terça-feira, 3 de outubro de 2017

Um trem na Praia: Transpraia na Costa da Caparica

O comboio que faz a alegria dos veranistas

O litoral de Setúbal em Portugal tem alguns tesouros que tornam as ferias de verão únicas, além dos mais de 50 quilômetros de praias, iniciando na foz do Rio Tejo e indo além da foz do Rio Sado, tem praias de enseada, praias de tombo, lagoas, parques de campismo, praia de nudismo, barras, lugares para mergulhos, castelos e um santuário ecológico na Serra da Arrábida.

Em meio a tantas atrações, existe uma discreta mas que faz a alegria das crianças, um trem a diesel em bitola estreita, que circula pelas praias de um lado a outro, permitindo conhecer pontos turísticos e explorar todos os segredos das praias de Setúbal.


Na estação inicial existe um deposito, garagem e uma mini rotunda para virar o trem, funcionando apenas no período estivo, atrai grande público, que utiliza como meio de transporte rumo a prais inexploradas, fica uma dica, existe uma região cercada de altas dunas que é utilizada para nudismo e naturalismo, é muito divertido ver o espanto das pessoas quando o comboio passa por ali e se visualiza algum pelado.

A máquina locomotora era utilizada em minas, por isso são muito robustas e de fácil manutenção para funcionarem na praia, constantemente sendo bombardeada com areia e exposta aos efeitos da maresia, sempre com pintura nova e bem oleadas, estas maquinas circulam de um lado ao outro.

Quando estiverem na região de Setúbal experimentem comer chocos fritos e na Costa da Caparica recomento comer pão de chouriço acompanhado de caldo verde e de sobremesa farturas ou bolas de Berlim.

Transpraia

Estamos em Portugal no distrito de Setúbal onde existe uma pequena  ferrovia de apenas 9 quilômetros com 6 estações e 15 apeadeiros, funcionando desde os anos 60 puxando carros de passageiros destinado a levar os turistas a diversas praias existente em seu percurso. Os vagões estão cheios de gente bonita, em trajes de banho e se bronzeando,  respirando a brisa do mar e aproveitando o lindo sol de verão.




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A estação Guanabara na linha Mogiana

Visitando a Estação Guanabara de Campinas

Parei o carro embaixo de uma figueira centenária cujo o tronco deve ter uns 5 metros de diâmetro e é tão alta quanto um prédio de 4 andares, fazendo sombra a outrora movimentada rua da estação. Estive passeando pelo lado de fora da estação, vendo a antiga bilheteria, o balcão do telegrafo, o sino do chefe da estação, os diversos tipos de edifícios que ainda existem no local.

Pensar que na década de 1990 esse local era um antro de entorpecentes e toxicodependentes, mendigos e prostitutas que conviviam no meio da sujeira e entulho, em um cenário de The Walking Dead, com tudo saqueado, vandalizados e em ruínas.

Num esforço popular e com muita pressão, a prefeitura revitalizou os prédios e transformou em um centro cultural com badaladas exposições, salvaram a estação e ao mesmo tempo a população ganhou um novo local para conviver e passar bons momentos.

Em Campinas ainda existem outros edifícios que necessitam auxiliam, não podemos amolecer e ficar parados, devemos lutar pelas construções históricas. Junte-se a nós, divulgue, partilhe, comente e curta.

Um pouco de historia

A principal estação de Campinas estava sobrecarregada com muita fila e tempo de espera alem do normal, para isso os engenheiros da Mogiana resolverem construir uma nova estação para desafogar o trafego e melhorar o retorno. Nascia assim a Estação Guanabara que durante mais de 60 anos foi um grande polo de transporte ferroviário enriquecendo mais ainda a cidade de Campinas.





domingo, 1 de outubro de 2017

Um velho armazem de Cafe da linha Mogiana na Estação Guanabara de Campinas

Um tesouro escondido entre prédios e sofrendo pela especulação imobiliária.


A cidade de Campinas por estar em uma região estratégica serviu de entroncamento para diversas estradas de ferro, devido ao boom econômico provocado pelo café, ponto de partida para a expansão rumo ao interior.

Para aqueles que não conhecem a história ferroviária, Campinas teve inúmeras estações: Estação Central, Estação Guanabara, Estação Boa Vista, Estação Bonfim, Estação Carlos Botelho, sem contar as outras pequenas e os apeadeiros espalhados pelos quatros cantos do município.

As grandes companhias também estavam aqui: Companhia Paulista de Estrada de Ferros, Companhia Mogiana de Estrada de Ferros, Estrada de Ferro Sorocabana, Companhia Carril Funilense e depois a FEPASA assumiu tudo.

