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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Afinal o que é este espaço?


 

Este blog é o espaço onde registro minhas experiências, paixões e curiosidades, como uma espécie de diário digital que combina três universos que fazem parte da minha vida: as viagens, a informática de mainframe e a cultura otaku/anime. Ele nasceu da vontade de compartilhar momentos, impressões e reflexões, mas rapidamente evoluiu para algo maior, tornando-se um ponto de encontro entre relatos de mundo real e referências da cultura pop japonesa, sempre atravessados pela minha vivência como profissional e entusiasta de tecnologia.



Cada postagem é uma oportunidade de viajar junto comigo, seja no sentido literal — explorando cidades, culturas e cenários diferentes — seja no sentido figurado, acompanhando mergulhos no fascinante universo dos animes ou em curiosidades da área de informática. Quando escrevo sobre viagens, meu objetivo é transportar o leitor para o lugar onde estive. Uso fotos, filmes, links e até desenhos para tornar cada relato mais vívido. Como alguém que se define quase como um turista profissional, confesso que adoro a sensação de dormir em uma cama diferente e acordar em um lugar totalmente novo. Essa mistura de estranhamento e descoberta me inspira a registrar tudo: os detalhes das ruas, as cores dos mercados, a comida local, as expressões das pessoas. Minha câmera está sempre à mão, pronta para capturar “tudo e mais um pouco”.



Por outro lado, meu lado informático de mainframe também se manifesta aqui. A tecnologia é mais do que meu trabalho: é parte da minha identidade. Escrevo sobre curiosidades do mundo do mainframe, sua história, suas ferramentas e como ele ainda hoje sustenta sistemas críticos em todo o planeta. Muitas vezes, faço paralelos entre a estabilidade e a robustez do mainframe com as próprias viagens que realizo: ambos exigem disciplina, organização e, ao mesmo tempo, abertura para lidar com o inesperado.



E, é claro, não poderia faltar o universo que me acompanha desde cedo: o dos animes e da cultura otaku. Aqui, compartilho guias, listas e análises de personagens, tramas e estilos visuais. Gosto de explorar desde clássicos até produções mais recentes, sempre buscando conexões entre simbolismo, estética e impacto cultural. Para mim, os animes são mais do que entretenimento: são uma lente pela qual também podemos enxergar valores, dilemas e até mesmo comparações com a vida real.



Essa mistura de temas pode parecer inusitada, mas é justamente isso que dá personalidade ao blog. Ele não é apenas um espaço para registrar viagens, nem apenas um diário de informática, tampouco somente uma vitrine de cultura otaku. É o reflexo de quem sou: um viajante curioso, um profissional apaixonado por tecnologia e um otaku que encontra nos animes inspiração e companhia.



Portanto, ao visitar este espaço, você encontrará um pouco de tudo: relatos de viagem repletos de imagens e curiosidades, reflexões sobre mainframe e informática, e guias envolventes sobre animes. Minha intenção é que cada leitor possa se sentir parte dessa jornada, seja viajando junto, aprendendo algo novo sobre tecnologia ou descobrindo um anime para maratonar.



Embarque comigo nesta aventura!




Seja muito bem-vindo ao El Jefe Midnight Lunch.

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

📜 El Jefe Midnight Lunch – Diário de um Coelho Mainframeado 🐇💾

 

📜 El Jefe Midnight Lunch – Diário de um Coelho Mainframeado 🐇💾

Por Vagner Bellacosa – escrito com o cheiro de spool queimando e café passado na madrugada


Às vezes eu me sinto o coelho da Alice.

Sempre correndo, sempre atrasado, olhando para um relógio imaginário preso no pulso como um job com TIME=1440 e EXEC = contagem regressiva constante. A vida adulta é uma espécie de JCL infinito — steps em cadeia, dependencies em cascata, return codes imprevisíveis. Um STOP não existe, no máximo um WAIT.

E sabe o que mais me espanta?
Esse bug funcional da vida moderna onde rodamos múltiplos batchs simultâneos, mas sem aumento de CPU, memória ou I/O. Arruma a cama, sobe o job CAFÉ, unload na máquina de louça, LOAD ROUPAS, estende, recolhe, paga boletos... sempre com uma flag de débito acesa no console.



