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domingo, 12 de abril de 2026

💥 SEU COBOL NÃO É LEGADO — É OURO AUTOMATIZÁVEL: Como o IBM RPA Transforma Mainframe em Máquina de Produtividade

 

Bellacosa Mainframe introduz o IBM RPA

💥 SEU COBOL NÃO É LEGADO — É OURO AUTOMATIZÁVEL: Como o IBM RPA Transforma Mainframe em Máquina de Produtividade

Se você é um dev COBOL raiz, daqueles que já domou JCL, sobreviveu a dumps indecifráveis e conversa com o CICS como quem pede café… então segura essa: RPA não é modinha de mercado — é multiplicador de mainframe.

E quando falamos de RPA corporativo de verdade, estamos falando de IBM — que resolveu levar automação além da superfície e conectar com o coração do legado: o seu COBOL.


🧠 O que é IBM RPA (sem papo de vendedor)

O IBM Robotic Process Automation (RPA) é uma plataforma que cria “robôs de software” capazes de:

  • Simular ações humanas (digitar, clicar, navegar)
  • Integrar sistemas que nunca foram pensados para conversar
  • Automatizar processos repetitivos
  • Orquestrar fluxos complexos (inclusive com IA)

👉 Em linguagem de mainframe:

É como ter um operador batch + usuário TSO + integrador MQ + analista funcional… tudo em um script automatizado.


🕰️ Origem e evolução (sim, isso tem história)

Antes de virar hype:

  • Anos 70–90: Automação já existia… via JCL, CLIST, REXX
  • Anos 2000: Scripts de automação GUI começam a aparecer
  • Pós-2015: Surge o conceito moderno de RPA
  • IBM entra no jogo e evolui para algo corporativo, robusto e integrável com:
    • z/OS
    • APIs REST
    • IA (Watson)

💡 Ou seja:

O RPA moderno é o “REXX com esteróides + interface gráfica + IA”


🔥 Por que isso importa para quem vive no COBOL?

Porque o problema nunca foi o COBOL.

O problema é:

  • Integração com sistemas modernos
  • Processos manuais
  • Interfaces antigas (green screen, alguém? 😏)
  • Dependência humana para tarefas repetitivas

👉 O RPA resolve isso SEM reescrever seu sistema.


💡 Caso real (estilo Bellacosa)

🎯 Cenário

Sistema COBOL no CICS que:

  • Consulta saldo
  • Atualiza registros VSAM
  • Não tem API
  • Só acessível via terminal 3270

😵 Problema

Um time precisa consultar 5.000 registros/dia manualmente


🤖 Solução com IBM RPA

O robô:

  1. Abre emulador 3270
  2. Loga no sistema
  3. Navega pelas telas
  4. Executa transações CICS
  5. Captura dados
  6. Exporta para CSV / envia via API

🧾 Resultado

AntesDepois
6 horas humanas15 minutos
Erros manuaisZero
Stress operacionalEliminado

💥 E o melhor:

Nenhuma linha de COBOL alterada


⚙️ Como funciona por dentro (visão técnica)

O IBM RPA tem três pilares:

1. 🧩 Designer

  • Interface visual (drag & drop)
  • Criação de bots
  • Integração com scripts

2. 🤖 Bots

  • Executam tarefas
  • Podem ser:
    • Attended (com usuário)
    • Unattended (totalmente automáticos)

3. 🎛️ Control Center

  • Orquestra execução
  • Agenda jobs
  • Monitora performance

👉 Sim, é tipo um JES2 moderno… só que para automação 😄


🛠️ Exemplo prático (pseudo fluxo)

START BOT
|
|-- Launch Terminal 3270
|-- Send Keys: USER/PASSWORD
|-- Navigate: CICS TXN ABCD
|-- Read Screen Field
|-- Store Data
|-- Loop Records
|-- Export CSV
|
END BOT

💡 Para um coboleiro:

Isso é basicamente um PERFORM UNTIL… com tela verde no meio


🧪 Easter Eggs que poucos sabem

🔥 1. RPA + MQ = integração invisível
Você pode acionar bots via filas MQ → automação baseada em eventos

🔥 2. RPA pode chamar APIs REST e depois alimentar COBOL
Bridge perfeita entre cloud e z/OS

🔥 3. Pode automatizar ISPF
Sim… ISPF. Aquela telinha azul dos anos 80 😄

🔥 4. Substitui scripts Frankenstein
Adeus .bat + macro Excel + script Python + reza


🧠 Curiosidades que mudam o jogo

  • RPA NÃO é só front-end → pode orquestrar backend
  • RPA NÃO substitui COBOL → potencializa COBOL
  • RPA NÃO é só “clicador” → pode tomar decisões com IA

⚠️ Onde tomar cuidado

RPA NÃO é bala de prata.

Evite usar quando:

  • Existe API bem definida → use integração direta
  • Processo é instável → bot quebra fácil
  • Tela muda frequentemente → manutenção alta

👉 Regra de ouro:

Use RPA para estabilizar o legado, não para mascarar caos


🚀 Passo a passo para começar (mentalidade mainframe)

1. Identifique processos repetitivos

  • Batch manual?
  • Consulta operacional?
  • Input humano?