A estação do Guanabara foi restaurada e hoje foi transformada em centro cultural, pena que as oficinas foram demolidas e o trilhos removidos, ao fundo ainda podemos ver algumas ruínas, será que algum dia um mecenas as restaura-las. Alguns armazéns também foram poupados e nos fornecem uma visão de como eram os trabalhos. 

Acredito que nosso governo deveria proteger esse legado e arrumar alternativas para que não caiam no esquecimento e sejam demolidos para se transformarem em edifícios ou shoppings centers.


sábado, 30 de setembro de 2017

Vagando pela Estação Ferroviária de Valinhos

Um estação que cresceu e construiu uma cidade.


Valinhos era um distrito de Campinas, que evolui muito com o advento da ferrovia. Nesta nossa visita podemos conhecer os dois prédios que foram estações de Valinhos e ver as mudanças que no decorrer dos anos, as deixaram muito descaracterizadas, vemos que o passar dos anos não foi muito generoso com elas.

A estação ferroviária transportava as cargas do precioso ouro verde, o café ia rumo ao porto de Santos, de lá trazia outros produtos e muitos imigrantes, que vieram povoar estas terras, trazendo sua cultura, sua força de trabalho e vontade de crescer e prosperar no interior de São Paulo.

A estação perdeu as cabines de controle, a caixa d´água, diversos trilhos de ramais e plataformas foram removidos, a passagem de nível entre as plataformas esta lacrada, as telhas mostram o peso dos anos, a eletrificação outrora existente foi removida. No começo do vídeo mostrei uma casa com muro e árvores, aquele edifício era a primeira estação.

Hoje Valinhos luta para ver o trem voltando a transportar passageiros e com isso a estação reviver. Tomará que consigam, sera uma vitoria para todos.

Visitem a cidade, comam figo e conheçam esta bela estação. 






sexta-feira, 29 de setembro de 2017

☁️ z/OS 2.3 — O Mainframe que Aprendeu a Falar Cloud, REST e IA 🤖💙

 





☁️ z/OS 2.3 — O Mainframe que Aprendeu a Falar Cloud, REST e IA 🤖💙

Por Bellacosa Mainframe — onde tradição e inovação dividem a mesma LPAR ☕


O z/OS 2.3, lançado oficialmente em setembro de 2017, marcou o início da era cognitiva e containerizada do Mainframe.
Enquanto o z/OS 2.2 abriu as portas para DevOps e automação, o 2.3 trouxe o que podemos chamar de "transformação digital de dentro pra fora": APIs nativas, integração com cloud híbrida, suporte a linguagens abertas e gerenciamento autônomo de recursos.

Sim, o z/OS 2.3 é aquele tiozão que um dia programava em Assembler e, do nada, aparece falando Python, gerenciando containers e exportando logs para o Splunk. 😎

Vamos decodificar juntos os avanços, as mudanças de arquitetura e as curiosidades dignas de café e nostalgia.


🧭 1. Contexto histórico — o z/OS na era do z14 e da IA

O z/OS 2.3 foi projetado para o IBM z14, lançado no mesmo ano — uma joia de engenharia com até 170 processadores, 32 TB de memória e suporte completo a cripto on-chip.

Dados principais:

  • 📅 Lançamento: setembro de 2017

  • 🧱 Compatível com: zEnterprise EC12, z13, z13s e z14

  • 🧠 Objetivo central: simplificar, automatizar e conectar o z/OS ao ecossistema híbrido e cognitivo

  • 🧩 Suporte fim (EOS): setembro de 2022

O slogan interno da IBM era quase poético:

“From Stability to Agility.”
Ou seja, transformar a robustez lendária do mainframe em agilidade sem sacrificar confiabilidade.


💾 2. Memória e endereçamento — 64 bits na veia e no coração

O z/OS 2.3 consolidou o modelo 64-bit total, o que significa:

  • Todas as principais áreas do sistema (LPA, CSA, SQA, Pageable link packs) passaram a operar em espaço de 64 bits.

  • Suporte a 2 TB por address space e melhorias no paging inteligente.

  • Memory Objects otimizados com menos overhead em z/Architecture.

📊 Resultado técnico: workloads como DB2 e IMS aumentaram 10 a 15% de throughput apenas pela reorganização do gerenciamento de memória.

💡 Bellacosa Curiosidade: o 2.3 foi o primeiro z/OS que praticamente aposentou o “modo 31 bits” no nível de sistema — mas ele ainda vive escondido em alguns programas legados (sim, aquele Assembler do século passado ainda funciona!).


