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terça-feira, 26 de março de 2024

COBOL Multithread no Mainframe: O Lado Quântico da Força no IBM Z

Bellacosa Mainframe e o cobol multithread

COBOL Multithread no Mainframe: O Lado Quântico da Força no IBM Z

Quando o Padawan Descobre que um Programa COBOL Pode Executar Várias Trilhas de Execução Simultaneamente

Por Bellacosa Mainframe

"Seu pai conhecia uma técnica chamada multithreading. Era um poderoso aliado do lado luminoso da CPU, antes que o excesso de serialização o consumisse."

Mestre Sysprog Bellacosa


A Pergunta que Todo Padawan COBOL Faz

Após aprender:

  • CALL

  • Nested Programs

  • Recursividade

  • LE

  • RENT

  • THREADSAFE

surge uma dúvida inevitável.

Mestre...

Um programa COBOL pode criar Threads?

A resposta curta é:

Sim.

Mas...

Não da forma que Java, C++ ou Python fazem.

E aqui começa uma das partes mais interessantes da arquitetura IBM Z.


O mito do COBOL Monothread

Durante décadas, COBOL foi praticamente sinônimo de:

Uma tarefa

↓

Um programa

↓

Um fluxo

↓

Fim

Exemplo:

OPEN

PERFORM

READ

UPDATE

WRITE

CLOSE

STOP RUN

Linear.

Sequencial.

Determinístico.


Era suficiente.

Bancos.

Seguros.

Governo.

Folha pagamento.


Mas IBM Z mudou

Hoje temos:

LPARs

SMT

zIIP

SRB

TCB

OpenMP

POSIX

USS

Java

C++

Metal C

E COBOL começou a participar desse universo.


A resposta correta

Pergunta:

COBOL possui

CREATE THREAD

Não.

Não possui.


Pergunta:

COBOL pode executar multithread?

Sim.

Através do ambiente.


Onde isso é possível?

Basicamente.

USS

Unix System Services


LE

Language Environment


POSIX

pthread


CICS THREADSAFE


Java Integration

JNI


Metal C


Quando surgiu?

LE apareceu.

Década 90.

Posix Threads.

zOS UNIX.

Enterprise COBOL V3.

V4.

V5.

V6.


COBOL 6.5

convive perfeitamente.


O conceito

COBOL não cria.

COBOL participa.


Exemplo.

C cria.

COBOL executa.


Arquitetura

Programa Mestre


↓

pthread_create()


↓

Thread A


↓

COBOL


THREAD-CPF




Thread B


↓

COBOL


THREAD-END




Thread C


↓

COBOL


THREAD-PIX

Como funciona na memória

Cada thread possui:

PCB

TCB

Stack

Registers

PSW

LE Context


Exemplo

Thread 1

Stack

64 KB


Thread 2

64 KB


Thread 3

64 KB


Visualmente

MEMÓRIA



THREAD 1


STACK



THREAD 2


STACK



THREAD 3


STACK




HEAP



SHARED

O ponteiro de execução

Aqui está a magia.

Cada thread possui.

Instruction Pointer

PSW

Program Counter


Exemplo

Thread 1

EXECUTANDO


Linha 500

Thread 2

Linha 200

Thread 3

Linha 950

Todos simultaneamente.


CPU troca.

Dispatch.

Redispatch.


O Scheduler

zOS decide.

Não COBOL.


WLM.

Gerencia.

Prioridade.

Classe.

Importância.


Exemplo real

Sistema anti-fraude.


Thread 1

CPF


Thread 2

PIX


Thread 3

Cartão


Thread 4

IA


Programa pai espera.


Como esperar

Join.


Exemplo conceitual

THREAD CREATE


THREAD CREATE


THREAD CREATE



WAIT

COBOL recebe resultado.


Exemplo com C

Programa C

pthread_create();

Chama COBOL

THREADCPF

COBOL

PROGRAM-ID. THREADCPF.

Executa.


Retorna.


Pode fazer COBOL puro?

Praticamente não.


Enterprise COBOL

não possui.

START THREAD

Não existe.


Alternativa elegante

Múltiplas subtarefas

Batch.


Exemplo.

JOB

STEP1


STEP2


STEP3

Executando em paralelo.


JES2.


Muito usado.


Outra alternativa

CICS

THREADSAFE


Exemplo

Programa

THREADSAFE


Múltiplas tasks.


CICS gerencia.


THREADSAFE

Extremamente importante.


Programa comum

QR TCB


THREADSAFE

L8

T8


Múltiplas CPUs.


Maior throughput.


Cuidados

Working Storage

Perigoso.


Thread 1

WS=100


Thread 2

WS=500


Corrupção.


Melhor

LOCAL STORAGE


Exemplo

LOCAL-STORAGE SECTION.

Cada thread

sua cópia.


Reentrância

Obrigatório.


Programa

RENT


ou

REENTRANT

Sem isso.

Desastre.


Locks

Às vezes necessários.


Variável compartilhada.


Thread 1

incrementa


Thread 2

incrementa


Resultado errado.


Exemplo

100

esperado


Recebe

98


Race condition.


Segurança

Ataques possíveis.


Deadlock.


Starvation.


Race.


Stack exhaustion.


DoS.


Exemplo

Thread A

espera B


B espera C


C espera A

Fim.


Parado.


Performance

Depende.


CPU bound

Excelente.


I/O bound

Média.


DB2

Depende.


VSAM

Depende.


Locking.


zIIP

Grande vantagem.


LE

Java

XML

podem usar.


Economia MIPS.


Curiosidade

Maioria dos programas COBOL bancários.

Ainda.

Monothread.


Porque.

São rápidos.

Determinísticos.

Confiáveis.


Exemplo Arquitetura Moderna

MASTER


│


├── Thread CPF


├── Thread PIX


├── Thread AML


├── Thread IA


└── Thread LOG

Master acompanha.


Tabela.

THREAD-ID


STATUS


RC

Exemplo

001


RUNNING


002


ENDED


003


WAIT

Master coleta.


Merge.


Retorna.


Pode valer a pena?

Sim.

Análise fraude.

OCR.

JSON.

IA.

APIs.

Criptografia.

Scoring.


Não.

Leitura sequencial.

Sort.

Folha pagamento.

Batch tradicional.


O conselho do Mestre Bellacosa

Multithreading em COBOL no IBM Z é quase como pilotar um caça estelar experimental escondido em um hangar do datacenter. O motor existe, a tecnologia é impressionante, mas ela não foi colocada diretamente no painel de instrumentos do programador COBOL.

O COBOL clássico continua sendo uma linguagem essencialmente sequencial. Entretanto, quando combinado com Language Environment, POSIX Threads, USS, CICS THREADSAFE, Java ou Metal C, ele passa a habitar um universo onde dezenas de trilhas de execução podem coexistir dentro do mesmo endereço de memória, cada uma com seu próprio stack, contexto LE, PSW e ponteiro de instrução.

O verdadeiro Padawan precisa entender uma lição importante:

O programa COBOL não é o Mestre dos Threads.

Ele é um guerreiro altamente especializado convocado para executar missões dentro de um ecossistema que o IBM Z já domina há décadas.

E talvez essa seja a maior beleza do mainframe moderno: ele consegue executar milhões de transações por segundo, milhares de tarefas concorrentes e dezenas de linguagens diferentes, enquanto um antigo programa COBOL escrito há trinta anos continua processando registros tranquilamente, como um velho Mestre Jedi que já viu muitas gerações de processadores nascerem e desaparecerem na galáxia IBM Z.


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

☕💥 A Jornada do Padawan COBOL – Parte 9 Desvendando o Universo dos CALLs no Mainframe

 

Bellacosa Mainframe apresenta o call em cobol parte ix

☕💥 A Jornada do Padawan COBOL – Parte 9

Desvendando o Universo dos CALLs no Mainframe

JES2, SMF Internals, RMF, SRM, HiperSockets, Sysplex Distributor, Crypto Express, Telum AI e os Segredos dos Engenheiros IBM

Ou como descobrir que existe um universo inteiro trabalhando em silêncio enquanto seu COBOL executa um simples CALL

Por Vagner Bellacosa – Bellacosa Mainframe


O Dia em que o Padawan Descobre que o Mainframe Nunca Dorme

Depois de nove cafés, oito artigos, alguns S0C4 e incontáveis CALLs, o Padawan finalmente acredita que compreendeu o Mainframe.

Até que um Sysprog abre um painel do SDSF.

E mostra:

D A,L

D XCF

D OMVS

D WLM

D ASM

D SMF,O

Padawan:

— O que é isso?

Sysprog:

— Apenas o coração do z/OS batendo.


JES2

O Grande Mestre dos Jobs

Muitos desenvolvedores acreditam que JCL executa programas.

Na verdade não.

JCL conversa com JES.

JES conversa com o Initiator.

Initiator conversa com LE.

LE conversa com o programa.


Visualmente

JCL

↓

JES2

↓

Initiator

↓

LE

↓

COBOL

↓

CALL

↓

SUBPGM

O que JES2 faz?

Fila Jobs

Spool

Classes

Routing

Prioridades

Output

SYSOUT

Checkpoint


O easter egg

Existe banco executando:

300 mil jobs/dia

E JES2 nem sua.


SMF

O Diário do Mainframe

Padawan acha que logs são:

LOG4J

Splunk

ELK

CloudWatch

IBM criou algo décadas antes.

SMF.


