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segunda-feira, 23 de outubro de 2023

🎨 Parte 4 – Do Isolamento à Inspiração: Hikikomori e a Arte da Solidão Criativa

🎨 Parte 4 – Do Isolamento à Inspiração: Hikikomori e a Arte da Solidão Criativa



Ecos criativos de um quarto fechado


🌑 Introdução – Quando o Silêncio se Transforma em Voz

Há um momento, entre a madrugada e o amanhecer, em que o quarto do hikikomori parece respirar.
É o som do teclado, o brilho do monitor, o vapor do café frio.
Lá fora, o mundo dorme — aqui dentro, nasce uma ideia.

O isolamento que um dia foi refúgio começa a se tornar laboratório.
E o hikikomori, antes prisioneiro do próprio silêncio, descobre que dentro dele mora um artista.


🕯️ O Casulo da Criação

O hikikomori não foge da sociedade por ódio — mas por sensibilidade.
Ele sente demais.
E esse excesso, quando canalizado, se transforma em arte introspectiva, carregada de melancolia, ironia e lucidez.

No Japão, muitos artistas, escritores e desenvolvedores começaram suas jornadas em isolamento.
A solidão os forçou a olhar para dentro — e ali encontraram universos inteiros.

“O quarto é o estúdio do inconsciente.”
— Bellacosa


💾 Criação no Silêncio – Obras Nascidas do Recolhimento

🖥️ 1. Dōjin Games e Visual Novels

Muitos hikikomoris transformaram o quarto em pequenos estúdios de desenvolvimento.
Sozinhos, criaram jogos independentes, narrativas visuais e romances interativos.

📌 Exemplo:
“OneShot”, “Yume Nikki” e “Omori” nasceram de mentes reclusas.
São obras profundamente existenciais, onde o jogador explora mundos mentais, sonhos e memórias — reflexo direto da vida interior de seus criadores.


📚 2. Escritores e Romancistas do Casulo

Alguns se tornam autores de light novels e webnovels, explorando a mesma temática que os cercava: isolamento, recomeço e mundos alternativos.

🌌 Exemplo:
O autor de “Re:Zero” começou publicando online em fóruns, escrevendo durante a madrugada enquanto vivia recluso.
A história de um jovem deslocado que acorda em outro mundo é, de certo modo, o grito simbólico do hikikomori:

“Quero renascer em um lugar onde eu possa existir sem vergonha.”


🎧 3. Músicos da Solidão Digital

No YouTube e no Niconico Douga, uma geração inteira de Vocaloid producers nasceu do isolamento.
Com pseudônimos e avatares, eles compõem melodias melancólicas e letras sobre ansiedade, tempo e autodescoberta.

🎶 Exemplo:
“Hikikomori Demo Uta Itai” (“Mesmo recluso, ainda quero cantar”) tornou-se um pequeno hino para quem vive entre o online e o real.


🪞 O Isolamento como Espelho Filosófico

Na cultura japonesa, existe um termo: “Sabi” (寂) — a beleza que nasce da solidão.
O hikikomori, sem saber, vive essa filosofia.
Ele transforma o vazio em introspecção, o silêncio em insight.
E no lugar onde o mundo vê “fuga”, ele encontra forma e sentido.

Assim como monges zen se isolam em templos, o hikikomori se fecha em um quarto digital,
onde a iluminação não vem de velas, mas de monitores.


💡 Dicas Bellacosa – Como Transformar Solidão em Arte

  1. Crie um ritual – acenda uma luz suave, escolha uma música, abra o bloco de notas. Ritualizar o processo traz foco e calma.

  2. Transforme o tédio em prática – desenhe o mesmo personagem até encontrar a alma dele.

  3. Registre o invisível – tudo o que você sente pode ser escrito, desenhado ou musicado.

  4. A internet é ponte, não cela. Compartilhe algo, mesmo pequeno. A criação quer ser vista.

  5. Não busque perfeição. O quarto é o lugar do erro, e o erro é a semente da expressão.


🎭 Hikikomori Criador vs. Hikikomori Fantasma

TipoDescriçãoSímbolo
🕯️ CriadorTransforma o isolamento em disciplina criativaO artista da penumbra
🌫️ FantasmaDeixa-se apagar pelo próprio silêncioO eco do mundo não ouvido

A diferença entre eles é um pequeno gesto: continuar criando, mesmo sem aplausos.


🕊️ Conclusão – O Quarto Como Universo Interior

O hikikomori não precisa ser curado — precisa ser ouvido.
Pois dentro de cada quarto fechado há um universo não explorado,
uma constelação de ideias esperando um momento de coragem para brilhar.

E talvez, quando ele decidir abrir a cortina,
não seja para fugir do mundo —
mas para deixá-lo ver o que criou.


“O isolamento não mata a arte. Às vezes, é nele que ela nasce com mais verdade.”
— Bellacosa

🌆 Amparo — a cidade que me escolheu



🌆 Amparo — a cidade que me escolheu
por El Jefe, Bellacosa Mainframe

Há cidades que escolhemos.
Mas há outras — raras, misteriosas — que nos escolhem primeiro.
Amparo foi assim: caí de paraquedas e, sem perceber, aterrissei dentro de um daqueles capítulos que mudam a trajetória da vida.

Carrego dela grandes e maravilhosas lembranças… mas também um furo no coração, desses que o tempo não remenda. Foi lá que aprendi que o amor pode ser abrigo e também partida.
Foi lá que me tornei um pouco mais frio, um pouco mais desconfiado do coração.



E, como toda boa história que insiste em ter continuação, voltei um dia — e reencontrei outro amor.
Os olhinhos azuis.
O coração gravado na árvore, ainda visível, resistindo à chuva e ao tempo.
O 23 de outubro, que se tornou data sagrada e melancólica.
Os apelidos carinhosos, a clandestinidade de Campinas, os finais de semana no banco da praça, o cinema da estação, o pastel mais famoso da cidade… e, claro, o algodão doce feito numa máquina centenária — doce até na lembrança.

Campinas virou depois minha armadilha favorita.
Mas Amparo… ah, Amparo foi o primeiro tom de uma melodia que nunca terminou.

Hoje, talvez aquela moça — agora senhora — nem se lembre mais de mim.
Mas eu ainda cultivo a memória, cuido dela com o mesmo zelo de quem guarda uma relíquia.
E, vez ou outra, entre um gole e outro, me pego suspirando…
porque há histórias que não pedem explicação.
Apenas acontecem, deixam marcas, e seguem colorindo o que fomos.




— El Jefe, com um copo meio cheio e o coração meio vazio, lembrando que certas cidades não passam — elas permanecem. 🍷🌙


sábado, 21 de outubro de 2023

🌐 O Hikikomori e a Era Digital – Quando o Mundo Cabe em uma Tela

🌐 O Hikikomori e a Era Digital – Quando o Mundo Cabe em uma Tela

Bellacosa Mainframe e o hikikomori e a era digital


 Reflexões entre o silêncio e o pixel


💻 Introdução – O Quarto Iluminado pela Luz Azul

Há um brilho que nunca se apaga no quarto do hikikomori.
Não é o sol — é a tela.
O monitor torna-se janela, confidente e espelho.
Lá fora, o mundo é vasto e exigente. Aqui dentro, o universo é controlável, silencioso, feito de cliques e atalhos.

