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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Engenharia Militar : Capítulo VI — Inteligência, Reconhecimento e Espionagem: A Guerra é Vencida por Quem Enxerga Primeiro

Bellacosa Mainframe apresenta engenharia militar parte vi

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Engenharia Militar sem Mistérios para Programadores COBOL

Capítulo VI — Inteligência, Reconhecimento e Espionagem: A Guerra é Vencida por Quem Enxerga Primeiro

Quando um Programador COBOL Descobre que o Maior Perigo Não Está no Inimigo... Está nas Decisões Tomadas Sem Informação

A névoa cobria completamente o vale.

Do alto da muralha, o jovem samurai apertava os olhos tentando distinguir algum movimento entre as árvores.

Nada.

Silêncio absoluto.

Mesmo assim, o velho comandante permaneceu imóvel.

Depois de alguns minutos perguntou:

— O que você vê?

— Nada.

— Então ainda não aprendeu a observar.

O rapaz ficou confuso.

— Se não existe ninguém...

...o que devo procurar?

O comandante sorriu.

— Pegadas.

Galhos quebrados.

Fumaça.

Pegadas de cavalos.

Pegadas de carroças.

Marcas de rodas.

Cinzas recentes.

Pássaros levantando voo.

Silêncio onde normalmente existem insetos.

A guerra nunca começa quando vemos o inimigo.

Ela começa muito antes.

Séculos depois...

04h11 da madrugada.

Uma equipe de produção recebia um chamado urgente.

Uma aplicação havia parado.

Todos olhavam para o programa COBOL.

O analista mais experiente, entretanto, fazia outra pergunta.

— O que mudou hoje?

Silêncio.

Ninguém sabia.

Naquele instante, o jovem desenvolvedor descobriu que investigar sistemas críticos parecia muito mais com o trabalho de um detetive do que com o de um programador.

Pegue seu café.

Hoje caminharemos pela parte mais silenciosa da engenharia militar.

Porque toda fortaleza que sobreviveu durante séculos possuía excelentes muralhas.

Mas também possuía excelentes observadores.


1. A inteligência vem antes da batalha

Ao longo da História, inúmeros conflitos foram decididos antes mesmo do primeiro combate.

Por quê?

Porque um dos lados conhecia:

  • o terreno;

  • a quantidade de tropas;

  • os suprimentos;

  • as rotas;

  • o clima;

  • as intenções do adversário.

Conhecimento reduz incerteza.

E reduzir incerteza significa aumentar a qualidade das decisões.

O melhor comandante não é necessariamente aquele que luta melhor.

É aquele que luta apenas quando compreende o cenário.


2. O reconhecimento

Na engenharia militar existe uma atividade essencial.

Reconhecimento.

Antes de mover milhares de soldados é necessário descobrir:

Existe ponte?

Existe rio?

Existe lama?

Existe floresta?

Existe emboscada?

Existe água?

Existe alimento?

Existe rota alternativa?

Essa etapa parece lenta.

Mas economiza vidas.

Na programação ocorre exatamente igual.

Antes de alterar um programa COBOL devemos realizar reconhecimento técnico.


3. O reconhecimento de um programa COBOL

Imagine que você receba uma manutenção.

Antes de escrever qualquer linha, investigue.

Quem chama este programa?

Quem é chamado por ele?

Quais copybooks utiliza?

Quais arquivos lê?

Quais tabelas atualiza?

Existe CICS?

Existe MQ?

Existe Db2?

Existe VSAM?

Existe API?

Existe JCL específico?

Existe scheduler?

Existe documentação?

Existe histórico de incidentes?

Esse levantamento parece burocrático.

Na realidade...

é inteligência operacional.


4. O explorador imprudente

Existe um erro muito comum entre iniciantes.

Abrir o programa.

Encontrar o IF.

Alterar.

Compilar.

Testar.

Implantar.

Sem compreender o restante.

Isso equivale a um explorador entrar em uma floresta desconhecida olhando apenas dois metros à frente.

Talvez consiga atravessar.

Talvez encontre um penhasco.

A diferença está na informação.


5. O mapa vale mais que a espada

Os antigos cartógrafos eram considerados profissionais estratégicos.

Um mapa correto permitia:

economizar dias de viagem;

evitar montanhas;

encontrar água;

transportar suprimentos;

escapar de cercos.

Hoje nossos mapas são diferentes.

Podem ser:

diagramas;

fluxogramas;

inventários;

dependências;

arquiteturas;

linhagem de dados;

catálogos de APIs;

runbooks.

Quanto melhor o mapa...

menor o risco da campanha.


6. O Investigador COBOL

Antes de modificar qualquer rotina, transforme-se em investigador.

Exemplo de roteiro.

Etapa 1

Leia toda a especificação.

Etapa 2

Descubra quando o programa executa.

Etapa 3

Descubra quem depende dele.

Etapa 4

Procure alterações semelhantes.

Etapa 5

Leia comentários antigos.

Etapa 6

Converse com especialistas.

Etapa 7

Somente então altere o código.

Muitas vezes metade do problema desaparece durante essa investigação.


7. O poder das perguntas

Um bom engenheiro não começa respondendo.

Começa perguntando.

Perguntas como:

Por que essa regra existe?

Quando surgiu?

Quem solicitou?

Quem aprovou?

Ela ainda é necessária?

