos acontecimentos...

Em Kai eles começam a agir.

Cada arco é uma missão.

Uma operação.

Um plano para derrotar o destino.

É como se uma equipe de operadores finalmente entendesse por que o sistema cai e começasse a trabalhar junta para corrigir o problema.


Temáticas Profundas

Destino versus Livre Arbítrio

A pergunta central:

O futuro já está definido?

Ou podemos alterá-lo?


Esperança

Kai é surpreendentemente otimista.

Mesmo sendo uma obra de horror.


Trabalho em Equipe

Talvez a maior mensagem da série.

Ninguém consegue vencer sozinho.


Confiança

A solução para quase todas as tragédias surge quando os personagens param de esconder seus problemas.


Persistência

Rika fracassa inúmeras vezes.

Mesmo assim continua tentando.


As Mensagens Ocultas

Compartilhar Dor É Importante

A série mostra que o isolamento amplifica o sofrimento.


O Verdadeiro Inimigo Não É Sobrenatural

Muitas tragédias surgem de:

  • medo

  • preconceito

  • silêncio

  • manipulação

Não de monstros.


O Conhecimento Coletivo Salva

Quando cada personagem compartilha informações, o sistema começa a funcionar.

É uma metáfora brilhante para comunidades humanas.


Hanyu e a Filosofia do Observador

Um dos conceitos mais interessantes da temporada.

Hanyu representa algo semelhante ao operador que observa um sistema falhando.

Ela vê tudo.

Entende tudo.

Mas possui dificuldade para interferir.

A discussão filosófica criada em torno dela é muito mais profunda do que parece.


Impacto Cultural

Kai consolidou Higurashi como uma das maiores franquias de horror psicológico da história dos animes.

Sua influência pode ser vista posteriormente em:

  • Steins;Gate

  • Re:Zero

  • Summertime Rendering

  • Madoka Magica

  • Erased

  • Tokyo Revengers

A ideia de múltiplas tentativas para alterar um destino tornou-se extremamente popular na década seguinte.


Houve Censura?

Sim.

Embora menos controversa que a primeira temporada, Kai ainda enfrentou:

  • escurecimento de cenas

  • cortes regionais

  • alterações em transmissões internacionais

Porém o foco da temporada está muito mais na narrativa do que no choque visual.

Por isso as censuras tiveram impacto menor.


A Obra-Prima de Ryukishi07

O maior feito de Kai não é explicar os mistérios.

É fazer algo muito mais difícil.

Transformar uma história sobre desespero em uma história sobre esperança.

Poucos autores conseguem isso.

Mais raro ainda é fazer sem destruir o clima sombrio da obra.

Ryukishi07 conseguiu.


Veredito Bellacosa Mainframe

Se a primeira temporada foi um gigantesco:

ABEND U9999
CAUSA DESCONHECIDA

Kai é o momento em que finalmente recebemos:

ANÁLISE CONCLUÍDA

CAUSA RAIZ IDENTIFICADA

AÇÃO CORRETIVA DISPONÍVEL

Mas o verdadeiro gênio de Higurashi Kai não está na solução do mistério.

Está em mostrar que o erro nunca esteve apenas no sistema.

O erro estava nas pessoas que deixavam o medo substituir a confiança.

☕🔄🩸💣 Nota Bellacosa Mainframe: 10/10 SYSMDUMPs analisados com sucesso.

Status Final do Job:

LOOP DETECTADO
LOOP ANALISADO
LOOP QUEBRADO

RETURN CODE = 0000

Ou pelo menos foi isso que os operadores de Hinamizawa acreditaram... antes do próximo IPL da realidade. 🌾🩸🔄💣

O que é Cartão Perfurado em Mainframe?

 

Bellacosa Mainframe apresenta o cartão perfurado

O que é Cartão Perfurado em Mainframe?

Muito antes de existirem:

  • teclados;

  • monitores;

  • mouse;

  • terminais 3270;

  • notebooks.

Os programas eram escritos em um pedaço de papelão.

Pode parecer estranho hoje, mas durante décadas essa foi uma das principais formas de programar computadores.

Esse pedaço de papel era chamado de:

Cartão Perfurado (Punch Card)

Ele foi uma das tecnologias que deram origem à computação moderna e marcou profundamente a história do mainframe.


Definição simples

O cartão perfurado era um cartão de papel rígido onde as informações eram representadas por furos.

Cada furo correspondia a:

  • letras;

  • números;

  • símbolos;

  • comandos;

  • instruções de programas.

Em vez de digitar um programa em uma tela, o programador entregava uma pilha de cartões ao computador.


Uma analogia simples

Imagine escrever um livro.

Hoje você usa:

  • Word;

  • VS Code;

  • Notepad.

Na década de 1960 você escreveria cada linha em um cartão diferente.

Se o livro tivesse 500 linhas...

Você teria 500 cartões.

E se um deles caísse no chão...

Era preciso reorganizar toda a sequência.


Origem dos cartões perfurados

Curiosamente, os cartões perfurados não nasceram para computadores.

Sua história começou na indústria têxtil.

Em 1804, o inventor francês Joseph Marie Jacquard criou um tear automático controlado por cartões perfurados.

Cada cartão dizia ao tear como produzir um determinado desenho no tecido.

Pela primeira vez, uma máquina era "programada" por meio de instruções armazenadas em cartões.

Décadas depois, essa ideia inspirou a computação.


Herman Hollerith e a IBM

No final do século XIX, o engenheiro Herman Hollerith desenvolveu máquinas capazes de ler cartões perfurados.

Elas foram utilizadas no Censo dos Estados Unidos de 1890.

O sucesso foi tão grande que Hollerith fundou uma empresa chamada Tabulating Machine Company.