SMF registra praticamente tudo.


Exemplos

SMF30

Batch

SMF70

CPU

SMF72

WLM

SMF110

CICS

SMF116

MQ

SMF101

DB2


Exemplo

SMF30

Programa

CPU

Elapsed

EXCP

Storage

RC

RMF

Resource Measurement Facility


O médico do Mainframe.


Ele mede:

CPU

I/O

Canal

Memória

Coupling Facility

WLM


Padawan pergunta:

— Meu programa está lento.

RMF responde:

— Seu programa está esperando disco.


SRM

System Resource Manager

Pouca gente conhece.

Mas todos usam.


SRM decide:

Quem usa CPU.

Quem espera.

Quem recebe prioridade.


Visualmente

Banco


↑


SRM


↓


Teste




WLM

Já vimos.

Mas agora profundamente.


Workload Manager


Ele pensa:

Cliente VIP?

Alta prioridade.

Teste?

Espera.


Exemplo

Classe A


99%



Classe B


40%



Classe C


10%

HiperSockets

Uma maravilha IBM.


Rede interna.

Sem cabo.

Sem switch.


LPAR

fala com

LPAR

pela memória.


Visualmente

LPAR A


====


MEMÓRIA



====


LPAR B

Latência?

Ridícula.


Sysplex Distributor

Balanceador.

IBM style.


Recebe.

Distribui.

Escolhe melhor LPAR.


Como um:

Nginx

Mas muito caro.

E muito bonito.


Crypto Express

O guardião.

Do reino.


Hardware dedicado.

Criptografia.


PIX

TLS

SSL

JWT

Open Banking


Tudo passa aqui.


Telum

IBM surpreendeu.


CPU

com IA.

No chip.


Exemplo

Fraude.

Cartão.

Pix.

Score.


Tempo.

Milissegundos.


O CALL invisível

Padawan escreve:

CALL 'AUTORIZA'

Na prática.

Pode envolver:

COBOL


↓

CICS


↓

MQ


↓

DB2


↓

Crypto Express


↓

Telum


↓

Sysplex


↓

CF


↓

Resposta




Enclave SRBs

Território avançado.


Permitem.

Executar trabalho.

Em engines especiais.


zIIP.

Ama isso.


Performance extrema

Veteranos observam:

SMF72

RMF

APA

Strobe


Exemplo

Programa

CPU

8 segundos

Após ajuste

500 ms


Como?

Mover.

XML.

Para zIIP.


Melhorar.

Storage.

Buffer.


Ajustar.

WLM.


Checklist Bellacosa

Dica 1

Leia SMF.


Dica 2

Aprenda RMF.


Dica 3

Conheça JES.


Dica 4

Use HiperSockets.


Dica 5

WLM é obrigatório.


Dica 6

Entenda Telum.


Dica 7

Crypto Express é fascinante.


Easter Egg Mainframe

Existe um pequeno grupo.

Capaz de olhar:

RMF Monitor III


SMF72


CF Activity


WLM Delay


SRB Time


E descobrir.

Em cinco minutos.

Por que um sistema bancário inteiro ficou lento.


Eles recebem muitos telefonemas.

Muito café.

Pouco reconhecimento.


São conhecidos.

Como:

Os Engenheiros IBM Z


Filosofia Jedi da Parte 9

O Padawan iniciante acredita:

Meu programa executa sozinho.

O desenvolvedor experiente pensa:

Meu programa depende do sistema.

O Mestre Mainframe entende:

Nenhum CALL existe isoladamente.

Ele depende de:

  • JES2

  • LE

  • WLM

  • SRM

  • RMF

  • SMF

  • XCF

  • Sysplex

  • Coupling Facility

  • Crypto Express

  • Telum AI

  • zIIP

  • HiperSockets

E o Arquiteto Supremo IBM Z sabe que, quando um desenvolvedor digita:

CALL 'SUBPGM'

ele está acionando silenciosamente décadas de engenharia IBM, dezenas de subsistemas, hardware especializado e mecanismos refinados durante mais de meio século, permitindo que bilhões de transações sejam executadas todos os dias com disponibilidade que continua sendo referência para toda a indústria.


Próxima aventura do Padawan COBOL – Parte 10

"As Últimas Runas do IBM Z: Telum II, Spyre AI Accelerator, Quantum Safe Cryptography, z/OS Connect Enterprise Edition, OpenTelemetry, Ansible, Zowe, DevOps e a Nova Ordem dos Arquitetos IBM Z."


terça-feira, 2 de julho de 2019

☕💥 A Jornada do Padawan COBOL – Parte 7 Desvendando o Universo dos CALLs no Mainframe

 

Bellacosa Mainframe explica o CALL em COBOL Parte VII

☕💥 A Jornada do Padawan COBOL – Parte 7

Desvendando o Universo dos CALLs no Mainframe

BALR, BASR, BASSM, SVC, PC, TCB, SRB, Cross Memory, zIIP e os Segredos dos Sysprogs Jedi do IBM Z

Ou como descobrir que, por trás de um simples CALL COBOL, existe um universo de instruções Assembly capaz de processar bilhões de transações por dia

Por Vagner Bellacosa – Bellacosa Mainframe


O dia em que o Padawan descobre que COBOL é apenas uma ilusão confortável

Até agora descobrimos:

✔ Static CALL

✔ Dynamic CALL

✔ Binder

✔ LE

✔ CICS

✔ APIs

✔ MQ

✔ REST

Mas existe algo que poucos desenvolvedores COBOL enxergam.

Quando você escreve:

CALL 'SUBPGM'

O hardware IBM Z não entende COBOL.

Ele entende.

Instruções Assembly

E é aqui que começa a verdadeira aventura.


O que existe por trás do CALL

Imagine:

Programa COBOL

Compilador

LE

Assembler

CPU z16


O processador executa algo semelhante a:

BALR R14,R15

ou

BASR R14,R15

BALR

Branch and Link Register

O avô do CALL.


Exemplo

BALR 14,15

O que faz?

Salva endereço retorno.

Desvia execução.


Visualmente


MAIN


00010000


BALR


↓


SUBPGM


00025000


EXECUTA


RETORNA




BASR

Mais moderno.


Branch and Save Register


Mesmo conceito.

Melhor otimização.


BASSM

Território Jedi.

Poucos entram.


Branch And Save And Set Mode


Troca modo.

24 bits.

31 bits.

64 bits.


Exemplo

BASSM R14,R15

Por que existe?

Compatibilidade.

Programas antigos.

AMODE mistos.


O conceito de Supervisor

Padawan acredita.

Programa faz tudo.

IBM sorri.


Usuário

não faz quase nada.


Sistema faz.


SVC

Supervisor Call


Programa pede ajuda.


Exemplo

SVC 99

Sistema operacional assume.

Executa.

Retorna.


Exemplos famosos

SVC 13

ABEND


SVC 99

Dynamic Allocation


SVC 19

OPEN


O Program Call

PC Instruction


Mais rápido.

Mais seguro.

Cross Memory.


Muito usado por:

RACF

DB2

JES2

SAF


Cross Memory

Território dos Sysprogs.


Endereço A

fala com

Endereço B


Visualmente


USER SPACE


↓


PC


↓


DB2 SPACE


↓


RETORNA



TCB

Task Control Block


Representa.

Uma tarefa.


CICS

Muitos TCBs.


Batch

Normalmente um.


SRB

Service Request Block


Mais leve.

Mais rápido.


Menos overhead.


Muito usado.

RMF

SMF

DB2


TCB versus SRB

CaracterísticaTCBSRB
PesoMédioLeve
CPUNormalMelhor
WAITSimNão
PerformanceBoaExcelente

zIIP

O sonho do financeiro.


Specialty Engine


Pode executar:

XML

Java

MQ

DRDA

REST

Analytics


CPU geral agradece.


HiperDispatch

Poucos conhecem.

IBM adora.


Mantém afinidade.

CPU cache.


Melhora latência.


LE Internals

Language Environment.


Controla.

Heap

Stack

Condition Handler

Exceptions

Threads

Storage


O Condition Handler

Exemplo

ON EXCEPTION

LE intercepta.

Processa.

Retorna.


Como nasce um S0C4

Programa

CALL

LE

Assembler

PSW

Address Exception

ABEND


O PSW

Program Status Word


Coração do processador.


Guarda

Modo

Estado

Máscaras

Endereço


IPCS mostra.


Registradores

IBM Z possui

16 registradores


R14

Retorno


R15

Entrada


R13

Save Area


Veteranos decoram.


Save Area

Mágica antiga.


Assembler

STM 14,12,12(13)

Salva contexto.


Retorna depois.


Porque COBOL parece mágico

O compilador faz.

Tudo isso.

Automaticamente.


Padawan escreve

CALL 'PAGTO'

IBM executa.

Milhares.

De instruções.


Dicas Bellacosa

Dica 1

Nunca ignore PSW.


Dica 2

Aprenda registradores.


Dica 3

Entenda LE.


Dica 4

Conheça SVC99.


Dica 5

Estude TCB.


Dica 6

SRB é ouro.


Dica 7

zIIP economiza dinheiro.


Easter Egg Mainframe

Existe um grupo de profissionais.

Que olha isto.

BALR 14,15

E imediatamente sabe.

AMODE.

RMODE.

PSW.

TCB.

Offset.

Storage Key.

Cross Memory.

PC Bit.

SRB.