Existe legislação envolvida?

Qual processo de negócio depende disso?

Qual seria o impacto de removê-la?

Essas perguntas frequentemente revelam mais que horas examinando código.


8. A espionagem na História

Espiões existiram em praticamente todas as civilizações.

No Japão feudal encontramos diversas formas de coleta de informação.

Na China antiga, Sun Tzu dedicou um capítulo inteiro ao uso estratégico de agentes.

Na Europa medieval, mercadores frequentemente transportavam notícias entre reinos.

Nem toda informação vinha de soldados.

Quem conhece primeiro...

decide primeiro.


9. Inteligência não é espionagem

Essa diferença é importante.

Espionagem é apenas uma das formas possíveis de obter informação.

Inteligência significa:

coletar;

organizar;

correlacionar;

analisar;

interpretar;

transformar dados em decisão.

No Data Center fazemos isso diariamente.

Logs.

SMF.

RMF.

Estatísticas.

Alertas.

Métricas.

SQL.

Performance.

Tudo isso produz inteligência operacional.


10. O CSI do Mainframe

Durante nossas conversas utilizamos diversas vezes a metáfora da série CSI.

Ela funciona muito bem.

O investigador não pergunta:

"Quem parece culpado?"

Pergunta:

"O que as evidências mostram?"

Da mesma forma, um bom analista não começa culpando:

o COBOL;

o Db2;

o CICS;

o storage.

Primeiro coleta evidências.

Depois formula hipóteses.

Finalmente valida cada hipótese.

É exatamente o método científico.


11. O Log é uma testemunha

Muitos iniciantes enxergam logs apenas como mensagens.

Na verdade eles são testemunhas.

Um log bem construído informa:

quem executou;

quando;

o que ocorreu;

qual registro foi processado;

qual erro apareceu;

qual decisão foi tomada.

Sem logs...

uma investigação transforma-se em adivinhação.


12. O ABEND também conta uma história

Quando um ABEND acontece...

não devemos perguntar apenas:

"Como removê-lo?"

Precisamos perguntar:

"Por que ele apareceu?"

Um ABEND pode revelar:

erro de dados;

erro de integração;

erro operacional;

erro de infraestrutura;

erro humano;

erro arquitetural.

Eliminar o sintoma não elimina necessariamente a causa.


13. Goblin Slayer e o reconhecimento

Goblin Slayer dificilmente invade uma caverna imediatamente.

Primeiro observa.

Conta pegadas.

Calcula entradas.

Analisa vento.

Verifica fumaça.

Escuta sons.

Pergunta aos moradores.

Somente depois define o plano.

Ele nunca confunde coragem com imprudência.

Essa postura deveria inspirar qualquer profissional de TI.


14. Shogun e a informação

Em Shogun, informação vale mais que milhares de soldados.

Quem conhece:

as alianças;

os comerciantes;

os missionários;

os portos;

os rumores;

os interesses políticos;

possui enorme vantagem.

As guerras raramente são decididas apenas pela força.

São decididas pela qualidade das informações disponíveis.


15. Attack on Titan e as hipóteses

Uma das grandes qualidades da obra é mostrar personagens mudando de estratégia quando surgem novos fatos.

Eles revisam hipóteses.

Questionam crenças.

Reavaliam decisões.

Na engenharia acontece igual.

Quando novas evidências aparecem...

precisamos estar dispostos a abandonar explicações antigas.


16. A inteligência dos dados

Hoje falamos muito sobre Inteligência Artificial.

Mas IA depende profundamente da qualidade dos dados.

Existe um antigo princípio.

Garbage In, Garbage Out.

Se os dados estão incorretos...

o modelo produzirá decisões incorretas.

O mesmo vale para programas COBOL.

A lógica pode ser perfeita.

Dados ruins produzem resultados ruins.


17. Curiosidade Histórica

Durante a Segunda Guerra Mundial, a quebra de códigos criptográficos e a análise sistemática de mensagens tiveram impacto estratégico comparável ao de grandes batalhas. Informações obtidas e corretamente interpretadas permitiram antecipar movimentos, proteger comboios e reduzir perdas.

Nos ambientes corporativos modernos, a análise de logs, métricas, eventos de segurança e indicadores operacionais desempenha papel semelhante. A capacidade de transformar dados em decisões rápidas aumenta significativamente a resiliência dos sistemas críticos.


18. Easter Egg — O IF que Nunca Foi Executado

Conta uma antiga história de um banco que existia um trecho de código aparentemente inútil.

IF WS-CONTROLE = 'S'
    PERFORM PROCESSAMENTO-ESPECIAL
END-IF

Durante quinze anos...

ninguém viu aquela condição ser verdadeira.

Um novo desenvolvedor decidiu removê-la.

Parecia código morto.

Os testes passaram.

Produção também.

Até chegar o fechamento anual.

Naquele único dia do ano...

um sistema externo enviava exatamente o valor "S".

O processamento especial alimentava relatórios exigidos por um órgão regulador.

O IF nunca estava morto.

Apenas aguardava o momento correto.

Depois do incidente, um comentário foi adicionado:

* EXECUTADO SOMENTE NO FECHAMENTO ANUAL.
* NÃO REMOVER SEM VALIDAR PROCESSO REGULATÓRIO.

O problema não era a condição.

Era a investigação incompleta.