Essa empresa evoluiu até se tornar a:

IBM

Por isso os cartões perfurados fazem parte da origem da própria IBM.


Como funcionava um cartão?

Cada cartão possuía normalmente:

80 colunas

Cada coluna representava um caractere.

Cada caractere era identificado por uma combinação de furos.


O famoso cartão de 80 colunas

Esse padrão tornou-se tão importante que influenciou diversas linguagens.

Por exemplo:

No COBOL antigo era comum:

Coluna 1 a 6   Sequência
Coluna 7       Indicador
Coluna 8 a 72  Código
Coluna 73 a 80 Numeração

Essa organização existe justamente porque cada linha correspondia a um cartão.


Como um programa era criado?

O processo era bem diferente do atual.

1. Escrever o código

O programador escrevia o programa em papel.


2. Digitação

Um operador utilizava uma máquina perfuradora.

Cada linha gerava um cartão.


3. Pilha de cartões

O programa ficava assim:

=========
=========
=========
=========
=========
=========

Centenas de cartões empilhados.


4. Leitura

Os cartões eram colocados em um leitor.

O computador lia um por um.


5. Compilação

O programa era compilado.

Caso existisse erro...

Era necessário perfurar um novo cartão.


Como eram feitas as correções?

Imagine encontrar um erro na linha 357.

Você precisava:

  • criar outro cartão;

  • substituir apenas aquele cartão;

  • manter toda a ordem correta.

Era um processo extremamente cuidadoso.


O pesadelo dos programadores

Se uma caixa com mil cartões caísse no chão...

Todo o programa poderia perder sua sequência.

Por isso muitos cartões possuíam um número de identificação nas colunas finais.

Assim era possível reorganizá-los.


O que era um Card Reader?

Era o equipamento responsável por ler cartões perfurados.

Ele fazia a leitura mecânica dos furos e enviava os dados ao computador.

Era uma das principais portas de entrada de dados para os primeiros mainframes.


O que era um Keypunch?

Era a máquina usada para perfurar os cartões.

O operador digitava no teclado.

A máquina fazia os furos automaticamente.

Era o equivalente ao editor de texto da época.


Onde os cartões eram utilizados?

Os cartões perfurados eram usados para:

  • programas COBOL;

  • programas FORTRAN;

  • programas RPG;

  • JCL;

  • entrada de dados;

  • processamento batch.


Por que deixaram de ser usados?

Apesar de revolucionários para sua época, os cartões apresentavam limitações:

  • ocupavam muito espaço;

  • eram frágeis;

  • exigiam armazenamento físico;

  • tinham capacidade limitada;

  • dificultavam alterações.

Com a chegada dos terminais, discos e fitas magnéticas, foram gradualmente substituídos.


A influência no COBOL

Mesmo hoje, vários padrões do COBOL refletem a época dos cartões perfurados.

Exemplos:

  • limite tradicional de 72 colunas para código;

  • numeração de sequência;

  • organização rígida das colunas.

Essas convenções surgiram porque cada linha precisava caber em um cartão de 80 colunas.


Curiosidades incríveis

1. Um programa grande podia ocupar milhares de cartões

Alguns sistemas corporativos eram literalmente caixas cheias de cartões.


2. O cartão perfurado influenciou diversas linguagens

COBOL, FORTRAN e RPG herdaram conceitos dessa tecnologia.


3. A IBM fabricou milhões de cartões

Durante décadas eles foram consumíveis essenciais nos centros de processamento de dados.


4. Muitos museus de computação ainda preservam cartões perfurados

Eles são considerados símbolos da origem da informática moderna.


Erros comuns de iniciantes

"Os cartões armazenavam programas para sempre"

Não.

Eles eram apenas uma forma física de entrada de dados e programas.


"Só o mainframe usava cartões"

Não.

Diversos computadores de grande porte e minicomputadores também utilizaram essa tecnologia.


"Cartões perfurados desapareceram sem deixar legado"

Muito pelo contrário.

Eles influenciaram o desenvolvimento de linguagens, compiladores, sistemas operacionais e até o formato de código utilizado durante décadas.


Por que aprender sobre cartões perfurados?

Mesmo não sendo mais utilizados, eles ajudam a compreender:

  • a origem da programação;

  • a evolução dos mainframes;

  • por que o COBOL possui determinadas convenções;

  • como nasceu o processamento batch;

  • a história da IBM e da computação corporativa.


Conclusão

O cartão perfurado foi uma das tecnologias mais importantes da história da computação.

Durante décadas, ele foi o principal meio de inserir programas e dados em computadores, incluindo os primeiros mainframes da IBM.

Embora tenha sido substituído por terminais, discos e redes, seu legado permanece vivo. Muitas características do COBOL, do processamento batch e da arquitetura dos mainframes modernos têm suas raízes na época em que uma simples pilha de cartões representava um sistema inteiro.


sábado, 31 de março de 2007

O que é Cartridge em Mainframe?

 

Bellacosa Mainframe e a evolução da fita IBM Cartridge

O que é Cartridge em Mainframe?

Quando falamos de armazenamento em mainframe, muitas pessoas conhecem as antigas fitas magnéticas em bobinas abertas (reels) utilizadas nas décadas de 1960 e 1970.

Mas a partir dos anos 1980 surgiu uma evolução que revolucionou o armazenamento em fita:


IBM Cartrdige

O Cartridge

Também conhecido como:

  • Tape Cartridge

  • Cartucho de Fita

  • Cartucho Magnético


Definição simples

Um cartridge é uma fita magnética protegida dentro de um invólucro plástico rígido.