Não sou workaholic — longe disso, nem optimized compile eu faço por prazer. Mas o dia a dia virou um CICS transacional enlouquecido, um loop sem checkpoint, sem flush. O século XXI prometeu cloud, AI, carros voadores, hoverboard… e nos entregou só latência humana, notificações infinitas e a sensação de que o tempo é o dataset mais raro do planeta.

Antes, existia aquela cenoura dourada chamada aposentadoria.
Cinquenta anos, job finalizado com RC=0, vida mais tranquila, mesa de dominó na praça, um churrasco no sábado, tempo para existir.



Agora?
62 anos para submit, com uma redução de renda que parece dump hexadecimal ilegível. Vou ter que continuar processando em batch, quase na mesma carga, para manter o mínimo de qualidade de vida.

E me dizem:

"Guarde dinheiro para velhice."

Eu rio. Um REXX bem-resolvido dói menos.
Como guardar, se o custo de vida é um ABEND constante? Se tudo quebra, tudo vence, tudo sobe? E olha que eu não estou na base do salário mínimo — sou profissional gabaritado, especialista, com diploma e experiência.

Aí imagino quem vive com bem menos.
Se eu, com infraestrutura parruda, já sinto fragmentação no storage, imagino um usuário com 256K de RAM tentando rodar um SAP.

O século XXI vendeu uma utopia, um canto de sereia digital, e quando abrimos o dataset percebemos:
o contrato social veio corrompido.



E agora?
Com IA otimizando tudo, automatizando tudo, demitindo o que for scriptável...
pra onde vão os humanos?
Quem nos recompila?
Quem garante que não seremos apenas prints obsoletos de um sistema legado?

Talvez sejamos todos coelhos.
Correndo, correndo, correndo...



Só espero que no final do buraco exista algo mais do que só joblog.
Tomara que tenha Wonderland.

E café quente.

☕🐇💾
Bellacosa, desligando o terminal — mas só por um MERGE rápido, o próximo job já está em hold.


quinta-feira, 14 de março de 2024

📜 O Retorno, Parte II — O Velho da Montanha e o Silêncio do Mundo

 


📜 O Retorno, Parte II — O Velho da Montanha e o Silêncio do Mundo
por El Jefe, Bellacosa Mainframe Edition

Dez anos se passaram desde o retorno.
O tempo fez o que sempre faz: apagou alguns rastros, aprofundou outros, deixou a alma com cicatrizes que só se sentem em dias de silêncio.

Cinquenta anos de idade — a curva do caminho onde o corpo desacelera, mas o pensamento ganha fôlego.
Hoje, olho pra trás e me vejo partindo em 2002, cheio de sonhos, cruzando o Atlântico com a cabeça leve e o coração aberto. O mundo parecia vasto, possível, ainda cheio de cores.
A Europa era o cenário, mas o enredo era meu.

Quando voltei, em 2014, o Brasil me pareceu um espelho embaçado.
Agora, dez anos depois, percebo que o mundo inteiro virou esse espelho — rachado, confuso, ruidoso.
Guerras, extremismos, ruínas políticas, falsos profetas de todas as ideologias.
Não existe mais aquele “lá fora” que um dia me encantou.
E o “aqui dentro” aprendeu a se defender ficando quieto.

A dorzinha ainda está aqui.
Não é grito, é suspiro.
Um incômodo discreto, desses que se sentam contigo no fim do dia e perguntam:
“Lembra de quem você era?”

Sim, lembro. E às vezes sinto falta.
Mas entre um voo e outro — Lisboa, Porto, Madrid, Paris — já aprendi que o retorno nunca mais será completo.
Hoje cruzo o oceano como turista, e talvez seja isso que me mantém são: saber que o passado continua lá, mas que não há mais casa possível no tempo.

Meu filho cresce em Portugal.
É estranho vê-lo seguir um caminho que parece o mesmo que um dia escolhi, mas com uma leveza que já não tenho.
Ele é o futuro, eu sou o arquivo — um dataset antigo, ainda funcional, mas lido apenas por quem entende a linguagem.

A política ficou pra trás.
As ilusões também.
Sobrou o professor, o consultor e o velho da montanha — meio ermitão, meio filósofo de estrada, vivendo longe da confusão, aprendendo a ouvir o som do vento e o ruído da própria respiração.