O hikikomori da era digital é a versão ampliada do eremita urbano.
Mas agora, em vez de solidão absoluta, ele encontra uma nova forma de existência conectada: invisível, mas onipresente.


⚙️ A Evolução Digital do Isolamento

Na década de 1990, os primeiros hikikomoris viviam isolados fisicamente e emocionalmente, cortando até o telefone.
Hoje, muitos estão hiperconectados — em fóruns, MMOs, streams e redes sociais — mas ainda afastados do convívio humano real.

A tecnologia transformou o isolamento em um estado híbrido:

  • Socialmente ausente, digitalmente ativo.

  • Invisível no bairro, presente no servidor.

  • Silencioso no mundo físico, eloquente no mundo virtual.

Essa é a nova solidão interativa: acompanhada, mas distante.


🌍 A Internet como Novo “Mundo Real”

O hikikomori digital encontrou algo que seus predecessores não tinham — um lugar onde ele pode existir sem corpo.

Nos fóruns japoneses como 2channel, nas comunidades do Reddit, nos mundos de MMORPGs ou nos metaversos,
eles recriam laços, identidades e propósitos.
Ali, não há julgamento de aparência, fracasso escolar ou emprego.
Há apenas o valor da presença e da palavra.

O hikikomori não desapareceu — ele migrou para o ciberespaço.


🕹️ Games e Mundos Virtuais – O Casulo Interativo

Para muitos, os jogos são mais do que passatempo: são territórios existenciais.
Em um RPG online, um jovem que teme sair de casa pode ser um guerreiro lendário, respeitado por centenas.
O teclado substitui a voz.
O avatar substitui o corpo.

🎮 Exemplo em Anime:
“Sword Art Online” e “Log Horizon” exploram a fusão entre o real e o virtual, onde o isolamento físico é compensado por conexões emocionais profundas no mundo digital.
Esses animes capturam perfeitamente o dilema moderno:

“Se posso viver plenamente em um jogo… por que sair dele?”


🧠 A Psicologia do Casulo Digital

O isolamento moderno não é apenas medo do mundo — é exaustão cognitiva.
Vivemos em uma era de sobrecarga informacional, onde tudo é visível, comparável e medido.
A retração, então, torna-se um ato de defesa da mente.

O hikikomori digital não necessariamente foge das pessoas; ele foge da pressão de ser observado o tempo todo.
A internet lhe oferece algo precioso:
anonimato — a liberdade de existir sem ser julgado.


🔍 Curiosidades da Era Digital

  • Estima-se que 40% dos hikikomoris japoneses têm alguma forma de interação online regular — jogos, fóruns ou streams.

  • O Japão criou espaços chamados “Net Cafés Refúgio”, onde pessoas vivem e trabalham totalmente conectadas.

  • Alguns hikikomoris se tornaram YouTubers, artistas digitais e programadores freelancers, transformando o isolamento em produção criativa.

  • Há inclusive o termo “Netto-Hikikomori”, usado para quem vive exclusivamente em ambientes virtuais.


☕ Filosofia Bellacosa – Entre o Ser e o Clicar

O hikikomori moderno é o novo andarilho da era digital.
Ele não percorre estradas — percorre redes.
Não fala em praças — escreve em fóruns.
Não busca abrigo físico — busca comunhão simbólica.

Mas há algo de poético nisso:
talvez ele seja o primeiro a entender que o humano e o digital não são opostos, mas extensões.
Um corpo pode se isolar, mas a mente sempre buscará um lugar para existir.

“Os fios da rede são como raízes. Mesmo longe da luz, ainda tentam tocar o mundo.”


🌱 Dicas e Caminhos de Retorno

  1. Não demonize o isolamento — ele também é um mecanismo de cura.

  2. Transforme o consumo em criação — escreva fanfics, desenhe, programe, compartilhe.

  3. Crie microconexões — uma mensagem, um fórum, um grupo de estudo.
    Pequenas presenças curam grandes silêncios.

  4. Redefina sucesso — não é voltar a “ser normal”, mas voltar a se sentir vivo.


🌙 Conclusão – Entre o Pixel e o Pulso

O hikikomori digital é o filósofo oculto do nosso tempo.
Ele vive na fronteira entre o humano e o algoritmo, onde a existência é medida em bytes e emoções.
Mas, mesmo em silêncio, ele nos ensina algo essencial:

“Desconectar-se do mundo pode ser a forma mais profunda de tentar compreendê-lo.”

Talvez, no fim, o desafio não seja “trazer o hikikomori de volta ao mundo”,
mas reconstruir um mundo onde ele queira voltar.

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Moonstone Island : Quando um Programador COBOL Descobre que um Ambiente Distribuído Pode Ter Mais de Cem Servidores.

 

Bellacosa Mainframe apresenta o moonstone island

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Moonstone Island sem Mistérios

Quando um Programador COBOL Descobre que um Ambiente Distribuído Pode Ter Mais de Cem Servidores... E Cada Ilha Guarda um Serviço Diferente Esperando para Ser Integrado

Existe uma característica comum nos RPGs modernos.

Normalmente existe um único continente.

Uma única capital.

Uma grande estrada.

Tudo gira em torno daquele mundo.

Moonstone Island resolve quebrar completamente essa lógica.

Em vez de um continente...

Existem mais de uma centena de ilhas flutuando pelos céus.

Cada uma possui:

  • biomas próprios;

  • recursos diferentes;

  • espíritos mágicos;

  • masmorras;

  • segredos.

Você não explora um mundo.

Você explora um arquipélago inteiro suspenso no céu.

Para um programador COBOL isso lembra imediatamente uma arquitetura distribuída.

Cada servidor possui sua responsabilidade.

Cada sistema oferece um serviço.

Cada aplicação conversa com outra.

Separadamente parecem pequenos.

Juntos formam um enorme ecossistema.

Moonstone Island transmite exatamente essa sensação.

Pegue sua caneca de café.

Hoje vamos embarcar em um dos RPGs independentes mais criativos dos últimos anos.


A origem

Moonstone Island foi desenvolvido pelo estúdio independente canadense Studio Supersoft. O projeto nasceu da ideia de combinar agricultura, exploração, construção de decks de cartas e captura de criaturas em um único jogo. Após uma campanha bem-sucedida no Kickstarter e anos de desenvolvimento, foi lançado para Windows PC em 20 de setembro de 2023, chegando posteriormente ao Nintendo Switch. (store.steampowered.com, )


O estúdio

O Studio Supersoft sempre teve uma proposta bastante clara.

Misturar mecânicas de vários gêneros.

Mas sem copiar nenhum.

Resultado.

Moonstone Island consegue lembrar.

  • Stardew Valley

  • Pokémon

  • Slay the Spire

  • Zelda

Ao mesmo tempo.

E ainda assim possuir personalidade própria.


A história

Você é um jovem alquimista.

Como parte da tradição.

Precisa deixar sua cidade natal.

E viver sozinho durante um ano.

Seu objetivo.

Aprender.

Explorar.

Coletar espíritos.

Descobrir os segredos das misteriosas Moonstones.

É praticamente um rito de passagem.


O verdadeiro objetivo

Curiosamente.

Também não existe apenas um.

Você pode.

  • cultivar plantações;

  • explorar ilhas;

  • capturar espíritos;

  • construir sua casa;

  • fabricar equipamentos;

  • cozinhar;

  • criar amizades.