Seu objetivo é:

  • proteger a mídia;

  • facilitar o transporte;

  • automatizar operações;

  • aumentar a confiabilidade.

Em outras palavras:

O cartridge é a evolução moderna das antigas fitas abertas.


Uma analogia simples

Imagine a diferença entre:

Filme fotográfico solto

e

Cartucho de câmera fotográfica

O cartucho protege o conteúdo e facilita seu uso.

O mesmo aconteceu com as fitas de mainframe.


Antes do Cartridge

Nas décadas de 1960 e 1970 eram comuns as fitas em bobinas abertas.

Image

Image

Image

Image

O operador precisava:

  1. localizar a fita;

  2. montar manualmente;

  3. passar a fita pelos guias;

  4. prender no carretel receptor.

Era um processo demorado.


Surgimento do Cartridge

A IBM lançou em 1984 uma das tecnologias mais famosas:

IBM 3480

Image

Image

Image

Image

A partir daí as fitas passaram a ficar protegidas dentro de cartuchos.

Isso trouxe:

  • maior segurança;

  • menos desgaste;

  • automação;

  • melhor armazenamento.


O que existe dentro de um cartridge?

Apesar da aparência externa, dentro dele existe:

  • fita magnética;

  • carretel;

  • sistema de tração;

  • mecanismo de proteção.

A tecnologia continua sendo fita magnética.

O que mudou foi a embalagem.


Principais vantagens

Proteção física

Menor exposição a:

  • poeira;

  • umidade;

  • manuseio incorreto.


Facilidade operacional

Não é necessário passar a fita manualmente.

Basta inserir o cartridge.


Automação

Permite utilização em:

Tape Libraries

Bibliotecas robotizadas que movimentam milhares de cartuchos automaticamente.


Maior confiabilidade

Menos erros operacionais.

Menos danos físicos.


Evolução dos Cartridges IBM

IBM 3480 (1984)

Primeira grande revolução.

Capacidade aproximada:

200 MB

Hoje parece pouco, mas foi enorme para a época.


IBM 3490

Sucessor do 3480.

Maior capacidade.

Maior velocidade.


IBM 3590 Magstar

Década de 1990.

Capacidade medida em gigabytes.


IBM TS1120 / TS1130

Família Enterprise Tape.

Focada em ambientes corporativos.


IBM TS1140

Alta velocidade e alta densidade.


IBM TS1150

Capacidades ainda maiores.


IBM TS1160

Uma das gerações mais modernas da linha Enterprise.


Cartridge e Tape são a mesma coisa?

Não exatamente.

Tape

É a tecnologia de armazenamento.

Cartridge

É o recipiente físico que contém a tape.

Analogia:

Tape = Filme
Cartridge = Estojo do Filme

Como o z/OS utiliza cartridges?

O sistema gerencia:

  • leitura;

  • gravação;

  • catalogação;

  • retenção;

  • recuperação.

Tudo isso ocorre da mesma forma que nas fitas tradicionais.


Exemplo de uso

Quando um job executa:

//BACKUP DD UNIT=TAPE

O sistema pode gravar os dados em um cartridge localizado em uma Tape Library.

O usuário normalmente nem percebe.


O que é uma Tape Library?

Imagine um armário gigante com milhares de cartridges.

Dentro dele existe um robô que:

  • encontra o cartucho;

  • remove o cartucho;

  • leva ao drive;

  • retorna ao local correto.

Tudo automaticamente.


Onde os cartridges são usados?

Backup

Cópias de segurança.


Disaster Recovery

Recuperação de desastres.


Arquivamento

Dados históricos.


Compliance

Retenção legal.


Preservação de longo prazo

Informações corporativas críticas.


Curiosidades incríveis

1. Um cartridge moderno armazena milhares de vezes mais dados que um 3480

A evolução foi gigantesca.


2. Grandes bancos ainda utilizam cartridges diariamente

Principalmente para backup e retenção.


3. A IBM continua investindo em tecnologia de fita

A tecnologia continua viva e evoluindo.


4. Cartridges modernos armazenam dezenas de terabytes

Muito além do que seria imaginável nos anos 1980.


Erros comuns de iniciantes

"Cartridge é a mesma coisa que disco"

Não.

Ele utiliza tecnologia magnética sequencial.


"Tape acabou"

Não.

Ela continua sendo fundamental em grandes corporações.


"Tudo está na nuvem"

Mesmo provedores de nuvem utilizam tecnologias de fita para arquivamento.


Quem trabalha com cartridges?

  • Operadores Mainframe

  • Storage Administrators

  • Sysprogs

  • Equipes de Backup

  • Especialistas de Disaster Recovery


Por que aprender sobre cartridges?

Porque eles fazem parte da infraestrutura de armazenamento corporativo há décadas.

Entender cartridges ajuda a compreender:

  • backup;

  • retenção;

  • arquivamento;

  • storage;

  • continuidade de negócios;

  • recuperação de desastres.


Conclusão

O cartridge foi uma das maiores evoluções da tecnologia de fitas magnéticas no mundo mainframe.

Ao substituir as antigas bobinas abertas por cartuchos protegidos, ele trouxe mais segurança, automação e confiabilidade.

Mesmo em plena era da nuvem, os cartridges continuam sendo utilizados para proteger alguns dos dados mais importantes do planeta, mantendo viva uma das tecnologias mais resilientes da história da computação.


sexta-feira, 30 de março de 2007

O que é Tape em Mainframe?

 

Bellacosa Mainframe old sisteums TAPE

O que é Tape em Mainframe?

Quando alguém começa a estudar mainframe, geralmente se surpreende ao descobrir que uma tecnologia criada há décadas ainda é amplamente utilizada pelos maiores bancos, seguradoras e governos do mundo.

