✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
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sábado, 8 de dezembro de 2018
Cortejo Elesbão Vive o crime o auto a fuga e a execução de um escravo na Campinas colonial
O auto de Elesbão... preparativos do Cortejo caminho pelo centro de Campinas.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
A História da Censura: do Shogunato aos Streamings
A História da Censura: do Shogunato aos Streamings
A censura não nasceu com a internet nem com o anime. Ela é tão antiga quanto o próprio medo do pensamento livre. Mas o Japão e o Ocidente trilharam caminhos bem diferentes até chegar na mesma conclusão: o poder de uma ideia é o que mais assusta quem tem poder.
🏯 Japão Feudal – o início do controle simbólico
Durante o período Tokugawa (1603–1868), o Japão vivia sob um regime militar e profundamente hierarquizado.
A arte, o teatro kabuki e até os livros eram rigidamente supervisionados.
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Obras que retratassem sensualidade, crítica social ou zombassem de samurais eram proibidas.
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Havia censura até para certos penteados e roupas que indicavam rebeldia.
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Curiosidade: o governo chegou a proibir ilustrações de beijos, pois eram “indecorosas” — algo que influenciou o modo como o romance é mostrado nos animes até hoje.
Essa forma de censura moldou uma estética japonesa discreta e simbólica: insinuar virou arte.
A sensualidade e a crítica passaram a se esconder em metáforas e gestos sutis.
📜 Era Meiji e Segunda Guerra – o nacionalismo molda o discurso
Com a modernização do Japão no fim do século XIX, veio a censura ideológica.
Durante o período imperial e a Segunda Guerra Mundial, tudo que não servia ao orgulho nacional era suprimido.
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Filmes, livros e até canções tinham que reforçar o espírito japonês.
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O anime Momotaro: Umi no Shinpei (1945) foi o primeiro longa de animação japonês — e também uma obra de propaganda militar.
Curiosidade Bellacosa:
Os animadores que fariam Astro Boy anos depois aprenderam sua arte… criando desenhos para o exército.
💥 Pós-Guerra – o renascimento sob censura americana
Após a derrota, o Japão foi ocupado pelos EUA (1945–1952).
Agora, a censura mudou de dono.
Os americanos proibiram referências militaristas, nacionalistas ou antiocidentais — mas, curiosamente, permitiram erotismo e comédia, contanto que não houvesse crítica política.
Foi o nascimento da cultura manga-anime moderna.
Os artistas aprenderam a usar humor, ficção científica e fantasia como escudo para falar de coisas sérias.
👉 Astro Boy, Akira e Evangelion são filhos diretos dessa herança: críticas sociais disfarçadas de ficção.
🌍 Ocidente – censura moral e midiática
Enquanto isso, na Europa e nos EUA, a censura seguiu outro caminho: o moralismo.
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Nos anos 1930, o Código Hays de Hollywood impedia beijos longos, saias curtas e qualquer referência sexual.
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Nos anos 1950, os Comics Code Authority proibiram sangue, terror e política nos quadrinhos.
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E na TV dos anos 80–90, desenhos precisavam ser “educativos” e “seguros” para as crianças.
Quando o anime chegou ao Ocidente, ele bateu de frente com essa barreira moral.
O choque cultural foi inevitável.
🎥 Era dos Streamings – liberdade com vigilância
Hoje, a censura mudou de forma.
Ninguém mais queima livros ou corta fitas — agora, os algoritmos escolhem o que você vê.
Plataformas decidem o que é “adequado” para sua região, faixa etária ou “sensibilidade”.
E o curioso é que, muitas vezes, a censura vem disfarçada de preocupação social ou correção política.
Ou seja:
“Não estamos censurando — estamos te protegendo.”
Soa familiar, não?
A velha lógica paternalista, apenas com filtros digitais.
☕ Comentário Bellacosa
O Japão aprendeu a falar o indizível com poesia.
O Ocidente aprendeu a vender o proibido com moralidade.
E o público moderno vive entre esses dois extremos — o da expressão simbólica e o do controle invisível.
Censura, no fundo, é uma batalha entre quem confia na maturidade humana e quem acredita que somos frágeis demais para pensar sozinhos.
💡 Dica Bellacosa Final:
Assista seus animes na versão original, leia as notas de tradução e pesquise o contexto histórico.
Entender o que foi cortado — e por quê — é um ato de liberdade intelectual.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
🧠💾 MENTE LIMPA, CÓDIGO CLARO — O MANUAL BELLACOSA PARA REINICIALIZAR A CABEÇA
🧠💾 MENTE LIMPA, CÓDIGO CLARO — O MANUAL BELLACOSA PARA REINICIALIZAR A CABEÇA
por Bellacosa Mainframe – edição El Jefe Midnight
Tem dias em que o cérebro parece um mainframe sem JES2, tudo travado, fila cheia, job encavalado e o raciocínio rodando em low priority.
