domingo, 16 de dezembro de 2012

🖥️⚔️ Espadas japonesas: o mainframe de aço do Japão feudal



🖥️⚔️ Espadas japonesas: o mainframe de aço do Japão feudal

Bellacosa Mainframe Mode — El Jefe Midnight Lunch

Para o público mainframer, a espada japonesa não é arma: é sistema crítico monolítico, afinado ao extremo, sem interface gráfica, onde cada detalhe importa. A nihontō foi pensada para não falhar, porque quando falha… não há rollback.


🧠 Arquitetura básica (tipos por função)

Pense nelas como tiers de sistema:



🔹 Katana (60–73 cm)

O “IBM z/OS” das espadas. Equilíbrio perfeito entre corte, alcance e velocidade. Uso geral do samurai.




🔹 Wakizashi (30–60 cm)

Sistema auxiliar. Backup pessoal, combate em espaço fechado, ritual. Nunca fora do ar.



🔹 Tantō (até 30 cm)

Utilitário de precisão. Segurança pessoal, último recurso. Baixa latência.



🔹 Tachi (70–80 cm)

Versão antiga da katana, usada a cavalo. Otimizada para ataques descendentes.



🔹 Ōdachi / Nodachi (+90 cm)

Processamento pesado. Campo aberto. Difícil de manter, alto custo operacional.


📏 Classificação por tamanho (storage tiers)

  • Tantō: cache

  • Wakizashi: disco local

  • Katana: storage principal

  • Ōdachi: armazenamento externo — poderoso, mas complexo


🔥 Material e fabricação (hardware premium)

  • Tamahagane: aço obtido em forno tatara

  • Dobras múltiplas: remoção de impurezas = data cleansing

  • Têmpera diferencial (hamon): edge rápido + spine resiliente

📌 Insight Bellacosa: é um sistema hard real-time. Falha estrutural = morte.


🗺️ Principais centros de produção

  • Bizen (Okayama) — durabilidade e beleza

  • Yamashiro (Kyoto) — elegância, lâminas finas

  • Sōshū (Kamakura) — potência, lâminas agressivas

  • Mino (Gifu) — produção eficiente, padronização

🤫 Fofoquice: Mino era o “IBM da época” — escala e consistência.



🎨 Estilo e componentes (subsystems)

  • Hamon: assinatura visual do ferreiro

  • Tsuba: firewall

  • Tsuka: interface homem-máquina

  • Saya: encapsulamento seguro

🥚 Easter egg: dois ferreiros nunca produzem o mesmo hamon. É fingerprint criptográfico.


⚠️ Dicas para mainframers

  • Não confunda espada “bonita” com espada funcional

  • Katana não é para impacto lateral

  • Manutenção é ritual, não luxo

  • Original ≠ afiada demais (excesso é bug)


🧠 Filosofia oculta

A espada japonesa reflete a mentalidade que o mainframer conhece bem:

  • simplicidade extrema

  • disciplina

  • responsabilidade

  • respeito ao legado

🖥️ Comentário final Bellacosa
Assim como um mainframe, a espada japonesa é invisível até o momento crítico. Não impressiona pela aparência, mas pela confiabilidade absoluta. Não tolera improviso, não aceita atalhos.

MAINFRAME ONLINE. LÂMINA ALINHADA. SISTEMA PRONTO PARA PRODUÇÃO.

 

sábado, 15 de dezembro de 2012

🔥 JCL como Pipeline DevOps

 


🔥 JCL como Pipeline DevOps


Conhecimento básico sobre aplicações distribuídas para mainframers




☕ Midnight Lunch no CPD (agora com YAML na mesa)

Era madrugada. Café forte. JES2 organizando a fila com mais elegância do que muito orquestrador moderno.
Um arquiteto cloud visita o CPD e comenta:

“Hoje fazemos tudo com pipeline DevOps.”

O mainframer olha para o JCL rodando há 20 anos e responde em silêncio:
👉 “Engraçado… eu faço isso desde antes de chamar assim.”