19. Checklist do Investigador COBOL

Antes de modificar qualquer sistema:

✔ Descobri quem chama este programa?

✔ Conheço seus consumidores?

✔ Li os comentários?

✔ Consultei a documentação?

✔ Analisei logs anteriores?

✔ Verifiquei histórico de incidentes?

✔ Entendi o objetivo da regra?

✔ Existe impacto legal?

✔ Existe impacto contábil?

✔ Existem dependências ocultas?

✔ Os testes representam produção?

✔ Registrei minhas descobertas?


Conclusão — O Homem que Aprendeu a Observar

O jovem samurai caminhava ao lado do velho comandante.

Pararam diante da floresta.

O mestre perguntou:

— Ainda não vê ninguém?

O rapaz sorriu.

— Vejo muito mais do que soldados.

Vejo trilhas.

Vejo árvores quebradas.

Vejo fumaça distante.

Vejo que passaram carroças pesadas.

Vejo que alguém alimentou uma fogueira há poucas horas.

Vejo que os pássaros evitam determinada região.

O velho assentiu.

— Agora você começou a enxergar.

Na madrugada do Data Center, o jovem programador recebeu mais um chamado.

Em vez de abrir imediatamente o editor COBOL, fez algo diferente.

Consultou os logs.

Leu o histórico.

Verificou o scheduler.

Comparou os arquivos.

Analisou os SQLCODEs.

Conversou com a operação.

Depois de vinte minutos concluiu:

O programa estava correto.

O problema era um dataset produzido com layout antigo por outro sistema.

Nenhuma linha de COBOL precisou ser alterada.

O veterano aproximou-se e perguntou:

— O que você aprendeu esta noite?

O rapaz respondeu:

— Descobri que programar é importante.

Mas investigar é indispensável.

O comandante sorriu.

No horizonte, a névoa começava a desaparecer.

Não porque o inimigo tivesse ido embora.

Mas porque alguém finalmente aprendera a enxergar através dela.

E aquele era o primeiro passo para tornar-se não apenas um programador COBOL...

...mas um verdadeiro engenheiro de sistemas críticos.

Este capítulo encerra o primeiro ciclo da série mostrando que estratégia, logística, segurança e arquitetura dependem de inteligência e observação.

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Engenharia Militar sem Mistérios para Programadores COBOL

Uma campanha completa sobre estratégia, logística, inteligência, segurança, liderança, continuidade, sistemas críticos, IBM Z e COBOL.

Consultar arquivo
25 documentos
2014–2016 linha histórica
IBM Z fortaleza digital
COBOL linguagem da missão
Arquivo estratégico

Um Data Center analisado como uma fortaleza em guerra

A série Engenharia Militar sem Mistérios para Programadores COBOL compara castelos, exércitos, muralhas, cadeias de comando, logística, inteligência e operações militares com os ambientes IBM Z responsáveis por bancos, governos, seguros, transportes e serviços essenciais.

Cada artigo apresenta uma parte dessa arquitetura: aplicações COBOL, Jobs JCL, transações CICS, bancos Db2, filas MQ, segurança RACF, monitoramento, contingência, liderança, documentação e continuidade operacional.

Sala de operações

Índice da campanha

25 documentos localizados
Índice permanente

Links completos da série Engenharia Militar

Esta relação permanece disponível no HTML da página para mecanismos de busca, leitores de tela, navegadores sem JavaScript e ferramentas de arquivamento.

  1. Engenharia Militar sem Mistérios para Programadores COBOL
  2. Prólogo — O Chamado do Guardião
  3. Capítulo I — O Castelo, a Ponte e o Job que Não Podia Falhar
  4. Capítulo II — Estratégia, Operação e Tática
  5. Capítulo III — A Cadeia de Comando
  6. Capítulo IV — Logística
  7. Capítulo V — As Muralhas Invisíveis
  8. Capítulo VI — Inteligência, Reconhecimento e Espionagem
  9. Capítulo VII — A Arte da Guerra Aplicada ao Mainframe
  10. Capítulo VIII — Liderança, Moral e Disciplina
  11. Capítulo IX — Inovação, Evolução e o Futuro
  12. Capítulo X — O Legado do Engenheiro
  13. Capítulo XI — O Guardião Invisível
  14. Capítulo XII — A Fortaleza Invisível
  15. Capítulo XIII — Os Sentinelas da Madrugada
  16. Capítulo XIV — A Civilização Invisível
  17. Capítulo XV — Engenharia de Cerco
  18. Glossário IBM Z + Engenharia Militar
  19. Apêndice A — Correspondências Históricas e Técnicas
  20. Os 10 Animes Mais Emblemáticos Sobre Engenharia Militar
  21. Os 10 Animes Mais Emblemáticos Sobre Logística Militar
  22. Os 10 Animes Mais Emblemáticos Sobre Tática Militar
  23. Os 10 Animes Mais Emblemáticos Sobre Estratégia Militar
  24. Especial — Guerrilha Urbana
  25. Especial — Guerrilha no Campo e na Floresta
Bellacosa Mainframe — Arquivo de Engenharia Militar

Estratégia, disciplina, conhecimento, resiliência e continuidade aplicados aos sistemas que não podem parar.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

📚 O Grande Bestiário da Fantasia : Volume VI Métal Hurlant

 

Bellacosa Mainframe e o grande bestiario da fantasia parte vi

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

📚 O Grande Bestiário da Fantasia

Das Revistas Pulp aos Animes Modernos

Volume VI

Métal Hurlant

A Revista Francesa que Ensinou o Mundo a Sonhar de Forma Diferente

"Enquanto os Estados Unidos aperfeiçoavam bárbaros e dragões, um grupo de artistas franceses decidiu quebrar todas as regras. Eles não queriam apenas desenhar histórias. Queriam desenhar sonhos. Dessa rebeldia nasceu uma revista que influenciaria Star Wars, Alien, Blade Runner, Akira, Berserk e praticamente toda a fantasia moderna."