Essa tecnologia é a:

Tape (Fita Magnética)

Apesar de parecer algo do passado, as fitas continuam sendo uma das soluções mais importantes para armazenamento e backup corporativo.


Unidade de Fita Magnetica IBM Tape

Definição simples

Tape é uma mídia de armazenamento baseada em fita magnética utilizada para:

  • backups;

  • arquivamento;

  • recuperação de desastres;

  • retenção histórica;

  • cópias de segurança.

No mundo mainframe, ela continua sendo uma peça fundamental da infraestrutura.


Uma analogia simples

Imagine um cofre de banco.

Você não guarda dinheiro em circulação dentro dele.

Você guarda aquilo que precisa proteger por muito tempo.

A tape funciona da mesma forma.

Ela armazena informações importantes de forma segura e econômica.


O que é uma fita magnética?

Fisicamente é uma fita revestida por material magnético capaz de armazenar dados digitais.

Visualmente lembra uma fita de vídeo antiga, mas utiliza tecnologia extremamente avançada.


Por que ainda usam fitas?

Muitos iniciantes perguntam:

"Se existem SSDs e nuvem, por que usar fita?"

A resposta é simples:

Porque ela ainda é excelente para determinadas situações.


Principais vantagens

Baixo custo

O custo por terabyte é extremamente baixo.


Grande capacidade

Uma única fita moderna pode armazenar dezenas de terabytes.


Alta durabilidade

Quando armazenadas corretamente, podem durar muitos anos.


Segurança

Fitas podem ficar desconectadas da rede.

Isso protege contra:

  • ransomware;

  • ataques hackers;

  • exclusões acidentais.


O conceito de Air Gap

Uma das maiores vantagens da tape.

Air Gap significa:

armazenamento fisicamente isolado.

Uma fita guardada em um cofre não pode ser atacada pela internet.

Por isso muitas empresas continuam utilizando tape como última linha de defesa.


Como funciona uma tape?

O sistema grava dados sequencialmente.

Diferente de um disco.


Disco

Acesso direto.

Registro 100
↓
Acesso imediato

Tape

Acesso sequencial.

Registro 1
Registro 2
Registro 3
Registro 4
...
Registro 100

Para chegar ao registro 100, o sistema percorre a sequência.


O que é uma Tape Drive?

É o equipamento responsável por:

  • ler fitas;

  • gravar fitas;

  • posicionar fitas.

Funciona como um "leitor de fitas".


O que é uma Tape Library?

Em grandes ambientes existem milhares de fitas.

Seria impossível trocar tudo manualmente.

Por isso existem:

Tape Libraries

São robôs automatizados que:

  • armazenam fitas;

  • localizam fitas;

  • carregam fitas automaticamente.


Uma analogia simples

Imagine uma biblioteca.

O bibliotecário sabe exatamente onde cada livro está.

A Tape Library faz isso automaticamente com as fitas.


O que é Volser?

Cada fita possui uma identificação única.

Chamada:

VOLSER

Volume Serial Number

Exemplo:

TAPE01
TAPE02
BACK99
PROD01

É como a placa de um carro.

Cada fita possui seu próprio identificador.


Como o z/OS utiliza fitas?

O sistema operacional gerencia:

  • montagem;

  • desmontagem;

  • catalogação;

  • leitura;

  • gravação.

Tudo de forma automática.


Exemplo de JCL usando Tape

//BACKUP DD DSN=BACKUP.CLIENTES,
// DISP=(NEW,CATLG),
// UNIT=TAPE,
// LABEL=(1,SL)

Nesse exemplo o dataset será gravado em uma fita.


Onde as tapes são utilizadas?


Backup

Uso mais comum.

Exemplo:

Backup diário
Backup semanal
Backup mensal

Arquivamento

Dados antigos podem ser movidos para fitas.


Disaster Recovery

Fundamental para estratégias de recuperação.


Compliance

Muitas regulamentações exigem retenção de dados por anos.


Histórico corporativo

Informações que precisam ser preservadas por décadas.


O que é Mount?

Mount significa:

montar uma fita

Antigamente o operador recebia uma mensagem:

MOUNT TAPE ABC123

Ele localizava a fita e a colocava no drive.

Hoje isso normalmente é feito pela Tape Library.


O que é Scratch Tape?

São fitas disponíveis para reutilização.

Exemplo:

SCRATCH

Prontas para receber novos dados.


O que é Tape Management?

Grandes ambientes possuem sistemas especializados para controlar fitas.

Exemplos:

  • CA-1

  • TLMS

  • DFSMSrmm

Esses produtos controlam:

  • localização;

  • retenção;

  • expiração;

  • reutilização.


Curiosidades incríveis

1. A IBM continua desenvolvendo tecnologia de fitas

Tape não é tecnologia abandonada.

Ela continua evoluindo.


2. Muitas nuvens usam fitas

Mesmo grandes provedores utilizam fitas para arquivamento.


3. Bancos mantêm informações por décadas

Muitas dessas informações estão armazenadas em tape.


4. Uma biblioteca de fitas pode armazenar petabytes

Capacidade suficiente para gigantescos volumes de dados.


Erros comuns de iniciantes

"Tape é tecnologia morta"

Não.

Ela continua sendo amplamente utilizada.


"SSD substituiu completamente fitas"

Não.

Cada tecnologia possui objetivos diferentes.


"Tape é lenta"

Para acesso aleatório sim.

Para backup massivo ela continua extremamente eficiente.


Profissionais que trabalham com Tape

  • Operadores Mainframe

  • Storage Administrators

  • Sysprogs

  • Especialistas de Backup

  • Equipes de Disaster Recovery


Por que aprender Tape?