Descobri que a paz não é o oposto da guerra, é a arte de não participar dela.
E que o silêncio, esse companheiro fiel, é o mais honesto dos diálogos.

Hoje, se me perguntam se sou feliz, não sei responder.
Mas sei que sou inteiro — mesmo que em pedaços.
E isso, aos cinquenta, é uma forma de vitória.

☕️ Bellacosa Mainframe — porque algumas almas só rodam bem no modo batch, processando o tempo em silêncio.

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

🎤 MÁRCIA PASTEL & FREDDIE MERCURY — O CROSSOVER IMPROVÁVEL

 

Bellacosa Mainframe perdido em pensamentos e literalmente sem rumo

🎤 MÁRCIA PASTEL & FREDDIE MERCURY — O CROSSOVER IMPROVÁVEL

Naqueles tempos em que paquera acontecia no metrô, olhares eram offline, e anotar telefone era ato de coragem logística, conhecei a Márcia.

Entre passeio no shopping, sorvetes no mac donalds, visitas a cohab José Bonifacio, namorico de sofá no apartamento da avó umas escadas acima — romance urbano clássico do suburbio de São Paulo numa era pré-internet.

E como todo romance paulista raiz…
tinha detalhe gastronômico:
a mãe dela era pasteleira.

E surge então um dos apelidos mais simetricamente paulistanos que já existiu:
Márcia Pastel.
Romântico? Talvez não.
Inevitável? Com certeza.

Durou pouco, mas deixou marca.

E aí veio o dia fatídico.

Na mesma tarde em que o mundo perdia Freddie Mercury, perdi Márcia.
Duas batidas fortes no peito na mesma frequência.
Dois lutos distintos, mas que o cérebro conectou no mesmo dataset.

Freddie virou trilha sonora.
Márcia virou capítulo.
E o dia virou marco.




🌑 A NOITE EM QUE ME PERDI NO MEU PRÓPRIO TERRITÓRIO

Coração partido tem um poder estranho:
ele desorienta.
Desfaz o GPS emocional.
Zera o mapa interno.

Eu — um andarilho experiente, navegador de cidades, o homem que nunca se perde, nem com idioma estranho, nem com clima hostil — resolveu ir andando de Itaquera até Guaianases.

Andar pra esquecer.
Caminhar pra curar.
Pisando no asfalto como quem tenta reiniciar a alma.

Mas naquele novembro…
Me perdi, virei pro lado errado e quase cheguei em São Mateus.

Não numa cidade desconhecida.
Não num país distante.
Não num labirinto europeu.

Me perdi no seu bairro. Teatro conhecido de inumeras voltas de bicicleta e mesmo a pé.

E isso é a definição poética perfeita do luto amoroso:
quando até as ruas que eu conheço deixam de me reconhecer.



🕍 A IGREJINHA PROTESTANTE — O CHECKPOINT DIVINO

Caminhando sem norte, atravessando vielas que pareciam cena de Cidade de Deus, rostos fechados, becos suspeitos…
o perigo era real.

E então surge a NPC salvadora da quest:
uma senhora protestante.
Saião longo, cabelo comprido, Bíblia apertada embaixo do braço — o uniforme oficial das anciãs sagradas do subúrbio.

Você pergunta o caminho.
Ela arregala os olhos, já imaginando o tamanho da encrenca.

E como toda boa crente-raiz,
te deu instruções como quem narra uma missão da Arca de Noé:

— “Filho… é longe. Mas você vai fazer assim…”

E te entregou instruções detalhadas para o meu mapa mental.
O único mapa da noite.



🚶 A JORNADA DE 5 HORAS ATÉ O VIADUTO SAGRADO

Seguindo as instruções, passos rápidos, cabeça baixa, coração pesado…
assustado,

preocupado,

andei.
E andei.
E andei.

Até que no horizonte surgiu o farol urbano, o checkpoint final, o save point da minha adolescência:
o viaduto de Guaianases cruzando os trilhos da velha CBTU, a antiga Ferrovia Central do Brasil.

Era como ver o USS Enterprise saindo da dobra espacial depois de horas na escuridão.
Já sabia:
estava salvo.

Cheguei em casa quase à meia-noite, exausto, mas inteiro.

E, principalmente, reencontrado.