☕ Bellacosa Time Machine

Destino: Paris

Ano: 1975

Paris vive um momento efervescente.

Cinema experimental.

Quadrinhos.

Música.

Filosofia.

Arte.

Tudo parece mudar ao mesmo tempo.

Num pequeno escritório...

Três artistas discutem apaixonadamente.

Eles estão cansados.

Cansados dos quadrinhos tradicionais.

Cansados das mesmas histórias.

Cansados dos mesmos enquadramentos.

Querem algo novo.

Muito novo.

Nasce uma revista.

Seu nome:

Métal Hurlant

Poucos imaginam.

Ela mudará para sempre a imaginação do planeta.


O Mundo Antes de Métal Hurlant

Na década de 1970.

Quadrinhos eram vistos como entretenimento infantil.

Super-heróis.

Faroeste.

Humor.

Romance.

Poucos acreditavam que HQ poderia ser arte.

Então...

Os franceses resolveram provar o contrário.


Les Humanoïdes Associés

Tudo começou com três nomes.

Jean Giraud.

Philippe Druillet.

Jean-Pierre Dionnet.

Pouco depois.

Bernard Farkas.

Fundaram uma editora.

O objetivo era simples.

Publicar histórias que ninguém teria coragem de publicar.


Jean Giraud

Talvez você nunca tenha ouvido esse nome.

Mas certamente conhece seu pseudônimo.

Moebius.

Um dos maiores artistas da história.

Sua influência é praticamente impossível de medir.


Philippe Druillet

Se Moebius desenhava sonhos.

Druillet desenhava catedrais cósmicas.

Suas páginas parecem explodir.

Arquiteturas impossíveis.

Naves gigantescas.

Civilizações infinitas.

Pouquíssimos artistas ousaram tanto.


Jean-Pierre Dionnet

O roteirista.

O organizador.

O visionário.

Entendia que artistas precisavam de liberdade.

Sem ele.

Talvez Métal Hurlant nunca existisse.


O Que Tornava a Revista Diferente?

Tudo.

Absolutamente tudo.

Não havia limites.

Misturava:

fantasia

ficção científica

terror

filosofia

surrealismo

sexo

humor

política

poesia

Era impossível prever a próxima página.


Moebius Não Desenhava...

Ele Construía Universos

Observe qualquer obra sua.

Não existem apenas personagens.

Existem:

paisagens

máquinas

roupas

idiomas visuais

arquiteturas

ecossistemas

Você sente que aquele mundo continua existindo...

Mesmo quando fecha o livro.


Arzach

Quase sem diálogos.

Um guerreiro silencioso.

Montado numa criatura voadora.

Cruza paisagens impossíveis.

Não existe explicação.

Não existe tutorial.

Você apenas observa.

Décadas depois.

Dark Souls faria exatamente isso.


O Leitor Inteligente

Métal Hurlant acreditava em algo revolucionário.

O leitor não precisava receber tudo explicado.

Ele podia interpretar.

Imaginar.

Descobrir sozinho.

Parece estranho?

Hoje chamamos isso de:

Show, Don't Tell.


Druillet e a Arquitetura Impossível

Enquanto Howard criava reinos.

Druillet criava...

Universos.

Naves do tamanho de cidades.

Templos infinitos.

Planetas ocos.

Escadas impossíveis.

Tudo desenhado manualmente.

Cada página parecia uma pintura.


A Cor Como Narrativa

Outra revolução.

As cores deixavam de representar realidade.

Passavam a representar emoção.

Um céu verde.

Um sol roxo.

Montanhas vermelhas.

Tudo funcionava.

Porque não buscavam realismo.

Buscavam sensação.


O Silêncio

Existe outro detalhe fascinante.

Muitas histórias possuem poucos diálogos.

O cenário fala.

A iluminação fala.

As ruínas falam.

A composição fala.

É exatamente o que veremos décadas depois em:

Dark Souls.

Elden Ring.

Blame!

Girls' Last Tour.


A Europa Descobre Que Fantasia Pode Ser Filosofia

Até então.

Fantasia era aventura.

Métal Hurlant pergunta:

Quem somos?

O que é consciência?

O tempo existe?

Máquinas podem sonhar?

Civilizações morrem?

Deuses envelhecem?

A fantasia ganha profundidade.


A Explosão Mundial

Poucos anos depois.

Os Estados Unidos criam:

Heavy Metal

Versão americana inspirada diretamente em Métal Hurlant.

Milhões de leitores conhecem:

Moebius.

Druillet.

Caza.

Enki Bilal.

Corben.

Toda uma geração muda.


Hollywood Bate à Porta

Logo chegam convites.

Cinema.