Porque ela continua sendo um dos pilares da computação corporativa.

Ao entender tape você compreende:

  • backup;

  • recuperação;

  • retenção;

  • storage;

  • disaster recovery;

  • proteção de dados.


Conclusão

Tape é uma mídia de armazenamento magnético utilizada principalmente para backup, arquivamento e recuperação de desastres.

Mesmo após décadas de evolução tecnológica, continua sendo uma das soluções mais seguras, econômicas e confiáveis para preservar informações críticas.

No universo mainframe, as fitas permanecem desempenhando um papel essencial na proteção dos dados que movimentam bancos, governos e grandes corporações em todo o mundo.


quinta-feira, 29 de março de 2007

O que é REXX?

 

Bellacosa Mainframe e o REXX

O que é REXX?

Se o COBOL é uma das linguagens mais famosas do mainframe, o REXX é uma das ferramentas mais poderosas para automação e produtividade dentro do z/OS.

Ele é simples de aprender, extremamente útil e está presente no dia a dia de operadores, desenvolvedores, administradores e sysprogs.

De forma resumida:

REXX é uma linguagem de programação criada para automatizar tarefas, executar comandos e facilitar a interação com sistemas IBM.


Uma analogia simples

Imagine que você trabalha em um escritório e precisa repetir as mesmas tarefas todos os dias:

  • abrir arquivos;

  • consultar informações;

  • executar comandos;

  • gerar relatórios;

  • copiar dados.

Você poderia fazer tudo manualmente.

Ou poderia criar um assistente que fizesse isso para você.

O REXX é esse assistente.


O que significa REXX?

REXX significa:

Restructured Extended Executor

O nome pode parecer complicado, mas a ideia era simples:

Criar uma linguagem:

  • fácil de aprender;

  • fácil de ler;

  • fácil de manter.


Quem criou o REXX?

O REXX foi criado por:

Mike Cowlishaw

Pesquisador da IBM.

Seu objetivo era desenvolver uma linguagem que pudesse ser utilizada por pessoas sem formação avançada em programação.

Por isso o REXX possui uma sintaxe extremamente amigável.


Quando surgiu?

O REXX nasceu no final da década de 1970.

Foi oficialmente divulgado pela IBM no início dos anos 1980.

Rapidamente tornou-se popular em:

  • VM/CMS;

  • MVS;

  • TSO;

  • ISPF;

  • OS/2.

Mais tarde foi padronizado pela ANSI e ISO.


Por que o REXX foi criado?

Naquela época muitas tarefas administrativas exigiam:

  • JCL;

  • CLIST;

  • programas complexos.

A IBM precisava de uma linguagem mais simples para automação.

O resultado foi o REXX.


Onde o REXX é usado?

No mundo mainframe ele aparece em:

  • TSO;

  • ISPF;

  • SDSF;

  • automação operacional;

  • administração de sistemas;

  • geração de relatórios;

  • manipulação de datasets.


O que o REXX consegue fazer?

Praticamente tudo que envolve automação.

Por exemplo:

  • executar comandos TSO;

  • abrir datasets;

  • ler arquivos;

  • criar relatórios;

  • chamar programas COBOL;

  • manipular variáveis;

  • processar textos;

  • interagir com usuários.


Primeiro programa REXX

Exemplo clássico:

SAY 'Olá Mundo'

Resultado:

Olá Mundo

Simples assim.


Variáveis em REXX

Uma das características mais famosas é que não é necessário declarar variáveis.

Exemplo:

NOME = 'Bellacosa'

SAY NOME

Resultado:

Bellacosa

Fazendo cálculos

A = 10
B = 20

C = A + B

SAY C

Resultado:

30

Entrada de dados

O programa pode perguntar algo ao usuário.

SAY 'Digite seu nome'

PULL NOME

SAY 'Bem-vindo' NOME

Estruturas de decisão

Semelhante a outras linguagens.

IDADE = 18

IF IDADE >= 18 THEN
   SAY 'Maior de idade'
ELSE
   SAY 'Menor de idade'

Estruturas de repetição

Exemplo:

DO I = 1 TO 5
   SAY I
END

Resultado:

1
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Executando comandos TSO

Aqui está uma das maiores forças do REXX.

Exemplo:

ADDRESS TSO

"LISTCAT LEVEL(MEU.DATASET)"

O script executa diretamente um comando TSO.


Integração com ISPF

O REXX conversa facilmente com o ISPF.

Pode:

  • abrir painéis;

  • chamar menus;

  • editar datasets;

  • navegar por telas.

Exemplo:

ADDRESS ISPEXEC

"DISPLAY PANEL(MEUPAIN)"

Manipulação de datasets

É possível:

  • criar datasets;

  • listar datasets;

  • ler datasets;

  • alterar datasets.

Automatizando tarefas que normalmente seriam manuais.


Integração com SDSF

REXX também pode acessar informações do SDSF.

Por exemplo:

  • jobs ativos;

  • spool;

  • status de execução;

  • mensagens do sistema.

Muito utilizado por operadores.


Vantagens do REXX

Fácil aprendizado

Uma das linguagens mais amigáveis do ambiente mainframe.


Pouca burocracia

Não exige declarações complexas.


Grande integração

Funciona com:

  • TSO;

  • ISPF;

  • SDSF;

  • z/OS.


Excelente para automação

Reduz tarefas repetitivas.


Desvantagens

Não substitui COBOL

COBOL continua sendo melhor para aplicações corporativas complexas.


Menor desempenho

Não foi criado para processamento pesado.


Dependência do ambiente

Grande parte do seu poder vem da integração com o z/OS.