São conhecidos pelos desenvolvedores COBOL como:

Os Sysprogs Jedi


Checklist Jedi da Parte 7

✅ Entender BALR

✅ Entender BASR

✅ Conhecer BASSM

✅ Saber SVC99

✅ Estudar LE

✅ Aprender TCB

✅ Aprender SRB

✅ Conhecer Cross Memory

✅ Entender PSW

✅ Conhecer IPCS

✅ Aproveitar zIIP

✅ Ler Assembly sem medo


A Filosofia Jedi do CALL – Parte 7

O Padawan iniciante acredita:

COBOL chama COBOL.

O desenvolvedor intermediário pensa:

COBOL usa LE.

O especialista entende:

COBOL é uma linguagem elegante construída sobre décadas de engenharia do z/Architecture, Assembly, supervisão do z/OS e mecanismos extremamente otimizados de gerenciamento de contexto.

E o Mestre Mainframe compreende algo ainda mais profundo:

Um simples CALL 'SUBPGM' é apenas a ponta visível de uma cadeia tecnológica refinada ao longo de mais de cinquenta anos, permitindo que um IBM Z execute bilhões de instruções por segundo com níveis de disponibilidade, segurança e eficiência que ainda hoje servem de referência para toda a indústria.


Próxima aventura do Padawan COBOL – Parte 8

"As Últimas Runas do Mainframe: DLLs Avançadas, Metal C, Callable Services, SAF, RACF, PC-Bit, APF, Dataspaces, Hiperspaces, Coupling Facility e os segredos que poucos profissionais IBM Z dominam."


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

🔥💣 MIPS, MSU E 4HRA: O “RELÓGIO NUCLEAR” DO MAINFRAME — COMO A IBM TRANSFORMOU PODER DE PROCESSAMENTO EM MOEDA CORPORATIVA 💣🔥

 

Bellacosa Mainframe cobrança de uso do mainframe mips msu e 4hra

🔥💣 MIPS, MSU E 4HRA: O “RELÓGIO NUCLEAR” DO MAINFRAME — COMO A IBM TRANSFORMOU PODER DE PROCESSAMENTO EM MOEDA CORPORATIVA 💣🔥

“No mundo distribuído você compra servidor.
No Mainframe… você compra TEMPO DE CPU.”

Existe um momento na carreira de todo programador COBOL sênior em que ele percebe uma verdade brutal:

O código não roda sozinho.

Ele gera CUSTO.

E no universo IBM Z, custo tem nome, sobrenome e décadas de engenharia financeira:

  • MIPS
  • MSU
  • R4HA / 4HRA
  • SCRT
  • Sub-Capacity Billing
  • Capacity Planning

Sim…
o batch que você escreveu.
o SORT gigantesco.
o LOOP mal otimizado.
o SQL sem índice.
o programa COBOL que explode CPU em fim de mês…

Tudo isso pode literalmente alterar a fatura milionária de um datacenter.

Bem-vindo ao lado invisível do Mainframe:

A ECONOMIA DA CPU.


☕ Antes de Tudo: O Que São MIPS?

MIPS

“Million Instructions Per Second”

O termo nasceu nos anos 1970/1980 como tentativa de medir poder computacional.

A ideia parecia simples:

“Quantas milhões de instruções a máquina executa por segundo?”

Mas havia um problema gigantesco:

Nem toda instrução custa igual.

Uma instrução pode:

  • mover bytes
  • fazer I/O
  • executar decimal arithmetic
  • chamar microcode
  • acessar cache
  • disparar canal

Resultado:

MIPS virou referência comercial… não técnica.

Mesmo assim o mercado adotou o termo como linguagem universal de capacidade computacional.


🚀 O NASCIMENTO DO MSU

A IBM percebeu rapidamente que “MIPS” era impreciso demais para cobrança.

Então criou o:

MSU

Million Service Units

A partir dos anos 1980/1990, o MSU virou o padrão comercial IBM para:

  • licensing
  • software pricing
  • capacidade
  • contratos
  • cobrança de software
  • sub-capacity billing

🧠 Quem Criou o Conceito?

Não existe um “inventor único” formal do MSU como há em linguagens de programação.

O conceito surgiu internamente na IBM como evolução dos modelos de medição de capacidade do System/370 e ESA/390.

A consolidação comercial aconteceu fortemente na década de 1990.


📅 Linha do Tempo Histórica

AnoEvento
1964IBM System/360 nasce
1970sMercado começa a usar MIPS
1980sIBM cria modelos de Service Units
1990sMSU vira padrão de licensing
1999IBM introduz Sub-Capacity Pricing
2000sSCRT automatiza relatórios
2000sR4HA vira base de cobrança
HojeTudo continua girando em MSU

💣 O QUE É 4HRA / R4HA?

Aqui começa a parte que faz gerente de infraestrutura perder o sono.

R4HA

Rolling 4-Hour Average

ou popularmente:

4HRA

A IBM percebeu que cobrar pico instantâneo seria injusto.

Então criou um modelo mais “suave”:


☕ Como Funciona?

O sistema mede uso de CPU continuamente.

Depois calcula:

A média móvel das últimas 4 horas.

O maior valor encontrado no mês:

vira referência de cobrança.

Sim…
UM pico monstruoso pode impactar o mês inteiro.


🔥 Exemplo Realista

Imagine:

HorárioUso
08h400 MSU
09h500 MSU
10h650 MSU
11h900 MSU
12h850 MSU

O R4HA pode disparar absurdamente.

Resultado:

aumento de licensing.


💣 O DIA EM QUE O COBOL VIROU FINANCEIRO

Muitos programadores COBOL descobrem tarde demais:

CPU = dinheiro.

Exemplos clássicos:

  • SORT desnecessário
  • READ sequencial gigante
  • PERFORM UNTIL infinito
  • SQL sem índice
  • tabelas carregadas em memória
  • loops com string manipulation
  • COMP-3 mal utilizado
  • decimal arithmetic excessiva

Um único batch pode:

  • aumentar R4HA
  • elevar custo mensal
  • gerar war room operacional

🚀 O MAINFRAME NÃO COBRA HARDWARE…

ELE COBRA PICO

Essa é a genialidade — e crueldade — do modelo IBM.

O cliente não paga apenas:

  • máquina
  • memória
  • storage

Ele paga:

capacidade consumida.


☕ SURGE O SUB-CAPACITY BILLING

Nos anos 1990/2000 surgiu uma revolução:

Sub-Capacity Pricing

Antes:
software era cobrado pela capacidade TOTAL da máquina.

Depois:
passou a cobrar apenas LPARs usadas.

Isso salvou bilhões para clientes IBM Z.


🧠 SCRT — O “LEÃO DA RECEITA FEDERAL” DO z/OS

SCRT

Sub-Capacity Reporting Tool

Ferramenta IBM usada para:

  • gerar relatórios
  • medir consumo
  • validar licensing
  • produzir auditoria

Ela virou peça obrigatória no ecossistema IBM Z.


💣 CURIOSIDADE ABSURDA

Muitos bancos possuem:

  • equipes de performance
  • capacity planners
  • especialistas WLM
  • analistas RMF

cuja função principal é:

evitar aumento de R4HA.

Sim…
existem profissionais dedicados exclusivamente a impedir picos de CPU.


🔥 WLM: O “CONTROLADOR DE TRÁFEGO” DA CPU

O:

Workload Manager (WLM)

decide:

  • prioridades
  • classes de serviço
  • distribuição de CPU
  • importância de workloads

Ele é essencial para:

  • evitar estouro de MSU
  • controlar picos
  • proteger SLAs

🚀 EXEMPLO COBOL QUE PODE VIRAR DESASTRE

PERFORM UNTIL EOF
READ ARQ
AT END
MOVE 'S' TO EOF
NOT AT END
PERFORM PROCURA-TABELA
END-PERFORM

Agora imagine:

  • tabela sem SEARCH ALL
  • milhões de registros
  • batch concorrente
  • fechamento mensal

BOOM:

CPU explode.


☕ OTIMIZAÇÃO COBOL = ECONOMIA REAL

No Mainframe:

performance não é vaidade.

É orçamento corporativo.

Por isso surgiram:

  • tuning specialists
  • CPU optimization
  • DB2 access path analysis
  • zIIP offloading
  • assembler tuning

🔥 zIIP: O “PARAÍSO FISCAL” DO MAINFRAME

zIIP

IBM Z Integrated Information Processor

CPU especial criada para:

  • reduzir custo de licensing
  • descarregar workload

Workloads elegíveis:

  • DB2
  • XML
  • Java
  • IPSec
  • z/OS Connect
  • 일부 sort
  • analytics

Quando workload vai para zIIP:

muitas vezes não entra na conta principal de MSU.

Sim…
é quase uma engenharia tributária computacional.


💣 EASTER EGG DO MUNDO IBM Z

Existe uma piada clássica entre sysprogs:

“O usuário acha que CPU nasce na parede.”

Outra:

“Batch ruim não derruba sistema. Derruba orçamento.”


☕ VANTAGENS DO MODELO IBM

✅ Justiça proporcional

Quem usa mais, paga mais.

✅ Escalabilidade gigantesca

Permite crescer sem trocar arquitetura.

✅ Controle refinado

WLM + RMF + SCRT oferecem precisão absurda.

✅ Confiabilidade

Modelo maduro há décadas.

✅ Incentiva otimização

Empresas investem em engenharia de performance.


