✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024
Uma breve visão sobre Portugol para IBM Mainframe
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024
Boas Praticas em Performance e otimização uma primeira olhada
quinta-feira, 18 de janeiro de 2024
A internet ficou mais chata?
A internet ficou mais chata?
Censura, vigilância moral e o fim da autonomia digital**
Por muito tempo a internet representou o território da liberdade. Espaço onde se tropeçava no bizarro, no proibido, no criativo e no nonsense sem filtro. Nos últimos anos, entretanto, a sensação dominante entre muitos usuários é clara: algo mudou. Tudo parece altamente policiado. Há sempre alguém julgando, denunciando ou “ensinando o que é o certo”.
A pergunta surge com força:
por que a internet está mais chata e moralista?
Este post não busca respostas absolutas. O objetivo é mapear os elementos que explicam essa “nova ordem digital”.
1. Plataformas centralizaram o poder
A internet antes era fragmentada. Hoje, concentra-se em meia dúzia de aplicativos. Quem controla essas plataformas controla:
• o que pode ser dito
• o que pode ser visto
• o que pode ser monetizado
O algoritmo virou o verdadeiro editor-chefe do mundo. Ele decide o que ganha espaço e o que é enterrado no limbo do irrelevante. Isso gera a sensação de que há um “curador invisível” guiando nossas escolhas.
2. A monetização exige ambiente “seguro”
Publicidade teme polêmicas. Para proteger anunciantes, as plataformas implementam filtros mais rígidos. Conteúdos eróticos, violentos, politizados ou “tabu” sofrem desvalorização automática.
Resultado:
o conteúdo neutro e insosso é mais recompensado do que o autêntico e arriscado.
A criatividade perde para o medo de ser desmonetizado ou banido.
3. Novo puritanismo social
Mesmo sem leis diretas, a vigilância moral aumentou. Grupos organizados promovem cancelamentos e campanhas de linchamento simbólico. Certas opiniões deixam de ser “controversas” para se tornarem proibitivas.
Isso gera autocensura. O usuário passa a se policiar para evitar punição social.
4. Regulamentações estatais em expansão
Governos adotam legislações para combate a:
• desinformação
• ódio
• exploração
• crimes virtuais
Essa normatização surge de preocupações legítimas, porém cria efeitos colaterais. Para evitar problemas legais, empresas aumentam o bloqueio automático de temas sensíveis.
O risco é simples: no esforço para proteger, pode-se começar a tolher demais.
5. O algoritmo quer perfeição emocional
Plataformas associam “bem-estar” a ausência de desconforto. Qualquer conteúdo complexo, provocativo ou que exija reflexão pode ser interpretado como “negativo”.
Assim, a cultura da internet se infantiliza. O contraditório vira inimigo.
A máquina protege o usuário do mundo, mas também o protege de pensar.
O que realmente mudou
A internet não é mais o espelho da humanidade.
Ela se tornou o produto daquilo que empresas e comunidades acreditam que deve ser aceito.
Antigamente:
→ o usuário moldava a rede
Hoje:
→ a rede molda o usuário
Cada clique é avaliado.
Cada palavra é rastreada.
Cada desejo é classificado.
A autonomia dá lugar à curadoria forçada.
Conclusão
A pergunta do título talvez esteja mal formulada.
A internet não ficou necessariamente mais “chata”.
Ela ficou governada.
O espaço que antes era caos criativo agora opera sob:
• algoritmos que selecionam o que “pode”
• moralistas que policiam o que “deve”
• anunciantes que decidem o que “vende”
A liberdade existe… desde que dentro das regras do feed.
A era da internet anárquica terminou.
Vivemos agora na internet domesticada.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2024
Mainframe, conheça um pouco sobre Sistemas Centrais
terça-feira, 16 de janeiro de 2024
🔥 IBM 3592 JF – O cartucho que carrega impérios de dados
🔥 IBM 3592 JF – O cartucho que carrega impérios de dados
🧠 Introdução – quando o dado dorme em fita, mas sonha em petabytes
Se você acha que fita magnética é coisa de museu, é porque nunca encarou um IBM 3592 JF rodando em um TS1140/TS1150 dentro de um data center que parece mais uma nave espacial do que uma sala fria.