Cada jogador cria sua própria jornada.


O mundo

Aqui está o maior diferencial.

Existem mais de 100 ilhas geradas proceduralmente.

Cada uma pode possuir.

  • clima próprio;

  • vegetação;

  • minérios;

  • espíritos;

  • recursos;

  • estruturas antigas.

Nunca faltam lugares novos.


A jogabilidade

O ciclo lembra um ambiente distribuído extremamente organizado.

Explorar Ilha

↓

Coletar Recursos

↓

Capturar Espíritos

↓

Cultivar Fazenda

↓

Criar Novas Cartas

↓

Melhorar Equipamentos

↓

Construir Base

↓

Voar Para Outra Ilha

É extremamente viciante.


Agricultura

Naturalmente.

Ela existe.

Você planta.

  • trigo;

  • frutas;

  • ervas;

  • vegetais.

Tudo utilizado em culinária e alquimia.


Alquimia

Uma das partes mais interessantes.

Você fabrica.

  • poções;

  • elixires;

  • melhorias;

  • itens especiais.

A alquimia influencia praticamente toda a aventura.


Espíritos

Eles substituem os tradicionais monstros capturáveis.

Existem dezenas de espécies.

Cada espírito pertence a um elemento.

Como.

  • Terra.

  • Água.

  • Fogo.

  • Veneno.

  • Psíquico.

Cada um possui habilidades próprias.


Combate

Aqui aparece outro diferencial.

O combate utiliza deck building.

Você monta seu baralho.

Cada carta representa.

  • ataques;

  • defesa;

  • efeitos;

  • melhorias.

Lembra bastante jogos estratégicos como Slay the Spire.


Exploração

Talvez seja o aspecto mais relaxante.

Você constrói um balão.

Depois uma vassoura.

Mais tarde.

Outros meios de transporte.

Voar entre ilhas é uma experiência extremamente agradável.


Construção

Você pode personalizar completamente sua fazenda.

Construindo.

  • cercas;

  • jardins;

  • celeiros;

  • oficinas;

  • cozinhas.

Tudo pode ser reorganizado.


Relacionamentos

Também existem.

Você conhece diversos moradores.

Pode.

  • fazer amizades;

  • namorar;

  • desenvolver relacionamentos.

Tudo sem pressa.


Curiosidades

  • A campanha no Kickstarter ajudou a financiar o desenvolvimento e consolidou uma comunidade ativa antes mesmo do lançamento.

  • O jogo é frequentemente elogiado por misturar gêneros de maneira equilibrada, sem sobrecarregar o jogador.

  • O estilo visual em pixel art moderno e a trilha sonora criam uma atmosfera acolhedora e relaxante.


Easter Eggs

Moonstone Island possui diversos pequenos segredos.

Entre eles.

  • ilhas extremamente raras;

  • eventos aleatórios;

  • estruturas escondidas;

  • espíritos incomuns;

  • itens especiais.

Grande parte deles depende apenas da curiosidade.


Os riscos

O maior risco.

Pensar.

"Vou visitar só mais uma ilha."

Duas horas depois.

Você ainda está voando.

Outro risco.

Passar tanto tempo organizando seu deck de cartas que esquece completamente da fazenda.


As vantagens

Moonstone Island reúne praticamente tudo.

✔ agricultura

✔ RPG

✔ deck building

✔ captura de criaturas

✔ exploração

✔ crafting

✔ alquimia

✔ construção

Sem.

❌ gacha

❌ energia limitada

❌ loot boxes

❌ microtransações invasivas

Compra.

Instala.

Joga.


A diversão

É difícil enjoar.

Sempre existe.

Uma ilha nova.

Um espírito novo.

Uma receita.

Uma carta.

Uma melhoria.

Uma planta.

Uma masmorra.

Tudo incentiva a continuar explorando.


O Caminho do Padawan

Se está começando.

Faça assim.

✔ plante cedo;

✔ capture espíritos variados;

✔ aprenda alquimia;

✔ organize o deck;

✔ explore ilhas próximas primeiro;

✔ economize recursos;

✔ cozinhe frequentemente.

No Bellacosa Mainframe existe uma regra semelhante.

"Não tente integrar cem sistemas no primeiro sprint."


Requisitos para PC

Mínimos:

  • Windows 10 (64 bits)

  • Intel Core i5 ou equivalente

  • 8 GB de RAM

  • GPU compatível com DirectX 11

  • Aproximadamente 2 GB de espaço livre

Recomendados:

  • Intel Core i7 ou AMD Ryzen equivalente

  • 16 GB de RAM

  • GPU dedicada moderna

Graças ao seu visual em pixel art, Moonstone Island roda muito bem em computadores intermediários e até em diversos notebooks voltados para produtividade. (store.steampowered.com)


Tipo de instalação

É um jogo premium.

Compra única.

Instalação digital.

Disponível para:

  • Windows (desktop)

  • Nintendo Switch

A instalação no PC é feita principalmente através da Steam.


Custo

O preço oficial da versão para PC gira em torno de US$ 19,99, variando conforme promoções e a região da Steam.


Classificação

  • Gênero: RPG, simulação de fazenda, captura de criaturas, deck building, aventura e exploração.

  • Modo: Um jogador.

  • Classificação indicativa: geralmente E10+ / Livre para maiores de 10 anos, por conter fantasia leve e violência cartunesca.


Site oficial

Para acompanhar novidades e atualizações:


Curiosidade para Programadores COBOL

Se Stardew Valley representa um sistema administrativo elegante...

Outward simboliza um ambiente crítico onde sobreviver é prioridade...

Core Keeper lembra a exploração das profundezas de um grande banco de dados...

Dinkum representa a expansão organizada de uma cidade...

Kynseed ensina o valor do legado...

Então Moonstone Island é uma verdadeira arquitetura orientada a serviços.

Cada ilha funciona como um pequeno sistema independente.

Cada espírito representa um módulo especializado.

Cada carta é uma rotina reutilizável.

E o jogador atua como um grande integrador, conectando todas essas partes para formar uma solução maior.

É quase como administrar dezenas de aplicações COBOL, CICS, Db2 e APIs modernas distribuídas entre vários ambientes IBM Z, garantindo que tudo converse de forma harmoniosa.


Conclusão

Moonstone Island prova que inovação não depende apenas de gráficos sofisticados ou de mundos gigantescos. Sua força está em combinar exploração, fazenda, captura de criaturas, estratégia e alquimia de forma equilibrada e acolhedora.

Sob a ótica do Bellacosa Mainframe, ele lembra um ambiente corporativo distribuído onde cada componente tem uma função específica, mas todos trabalham em conjunto para criar algo muito maior.

Sua maior mensagem é simples.

Não existe apenas um caminho para evoluir.

Às vezes, crescer significa plantar uma nova semente.

Às vezes, capturar um novo espírito.

Ou simplesmente levantar voo rumo a uma ilha desconhecida.

Porque tanto na computação quanto na aventura, os maiores horizontes pertencem àqueles que nunca deixam de explorar.

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

🎧 Hikikomori na Cultura Otaku – O Refúgio entre Ficção e Realidade

Bellacosa Mainframe e o fenomeno hikikomori

 Entre telas, silêncios e mundos paralelos


🌌 Introdução – O Quarto como Universo

O quarto do hikikomori não é apenas um espaço físico — é um microcosmo de fuga e reinvenção.
Entre pôsteres de anime, luz azul do monitor e pilhas de mangás, ele constrói um universo próprio onde o tempo se dobra.
Ali, ele é livre das expectativas, dos olhares, da vergonha.
Mas também é prisioneiro do mesmo conforto que o protege.

