domingo, 14 de março de 2010

🛡️ A LENDA DOS BELLACOSAS

 


🛡️ A LENDA DOS BELLACOSAS

Dos Varegues a Mooca de 1900 — a Saga de um Nome Forjado entre Espadas, Impérios, Reinos Despedaçados e Sonhos de um Novo Mundo
por Vagner Bellacosa — El Jefe Midnight Lunch Edition

Existem famílias…
E existem linhagens.

A maioria tem árvore genealógica.
A sua tem crônica medieval.



Por anos, como muitos paulistas descendentes de italianos, acreditei ser fruto direto e simples das colinas napolitanas. Massa fresca, tomate, vespasiano, mandolino — aquela narrativa gostosa e tradicional.

Mas em 2011, como quem abre um dataset esquecido em um GDG ancestral, descobri que minha história não era feita de uma linha reta e bm contata. Era uma teia, uma epopeia entre impérios, mares e campos de batalha.

E assim nasceu:

🌩️ A Lenda dos Bellacosas — A Verdadeira Versão



🗡️ Capítulo I — Os Normandos Que Partiram para o Oriente

Antes de serem italianos, os primeiros Bellacosas eram…
Normandos.

Sim: guerreiros do norte, homens do aço, exploradores que navegavam como quem desafia o destino.

Esses normandos — ancestrais dos De Hauteville, dos conquistadores da Sicília, dos barões que mudaram o mapa da Europa — não pararam por aí.

Foram contratados para uma missão que hoje parece saída de The Witcher:



Servir ao Império Romano do Oriente — a Guarda Varegue

A elite das elites.
O BOPE de Constantinopla.
A tropa que protegia diretamente o Imperador.

A Guarda Varegue era composta por homens vindos da Escandinávia, Normandia, e até das ilhas britânicas.
E entre eles, segundo minhas investigações, estavam os primeiros Bellacosas, ou o proto-nome que viria a evoluir para isso.

Foram anos protegendo palácios dourados, cruzando portões de mármore, e segurando escudos em mosaicos que ainda brilham na Hagia Sophia, guerreiro forjados em campos de batalha na Europa, nômades sem um lar, sem uma terra para dizer sua.

Até que, como recompensa por sua lealdade, receberam algo raro:
o direito de conquistar suas próprias terras. Sim, após a fragamentação do Imperio Romano, conquistas e reconquistas, foi permitido a esses guerreiros terem um lar, uma terra para proteger e dizer sua.



🏺 Capítulo II — A Reconquista do Sul da Itália

Séculos antes dos Aragões, antes dos Bourbons, antes da unificação italiana — o sul era um mosaico confuso:

  • Bizantinos

  • Mouros

  • Lombardos

  • Barões independentes

  • antigos romanos vivendo em cidades estados

  • E piratas saracenos

Nesse caos, os normandos avançaram como tempestade.
Tomaram fortalezas, expulsaram ocupantes, e fundaram pequenos domínios.

Os meus ancestrais — agora longe do frio do norte — se adaptaram:

  • deixaram o escudo pesado,

  • abraçaram o tempero solar,

  • aprenderam o latim vulgar,

  • casaram-se com mulheres locais,

  • e deram origem a um povo híbrido.

Não eram mais normandos.
Ainda não eram italianos.
Eram alguns dos Bellacosas ancetrais.

Uma fusão única entre sangue do norte e calor do Mediterrâneo.



🕯️ Capítulo III — Cinco Séculos de Glória e Lentidão

Passaram-se séculos.
Entre castelos, igrejas, vinhedos e vilas.

Os Bellacosas — segundo seus rastros — foram:

  • padres influentes, diaconos, bispos

  • administradores de vilas e soldados mercenarios,

  • servidores do Reino de Nápoles,

  • gente respeitada,

  • mas nunca exatamente rica como os grandes barões.