Curiosidades incríveis

1. Muitos produtos IBM utilizam REXX

Ferramentas administrativas frequentemente possuem scripts REXX internos.


2. Existe REXX fora do Mainframe

Ele também foi usado em:

  • OS/2;

  • AmigaOS;

  • Windows;

  • Linux.


3. Um operador pode economizar horas de trabalho

Automatizando tarefas repetitivas com poucos comandos.


4. Muitos Sysprogs consideram REXX indispensável

Ele é uma das linguagens mais utilizadas para administração do z/OS.


Exemplos reais de uso

Um script REXX pode:

Verificar espaço em disco

Consultar datasets e gerar relatório.

Monitorar jobs

Verificar jobs em ABEND.

Criar relatórios

Gerar informações operacionais automaticamente.

Automatizar comandos

Executar dezenas de comandos sem intervenção humana.

Erros comuns de iniciantes

"REXX é COBOL"

Não.

São linguagens com objetivos diferentes.


"REXX é apenas uma linguagem de script"

Ele é muito mais poderoso do que a maioria imagina.


"Ninguém usa mais"

Pelo contrário.

REXX continua amplamente utilizado em ambientes z/OS.


Quem usa REXX?

  • Operadores Mainframe

  • Programadores COBOL

  • Analistas de Suporte

  • Sysprogs

  • Administradores RACF

  • Especialistas CICS

  • Administradores DB2


Por que aprender REXX?

Porque ele oferece uma das maneiras mais rápidas de começar a programar no mainframe.

Com poucos comandos você aprende:

  • lógica;

  • automação;

  • TSO;

  • ISPF;

  • administração do z/OS.


Conclusão

O REXX é uma das linguagens mais importantes e produtivas do universo mainframe.

Criado para ser simples e poderoso, ele permite automatizar tarefas, executar comandos e integrar diversos componentes do z/OS.

Para quem está começando na plataforma IBM Z, aprender REXX é frequentemente o caminho mais rápido para ganhar produtividade e compreender como o ambiente mainframe realmente funciona.

quarta-feira, 28 de março de 2007

O que é Disaster Recovery (DR) em Mainframe?

 

Bellacosa Mainframe introduz o disaster recovery

O que é Disaster Recovery (DR) em Mainframe?

Imagine a seguinte situação:

É uma segunda-feira de manhã.

Milhões de pessoas estão:

  • usando PIX;

  • comprando com cartão;

  • acessando Internet Banking;

  • consultando seguros;

  • realizando operações financeiras.

De repente, ocorre uma falha grave no datacenter principal.

Pode ser:

  • incêndio;

  • enchente;

  • apagão;

  • falha elétrica;

  • erro humano;

  • ataque cibernético.

Se não existir um plano de recuperação, toda a operação pode parar.

É exatamente para isso que existe o:

Disaster Recovery (DR)


Definição simples

Disaster Recovery é o conjunto de processos, tecnologias e procedimentos criados para recuperar sistemas críticos após um desastre.

Seu objetivo é garantir que a empresa continue operando mesmo diante de eventos graves.

Em português podemos chamar de:

Plano de Recuperação de Desastres.


Uma analogia simples

Imagine um hospital.

Se faltar energia:

  • os geradores entram em ação;

  • equipamentos continuam funcionando;

  • pacientes permanecem seguros.

O DR funciona da mesma forma.

Ele garante que os sistemas possam continuar operando mesmo quando algo muito sério acontece.


Por que o DR é importante?

Empresas modernas dependem totalmente de sistemas computacionais.

Imagine:

  • um banco fora do ar por horas;

  • uma companhia aérea sem reservas;

  • uma seguradora sem acesso aos clientes;

  • uma bolsa de valores indisponível.

O prejuízo pode atingir milhões ou até bilhões de reais.

Por isso o DR é considerado essencial.


O que pode causar um desastre?

Existem diversos cenários.

Falhas de hardware

Problemas em:

  • servidores;

  • storage;

  • redes;

  • equipamentos elétricos.


Falhas humanas

Exemplos:

  • exclusão acidental de dados;

  • configurações incorretas;

  • procedimentos executados de forma errada.


Falhas elétricas

Exemplos:

  • apagões;

  • surtos de energia;

  • problemas em subestações.


Desastres naturais

Como:

  • enchentes;

  • terremotos;

  • incêndios;

  • tempestades severas.


Ataques cibernéticos

Exemplos:

  • ransomware;

  • invasões;

  • sabotagem;

  • vazamento de dados.


O que o DR protege?

O DR protege:

  • aplicações;

  • bancos de dados;

  • datasets;

  • sistemas operacionais;

  • transações;

  • informações corporativas.


Como funciona um ambiente de DR?

Normalmente existem dois locais:

Site Primário

É o datacenter principal.

Onde as operações acontecem diariamente.


Site Secundário

Também chamado:

  • DR Site;

  • Recovery Site;

  • Site de Contingência.

É o ambiente preparado para assumir as operações caso o principal falhe.


Arquitetura simplificada

SITE PRINCIPAL
      │
      │ Replicação
      ▼
SITE DE DR

Os dados são copiados continuamente entre os dois ambientes.


O que é replicação?

Replicação é o processo de copiar dados de um ambiente para outro.

Assim, o site de recuperação permanece atualizado.


Replicação síncrona

Os dados são gravados simultaneamente nos dois locais.

Vantagem:

  • praticamente nenhuma perda de dados.

Desvantagem:

  • maior custo;

  • necessidade de baixa latência.


Replicação assíncrona

Os dados são enviados em intervalos.

Vantagem:

  • menor custo;

  • maior distância entre sites.

Desvantagem:

  • pequena possibilidade de perda de dados recentes.


Objetivos principais do DR

Existem duas métricas famosas.