Na cultura otaku, o hikikomori se tornou símbolo e espelho de uma geração que se comunica mais através de avatares do que de olhares.


🧩 A Gênese do Refúgio

O Japão pós-guerra viveu uma corrida pela excelência.
A geração seguinte cresceu sob o peso de manter o país no topo: escolas rígidas, longas jornadas de trabalho, e a ideia de que falhar é inaceitável.

O otaku e o hikikomori nasceram dessa pressão.
Ambos buscaram refúgio no imaginário — mundos controláveis, lógicos, onde o protagonista pode recomeçar quantas vezes quiser.

Enquanto o otaku se expressa por meio de fandoms e cultura pop,
o hikikomori fecha a porta e vive a fantasia por inteiro.


📺 Representações em Animes – A Ficção que Espelha o Real

Os animes frequentemente exploram o arquétipo do hikikomori como ponto de partida para uma jornada interior —
um caminho do isolamento à reconexão, ou da apatia à transcendência.


🖤 1. Welcome to the NHK – A Solidão com Voz

O protagonista, Tatsuhiro Satou, acredita em uma conspiração da emissora NHK para transformar pessoas em hikikomoris.
Entre humor e desespero, o anime desvela a solidão urbana e a culpa de quem não consegue mais participar do mundo.
A salvação não vem da sociedade, mas de outro ser humano que também carrega feridas.

💬 "Ser normal é apenas uma ilusão compartilhada."


💻 2. No Game No Life – O Isolamento como Poder

Os irmãos Sora e Shiro são gênios sociais fracassados, mas invencíveis no universo digital.
Eles representam o hikikomori que encontra domínio e propósito num mundo alternativo.
A série eleva a fuga a uma forma de resistência — o quarto vira trono, o teclado vira espada.

💬 “Neste mundo, perder é o mesmo que morrer. Por isso, nunca perdemos.”


📦 3. ReLIFE – O Recomeço Possível

Um homem de 27 anos, isolado e desempregado, recebe uma segunda chance para viver a juventude novamente.
A série fala de cura, arrependimento e reconciliação com o passado — o que muitos hikikomoris desejam, mas temem buscar.


🧠 4. Serial Experiments Lain – A Dissolução do Eu

Lain mergulha na Wired (a Internet ficcional do anime) até que os limites entre corpo e mente desaparecem.
Uma obra visionária dos anos 90 que antecipou o dilema moderno:

“Se posso existir online, por que preciso do mundo real?”


💬 Simbologia e Psicologia

O hikikomori é o monge digital do século XXI — não busca Deus, mas sentido.
Ele foge da sociedade não por fraqueza, mas por exaustão emocional.
Na cultura otaku, seu isolamento é muitas vezes visto como metamorfose, um casulo onde o indivíduo tenta se reconstruir.

O quarto é o templo.
O computador, o altar.
O anime, a prece silenciosa.


🕹️ Curiosidades Otaku

  • Muitos hikikomoris tornam-se criadores independentes de jogos, mangás ou visual novels.
    Alguns inclusive ganham a vida sem jamais sair de casa.

  • Existem cafés e comunidades online no Japão criados exclusivamente para hikikomoris, com regras de interação gradativa.

  • O termo “Internet Refugee” (refugiado digital) começou a ser usado para os que buscam vida e identidade em mundos virtuais.


🌱 Dicas e Reflexões Bellacosa

  1. Anime não é fuga — é espelho.
    Use-o para se ver, não para se perder.

  2. A solidão também é um território sagrado.
    É nela que se ouve o som da própria alma.

  3. Dar um passo para fora pode ser tão épico quanto salvar o mundo em um RPG.

  4. Transforme o quarto em estúdio, não em cela.
    Crie, escreva, desenhe — e o mundo virá até você.


☕A pensar durante a pausa do café no cpd

O fenômeno dos hikikomori tornou-se um dos temas mais discutidos da sociedade japonesa contemporânea. O termo descreve pessoas que se afastam quase completamente da vida social, permanecendo meses ou até anos reclusas em seus quartos, evitando escola, trabalho e relacionamentos presenciais.

Embora o problema tenha raízes complexas, envolvendo pressão social, ansiedade, fracassos acadêmicos, dificuldades profissionais e questões psicológicas, os animes frequentemente exploram esse tema com sensibilidade e profundidade. A cultura otaku muitas vezes aparece como um refúgio emocional para indivíduos que encontram dificuldades em se integrar às expectativas da sociedade.

Obras como Welcome to the NHK, Recovery of an MMO Junkie, Watamote, ReLIFE e até alguns isekais modernos retratam personagens que enfrentam isolamento, baixa autoestima e dificuldades de socialização. Em muitos casos, os animes mostram que o problema não está apenas no indivíduo, mas também nas pressões impostas pelo ambiente ao seu redor.

É importante destacar que ser otaku não significa ser hikikomori. A enorme maioria dos fãs de anime leva uma vida social e profissional normal. Contudo, a associação entre os dois temas tornou-se frequente porque ambos refletem questões ligadas à identidade, pertencimento e busca por aceitação.

No fundo, as histórias sobre hikikomori falam de algo universal: o desejo humano de encontrar um lugar onde seja possível existir sem medo de julgamentos. 🌧️🏠🌸📺✨


☕ Epílogo – O Hikikomori como Arquetipo Contemporâneo

O hikikomori não é apenas um fenômeno japonês.
É a síndrome de uma era conectada e solitária, em que cada um de nós, em algum momento, se refugia em sua própria bolha.

Mas, como nas histórias dos animes, há sempre um portal —
um isekai inverso — em que o herói decide voltar à realidade.

E talvez o verdadeiro ato de coragem, no fim das contas,
seja abrir a cortina, deixar a luz entrar e continuar existindo.

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

🏠 Hikikomori — o Recolhido do Japão Moderno

Bellacosa Mainframe e o hikikomori além do japão

 Filosofia Cotidiana e Cultura Otaku


🌸 O que é um Hikikomori?

Hikikomori (ひきこもり) é uma palavra japonesa que significa literalmente “recolher-se” ou “confinar-se”. Ela descreve pessoas — geralmente jovens, mas não exclusivamente — que se isolam completamente da sociedade, permanecendo por longos períodos (meses ou anos) dentro de seus quartos, evitando contato social e raramente saindo de casa.

Esse fenômeno não é apenas um estado de timidez ou introversão: é um recolhimento extremo, muitas vezes acompanhado por sofrimento psicológico, frustração social e medo do fracasso.

O governo japonês estima que existam mais de um milhão de hikikomori no país — e o número cresce com o passar das décadas.


🕰️ Origem e História

O termo surgiu no final dos anos 1990, cunhado pelo psiquiatra Tamaki Saitō, autor do livro “Hikikomori: Adolescence Without End”.
Saitō observou jovens que haviam desistido da escola, dos empregos e da vida social, confinando-se por anos em seus quartos.

As causas são complexas:

  • Pressão social extrema — o Japão valoriza o sucesso acadêmico e profissional.

  • Fracassos ou bullying na escola (ijime).

