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sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

👹 Quando a Direita virou o bicho-papão

 

Bellacosa Mainframe e o problema a direita

👹 Quando a Direita virou o bicho-papão

☕ Antes de escolher o monstro, talvez seja melhor entender a história

Em algum momento das últimas décadas, conversar sobre política no Brasil deixou de ser uma discussão sobre impostos, tamanho do Estado, segurança, políticas sociais ou modelos econômicos e começou a se parecer perigosamente com uma batalha entre torcidas.

De um lado estavam “eles”.

Do outro, naturalmente, “nós”.

Dependendo da mesa de bar, do grupo de WhatsApp ou da timeline onde você estivesse, bastava trocar os personagens. Para alguns, a esquerda tornou-se responsável por praticamente todas as desgraças nacionais. Para outros, a direita passou a representar uma espécie de bicho-papão político, escondido debaixo da cama da democracia esperando uma oportunidade para devorá-la.

Mas sociedades raramente mudam dessa maneira por causa de um único político, eleição, partido ou postagem no Facebook.

Existe história por trás disso.

Existe economia.

Existe medo.

Existe religião, violência, ressentimento, esperança frustrada, transformação tecnológica e, principalmente, gente tentando compreender um mundo que parecia mudar mais depressa do que conseguíamos acompanhar.

Por isso, este texto não pretende responder à pergunta simplista “quem está certo?”.

A pergunta que me interessa é outra:

como chegamos até aqui?

Como um país que durante anos discutiu crescimento econômico, inclusão social e estabilidade passou a organizar grande parte do debate público em torno de palavras como esquerda, direita, comunista, fascista, conservador, progressista, patriota e inimigo?

Junho de 2013 certamente não explica tudo.

A recessão também não.

As igrejas, os militares, a violência urbana, a imprensa, Facebook, WhatsApp ou os algoritmos tampouco explicam isoladamente o fenômeno.

Mas talvez cada elemento seja uma pequena peça desse gigantesco quebra-cabeça brasileiro.

Então, antes de procurar culpados, vamos fazer algo muito mais interessante.

Vamos abrir o dump.

Porque, como qualquer velho programador aprende depois de alguns bons ABENDs, o erro que aparece na tela raramente conta sozinho toda a história do sistema.

🧩 1. O ponto de inflexão: 2013 e o colapso de confiança

As manifestações de junho de 2013 foram um divisor de águas.
Começaram como protestos contra o aumento das passagens, mas se transformaram num movimento difuso de desconfiança generalizada — contra políticos, partidos e instituições.
O discurso dominante deixou de ser “melhorar o sistema” e passou a ser “o sistema é corrupto”.

Isso abriu espaço para um sentimento antipolítica, que mais tarde seria capturado por movimentos de direita populista.
Foi a primeira fagulha de uma sociedade exausta, sem mediação política tradicional.


💸 2. Crise econômica e a “década perdida”

Entre 2014 e 2016, o Brasil entrou numa das piores recessões da sua história.
O desemprego disparou, o PIB despencou, e a sensação de “ascensão social” da classe C evaporou.

A consequência sociológica disso foi brutal:

  • as pessoas perderam a esperança de mobilidade;

  • culparam o Estado, os políticos e o “sistema”;

  • e buscaram respostas simples para problemas complexos — um terreno fértil para o populismo.

A direita soube explorar o ressentimento com o discurso de “ordem”, “moral” e “trabalho duro”.


🕍 3. O papel das igrejas e da moralidade pública

Nesse vácuo ideológico, as igrejas neopentecostais se consolidaram como a nova base comunitária e emocional de milhões de brasileiros.
Enquanto o Estado se ausentava das periferias, eram os templos que ofereciam:

  • pertencimento,

  • suporte emocional,

  • redes de solidariedade e

  • uma narrativa moral clara sobre “o bem e o mal”.

A teologia da prosperidade casou perfeitamente com o discurso neoliberal: quem sofre é porque não tem fé ou não se esforçou o bastante.
Isso normalizou a ideia de que pobreza é falha individual, e não estrutural.


🔥 4. As redes sociais e o colapso da mediação

Com a ascensão das redes sociais (especialmente WhatsApp e Facebook), a mediação jornalística e institucional desapareceu.
A informação virou opinião, e a emoção passou a valer mais do que fatos.

A direita populista se adaptou muito mais rápido a esse ambiente — dominando memes, vídeos curtos, narrativas conspiratórias e linguagem emocional.
A esquerda, tradicionalmente institucional, perdeu o timing.

O resultado: polarização total e destruição da confiança pública.


🪖 5. A nostalgia da autoridade

Com a sensação de caos — corrupção, crise, violência —, parte da população passou a desejar ordem e autoridade.
Isso reativou um imaginário militar e conservador.
Os slogans “bandido bom é bandido morto” e “precisamos de um governo forte” são ecos diretos de um medo coletivo de desordem.

