✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
domingo, 1 de outubro de 2017
Um velho armazem de Cafe da linha Mogiana na Estação Guanabara de Campinas
sábado, 30 de setembro de 2017
Vagando pela Estação Ferroviária de Valinhos
Um estação que cresceu e construiu uma cidade.
Valinhos era um distrito de Campinas, que evolui muito com o advento da ferrovia. Nesta nossa visita podemos conhecer os dois prédios que foram estações de Valinhos e ver as mudanças que no decorrer dos anos, as deixaram muito descaracterizadas, vemos que o passar dos anos não foi muito generoso com elas.
A estação ferroviária transportava as cargas do precioso ouro verde, o café ia rumo ao porto de Santos, de lá trazia outros produtos e muitos imigrantes, que vieram povoar estas terras, trazendo sua cultura, sua força de trabalho e vontade de crescer e prosperar no interior de São Paulo.
A estação perdeu as cabines de controle, a caixa d´água, diversos trilhos de ramais e plataformas foram removidos, a passagem de nível entre as plataformas esta lacrada, as telhas mostram o peso dos anos, a eletrificação outrora existente foi removida. No começo do vídeo mostrei uma casa com muro e árvores, aquele edifício era a primeira estação.
Hoje Valinhos luta para ver o trem voltando a transportar passageiros e com isso a estação reviver. Tomará que consigam, sera uma vitoria para todos.
Visitem a cidade, comam figo e conheçam esta bela estação.
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
☁️ z/OS 2.3 — O Mainframe que Aprendeu a Falar Cloud, REST e IA 🤖💙
☁️ z/OS 2.3 — O Mainframe que Aprendeu a Falar Cloud, REST e IA 🤖💙
Por Bellacosa Mainframe — onde tradição e inovação dividem a mesma LPAR ☕
O z/OS 2.3, lançado oficialmente em setembro de 2017, marcou o início da era cognitiva e containerizada do Mainframe.
Enquanto o z/OS 2.2 abriu as portas para DevOps e automação, o 2.3 trouxe o que podemos chamar de "transformação digital de dentro pra fora": APIs nativas, integração com cloud híbrida, suporte a linguagens abertas e gerenciamento autônomo de recursos.
Sim, o z/OS 2.3 é aquele tiozão que um dia programava em Assembler e, do nada, aparece falando Python, gerenciando containers e exportando logs para o Splunk. 😎
Vamos decodificar juntos os avanços, as mudanças de arquitetura e as curiosidades dignas de café e nostalgia.
🧭 1. Contexto histórico — o z/OS na era do z14 e da IA
O z/OS 2.3 foi projetado para o IBM z14, lançado no mesmo ano — uma joia de engenharia com até 170 processadores, 32 TB de memória e suporte completo a cripto on-chip.
Dados principais:
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📅 Lançamento: setembro de 2017
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🧱 Compatível com: zEnterprise EC12, z13, z13s e z14
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🧠 Objetivo central: simplificar, automatizar e conectar o z/OS ao ecossistema híbrido e cognitivo
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🧩 Suporte fim (EOS): setembro de 2022
O slogan interno da IBM era quase poético:
“From Stability to Agility.”
Ou seja, transformar a robustez lendária do mainframe em agilidade sem sacrificar confiabilidade.
💾 2. Memória e endereçamento — 64 bits na veia e no coração
O z/OS 2.3 consolidou o modelo 64-bit total, o que significa:
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Todas as principais áreas do sistema (LPA, CSA, SQA, Pageable link packs) passaram a operar em espaço de 64 bits.
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Suporte a 2 TB por address space e melhorias no paging inteligente.
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Memory Objects otimizados com menos overhead em z/Architecture.
📊 Resultado técnico: workloads como DB2 e IMS aumentaram 10 a 15% de throughput apenas pela reorganização do gerenciamento de memória.
💡 Bellacosa Curiosidade: o 2.3 foi o primeiro z/OS que praticamente aposentou o “modo 31 bits” no nível de sistema — mas ele ainda vive escondido em alguns programas legados (sim, aquele Assembler do século passado ainda funciona!).
⚙️ 3. PR/SM, HiperDispatch e créditos de CPU — inteligência no balanceamento
O PR/SM (Processor Resource/System Manager) e o HiperDispatch evoluíram consideravelmente no 2.3:
Destaques técnicos:
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Dynamic Capping: redistribui créditos de CPU em tempo real com base no workload WLM.
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SMF 70-1 passou a registrar novos campos de “LPAR entitlements” e “core utilization efficiency”.
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Workload Manager (WLM) ganhou consciência cognitiva — adaptando pesos automaticamente segundo padrões históricos de uso.
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PR/SM agora reconhece diferenças entre Integrated Facility for Linux (IFL), zIIP, ICF e CP, otimizando rotas de execução.
🎩 Easter Egg técnico: no SMF 72-3, um novo campo “WLM Decision Cycle Time” foi introduzido — uma pista do nascimento do Intelligent Resource Management, base do z/OS AI Framework do z16.
🧰 4. Aplicativos internos — o z/OS aprende a automatizar a si mesmo
O z/OS 2.3 levou o z/OSMF (z/OS Management Facility) ao próximo nível.
Antes um painel de controle, agora ele era uma plataforma completa de automação e APIs RESTful.