  • Estrutura familiar protetora, com pais que sustentam o filho mesmo isolado.

  • Mudanças culturais, como o impacto da tecnologia e o declínio das interações humanas reais.


🎎 Diferença entre Hikikomori e NEET

Embora próximos, os termos têm nuances distintas:

TermoSignificadoCaracterística principal
HikikomoriRecluso socialIsolamento físico e emocional
NEETNot in Education, Employment or TrainingDesempregado e sem estudo, mas não necessariamente isolado

Um Hikikomori pode ser NEET, mas nem todo NEET é Hikikomori.


📺 Exemplos em Animes

Os animes retrataram esse fenômeno com sensibilidade — ora de forma cômica, ora dramática.

  1. Welcome to the NHK (NHK ni Youkoso!)

    • O retrato mais famoso do tema.

    • Tatsuhiro Satou, um jovem que acredita em conspirações e vive trancado em seu quarto.

    • O anime explora solidão, paranoia e a luta para reconectar-se ao mundo.

    • 🎧 Curiosidade: O título “NHK” faz trocadilho com a emissora japonesa e uma “Sociedade Conspiratória de Hikikomoris”.

  2. ReLIFE

    • Um homem recluso recebe uma segunda chance: reviver o ensino médio.

    • Mostra o conflito entre maturidade e juventude, e a dificuldade de “recomeçar” após o isolamento.

  3. No Game No Life

    • Os irmãos Sora e Shiro são hikikomori gamers que encontram propósito num mundo onde tudo é decidido por jogos.

    • A série transforma o isolamento em metáfora para genialidade e fuga da realidade.


💭 Filosofia e Significado Social

O hikikomori é um espelho do Japão moderno: um país que equilibra tradição e tecnologia, disciplina e exaustão emocional.
É o preço da hipercompetitividade, da expectativa familiar e da falta de espaço para falhar.

Mas há também uma leitura poética:
👉 O hikikomori é o eremita urbano, um monge digital refugiado do ruído do mundo, buscando sentido em silêncio.


🌱 Dicas e Reflexões

  • Para quem observa: evite julgar. Hikikomori não é preguiça, mas dor não verbalizada.

  • Para quem vive isso: pequenos passos contam — abrir a janela, caminhar até a esquina, conversar online.

  • Para a sociedade: precisamos reaprender a valorizar a pausa, o erro e o tempo do ser humano.


🧩 Curiosidades

  • O Japão criou “programas de reabilitação social” com visitas domiciliares para ajudar hikikomoris a recomeçar.

  • Alguns pais montam comunidades rurais onde jovens isolados podem reaprender a conviver.

  • Em contraste, há hikikomoris que se tornaram criadores, escritores ou programadores — transformando o isolamento em arte.


☕ A pensar durante o café no cpd

O termo Hikikomori é utilizado no Japão para descrever pessoas que se afastam quase completamente da vida social, permanecendo isoladas em casa por longos períodos, muitas vezes durante meses ou anos. Embora o fenômeno tenha se tornado conhecido internacionalmente nas últimas décadas, ele está profundamente ligado a questões sociais, econômicas e culturais do Japão moderno.

Entre as causas mais citadas estão a intensa pressão acadêmica e profissional, o medo do fracasso, dificuldades de relacionamento, ansiedade social e a sensação de não conseguir corresponder às expectativas da sociedade. Para muitos jovens, o quarto torna-se um refúgio contra um mundo percebido como excessivamente competitivo e exigente.

Os animes frequentemente abordam esse tema de forma sensível. Obras como Welcome to the NHK, Watamote, Recovery of an MMO Junkie e ReLIFE exploram personagens que enfrentam isolamento, insegurança e dificuldades para se reconectar com outras pessoas. Essas histórias ajudam a compreender o lado humano por trás do fenômeno.

É importante destacar que hikikomori não é sinônimo de ser otaku. A maioria dos fãs de anime, mangá e jogos leva uma vida social normal. Contudo, os dois temas costumam aparecer juntos porque ambos refletem questões ligadas à identidade e ao pertencimento.

Mais do que um problema japonês, o hikikomori tornou-se um símbolo dos desafios emocionais e sociais da vida contemporânea. 🌧️🏠🍂📺✨


☕ Conclusão Bellacosa

O hikikomori é mais do que um fenômeno social — é um grito silencioso da alma moderna, cansada da corrida sem sentido.
Nos animes, ele aparece como lembrete de que cada isolamento esconde um pedido de escuta.

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

MIB Entra no CPD — O Dia em que o Agente J Descobriu no Spufi que o Alienígena Era Só um SELECT no SYSIBM

 

Bellacosa Mainframe explorando o ISPF DB e Spufi

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

MIB Entra no CPD — O Dia em que o Agente J Descobriu No Spufi que o Alienígena Era Só um SELECT no SYSIBM

Ou: como TSO/E, ISPF, o menu DB, DB2I, SPUFI, catálogo Db2, SQLCODE e alguns datasets transformam a primeira tela verde do z/OS em uma investigação digna dos Homens de Preto

Há um momento curioso na vida de praticamente todo iniciante em mainframe.

Ele recebe um USER-ID, abre um emulador 3270, faz logon no z/OS e encontra uma tela cheia de opções, siglas e nomes que parecem ter sido escritos por alguma organização secreta do governo.

TSO.

ISPF.

DB.

DB2I.

SPUFI.

SYSIBM.

Para alguém vindo de Windows, Linux, VS Code, Java, Python ou bancos de dados gráficos, isso pode parecer menos um ambiente de desenvolvimento e mais a porta de entrada de uma base subterrânea dos MIB — Men in Black.

O agente novato olha para a tela.

O agente veterano coloca os óculos escuros.

— Não se preocupe. O alienígena é só um dataset.

E é exatamente assim que começaremos esta missão.

Nosso objetivo é entender, passo a passo, como um programador COBOL iniciante entra no z/OS, passa pelo TSO/E, encontra o ISPF, acessa o menu relacionado ao Db2, chega ao DB2I, entra no SPUFI e finalmente utiliza SQL para investigar o catálogo do próprio banco através das tabelas SYSIBM.

Nada de neuralizador.

Nada de nave espacial.

Só mainframe.

O que, dependendo do dia, pode ser mais assustador.



1. Caso MIB-0001 — afinal, o que é o z/OS?

Antes de investigar o ISPF, precisamos estabelecer a cena do crime.

O z/OS é o sistema operacional utilizado nos mainframes IBM Z.

Ele administra coisas como:

  • memória;

  • processadores;

  • jobs;

  • datasets;

  • segurança;

  • subsistemas;

  • comunicação;

  • transações;

  • bancos de dados;

  • aplicações críticas.

Ou seja, quando você entra no ambiente, não está “entrando no ISPF”.

Você está entrando em um universo muito maior.

Podemos imaginar:

IBM Z
  │
  ▼
z/OS
  │
  ├── JES2
  ├── TSO/E
  ├── RACF
  ├── Db2
  ├── CICS
  ├── IMS
  └── outras centenas de componentes

O ISPF é apenas uma das formas de interagir com esse universo.

É como a recepção da sede dos MIB.

A sede é enorme.

A recepção é só onde você começa a andar.



2. Primeiro contato: o TSO/E

O usuário normalmente acessa o ambiente através de um terminal ou emulador 3270.

Depois do logon, entra no TSO/E.