⚙️ 3. PR/SM, HiperDispatch e créditos de CPU — inteligência no balanceamento

O PR/SM (Processor Resource/System Manager) e o HiperDispatch evoluíram consideravelmente no 2.3:

Destaques técnicos:

  • Dynamic Capping: redistribui créditos de CPU em tempo real com base no workload WLM.

  • SMF 70-1 passou a registrar novos campos de “LPAR entitlements” e “core utilization efficiency”.

  • Workload Manager (WLM) ganhou consciência cognitiva — adaptando pesos automaticamente segundo padrões históricos de uso.

  • PR/SM agora reconhece diferenças entre Integrated Facility for Linux (IFL), zIIP, ICF e CP, otimizando rotas de execução.

🎩 Easter Egg técnico: no SMF 72-3, um novo campo “WLM Decision Cycle Time” foi introduzido — uma pista do nascimento do Intelligent Resource Management, base do z/OS AI Framework do z16.


🧰 4. Aplicativos internos — o z/OS aprende a automatizar a si mesmo

O z/OS 2.3 levou o z/OSMF (z/OS Management Facility) ao próximo nível.
Antes um painel de controle, agora ele era uma plataforma completa de automação e APIs RESTful.

🌐 z/OSMF 2.3 — o cérebro orquestrador:

  • Novo Workflow Editor com suporte a JSON Templates e execução remota.

  • z/OSMF Workflows as a Service — rodar fluxos em outras LPARs.

  • REST APIs públicas para gerenciamento de datasets, JES, e parmlibs.

  • z/OSMF Lite Mode — uma versão enxuta para ambientes de teste e POCs.

  • ZOSMF Plug-ins: começou a era da extensibilidade via plugins customizados.

💬 Bellacosa Nota Técnica: essa mudança abriu espaço para integração nativa com Jenkins, Ansible e UrbanCode Deploy, nascendo o conceito de Mainframe DevOps Pipeline.


🧩 5. Softwares e subsistemas — o ecossistema se reinventa

🔹 JES2 2.3

  • Suporte completo a Unicode e UTF-8.

  • Dynamic Checkpoint Rebuild (não precisava mais reiniciar para reconstruir spool).

  • Novo job hold reason codes (para debugging mais detalhado).

  • Preparado para JES2 running em z/OSMF APIs — sim, o spool agora tinha REST!

🔹 RACF 2.3

  • Autenticação multifator experimental (MFA via IBM TouchToken e RSA).

  • Políticas de senha mais granulares via IRRPRMxx.

  • Novos registros SMF 83 para auditoria de MFA e certificados digitais.

🔹 UNIX System Services

  • OpenSSH 7.4, Python 3.6, Node.js 8 e Zowe compatibility layer.

  • Melhorias no zFS (z/OS File System) com asynchronous write cache.

  • Enhanced fork — 25% mais rápido em execução de scripts longos.

🔹 DFSMS 2.3

  • Tiering automático baseado em ML heuristics.

  • Catalog search engine redesenhado (adeus à lentidão crônica do IDCAMS LISTCAT 😅).

  • DFSMShsm otimizado para fast recall e HSM journaling.


🧠 6. Instruções de máquina e o poder do z14

Com o z14, vieram instruções novas e poderosas, que o z/OS 2.3 aproveitou ao máximo:

  • Crypto on-chip AES-GCM e SHA-3 (sem precisar de Crypto Express externo).

  • Vector Packed Decimal (VPD) — aceleração matemática de 8 a 10x.

  • Hardware-assisted garbage collection para Java.

  • Machine Check Enhancements (MCE): detecção proativa de falhas em memória.

📈 Em benchmarks internos, workloads Java no z/OS 2.3 rodando em z14 mostraram ganhos de 30% de performance, com menos 40% de uso de CPU.


🧩 7. z/OS Connect EE e a era das APIs REST

O z/OS Connect Enterprise Edition (v3) virou cidadão de primeira classe no 2.3.
Com ele, CICS, IMS e DB2 passaram a se comunicar com o mundo moderno via REST e JSON.

  • Suporte nativo a Swagger/OpenAPI 2.0

  • API Toolkit para criação visual de endpoints

  • Conversão automática de COBOL copybooks para JSON

  • Integração direta com API Gateway e IBM DataPower

💬 Bellacosa Curiosidade: durante os testes internos, engenheiros IBM chamavam o z/OS Connect EE de “Alexa do CICS” — porque ele transformava transações em conversas entre sistemas. 😂


🔒 8. Segurança e criptografia — o z/OS mais paranoico da história

O z/OS 2.3 trouxe uma revolução silenciosa na segurança:

  • Pervasive Encryption: suporte completo a datasets criptografados com chaves AES-256 no DFSMS.

  • ICSF (Crypto Services Facility) expandido para ECC e SHA-512.