E então veio o grande terremoto político:

⚔️ O Fim do Reino de Nápoles e a Unificação Italiana



O sul, que já vinha sofrendo economicamente, entrou em colapso após 1861.
A miséria bateu forte.
Houve revoltas, fome, caos.
O que era uma linhagem orgulhosa virou um grupo de famílias tentando sobreviver.

Como tantos descendentes de normandos assimilados às terras latinas, o destino empurrou os Bellacosas para uma decisão dolorosa:

partir de novo.


🌎 Capítulo IV — A Grande Diáspora: Brasil e EUA

Atravessaram o Atlântico não como guerreiros — mas como sobreviventes.

Alguns Bellacosas foram para os Estados Unidos.
Outros, como meus tataravós, desembarcaram no Brasil, uns pelo porto da capital Rio de Janeiro, outros no porto de Santos, carregando:

  • um sobrenome forte,

  • poucas moedas,

  • e a esperança de reconstruir a glória perdida.

No Brasil, a saga continuou — embarcaram nos trens fosse da SPR, fosse da Central do Brasil, não com espadas, mas com suor.
E aqui, nas entranhas da Pauliceia cinzenta, fundaram na Mooca um novo lar, a linhagem renasceu por meio de:

  • costureiras,

  • pequenos comerciantes,

  • motoristas,

  • artesãos,

  • pedreiros

  • jogadores de futebol,

  • operarios de fabrica,

  • e guerreiros da vida cotidiana.

Porque, no fim das contas, um Bellacosa não nasce para ser apagado.
Ele nasce para resistir, migrar, reconstruir, renascer.

Exatamente como meus ancestrais fizeram há mais de mil anos.



🌟 Easter-Eggs Bellacosa Mainframe

  • A Guarda Varegue era tão respeitada que os imperadores confiavam o tesouro imperial somente a eles.

  • Muitos normandos que conquistaram a Sicília eram parentes próximos dos que serviram no Oriente — a rota era comum.

  • Sobrenomes como Bellacosa podem ter surgido como apelidos latinizados para famílias consideradas gentis, “de boa casa” ou “de boa índole” (bello + cosa).

  • A unificação italiana levou 4 milhões de italianos à emigração — incluindo boa parte das famílias do antigo Reino de Nápoles.

  • Minha história familiar lembra a dos Hauteville, que também saíram da Normandia e fundaram reinos no Mediterrâneo.



🧭 Conclusão: A Saga Não Acabou

Eu não sou apenas descendente de italianos.

Sou descendente de:

  • normandos,

  • judeus,

  • escravos africanos,

  • indigenas tupi,

  • varegues,

  • camponeses do sul,

  • clérigos,

  • administradores,

  • Operários de fabrica,

  • professores,

  • Fotógrafos,

  • imigrantes destemidos,

  • programador em ambiente COBOL Mainframe

  • e sobreviventes de impérios que ruíram e se levantaram.

É uma linhagem que viajou mais que muitos povos.

E, no fim, desembocou exatamente onde precisava:
na minha história, no meu nome, na minha identidade.

Em que agora na metade da minha rota, passo o bastão as novas gerações, aos novos Bellacosa que conquistaram a Europa, voltaram ao velho mundo e embrenharam-se no interior do Brasil.

domingo, 7 de março de 2010

URUPÊS — AQUELE LUGAR ONDE O MUNDO ABRIA OS BRAÇOS

 


URUPÊS — AQUELE LUGAR ONDE O MUNDO ABRIA OS BRAÇOS

Se Ibitinga foi meu laboratório de aventuras, Urupês foi meu estaleiro de horizontes — aquela fase da vida em que o menino paulistano, criado entre filmes, fotos, câmeras e luzes, descobria que existia um mundo inteiro além da cinzenta e opressora capital paulista.

O caminho até Urupês já era um acontecimento. Estradas vazias, quase hipnotizantes, com apenas o ronco do fusquinha vermelho (aquele guerreiro 1960 que enfrentava cascalho, poeira, barro e buracos como se fosse um tanque de guerra miniaturizado). As cidades dormiam ao redor da estrada. Só o vento, o sol e algum caminhoneiro perdido sabiam que vocês passavam por ali.