🌟 CONCLUSÃO — O QUE FICA QUANDO A GENTE SE PERDE

Algumas histórias entram na nossa vida como música do Queen:
intensas, trágicas, grandiosas, cheias de eco.

Aquela noite não foi só o fim de um namoro.
Foi um rito de passagem.
Foi o momento em que descobri que até quem nunca se perde…
pode se perder quando o coração falha.

Mas também descobri que sempre existe:

  • uma senhora de saião para guiar,

  • uma rua correta para virar,

  • um viaduto iluminado esperando como um Farol de Alexandria,

  • um lar ao fim da jornada.

E que, no fim,
como diria Freddie…
The show must go on.

E eu continuei.

Fui ainda mais longe.
E contei a história.
E hoje ela vive —
ao estilo Bellacosa Mainframe —
preservada como um snapshot imortal em meu diário estelar.




segunda-feira, 15 de abril de 2019

💾 Capítulo 3 — Entre o 3270 e o XT: o despertar do programador

 


💾 Capítulo 3 — Entre o 3270 e o XT: o despertar do programador

Série: Crônicas de um Office-Boy Mainframe

Entre uma ida ao banco e outra, eu já não era mais o mesmo.
O garoto que carregava pastas começou a carregar também uma curiosidade sem fim.
Naquela época, os computadores ainda tinham cheiro de tinta, poeira e novidade.
E bastava um terminal 3270 piscando na tela para que o coração batesse diferente.

O 3270 era o portal para o sistema central — o grande cérebro da empresa.
Eu via os analistas digitando comandos enigmáticos, telinhas cheias de números, mensagens que pareciam falar com outro mundo.
E pensava comigo:

“Como será que eles fazem isso acontecer?”


 

Foi então que o XT entrou de vez na minha história.
Aquele micro que chegou em uma caixa, e que ninguém sabia montar, agora estava em pleno funcionamento.
E o office-boy curioso virou seu “operador não-oficial”.

💡 Eu aprendia no instinto — sem curso, sem internet, sem manual.
Descobria as funções por tentativa e erro.
Comandos do MS-DOS, teclas de função, diretórios…
Era o nascimento do meu alfabeto digital.

Comecei a anotar tudo em um caderninho surrado:
DIR, COPY, DEL, FORMAT, CLS — cada comando era um pequeno feitiço.
O XT virou minha escola silenciosa.

Durante os intervalos, eu ficava observando o comportamento do sistema.
Quando dava erro, tentava entender o porquê.
Sem perceber, estava pensando como programador — ainda que o cargo dissesse “office-boy”.

Alguns colegas achavam estranho aquele garoto preferir o teclado à conversa.
Outros riam, dizendo que “computador era coisa de engenheiro”.
Mas algo dentro de mim dizia que aquele era o meu caminho.



⚙️ Foi ali, entre o 3270 e o XT, que despertei.
Descobri que máquinas podiam obedecer ideias, que lógica podia virar ação.
E que, no fundo, programar era uma forma de conversar com o invisível —
de transformar curiosidade em código, e código em futuro.



Anos depois, quando entrei no mundo do mainframe, percebi que tudo começou ali:
Naquele micro empoeirado da Avenida Paulista,
com um garoto da Zona Leste digitando seus primeiros comandos
sem saber que estava escrevendo, linha por linha, o roteiro da própria vida.



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

💼 Da Zona Leste à Avenida Paulista

 


💼 Da Zona Leste à Avenida Paulista

Acordava cedo, o sol mal nascido sobre os telhados de Guaianazes, extremo leste de São Paulo.
Marmita na sacola, mochila com cadernos e livros, gravata meio torta, e um coração cheio de sonhos. Sempre atrasado e sempre correndo. Num contra-relogio que pequenos atrasados eram questão de vida e de morte.

🚆 O destino? Avenida Paulista.

Pegava os trens cacarecos da CBTU, que somente um milagre divino, fazia funcionar, pessoas penduradas, portas abertas, alguns maconheiros e evangélicos disputavam centímetro a centímetros o espaço interior dos vagões. Ao chagar no Brás, outra epopeia, agora os ônibus hiper lotados do Largo da Concórdia, atravessava o centro velho e subia a cidade como quem sobe uma montanha.
No caminho, via o Brasil real — gente simples, batalhadora, movendo a engrenagem da metrópole.