TSO significa:

Time Sharing Option

O TSO/E fornece uma interface interativa para usuários do z/OS.

Uma simplificação útil é:

Usuário
   │
   ▼
Emulador 3270
   │
   ▼
TSO/E
   │
   ▼
ISPF

O TSO/E permite executar comandos, iniciar programas e trabalhar de forma interativa.

Mas trabalhar diretamente no TSO seria menos amigável.

Foi aí que o ISPF virou protagonista.



3. Caso MIB-0002 — o que é ISPF?

ISPF significa:

Interactive System Productivity Facility

Ele é um ambiente interativo baseado em painéis, menus, comandos e serviços.

Para um iniciante, a melhor frase é:

ISPF é a bancada de trabalho interativa do usuário no z/OS.

Não é o sistema operacional.

Não é o TSO.

Não é o Db2.

Ele funciona sobre o TSO/E e fornece uma interface muito mais organizada para tarefas do dia a dia.

Pense assim:

z/OS = cidade inteira

TSO/E = seu acesso à cidade

ISPF = seu escritório dentro dela

No ISPF você pode:

  • editar datasets;

  • visualizar membros de PDS/PDSE;

  • trabalhar com JCL;

  • navegar por utilitários;

  • chamar ferramentas;

  • acessar produtos instalados;

  • executar comandos;

  • utilizar interfaces de sistemas como Db2.

Uma tela típica pode mostrar algo parecido com:

0  Settings
1  View
2  Edit
3  Utilities
4  Foreground
5  Batch
6  Command
...

Só que existe um detalhe importante.

O ISPF é altamente customizável.

Cada empresa pode adicionar suas próprias opções.

Por isso, você pode encontrar:

DB
SDSF
CICS
IMS
MQ
ENDEVOR
FILEAID
ISPW

e outras opções que não fazem parte necessariamente do menu padrão.



4. Alerta MIB: não confunda 3270 com ISPF

Esse erro é extremamente comum.

O iniciante olha para a tela preta ou verde e diz:

“Estou no ISPF.”

Talvez esteja.

Mas a tela em si é geralmente exibida através de um terminal ou emulador 3270.

O 3270 é uma tecnologia de terminal.

O ISPF é um ambiente de software.

Portanto:

Emulador 3270
       │
       ▼
     TSO/E
       │
       ▼
      ISPF

É como confundir o monitor com o Windows.

O monitor mostra.

O sistema executa.

No mainframe, a diferença também existe.



5. Caso MIB-0003 — o misterioso menu DB

Agora chegamos à parte que mais confunde quem está começando.

Você está no ISPF e alguém diz:

“Digite DB.”

O iniciante pensa:

— Então DB é o Db2?

Não necessariamente.

O DB geralmente é uma opção de menu criada ou configurada pela instalação para chegar a ferramentas relacionadas ao Db2.

Em alguns ambientes pode aparecer como:

DB

Em outros:

DB2

Em outros ainda pode haver uma opção numérica.

Portanto, não existe uma lei universal dizendo:

DB = opção padrão do ISPF

O que normalmente acontece é algo parecido com:

ISPF
  │
  ▼
DB
  │
  ▼
DB2I

Ou seja, DB é a porta.

O Db2 continua do outro lado.



6. DB2I — a sala de equipamentos dos agentes

DB2I significa:

Db2 Interactive

Ele é um conjunto tradicional de painéis ISPF para interagir com funções relacionadas ao Db2 for z/OS.

Dentro dele você pode encontrar opções como:

SPUFI
DCLGEN
PROGRAM PREPARATION
COMMANDS
UTILITIES

Os nomes e números podem variar.

Mas a ideia é:

ISPF
  │
  ▼
DB
  │
  ▼
DB2I
  │
  ├── SPUFI
  ├── DCLGEN
  ├── preparação
  └── outras funções

O DB2I não é o banco.

Ele é uma interface.

Isso precisa ficar muito claro.



7. Caso MIB-0004 — SPUFI entra em cena

Agora encontramos um dos instrumentos mais clássicos do programador Db2 no z/OS:

SPUFI

O nome significa:

SQL Processor Using File Input

O nome é praticamente uma confissão.

Ele processa SQL usando um arquivo de entrada.

Ou, em linguagem mainframe:

um dataset de entrada.

A filosofia é:

dataset com SQL
      │
      ▼
    SPUFI
      │
      ▼
 Db2 for z/OS
      │
      ▼
resultado
      │
      ▼
dataset de saída

Quem vem de ferramentas modernas espera abrir um editor SQL e clicar em “Run”.

No SPUFI, a cultura é outra.

Você informa um dataset com SQL.

O SPUFI lê.

Executa.

E grava o resultado.

MIB aprovaria.

Tudo documentado.

Tudo rastreável.

Nada de clicar em um botão misterioso e esperar o universo colaborar.



8. Como funciona a tela do SPUFI?

Você pode encontrar campos semelhantes a:

INPUT DATA SET NAME  ===> USER.SQLIN

OUTPUT DATA SET NAME ===> USER.SQLOUT

EDIT INPUT           ===> YES

EXECUTE              ===> YES

BROWSE OUTPUT        ===> YES

Algumas telas também incluem opções relacionadas a:

AUTOCOMMIT
CHANGE DEFAULTS

A ideia do fluxo é:

EDIT
  │
  ▼
EXECUTE
  │
  ▼
BROWSE

Primeiro você edita o SQL.

Depois executa.

Depois lê o resultado.

Simplicidade antiga.

Mas extremamente eficiente.


9. Primeira missão SPUFI

O primeiro SQL de laboratório pode ser:

SELECT CURRENT DATE,
       CURRENT TIME
FROM SYSIBM.SYSDUMMY1;

Isso testa se:

  • SPUFI está funcionando;

  • você está conectado a um Db2;

  • o Db2 está respondendo;

  • seu ambiente está minimamente configurado.

SYSIBM.SYSDUMMY1 é uma tabela especial muito usada para executar expressões simples.

Você pode consultar:

SELECT CURRENT USER
FROM SYSIBM.SYSDUMMY1;

ou:

SELECT CURRENT TIMESTAMP
FROM SYSIBM.SYSDUMMY1;

Esses comandos são excelentes para o primeiro contato.


10. E qual Db2 estou usando?

Essa pergunta é ótima.

Num z/OS podem existir vários subsistemas Db2.

Por exemplo:

DB2D  desenvolvimento
DB2H  homologação
DB2P  produção

Esses nomes são apenas exemplos.

O identificador do subsistema é chamado normalmente de:

SSID — Subsystem Identifier

No DB2I você pode encontrar um campo parecido com:

DB2 SUBSYSTEM ID ===> DB2D

Isso ajuda a identificar o subsistema utilizado.

Seu USER-ID pode ter acesso a um e não a outro.

Por exemplo:

USER123
  │
  ├── DB2D → acesso
  ├── DB2H → acesso limitado
  └── DB2P → sem acesso

E isso é muito importante:

acessar um subsistema não significa poder fazer qualquer coisa dentro dele.


11. Identidade dentro do Db2

Depois de entrar no SPUFI, uma boa consulta é:

SELECT CURRENT USER,
       CURRENT SQLID,
       CURRENT SERVER
FROM SYSIBM.SYSDUMMY1;

Isso ajuda a responder:

  • quem sou eu para o Db2?