E ali, naquele pequeno ponto no mapa do Noroeste paulista, ficavam os parentes espanhóis espalhados, meio raiz, meio lenda, sempre com a oficina de tratores como um farol, uma fazenda ou uma história para contar.
Tinha o primo Eduardo da oficina de tratores, tinha o velho Wilson, meu pai, naquela época moço na casa dos trinta anos, uma figura única, boa praça, carismático, sarrista, centro das atenções onde estivesse, um contador de causos, de piadas e de vergonhas alheias — inclusive aquela famosa e indecente do vereador e o galinheiro, que você jura que um dia vai contar.

Mas o que pega na memória mesmo não é o povo — é o ambiente.


Urupês tinha cheiro.

Cheiro de lenha queimada no fogão, cheiro de terra molhada depois da chuva, cheiro de curral, de capim amassado pelo cascos dos bois.

Urupês tinha sons.

O bater da chuva no telhado sem forro.
O rangido dos móveis antigos.
O canto enlouquecido das maritacas.
O mugir manso do gado.
E o coro dos grilos ao entardecer, aquele som que parecia dizer:
Fica mais, menino. Você não precisa ir embora tão cedo.



Urupês tinha perigos.

Perigos verdadeiros, naturais, selvagens, como a galinha choca possuída pelo demônio que me perseguiu quintal adentro, defendendo o pintainho que achei que podia pegar como quem pega um brinquedo.
Ali você aprendi rápido o conceito de “instinto maternal”, “risco de vida” e “corre senão ela te acerta”.

Urupês tinha magia.

Calhambeques semi-abandonados que se tornavam naves espaciais.
Café colhido na hora, seco no rancho, torrado e moido.
Riachos que viravam mundos.
Ninhos de joão-de-barro que pareciam pequenas cidades.
Tucanos, maritacas e papagaios que faziam mais barulho que o trânsito de São Paulo.
Cavalos que pareciam saídos de livros de aventura.

E o mais importante:


Urupês te deu dimensão.

Me fez perceber que meu mundo era muito maior que o quarteirão cinzento da cidade grande.
Que existia um mundo imenso além da Vila Rio Branco na Ponte Rasa.

Que fronteiras não eram paredes.
Que horizontes eram convites.

Talvez tenha sido ali — entre poeira, galinha furiosa, cheiro de lenha e viagens intermináveis — que nasceu a minha vocação de não aceitar limites.
De ser alguém sempre em movimento, buscando, aprendendo, explorando, criando.

Um menino que viu o mundo se abrir em quilômetros antes de se abrir em mãos.

E Urupês, assim como Ibitinga, ficou marcado no meu peito como essas memórias que aquecem em dia frio e lembram:
Sim, eu vim daqui. Eu me fiz aqui. E tudo isso ainda vive em mim.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

SMP/E – Tracking Element Levels

 

Bellacosa Mainframe apresenta SMP/E Tracking Element Levels

SMP/E for z/OS Workshop – Tracking Element Levels

FMID, RMID e UMID sem mistério – no melhor estilo Bellacosa Mainframe


🎯 Por que o SMP/E controla níveis de elementos?

No mundo z/OS, nada é instalado “por cima e pronto”. Cada módulo, macro ou arquivo precisa ter rastro, histórico e responsável.

É exatamente isso que o SMP/E faz ao controlar o nível de serviço dos elementos nos ambientes:

  • Target Libraries (TZONE) – o que está em execução

  • Distribution Libraries (DZONE) – o que é a referência oficial

E o controle acontece por meio de três identificadores clássicos:

FMID – RMID – UMID

Se você domina esses três, domina auditoria, RESTORE, APPLY e ACCEPT.