Este artigo é sobre isso:
JCL como pipeline DevOps, explicado para quem já domina batch, job, step, CC e restart — e quer entender aplicações distribuídas sem abandonar a alma mainframe.


🧠 Pipeline DevOps, em português mainframe

No mundo moderno, um pipeline DevOps:

  • Compila

  • Testa

  • Executa

  • Publica

  • Reprocessa em caso de falha

  • Controla recursos

  • Gera logs

No mundo mainframe, isso sempre foi:

//JOBNAME JOB ... //STEP01 EXEC ... //STEP02 EXEC ... //STEP03 EXEC ...

📌 Pipeline DevOps = Job bem escrito.


🕰️ Um pouco de história (spoiler: nada é novo)

Antes de:

  • Jenkins

  • GitLab CI

  • GitHub Actions

  • Argo

  • Airflow

Já existia:

  • JES

  • JCL

  • PROCs

  • COND

  • RESTART

  • SMF

💡 Curiosidade Bellacosa:
O JCL nasceu automatizando fluxo de trabalho. Exatamente o que DevOps promete até hoje.


🧩 Mapeamento direto: JCL ↔ DevOps

DevOps PipelineJCL
StageSTEP
Pipeline fileJOB
AgentInitiator
RetryRESTART
ConditionalCOND
Resource limitTIME / REGION
LogsSYSOUT / SMF
SchedulingJES

👉 A diferença é sintaxe, não conceito.


⚙️ JOB Statement: o manifesto DevOps original

Hoje você descreve tudo em YAML.
No mainframe, isso sempre existiu:

//PIPEJOB JOB 'BELLACOSA', /* CLASS=A, MSGCLASS=X, TIME=0, REGION=0M, PRTY=15 */

Isso define:

  • Prioridade

  • Limite (ou não) de CPU

  • Memória

  • Classe de execução

  • Comportamento operacional

💡 Easter Egg:
PRTY=15 é o “run ASAP” do DevOps raiz 😎


🔀 Steps como stages de pipeline

Cada STEP é um stage isolado, previsível e rastreável:

//BUILD EXEC PGM=IGYCRCTL //TEST EXEC PGM=TESTRUN //DEPLOY EXEC PGM=LOADMOD

📌 Isso é:

  • Build

  • Test

  • Deploy

Só que sem marketing.


❌ COND: o if/else que evita desperdício

DevOps fala em:

“Não execute se o estágio anterior falhar.”

JCL já resolvia:

COND=(4,GT)

Tradução:

“Se algo deu ruim, nem continua.”

👉 Economia de CPU, custo e paciência.


🔄 RESTART: o sonho de todo pipeline moderno

Quantos pipelines cloud ainda fazem restart de verdade?

No mainframe:

//JOB JOB ...,RESTART=STEP03
  • Nada de reprocessar tudo

  • Nada de gambiarra

  • Nada de “vamos rodar de novo desde o começo”

💡 Curiosidade:
RESTART idempotente é disciplina de projeto. O mainframe sempre exigiu isso.


🌐 JCL e aplicações distribuídas

Hoje, um pipeline DevOps pode:

  • Chamar APIs

  • Publicar eventos

  • Rodar batch

  • Integrar sistemas

No mundo híbrido:

  • JCL dispara batch

  • Batch chama MQ

  • MQ aciona microserviço

  • Microserviço chama CICS

  • CICS grava no DB2

  • SMF registra tudo

👉 JCL vira o maestro do ambiente distribuído.


📊 Observabilidade: antes era obrigação

Hoje falam:

  • Observability

  • Tracing

  • Metrics

No JCL:

  • SYSOUT

  • SMF

  • RMF

  • JES logs

📌 Se não tem log, não roda.
📌 Se não mede, não entra em produção.

Mainframe ensinou isso cedo.