2. Escolha um “quick win”

  • Algo pequeno, mas visível

3. Modele o fluxo

  • Pense como um JCL + COBOL

4. Crie o bot no IBM RPA

5. Teste como se fosse produção

  • Simule erro
  • Timeout
  • Input inválido

6. Coloque sob controle (governança!)

  • Logs
  • Monitoramento
  • Auditoria

🔥 Insight final (pra fechar com impacto)

Você não precisa modernizar o mainframe jogando ele fora.

Você moderniza quando:

  • Conecta
  • Automatiza
  • Orquestra

E o IBM RPA faz exatamente isso:

Ele não substitui o COBOL…
Ele transforma seu COBOL em uma API viva — mesmo sem API.


☕ Conclusão no estilo Bellacosa

Se o JCL foi o maestro do batch…
Se o CICS foi o rei do online…

Então o RPA é:

💥 O operador invisível que nunca erra, nunca cansa e nunca pede férias

segunda-feira, 30 de março de 2026

🔥 SEU COBOL PODE VIRAR API… E VOCÊ NEM SABIA 😳IBM HTTP Server no z/OS — a porta secreta que conecta o mainframe ao mundo

 

Bellacosa Mainframe e o servidor web dentro Mainframe

🔥 SEU COBOL PODE VIRAR API… E VOCÊ NEM SABIA 😳

IBM HTTP Server no z/OS — a porta secreta que conecta o mainframe ao mundo

Se você ainda acha que mainframe é “tela verde + batch”…
👉 você está anos atrás.

Existe um componente rodando silenciosamente no z/OS que transforma:

COBOL legado → API moderna → web → mobile → cloud

Esse cara é o IBM HTTP Server (IHS).
E hoje você vai entender como ele funciona de verdade — no estilo Bellacosa 👊🔥


🌐 O QUE É O IBM HTTP SERVER?

O IHS (IBM HTTP Server) é o web server oficial da IBM.

👉 Baseado no Apache, mas com:

  • integração com z/OS
  • segurança enterprise (RACF)
  • performance absurda

💡 Tradução direta:

“É o Apache… só que preparado pra rodar num banco de bilhões.”


🧠 COMO ELE FUNCIONA (VISÃO REAL)

Quando alguém acessa:

https://empresa.com/api/clientes

Acontece isso:

Cliente (browser/app)

IBM HTTP Server (z/OS)

Backend (CICS / COBOL / DB2)

Resposta HTTP

🔥 Insight importante

O IHS NÃO executa COBOL diretamente.

Ele:

  • recebe requisição
  • encaminha para outro componente (ex: CICS, WAS)
  • devolve resposta

🏗️ ARQUITETURA TÍPICA

Internet

IHS (porta 80/443)

WebSphere / z/OS Connect

COBOL / CICS / DB2

⚙️ INSTALAÇÃO (nível z/OS raiz)

🔹 Requisitos básicos

  • z/OS instalado
  • TCP/IP ativo
  • USS (UNIX System Services)
  • Dataset do produto (SMP/E)

🔥 Onde ele vive?

👉 No USS (Unix do z/OS)

Exemplo de path:

/usr/lpp/ihs

💡 Insight

Se não conhece USS… já começou errado no mundo moderno do mainframe.


📦 INSTALAÇÃO via SMP/E

Resumo do processo:

  1. RECEIVE
  2. APPLY
  3. ACCEPT

👉 padrão IBM para software


⚙️ CONFIGURAÇÃO

Arquivo principal:

httpd.conf

🔹 Exemplo simples

Listen 8080

ServerName localhost

DocumentRoot "/u/ihs/htdocs"

<Directory "/u/ihs/htdocs">
AllowOverride None
Require all granted
</Directory>

💡 Tradução

  • porta → onde escuta
  • document root → onde estão arquivos
  • directory → permissões

🚀 EXECUÇÃO NO z/OS

Você pode iniciar via:

🔹 USS (direto)

apachectl start

🔹 Ou via JCL (mainframe raiz 👇)

//IHSSTART JOB ...
//STEP1 EXEC PGM=BPXBATCH
//STDOUT DD SYSOUT=*
//STDERR DD SYSOUT=*
//STDPARM DD *
SH /usr/lpp/ihs/bin/apachectl start
/*

🔥 Tradução Bellacosa

JCL chama UNIX… que sobe o servidor web 😳


🧪 TESTES (o momento da verdade)

Após subir:

🔹 Teste básico

curl http://localhost:8080

🔹 Ou browser:

http://hostname:8080

🧩 INTEGRAÇÃO COM COBOL

🔥 Cenário real

Você tem:

  • programa COBOL em CICS

Quer expor como API:

👉 Caminho:

IHS → z/OS Connect → CICS → COBOL

💡 Resultado

  • COBOL vira REST API
  • JSON entra / sai
  • mundo moderno conversa com legado

🔐 SEGURANÇA

🔹 Recursos:

  • SSL/TLS
  • certificados digitais
  • integração com RACF

🧨 Easter Egg

Você pode proteger endpoint HTTP com regras RACF.

👉 Sim, segurança de banco direto na web.


⚡ PERFORMANCE

🔥 Diferenciais no z/OS:

  • alta disponibilidade
  • integração com sistema
  • throughput absurdo

💡 Insight

O gargalo raramente é o IHS…
geralmente é o backend (COBOL/DB2)


🧨 CURIOSIDADES (nível Bellacosa)

🧠 1. Apache dentro do mainframe

Sim, mas adaptado e otimizado.


🔥 2. COBOL pode responder HTTP

Com ajuda de outros componentes.