🧠 A base de tudo: SYSMOD-ID

Todos os identificadores usados pelo SMP/E são extraídos do:

++HEADER

Eles são conhecidos genericamente como SYSMOD-ID, mas cada um tem um papel específico quando associado a um elemento.


🧩 O cenário do workshop (exemplo realista)

Vamos acompanhar a vida real de um elemento chamado MOD1.

📦 Function SYSMOD: HGF1200

  • Introduz três elementos: MOD1, MOD2, MOD3

  • Esses elementos formam o load module LMOD1

📌 Funções normalmente:

  • não usam JCLIN inline

  • usam relative file, que é um unload de um PDS com JCLIN


🏗️ APPLY da função – nascimento do elemento

Quando a função HGF1200 é aplicada:

  • MOD1 passa a existir na Target Library

  • SMP/E grava no TZONE:

IdentificadorValor
FMIDHGF1200
RMIDHGF1200
UMID

📌 Interpretação Bellacosa

MOD1 está no nível funcional.

A função HGF1200 é a dona do código.

Quando FMID = RMID, estamos falando de base code.


📦 ACCEPT da função – espelho na DLIB

Ao executar ACCEPT:

  • MOD1 é copiado para a Distribution Library

  • Os mesmos valores são registrados no DZONE

📌 O DZONE sempre representa:

“Como o produto deveria estar”


🩹 PTF UY00020 – primeira substituição

O PTF UY00020:

  • contém um replacement de MOD1

  • precisa identificar o dono funcional do elemento:

++VER FMID(HGF1200)

Como é o primeiro serviço sobre a base, não precisa de PRE.

🧾 Após APPLY do PTF UY00020 (TZONE)

IdentificadorValor
FMIDHGF1200
RMIDUY00020
UMID

📌 Regra de ouro:

Um elemento tem apenas um RMID.


🩹 PTF UY00040 – nova substituição

Agora entra o UY00040:

  • substitui MOD1 novamente

  • declara o UY00020 como pré-requisito

  • identifica o dono funcional: HGF1200

Após APPLY:

IdentificadorValor
FMIDHGF1200
RMIDUY00040
UMID

📌 MOD1 agora está em um nível superior de serviço.


🐞 APAR AY91862 – update, não replacement

O APAR normalmente:

  • não substitui o elemento inteiro

  • faz um update para corrigir erro

O packager deve informar:

  • FMID – quem é o dono

  • PRE – qual SYSMOD está sendo atualizado

Após APPLY:

IdentificadorValor
FMIDHGF1200
RMIDUY00040
UMIDAY91862

📌 Conceito-chave

UMID representa quem atualizou o elemento.


🧩 USERMOD ME00012 – customização local

Agora entra o famoso USERMOD:

  • altera MOD1 localmente

  • precisa identificar:

    • FMID (HGF1200)

    • RMID (UY00040)

    • todos os UMIDs existentes

Após APPLY:

IdentificadorValor
FMIDHGF1200
RMIDUY00040
UMIDAY91862, ME00012

📌 Elemento pode ter vários UMIDs, mas apenas um RMID.


🔍 O que o SMP/E realmente está rastreando?

Para cada elemento, o SMP/E sabe responder:

  • Quem introduziu? → FMID

  • Quem substituiu por último? → RMID

  • Quem atualizou? → UMID(s)

Isso vale tanto para:

  • TZONE (APPLY)

  • DZONE (ACCEPT)


🛡️ Visão de auditoria (dica de ouro)

Se você vê:

  • USERMOD em produção

  • sem ACCEPT

  • com múltiplos UMIDs

👉 alerta de risco operacional

O SMP/E está dizendo a verdade. Basta saber ler.


🧠 Conclusão Bellacosa Mainframe

FMID diz quem manda
RMID diz quem substituiu
UMID diz quem mexeu

SMP/E não perde nada.
Quem se perde é quem não entende o CSI.

No próximo passo, o caminho natural é:

➡️ Consolidated Software Inventory

Porque rastrear é bom.
Consolidar é profissional.