💣 DESVANTAGENS

❌ Complexidade extrema

Pouca gente realmente entende R4HA.

❌ Licenciamento caro

Especialmente software third-party.

❌ Pico pode custar fortuna

Um batch mal planejado pode impactar o mês.

❌ Dependência de especialistas

Capacity planning é quase uma ciência.


🚀 O PARADOXO DO MAINFRAME

Quanto mais eficiente o sistema:

menos ele custa.

Por isso COBOL sênior ainda é tão valorizado.

Porque um veterano:

  • entende I/O
  • entende CPU
  • entende paging
  • entende VSAM
  • entende DB2
  • entende JCL
  • entende SORT
  • entende batch window

E principalmente:

entende impacto financeiro invisível.


☕ O QUE O PROGRAMADOR MODERNO NÃO PERCEBE

No mundo cloud:

  • desperdiça CPU
  • sobe container
  • cria pod
  • escala horizontalmente

No Mainframe:

eficiência é cultura ancestral.

Cada instrução conta.

Cada I/O importa.

Cada SQL pode custar dinheiro REAL.


🔥 O MAINFRAME TRANSFORMOU PERFORMANCE EM ECONOMIA

E talvez essa seja uma das maiores genialidades da IBM.

Ela criou um ecossistema onde:

  • arquitetura
  • software
  • performance
  • negócio
  • finanças

viraram uma coisa só.

O COBOL deixou de ser apenas linguagem.

Virou ferramenta de gestão financeira operacional.

E no fim…
o verdadeiro poder do programador sênior não é fazer o programa funcionar.

É fazê-lo funcionar consumindo MENOS CPU.

Porque no IBM Z:

eficiência vale ouro.

sexta-feira, 10 de março de 2017

A Jornada do Engenheiro de Performance em Mainframe : Quando um Cadete Embarca no USS Seaview

Bellacosa Mainframe e a jornada do engenheiro de performance em mainframe

 

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

A Jornada do Engenheiro de Performance em Mainframe

Quando um Cadete Embarca no USS Seaview e Descobre que o Verdadeiro Tesouro Não Está no Fundo do Oceano... Está Escondido Entre Milhões de Métricas do IBM Z

"Profundidade: 10.000 metros."

"Motores nucleares operando normalmente."

"Sonar ativo."

"Todos os sensores reportando dados."

O Capitão Lee Crane olha para o jovem cadete recém-chegado ao USS Seaview.

— Você sabe pilotar um submarino?

— Não, senhor.

— Então sabe interpretar o sonar?

— Ainda não.

— Conhece oceanografia?

— Também não.

O capitão sorri.

— Excelente. Você está exatamente onde todo grande engenheiro começou.

Essa pequena cena resume perfeitamente a Engenharia de Performance em Mainframe.

Ninguém nasce sabendo interpretar RMF.

Ninguém entende SMF na primeira semana.

Ninguém olha um relatório de WLM e imediatamente identifica um problema.

Tudo isso é aprendido.

E existe um caminho.

Este artigo é exatamente esse mapa.

Não um curso.

Mas um roteiro de formação para transformar um programador COBOL em um verdadeiro Engenheiro de Performance IBM Z.


A Grande Verdade

Existe uma diferença enorme entre:

Fazer um programa funcionar

e

Entender como o computador inteiro funciona.

O programador escreve aplicações.

O engenheiro de performance compreende o ecossistema inteiro.

Ele precisa enxergar aquilo que ninguém vê.

Enquanto um desenvolvedor observa:

READ CLIENTE

O especialista imagina imediatamente:

  • Quantos EXCPs isso gera?

  • O dataset está em cache?

  • Existe contenção?

  • O Buffer Pool está adequado?

  • O Storage está respondendo normalmente?

  • Esse acesso poderia usar Sequential Detection?

  • Existe leitura desnecessária?

É outro universo.


A Mentalidade Correta

Antes dos livros...

antes dos cursos...

antes das ferramentas...

é preciso desenvolver uma nova forma de pensar.

O engenheiro de performance não pergunta:

"Como resolver?"

Ele pergunta:

"Por que isso aconteceu?"

Essa simples mudança muda toda a carreira.


O Primeiro Ano

Imagine que você acabou de embarcar no Seaview.

Ninguém coloca um novato para controlar o reator nuclear.

Primeiro ele aprende o navio.

No IBM Z acontece exatamente o mesmo.


Etapa 1

Aprenda o Sistema Operacional

Antes de qualquer ferramenta...

aprenda z/OS.

Muito bem.

Estude:

  • IPL

  • Address Space

  • TCB

  • SRB

  • Dispatching

  • Cross Memory

  • Storage

  • Virtual Storage

  • Paging

  • Swapping

  • CSA

  • SQA

  • ECSA

  • Link Pack Area

  • APF

  • Catalog

  • SMS

  • JES2

  • JES3

Sem isso...

todo o restante fica confuso.


Por quê?

Porque performance nunca acontece apenas no COBOL.

Ela acontece dentro do z/OS.


Etapa 2

Aprenda Arquitetura IBM Z

Conheça profundamente:

CPC

Drawer

Books

CP

zIIP

ICF

SAP

LPAR

PR/SM

Channel Subsystem

OSA

FICON

Coupling Facility

Memory

Cache

HMC

SE

Imagine o Seaview.

Antes de mergulhar você precisa conhecer:

  • motores

  • hélices

  • sonar

  • casco

  • radar

  • reator

O IBM Z também é um navio.


Etapa 3

CPU

Aqui começa o verdadeiro mundo da performance.

Aprenda:

CPU Time

Elapsed Time

Dispatch Time

Wait Time

SRB Time

TCB Time

PR/SM

Weight

LPAR

Logical CPU

Physical CPU

SMT

Vertical High

Vertical Medium

Vertical Low

Entenda:

GCP

zIIP

IFL

ICF

SAP

Nunca mais olhe apenas:

CPU = 90%

Pergunte:

90% de quê?


Etapa 4

Memória

Aprenda:

Frames

Pages

Paging

Working Set

Central Storage

Expanded Storage (história)

Auxiliary Storage

Frames Reais

Virtual Storage

Buffer Pool

Hiperspace

Data Spaces

Memory Objects

A memória explica inúmeros problemas aparentemente "misteriosos".


Etapa 5

I/O

Talvez o assunto mais importante.

Estude:

Channel

CU

Device

Volume

Cache

FICON

IOSQ

Pending

Connect

Disconnect

Response Time

EXCP

DASD

FlashSystem

RAID

Storage Class

SMS

Cache Miss

Write Pending

Buffering

Sem dominar I/O...

não existe engenheiro de performance.


Easter Egg

Na série Viagem ao Fundo do Mar...

o sonar era mais importante que o periscópio.

No Mainframe...

o I/O costuma ser mais importante que CPU.


Segundo Ano

Agora você começa a estudar subsistemas.


CICS

Aprenda:

Task

Transaction

Program

COMMAREA

Channel

Threadsafe

QR

L8

Open TCB

MXT

SOS

DSALIM

Storage

Temporary Storage

Transient Data

Journal

Mirror

TOR

AOR

FOR

Pipeline

IPIC

MRO

ISC

EXCI

Performance CICS é um universo inteiro.


Db2

Estude:

Access Path

RUNSTATS

REBIND

Package

Plan

RID List

Getpage

Prefetch

Index

Cluster Ratio

Lock

Latch

Buffer Pool

Sort

Stage 1

Stage 2

CPU SQL

RID Overflow

Parallelism

Dynamic SQL

Static SQL

Performance Db2 é quase uma especialização própria.


MQ

Aprenda:

Queue

Channel

Trigger

Persistent

Non Persistent

Commit

Rollback

Backout

Depth

Dead Letter Queue

Transmission Queue

Cluster

MQ também impacta performance.


IMS

Mesmo que nunca utilize...

conheça.

Principalmente:

DL/I

PSB

PCB

Database

Fast Path

Message Queue

TM

DB


WLM

Aqui mora a inteligência do z/OS.

Aprenda:

Service Class

Report Class

Velocity

Response Time

Importance

Goals

Classification

Policy

Performance sem WLM...

é impossível.


Ferramentas

Agora sim.

Chegou a hora.


RMF

Aprenda:

Monitor I

Monitor II

Monitor III

Postprocessor

Reports


SMF

Este será seu melhor amigo.

Conheça:

SMF 30

SMF 70

SMF 72

SMF 74

SMF 80

SMF 100

SMF 101

SMF 110

SMF 115

SMF 116

Cada registro conta uma história.


SDSF

Domine completamente.

Aprenda:

DA

ST

H

LOG

INPUT

OUTPUT

JESMSGLG

JESJCL

SYSOUT


OMEGAMON

Depois:

OMEGAMON

z/OS

CICS

Db2

MQ

Storage

Network


IntelliMagic Vision

Aprenda:

Health Insights

Topology

Trend

Change Detection

Capacity

Forecast

Anomaly

Correlation

Drill Down

Rating

É uma das ferramentas mais impressionantes existentes hoje.


Estatística

Surpresa.

Todo engenheiro de performance precisa entender estatística.

Não avançada.

Mas suficiente.

Estude:

Média

Moda

Mediana

Percentil

Desvio Padrão

Correlação

Distribuição

Outlier

Baseline

Forecast

Sazonalidade

Sem estatística...

não existe Capacity Planning.


Capacity Planning

Depois de dominar performance...

aprenda previsão.

Pergunte:

Quando acabará CPU?