Publicidade.

Concept Art.

Design.

Produção.

Hollywood descobre que aqueles franceses imaginavam mundos como ninguém.


Star Wars

George Lucas.

Apaixonado por arte europeia.

Moebius influenciaria diversos artistas ligados ao universo Star Wars, especialmente no campo do design conceitual e da ficção científica visual.

Embora ele não tenha criado o visual de Star Wars, sua linguagem artística passou a dialogar com muitas produções da franquia ao longo dos anos.


Alien

Ridley Scott.

Designers.

Concept artists.

Todos estudavam arte europeia.

As paisagens gigantescas.

As ruínas.

Os desertos.

A sensação de solidão.

Tudo isso ecoa em inúmeras produções do período.


Blade Runner

Novamente.

Arquitetura.

Escala.

Cidade viva.

Mistura cultural.

Grandes estruturas.

O DNA europeu está presente.


O Japão Observava Tudo

Enquanto isso.

No Japão.

Mangakás começam a descobrir aqueles artistas.

Entre eles.

Um jovem chamado...

Kentaro Miura.

Outro.

Katsuhiro Otomo.

Outro.

Hayao Miyazaki.

Todos reconhecem a importância da arte europeia para ampliar as possibilidades narrativas e visuais dos quadrinhos japoneses, ainda que cada um desenvolva um estilo próprio.


Berserk

Olhe para:

castelos

armaduras

catedrais

gigantes

demônios

silêncio

paisagens

Agora observe Moebius.

Observe Druillet.

As influências artísticas dialogam de forma evidente, misturando tradição europeia, pintura clássica e linguagem dos mangás.


Akira

Não pela fantasia.

Mas pela composição.

Escala.

Arquitetura.

Cidades.

Perspectiva.

O impacto europeu também aparece aqui.


O Melhor Tipo de Fantasia

Métal Hurlant nunca dizia:

"Pense assim."

Ela perguntava:

"E se...?"

Esse talvez seja seu maior legado.


Easter Egg do Bellacosa Mainframe

Imagine Moebius visitando um CPD dos anos 1970.

Um operador pergunta:

— O senhor entende de computadores?

Moebius responde:

— Não.

Entendo de universos.

O operador sorri.

— Então estamos na mesma profissão.

Um cria mundos com tinta.

O outro...

Com COBOL.


Curiosidades que Pouca Gente Conhece

🇫🇷 O nome significa "Metal Uivante"

"Métal Hurlant" pode ser traduzido livremente como "Metal Uivante" ou "Metal Gritante", refletindo sua proposta ousada e futurista.


🚀 Heavy Metal nasceu inspirada nela

A revista americana Heavy Metal foi lançada em 1977 licenciando muito do conteúdo publicado originalmente em Métal Hurlant.


🎨 Moebius trabalhou em grandes produções

Além dos quadrinhos, colaborou em projetos ligados ao cinema e ao design conceitual, influenciando obras de ficção científica ao redor do mundo.


🏛 Druillet desenhava como um arquiteto

Suas páginas frequentemente ignoravam os quadros tradicionais, transformando cada folha em uma composição monumental.


📖 A revista influenciou muito além da fantasia

Cyberpunk, horror, space opera, fantasia filosófica e ficção científica contemporânea carregam elementos que passaram por Métal Hurlant.


Quando a Imaginação Ganhou Liberdade

Robert E. Howard mostrou que a fantasia podia ser brutal.

Frank Frazetta ensinou como ela poderia ser vista.

Gary Gygax permitiu que qualquer pessoa a experimentasse.

Então chegou Métal Hurlant para provar que a imaginação não precisava mais obedecer a nenhuma fronteira.

Depois dela, um castelo podia flutuar no vazio. Um guerreiro podia atravessar desertos sem dizer uma palavra. Um planeta inteiro podia contar uma história apenas por sua arquitetura. O leitor deixava de consumir aventuras prontas e passava a interpretar símbolos, atmosferas e silêncios.

Essa liberdade criativa atravessou o Atlântico, influenciou o cinema, transformou os quadrinhos e encontrou terreno fértil no Japão. Décadas depois, ela ressurgiria em mangás como Berserk, em videogames como Dark Souls e em incontáveis mundos onde o cenário fala tanto quanto os personagens.

No próximo volume, nossa máquina do tempo seguirá para outro capítulo essencial dessa genealogia da fantasia: conheceremos Heavy Metal, a revista americana que apresentou essa revolução artística a milhões de leitores e ajudou a espalhar a estética da fantasia adulta pelo mundo, tornando-a parte definitiva da cultura pop.


☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

📚 O Grande Bestiário da Fantasia

Das Revistas Pulp aos Animes Modernos

Uma viagem pelas raízes da fantasia moderna: mitologia, revistas pulp, Robert E. Howard, Conan, Frank Frazetta, RPG, quadrinhos europeus, Dark Fantasy, MMORPGs e a chegada dos grandes animes de fantasia.

17 capítulos disponíveis.

I
As origens

Volume I — Antes de Conan

Uma viagem às raízes da fantasia: Gilgamesh, Beowulf, sagas nórdicas, mitologias antigas, Lord Dunsany, William Morris e Edgar Rice Burroughs.