RTO

Recovery Time Objective

Representa:

Quanto tempo o sistema pode ficar parado.

Exemplo:

RTO = 2 horas

A recuperação deve ocorrer em até duas horas.


RPO

Recovery Point Objective

Representa:

Quanto dado a empresa aceita perder.

Exemplo:

RPO = 15 minutos

A empresa aceita perder no máximo os últimos quinze minutos de informações.


Estratégias de recuperação


1. Backup e Restore

A mais simples.

Processo:

  1. realizar backup;

  2. armazenar cópia;

  3. restaurar quando necessário.

Vantagem:

  • menor custo.

Desvantagem:

  • recuperação mais lenta.


2. Site Frio (Cold Site)

Existe infraestrutura básica.

Os sistemas precisam ser instalados após o desastre.

Vantagem:

  • barato.

Desvantagem:

  • recuperação lenta.


3. Site Morno (Warm Site)

Parte dos sistemas já está preparada.

Vantagem:

  • recuperação moderada.

Desvantagem:

  • exige sincronização constante.


4. Site Quente (Hot Site)

Ambiente totalmente pronto.

Praticamente uma cópia do ambiente principal.

Vantagem:

  • recuperação rápida.

Desvantagem:

  • alto custo.


Como funciona no mundo Mainframe?

Os ambientes IBM Z utilizam tecnologias avançadas de recuperação.


GDPS

Geographically Dispersed Parallel Sysplex

Permite:

  • automação de failover;

  • gerenciamento de desastres;

  • recuperação rápida.

É uma das soluções mais sofisticadas do mundo mainframe.


Parallel Sysplex

Permite múltiplos sistemas z/OS trabalhando juntos.

Caso um sistema falhe:

outro pode assumir.


DFSMS

Gerencia:

  • storage;

  • backup;

  • recuperação;

  • movimentação de dados.


FlashCopy

Tecnologia que cria cópias rápidas de volumes de armazenamento.

Muito utilizada em estratégias de DR.


Processo de recuperação

Quando ocorre um desastre:

1. Detecção

A equipe identifica o problema.


2. Avaliação

Analisa-se:

  • impacto;

  • risco;

  • extensão da falha.


3. Ativação do DR

O plano de recuperação é acionado.


4. Recuperação

Os sistemas são iniciados no site secundário.


5. Validação

As equipes verificam:

  • aplicações;

  • bancos;

  • transações;

  • usuários.


6. Retorno

Após a normalização, os sistemas retornam ao ambiente principal.


O papel dos testes

Um DR que nunca foi testado não pode ser considerado confiável.

Por isso as empresas realizam:

  • simulações;

  • exercícios;

  • failovers programados;

  • testes de restauração.


Curiosidades incríveis

1. Alguns sites de DR ficam em outras cidades

Ou até em outros estados.

Isso reduz riscos de eventos regionais.


2. Grandes bancos possuem múltiplos ambientes

Muitas instituições operam com:

  • produção;

  • contingência;

  • homologação;

  • desenvolvimento.


3. O failover pode ser automático

Em alguns ambientes a troca ocorre com mínima intervenção humana.


4. O DR é exigido por auditorias

Órgãos reguladores frequentemente exigem comprovação dos planos de recuperação.


Erros comuns de iniciantes

"Backup é a mesma coisa que DR"

Não.

Backup é apenas uma parte do Disaster Recovery.


"Nunca vamos precisar usar"

Muitas empresas descobrem a importância do DR somente após uma crise.


"Ter um segundo servidor resolve"

Não.

Um plano completo envolve:

  • pessoas;

  • processos;

  • tecnologia;

  • documentação;

  • testes.


Profissionais envolvidos

Diversas equipes participam do DR:

  • operadores;

  • sysprogs;

  • DBAs;

  • storage administrators;

  • especialistas RACF;

  • equipes de rede;

  • infraestrutura;

  • segurança.


Por que aprender DR?

Porque ele é um dos pilares da computação corporativa.

Entender DR ajuda a compreender:

  • continuidade de negócios;

  • alta disponibilidade;

  • segurança operacional;

  • arquitetura corporativa;

  • gestão de riscos.


Conclusão

Disaster Recovery é muito mais do que um simples backup.

Ele representa a capacidade de uma organização continuar funcionando mesmo diante de eventos graves e inesperados.

No universo mainframe, onde milhões de transações dependem de disponibilidade contínua, o DR é uma das camadas mais importantes para garantir que bancos, governos e grandes empresas continuem operando com segurança, confiabilidade e resiliência.

terça-feira, 27 de março de 2007

Introdução aos Conceitos de Performance em Mainframe

 

Bellacosa Mainframe e a introdução a performance no mainframe

Introdução aos Conceitos de Performance em Mainframe

Quando falamos em Performance em Mainframe, estamos falando da arte e da ciência de fazer com que aplicações, bancos de dados, transações online e processos batch executem com máxima eficiência, consumindo o mínimo possível de recursos computacionais.

No universo IBM Z, performance não significa apenas velocidade. Ela envolve:

✅ Tempo de resposta

✅ Consumo de CPU

✅ Uso de memória

✅ Acesso a disco

✅ Tráfego de rede

✅ Custos de licenciamento

✅ Capacidade futura do ambiente


O Que é Performance?

De forma simples:

Performance =
Quantidade de trabalho realizado
÷
Recursos consumidos

Um sistema é considerado eficiente quando consegue processar mais transações utilizando menos recursos.


Por Que Performance é Tão Importante?

Em ambientes Mainframe, pequenas melhorias podem representar economias enormes.