A mente vai ficando cheia de spools não impressos, datasets corrompidos e aquele zumbido interno que não deixa o silêncio acontecer.
É aí que a gente percebe: não é falta de tempo, é falta de reboot.
💭 1. CLEAR MEMORY – Esvazie o buffer mental
Antes de tentar resolver o mundo, feche os olhos e desligue o terminal interno.
Respiração é o comando mais subestimado do ser humano.
Três respirações profundas, lentas, conscientes, e você literalmente reseta o processador límbico.
É o equivalente a limpar o cache do cérebro.
“Quem respira bem, compila melhor.”
☕ 2. PAUSE JOB – Permita-se não produzir
Há dias em que o sistema precisa rodar só o idle task: olhar o céu, escutar o vento, deixar o pensamento flutuar.
O ócio consciente não é preguiça, é defrag mental.
Ele realinha os blocos de ideias e abre espaço para o novo.
Bellacosa Tip:
Tome um café sem celular por perto. Observe o vapor subindo. Isso é meditação disfarçada de pausa.
💡 3. RUN ANALYSIS,MODE=HONEST
Às vezes, o travamento da mente vem de processos ocultos — angústias, mágoas, preocupações não resolvidas.
Rodar uma análise interna é encarar o job log emocional sem medo.
Não para julgar, mas para entender o que ainda está preso em memória.
Clareza mental nasce da coragem de olhar para dentro sem abrir exceções.
🔄 4. REFRESH SYSTEM – Mude o ambiente, mude o código
Se a cabeça travou, troque o cenário.
Saia para caminhar, mude o fundo de tela, reorganize a mesa, acenda um incenso, coloque uma trilha sonora nova.
O cérebro é sensível a contexto — às vezes, um simples shift ambiental libera novas sinapses.
🌙 5. SHUTDOWN GRACEFULLY
Descansar é parte do processamento.
Não dormir direito é como deixar jobs rodando em loop infinito: você acha que está ativo, mas só está gastando CPU.
Sono é a manutenção noturna da alma — onde o sistema limpa logs, consolida aprendizados e libera espaço no disco emocional.
🌅 6. ENJOY OUTPUT
A vida não é só input.
A gente passa tanto tempo processando dados, sentimentos e metas, que esquece de imprimir o resultado.
Ria. Ame. Compartilhe. Dance. Conte boas histórias.
São esses os outputs que fazem o sistema humano valer a pena.
🧘♂️ Epílogo Bellacosa
Cuidar da mente é mais do que terapia, meditação ou descanso.
É aprender a conversar com o próprio sistema operacional.
Saber quando pausar, quando executar, quando cancelar, e quando apenas observar o cursor piscando em paz.
“Quem aprende a dar um STOP e um START com consciência, vive em modo online, mas com alma em batch.”
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
Por que proíbem ou censuram cultura?
Por que proíbem ou censuram cultura?
A censura quase nunca nasce de um único motivo. Ela é o resultado da soma entre medo, controle e moralidade social.
Quando um dirigente, governo, ou mesmo uma emissora decide proibir algo, geralmente há três justificativas principais (mesmo que disfarçadas):
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Proteção simbólica da sociedade
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O argumento clássico é: “precisamos proteger as pessoas, especialmente crianças e jovens, de conteúdo inapropriado”.
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A ideia é paternalista — assume que o público é frágil e incapaz de interpretar criticamente o que vê.
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Curiosidade histórica: na Idade Média, a Igreja controlava o que podia ser lido. No século XX, governos controlavam o que podia ser dito. Hoje, plataformas controlam o que pode ser mostrado.
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Controle político e ideológico
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Censurar cultura é uma forma de manter narrativas sob controle.
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Um anime que fala de rebeldia, pensamento crítico ou sexualidade pode ser visto como “ameaça à ordem”.
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Exemplos: temas de identidade, gênero, questionamento de autoridade — tudo isso costuma incomodar quem vive de manter o poder.
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Pressão econômica e moral do público
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Às vezes, não é o governo, mas o mercado.
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Grandes empresas, temendo boicotes ou polêmicas, preferem suavizar ou eliminar cenas que possam gerar reações negativas.
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Ou seja: censuram não por ideologia, mas por medo de perder dinheiro.
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Então... o público é frágil?
Não necessariamente.
A censura parte do pressuposto de que as pessoas não têm maturidade para lidar com certas ideias — o que é uma forma disfarçada de subestimar o público.
Mas, ironicamente, isso gera o efeito oposto:
🔹 O público não amadurece, porque nunca é exposto ao contraditório.
🔹 A cultura perde profundidade, porque só o “seguro e vendável” é permitido.
🔹 E o artista perde a liberdade de provocar, questionar e inspirar.