O 3592 JF não é “backup”. Ele é arquivo corporativo, retenção legal, seguro contra ransomware e, em muitos bancos, a última linha de defesa da civilização digital.
Bem-vindo ao mundo onde dados não são deletados — são arquivados com honra.
📜 História – da fita de rolo ao JF
A linhagem do IBM 3592 nasce no início dos anos 2000 como sucessor espiritual das 3490/3480.
O sufixo JF marca uma geração madura, refinada, feita para:
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Ambientes z/OS heavy-duty
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Integração com DFSMS/HSM
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Coexistência com VTS, TS7700 e GDPS
📼 O JF é o tipo de mídia que sobrevive a mudanças de diretoria, ERPs, fusões e três modas de cloud.
🧱 Arquitetura do cartucho IBM 3592 JF
Características físicas e lógicas:
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📏 Formato proprietário IBM (não confundir com LTO)
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💾 Capacidade nativa: ~700 GB
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🗜️ Capacidade com compressão: até ~2–3 TB (dependendo do workload)
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🔐 Suporte a criptografia por hardware
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🧬 Servo tracking de altíssima precisão
💡 Easter egg: a densidade da fita é tão alta que um cartucho mal acondicionado “grita” no log do drive antes mesmo de falhar.
🏗️ Onde ele vive no mundo real
Normalmente você encontra o 3592 JF em:
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🗄️ IBM TS3500 / TS4500 Tape Library
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🧠 TS7700 (Virtual Tape Server) como mídia física de backend
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🧾 Ambientes regulados: bancos, seguradoras, governos
Ele conversa intimamente com:
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z/OS DFSMS
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HSM (Hierarchical Storage Manager)
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DFSMShsm Migration / Recall
🔄 Workflow clássico no mainframe
📌 Passo a passo “vida de fita”
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Dataset criado (PS ou GDG)
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Política de SMS decide: disk hoje, fita amanhã
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HSM migra o dataset para fita
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Catalog aponta para volume JF
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Recall on-demand traz o dado de volta
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Dataset volta ao disco como se nada tivesse acontecido
🧙♂️ Magia negra mainframe: a aplicação nunca sabe que o dado dormiu em fita.
📊 Logs, SMF e rastros
O 3592 JF deixa pegadas elegantes:
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SMF 14/15 – uso de fita
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SMF 42 – atividades de DFSMS
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SMF 94 – criptografia
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Logs do TS7700 (se virtualizado)
📎 Dica Bellacosa: fita não mente. Se algo sumiu, o SMF sabe onde foi parar.
🧩 Curiosidades que só quem viveu sabe
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☕ Drives 3592 “acordam” antes do operador terminar o café
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🔁 Uma fita JF pode sobreviver 30 anos se bem armazenada
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🧯 Ransomware odeia fita — ela não monta sozinha
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🎩 Cartucho com label mal escrito vira lenda urbana no CPD
🛠️ Dicas práticas de sobrevivência
✔️ Padronize nomenclatura de volumes
✔️ Nunca misture JF com JE/JB sem planejamento
✔️ Use criptografia nativa, não “caseira”
✔️ Monitore recalls excessivos (sinal de má política de HSM)
✔️ Tape não é lenta — lento é acesso mal desenhado
📚 Guia de estudo para mainframers
📖 Leia e domine:
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DFSMS Storage Administration
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DFSMShsm Implementation
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IBM TS11xx Drive Redbooks
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SMF 14/15 deep dive
🧠 Exercício clássico:
Simule migração, expiração, recall e auditoria de um dataset crítico sem que a aplicação perceba.