Exemplo:

1% de redução de CPU
↓
Menos consumo de MSU
↓
Redução de custos
↓
Economia anual significativa

Por isso, grandes bancos possuem equipes dedicadas exclusivamente à performance.


Os Quatro Pilares da Performance

CPU

É o cérebro do Mainframe.

Responsável por executar:

  • COBOL

  • PL/I

  • Java

  • CICS

  • IMS

  • DB2

Exemplo:

CPU = 90%

Pode indicar gargalo.


Memória

Armazena programas e dados em execução.

Analisa-se:

  • Frames

  • Real Storage

  • Paging

  • Cache

Problemas comuns:

Pouca memória
↓
Paging excessivo
↓
Lentidão

I/O (Entrada e Saída)

Envolve:

  • Discos

  • Storages

  • FICON

  • VSAM

  • DB2

Muitas vezes o gargalo não está na CPU, mas no acesso aos dados.


Rede

Hoje os Mainframes estão conectados a:

  • APIs

  • Cloud

  • Mobile

  • Open Banking

Logo, performance também envolve:

TCP/IP
OSA
HiperSockets
TLS

Conceitos Fundamentais

Tempo de Resposta

Quanto tempo o usuário espera.

Exemplo:

Consulta Saldo
↓
0,3 segundos

Excelente.


Throughput

Quantidade de trabalho processado.

Exemplo:

50.000 transações/segundo

Latência

Tempo necessário para iniciar uma operação.

Exemplo:

Aplicação
↓
DB2
↓
Resposta

Quanto menor, melhor.


Utilização

Percentual de uso de um recurso.

Exemplo:

CPU = 40%

Capacidade

Quanto o ambiente suporta antes de saturar.


Performance em Batch

Muito importante em Mainframe.

Exemplo:

JOB NOTURNO

Início: 22:00
Fim:    04:00

Objetivo:

22:00
↓
01:30

Menor janela batch.


Performance em CICS

Em ambiente online analisa-se:

  • Tempo de resposta

  • Número de transações

  • Esperas

  • Locks

Fluxo:

Terminal
↓
CICS
↓
COBOL
↓
DB2

Cada etapa é medida.


Performance em DB2

Grande parte dos problemas de performance está no SQL.

Exemplo ruim:

SELECT *
FROM CLIENTES

Melhor:

SELECT NOME
FROM CLIENTES
WHERE CPF = ?

Aspectos analisados:

  • Índices

  • Buffer Pools

  • Access Path

  • Tablespaces


Performance em COBOL

Algumas boas práticas:

Evitar Leitura Desnecessária

Ruim:

READ ARQUIVO

milhões de vezes.


Carregar Tabelas em Memória

Melhor:

READ UMA VEZ
↓
WORKING-STORAGE

Utilizar SEARCH ALL

Mais eficiente que busca sequencial.


Reduzir Chamadas ao Banco

Menos SQL significa:

Menos I/O
↓
Mais Performance

Principais Gargalos

CPU

Uso excessivo

Disco

I/O elevado

SQL

Full Table Scan

Rede

Latência

Aplicação

Loops ineficientes

Ferramentas de Performance

RMF

Resource Measurement Facility

Ferramenta nativa do z/OS.

Monitora:

  • CPU

  • Memória

  • I/O

  • Rede


SMF

System Management Facility

Gera registros estatísticos.

Exemplo:

SMF Type 30
SMF Type 110
SMF Type 101

OMEGAMON

Monitoramento em tempo real.

Muito utilizado para:

  • CICS

  • DB2

  • IMS

  • z/OS


MainView

Solução Broadcom.


Capacity Planning

Não basta analisar o presente.

É necessário prever o futuro.

Perguntas comuns:

O ambiente suporta
o crescimento do próximo ano?

Avalia:

  • CPU

  • Memória

  • Storage

  • Rede


MIPS e MSU

MIPS

Million Instructions Per Second

Métrica histórica.


MSU

Million Service Units

Mais utilizada atualmente.


zIIP e Performance

Os processadores zIIP ajudam a reduzir carga dos CPs.

Executam:

  • Java

  • XML

  • JSON

  • DB2

  • Analytics


Fluxo:

CP
↓
zIIP
↓
Menos CPU

Workload Manager (WLM)

Controla prioridades.

Exemplo:

PIX
↓
Alta Prioridade

Relatório
↓
Baixa Prioridade

Performance e Cloud

Hoje também envolve:

APIs
OpenShift
Containers
z/OS Connect
LinuxONE

O Papel do Analista de Performance

Ele atua como um "médico do Mainframe".

Analisa:

  • Sintomas

  • Gargalos

  • Tendências

  • Crescimento

E propõe otimizações.


Curiosidade

Muitas das técnicas modernas de observabilidade utilizadas em Cloud Computing possuem origem em conceitos que os profissionais de Mainframe já utilizavam desde as décadas de 1970 e 1980 através de ferramentas como RMF, SMF e monitores de desempenho.


Resumo Rápido

ConceitoObjetivo
CPUProcessamento
MemóriaArmazenamento temporário
I/OAcesso a dados
RedeComunicação
ThroughputVolume processado
LatênciaTempo de espera
RMFMonitoramento
SMFEstatísticas
OMEGAMONTempo real
WLMPriorização
zIIPOffload de processamento
Capacity PlanningPlanejamento futuro

Conclusão

Performance em Mainframe é uma disciplina estratégica que busca maximizar a eficiência dos recursos do IBM Z. Ela envolve monitoramento, análise, tuning e planejamento de CPU, memória, I/O, rede, aplicações COBOL, CICS, IMS e DB2. Dominar esses conceitos é fundamental para garantir que ambientes críticos continuem processando milhões de transações com rapidez, estabilidade e o menor custo possível.