Quando acabará memória?

Quando precisaremos de outro CPC?

Quando o licenciamento aumentará?

Como reduzir MSU?

Como aproveitar melhor zIIP?


Custos

Aqui está um assunto que quase ninguém ensina.

Performance também significa dinheiro.

Um SQL ruim pode custar milhares de horas de CPU por mês.

Um loop desnecessário pode aumentar MSUs.

Uma política WLM inadequada pode provocar desperdício.

Um buffer pool pequeno pode multiplicar leituras físicas.

Um zIIP subutilizado pode elevar custos de software.

O melhor engenheiro de performance pensa como um engenheiro e como um gestor.


O Que Ler

Monte sua biblioteca.

IBM Redbooks

IBM Documentation

RMF User Guide

SMF Manuals

Principles of Operation

DFSMS Redbooks

Db2 Performance Guides

CICS Performance Guide

WLM Redbooks

Enterprise COBOL Programming Guide

Arquitetura de Computadores

Sistemas Operacionais

Estatística

Filas

Teoria das Filas

Capacity Planning

AIOps

Observabilidade


O Que Praticar

Leia SMFs.

Analise RMFs.

Observe gráficos.

Faça comparações.

Monte dashboards.

Descubra gargalos.

Correlacione métricas.

Explique resultados.

Escreva relatórios.

Ensine outras pessoas.

Ensinar acelera o aprendizado.


O Perfil Ideal

O engenheiro de performance gosta de:

✔ investigar

✔ medir

✔ comparar

✔ questionar

✔ procurar padrões

✔ estudar arquitetura

✔ entender negócios

✔ resolver problemas difíceis

Ele é menos "programador".

E mais "cientista".


A Evolução da Carreira

O caminho normalmente segue algo parecido com:

Programador COBOL

Programador Sênior

Especialista CICS/Db2

Analista Técnico

Performance Analyst

Capacity Planner

System Performance Engineer

IBM Z Architect

Enterprise Performance Consultant

Chief Performance Engineer

Não existe pressa.

Existe evolução contínua.


Curiosidades Bellacosa

☕ Um único dia de operação de um grande banco pode produzir milhões de registros SMF.

☕ Muitos problemas atribuídos ao COBOL têm origem em SQL, storage, WLM ou infraestrutura.

☕ O melhor relatório de performance é aquele que explica o impacto no negócio, não apenas os números.

☕ A maioria dos grandes especialistas em performance começou como programador ou operador e desenvolveu a capacidade de conectar métricas, arquitetura e processos de negócio.

☕ Ferramentas modernas como IBM Z IntelliMagic Vision aceleram a análise, mas não substituem o conhecimento de arquitetura. Elas ajudam o especialista a enxergar mais rápido, mas é o especialista quem transforma dados em decisões.


Missão Final – A Última Viagem do Seaview

Depois de anos estudando, você retorna ao centro de controle do USS Seaview.

O sonar detecta uma anomalia.

Os alarmes começam.

Todos olham para você.

Ninguém pergunta:

"Qual é a CPU?"

Perguntam:

"O que está acontecendo?"

Você consulta RMF, SMF, OMEGAMON, IntelliMagic Vision, WLM e os monitores dos subsistemas. Em poucos minutos percebe que o problema não está na CPU, nem no CICS, nem no Db2.

Um volume de storage apresenta aumento no tempo de resposta, gerando filas de I/O, elevando o tempo de espera das transações e causando degradação em cascata.

Você explica a causa, demonstra as evidências, estima o impacto no negócio e propõe a correção.

Nesse instante, você deixa de ser apenas um programador COBOL.

Você se torna um verdadeiro Engenheiro de Performance em Mainframe.

Porque, no universo Bellacosa Mainframe, performance não é decorar relatórios.

É aprender a ouvir o sonar invisível do IBM Z antes que o oceano inteiro perceba que existe um problema.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Engenharia de Performance em Mainframe : Coboleiro Embarca no Seaview e Descobre que CPU Alta é Apenas o Primeiro Sinal no Sonar

 

Bellacosa Mainframe e a engenharia de performance no mainframe

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Engenharia de Performance em Mainframe sem Mistérios

Quando um Programador COBOL Embarca no Seaview e Descobre que CPU Alta é Apenas o Primeiro Sinal no Sonar

O painel do submarino começa a piscar.

Uma luz amarela acende na sala de controle.

Depois outra.

No sonar, um objeto gigantesco se aproxima lentamente pelo lado de boreste.

O Capitão pergunta:

— É uma criatura marinha?

O operador responde:

— Negativo, senhor. Parece uma fila de I/O crescendo no volume de produção.

O Almirante observa os instrumentos, ajusta os óculos e diz:

— Então chamem o engenheiro de performance. E tragam café.

Bem-vindo à Engenharia de Performance em Mainframe, uma disciplina em que números aparentemente inocentes podem esconder problemas capazes de afetar milhões de transações, atrasar processamento batch, aumentar custos de software e transformar uma madrugada tranquila em uma expedição ao fundo do oceano.

Para um programador COBOL iniciante, performance pode parecer assunto exclusivo de sysprog, especialista de capacidade ou administrador de sistemas. Mas isso é um erro.

Seu programa consome CPU.

Seu programa faz I/O.

Seu programa acessa Db2, VSAM, IMS, MQ e CICS.

Seu programa pode gerar contenção, espera, filas, locks, page-ins, excesso de logging, leitura desnecessária e milhões de instruções que ninguém percebeu durante os testes.

Portanto, entender Engenharia de Performance não é abandonar o COBOL.

É aprender a enxergar o mundo que existe abaixo de cada READ, cada WRITE, cada EXEC CICS, cada SELECT e cada CALL.


1. O que é Engenharia de Performance?

Engenharia de Performance é o conjunto de práticas usadas para medir, analisar, prever, otimizar e controlar o comportamento de sistemas computacionais.

No mainframe, ela procura responder perguntas como:

  • O sistema está entregando o tempo de resposta esperado?

  • Existe capacidade suficiente para o crescimento?

  • Qual workload está consumindo mais recursos?

  • O problema está na aplicação, no sistema operacional, no banco, no storage ou na rede?

  • A utilização atual é normal?

  • Existe uma tendência de saturação?

  • Quanto custa essa ineficiência?

  • O ambiente sobreviverá ao próximo fechamento mensal?

  • O novo release aumentou CPU?

  • O zIIP está sendo bem utilizado?

  • O WLM está protegendo as aplicações críticas?

Engenharia de Performance não é simplesmente olhar um gráfico de CPU.

É entender a relação entre:

carga + recursos + prioridade + arquitetura + tempo + custo + impacto no negócio.

No Seaview, não basta saber a profundidade.

É necessário saber a pressão do casco, a velocidade, o combustível, a direção da corrente, a temperatura da água e a distância até o próximo porto.

No IBM Z acontece exatamente o mesmo.


2. Performance não é velocidade

Muita gente usa “performance” como sinônimo de rapidez.

Mas performance é mais ampla.

Um sistema pode ser rápido e mesmo assim ser ineficiente.

Imagine um programa COBOL que termina em dois minutos, mas consome uma quantidade absurda de CPU. Talvez ele pareça rápido porque o mainframe possui muita capacidade disponível. Porém, quando centenas de programas semelhantes executarem ao mesmo tempo, o problema aparecerá.

Da mesma forma, um sistema pode ter baixa CPU e apresentar péssimo tempo de resposta porque está esperando por:

  • I/O;

  • locks;

  • ENQ;

  • storage;

  • rede;

  • fila MQ;

  • Db2;

  • VSAM;

  • tape;

  • outro address space;

  • tarefa serializada;

  • serviço externo.

A primeira grande lição é esta:

CPU alta não significa necessariamente problema, e CPU baixa não significa necessariamente saúde.


3. As principais atividades do engenheiro de performance

O profissional de performance atua em várias frentes.

Monitoramento

Ele acompanha o ambiente continuamente.

Observa:

  • consumo de GCP;

  • consumo de zIIP;

  • utilização de LPAR;

  • peso de partição;

  • dispatch time;

  • paging;

  • I/O;

  • response time;

  • filas;

  • WLM;

  • service classes;

  • storage;

  • CICS;

  • Db2;

  • IMS;

  • MQ;

  • batch;

  • redes;

  • Coupling Facility.

O objetivo é perceber desvios antes que o usuário perceba.

Análise de incidentes

Quando ocorre lentidão, timeout, abend em massa, filas ou degradação, o especialista procura a causa.

Ele pergunta:

  • Quando começou?

  • O que mudou?

  • Quais sistemas foram afetados?

  • Foi geral ou localizado?

  • O problema é recorrente?

  • Existe correlação com deploy, batch, fechamento ou pico de usuários?

  • Houve alteração de configuração?

  • Algum recurso ficou saturado?

Planejamento de capacidade

Aqui o foco deixa de ser apenas “o que está acontecendo?” e passa a ser:

“O que acontecerá daqui a três, seis ou doze meses?”

O especialista analisa crescimento, sazonalidade, novas aplicações, migrações, aquisições e projeções de negócio.

Otimização de custos

No mainframe, performance e custo caminham juntos.

Um programa que utiliza CPU demais pode aumentar o custo de software.

Uma consulta Db2 mal desenhada pode consumir milhões de instruções desnecessárias.

Um workload que poderia usar zIIP pode acabar executando em GCP.

Um fechamento mal planejado pode elevar o pico mensal de consumo.