🧪 Aplicações reais do IBM 3592 JF
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📜 Retenção legal (7–30 anos)
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🏦 Histórico financeiro imutável
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🧬 Dados médicos arquivados
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🛰️ DR offline (air gap real)
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📦 Data lake pré-cloud que ainda funciona
🧨 Comentário final – El Jefe Style
Enquanto o mundo discute se “cloud é o futuro”, o IBM 3592 JF continua fazendo o que sempre fez:
guardar o passado para proteger o futuro.
No mainframe, fita não é legado.
É estratégia.
🔥 Midnight Lunch aprovado. A fita gira, o dado dorme, o mainframer sorri.
segunda-feira, 15 de janeiro de 2024
🕴️ O Homem Médio: o “Salaryman” dos Animes
🕴️ O Homem Médio: o “Salaryman” dos Animes
💼 Quem é o Salaryman?
O salaryman (サラリーマン) é o trabalhador assalariado urbano japonês — terno escuro, gravata, pastinha na mão, metrô lotado às 7 da manhã. Ele é o homem médio, aquele que vive para o emprego, fiel à empresa quase como a um clã.
O termo nasceu no pós-guerra, quando o Japão reconstruía sua economia. As grandes corporações ofereciam emprego vitalício e esperavam, em troca, lealdade total. O resultado? Uma geração de homens moldados pela rotina e pelo sacrifício pessoal.
☕ O arquétipo nos animes
Nos animes, o salaryman aparece tanto como figura trágica quanto cômica. Ele é o homem invisível da metrópole, cercado de néon e solidão. Alguns exemplos emblemáticos:
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“Aggretsuko” (2018) – Um retrato hilário e melancólico: Retsuko, uma panda-vermelha contadora, sofre com o chefe abusivo e desabafa cantando death metal no karaokê.
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“Shinya Shokudō” (Midnight Diner) – Mostra o lado humano do salaryman noturno: gente exausta que encontra um pouco de calor em uma tigela de sopa quente às 2 da manhã.
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“Salaryman Kintarō” (1999) – Um ex-gângster tenta se adaptar à vida corporativa — uma crítica direta ao conformismo e à hierarquia do escritório japonês.
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“Tokyo Godfathers” (2003) e “Perfect Blue” (1997) também mostram figuras masculinas presas à rotina, sufocadas pela cidade e pelo peso das aparências.
🔁 O ciclo da rotina
O dia do salaryman é quase ritualístico:
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Acordar cedo, metrô lotado.
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Trabalho até tarde.
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Bebedeira com os colegas (por obrigação).
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Dormir poucas horas, e repetir tudo amanhã.
É uma vida sem clímax narrativo, o oposto da jornada do herói — e justamente por isso, fascinante. O salaryman é o anti-herói moderno: alguém que vive para manter o sistema em funcionamento, sem jamais ser notado.
💔 O custo da conformidade
Essa cultura gera o fenômeno do karōshi (過労死) — morte por excesso de trabalho. Também alimenta temas como solidão, escapismo, jōhatsu (desaparecimento voluntário) e hikikomori.
Nos animes mais sérios, o salaryman é usado para discutir a perda da identidade e o vazio existencial na sociedade japonesa contemporânea.
🌃 Curiosidades e detalhes culturais
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Muitos salarymen dormem no trem e decoram o tempo exato da viagem para acordar na estação certa.
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As empresas incentivam o nomikai (bebedeira corporativa) como forma de “harmonizar o grupo”, o que mistura hierarquia e alcoolismo leve.
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Há mangás slice of life só sobre o cotidiano desses homens, como “Hataraki Man” e “Shima Kōsaku” — ambos exploram as pressões e pequenas vitórias do mundo corporativo.
💡 Porque o “salaryman” importa
Ele é o espelho do cidadão comum — aquele que trabalha, sofre e sonha pequeno. No Japão, onde o coletivo vale mais que o indivíduo, o salaryman é o herói trágico que sustenta a engrenagem.
Nos animes, ele é lembrado como o homem que não salvou o mundo, mas o manteve girando.
quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
Artigos para ler, Um Roteiro teórico para trabalhar com Mainframe
Leia na Integra