A visão Bellacosa da coisa
A cultura — seja um anime, um livro ou uma música — não é feita para confortar, mas para despertar.
Quando alguém te impede de ver algo “para o seu bem”, o que estão dizendo é:
“Não confiamos que você saiba pensar sozinho.”
Censura é sempre um sinal de desconfiança na inteligência coletiva.
E o antídoto contra ela é simples (mas poderoso): educação crítica e curiosidade.
Quem pensa por si mesmo não precisa de censores — só de contexto, debate e informação.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
In memoriun Vereador - LIA DE ARAÚJO OLIVEIRA MARCHI
Vereador - LIA DE ARAÚJO OLIVEIRA MARCHI - PPB - PPB
Eleita Vereadora pela legenda do PMDB, nas eleições 15/11/1982, com 545 votos, para um mandato de 6 anos. Tomou posse no dia 01/02/1983.
Eleita Vereadora pela legenda do PDS, nas eleições 15/11/1988, com 398 votos, para um mandato de 4 anos. Tomou posse no dia 01/01/1989, tendo sido escolhida para 1ª Vice-Presidente da Mesa Diretora, para os exercícios de 1989/1990.
Eleita Presidente da Mesa Diretora para o exercício de 1991.
Eleita 3ª Suplente de Vereadora pela legenda do PPB, nas eleições 03/10/1996, com 476 votos, tendo assumido a vereança em 29/09/1999, por um período de 08 dias, em substituição ao Vereador Sebastião Mantovani.
Eleita Vereadora pela legenda do PDS, nas eleições 15/11/1988, com 398 votos, para um mandato de 4 anos. Tomou posse no dia 01/01/1989, tendo sido escolhida para 1ª Vice-Presidente da Mesa Diretora, para os exercícios de 1989/1990.
Eleita Presidente da Mesa Diretora para o exercício de 1991.
Eleita 3ª Suplente de Vereadora pela legenda do PPB, nas eleições 03/10/1996, com 476 votos, tendo assumido a vereança em 29/09/1999, por um período de 08 dias, em substituição ao Vereador Sebastião Mantovani.
Legislaturas
Descrição Data Início Data Término Partido Votos Cargo
9ª Legislatura 02/02/1983 31/12/1988 PMDB Titular
10ª Legislatura 01/02/1989 31/12/1992 PDS Titular
| Descrição | Data Início | Data Término | Partido | Votos | Cargo |
|---|---|---|---|---|---|
| 9ª Legislatura | 02/02/1983 | 31/12/1988 | PMDB | Titular | |
| 10ª Legislatura | 01/02/1989 | 31/12/1992 | PDS | Titular |
Proposituras
| Tipo | 1991 | 1992 | Total |
|---|---|---|---|
| Projetos de Lei | 2 | 1 | 3 |
| Total |
Projetos de Lei (3)
Nº 88/1992 - 09/12/1992 - DISPÕE SOBRE DENOMINAÇÃO DE VIA PÚBLICA - ANTINESCHA PRAVATO TRAUZOLA, NO LOTEAMENTO RESIDENCIAL FLAMBOYANT
Nº 89/1991 - 14/10/1991 - DISPÕE SOBRE DENOMINAÇÃO DE VIA PÚBLICA. OVÍDIO NUNES DA COSTA, NA VILA BRASILEIRA
Nº 70/1991 - 27/08/1991 - DISPÕE SOBRE DENOMINAÇÃO DE VIAS PÚBLICAS - RUA ANTONIO BENEDETTI, LUIZ ANTONIO VICENTINI, NO NÚCLEO RES. PORTO SEGURO
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Poesias
domingo, 25 de novembro de 2018
Uma aventura na historia os Gatos e seu papel no sobrenatural
| Bellacosa Mainframe e o gato através dos tempos |
Uma aventura na historia os Gatos e seu papel no sobrenatural
🇪🇬 Egito: o gato virou quase um deus
No Egito Antigo, os gatos eram extremamente úteis.
O Nilo permitia enormes colheitas de trigo, mas isso atraía:
Ratos
Cobras
Escorpiões
Os gatos protegiam os estoques de alimento.
Para uma civilização agrícola, isso significava literalmente sobrevivência.
Com o tempo, passaram de animais úteis para animais sagrados.
Bastet
A deusa Bastet era representada como:
Mulher com cabeça de gato
Ou gato doméstico
Ela simbolizava:
Fertilidade
Proteção
Maternidade
Lar
Prosperidade
Matar um gato podia ser punido com a morte.
Quando um gato doméstico morria:
Algumas famílias raspavam as sobrancelhas em luto.
O animal podia ser mumificado.
Milhões de múmias de gatos já foram encontradas por arqueólogos.
Por que isso aconteceu?
Porque os egípcios enxergavam uma conexão direta:
Gato = proteção da comida = sobrevivência da sociedade.