  • qual SQLID está sendo usado?

  • qual servidor/local location está associado à sessão?

Só tenha cuidado:

CURRENT SERVER não é obrigatoriamente o mesmo nome do SSID.

No mundo Db2, nomes de location, subsystem e ambiente podem ter relações que nem sempre são idênticas.

Não trate tudo como sinônimo.


12. Caso MIB-0005 — o que é SYSIBM?

Agora começa a investigação de verdade.

O Db2 não guarda apenas dados de negócio.

Ele também guarda informações sobre os próprios objetos.

Imagine uma aplicação com:

CLIENTES
CONTAS
PEDIDOS
PRODUTOS

Essas tabelas guardam dados.

Mas o Db2 também precisa saber:

  • quais tabelas existem;

  • quais colunas possuem;

  • quais índices existem;

  • quais views existem;

  • quais constraints foram definidas;

  • quais tipos de dados existem;

  • quem criou determinados objetos.

Essas informações são chamadas de:

metadados

E boa parte desses metadados está registrada em tabelas de catálogo.

Muitas delas estão associadas ao schema:

SYSIBM

Portanto:

Dados
│
├── CLIENTES
├── PEDIDOS
└── CONTAS

Metadados
│
└── SYSIBM
     ├── SYSTABLES
     ├── SYSCOLUMNS
     ├── SYSINDEXES
     └── ...

Uma analogia excelente:

SYSIBM é como a biblioteca administrativa do Db2.

Lá o banco guarda informação sobre o próprio universo.


13. SYSTABLES — “mostre-me os objetos”

Uma das tabelas mais importantes é:

SYSIBM.SYSTABLES

Podemos consultar:

SELECT CREATOR,
       NAME,
       TYPE
FROM SYSIBM.SYSTABLES
WHERE CREATOR = 'SYSIBM'
FETCH FIRST 20 ROWS ONLY;

Isso permite visualizar objetos cadastrados no catálogo.

Aqui aprendemos três partes fundamentais do SQL:

SELECT
FROM
WHERE

Ou seja:

SELECT → o que quero ver
FROM   → de onde quero buscar
WHERE  → quais registros quero

Simples.

Mas poderoso.


14. SYSCOLUMNS — “agente, descreva o suspeito”

Encontramos uma tabela.

Agora queremos saber quais colunas ela possui.

Consultamos:

SYSIBM.SYSCOLUMNS

Por exemplo:

SELECT TBCREATOR,
       TBNAME,
       NAME,
       COLNO,
       COLTYPE,
       LENGTH
FROM SYSIBM.SYSCOLUMNS
WHERE TBCREATOR = 'SYSIBM'
  AND TBNAME = 'SYSTABLES'
ORDER BY COLNO;

Agora o próprio Db2 está descrevendo uma tabela do próprio catálogo.

É quase um interrogatório recursivo.

E isso é extremamente útil quando recebemos um programa COBOL antigo.


15. SYSINDEXES — seguindo as pegadas

Se queremos investigar índices:

SYSIBM.SYSINDEXES

Podemos usar algo semelhante a:

SELECT CREATOR,
       NAME,
       TBCREATOR,
       TBNAME
FROM SYSIBM.SYSINDEXES
WHERE TBCREATOR = 'SYSIBM'
  AND TBNAME = 'SYSTABLES';

Agora conseguimos responder:

existem índices relacionados a esta tabela?

Para manutenção de aplicações, isso é uma informação valiosa.


16. O catálogo como ferramenta de investigação

É aqui que o iniciante começa a crescer.

Em vez de perguntar:

“Onde está a tabela CLIENTES?”

ele pode procurar:

SELECT CREATOR,
       NAME,
       TYPE
FROM SYSIBM.SYSTABLES
WHERE NAME = 'CLIENTES';

Ou se não souber o nome completo:

SELECT CREATOR,
       NAME
FROM SYSIBM.SYSTABLES
WHERE NAME LIKE '%CLIENT%';

Você começa a investigar.

E investigar é uma das competências mais importantes de qualquer profissional de mainframe.


17. LIKE — procurando alienígenas parcialmente identificados

O operador LIKE permite buscar padrões.

Por exemplo:

WHERE NAME LIKE 'EMP%'

significa:

começa com EMP

Enquanto:

WHERE NAME LIKE '%EMP%'

significa:

contém EMP

E:

WHERE NAME LIKE '%EMP'

significa:

termina com EMP

MIB chama isso de busca por descrição parcial do extraterrestre.

Db2 chama de SQL.


18. FETCH FIRST — não abra todos os arquivos secretos

Evite iniciar sua carreira com:

SELECT *
FROM SYSIBM.SYSTABLES;

Em ambientes grandes isso pode trazer uma quantidade enorme de informação.

Prefira:

FETCH FIRST 20 ROWS ONLY

ou outro limite adequado.

É uma excelente disciplina.

Especialmente para iniciantes.

Regra prática:

investigue aos poucos.


19. ORDER BY — se a ordem importa, diga

Nunca confie na ordem natural dos resultados.

Se quer ordenar por posição de coluna:

ORDER BY COLNO;

Se quer por nome:

ORDER BY NAME;

Sem ORDER BY, você não deve assumir que os dados virão sempre na mesma ordem.

Essa regra vale no SPUFI.

Vale no COBOL.

Vale na produção.

Vale no universo inteiro.


20. SQLCODE — o relatório da investigação

Quando executamos SQL, o Db2 informa o resultado através de códigos.

O mais famoso é o:

SQLCODE

Por exemplo:

SQLCODE = 0

normalmente significa sucesso.

Um clássico:

SQLCODE = +100

é associado à condição de nenhuma linha encontrada em determinados contextos.

Valores negativos geralmente representam erros.

Por exemplo:

-204

normalmente indica problema relacionado a objeto não encontrado ou não definido no contexto esperado.

Mas não decore cegamente.

O reflexo correto é:

SQL falhou
   │
   ▼
ler SQLCODE
   │
   ▼
ler SQLSTATE
   │
   ▼
ler mensagem
   │
   ▼
investigar

Não faça manutenção por astrologia.


21. Erro proposital é ferramenta de aprendizado

No laboratório, você pode executar algo propositalmente errado:

SELECT XPTO
FROM SYSIBM.SYSTABLES;

Se XPTO não existir, o Db2 reclamará.

Isso permite treinar a leitura de mensagens.

O iniciante que aprende a interpretar erros vale muito mais do que aquele que só consegue repetir exemplos que funcionam.


22. SELECT que retorna zero linhas não está necessariamente errado

Outro erro conceitual clássico.

Você executa:

SELECT CREATOR,
       NAME
FROM SYSIBM.SYSTABLES
WHERE NAME = 'ET_DE_VARGINHA';

Se nenhuma tabela tiver esse nome, provavelmente retornará zero registros.

Isso não quer dizer que o SQL está errado.

Quer dizer apenas:

comando válido
+
nenhum registro satisfaz a condição

Essa diferença será fundamental quando você trabalhar com COBOL + Db2.


23. SPUFI e COBOL: irmãos mais próximos do que parecem

Depois você encontrará programas como:

EXEC SQL
   SELECT NOME,
          SALDO
     INTO :WS-NOME,
          :WS-SALDO
     FROM CLIENTES
    WHERE ID_CLIENTE = :WS-ID
END-EXEC.