Eu era office-boy, entre documentos, carimbos e filas de banco.
Mas o que me fascinava mesmo eram os terminais 3270.
Aquelas telas verdes piscando códigos… pareciam janelas para outro mundo.

Um dia, uma caixa misteriosa chegou ao escritório.
Dentro dela, um microcomputador XT, monitor VGA novinho.
Zero quilômetro. Zero medo. Só ninguém sabia montar. 😅

Tomei coragem e fui até a sala do gerente geral, o Dr. Vicente Kazuhiro Okazaki.
Pedi permissão para instalar. Ele me olhou, surpreso — um garoto cheio de espinhas, solicitando pra mexer em um computador.

Depois de um silêncio que pareceu uma eternidade, ele sorriu, pegou o telefone e ligou para a secretaria Elizabeth:

“Deixa o rapaz montar esta maquina. Vamos ver no que dá.”

E ali, entre uma entrega e outra, entre um 3270 e uma marmita aquecida no vapor, na sala de reunião improvisada como refeitorio: eu comecei a minha grande aventura: pilotar o pc,  digitar, conectar, aprender e entrei num portal do outro mundo.



💻 Aquele PC virou meu laboratório.
A Avenida Paulista, meu primeiro datacenter.
E o office-boy da Zona Leste, o aprendiz que descobria a magia dos sistemas.

Hoje, quando vejo uma API REST conversando com um mainframe, lembro daquele XT.
Daquela tela VGA monocromático verde, o barulhinho do leitor de disquetes 5 1/4 carregando o sistema MS-DOS, a maquina inicializando naquele prompt, piscando o futuro.
E do dia em que liguei, ao mesmo tempo, um computador e o meu destino.

Naquele momento nunca imaginei, que iria chegar tão longe, tinha sonhos, tinha esperanças, mas a realidade era muido dura,  os desafios e perigos enormes. Obrigado Dr. Vicente por ter acredito em mim.


#Mainframe #COBOL #HistóriasDeTI #MemóriasDeUmOfficeBoy #Tecnologia #Anos80 #AvenidaPaulista #ZL #Inspiração #BellacosaMainframe


domingo, 13 de maio de 2018

📟🌸 “ABEND NO SISTEMA, FOME NO SISTEMA — UM DIA COMUM NO ANTIGO ABN AMRO REAL”

 


📟🌸 “ABEND NO SISTEMA, FOME NO SISTEMA — UM DIA COMUM NO ANTIGO ABN AMRO REAL”
Crônica Bellacosa Mainframe para os padawans otakus com CPF ativo e saudade de São Paulo raiz


Estamos em 1999, avenida Paulista, coração financeiro do Brasil, ainda atarefados com a fusão do banco, as correções do bug do milenio, o famoso Y2k. Mas era um dia absolutamente comum no antigo ABN AMRO Real, aquele prédio onde a gente sabia que se o CICS estivesse lento, provavelmente a cafeteria também estaria, entupida de analistas parlapiando. Eu e a Lili estávamos naquela conversa matinal clássica de quem já sobreviveu a mais dumps do que relacionamentos:

“Capitão, você já viu esse ABEND S0C7? Seu programa de rateio de acionista,, aqui tá mastigando alfanumérico como se fosse RAMEN.”
“Manda o dump, Lili… vamos ver qual tabela ODO explodiu desta vez.”



Enquanto o SYSLOG cuspia mensagens $HASP e o RACF fazia aquele “não vai passar!” digno de Gandalf corporativo, monte de memos enviados a Analise de Produção e naquele status de waiting, quando a conversa desandou — como sempre — para comidas japonesas.

Porque é isso: nada une mais um time de mainframe do que COBOL e carboidratos.







🍙 ONIGUIRI — O Capitão jurava que era coxinha triangular

Lili, com a sabedoria ancestral de quem já brigou com VSAM RLS, disse:

“Lili, não se estresse, mas eu sempre achei que oniguiri era tipo uma coxinha de sushi.”

E Lili, já em modo senpai, mas quase tacando o teclado na minha cabeça:

“Oniguiri é arroz moldado com carinho e desespero… tipo adaptar copybook novo às 11h58 antes de virar janela.”

Falamos de umeboshi, nori, triângulos, e daquela clássica cena dos animes em que o herói segura o oniguiri com brilho mágico como se fosse um “recupera arquivo perdido” do SDSF.