Ler o Volume I ↗
II
O criador

Volume II — Robert E. Howard

A vida do escritor de Cross Plains que criou Conan, Kull, Solomon Kane, Bran Mak Morn e estabeleceu as fundações da Sword and Sorcery.

Ler o Volume II ↗
III
Era Hiboriana

Volume III — O Universo Conan

A engenharia da Era Hiboriana: reinos, povos, religiões, mapas, civilizações e o primeiro grande world building da fantasia moderna.

Ler o Volume III ↗
IV
Arte fantástica

Volume IV — Frank Frazetta

Como a força, o movimento, as sombras e os monstros de Frazetta definiram visualmente a fantasia que conhecemos.

Ler o Volume IV ↗
V
RPG de mesa

Volume V — Dungeons & Dragons

Quando a fantasia deixou de ser apenas lida e passou a ser vivida por jogadores, mestres, guerreiros, magos e ladrões ao redor de uma mesa.

Ler o Volume V ↗
VI
Quadrinhos europeus

Volume VI — Métal Hurlant

A revista francesa que rompeu fronteiras entre fantasia, ficção científica, surrealismo e narrativa visual.

Ler o Volume VI ↗
VII
Fantasia adulta

Volume VII — Heavy Metal

Quando a fantasia europeia cruzou o Atlântico, ganhou novas vozes e conquistou a cultura pop mundial.

Ler o Volume VII ↗
VIII
Grimdark

Volume VIII — Warhammer Fantasy

O Velho Mundo, os Deuses do Caos, os Skaven e a fantasia sombria onde a vitória do bem nunca é garantida.

Ler o Volume VIII ↗
IX
Dark Fantasy

Volume IX — Berserk

Kentaro Miura reuniu séculos de fantasia, arte europeia, horror, tragédia e guerra em uma das obras mais influentes do mangá.

Ler o Volume IX ↗
X
D&D no Japão

Volume X — Record of Lodoss War

A campanha de RPG que virou romance, mangá e anime, criando uma ponte definitiva entre Dungeons & Dragons e a fantasia japonesa.

Ler o Volume X ↗
XI
Fantasia e humor

Volume XI — Slayers

Lina Inverse demonstrou que a fantasia podia rir dos próprios clichês sem abandonar magia, aventura, perigo e construção de mundo.

Ler o Volume XI ↗
XII
Magia e responsabilidade

Volume XII — Sorcerous Stabber Orphen

Um protagonista cínico, magos imperfeitos e um universo onde magia possui teoria, limites, custos e consequências humanas.

Ler o Volume XII ↗
XIII
Mundos persistentes

Volume XIII — Ultima Online, EverQuest e Ragnarok Online

Os MMORPGs transformaram a fantasia em mundos habitados 24 horas por dia, com guildas, mercados, guerras, profissões e comunidades reais.

Ler o Volume XIII ↗
XIV
Sociedade virtual

Volume XIV — Log Horizon

Um MMORPG deixa de ser apenas um jogo e se transforma em uma civilização com economia, leis, diplomacia, educação e governança.

Ler o Volume XIV ↗
XV
Realidade virtual

Volume XV — Sword Art Online

Quando um MMORPG deixou de ser apenas um mundo virtual e se tornou uma prisão onde perder a partida significava perder a própria vida.

Ler o Volume XV ↗
Capítulo especial

As Revistas Pulp

Weird Tales, Amazing Stories, Argosy, Black Mask e outras revistas que publicaram heróis, monstros, detetives e mundos que mudariam a cultura popular para sempre.

Ler o capítulo especial ↗
Ω
Conclusão da série

O Guia Definitivo da Evolução da Fantasia Moderna

O índice final da série, conectando todos os capítulos e revelando como mitologia, pulp, Conan, RPG, quadrinhos, games e animes fazem parte da mesma árvore genealógica.

Ler o guia definitivo ↗
A linhagem

Das tábuas de argila aos mundos virtuais

Mitologias Revistas Pulp Conan Frazetta D&D Quadrinhos Europeus Warhammer Berserk Animes MMORPGs Isekais

O Grande Bestiário da Fantasia
Uma jornada do papel barato das revistas pulp aos pixels brilhantes dos mundos virtuais.

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terça-feira, 9 de junho de 2015

☕🔥 LABORATÓRIO PRÁTICO — IBM Integration Bus (Broker) Integrando COBOL/MQ com JSON REST

 

Bellacosa Mainframe e o laboratorio de ibm integration bus (broker)


☕🔥 LABORATÓRIO PRÁTICO — IBM Integration Bus (Broker) Integrando COBOL/MQ com JSON REST

Este laboratório simula um cenário REAL de mercado:

Um sistema COBOL no mainframe envia uma mensagem MQ em formato legado, e o IBM Integration Bus (IIB/ACE) transforma tudo em JSON para APIs modernas.