O engenheiro de performance não procura apenas velocidade.

Procura eficiência econômica.

Avaliação de mudanças

Antes e depois de uma mudança, ele compara resultados.

Exemplos:

  • nova versão do compilador COBOL;

  • mudança de índices Db2;

  • novo release de CICS;

  • atualização de z/OS;

  • aumento de memória;

  • mudança de WLM;

  • alteração de topology;

  • migração de storage;

  • nova política de batch;

  • modernização para API.


4. O dia a dia de um especialista

A rotina varia conforme a empresa, mas geralmente começa pela observação da saúde do ambiente.

Imagine o engenheiro chegando à sala de controle do Seaview.

Ele não começa desmontando o motor.

Primeiro, olha os instrumentos.

Pela manhã

Normalmente verifica:

  • incidentes da madrugada;

  • jobs que atrasaram;

  • batch critical path;

  • picos de CPU;

  • uso de zIIP;

  • filas de I/O;

  • tempo de resposta CICS;

  • threads Db2;

  • locks e deadlocks;

  • filas MQ;

  • paging;

  • alertas de storage;

  • goals perdidos pelo WLM.

Também compara com o comportamento esperado.

Se o fechamento mensal sempre eleva a CPU, isso pode ser normal.

Se uma terça-feira comum apresenta o mesmo pico de um fechamento, algo precisa ser investigado.

Durante o dia

O especialista participa de reuniões com:

  • aplicações;

  • infraestrutura;

  • banco de dados;

  • storage;

  • redes;

  • capacity planning;

  • gestão;

  • arquitetura;

  • fornecedores.

Ele traduz linguagem técnica para impacto de negócio.

Não basta dizer:

“houve aumento de 22% no dispatch time”.

É necessário explicar:

“o aumento ocorreu no período de maior volume, afetou o tempo de resposta do serviço de pagamentos e pode comprometer o SLA caso o crescimento continue”.

No final do dia

Pode gerar relatórios, registrar conclusões, revisar mudanças e atualizar previsões.

Uma análise que não é documentada tende a ser esquecida.

E um problema esquecido costuma voltar.


5. Principais fontes de dados

O mainframe é provavelmente uma das plataformas mais instrumentadas da história da computação.

Ele gera telemetria detalhada há décadas.

SMF

O System Management Facility é o grande diário de bordo do z/OS.

Registra uma enorme variedade de eventos e medições.

Há registros para:

  • jobs;

  • steps;

  • CPU;

  • datasets;

  • Db2;

  • CICS;

  • MQ;

  • WLM;

  • storage;

  • segurança;

  • rede;

  • hardware;

  • utilização de processadores.

Para o engenheiro de performance, SMF é ouro.

Sem dados históricos, muitas conclusões viram opinião.

RMF

O Resource Measurement Facility ajuda a medir recursos do sistema.

Ele oferece informações sobre:

  • CPU;

  • memória;

  • paging;

  • I/O;

  • channels;

  • Coupling Facility;

  • workload;

  • delays;

  • utilização de dispositivos.

O RMF é como o conjunto de sensores da sala de máquinas.

Monitor III

Permite observar comportamento mais próximo do tempo real.

É muito útil durante incidentes.

Você pode investigar quem está esperando, qual workload está atrasado e onde existe contenção.

Dados das subsistemas

CICS, Db2, IMS, MQ, storage e redes também possuem seus próprios monitores e registros.

É por isso que performance exige visão integrada.

Um problema no CICS pode ter origem no Db2.

Um problema no Db2 pode ter origem no storage.

Um problema no storage pode refletir em timeouts na aplicação.

Tudo está conectado.


6. Principais ferramentas

Cada empresa utiliza um conjunto diferente, mas algumas categorias aparecem com frequência.

IBM RMF e SMF

São a base da análise de performance no z/OS.

IBM OMEGAMON

Muito usado para monitoramento de:

  • z/OS;

  • CICS;

  • Db2;

  • IMS;

  • MQ;

  • storage;

  • redes.

Ajuda a visualizar métricas, alertas e problemas em tempo próximo do real.

IntelliMagic Vision for IBM Z

Transforma grandes volumes de dados operacionais em análises visuais, correlações, Health Insights, tendências e detecção de mudanças.

Sua força está em reunir dados de diversas áreas e aplicar conhecimento especializado.

IBM Z Performance and Capacity Analytics

Ajuda na análise histórica, relatórios e planejamento.

BMC AMI

Possui soluções para monitoramento, automação, performance e gestão operacional.

Broadcom Mainframe Software

Inclui ferramentas de monitoramento, performance, automação e capacity management.

SDSF

Embora não seja uma plataforma completa de performance, o SDSF é fundamental para analisar jobs, address spaces, utilização e situações operacionais.

Db2 Performance Expert e monitores Db2

Essenciais para investigar:

  • SQL;

  • threads;

  • locks;

  • buffer pools;

  • getpages;

  • I/O;

  • accounting;

  • statistics.

CICS Performance Analyzer

Ajuda a entender transações CICS, tempo de resposta, CPU, waits e comportamento das tarefas.


7. O que analisar em CPU

CPU é importante, mas deve ser analisada com contexto.

GCP

Os General Purpose Processors executam a maior parte do trabalho tradicional.

O especialista observa:

  • utilização média;

  • picos;

  • distribuição entre LPARs;

  • CPU por workload;

  • CPU por job;

  • CPU por transação;

  • CPU por programa;

  • crescimento histórico.

zIIP

O zIIP executa workloads elegíveis, como partes de Db2, Java, XML, criptografia e outros componentes.

É importante analisar:

  • quanto trabalho é elegível;

  • quanto está realmente executando no zIIP;

  • quanto está transbordando para GCP;

  • se existe capacidade suficiente de zIIP;

  • se aplicações poderiam aproveitar mais esse recurso.

Um ambiente com zIIP saturado pode enviar trabalho elegível para processadores gerais, aumentando custos.

Dispatch Time

É o tempo em que uma unidade de trabalho realmente executa em processador.

Se o workload está pronto, mas não recebe CPU, pode haver atraso de dispatch.

LPAR Busy e CPC Busy

Uma LPAR pode estar muito ocupada enquanto o CPC ainda possui capacidade.

Ou o CPC inteiro pode estar perto do limite.

São situações diferentes.


8. O que analisar em memória

No z/OS, memória insuficiente pode gerar paging.

Paging significa que páginas de memória precisam ser movidas entre armazenamento central e auxiliar.

Algum paging pode ser normal.

Paging excessivo é como obrigar a tripulação do Seaview a buscar cada ferramenta em um depósito localizado três compartimentos abaixo.

O especialista observa:

  • page-ins;

  • page-outs;

  • frames;

  • storage central;

  • auxiliary storage;

  • working sets;

  • utilização por address space;

  • pressão de memória;

  • storage shortages.

Em CICS, também é necessário observar áreas como DSAs.

Em Db2, buffer pools são fundamentais.


9. O que analisar em I/O

I/O é uma das áreas mais importantes.

Um programa pode estar usando pouca CPU porque passa quase todo o tempo esperando dados.

Métricas comuns incluem:

  • I/O rate;

  • response time;

  • connect time;

  • disconnect time;

  • pending time;

  • IOSQ time;

  • cache hit;

  • quantidade de operações;

  • concentração por volume;

  • concentração por device;

  • throughput.

IOSQ

Representa espera na fila do subsistema de I/O.

Se muitos pedidos aguardam para usar o mesmo recurso, IOSQ pode crescer.

Pending Time

Pode indicar espera antes que a operação seja atendida.

Connect Time

É o tempo de transferência efetiva.

Disconnect Time

Pode envolver períodos em que o dispositivo não está conectado ao canal durante a operação.

A relação entre esses tempos ajuda a descobrir onde está o atraso.


10. O que analisar em CICS

No CICS, o especialista verifica:

  • response time;

  • dispatch time;

  • suspend time;

  • CPU por transação;

  • quantidade de tasks;

  • MXT;

  • storage;

  • waits;

  • file control;

  • Db2 calls;

  • MQ calls;

  • temporary storage;

  • transient data;

  • program loads;

  • abends;

  • transaction rate.

Um tempo de resposta alto pode ser dividido em partes.

Talvez a transação tenha executado apenas 20 milissegundos de CPU, mas esperado dois segundos por Db2.

Logo, otimizar o COBOL pode não resolver.

É necessário identificar onde a transação ficou suspensa.


11. O que analisar em Db2

Db2 merece uma expedição própria.

Os principais pontos incluem:

  • SQL com maior CPU;

  • SQL com maior elapsed time;

  • getpages;

  • synchronous reads;

  • dynamic prefetch;

  • buffer pool hit ratio;

  • locks;

  • suspensions;

  • deadlocks;

  • timeouts;

  • sort;

  • package;

  • thread;

  • commit frequency;

  • logging;

  • uso de índice;

  • acesso tablespace scan.

Uma instrução SQL aparentemente simples pode provocar milhões de getpages.

Um índice ausente pode transformar uma busca seletiva em varredura completa.

Um commit mal posicionado pode causar logging excessivo.

Dica Bellacosa

Nunca otimize SQL olhando apenas o texto.

Olhe também:

  • access path;

  • cardinalidade;

  • estatísticas;

  • frequência;

  • volume;

  • custo acumulado.

Um SQL que custa pouco, mas executa 10 milhões de vezes, pode ser mais importante que um SQL caro executado uma vez.