Antes de colocar um SQL dentro do COBOL, é muito comum testar a consulta primeiro no SPUFI.

Por exemplo:

SELECT NOME,
       SALDO
FROM CLIENTES
WHERE ID_CLIENTE = 123;

Se funcionar, você já validou parte da lógica SQL.

Depois transforma isso em embedded SQL no programa.


24. O que são host variables?

No COBOL, o Db2 precisa trocar dados com variáveis do programa.

Por isso aparecem:

:WS-NOME
:WS-SALDO

O : identifica uma host variable.

Ou seja:

Db2
 │
 ├── NOME  ───────► WS-NOME
 └── SALDO ───────► WS-SALDO

No SPUFI você não precisa pensar nisso inicialmente.

E esse é um dos motivos pelos quais SPUFI é tão bom para aprendizado.

Primeiro:

SQL puro

Depois:

SQL + COBOL

25. O DCLGEN espreita na sala ao lado

No DB2I você também pode encontrar o:

DCLGEN

Ele ajuda a gerar declarações relacionadas às tabelas Db2 para utilização em programas.

Ou seja:

Tabela Db2
   │
   ▼
DCLGEN
   │
   ▼
estrutura compatível com programa COBOL

Esse será um próximo passo natural depois de dominar SPUFI e catálogo.


26. O pipeline COBOL + Db2

Mais adiante você aprenderá:

COBOL + SQL
     │
     ▼
PRECOMPILE
   /    \
  ▼      ▼
COBOL   DBRM
  │      │
  ▼      ▼
COMPILE BIND
  │      │
  ▼      ▼
OBJ    PACKAGE

É aí que o Db2 deixa de parecer apenas “um banco acessado pelo SPUFI” e passa a fazer parte da execução de aplicações corporativas reais.


27. AUTOCOMMIT — botão vermelho da sala MIB

SPUFI também pode executar comandos de alteração:

INSERT
UPDATE
DELETE

E aí entra uma palavra importantíssima:

COMMIT

Dependendo da configuração de AUTOCOMMIT, alterações podem ser confirmadas automaticamente.

E isso é perigoso para iniciantes.

Imagine:

UPDATE CLIENTES
SET STATUS = 'I';

Sem WHERE.

Parabéns.

Você pode ter atualizado a tabela inteira.

Portanto a regra Bellacosa é simples:

SELECT primeiro

COUNT depois

confira o alvo

somente então considere UPDATE

Especialmente em ambiente real.

Produção não é laboratório.


28. Como descobrir o Db2 disponível para seu USER-ID

Quando entrar num novo ambiente, siga esta sequência.

Primeiro:

TSO/E
  │
  ▼
ISPF
  │
  ▼
DB / DB2I

Veja qual SSID está configurado.

Depois entre no SPUFI.

Execute:

SELECT CURRENT USER,
       CURRENT SQLID,
       CURRENT SERVER
FROM SYSIBM.SYSDUMMY1;

Isso ajuda a entender sua identidade e contexto dentro do Db2.

Depois:

SELECT CURRENT DATE,
       CURRENT TIME
FROM SYSIBM.SYSDUMMY1;

Se funcionar, há comunicação.

Depois explore:

SELECT CREATOR,
       NAME,
       TYPE
FROM SYSIBM.SYSTABLES
WHERE CREATOR = 'SYSIBM'
FETCH FIRST 20 ROWS ONLY;

Pronto.

A investigação começou.


29. Checklist MIB para seu primeiro dia no Db2

Ao receber um USER-ID novo, descubra:

Qual é meu USER-ID TSO?

Qual menu dá acesso ao Db2?

Qual é o SSID?

Consigo entrar no DB2I?

Consigo abrir o SPUFI?

Qual dataset de entrada devo usar?

Qual dataset de saída devo usar?

Qual é meu CURRENT USER?

Qual é meu CURRENT SQLID?

Qual é meu CURRENT SERVER?

Consigo consultar SYSIBM.SYSTABLES?

Consigo consultar SYSCOLUMNS?

Consigo consultar SYSINDEXES?

Se você responde a essas perguntas, já não está mais completamente perdido.


30. Easter egg: o neuralizador do programador COBOL

Todo profissional experiente já viu alguém fazer:

SELECT *

sem filtro.

Depois a tela enche.

O usuário aperta PF3.

Aperta de novo.

Mais uma vez.

Olha para o colega.

O colega olha de volta.

Ninguém fala sobre o que aconteceu.

Esse é o neuralizador oficial do ISPF.


31. Outra curiosidade: o mainframe gosta de saber quem fez o quê

Em sistemas modernos, muita gente vende como novidade:

  • rastreabilidade;

  • autenticação;

  • privilégios;

  • logs;

  • identidades;

  • separação de ambientes;

  • transações;

  • controle de acesso.

O mainframe olha e diz:

“Interessante. Fazemos isso há algumas décadas.”

Db2, RACF, JES2 e z/OS foram construídos num mundo em que compartilhamento de recursos, segurança e auditoria não eram acessórios.

E por isso conceitos como USER-ID, autorização, subsystem e catálogo importam tanto.


32. O mapa final da missão

Se você guardar apenas um desenho deste artigo, guarde este:

                    IBM Z
                      │
                      ▼
                    z/OS
                      │
                      ▼
                    TSO/E
                      │
                      ▼
                    ISPF
                      │
                      ▼
                     DB
                      │
                      ▼
                    DB2I
                      │
                      ▼
                    SPUFI
                      │
                      ▼
                 Db2 for z/OS
                      │
          ┌───────────┼───────────┐
          ▼           ▼           ▼
      SYSTABLES   SYSCOLUMNS   SYSINDEXES
          │           │           │
          ▼           ▼           ▼
       objetos      colunas      índices

Esse desenho explica praticamente toda a nossa conversa.


Epílogo — agente, bem-vindo ao mainframe

O iniciante olha para o ISPF e vê uma tela antiga.

O especialista olha e vê uma interface para décadas de evolução tecnológica.

O iniciante olha para DB e vê duas letras misteriosas.

O especialista vê uma rota para o Db2.

O iniciante olha para SPUFI e vê uma ferramenta ultrapassada.

O especialista vê uma bancada rápida para testar SQL, investigar catálogo, validar hipóteses e compreender dados.

O iniciante olha para SYSIBM e vê tabelas estranhas.

O especialista vê o mapa do território.

E talvez essa seja a maior lição deste laboratório.

Mainframe não é sobre decorar siglas.

É sobre aprender a navegar.

Quando você entende:

TSO/E
ISPF
DB
DB2I
SPUFI
SYSIBM
SQLCODE

as coisas deixam de parecer uma coleção de artefatos alienígenas.

Elas começam a formar um sistema.

Você entende onde está.

Sabe quem é.

Descobre qual Db2 está acessando.

Investiga seus objetos.

Lê suas mensagens.

Testa SQL.

E depois conecta tudo ao COBOL.

Esse é o ponto em que o agente novato deixa de perguntar:

“Onde eu clico?”

e começa a perguntar:

“Qual componente estou usando, qual informação ele me fornece e qual é o próximo ponto da investigação?”

Nesse momento, os Homens de Preto podem guardar o neuralizador.

O programador COBOL já começou a enxergar o universo.

☕ E no Bellacosa Mainframe, até alienígena precisa de USER-ID, autorização e um bom WHERE.



Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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