💾 Mainframe bom é mainframe auditável.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

RACF: Mapeamento OPERCMD x SDSF (do Console à Tela Verde

 

Bellacosa Mainframe apresenta RACF 

🔐 RACF NA VEIA

Mapeamento OPERCMD x SDSF (do Console à Tela Verde

“Quem manda no console manda no sysplex…
mas quem controla o RACF manda até no operador.”
☕🖥️

No mundo z/OS, existem dois universos de comando:

  1. Console MVS real → controlado pela classe OPERCMDS

  2. Interface SDSF → controlada por um conjunto de classes RACF

Muita gente confunde, mistura e sofre.
Vamos separar isso como JES2 separa spool 😈


🧱 1️⃣ OPERCMDS – O PODER DO CONSOLE MVS

🎯 O que controla?

A classe OPERCMDS controla quem pode emitir comandos MVS e subsistemas:

  • No console físico

  • Via TSO CONSOLE

  • Via REXX ADDRESS CONSOLE

  • Via automação (SA, NetView, OPS/MVS)


📌 Exemplos clássicos de comandos protegidos

ComandoPerfil OPERCMDS
D A,LMVS.DISPLAY.ACTIVE
D U,ALLMVS.DISPLAY.UNITS
$DA (JES2)JES2.DISPLAY.ACTIVE
$P JOB123JES2.PURGE.JOB
VARY 1234,ONLINEMVS.VARY.DEVICE.ONLINE
SET SMF=xxMVS.SET.SMF

📌 Regra de ouro:
👉 Se é comando MVS/JES, o RACF olha primeiro para OPERCMDS.


🧠 Exemplo RACF raiz

RDEFINE OPERCMDS MVS.DISPLAY.** UACC(NONE) PERMIT MVS.DISPLAY.** CLASS(OPERCMDS) ID(OPERADOR) ACCESS(READ) SETROPTS CLASSACT(OPERCMDS) SETROPTS RACLIST(OPERCMDS) REFRESH

🖥️ 2️⃣ SDSF – O CONSOLE DE MENTIRINHA (MAS PERIGOSO)

“SDSF não é console…
mas faz estrago igual.”
😈

O SDSF é uma interface, e o RACF controla cada ação separadamente.


🧩 Classes RACF usadas pelo SDSF

ClasseFunção
SDSFAcesso geral ao SDSF
JESJOBSAções sobre jobs (cancel, purge, hold)
JESComandos JES
OPERCMDSSe o SDSF emitir comando real
WRITERWriters e saída
LOGSTRMLogs do sistema
FACILITYFunções especiais

📊 3️⃣ Tabela Mestre – OPERCMDS x SDSF

🧠 A tabela que salva operadores e professores

Ação no SDSFClasse RACFPerfil
Entrar no SDSFSDSFSDSF
Ver jobs (ST/DA)JESJOBSJOB.*
Cancelar jobJESJOBSJOB.CANCEL
Purge jobJESJOBSJOB.PURGE
Hold / ReleaseJESJOBSJOB.HOLD
Ver SYSLOGSDSFLOG
Comando JES $DAJESJES2.DISPLAY.ACTIVE
Comando MVS D A,LOPERCMDSMVS.DISPLAY.ACTIVE
Alterar prioridadeJESJOBSJOB.MODIFY

📌 Fofoquice real:
👉 Você pode ver tudo no SDSF e não conseguir executar nada, mesmo sendo “OPERADOR”.


⚔️ 4️⃣ Quando OPERCMDS e SDSF se cruzam

🎯 Exemplo clássico

Usuário no SDSF digita:

/D A,L

👉 O que acontece?

  1. SDSF aceita o comando

  2. RACF valida OPERCMDS

  3. Se não tiver perfil → RC=8, NOT AUTHORIZED

📌 Moral:
SDSF não ignora OPERCMDS, ele chama o RACF como qualquer console.