🪜 Passo a passo mental para o mainframer virar “DevOps”

  1. Veja jobs como pipelines

  2. Veja steps como stages

  3. Veja JES como scheduler

  4. Veja SMF como observabilidade

  5. Veja RESTART como retry inteligente

  6. Ignore o hype, foque nos princípios


📚 Guia de estudo (com cérebro mainframe)

🔹 Estude:

  • CI/CD

  • Pipelines

  • Event-driven

  • Observabilidade

🔹 Faça paralelos:

  • JCL ↔ YAML

  • JES ↔ Orquestrador

  • COND ↔ if/else

  • RESTART ↔ rerun from failure

🔹 Exercício clássico:

“Esse pipeline sobreviveria a um batch noturno de verdade?”


🏁 Conclusão – El Jefe fecha o pipeline

DevOps não inventou:

  • Orquestração

  • Automação

  • Governança

  • Resiliência

Ele renomeou.

O JCL já fazia tudo isso:

  • Sem buzzword

  • Sem framework da moda

  • Sem quebrar a cada release

Por isso, quando alguém diz:

“Pipeline moderno é coisa nova”

O mainframer responde, calmamente, com o café na mão:

“Novo é o nome.
O conceito… eu já rodei em produção.” ☕🔥

 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

🔥 CICS Transaction Server for z/OS 5.1 — A Virada do Jogo no CICS

 

Bellacosa Mainframe apresenta o cics 5.1

🔥 CICS Transaction Server for z/OS 5.1 — A Virada do Jogo no CICS



☕ Midnight Lunch no início da década de 2010

Estamos em 2012. O mundo corporativo não quer mais apenas green screens; quer interfaces modernas, serviços, agilidade, eficiência operacional e integração com tudo — do mobile ao cloud. O CICS TS 5.1 é a primeira versão da família 5.x a entregar esse salto totalmente alinhado com tecnologia moderna, sem destruir o legado que move o mundo há décadas.


📅 Datas importantes

📌 Data de Lançamento (GA): 3 de outubro de 2012 (estimado com base em anúncio de apoio de produtos relacionados)
📌 Fim de Vida/Suporte: Já fora de serviço há anos; versões posteriores (5.3, 5.4 e 5.5) tomaram o lugar de 5.1 no ciclo oficial.


CICS 5.1


🆕 O que há de novo e o que isso realmente quer dizer

O CICS TS 5.1 não foi apenas mais uma atualização. Foi um piso firme para o CICS moderno — uma plataforma transacional pronta para o mundo conectado:


💡 1) Eficiência operacional e Service Agility

CICS 5.1 foi projetado para satisfazer centenas de requisitos de clientes, focando em agilidade de serviço e eficiência operacional; é o ponto onde o CICS passa de monolito transacional para um servidor de serviços.


🔒 2) Gerenciamento baseado em policies

Regras de monitoramento e acionamento automático para:

  • uso excessivo de CPU

  • leitura/gravação de dados

  • thresholds de armazenamento

  • loops de programa
    Tudo definido por políticas inteligentes que substituem e ampliam o antigo “system event”.

💬 Bellacosa diz:

“É como colocar cintos de segurança eletrônicos no monitor transacional — automágico e automático.”


🌐 3) Web e integração nativa

Liberty Profile — o contêiner leve da IBM — começou a aparecer em 5.1, permitindo rodar:

  • Servlets e JSPs

  • HTTP nativo

  • Interfaces modernas via JCICS APIs

Isso foi o primeiro movimento real para desbloquear o CICS para aplicações web corporativas, bem antes de JSON/REST dominarem.


📊 4) Maior visibilidade & métricas

Novas capacidades para:

  • estatísticas de dispatcher e TCB

  • métricas detalhadas de workload

  • campos de performance detalhados

Esses dados permitiram operações e ajustes finos de produção como nunca antes.


🔗 5) Capacidade de Cloud/Serviço

Ainda que não “cloud-native” no sentido moderno, essa versão introduz caminhos para serviço de ciclo de vida e application platforms, permitindo cenários de deployment mais ágeis e seguros.


🧪 Mudanças e melhorias reais

Operações sem downtime
Algumas mudanças permitem ajustar parâmetros críticos (como SSL Certs) sem reiniciar a região, aumentando disponibilidade.