💀 3. Web pode rodar sem sair da máquina

Com HiperSockets (memória ↔ memória).


🤯 4. Você pode ter API moderna…

rodando código de 30 anos.


⚠️ PROBLEMAS COMUNS

  • porta já em uso
  • erro de permissão USS
  • SSL mal configurado
  • backend não responde

🧠 DICAS DE OURO

💡 Dica 1

Sempre valide:

netstat -a | grep 8080

💡 Dica 2

Logs são sua vida:

logs/error_log
logs/access_log

💡 Dica 3

Entenda o fluxo completo

IHS raramente é o problema — ele só repassa.


🎯 RESUMO FINAL

✔ IHS = web server do z/OS

✔ Baseado em Apache

✔ Roda no USS

✔ Integra com COBOL via outros serviços

✔ Permite API, web e cloud


💥 FRASE FINAL

“O IBM HTTP Server é o tradutor…
que faz o mundo moderno entender o que o COBOL sempre soube fazer.”

 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

🔥API NÃO É CICS! — O Guia PROIBIDO que Todo Coboleiro Precisa Ler Antes de Virar ‘Júnior’ em Python

 

Bellacosa Mainframe o mundo da APIs em Python e Mainframe

🔥 “API NÃO É CICS! — O Guia PROIBIDO que Todo Coboleiro Precisa Ler Antes de Virar ‘Júnior’ em Python”


☕ Introdução no estilo Bellacosa

Se você vem do mundo do COBOL, acostumado com CICS, MQ, VSAM e chamadas bem estruturadas… prepare-se:

👉 Em Python, o mundo gira em torno de APIs.

E não, não é exagero.

Se no mainframe você faz EXEC CICS LINK, no Python você faz requisições HTTP para APIs REST — e isso muda completamente o jogo.

Hoje você não consome arquivos.
Você consome serviços vivos.


🧠 Um pouco de história (porque raiz importa)

Antes de falarmos de Python, vamos entender o conceito:

  • Anos 70–90 → Integração via arquivos batch (hello JCL 👋)
  • Anos 90–2000 → RPC, CORBA, Web Services SOAP
  • Pós-2010 → REST APIs (HTTP simples + JSON)

👉 E aí entra Python como o “canivete suíço” dessa nova era.

A linguagem nasceu em 1991 com Guido van Rossum, mas só explodiu quando virou padrão para:

  • automação
  • integração
  • dados
  • e claro… consumo de APIs

🚀 O que é API (tradução COBOL)

Pensa assim:

COBOLPython
CICS LINKHTTP Request
CopybookJSON
COMMAREABody da requisição
ProgramEndpoint

👉 API = um programa remoto que você chama via rede.


🔥 As APIs mais usadas em Python (ESSENCIAIS)

1. 🌐 requests — o “EXEC CICS” do Python

A biblioteca mais famosa para consumir APIs.

import requests

response = requests.get("https://api.github.com")
print(response.json())

💡 Tradução Bellacosa:

Isso é basicamente um CALL 'API' USING COMMAREA… só que via internet.


2. ⚡ FastAPI — o “CICS moderno”

Se você quer criar APIs:

from fastapi import FastAPI

app = FastAPI()

@app.get("/")
def home():
return {"message": "Hello Mainframe!"}

🔥 Extremamente rápido, moderno e tipado.

👉 É tipo montar seu próprio CICS + transaction server, só que leve.


3. 🧱 Flask — o clássico minimalista

from flask import Flask

app = Flask(__name__)

@app.route("/")
def home():
return "Hello COBOL world!"

💡 Muito usado em sistemas menores ou protótipos.


4. 🔐 httpx — o “requests turbo”

  • Assíncrono (não bloqueia execução)
  • Melhor performance
import httpx

response = httpx.get("https://api.github.com")
print(response.json())

👉 Ideal para alta concorrência.


5. 🤖 APIs famosas que você VAI usar

  • GitHub API
  • OpenAI API
  • Google Maps API
  • AWS APIs

Essas são as “bases de dados modernas”.


🧪 Exemplo prático (modo COBOL mindset)

Cenário:

Você quer consultar dados de usuário.

import requests

url = "https://jsonplaceholder.typicode.com/users/1"
response = requests.get(url)

if response.status_code == 200:
data = response.json()
print(data["name"])

💡 Pense assim:

  • status_code → retorno do programa
  • json() → estrutura de dados (tipo copybook dinâmico)

⚠️ Pecados capitais do coboleiro em APIs

❌ 1. Esperar estrutura fixa (copybook mental)

JSON muda.

👉 Use:

data.get("campo", "default")

❌ 2. Ignorar erro HTTP

if response.status_code != 200:
print("ERRO!")

👉 Sem isso, você vai quebrar em produção. Certeza.


❌ 3. Fazer tudo síncrono (modo batch)

Python moderno usa async.


💡 Truques de veterano (ouro puro)

🔥 1. Timeout SEMPRE

requests.get(url, timeout=5)

👉 Evita travar igual job preso em spool.


🔥 2. Headers = identidade

headers = {"Authorization": "Bearer TOKEN"}
requests.get(url, headers=headers)

👉 Sem isso, muitas APIs nem respondem.


🔥 3. Logging é vida

print(response.text)

👉 Debug de API = olhar payload.


🔥 4. Use Postman antes de codar

👉 Teste a API antes. Igual testar JCL antes do PROD.