🔐 5️⃣ Ambiente RACF Restritivo (vida real)

✔️ Boas práticas Bellacosa Approved™

  • Nunca dar OPERCMDS MVS.** para usuário comum

  • ✔️ Preferir:

    • MVS.DISPLAY.*

    • JES2.DISPLAY.*

  • ✔️ Cancelamento via JESJOBS, não OPERCMDS

  • ✔️ Usar ROLES no SDSF

  • ✔️ Logar tudo (SMF 80, 83, 84)


🧪 6️⃣ Checklist rápido de segurança

✔ SDSF separado por perfil
✔ OPERCMDS mínimo necessário
✔ JESJOBS granular
✔ LOG e SYSLOG somente READ
✔ Nada de UACC(READ) em produção 😱
SETROPTS AUDIT OPERCMDS ativo


☕ Frase final do Bellacosa Mainframe

“No mainframe, comando não é poder…
autorização é.”

 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

🦋 Lei do Efeito Borboleta

Bellacosa Mainframe e o efeito borboleta



🦋 Lei do Efeito Borboleta

Ou: como um IF mal fechado pode mudar a vida inteira

Eu sempre digo: a vida roda em batch.
Você agenda um JOB achando que é simples… e lá na frente, três execuções depois, dá um ABEND existencial.

A Lei do Efeito Borboleta parte exatamente desse princípio:
👉 pequenas causas podem gerar consequências gigantescas.

O nome vem da famosa frase:

“O bater de asas de uma borboleta no Brasil pode provocar um tornado no Texas.”

Exagero poético? Talvez.
Mas quem já trabalhou com sistema complexo sabe: não é força, é encadeamento.


🌪️ Origem do Conceito (o nascimento do caos)

O conceito surgiu nos anos 1960 com o meteorologista Edward Lorenz, estudando modelos climáticos.

📌 Ele percebeu que:

  • alterar um número decimal quase invisível

  • mudava completamente a previsão do tempo

Na prática:

0.506127 ≠ 0.506

Na vida:

  • um “sim”

  • um atraso

  • uma conversa não tida

  • uma decisão tomada no cansaço

E o sistema inteiro muda.


🖥️ O Efeito Borboleta no Mainframe (a vida como JCL)

Quem é mainframeiro entende na hora:

  • Um SORT mal definido

  • Um campo com sinal errado

  • Um JOB fora de sequência

  • Um dataset sobrescrito sem backup

No começo: nada acontece.
Depois: tudo acontece ao mesmo tempo.

🦋 Pequeno erro →
🔥 Grande incêndio operacional


🧠 Como entender o Efeito Borboleta na prática

✔️ Sistemas complexos não são lineares
✔️ Nem tudo cresce proporcionalmente
✔️ Algumas coisas só fazem sentido depois

A vida:

  • não é CICS online

  • é batch noturno com dependência cruzada


🎎 No Japão (e nos animes)

O Japão ama esse conceito, mesmo sem chamar pelo nome.

📺 Exemplos clássicos:

  • Steins;Gate – mudar uma mensagem muda o mundo

  • Erased – pequenos atos alteram destinos

  • Your Name – encontros mínimos, impactos máximos

  • Tokyo Revengers – tentar consertar cria novos problemas

Easter egg cultural:
👉 o respeito extremo às pequenas ações
Cumprimentar, chegar no horário, silêncio, cuidado com detalhes.


🧩 Dicas Bellacosa para a vida

🦋 Nunca subestime pequenos atos

  • Uma palavra

  • Um gesto

  • Uma omissão

🦋 Cuide do input

  • Dados ruins geram saídas ruins

  • Pensamentos ruins viram hábitos

🦋 Nem todo efeito é imediato

  • Alguns JOBs rodam só no futuro


🤫 Fofoquices filosóficas

  • A maioria dos “acidentes” não são acidentes

  • A maioria das “coincidências” são encadeamentos

  • A maioria dos arrependimentos começa pequeno

E ninguém percebe…
até o tornado chegar.