🇯🇵 Japão: respeito, admiração e medo
O caso japonês é diferente.
Os gatos chegaram ao Japão por volta do século VI vindos da China.
Inicialmente protegiam:
Manuscritos budistas
Pergaminhos
Armazéns de arroz
Mas os japoneses desenvolveram uma visão animista do mundo.
O xintoísmo mudou tudo
No xintoísmo existe a ideia de que:
Montanhas têm espírito.
Árvores têm espírito.
Rios têm espírito.
Animais têm espírito.
Não existe uma separação rígida entre o natural e o sobrenatural.
Assim, um gato não era apenas um gato.
Ele podia acumular energia espiritual.
O comportamento dos gatos intrigava
Os japoneses observavam que gatos:
Enxergam no escuro.
Ficam acordados à noite.
Parecem olhar para o vazio.
Reagem a coisas invisíveis.
Isso gerou perguntas.
"Será que eles veem espíritos?"
Daí surgiram:
Bakeneko
Nekomata
Maneki-neko
O gato tornou-se simultaneamente:
Protetor
Mensageiro espiritual
Criatura sobrenatural
Por isso o Japão mistura admiração e temor.
🇪🇺 Europa: o gato virou suspeito
Aqui a história muda completamente.
Durante a Antiguidade, os romanos gostavam dos gatos.
O problema veio depois.
Cristianização da Europa
Entre os séculos V e XV, muitos símbolos pagãos passaram a ser vistos com desconfiança.
Animais ligados à magia começaram a ser associados ao Diabo.
Entre eles:
Corvos
Corujas
Cabras
Gatos pretos
O gato é independente
A Igreja Medieval valorizava:
Obediência
Hierarquia
Submissão
Os gatos não demonstravam essas características.
Comparados aos cães, eles pareciam:
Misteriosos
Solitários
Difíceis de controlar
Isso gerava desconfiança.
Mulheres e gatos
Outro fator importante.
Muitas curandeiras e parteiras mantinham gatos.
Os gatos:
Controlavam ratos.
Viviam dentro das casas.
Acompanhavam mulheres que conheciam ervas medicinais.
Quando começou a caça às bruxas:
A ligação tornou-se:
Mulher + gato = suspeita de bruxaria.
O Papa ajudou a piorar a situação
Em 1233 surgiu a bula papal Vox in Rama.
Ela descrevia rituais demoníacos envolvendo gatos pretos.
Embora não tenha condenado todos os gatos, o documento fortaleceu a associação.
Durante séculos, o gato preto passou a simbolizar:
Bruxaria
Feitiçaria
Pactos demoníacos
A ironia da Peste Negra
Existe uma teoria popular muito famosa.
Quando populações de gatos diminuíram por perseguição:
Houve mais ratos.
Houve mais pulgas.
A peste espalhou-se mais facilmente.
Embora historiadores discutam o tamanho real desse efeito, é verdade que os gatos eram importantes controladores de roedores.
A perseguição aos gatos certamente não ajudou.
A psicologia do gato
Pesquisadores modernos sugerem outra explicação.
Os gatos ocupam uma posição única na mente humana.
Eles são:
Domésticos
Mas independentes
São:
Carinhosos
Mas imprevisíveis
São:
Familiares
Mas misteriosos
Isso faz com que culturas diferentes projetem neles significados diferentes.
O que Carl Jung provavelmente diria?
Jung nunca escreveu especificamente sobre Bakeneko ou Nekomata, mas seus estudos sobre arquétipos ajudam a entender.
O gato frequentemente representa:
O mistério
A intuição
O oculto
O feminino
O desconhecido
Cada cultura reinterpretou esses símbolos.
Comparação rápida
| Civilização | Visão do gato |
|---|---|
| Egito | Animal sagrado, ligado à deusa Bastet |
| Japão | Espírito misterioso, protetor e sobrenatural |
| China | Símbolo de sorte e proteção |
| Europa Medieval | Associado à bruxaria |
| Mundo Islâmico | Animal respeitado e limpo |
| Ocidente Moderno | Animal de estimação amado |
A conclusão mais aceita pelos historiadores
O gato não mudou.
O que mudou foi a forma como cada cultura interpretou seu comportamento.
O mesmo animal que:
Protegia grãos no Egito virou sagrado.
Parecia enxergar espíritos no Japão e virou yōkai.
Convivia com curandeiras na Europa e virou "familiar" de bruxas.
Talvez nenhum outro animal tenha recebido interpretações tão diferentes em civilizações distintas.
E isso acontece porque os gatos têm uma característica rara: eles vivem ao nosso lado há milhares de anos, mas continuam parecendo guardar um segredo que nunca revelaram completamente. 🐈⬛🌙
Por isso, em praticamente todas as culturas antigas, quando algo sobrenatural precisava assumir forma animal, o gato quase sempre era um dos primeiros candidatos.