🧠 Curiosidades que poucos sabem

  • O termo REST foi criado por Roy Fielding em 2000
  • JSON substituiu XML porque é mais leve
  • APIs hoje substituem bancos inteiros
  • Muitas empresas nem expõem mais DB — só API

👉 Ou seja:
Você não acessa dados.
Você negocia com serviços.


🥚 Easter Eggs (pra você brilhar na roda)

🐍 Python tem API embutida para web

import webbrowser
webbrowser.open("https://google.com")

🎯 requests aceita JSON direto

requests.post(url, json={"nome": "Bellacosa"})

👉 Sem precisar serializar manualmente.


💣 Dá pra mockar API (testes)

from unittest.mock import patch

👉 Igual simular programa no batch.


🔥 Conexão com o mundo Mainframe

Você não precisa abandonar COBOL.

👉 Você pode:

  • Criar API em Python
  • Consumir do COBOL via HTTP (CICS Web Services)
  • Integrar legado com cloud

💡 Isso é o futuro real:
Mainframe + APIs + Python


🎯 Conclusão estilo Bellacosa

Se você ainda está pensando em arquivo sequencial…

👉 você já está atrasado.

APIs são o novo VSAM.
JSON é o novo copybook.
HTTP é o novo CICS.

E Python?

👉 É a linguagem que cola tudo isso.


☕ Frase final pra guardar

“Quem domina API não precisa migrar do mainframe… ele domina o mundo ao redor dele.”

domingo, 21 de janeiro de 2024

☕🔥 COMMAREA, CHANNELS e CONTAINERS no CICS TS: O Guia Definitivo para Desenvolvedores COBOL Junior

 

Bellacosa Mainframe e commarea channels e containers no cics ts

☕🔥 COMMAREA, CHANNELS e CONTAINERS no CICS TS: O Guia Definitivo para Desenvolvedores COBOL Junior

Introdução

Todo programador COBOL que inicia no mundo CICS aprende rapidamente três palavras que aparecem em praticamente qualquer aplicação online:

  • COMMAREA

  • CHANNEL

  • CONTAINER

Embora pareçam apenas mecanismos para passagem de parâmetros, na realidade representam três gerações diferentes da evolução do CICS.

Compreender quando utilizar cada abordagem, suas limitações, vantagens, implicações de performance e integração com Web Services, APIs REST e IBM MQ é fundamental para qualquer desenvolvedor que deseje construir aplicações modernas no IBM Z.

A grande dúvida dos iniciantes costuma ser:

"Se a COMMAREA funciona há décadas, por que a IBM criou Channels e Containers?"

A resposta está diretamente relacionada à evolução dos sistemas corporativos.


Como o CICS Enxerga uma Transação

Quando uma transação executa:

Cliente
   |
TRANSAÇÃO
   |
PROGRAMA A

frequentemente o programa precisa:

  • chamar outro programa

  • enviar dados

  • receber retorno

  • transferir controle

Exemplo:

PROGRAMA A
   |
 LINK
   |
PROGRAMA B

Nesse momento os dados precisam ser transferidos.

É aí que entram COMMAREA, CHANNEL e CONTAINER.


COMMAREA — O Clássico do CICS

COMMAREA significa:

Communication Area

Ela surgiu nos primeiros anos do CICS e se tornou durante décadas o principal mecanismo de comunicação entre programas.

Exemplo:

Programa A:

EXEC CICS LINK
     PROGRAM('CLIENTE')
     COMMAREA(WS-COMMAREA)
     LENGTH(200)
END-EXEC

Programa B:

01 DFHCOMMAREA.
   05 CLI-CODIGO PIC 9(08).
   05 CLI-NOME   PIC X(40).

O CICS copia os dados de um programa para outro.


Como Funciona Internamente

Imagine:

PROGRAMA A
   |
   | 200 bytes
   |
PROGRAMA B

O CICS realiza uma cópia física do conteúdo.

Por isso o tamanho importa.


Limite da COMMAREA

O limite máximo teórico é:

64 KB

Na prática:

65.535 bytes

Porém a maioria dos sistemas utiliza:

32 KB

como limite operacional seguro.

Por quê?

Porque historicamente muitos aplicativos e interfaces foram construídos considerando esse valor.


Exemplo de Layout COMMAREA

01 WS-COMMAREA.
   05 WS-HEADER.
      10 WS-OPERACAO PIC X(08).
      10 WS-USUARIO  PIC X(20).

   05 WS-CLIENTE.
      10 WS-CONTA    PIC 9(10).
      10 WS-NOME     PIC X(40).
      10 WS-SALDO    PIC S9(9)V99 COMP-3.

Total:

82 bytes

Vantagens da COMMAREA

Simplicidade

Extremamente fácil.

EXEC CICS LINK

e pronto.


Compatibilidade

Praticamente todos os sistemas CICS do mundo utilizam COMMAREA.


Performance

Para pequenos volumes:

100 bytes
500 bytes
1 KB
2 KB

é extremamente eficiente.


Desvantagens da COMMAREA

Estrutura rígida

Quem envia e quem recebe devem conhecer exatamente o mesmo layout.

Mudou um campo?

Pode quebrar tudo.


Acoplamento forte

Programa A depende diretamente do layout do Programa B.


Limite de tamanho

Web Services modernos frequentemente ultrapassam:

32 KB
50 KB
100 KB
500 KB

A COMMAREA não foi projetada para isso.