Suporte ampliado à JVM/Liberty
JVM servers 64-bit e primeiros passos com servlet containers dentro do CICS.

IDs de recursos modernos e CEMT novos
Novos comandos e opções para administrar mais dinamicamente recursos — por exemplo PERFORM SSL REBUILD.

Suporte técnico a linguagens e runtimes modernos
Compatibilidade com compilers e runtimes mais atuais, deixando atrás compiladores obsoletos e antigos modelos de programação.


🎯 Evolução e contexto histórico

O 5.1 foi o start oficial da família 5.x, que após essa base primordial evoluiu para:

  • 5.2 — incrementou SOA e REST/JSON

  • 5.3 — bateu o número de requisitos pedidos por clientes

  • 5.4 — trouxe suporte ainda maior à linguagem moderna

  • 5.5 — Node.js, GraphQL e mais integração
    👉 5.1, portanto, é a fundação de toda essa modernização.


💬 Eastereggs & Curiosidades Bellacosa

🍺 100+ requisitos reais de clientes implementados:
Não é exagero — a IBM contabilizou mais de cem pedidos de clientes nessa versão, focados em eficiência e flexibilidade.

🍺 Computação antes de “cloud” ser moda:
Embora o termo “cloud” fosse quase hipster em 2012, o CICS 5.1 já construía as fundações de serviço transacional distribuído — um ancestral direto de cloud-ready mainframe.

🍺 Operações sem reinício:
Mudanças importantes em parâmetros durante operações — bem antes de muita tecnologia moderna conseguir isso de forma fluida.


🧠 Exemplo real de produção

Imagine um core bancário em 2012:

📌 Antes — ambientes puramente green screens e Web via WebSphere Gateway.

📌 Com CICS 5.1 —

  • Aplicações COBOL/PL1 continuam rodando

  • Serviços HTTP nativos dispensam middleware externo

  • Políticas automatizam thresholds de performance

  • Métricas detalhadas reduzem MTTR

💬 Bellacosa comenta:

“Essa foi a primeira vez que muitos clientes disseram:
‘Não precisamos levantar WebSphere só pra falar com CICS’.”


💡 Dicas para quem ainda vive 5.1 hoje

✅ Explore policies antes de brincar com thresholds manualmente
✅ Use CICS Explorer para visualizar métricas operacionais
✅ Aproveite Liberty/JVM onde possível — mesmo em versões antigas
💬 Bellacosa:

“CICS 5.1 não é velho. É clássico moderno.”


📌 Conclusão — Bellacosa Mainframe

O CICS Transaction Server for z/OS 5.1 foi muito mais que um release:
🔹 Foi a fundação da era de serviço e integração moderna do CICS
🔹 It paved the way for modern Web, policies, metrics, and JVM support
🔹 Foi um divisor de águas para operações e agilidade corporativa

🔥 5.1 é o “Zero Hora” do CICS moderno.
Sem ele, nada do que veio depois faria tanto sentido.

domingo, 25 de novembro de 2012

🧠 Glossário traduzido: cloudês → mainframês

 


🧠 Glossário traduzido: cloudês → mainframês


Conhecimento básico sobre aplicações distribuídas para quem já leu dump sem café
ao estilo Bellacosa Mainframe | El Jefe Midnight Lunch


☕ Prólogo — quando a buzzword encontra o chão de fábrica

Todo mainframer já passou por isso:
entra numa reunião e alguém diz com convicção:

“Isso é stateless, escala sozinho e é cloud-native.”

O mainframer sorri por educação, mas pensa:

“Ok… em que horário isso cai?”

Este glossário não é para ridicularizar a cloud.
É para traduzir. Porque aplicações distribuídas não são magia — são mainframe sem disciplina (quando mal feitas).


1️⃣ Cloud-native → “Sistema que nasceu sem batch, mas vai pedir um” ☁️

Cloudês:
Aplicação projetada para rodar em containers, escalável e resiliente.

Mainframês:
Programa que não sabe onde roda, mas precisa sobreviver a restart, latência e falha parcial.