  • AT-TLS com SNI e suporte a TLS 1.3 (beta).

  • SMF 119 — logs detalhados para auditorias TLS e IPsec.

💡 Bellacosa Insight: foi o primeiro passo para o “zero trust” real no mainframe.


🧙‍♂️ 9. Curiosidades e bastidores (as fofoquices técnicas que a IBM não conta 😏)

  • Internamente, o projeto era chamado de “Project Aurora”, porque o z/OS 2.3 nascia junto ao z14, codinome Mills (em homenagem a Frederick P. Brooks).

  • O time do z/OSMF implementou a primeira interface REST testada via Postman.

  • Foi a primeira vez que o z/OS foi testado rodando em um ambiente virtual distribuído híbrido (z14 + z13).

  • Algumas demos internas mostravam um chatbot RACF — sim, um protótipo de IA respondendo “quem tem acesso ao dataset X?”. 😂


🚀 10. Conclusão — o z/OS 2.3 e o nascimento do Mainframe Híbrido

O z/OS 2.3 é o ponto onde o mainframe deixou de ser apenas um sistema operacional robusto e virou um ecossistema digital inteligente.
Ele abriu caminho para o Zowe, para a observabilidade moderna, e para o DevSecOps mainframe, que hoje são realidade no z/OS 3.x.

💬 O 2.3 foi o último z/OS da velha guarda — e o primeiro da nova geração.
Um verdadeiro divisor de eras entre o batch e o cognitivo, entre o 3270 e o JSON.


Bellacosa Mainframe ☕
🧠 Onde bits têm alma, spool tem ritmo e o JES dança conforme o WLM.
💬 E você, padawan — lembra a primeira vez que rodou um workflow no z/OSMF 2.3 e ele simplesmente funcionou?
Conta aí: foi magia, medo ou “só pode ser bruxaria IBM”? 😄



A falta que faz a Estação ferroviária de Valinhos

O povo quer a ferrovia de volta.


A Companhia Paulista colonizou e povoou estas terras, antigos distritos se transforam em cidades tais como Louveira, Vinhedo e Valinhos que devem sua desenvolvimento e prosperidade aos caminhos de ferro, estas cidades se desenvolveram a partir das estações ferroviárias. 

Valinhos é um caso impar, originalmente tinha uma pequena estação, quase um apeadeiro, mas a cidade se desenvolveu tanto e tao rápido que passado 20 anos da primeira estação, estava obsoleta foi necessário ser construída a segunda estação esta que existe ate os nossos dias.

Num caso curioso a primeira estação não foi demolida, mas sim convertida em casa de habitação, sendo a casa em tijolos mais antiga ainda existente em Valinhos. Em nosso vídeo eu mostro os muros e o telhado desta casa.

Nós visitamos todos os detalhes da estação ferroviária com um marco de tombamento do IBGE, é uma pena a antiga caixa d´água ter sido demolidas e a as cabines de controle ferroviários. Vários trilhos da plataformas laterais e ramais foram removidos ficando apenas uma pálida memoria daquilo que foi.

Oxalá um dia esta estação retorne aos dias gloriosos dos caminhos de ferro e volte a receber composições de passageiros.




quinta-feira, 28 de setembro de 2017

O Museu Fantástico na Estação ferroviária de Valinhos

Mais que memorias, homenagem as pessoas que fizeram a diferença.

Um Museu é um lugar único, um janela aberta para o passado, onde podemo encontrar coisas únicas que pertenceram a alguém e foram muito importante para elas, pois a conservaram com muito carinho. Nós somos consumistas natos e quando algo perde a utilidade vai direto para o lixo. Por isso admiro essas pessoas que guardaram e conservaram esses objetos que hoje estou vendo em minha visita. 

Estou em Valinhos, dentro do átrio principal da Estação Ferroviária de Valinhos, transformado em Museu histórico e cultural da cidade, as salas que antes faziam parte do cotidiano da Estação tais como : sala de espera, administração, sala do chefe, refeitório, guiché da bilheteria e o posto do telegrafo. Foram adaptadas e servem atualmente para expor os diversos objetos.

Visitamos a plataforma principal  com os dados geográficos com a distancia em Km da estação principal (Jundiaí) e altitude, encontramos os restos da alavanca da cabine de controle, a passagem subterrânea e varias obras de arte espalhadas pela estação.

No século XIX esta região eram pasto de engorda e entreposto de trocas comerciais dos bandeirantes paulistas, ninguém imaginava que um dia a ferrovia chegaria e mudaria esta cidade, atualmente a população esta ansiosa pelo retorno dos trens. Quem sabe um dia voltaremos a ouvir o apito do revisor e o característico grito TODOS A BORDO.