O Problema das APIs Modernas

Imagine um JSON:

{
  "cliente": {
     "nome":"João",
     "enderecos":[...],
     "cartoes":[...],
     "seguros":[...]
  }
}

Facilmente pode ultrapassar:

40 KB
80 KB
150 KB

A COMMAREA começa a sofrer.


Surge o CHANNEL

Para resolver isso a IBM criou:

CHANNEL

Pense nele como um envelope.


O que é um CHANNEL?

Um CHANNEL não contém dados.

Ele contém:

CONTAINERS

Imagine:

CHANNEL CLIENTE

   |
   +-- HEADER
   +-- DADOS
   +-- ENDERECOS
   +-- CARTOES
   +-- SEGUROS

O que é um CONTAINER?

Container é onde os dados ficam armazenados.

Cada container possui:

  • nome

  • conteúdo

  • tamanho


Analogia Simples

COMMAREA:

1 caixa gigante

CHANNEL:

1 armário

CONTAINER:

gavetas do armário

Exemplo de Criação

Criando container:

EXEC CICS PUT CONTAINER
     CONTAINER('CLIENTE')
     CHANNEL('CANAL01')
     FROM(WS-DADOS)
     FLENGTH(500)
END-EXEC

Recuperando Dados

EXEC CICS GET CONTAINER
     CONTAINER('CLIENTE')
     CHANNEL('CANAL01')
     INTO(WS-DADOS)
END-EXEC

Limites dos Containers

Ao contrário da COMMAREA:

64 KB máximo

Containers podem armazenar:

Megabytes

de informação.

Na prática:

  • JSON grandes

  • XML grandes

  • payloads extensos

funcionam muito melhor.


Estrutura Recomendada

Exemplo:

CHANNEL CLIENTE

HEADER
CLIENTE
ENDERECOS
TELEFONES
PRODUTOS
LOGS

Cada informação isolada.


Benefícios dos Channels

Menor acoplamento

Cada container pode evoluir independentemente.


Melhor manutenção

Não é necessário reconstruir um layout monolítico.


Escalabilidade

Ideal para integrações modernas.


COMMAREA vs CHANNEL

CaracterísticaCOMMAREACHANNEL
Tamanho64 KBMuito maior
EstruturaÚnicaMúltiplos Containers
JSONLimitadoExcelente
XMLLimitadoExcelente
APIs RESTFracoExcelente
MQBomExcelente
EvoluçãoDifícilFácil

Uso com Web Services

Quando um Web Service recebe:

<cliente>
 ...
</cliente>

ou

{
 ...
}

normalmente o runtime do CICS utiliza:

CHANNEL
CONTAINER

internamente.

Motivo:

Payloads variáveis.


Uso com z/OS Connect

Praticamente todas as implementações modernas utilizam:

JSON
↓
CHANNEL
↓
COBOL

em vez de COMMAREA.


Uso com IBM MQ

MQ pode trabalhar com ambos.


Modelo Tradicional

MQ
  |
COMMAREA
  |
COBOL

Modelo Moderno

MQ
  |
CHANNEL
  |
CONTAINERS
  |
COBOL

Exemplo MQ

Mensagem recebida:

Pedido
Itens
Cliente
Pagamento

Pode ser dividida em:

PEDIDO
ITENS
CLIENTE
PAGAMENTO

Cada parte em um container.


Quando Usar COMMAREA?

Utilize quando:

✅ aplicações legadas

✅ pequenas estruturas

✅ LINK simples

✅ integração interna

Exemplo:

Consulta Cliente
Consulta Agência
Consulta Conta

Quando Usar CHANNEL?

Utilize quando:

✅ APIs REST

✅ JSON

✅ XML

✅ Web Services

✅ MQ moderno

✅ microsserviços

✅ payloads grandes


Estratégia Utilizada pelos Bancos

O que normalmente vemos hoje:

Core COBOL antigo
      |
   COMMAREA

e

APIs novas
      |
CHANNEL
CONTAINER

Os dois convivem perfeitamente.


Erros Comuns dos Iniciantes

Não validar tamanho

LENGTH(...)

deve sempre ser controlado.


Alterar layout sem sincronizar

Clássico problema de COMMAREA.


Usar container gigante

Separar logicamente os dados é melhor.


Não documentar containers

Sempre documente:

CLIENTE
ENDERECO
PRODUTO
PAGAMENTO

Boas Práticas

COMMAREA

  • manter abaixo de 32 KB

  • usar copybooks

  • versionar layouts


CHANNELS

  • containers pequenos

  • nomes padronizados

  • separar responsabilidades


MQ

  • payload desacoplado

  • evitar estruturas gigantes

  • utilizar containers temáticos


Conclusão

A COMMAREA continua viva e continuará por muitos anos. Milhares de aplicações bancárias processam bilhões de transações diariamente utilizando esse mecanismo criado há décadas.

Entretanto, o mundo mudou.

JSON, APIs REST, Open Banking, PIX, Web Services, MQ distribuído e arquiteturas orientadas a serviços exigiram uma evolução do modelo tradicional.

Foi exatamente para atender esse novo cenário que surgiram os Channels e Containers.

O desenvolvedor COBOL moderno não deve enxergar COMMAREA e CHANNEL como concorrentes.

Eles são ferramentas diferentes para problemas diferentes.

A regra prática é simples:

  • COMMAREA para integrações simples e legadas.