📌 Comentário Bellacosa:
Se não sobrevive a um recycle, não é cloud-native — é demo.


2️⃣ Stateless → “Estado escondido em algum lugar” 📦

Cloudês:
Serviço que não guarda estado.

Mainframês:
Estado foi empurrado para:

  • banco

  • cache

  • fila

  • ou pior: memória de outro serviço

😈 Easter egg:
Stateless absoluto só existe em apresentação de PowerPoint.


3️⃣ Microservices → “Monolito distribuído com mais chances de cair” 🧩

Cloudês:
Pequenos serviços independentes.

Mainframês:
Vários programas que agora falham separadamente e precisam de observabilidade.

📌 Regra de ouro:
Se você não sabe qual serviço caiu, não são microservices — são mistérios.


4️⃣ Event-driven → “MQ com marketing” 📣

Cloudês:
Arquitetura baseada em eventos assíncronos.

Mainframês:
PUT + GET + WAIT + REPROCESSAMENTO.

🔥 Comentário sincero:
Quem já confiou em MQ às cegas entende evento melhor que muito arquiteto cloud.


5️⃣ Retry → “GO TO sem vergonha” 🔁

Cloudês:
Tentativa automática em caso de falha.

Mainframês:
Reexecutar sem idempotência = duplicação garantida.

💣 Easter egg traumático:
Retry mal feito é como reprocessar batch sem limpar staging.


6️⃣ Observabilidade → “SMF que fala bonito” 📊

Cloudês:
Métricas, logs e traces correlacionados.

Mainframês:
SMF + RMF + JES + bom senso… só que agora em JSON.

📌 Tradução real:
Log sem contexto é só texto decorativo.


7️⃣ SRE → “Operação com diploma”

Cloudês:
Site Reliability Engineering.

Mainframês:
Quem já foi acordado por batch quebrado, só que agora mede erro por SLO.

😈 Comentário ácido:
SRE sem poder dizer “não” vira operador gourmet.


8️⃣ High Availability → “Requisito básico, não feature” 🧱

Cloudês:
Sistema sempre disponível.

Mainframês:
Se cair, alguém perde dinheiro.

🔥 Verdade inconveniente:
Mainframe nunca precisou explicar HA — ele sempre foi.


9️⃣ Chaos Engineering → “Desligar de propósito para aprender” 💥

Cloudês:
Testar resiliência causando falhas controladas.

Mainframês:
Fazer isso em produção sem aviso = demissão.

😈 Easter egg corporativo:
No mainframe, o caos sempre veio sem engenheiro.


🔟 Pipeline CI/CD → “JCL com autoestima” 🚀

Cloudês:
Automação de build e deploy.

Mainframês:
JOB com controle, rollback e responsabilidade.

📌 Tradução honesta:
Automatizar erro só faz errar mais rápido.


🧭 Passo a passo para sobreviver ao cloudês

1️⃣ Escute a buzzword
2️⃣ Traduza para conceito
3️⃣ Procure estado escondido
4️⃣ Pergunte sobre rollback
5️⃣ Exija observabilidade
6️⃣ Pense em produção, não em demo
7️⃣ Documente o óbvio


📚 Guia de estudo para mainframers curiosos

  • CAP Theorem (sem trauma)

  • Event-driven architecture

  • Observabilidade de ponta a ponta

  • Resiliência real

  • Arquitetura híbrida

  • Ferramentas APM (Instana, por exemplo)

📌 Dica Bellacosa:
Aprenda o suficiente para não ser enganado — nem arrogante.


🎯 Aplicações práticas no mundo real

  • Integração mainframe + cloud

  • Core bancário híbrido

  • APIs críticas

  • Governança técnica

  • Modernização sem suicídio operacional


🖤 Epílogo — 03:47, tudo verde no painel

Cloud não substituiu o mainframe.
Ela adotou seus problemas — só que com nomes novos.

El Jefe Midnight Lunch finaliza:
“Se você entende mainframe, já entende distribuído. Só faltava o dicionário.”