12. O que analisar em VSAM

Em VSAM, observe:

  • EXCP;

  • CI splits;

  • CA splits;

  • free space;

  • bufferização;

  • número de acessos;

  • acesso sequencial ou aleatório;

  • tamanho do cluster;

  • distribuição de chaves;

  • reorganização;

  • sharing;

  • RLS.

Um KSDS com muitos splits pode sofrer degradação progressiva.

Um programa que faz leituras aleatórias em massa pode gerar enorme I/O.

Uma chave mal distribuída pode concentrar atividade.


13. Solução de problemas passo a passo

Quando chega a mensagem clássica:

“O sistema está lento.”

Não comece alterando parâmetros.

Comece investigando.

Passo 1 — Defina o problema

“Lento” significa o quê?

  • tela demorando?

  • batch atrasando?

  • timeout?

  • CPU alta?

  • fila crescendo?

  • relatório demorando?

  • apenas um usuário?

  • todos os usuários?

Sem delimitar o problema, você investiga o oceano inteiro.

Passo 2 — Descubra quando começou

Determine:

  • horário;

  • duração;

  • frequência;

  • recorrência;

  • relação com mudança;

  • relação com pico de negócio.

Passo 3 — Identifique o escopo

Foi afetado:

  • um programa?

  • uma transação?

  • um CICS?

  • uma LPAR?

  • um Sysplex?

  • toda a empresa?

Passo 4 — Compare com baseline

Use períodos equivalentes.

Compare terça com terça.

Fechamento com fechamento.

Horário comercial com horário comercial.

Comparações ruins geram conclusões ruins.

Passo 5 — Procure mudanças

Verifique:

  • deploy;

  • parâmetros;

  • WLM;

  • índices;

  • volume;

  • hardware;

  • storage;

  • rede;

  • políticas;

  • releases;

  • crescimento de dados.

Passo 6 — Decomponha o tempo

Tempo total pode ser dividido em:

  • CPU;

  • I/O;

  • lock;

  • queue;

  • dispatch;

  • network;

  • subsystem;

  • application wait.

Descubra onde o tempo foi gasto.

Passo 7 — Correlacione

Não olhe métricas isoladamente.

Exemplo:

  • response time aumentou;

  • CPU não aumentou;

  • IOSQ aumentou;

  • storage response piorou;

  • batch iniciou no mesmo horário.

Agora existe uma hipótese forte.

Passo 8 — Valide a causa

Não pare na primeira coincidência.

Confirme com evidências.

Passo 9 — Corrija de forma controlada

Faça uma mudança por vez, quando possível.

Caso contrário, você não saberá qual ação resolveu o problema.

Passo 10 — Meça novamente

Sem medição posterior, não existe prova de melhoria.


14. A questão dos custos

No IBM Z, consumo técnico pode virar custo financeiro.

Considere um programa batch que consome 5% a mais de CPU depois de uma alteração.

Parece pouco.

Mas, se ele executa diariamente, em múltiplas LPARs e durante o pico, pode influenciar:

  • licenciamento;

  • capacidade contratada;

  • necessidade de upgrade;

  • consumo mensal;

  • janela batch;

  • risco operacional.

Imagine que uma otimização evite a ativação antecipada de capacidade adicional.

Ela pode representar economia de centenas de milhares ou até milhões de reais ao longo do tempo.

Não porque o COBOL ficou “mais elegante”, mas porque o sistema passou a usar menos recursos para entregar o mesmo resultado.

Custo de oportunidade

Há também custos indiretos:

  • cliente esperando;

  • transação abandonada;

  • SLA violado;

  • batch que invade horário comercial;

  • equipe mobilizada em incidente;

  • multas;

  • indisponibilidade;

  • desgaste da marca.

Performance é uma disciplina técnica com impacto financeiro direto.


15. Como evoluir na carreira

Para um programador COBOL iniciante, o caminho pode ser gradual.

Etapa 1 — Entenda seu programa

Aprenda a responder:

  • quanto CPU ele usa?

  • quanto I/O ele gera?

  • quais arquivos acessa?

  • quais tabelas consulta?

  • quantas vezes executa?

  • qual volume processa?

  • qual é o tempo total?

  • qual parte mais demora?

Etapa 2 — Aprenda a ler ferramentas básicas

Comece com:

  • SDSF;

  • JES;

  • SYSOUT;

  • mensagens;

  • accounting;

  • planos de execução;

  • estatísticas do job;

  • EXCP;

  • CPU time;

  • elapsed time.

Etapa 3 — Estude z/OS

Aprenda:

  • address spaces;

  • dispatch;

  • WLM;

  • LPAR;

  • CPC;

  • paging;

  • I/O;

  • service classes.

Etapa 4 — Estude subsistemas

Escolha uma área:

  • CICS;

  • Db2;

  • IMS;

  • MQ;

  • storage.

Aprofunde-se.

Etapa 5 — Aprenda estatística básica

Você não precisa se tornar matemático.

Mas deve compreender:

  • média;

  • mediana;

  • percentil;

  • desvio padrão;

  • tendência;

  • sazonalidade;

  • correlação;

  • outlier;

  • baseline.

Etapa 6 — Aprenda negócio

Pergunte:

  • qual aplicação é crítica?

  • qual horário é sensível?

  • qual transação gera receita?

  • qual batch não pode atrasar?

  • qual SLA deve ser protegido?

O melhor engenheiro de performance não é quem conhece mais gráficos.

É quem sabe quais gráficos importam.


16. Erros comuns

Olhar apenas CPU

É o erro mais frequente.

Usar médias que escondem picos

Uma média diária de 40% pode esconder dez minutos a 100%.

Comparar períodos diferentes

Comparar domingo com segunda é perigoso.

Ignorar o negócio

Nem toda anomalia é prioridade.

Ajustar sem medir

Tuning sem baseline é superstição técnica.

Culpar a aplicação cedo demais

Às vezes o problema está no storage, WLM, rede ou infraestrutura.

Culpar a infraestrutura cedo demais

Às vezes um loop COBOL ou SQL ruim é o verdadeiro monstro.


17. Easter eggs do Seaview

Em toda missão do Seaview havia três certezas:

  1. alguma luz vermelha piscaria;

  2. o sonar detectaria algo inexplicável;

  3. alguém sugeriria mergulhar ainda mais fundo.

Na Engenharia de Performance também existem três certezas:

  1. algum gráfico ficará vermelho;

  2. o problema será mais complexo do que parecia;

  3. alguém sugerirá aumentar CPU antes de analisar a causa.

Resista à terceira tentação.

Mais hardware pode mascarar ineficiência.

É como reforçar o casco sem descobrir por que o submarino está colidindo com as rochas.


18. Curiosidades Bellacosa

O mainframe mede performance com profundidade há muitas décadas, muito antes da popularização do termo “observabilidade”.

SMF e RMF já registravam dados operacionais quando muitos sistemas distribuídos ainda dependiam de logs simples.

O WLM não é apenas um agendador. Ele gerencia prioridades com base em objetivos de serviço.

zIIP não é apenas “CPU mais barata”. É uma parte estratégica da arquitetura econômica do IBM Z.

Uma aplicação COBOL eficiente pode continuar valiosa por décadas, justamente porque seu comportamento é previsível, estável e mensurável.

A maioria dos grandes problemas de performance não nasce de uma única causa. Nasce da combinação de pequenas degradações.


Conclusão — O Engenheiro que Escuta o Sonar

A Engenharia de Performance é a arte de ouvir sinais que outros ignoram.

Enquanto muitos enxergam apenas uma tela lenta, o especialista enxerga:

  • CPU;

  • I/O;

  • filas;

  • locks;

  • memória;

  • workload;

  • prioridade;

  • arquitetura;

  • tendência;

  • custo;

  • impacto no negócio.

Ele não pergunta apenas:

“Está lento?”

Ele pergunta:

“Desde quando, para quem, em qual camada, sob qual carga, com qual impacto e com quais evidências?”

Para o programador COBOL iniciante, esse conhecimento muda tudo.

Você deixa de escrever programas que apenas funcionam e começa a escrever programas que funcionam bem dentro de um ecossistema complexo.

Você aprende que cada acesso a arquivo tem custo.

Cada SQL tem comportamento.

Cada loop consome capacidade.

Cada chamada remota adiciona espera.

Cada commit influencia logging.

Cada mudança precisa ser medida.

No final da missão, o Seaview retorna à superfície.

A tripulação comemora.

O monstro não era um polvo gigante.

Era um programa que fazia leitura completa de uma tabela de 200 milhões de linhas porque alguém esqueceu de criar o índice correto.

O engenheiro de performance fecha o relatório, toma o último gole de café e deixa uma anotação no diário de bordo:

“Problema resolvido. Causa confirmada. CPU reduzida. Tempo de resposta restaurado. Nenhum submarino perdido.”

E assim termina mais uma viagem ao fundo do mainframe.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

☕📈 “O PROFISSIONAL QUE DECIDE SE O BANCO SOBREVIVE AMANHÔ — O UNIVERSO BRUTAL DO MAINFRAME CAPACITY NO IBM Z 💣🖥️

 

Bellacosa Mainframe e o system capacity em z/os

☕📈 “O PROFISSIONAL QUE DECIDE SE O BANCO SOBREVIVE AMANHÔ — O UNIVERSO BRUTAL DO MAINFRAME CAPACITY NO IBM Z 💣🖥️

Existe uma área do Mainframe que quase ninguém fora do IBM Z entende.