  • CHANNEL e CONTAINER para aplicações modernas, APIs, MQ e Web Services.

Quem domina os dois mundos consegue navegar tanto nos sistemas que sustentam os bancos há décadas quanto nas novas arquiteturas digitais que conectam o IBM Z ao restante do planeta.

E essa é uma das habilidades mais valiosas para qualquer programador COBOL que deseja evoluir para desenvolvedor CICS de alto nível.

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Low-Code: O Que Todo Programador COBOL Precisa Saber Você Não Está Sendo Substituído.

 

Bellacosa Mainframe e o low-code para o mundo mainframe

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Low-Code: O Que Todo Programador COBOL Precisa Saber

Você Não Está Sendo Substituído. Está Ganhando Mais uma Ferramenta para Construir Soluções.

"Toda geração acredita que encontrou a tecnologia que acabará com o desenvolvimento tradicional. Até descobrir que software continua sendo engenharia."


Introdução

Durante décadas ouvimos promessas parecidas.

Primeiro foi o CASE.

Depois vieram os geradores automáticos.

Em seguida os Frameworks.

Logo apareceram os CMS.

Depois os ERPs prometendo eliminar programação.

Mais tarde surgiram as plataformas BPM.

Então veio o No-Code.

Agora o assunto da vez é o Low-Code.

Sempre aparece alguém dizendo:

"Agora ninguém mais precisará programar."

O curioso é que o número de desenvolvedores no mundo nunca foi tão grande.

Por quê?

Porque a demanda por software cresce mais rápido do que qualquer tecnologia consegue simplificar.

Para quem trabalha com IBM Z, COBOL, CICS, DB2 e z/OS, entender Low-Code não significa abandonar décadas de experiência.

Significa entender onde essa tecnologia realmente funciona.

E onde ela não funciona.


O que é Low-Code?

Low-Code é uma abordagem de desenvolvimento baseada em componentes visuais.

Em vez de escrever milhares de linhas de código manualmente, o desenvolvedor monta aplicações através de:

  • componentes prontos

  • fluxos visuais

  • formulários

  • regras de negócio

  • integrações

  • conectores

  • workflows

A plataforma gera automaticamente boa parte do código.

Isso não significa ausência de programação.

Normalmente existe código.

Muito código.

Só que parte dele é gerado automaticamente.

Por isso o nome:

Low-Code

e não

No-Code.


A diferença entre Low-Code e No-Code

Embora muita gente use como sinônimos, são conceitos diferentes.

No-Code

Destinado para usuários de negócio.

Exemplos:

  • RH

  • Marketing

  • Financeiro

  • Comercial

O objetivo é permitir criar aplicações sem escrever código.


Low-Code

Voltado para desenvolvedores.

Permite:

  • escrever código quando necessário

  • criar componentes próprios

  • consumir APIs

  • acessar bancos

  • integrar sistemas

  • customizar regras

Ou seja:

continua sendo engenharia de software.


Como surgiu o Low-Code?

Na verdade, a ideia é muito mais antiga do que parece.

Se voltarmos aos anos 80 veremos ferramentas como:

  • PowerBuilder

  • Delphi

  • Visual Basic

  • Oracle Forms

  • IBM VisualAge

  • Gupta SQLWindows

Todas possuíam:

  • drag-and-drop

  • componentes visuais

  • geração automática de código

Hoje chamaríamos isso de Low-Code.

A diferença é que atualmente as plataformas são orientadas para:

  • Cloud

  • APIs

  • Mobile

  • Microsserviços

  • Containers

  • IA

Ou seja,

o conceito é antigo.

A infraestrutura mudou.


Linha do tempo

Década de 1980

Programação visual.

CASE.

Geradores de código.

RAD (Rapid Application Development).


Década de 1990

Visual Basic.

Delphi.

PowerBuilder.

Oracle Forms.

Lotus Notes.


Década de 2000

SOA.

BPM.

Workflow.

Ferramentas corporativas.


Década de 2010

Cloud.

Mobile.

APIs REST.

Low-Code moderno.


Década de 2020

IA Generativa.

Copilots.

Modelagem automática.

Assistentes inteligentes.

Low-Code + IA.


O objetivo nunca foi eliminar programadores

Essa é talvez a maior confusão.

Imagine um arquiteto.

Hoje existem softwares que desenham plantas automaticamente.

Isso eliminou arquitetos?

Não.

Apenas aumentou sua produtividade.

O mesmo ocorre aqui.

Low-Code automatiza tarefas repetitivas.

Quem continua decidindo arquitetura é o desenvolvedor.


Como funciona internamente?

Quase todas as plataformas seguem a mesma arquitetura.

Usuário

↓

Designer Visual

↓

Modelo da Aplicação

↓

Gerador de Código

↓

Compilação

↓

Banco

↓

Servidor

↓

Aplicação Executando

O desenvolvedor manipula um modelo.

A plataforma transforma esse modelo em código.


Quais problemas o Low-Code resolve?

Principalmente:

  • desenvolvimento lento

  • escassez de desenvolvedores

  • excesso de sistemas internos

  • necessidade de digitalização

  • automação de processos

  • criação rápida de protótipos

Imagine um departamento de RH precisando aprovar férias.

Não faz sentido iniciar um projeto de 8 meses.

Uma plataforma Low-Code resolve isso em dias.


Onde o Low-Code é excelente?