 

sábado, 24 de novembro de 2012

Florença e o show de fantoches.

Firenze a disneylandia da Italia


De todas as cidade italianas que visitei, Firenze me marcou por ser a mais viva. Comparando-a ha um grande parque de diversões, imagine uma cidade que atrai multidões.



Justamente por ter tantos turistas a cidade se converteu em uma grande parque, com inúmeras atraçoes desde lojas sofisticadas de marcas famosas, a igrejas milenares e a museus famosos no mundo inteiro.

Uma das coisas que mais me encantaram foram os diversos shows de rua, este pequeno video é um show de fantoches, cantando e dançado, era impossível não parar e assistir um pouco.




terça-feira, 6 de novembro de 2012

Velhos sabores e ventos de mudanças



Velhos sabores e ventos de mudanças

O tempo passa.
E passa sem pedir submit, sem avisar no console, sem dar chance de cancel. A gente cresce, muda, reconfigura prioridades, perde referências, esquece histórias inteiras e, curiosamente, pinta outras com cores que talvez nunca tenham existido daquele jeito. A memória, como todo sistema antigo, tem seus patches, seus workarounds e seus bugs conhecidos.

Com o tempo, começamos a sentir saudade das pessoas que partiram. Não apenas das que morreram, mas também daquelas que simplesmente saíram do nosso círculo interno. Amizades que um dia rodavam em full shared mode passam a existir só como arquivos arquivados, lidos de vez em quando, em modo read-only. Outras novas surgem, entram em produção, algumas ficam, outras falham no teste de carga e desaparecem silenciosamente.

Velhos filmes já não emocionam do mesmo jeito. Filmes novos às vezes surpreendem, às vezes passam sem deixar log. A vida entra num período de inconstância contínua, uma sequência de mudanças, novidades e descobertas. Parece um sistema que nunca para, sempre em upgrade, sempre em maintenance window — e nunca totalmente estável.

A verdade é que a vida vai transcorrendo.
O relógio não para. O contador de tempo só incrementa. E, aos poucos, vamos ficando mais desapegados. Mais céticos. Com menos sonhos grandiosos e mais metas pequenas, práticas, possíveis. Aquela lista infinita de desejos vai sendo reduzida, otimizada, priorizada. Scope reduction, diriam os gerentes.

São tantas mudanças. Algumas felizes, daquelas que aquecem o coração. Outras infelizes, que deixam cicatrizes invisíveis. Momentos doces, que lembram sobremesa de infância. Momentos amargos, difíceis de engolir. E muitos, muitos momentos agridoce, esse sabor estranho que só quem já acumulou alguns bons anos de uptime conhece bem.

Mas isso é viver.
Viver é acumular experiências como quem acumula versões: umas melhores, outras piores, mas todas necessárias para chegar até aqui. É entender que nem tudo precisa ser novo, nem tudo precisa ser descartado. Alguns sabores antigos continuam fazendo sentido, mesmo num mundo obcecado por novidades.

No fim das contas, vamos seguindo.
Com menos pressa, menos ilusão, talvez menos brilho nos olhos — mas com mais entendimento. E percebendo que envelhecer não é perder sabor, é aprender a reconhecê-lo melhor.

Porque viver, no fim, é isso:
executar o job da vida, aceitar os return codes, e seguir em frente acumulando anos, histórias… e memórias que, mesmo antigas, ainda sabem exatamente como nos tocar.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

🍖 GRUPO SÉRGIO — Meu Primeiro Rodízio, Minha Primeira Side Quest Gastronômica




🍖 GRUPO SÉRGIO — Meu Primeiro Rodízio, Minha Primeira Side Quest Gastronômica
Bellacosa Mainframe — Blog El Jefe Midnight Lunch


Há coisas que a vida guarda numa gaveta secreta da alma.
Pequenas, bobas até.
Mas que quando abertas, uau, soltam luz, cheiro, sabor e uma saudade doce.

Nos anos 1970, aquilo que hoje se faz sem pensar — pedir iFood, entrar no Outback, comer rodízio no almoço da firma — era coisa de outro mundo.
Raro. Festivo.
Um evento com brilho próprio.