🍢 DANGO — O trio bolinha que parece job rodando em classe A

Eu ri:

“Dango parece spool: tudo em filinha.”

E a Lili:

“E quando vem com molho mitarashi, parece até que passaram caramelo na JCL pra ver se roda mais rápido.”

Já estávamos naquele nível da fome em que qualquer objeto circular virava comida.


🍰 CASTELLA — O bolo que engana qualquer analista no horário da tarde

Este curioso e atrapalhado amigo:

“Esse é aquele bolo de mel que parece pão de ló?”

Lili no comando...


“Sim, o bolo importado pelos portugueses no século XVI… o único código legado dessa época que ainda funciona sem ABEND.”


🍮 PUDIM JAPONÊS — O PUDIM OTAKU OFICIAL

E, obviamente, caímos na discussão eterna: “Por que no anime o pudim brilha?”

Minha resposta técnica:

“Porque os animadores usam brilho pra dizer: ‘se alguém comer isso sem permissão, o episódio vira filler de briga’.”


De repente…

O relógio do CICS marcava 11h59

E Lili soltou:

“Capitão, se a gente não sair AGORA, só sobra aquele obentô triste com arroz duro do bar da esquina.”

E como dois analistas experientes evitando S322 em batch crítico, levantamos imediatamente.


🍜 Destino: Um restaurante japonês delicioso na Brigadeiro Luís Antônio

Saímos pela Paulista com aquela sensação de missão crítica:
“Se não chegar antes do meio-dia, a fila é maior que validação de RACF num dia de troca de senha.”

E fomos lembrando dos clássicos:

  • Temaki do tamanho de um volume VSAM

  • Lámen fumegante que cura até dump de madrugada

  • Katsu que crunch-crunch igual teclado mecânico novo do programador

  • Karaage que te dá vontade de escrever copybooks melhores

Lili, empolgada:

“Hoje eu quero katsudon. Igual o do Yu-Gi-Oh.”
“Mano… katsudon é do Yuri on Ice.”
“É tudo com Y… deixa quieto.”

E rimos.

Porque mainframe é isso:
entre um ABEND e outro, a gente cria histórias, gargalha e sempre, sempre planeja o almoço.



🍡🍡🍡 Para saber mais sobre delícias da culinária niponica: 🍱🍱🍱

30 comidas japonesas em animes

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2012/08/30-comidas-otaku-que-aparecem-em-animes.html


Doces niponicos para otakus

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2013/06/parte-1-doces-otaku.html


Comidas japonesas de rua e barraquinhas

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2014/10/parte-2-lanches-street-food-otaku.html


Pratos quentes e deliciosos da culinaria japonesa

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2015/09/parte-3-pratos-quentes-caseiros-otaku.html


Comidas classicas japonesas.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2016/07/parte-4-classicos-tradicionais.html


Comidas exoticas e bizarras no Japão

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2017/01/parte-5-comidas-estranhas-bizarras-dos.html


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Viagens passadas: Santa Catarina e o Beto Carrero World.

Rumo a diversão em 1999.


El Jefe e família tiraram ferias é foram conhecer o Beto Carrero World em Santa Catarina, uma aventura deliciosa onde passeamos bastante, vimos novas realidades, provamos novos sabores e curtimos bons momentos que ficaram gravados nestes pequenos videos-fotos.

Espero que curtam este momento único em que a família inteira se diverte.

O tubarão na baía dos piratas no BCW.


A vila germânica no BCW.




Escalibur e os cavaleiros da tavola redonda no BCW.



Africa e o joao de barro no BCW.




O cowboy no faroeste no BCW.




Aviaoneta em Brusque.



O teleferico em Brusque.




Camburiu e seus magnatas.




A trupe passeando de barco.



domingo, 13 de março de 2016

Relembrando momentos

Alguns momentos

Selecionei 28 bons momentos que ocorreram entre 2002 e 2003, partindo do Brasil, aterrissando em Portugal, explorando Espanha e descobrindo França.


  • Cisne timido




  • Visitando a cave do Sandman




  • A lenda do medronho





  • Vista do Arco do Triunfo




  • Torre dos estudantes
















  • Um forte 





  • Fonte dos Leoes