Sistemas internos

  • RH

  • Compras

  • Financeiro

  • Aprovação


Dashboards

Indicadores.

KPIs.

Relatórios.


Formulários

Cadastro.

Pesquisa.

Solicitações.


Workflow

Fluxos de aprovação.


Aplicativos móveis

Aplicações simples.


Portais

Intranet.

Extranet.

Atendimento.


Onde ele não é indicado?

Nem tudo deve ser feito em Low-Code.

Exemplos:

  • motores bancários

  • processamento de cartões

  • compensação financeira

  • sistemas de bolsa

  • processamento em massa

  • compiladores

  • sistemas operacionais

  • bancos de dados

  • kernels

Nesses casos,

o controle fino importa.


Performance

Uma pergunta comum.

Low-Code é lento?

Resposta:

Depende.

Um formulário simples?

Praticamente igual.

Um workflow?

Excelente.

Mas aplicações extremamente críticas normalmente exigem código especializado.

Por quê?

Porque uma plataforma genérica precisa atender milhares de cenários.

Código manual pode ser otimizado especificamente.


O impacto na arquitetura

Antes:

Cliente

↓

Aplicação

↓

Banco

Hoje:

Cliente

↓

Portal Low-Code

↓

API

↓

Microsserviços

↓

Mainframe

↓

DB2

Perceba algo importante.

O Mainframe continua existindo.

Ele apenas deixa de conversar diretamente com o usuário.


Low-Code e APIs

Aqui está o ponto de encontro com IBM Z.

O Low-Code praticamente vive de APIs.

Quem fornece essas APIs?

Frequentemente:

  • COBOL

  • CICS

  • IMS

  • DB2

  • MQ

  • z/OS Connect

Ou seja,

o Mainframe passa a ser o motor.

O Low-Code apenas cria a interface.


O papel do COBOL muda?

Sim.

Mas não desaparece.

Antes:

COBOL fazia:

  • tela

  • regra

  • banco

Hoje:

COBOL concentra-se em:

  • regra de negócio

  • segurança

  • consistência

  • transações

Enquanto o Low-Code faz:

  • telas

  • formulários

  • dashboards

  • workflow

É uma separação saudável.


Principais vantagens

Desenvolvimento rápido

Dias em vez de meses.


Menos código repetitivo

CRUD praticamente automático.


Padronização

Todas as aplicações seguem o mesmo modelo.


Facilidade de manutenção

Mudanças visuais são simples.


Integração

APIs.

SOAP.

REST.

MQ.

SQL.

LDAP.

OAuth.


Reutilização

Componentes podem ser usados diversas vezes.


Os riscos

Nem tudo são flores.

Vendor Lock-in

Talvez seja o maior problema.

Sua aplicação depende da plataforma.

Trocar depois pode ser caro.


Código gerado

Nem sempre é elegante.

Às vezes gera excesso de processamento.


Limitações

Quando surge algo muito específico,

a plataforma pode não suportar.


Licenciamento

Grandes plataformas costumam ser caras.


Performance

Em aplicações extremamente críticas,

código especializado costuma vencer.


As boas práticas

Modele antes

Não saia criando telas.

Desenhe processos.


Use APIs

Nunca acesse diretamente sistemas legados.


Centralize regras

A regra deve permanecer no backend.

Nunca na interface.


Versione

Mesmo sendo visual.

Use Git.


Automatize testes

Aplicações visuais também precisam de testes.


Documente integrações

Principalmente contratos REST.


Passo a passo para criar uma aplicação Low-Code

1. Entenda o processo

Mapeie:

  • entradas

  • saídas

  • aprovações


2. Modele dados

Clientes.

Pedidos.

Produtos.

Usuários.


3. Crie formulários

Cadastro.

Consulta.

Pesquisa.


4. Configure regras

Quem pode aprovar?

Quem pode editar?


5. Integre APIs

REST.

SOAP.

MQ.

Banco.


6. Teste

Validação.

Carga.

Segurança.


7. Publique

Cloud.

On-premises.

Containers.


8. Monitore

Logs.

Performance.

Auditoria.


Principais metodologias utilizadas

Agile

Scrum.

Kanban.

Sprints curtas.


DevOps

CI/CD.

Deploy automático.


Domain Driven Design

Separação por domínio.


BPM

Modelagem de processos.


BPMN

Fluxos de negócio.


Design Thinking

Descoberta do problema.


UX

Experiência do usuário.


API First

Tudo começa pela API.


As principais plataformas Low-Code

O mercado amadureceu muito nos últimos anos e hoje existem dezenas de plataformas. Algumas são focadas em pequenas empresas; outras suportam ambientes corporativos gigantescos, incluindo integração com IBM Z.

Microsoft Power Apps

Talvez seja a plataforma mais conhecida atualmente.

Pontos fortes:

  • integração com Microsoft 365

  • SharePoint

  • Dynamics

  • Azure

  • Power Automate

  • Dataverse

Muito usada em departamentos internos.


Mendix

Uma das líderes mundiais.

Hoje pertence à Siemens.

Muito forte em aplicações corporativas complexas.

Possui excelentes recursos para integração com APIs REST e SOAP.


OutSystems

Bastante conhecida entre bancos, seguradoras e grandes empresas.

Possui:

  • desenvolvimento web

  • mobile

  • DevOps integrado

  • monitoramento

  • escalabilidade

É uma das plataformas mais maduras do mercado.