E eu tenho uma dessas joias guardadas:
a primeira vez que fui a um restaurante de rodízio.




🍞 Antes do luxo existia marmita afetiva

Eu fuço os cantos da memória e não lembro exatamente quando.
Só sei que veio depois de muitas viagens onde o restaurante era o céu, mas nós ficávamos com os pés bem plantados na terra.

A regra era clara:
Dona Mercedes não gastava no que podia cozinhar.

A gente viajava com:

  • pão caseiro com manteiga e mortadela

  • bolo gelado embrulhado em papel alumínio

  • refrigerante enrolado em jornal pra ficar fresco

  • e aquele cheirinho de lar que vinha junto no porta-malas

Restaurante era luxo.
Piquenique era realidade.
E olha — era bom demais.

Mas veio o grande dia.




🥩 GRUPO SÉRGIO — Radial Leste, na Quarta Parada: o portal para outro mundo

Não lembro quem casou.
Se era primo, vizinho, amigo do meu pai… tanto faz.
Meu foco de pequeno oni devorador era um só:
festa + comida + novidade.

Chegamos ao lendário GRUPO SÉRGIO, na Radial Leste — um salão de rodízio tão grande que mais parecia ginásio de escola técnica.
Dizem — e eu confirmo — cabiam mil pessoas lá dentro.
E não é exagero da minha pena saudosista não, hein?



💫 E lá estava eu, com os olhos faiscando…

✨ Mesas enormes, toalhas brancas impecáveis
✨ Pratos de porcelana do tamanho da lua cheia
✨ Talheres pesados como espada de samurai
✨ Garçons desfilando como NPCs de missão principal
✨ O cheiro sagrado da carne assando no altar de fogo

Atrás do balcão, três homens duelavam com as brasas.
Era arte. Era magia. Era churrasco.

Primeiro veio a massa:
spaghetti, fusili, lasagna, penne — o chef apontava, eu dizia sim pra tudo.

Depois saladas, palmito, queijo, azeitona.
Tudo chique, tudo brilhante, tudo novo.

E então…




🔥 ROUND 3 — A INVASÃO DAS CARNES

A verdadeira quest começou.

  • linguiça calabresa

  • filé macio e escapando do garfo

  • costela que quase chorava no corte

  • maminha, frango, pernil, carneiro

  • e mais, e mais, e mais…

Eu comia como se o amanhã fosse ficção científica.
Como se aquele fosse o último jantar antes do apocalipse.
E talvez fosse — afinal, quando a vida daria outro banquete daquele?

Pequeno Vaguinho entrou no modo glória + buff de apetite + XP infinito.

Mas o final boss ainda viria…




🍮 O Carrinho das Sobremesas — Game Clear

Quando as bandejas se foram e o estômago já tocava o céu,
surge ele…

O carrinho brilhante, celestial, a nave mãe do açúcar.

Em cima:

  • pudim de leite — o mais brilhante dos artefatos

  • pudim de creme

  • bolo recheado com camadas impossíveis

  • pêssego em calda

  • gelatinas tremelicando como geleia de pixels

  • compotas, tortas, doce até a alma ficar grudenta

Resultado?

Game zerado.
Final feliz desbloqueado.
NPCs sorriam. O mundo piscava.
E eu sabia: aquele dia ficaria guardado para sempre.


Hoje, rodízio é trivial.
PF vira almoço de qualquer terça.
A vida segue, o paladar amplia.

Mas nenhum churrasco — por mais caro, fino, premiado que seja — superou
o primeiro portal aberto na Radial Leste, o Rodízio Grupo Sérgio.

Foi como derrotar o chefão final e, de brinde, ganhar o pergaminho da lembrança eterna.

E toda vez que fecho os olhos, ainda vejo:
a carne brilhando, o prato pesado, o sorriso da infância.

E sinto fome de novo.
Não só de comida —
de vida. 🥩🔥

– Bellacosa Mainframe, Vagner menino, Vagner hoje.