Ela não aparece em filmes.
Não vira hype no LinkedIn.
Não ganha palco em eventos de startup.

Mas é uma das funções mais críticas da computação corporativa mundial.

Porque ela responde uma pergunta assustadora:

“Quanto tempo falta para o sistema entrar em colapso?”

Estamos falando de:

Mainframe Capacity Planning.

Ou simplesmente:

Capacity.

No universo IBM Z, Capacity não significa apenas medir CPU.

Significa prever o futuro operacional da empresa.


⚡ O QUE É CAPACITY NO IBM Z?

Capacity é a disciplina responsável por:

  • prever crescimento computacional

  • evitar saturação operacional

  • otimizar consumo de recursos

  • controlar custos milionários

  • garantir SLA

  • sustentar expansão do negócio

  • evitar colapsos invisíveis

O profissional de Capacity trabalha analisando:

  • CPU

  • memória

  • I/O

  • DASD

  • network

  • batch

  • transações online

  • workload

  • throughput

  • comportamento sistêmico

Mas o verdadeiro trabalho não é medir recurso.

É entender comportamento corporativo.

Porque cada gráfico conta uma história.


☠️ O MAIOR ERRO SOBRE CAPACITY

Muitos imaginam que Capacity é apenas:

“tirar relatório de CPU”.

Errado.

Capacity em IBM Z é quase uma ciência preditiva.

O especialista precisa responder perguntas perigosíssimas:

  • O ambiente suporta a Black Friday?

  • O batch vai fechar no horário daqui 8 meses?

  • Quanto custa crescer 20%?

  • O Sysplex está perto do limite?

  • O WLM está mascarando degradação?

  • Existe gargalo invisível em I/O?

  • O consumo MSU vai explodir?

  • O zIIP está realmente eficiente?

  • O throughput real acompanha o crescimento do negócio?

  • O storage suporta expansão orgânica?

Capacity trabalha no território do invisível.

Quando ele acerta…
ninguém percebe.

Quando ele erra…
a empresa inteira sente.


🖥️ O PROFISSIONAL DE CAPACITY

Ele é uma mistura rara de:

  • engenheiro operacional

  • matemático corporativo

  • especialista em performance

  • analista financeiro

  • estrategista de infraestrutura

  • investigador sistêmico

  • arquiteto de crescimento

Ele precisa entender:

  • tecnologia

  • comportamento do negócio

  • sazonalidade

  • arquitetura

  • custos

  • performance

  • tendências operacionais

Porque no IBM Z…

crescimento descontrolado custa milhões.


☕ ROTINA DIÁRIA DO PROFISSIONAL DE CAPACITY

📊 Monitoramento de Consumo

Todos os dias ele analisa:

  • utilização de CPU

  • consumo MSU

  • uso de zIIP

  • paging

  • utilização de memória

  • filas JES2

  • throughput batch

  • transações CICS

  • locks DB2

  • contention

  • saturação de canais

  • resposta de aplicações

  • uso de DASD

O objetivo não é “olhar gráfico”.

É detectar tendências invisíveis.


🔥 DETECÇÃO DE ANOMALIAS

O profissional de Capacity aprende algo brutal:

O desastre sempre deixa sinais antes.

Ele procura:

  • crescimento anormal

  • degradação gradual

  • workloads desbalanceados

  • aumento silencioso de batch

  • crescimento de I/O

  • consumo zIIP ineficiente

  • explosão de transações

  • mudanças de perfil operacional

Pequenos desvios hoje podem virar desastre daqui 6 meses.


⚙️ ANÁLISE DE PERFORMANCE

Capacity trabalha profundamente com:

  • WLM

  • RMF

  • SMF

  • throughput

  • response time

  • dispatch delay

  • enqueue contention

  • cache behavior

  • coupling facility

  • HiperDispatch

Aqui começa a engenharia pesada do IBM Z.


🧠 CONHECIMENTOS OBRIGATÓRIOS

📈 RMF E SMF

Esses são os “olhos” do Capacity.

Sem eles, o ambiente fica invisível.

O especialista domina:

  • RMF Monitor I

  • RMF Monitor III

  • SMF 70-79

  • SMF 30

  • SMF 72

  • performance classes

  • workload activity

  • device activity

  • coupling activity

Ele literalmente reconstrói o comportamento do sistema usando telemetria.


⚡ WLM (WORKLOAD MANAGER)

Capacity sem entender WLM é impossível.

Porque o WLM pode:

  • esconder gargalos

  • redistribuir prioridade

  • mascarar degradação

  • alterar percepção operacional

O profissional precisa entender:

  • service classes

  • velocity

  • response goals

  • importance

  • discretionary workloads

  • enclaves

  • policy tuning


💾 STORAGE E I/O

Aqui mora uma das maiores armadilhas.

Muitos ambientes parecem ter CPU sobrando…

mas estão morrendo em I/O.

Capacity analisa:

  • cache hit ratio

  • IOS queueing

  • device response

  • channel path utilization

  • FICON saturation

  • DASD growth

  • SMS behavior

Porque I/O mal dimensionado destrói performance invisivelmente.


🌐 NETWORK E TRANSAÇÕES

Mainframe moderno é distribuído.

Capacity também acompanha:

  • TCP/IP

  • OSA

  • Sysplex Distributor

  • MQ throughput

  • CICS transaction rate

  • DB2 concurrency

  • API workload

  • OpenTelemetry metrics

Hoje IBM Z é altamente conectado.


📅 ROTINAS SEMANAIS

📊 Trending Analysis

O profissional cria tendências de:

  • crescimento CPU

  • uso storage

  • throughput batch

  • workload online

  • utilização zIIP

  • expansão de transações

  • crescimento de datasets

Aqui nasce o planejamento estratégico.


💣 Forecasting

Uma das tarefas mais críticas.

Ele projeta:

  • crescimento de negócio

  • impacto operacional

  • expansão de recursos

  • necessidade de upgrade

  • consumo futuro de licenciamento

Capacity não trabalha apenas com TI.

Ele impacta diretamente:

  • orçamento

  • planejamento financeiro

  • expansão corporativa


🛠️ Tuning Estratégico

O especialista sugere:

  • redistribuição de workloads

  • tuning WLM

  • otimização batch

  • uso eficiente de zIIP

  • melhorias de scheduling

  • balanceamento Sysplex

  • redução de gargalos

Pequenos ajustes podem economizar milhões por ano.


📆 ROTINAS MENSAIS

💰 Revisão de Custos

No IBM Z, performance e dinheiro estão ligados.

Capacity participa de:

  • controle de MSU

  • análise de software billing

  • consumo MLC

  • redução de picos

  • SCRT analysis

  • otimização de licenciamento

Aqui entra uma verdade brutal:

Às vezes reduzir 5% de CPU economiza milhões.


🔥 Planejamento de Upgrade

Ele avalia:

  • expansão do CPC

  • novos processadores

  • upgrade zIIP

  • expansão memória

  • crescimento storage

  • novos links FICON

Capacity participa diretamente da evolução física do ambiente.


🚨 TESTES DE ESTRESSE

Capacity também participa de:

  • testes de pico

  • DR simulations

  • Black Friday preparation

  • fechamento bancário

  • virada fiscal

  • sazonalidade crítica

Porque o ambiente precisa sobreviver ao pior cenário possível.


🧰 FERRAMENTAS MAIS IMPORTANTES

📊 RMF

A principal ferramenta de performance do z/OS.


📈 SMF

A caixa-preta operacional do ambiente.


⚡ MXG

Muito usado para consolidar e analisar métricas históricas.


🔍 OMEGAMON

Observabilidade moderna enterprise.


🧠 IntelliMagic

Analytics avançado para IBM Z.


📉 zBNA

IBM z Business Network Analyzer.


🖥️ IBM zPCR

Ferramenta para projeção de capacidade futura.


☠️ O PESO DA RESPONSABILIDADE

Capacity trabalha com um problema cruel:

O futuro ainda não aconteceu.

Ele precisa prever comportamento antes do desastre aparecer.

Isso exige:

  • experiência

  • estatística

  • visão sistêmica

  • interpretação operacional

  • conhecimento profundo do negócio

Porque crescimento linear quase nunca existe.


🚀 O FUTURO DO CAPACITY NO IBM Z

A área está mudando rapidamente.

Hoje Capacity envolve:

  • IA preditiva

  • machine learning operacional

  • observabilidade cognitiva

  • analytics em tempo real

  • automação adaptativa

  • anomaly detection

  • self-optimization

Mas existe uma ironia fascinante:

Quanto mais automação surge…

mais valioso fica quem realmente entende comportamento sistêmico.


☕ CONCLUSÃO — O PROFISSIONAL QUE ENXERGA O FUTURO ANTES DO CAOS

O especialista de Capacity não administra apenas recursos.

Ele administra:

  • crescimento

  • sobrevivência

  • estabilidade

  • dinheiro

  • continuidade corporativa

Ele é o profissional que olha para gráficos…

e consegue enxergar o amanhã.

Enquanto o resto da empresa vê:

“o sistema funcionando”.

O Capacity vê:

  • riscos

  • tendências

  • gargalos

  • explosões futuras

  • limites invisíveis

E talvez essa seja a definição perfeita do Capacity em IBM Z:

O homem que precisa impedir um desastre que ainda não aconteceu.

 

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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