Appian

Extremamente forte em:

  • BPM

  • Workflow

  • Automação

  • Processos empresariais

Muito utilizada em governos e instituições financeiras.


Salesforce Platform

Voltada para aplicações em torno do ecossistema Salesforce.

Excelente quando toda a empresa já utiliza CRM Salesforce.


ServiceNow

Originalmente voltada para ITSM.

Hoje permite desenvolver inúmeras aplicações corporativas.


Oracle APEX

Muito respeitada entre desenvolvedores Oracle.

Rápida.

Estável.

Excelente para aplicações baseadas em banco Oracle.


IBM Business Automation Workflow

A IBM também investe nesse segmento.

Especialmente para processos corporativos.

Integra naturalmente com:

  • IBM MQ

  • CICS

  • DB2

  • IBM Z


Low-Code e Inteligência Artificial

A IA acelerou ainda mais esse mercado.

Hoje diversas plataformas conseguem:

  • criar formulários automaticamente

  • gerar consultas SQL

  • sugerir telas

  • criar APIs

  • escrever validações

  • documentar aplicações

Mas existe um detalhe.

A IA produz software.

Quem produz arquitetura continua sendo o engenheiro.


O impacto no ambiente Mainframe

Agora chegamos ao ponto mais importante para quem trabalha com COBOL.

Existe um mito recorrente:

"Se a empresa adotar Low-Code, o Mainframe desaparecerá."

Na prática acontece exatamente o contrário.

Quanto mais empresas investem em transformação digital, mais precisam acessar os sistemas que realmente armazenam os dados de negócio. Em bancos, seguradoras, operadoras de saúde, companhias aéreas e órgãos públicos, esses dados continuam majoritariamente em aplicações COBOL executando no IBM Z.

O Low-Code normalmente não substitui esse núcleo. Ele cria uma camada de experiência para o usuário.

Uma arquitetura moderna costuma seguir este fluxo:

Aplicativo Web ou Mobile
        │
        ▼
Plataforma Low-Code
        │
        ▼
API Gateway
        │
        ▼
z/OS Connect / API REST
        │
        ▼
CICS / IMS / MQ
        │
        ▼
Programas COBOL
        │
        ▼
DB2 / VSAM / IMS DB

Nesse cenário, o COBOL deixa de cuidar da interface gráfica e concentra seus esforços onde ele sempre foi excepcional:

  • regras de negócio;

  • integridade transacional;

  • processamento de alto volume;

  • consistência de dados;

  • disponibilidade contínua.

Enquanto isso, a plataforma Low-Code entrega:

  • formulários modernos;

  • portais web;

  • aplicativos móveis;

  • dashboards;

  • fluxos de aprovação;

  • integrações com serviços externos.

Essa separação de responsabilidades reduz o acoplamento e facilita a evolução dos sistemas.

Novas responsabilidades para o desenvolvedor COBOL

O profissional de Mainframe tende a atuar menos como "programador de telas" e mais como especialista em serviços.

Isso significa dominar conceitos como:

  • APIs REST;

  • JSON;

  • OpenAPI/Swagger;

  • OAuth e autenticação;

  • mensageria com IBM MQ;

  • integração via z/OS Connect;

  • versionamento de contratos;

  • observabilidade e monitoramento.

O conhecimento do negócio continua sendo o maior diferencial. Uma plataforma Low-Code pode gerar uma interface em minutos, mas não conhece as regras de crédito, tributação, previdência, seguros ou compensação bancária que estão consolidadas em décadas de código COBOL.

Oportunidades profissionais

Para quem trabalha com IBM Z, o crescimento do Low-Code abre novas possibilidades:

  • atuar como arquiteto de integração;

  • expor aplicações COBOL como APIs;

  • modernizar sistemas legados sem reescrevê-los;

  • integrar Mainframe com nuvem e aplicações móveis;

  • liderar iniciativas de transformação digital.

Em vez de competir com o Low-Code, o desenvolvedor COBOL pode tornar-se a peça central que conecta o legado confiável às novas interfaces de negócio.

Conclusão

Low-Code não é uma moda passageira nem a solução para todos os problemas. É mais uma etapa da evolução da engenharia de software.

Assim como o Delphi acelerou o desenvolvimento desktop, o Visual Basic simplificou aplicações Windows e os frameworks web reduziram código repetitivo, as plataformas Low-Code automatizam tarefas de baixo valor para que os desenvolvedores concentrem seu tempo naquilo que realmente importa: arquitetura, regras de negócio, segurança, integração e desempenho.

Para o profissional de Mainframe, a mensagem é especialmente positiva. O IBM Z continua sendo o ambiente onde executam algumas das aplicações mais críticas do planeta. O que muda é a forma como essas aplicações são consumidas. Em vez de telas verdes acessadas diretamente, elas passam a atender portais, aplicativos móveis e plataformas Low-Code por meio de APIs e serviços.

O futuro não será de COBOL ou Low-Code.

Será de COBOL com Low-Code, APIs, IA, DevOps e integração em nuvem, formando um ecossistema onde cada tecnologia desempenha o papel para o qual foi projetada.

No fim, a tecnologia muda, as interfaces evoluem e as ferramentas se renovam. Mas um princípio permanece inalterado desde os primeiros dias da computação: software crítico continua dependendo de boa engenharia. E essa continua sendo a principal especialidade de quem desenvolve soluções para o IBM Z.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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