A guinada à direita é, em parte, uma reação emocional à incerteza.


⚔️ 6. A cultura da violência e o “herói armado”

A popularização do armamentismo e a normalização da brutalidade são sintomas de uma sociedade traumatizada e descrente das instituições de justiça.
O cidadão comum passou a acreditar que só a violência direta resolve.
É a lógica do “justiçamento” — o mesmo raciocínio que legitima o linchamento moral nas redes e a exclusão dos “inimigos ideológicos”.


🌎 7. Um fenômeno global, com sotaque brasileiro

Não é um caso isolado: EUA (Trump), Hungria (Orbán), Itália (Meloni), Argentina (Milei) e Filipinas (Duterte) passaram por processos semelhantes.
O Brasil apenas deu a esse movimento um toque local de religiosidade, ressentimento de classe e nostalgia militar.


🧠 8. Em resumo

FatorConsequência
Manifestações de 2013Queda da confiança nas instituições
Crise econômicaRessentimento social e busca por culpados
Avanço neopentecostalMoralismo e teologia da prosperidade
Redes sociaisDesinformação e polarização
Nostalgia autoritáriaLegitimação do discurso da força
Violência urbanaCultura do medo e do “herói armado”

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Descubra o que foi/é a Crise do Software.

Do que estou falando? Do caos atrás dos teclados, devido a instabilidade dos primeiros anos da computação com softwares imprecisos e os gastos milionários em CPDS. Esse termo foi cunhado na década de 70 do século passado e até hoje motiva muita discussão entre acadêmicos e profissionais.
Leia na InTEGRA

sábado, 20 de junho de 2020

🚛 Quando o Brasil Parou — A Grande Greve dos Caminhoneiros de 2015

 

Bellacosa Mainframe e a greve dos caminhoneiros

🚛 Quando o Brasil Parou — A Grande Greve dos Caminhoneiros de 2015

Há memórias que parecem ficção, mas que deixaram marcas mais fundas que as manchetes.
2015 foi uma dessas encruzilhadas — um daqueles anos em que o Brasil pareceu parar, literalmente, no acostamento da própria história.
As rodovias ficaram vazias, os caminhões estacionados, os tanques secos e os corações cheios de incerteza.

Lembro bem.
As notícias chegavam aos poucos, em fragmentos: bloqueios nas estradas, comboios parados, cidades começando a sentir o desabastecimento.
Era como se o fluxo sanguíneo do país tivesse sido cortado — e cada armazém, cada posto, cada supermercado fosse um órgão à beira da falência.

Mas aquilo era mais do que uma paralisação: era um grito de exaustão nacional.
O aumento no preço do diesel foi só a faísca — o barril de pólvora estava pronto há tempos.
O caminhoneiro, aquele herói anônimo que cruzava o país com o motor como trilha sonora, carregava nas costas não só carga, mas a conta de uma economia emperrada, de promessas políticas furadas e de um custo de vida que subia mais rápido do que qualquer ladeira da Serra do Mar.

Nas estradas, o Brasil real se mostrava sem maquiagem:
lonas improvisadas, churrascos à beira da pista, pneus queimados e cartazes rabiscados à mão.
E, nos noticiários, o caos urbano ganhava forma — filas nos postos, supermercados vazios, o medo de faltar o básico.

Mas havia também algo simbólico naquela parada.
O país, acostumado a correr sem saber pra onde, foi forçado a olhar para si mesmo, estacionar e sentir o peso da engrenagem que não girava mais.
O silêncio das estradas ecoava mais alto que o barulho dos motores:
um lembrete de que toda grande máquina, seja ela industrial ou social, depende de gente — e de justiça.

Quando o movimento terminou, o Brasil já não era o mesmo.
Alguns chamaram de vitória, outros de desastre.
Mas, olhando hoje, com a distância do tempo e a frieza dos bits, dá pra ver o impacto como ponto de inflexão:
foi ali que a desconfiança entre o povo e o poder cresceu,
foi ali que as ruas começaram a se dividir,
foi ali que a sensação de colapso deixou de ser medo e virou rotina.

A greve de 2015 não foi apenas uma paralisação —
foi um espelho quebrado.
Mostrou um país cansado de remar em marcha lenta,
um povo dividido entre o asfalto e o asfalto rachado,
e uma política que, mais uma vez, não soube ouvir o ronco do motor da nação.

Hoje, quase uma década depois, quando cruzo uma rodovia e vejo um caminhão passando na madrugada, penso que aquele som — o ronco grave de um motor em marcha constante — é mais do que transporte:
é o pulso do Brasil.
Um pulso que já parou, já voltou, e segue — aos trancos, mas segue.