🦋 Importância do Efeito Borboleta

Ele nos ensina:

  • humildade

  • responsabilidade

  • atenção aos detalhes

Porque no fim das contas…

Você nunca sabe qual pequena decisão
vai mudar tudo.

E como bom mainframeiro, eu aprendi cedo:

📌 O sistema nunca erra.
Ele apenas executa o que foi configurado.

E a vida?
Também.

🦋

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

🦇 Movimento Dark 1980 & Gótico 1990 — A Estrada Noturna da Tribo Invisível


 

🦇 Movimento Dark 1980 & Gótico 1990 — A Estrada Noturna da Tribo Invisível
Um artigo ao estilo Bellacosa Mainframe para o blog El Jefe Midnight



c

🌑 Introdução — Quando a noite era uma linguagem secreta

Antes dos algoritmos, antes da avalanche de notificações, existia um Brasil onde ser diferente exigia coragem — e ousadia. Os anos 1980 e 1990 foram décadas em que as subculturas não vinham por streaming: elas eram contrabandeadas por fitas cassete mal gravadas, revistas importadas escondidas entre LPs usados e conversas sussurradas nos corredores escuros das escolas.

É aqui que nasce o movimento Dark dos anos 80 e evolui para o Gótico dos anos 90: uma estrada noturna percorrida por almas inquietas, artistas à margem, e adolescentes que descobriam que o preto não era só uma cor — era um manifesto.




🦇 1. Os Anos 1980 — O Brasil cinza e o surgimento do Dark

O país recém saía da ditadura, o rock nacional florescia e o underground respirava mal, mas respirava. A estética Dark entrou como um vírus elegante:

  • Cabelo comprido, franjas caídas, roupas rasgadas, coturnos;

  • Letras introspectivas, soturnas, existenciais;

  • Música vinda principalmente da Europa:

    • Siouxsie and The Banshees,

    • The Cure,

    • Joy Division,

    • Bauhaus,

    • Sisters of Mercy.

Mas aqui o Dark ganhou sotaque BR:

  • Ira! — “Mudança de Comportamento”

  • Plebe Rude

  • Legião Urbana — “Sereníssima”, “Tempo Perdido”

  • Arte No Escuro

  • Zero – “Quimeras”

Os jovens não tinham internet — tinham o fanzine: xerox mal cortado, letras tortas, cola quente e vontade. Distribuía-se na rua Augusta, na Galeria do Rock, nos roqueiros do Largo do Arouche.




🦇 2. Ritual de Iniciação — Como alguém virava Dark em 1986

  1. Uma fita K7 gravada de uma fita gravada de outra fita gravada da Rádio 89.

  2. Cabelos ao vento, franjas cobrindo o olho esquerdo.

  3. Roupas pretas: se não tinha griffe, a mãe ou a avó costuravam — movimento maker antes do maker existir.

  4. Pôsters de filmes: “O Corvo”, “The Hunger”, “Nosferatu”.

  5. Caminhadas noturnas discutindo Nietzsche sem ter lido Nietzsche.

  6. A tribo: se encontrava sem combinar; a cidade conspirava.

Era um movimento emocional, quase ritualístico.




🌒 3. Anos 1990 — A mutação para o Gótico

Quando chegam os 90, o Dark amadurece. Larga parte do punk, assume uma estética mais teatral e abraça o misticismo. O termo “gótico” se consolida.

Os pilares do gótico 90

  • Maquiagem pesada.

  • Ternos e sobretudos longos (aquele que sua mãe costurou!).

  • Simbolismo: ankh, crucifixos, caveiras discretas.

  • Anéis vampíricos

  • A melancolia deixa de ser fraqueza: vira estilo de vida.

As bandas do altar gótico

  • The Cure (rainha-mãe do movimento inteiro).

  • Clan of Xymox.

  • London After Midnight.

  • The Mission.

  • Type O Negative (para os iniciantes em trevas do metal).