Você aprenderá:

✅ fluxo completo
✅ MQ Input
✅ transformação EBCDIC/Copybook → JSON
✅ ESQL
✅ Message Flow
✅ deploy
✅ testes
✅ troubleshooting


🎯 CENÁRIO DO LAB

Sistema legado (Mainframe)

Envia:

000123JOAO      0000500

Formato:

  • posição fixa

  • padrão COBOL

  • MQ


Broker/IIB/ACE

Recebe:

  • MQ Queue

Transforma:

  • fixed length

  • copybook lógico

  • JSON

Entrega:

  • API REST

  • ou outra fila MQ


🏗️ ARQUITETURA

COBOL Batch/CICS
       ↓
     IBM MQ
       ↓
 MQINPUT NODE
       ↓
 COMPUTE NODE (ESQL)
       ↓
 JSON OUTPUT
       ↓
HTTP/MQ/API

📦 PASSO 1 — PREPARAR O AMBIENTE

Você precisará:

ComponenteFunção
IBM MQMensageria
IBM ACE/IIBIntegração
ToolkitDesenvolvimento
Queue ManagerFilas
MQ ExplorerAdministração

📌 FILAS DO LAB

Entrada

LAB.INPUT

Saída

LAB.OUTPUT

⚙️ PASSO 2 — CRIAR AS FILAS MQ

Script MQSC

DEFINE QLOCAL(LAB.INPUT)
DEFINE QLOCAL(LAB.OUTPUT)

▶️ EXECUTAR

Linux:

runmqsc QM1 < filas.mqsc

Windows:

runmqsc QM1

Cole os comandos.


🔥 PASSO 3 — CRIAR O PROJETO NO ACE TOOLKIT

Novo Application

File → New → Application

Nome:

LAB_MAINFRAME_JSON

🔥 PASSO 4 — CRIAR MESSAGE FLOW

Novo Message Flow

MF_MAINFRAME_JSON

🧩 PASSO 5 — ADICIONAR NODES

Arraste:

NodeFunção
MQInputReceber MQ
ComputeTransformar
MQOutputEnviar saída

🔗 CONECTAR

MQInput → Compute → MQOutput

⚙️ PASSO 6 — CONFIGURAR MQINPUT

Queue Name

LAB.INPUT

Queue Manager

QM1

⚙️ PASSO 7 — CONFIGURAR MQOUTPUT

Queue

LAB.OUTPUT

🧠 PASSO 8 — CRIAR O ESQL

Compute Node

Clique:

Open ESQL

✨ CÓDIGO COMPLETO

CREATE COMPUTE MODULE MAINFRAME_TO_JSON

CREATE FUNCTION Main() RETURNS BOOLEAN
BEGIN

    DECLARE MSG CHAR;
    
    SET MSG = CAST(InputRoot.BLOB.BLOB AS CHAR CCSID 1208);

    DECLARE CONTA CHAR;
    DECLARE NOME  CHAR;
    DECLARE SALDO CHAR;

    SET CONTA = SUBSTRING(MSG FROM 1 FOR 6);
    SET NOME  = TRIM(SUBSTRING(MSG FROM 7 FOR 10));
    SET SALDO = SUBSTRING(MSG FROM 17 FOR 7);

    CREATE FIELD OutputRoot.JSON.Data;

    SET OutputRoot.JSON.Data.conta = CONTA;
    SET OutputRoot.JSON.Data.nome  = NOME;
    SET OutputRoot.JSON.Data.saldo = CAST(SALDO AS INTEGER);

    RETURN TRUE;

END;

END MODULE;

🧠 O QUE ESSE ESQL FAZ?


📌 PASSO A PASSO DA LÓGICA

1️⃣ Recebe o BLOB MQ

SET MSG = CAST(InputRoot.BLOB.BLOB AS CHAR CCSID 1208);

Converte:

  • bytes MQ

  • para texto


2️⃣ Extrai os campos

Conta

SET CONTA = SUBSTRING(MSG FROM 1 FOR 6);

Pega:

000123

Nome

SET NOME = TRIM(SUBSTRING(MSG FROM 7 FOR 10));

Pega:

JOAO

Saldo

SET SALDO = SUBSTRING(MSG FROM 17 FOR 7);

Pega:

0000500

📌 MONTA JSON

SET OutputRoot.JSON.Data.conta = CONTA;

Cria:

{
  "conta": "000123"
}

🚀 RESULTADO FINAL

Mensagem saída:

{
  "conta": "000123",
  "nome": "JOAO",
  "saldo": 500
}

🔥 PASSO 9 — DEPLOY

Clique direito

Deploy → Integration Server

📦 PASSO 10 — TESTAR

Enviar MQ Message

Use:

amqsput LAB.INPUT QM1

Digite:

000123JOAO      0000500

ENTER
ENTER novamente.


📥 VERIFICAR SAÍDA

amqsget LAB.OUTPUT QM1

🎉 RESULTADO

{
  "conta":"000123",
  "nome":"JOAO",
  "saldo":500
}

🔥 O QUE VOCÊ APRENDEU AQUI?

Você criou:

✅ integração real
✅ transformação legado → moderno
✅ parsing de layout COBOL
✅ transformação JSON
✅ fluxo MQ
✅ ESQL
✅ Message Flow


🧠 CENÁRIOS REAIS DE MERCADO

Esse padrão é MUITO usado para:

LegadoModerno
COBOLAPI REST
VSAMJSON
CICSCloud
MQKafka
DB2Microservices

🚨 PROBLEMAS COMUNS

❌ CCSID errado

Erro clássico:

caracteres estranhos

Solução:

  • validar UTF-8

  • EBCDIC

  • CCSID MQ


❌ Campo deslocado

Exemplo:

JOAO indo para saldo

Problema:

  • posições incorretas


❌ JSON vazio

Problema:

  • OutputRoot errado


❌ MQInput não lê

Verificar:

  • queue manager

  • channel

  • listener

  • permissões


🔥 LAB AVANÇADO (PRÓXIMOS PASSOS)

Você pode evoluir para:

✅ Copybook COBOL real
✅ XMLNSC
✅ SOAP
✅ REST API
✅ Kafka
✅ integração DB2
✅ CICS Web Services
✅ SAP IDoc
✅ HTTPS OAuth2
✅ JWT
✅ transformação XML ↔ JSON


🏆 DESAFIO EXTRA

Transforme este layout:

000123JOAO      00005000000100SP

Em:

{
  "conta":123,
  "nome":"JOAO",
  "saldo":500,
  "agencia":100,
  "estado":"SP"
}

☕🔥 CONCLUSÃO

Esse laboratório mostra exatamente:

como o IBM Integration Bus/ACE virou a ponte entre o mundo COBOL/mainframe e o universo APIs/cloud.

É literalmente:

✅ legado falando moderno
✅ MQ falando REST
✅ EBCDIC falando JSON
✅ mainframe conectado ao futuro 🚀


segunda-feira, 8 de junho de 2015

🔥💣 Quando Falar Demais Cansa: por que seu parceiro precisa conversar o tempo todo — e seu cérebro pede SOS? 💣🔥

 

Bellacosa Mainframe o risco de falar demais e cansar

🔥💣 Quando Falar Demais Cansa: por que seu parceiro precisa conversar o tempo todo — e seu cérebro pede SOS? 💣🔥

🧠💬 1. FALAR COMO FORMA DE PROCESSAR O MUNDO

Para muita gente, pensar = falar.

  • A pessoa organiza ideias falando
  • Entende emoções enquanto verbaliza
  • “Resolve” o dia colocando tudo pra fora

👉 Enquanto isso, outras pessoas:

  • pensam internamente
  • só falam quando já processaram

💡 Resultado:

  • um fala pra pensar
  • o outro pensa pra falar

👉 conflito clássico de interface


❤️🔐 2. NECESSIDADE DE CONEXÃO (APEGO)

Baseado na teoria de John Bowlby

Algumas pessoas usam a conversa como:

  • validação emocional
  • sensação de proximidade
  • confirmação de que “está tudo bem”

👉 Então falar muito = manter o vínculo ativo

Se o parceiro é mais silencioso:

  • pode ser interpretado como distância
  • mesmo que não seja

⚡🔋 3. DIFERENÇA DE ENERGIA: INTROVERTIDO vs EXTROVERTIDO

Inspirado por Carl Jung

  • Extrovertido:
    • ganha energia falando
    • interação = combustível
  • Introvertido:
    • perde energia com excesso de interação
    • silêncio = recarga

👉 Aqui nasce a sensação de:

  • um: “isso é conexão”
  • outro: “isso está me drenando”

🧬🎯 4. DOPAMINA SOCIAL

Algumas pessoas têm mais recompensa ao:

  • compartilhar
  • contar histórias
  • comentar tudo

👉 Pequenas interações geram prazer real

Outras:

  • não sentem esse ganho
  • preferem interações mais profundas e menos frequentes

🔁📊 5. CONDICIONAMENTO (HISTÓRICO DE VIDA)

Se a pessoa aprendeu que:

  • falar = ser ouvido
  • falar = receber atenção
  • falar = evitar conflito

👉 o cérebro automatiza isso

E pode surgir o padrão:

  • falar muito, mesmo sem conteúdo relevante

🚨💣 O PONTO CRÍTICO (ONDE O RELACIONAMENTO QUEBRA)

O problema não é falar muito.

👉 É quando existe desalinhamento de necessidade:

Pessoa APessoa B
precisa falarprecisa de silêncio
vê conexãosente cansaço
busca interação levebusca profundidade

👉 Resultado:

  • irritação
  • sensação de desgaste
  • ruído emocional

🧠💡 TRADUÇÃO ESTILO MAINFRAME

IF PARCEIRO_A = "VERBAL"
THEN PROCESSAMENTO = EXTERNO
ELSE
PROCESSAMENTO = INTERNO
END-IF

IF DIFERENCA_NAO_ALINHADA
MOVE "ATRITO" TO RELACIONAMENTO

🔧🔥 COMO RESOLVER (SEM QUEBRAR O SISTEMA)

Aqui está o ajuste fino:

✅ 1. Nomear o comportamento (sem ataque)

Ex:

  • “eu preciso de silêncio pra recarregar”
  • “você precisa falar pra se sentir conectado”

👉 tira do pessoal e leva pro sistema


✅ 2. Criar “janelas de comunicação”

  • momentos pra conversar livremente
  • momentos de silêncio respeitado

✅ 3. Filtrar o tipo de conversa

Nem tudo precisa ser:

  • narrado
  • detalhado
  • contínuo

✅ 4. Traduzir intenção

Quem fala muito pode aprender:
👉 “isso é importante ou só estou descarregando?”

Quem ouve pode entender:
👉 “isso não é irrelevante — é conexão”


💡 VERDADE FINAL

Não é sobre “assuntos sem importância”

É sobre:
👉 função emocional da comunicação


💣 RESUMO DIRETO

  • Falar muito = regular emoção + criar conexão
  • Ouvir demais = pode gerar sobrecarga
  • O problema = desalinhamento, não o comportamento em si
Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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