Porque o Brasil é assim:
às vezes freia, às vezes derrapa, mas nunca desiste da estrada.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Crise dos Veículos em Itatiba: Vereador fala sobre o sucateamento da frota municipal

Problemas constantes em Itatiba, hoje vereador fala sobre o sucateamento da frota municipal de veículos.


Para aqueles que desejam saber mais sobre nossa cidade, convido a comparecer toda quarta-feira as 17 horas na Câmara Municipal de Itatiba e acompanhar os trabalhos dos nobres edis.


Uma das principais funções dos vereadores e acompanhar e fiscalizar os trabalhos do Executivo, na fala de hoje o vereador Dr. Thomas, comenta sobre os problemas diversos que acontecem em nossa cidade.

Dando grande enfase ao sucateamento da frota de veículos, tema constante de comentários e indignação nas redes sociais, desde ambulância que quebram no resgate de feridos, a viaturas com pneus carecas.

Acompanhe a intervenção e deixe sua opinião, o que acha? Concorda, quer acrescentar algo que tenha passado em branco, o que falta para nosso município?

Participe e deixe seu comentário, partilhe o vídeo.

#Itatiba #CamaraMunicipal #Edil #Vereador #crise #Frota #sucateamento #problemas #pneucareca #administraçao #estadofalido #indignacao #erros #emprestimo #verba #discurso #comentario

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Indignação na Câmara Municipal de Itatiba : Crise na Saúde gera moção de Repudio

Momento infeliz do Secretário da Saúde de Itatiba.


Devido a uma confusão ocorrida num encontro patrocinado pela Secretária municipal da Saúde de Itatiba, o secretário da Saúde de uma maneira muito estranha e realmente infeliz, enviou em oficio timbrando do Município de Itatiba endereçado a Câmara Municipal de Itatiba: uma monção de repudio.


Ato esse foi o equivalente a uma declaração de guerra, uma invasão do poder Executivo nos assuntos do poder Legislativo, além do mal estar generalizado ocorrido na Câmara municipal, os edis muito ofendidos pela vil acusação e ato indigno de um secretario de governo.


Após discursos acalorados dos nobres edis, com uma decisão unanime que pela primeira vez nessa magistratura, uniu situação e oposição numa única voz.


Com isso no passado dia 11 de Abril de 2019 foi votado e aprovado uma Monção de Repudio e Indignação ao Secretário de Saúde, bem como foi relembrando ao publico presente e aos telespectadores a grave crise da Saúde no Município de Itatiba com filas para exames, falta de médicos e divida com a Santa Casa.


Assistam o vídeo e tirem sua conclusão em relação a este episodio estarrecedor em nosso município. 


#Itatiba #CamaraMunicipal #Monçao #Vereadores #Briga #Discurso #Acalorado #Indignaçao #TMJ #Revolta #Respeito #decoro




quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Crise na saúde discutida na Sessão da Camara: panem et circenses

Uma sessão muito louca na Câmara Municipal de Itatiba

A crise na saúde publica de \Itatiba, a cada dia que passa, aumenta mais, Em 2017 foi um ano em que tudo que poderia dar errado, deu. Começa pelo convite sem licitação publica de prestadora de serviços, seguida pela demissão em massa de funcionários da Santa Casa, antiga prestadora do serviço.

Em paralelo é feita uma mega seletiva de empregos para ocuparem postos na nova prestadora de serviços, a noticia correu pelas redes sociais e veio gente de toda a região, que algumas pessoas acusaram de ser imparcial e não respeitar a experiencia dos envolvidos.

Enquanto isso divida com a Santa Casa continuou a aumentar, e o barulho começou a tomar proporções épicas, as redes sociais viraram palco de batalha, dividido em 2 alas principais, os defensores da nova gestão e os oposicionistas, com muito ruido para cada lado.

As sessões mais animadas ocorreram justamente quando os vereadores tentavam explicar para o povo, que estavam ali defendendo a saúde, e ao mesmo tempo a guerra que rolava nos microfones, todos querendo aparecer na tvi. Sim o barulho chegou a TV, Radio, Internet e boca do povo.

Para piorar ainda mais, acabou o contrato da nova empresa e passaram o novo contrato para a Santa Casa e para piorar outra empresa venceu o contrato e chegou uma nova, um verdadeiro samba do criolo doido.

Nessa bagunça ninguém mais sabe com certeza, quem foi demitido, quem foi readmitido, quem recebeu as contas direitinho e sem mutreta, enfim ta todo mundo muito louco.

Esse vídeo foi uma das diversas sessões animadas na Câmara Municipal de Itatiba. Tem sido um triste espetáculo de circo, como sabemos quem sempre paga o pato é o povo, muito circo e pouco pão.




E
Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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