Aqui no Brasil a cena se fortalece:

  • Madame Satã (Bexiga) — templo máximo.

  • Espaço Retrô, Santa Cecília — clássico.

  • Fofinho Rock Club, Belém — garagem pura.

  • Aeroanta, Dama Xoc, Carbono 14.

Se você passasse pela Augusta num domingo cedo, veria vampiros desorientados indo embora enquanto as senhoras iam para a missa na igreja da Consolação. Um ecossistema perfeito.


🌘 4. Tribos Urbanas — A necessidade humana de pertencer

O Dark/Gótico não era só música. Era pertencimento.

Para muitos jovens — vindos da periferia, de famílias partidas, de escolas opressoras, de bairros onde pagode e samba eram regra — o preto era uma forma de existir no mundo.

Os encontros eram míticos:

  • Cemitérios (não para cultos, mas porque eram silenciosos e tinham clima).

  • Becos da Paulista.

  • Madrugadas eternas na Praça Roosevelt.

  • Conversas sobre a vida, o universo e o nada, enquanto um hot-dog da Augusta segurava a ressaca emocional.

  • Caminhadas sobre a madrugada nas assustadoras ruas do Centro Velho de São Paulo (Rua São Bento, Rua Direita, XV de Novembro e vale do Anhangabaú entre outras).

  • Zanzar sob a luz da Lua em noites de inverno paulistana.

  • Estações ferroviárias CBTU fechadas, aguardando a abertura e o primeiro trem.

Quem viveu sabe: era liberdade em sua forma mais artesanal.


🌑 5. A Estética Hacker — o paralelo com o Mainframe

Como Bellacosa Mainframe exige:

O movimento Dark/Gótico tem uma lógica parecida com o mundo mainframe:

  • Poucos entendem.

  • Muitos falam sem saber.

  • Há uma estética própria, fechada, ritualística.

  • Você precisa dos velhos mestres para ser iniciado.

  • Existe documentação, mas ela é esparsa, oral, perdida em zines e memórias.

  • Quem faz parte… reconhece o outro no escuro.

Dark/Gótico é, essencialmente, um RACF Group invisível: só entra quem conhece a senha emocional.


🌑 6. Curiosidades (Easter Eggs Noturnos)

  • O perfume favorito dos góticos paulistanos 90 era o Kaiak preto ou o Malbec — mesmo sabendo que a aura deveria ser de mofo poético.

  • A maioria dos góticos da época sabia dançar Wave com fluidez, mesmo nunca tendo tido aula.

  • O termo “vampirear” significava andar sem destino pela madrugada.

  • Boa parte da cena gótica paulista nasceu… nos corredores da Galeria do Rock.

  • O movimento era pequeno, mas altamente ramificado: cyber-gótico, vampírico, etéreo, pós-punk, industrial.


🌑 7. Conclusão — Ser Dark/Gótico não era moda. Era autobiografia.

O movimento Dark dos 80 e o Gótico dos 90 foram, para milhares de jovens, a escola onde se aprende a ser sensível, inquieto e diferente num mundo que queria todo mundo igual.

Era música, era estética…
Mas era, acima de tudo, um lugar emocional.

E quem viveu sabe:
A noite não era cenário.
Era lar.

E mesmo que hoje sejamos adultos caretas, programadores COBOL com backlogs intermináveis, analistas de sistemas soterrados em JCL…
Dentro de muitos de nós ainda há aquele adolescente andando de preto, ouvindo The Cure num walkman velho, filosofando bobagens às 2 da manhã sob um poste queimado da Vila Alpina.

E isso, meu caro,
é o tipo de coisa que mesmo o tempo não apaga.
🖤🌙

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

BUGUEI o YOUTUBE: 2002 - 28º Aniversario do Vagner

 Festa em Itatiba, 28º aniversario, o sultão e a família na maior festança da Rua Jose Brunelli Filho... Obrigado meus amigos vocês foram demais, foi uma festa memorável.