🌐 z/OSMF 2.3 — o cérebro orquestrador:
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Novo Workflow Editor com suporte a JSON Templates e execução remota.
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z/OSMF Workflows as a Service — rodar fluxos em outras LPARs.
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REST APIs públicas para gerenciamento de datasets, JES, e parmlibs.
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z/OSMF Lite Mode — uma versão enxuta para ambientes de teste e POCs.
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ZOSMF Plug-ins: começou a era da extensibilidade via plugins customizados.
💬 Bellacosa Nota Técnica: essa mudança abriu espaço para integração nativa com Jenkins, Ansible e UrbanCode Deploy, nascendo o conceito de Mainframe DevOps Pipeline.
🧩 5. Softwares e subsistemas — o ecossistema se reinventa
🔹 JES2 2.3
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Suporte completo a Unicode e UTF-8.
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Dynamic Checkpoint Rebuild (não precisava mais reiniciar para reconstruir spool).
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Novo job hold reason codes (para debugging mais detalhado).
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Preparado para JES2 running em z/OSMF APIs — sim, o spool agora tinha REST!
🔹 RACF 2.3
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Autenticação multifator experimental (MFA via IBM TouchToken e RSA).
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Políticas de senha mais granulares via IRRPRMxx.
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Novos registros SMF 83 para auditoria de MFA e certificados digitais.
🔹 UNIX System Services
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OpenSSH 7.4, Python 3.6, Node.js 8 e Zowe compatibility layer.
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Melhorias no zFS (z/OS File System) com asynchronous write cache.
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Enhanced fork — 25% mais rápido em execução de scripts longos.
🔹 DFSMS 2.3
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Tiering automático baseado em ML heuristics.
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Catalog search engine redesenhado (adeus à lentidão crônica do IDCAMS LISTCAT 😅).
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DFSMShsm otimizado para fast recall e HSM journaling.
🧠 6. Instruções de máquina e o poder do z14
Com o z14, vieram instruções novas e poderosas, que o z/OS 2.3 aproveitou ao máximo:
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Crypto on-chip AES-GCM e SHA-3 (sem precisar de Crypto Express externo).
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Vector Packed Decimal (VPD) — aceleração matemática de 8 a 10x.
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Hardware-assisted garbage collection para Java.
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Machine Check Enhancements (MCE): detecção proativa de falhas em memória.
📈 Em benchmarks internos, workloads Java no z/OS 2.3 rodando em z14 mostraram ganhos de 30% de performance, com menos 40% de uso de CPU.
🧩 7. z/OS Connect EE e a era das APIs REST
O z/OS Connect Enterprise Edition (v3) virou cidadão de primeira classe no 2.3.
Com ele, CICS, IMS e DB2 passaram a se comunicar com o mundo moderno via REST e JSON.
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Suporte nativo a Swagger/OpenAPI 2.0
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API Toolkit para criação visual de endpoints
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Conversão automática de COBOL copybooks para JSON
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Integração direta com API Gateway e IBM DataPower
💬 Bellacosa Curiosidade: durante os testes internos, engenheiros IBM chamavam o z/OS Connect EE de “Alexa do CICS” — porque ele transformava transações em conversas entre sistemas. 😂
🔒 8. Segurança e criptografia — o z/OS mais paranoico da história
O z/OS 2.3 trouxe uma revolução silenciosa na segurança:
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Pervasive Encryption: suporte completo a datasets criptografados com chaves AES-256 no DFSMS.
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ICSF (Crypto Services Facility) expandido para ECC e SHA-512.
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AT-TLS com SNI e suporte a TLS 1.3 (beta).
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SMF 119 — logs detalhados para auditorias TLS e IPsec.
💡 Bellacosa Insight: foi o primeiro passo para o “zero trust” real no mainframe.
🧙♂️ 9. Curiosidades e bastidores (as fofoquices técnicas que a IBM não conta 😏)
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Internamente, o projeto era chamado de “Project Aurora”, porque o z/OS 2.3 nascia junto ao z14, codinome Mills (em homenagem a Frederick P. Brooks).
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O time do z/OSMF implementou a primeira interface REST testada via Postman.
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Foi a primeira vez que o z/OS foi testado rodando em um ambiente virtual distribuído híbrido (z14 + z13).
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Algumas demos internas mostravam um chatbot RACF — sim, um protótipo de IA respondendo “quem tem acesso ao dataset X?”. 😂
🚀 10. Conclusão — o z/OS 2.3 e o nascimento do Mainframe Híbrido
O z/OS 2.3 é o ponto onde o mainframe deixou de ser apenas um sistema operacional robusto e virou um ecossistema digital inteligente.
Ele abriu caminho para o Zowe, para a observabilidade moderna, e para o DevSecOps mainframe, que hoje são realidade no z/OS 3.x.
💬 O 2.3 foi o último z/OS da velha guarda — e o primeiro da nova geração.
Um verdadeiro divisor de eras entre o batch e o cognitivo, entre o 3270 e o JSON.
Bellacosa Mainframe ☕
🧠 Onde bits têm alma, spool tem ritmo e o JES dança conforme o WLM.
💬 E você, padawan — lembra a primeira vez que rodou um workflow no z/OSMF 2.3 e ele simplesmente funcionou?
Conta aí: foi magia, medo ou “só pode ser bruxaria IBM”? 😄