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domingo, 6 de julho de 2025

Dilema da Seringa em programação de sistemas

Bellacosa Mainframe apresenta o dilema da seringa em problemas no processamento de dados e analise de sistemas

 

Dilema da Seringa em programação de sistemas

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O Dilema da Seringa


Em análise de sistemas somos constantemente colocados perante este dilema, mas afinal o que é ou que significa o DILEMA DA SERINGA?

Em poucas palavras, este dilema resume-se ao analista programador deixar o problema explodir em seu colo, por inocência ou inexperiência na execução da sua atividade cotidiana, mas espera aí? O que eu fiz de errado? Será a pergunta do jovem padawan e mesmo de alguns jedis.

Ao desenvolvermos códigos sob especificações, muitas vezes o documento vem com lacunas, que um programador macaco velho, irá notificar o Business Analyst ou a área usuária para maiores esclarecimentos e sanar todas as dúvidas antes de programar.

Mas às vezes por falta de tempo, ou demora do usuário em responder, o programador inicia seu labor, assumindo algumas suposições, cuidado isso pode dar ruim. Para evitar isso, salvaguarde-se sempre documentando mediante e-mails, suas ações e decisões, NUNCA assuma nada, coloque-se em seu lugar, às vezes não temos visão do todo, codifique baseado nas especificações, não invente, não complique e não saia fazendo arte.

O dilema da Seringa é isso mesmo: A AGULHA DA SERINGA DEVE ESTAR SEMPRE APONTADA PARA A BUNDA ALHEIA, NUNCA PARA A SUA. Por isso documente, não aceite esclarecimentos telefônicos, ordens de subalternos, ou terceiros extra equipe, fuja de especificação em rascunhos de papel de pão e/ou post-it.

Todo desenvolvimento deve estar documentado na especificação, validado e autorizado por meio de e-mail e anexado copias na pasta de documento do projeto. Atualize todos os documentos e informe todos os participantes sempre que receber novas especificações.

Lembre-se um simples IF pode causar mais danos que sua vã filosofia supõe. Cuidado e olho vivo!

Todos são amigos, mas quando a bomba explode, ela sempre estoura no lado mais fraco. Salvaguarde-se e avance somente quando as dúvidas estiverem sanadas, não tenha vergonha, pergunte até estar tudo esclarecido.

Muitos acreditam que Informática é uma ciência da área de Exatas, porem ela pertence a humanas, ficando na fronteira entre as duas áreas, por mesclar conhecimento de áreas comportamentais, negócios, tecnológicos e legais, use a arte de conversar, refinar, analisar, pensar, rascunhar e reiniciar o ciclo em que cada alteração.

Concluindo seu trabalho diário, nunca deixa a agulha da seringa apontada para seu bumbum, salvaguarde-se e nunca assuma ou tome decisões sem autorização superior.

Espero ter ajudado.


https://www.linkedin.com/pulse/dilema-da-seringa-em-programa%C3%A7%C3%A3o-de-sistemas-bellacosa-mainframe-btvaf/

Dilema da Seringa em programação de sistemas
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☕💣🤖 FANTASIA OU PRODUÇÃO? — O DIA EM QUE OS ENGENHEIROS COMEÇARAM A DESENHAR SUBSTITUTOS PARA A INTIMIDADE HUMANA

 

Bellacosa Mainframe fantasia ou produção

☕💣🤖 FANTASIA OU PRODUÇÃO? — O DIA EM QUE OS ENGENHEIROS COMEÇARAM A DESENHAR SUBSTITUTOS PARA A INTIMIDADE HUMANA

A reportagem "Sexo com robots: fantasia ou realidade?", publicada pela CNN Portugal, aborda uma questão que durante décadas pertenceu ao território da ficção científica: os robôs sexuais e a possibilidade de relações íntimas entre humanos e máquinas.

Embora a página da CNN Portugal tenha sido republicada e referenciada em diferentes plataformas ao longo do tempo, o tema está inserido num debate internacional que ganhou força entre 2016 e 2024, acompanhando a evolução dos chamados sexbots, robôs dotados de inteligência artificial capazes de conversar, memorizar preferências e simular respostas emocionais. (SWI swissinfo.ch)

Mas, como diria um velho operador de Mainframe...

A pergunta mais importante não é se a fantasia virou realidade.

A pergunta é:

por que estamos tentando transformar relacionamentos em sistemas automatizados?


O PROBLEMA NUNCA FOI O HARDWARE

Quando as pessoas ouvem falar de robôs sexuais, normalmente imaginam:

  • sensores;

  • atuadores;

  • silicone;

  • inteligência artificial;

  • reconhecimento de voz.

Mas isso é apenas infraestrutura.

É o equivalente aos processadores de um datacenter.

O verdadeiro produto não é o robô.

O verdadeiro produto é a experiência emocional.


O NASCIMENTO DA INTIMIDADE COMO SERVIÇO

No passado, a tecnologia automatizava tarefas.

Hoje ela automatiza experiências.

Primeiro veio:

  • comércio eletrônico;

  • streaming;

  • redes sociais.

Agora chegamos a outro estágio.

A tentativa de automatizar companhia.

Os fabricantes perceberam algo valioso.

Milhões de pessoas desejam:

  • atenção;

  • escuta;

  • validação;

  • proximidade.

E um sistema artificial pode oferecer tudo isso sem interrupções.

Pelo menos aparentemente.


O CICS DOS SENTIMENTOS

Imagine uma transação CICS.

O usuário envia uma entrada.

O sistema devolve uma resposta.

Agora substitua:

  • entrada por emoção;

  • transação por conversa;

  • resposta por validação emocional.

A lógica continua praticamente igual.

O sistema recebe estímulos.

O sistema processa.

O sistema responde.

A diferença é que o usuário começa a atribuir significado emocional ao retorno.


A TEORIA QUE ASSUSTA OS PESQUISADORES

Diversos pesquisadores alertam que máquinas capazes de simular afeto podem gerar dependência emocional, isolamento social e expectativas irreais sobre relacionamentos humanos. (Revista de Sociologia do Direito)

O motivo é simples.

O cérebro humano não evoluiu para distinguir perfeitamente:

  • afeto genuíno;

  • afeto simulado.

Quando uma entidade responde de forma consistente, demonstra atenção e parece compreender sentimentos, muitos mecanismos psicológicos são ativados naturalmente.

Mesmo que do outro lado exista apenas software.


O PARADOXO DA COMPATIBILIDADE TOTAL

A reportagem da CNN levanta implicitamente uma questão fascinante.

E se o parceiro ideal puder ser configurado?

Imagine um painel administrativo:

EMPATIA=100
PACIÊNCIA=100
CARINHO=100
CIÚMES=OFF
CONFLITOS=DISABLED
DISPONIBILIDADE=24X7

Parece perfeito.

Mas existe um problema.

Os relacionamentos humanos não são perfeitos.

São justamente as diferenças, os conflitos e as negociações que criam profundidade emocional.

Uma relação sem atrito pode ser confortável.

Mas será que continua sendo humana?


O AVISO QUE A FICÇÃO CIENTÍFICA DEIXOU HÁ DÉCADAS

Filmes e séries vêm explorando esse cenário há muito tempo:

  • Blade Runner;

  • Her;

  • Ex Machina;

  • Westworld;

  • Humans.

O curioso é que essas obras raramente falavam sobre robôs.

Falavam sobre pessoas.

Sobre carência.

Sobre solidão.

Sobre a necessidade humana de conexão.

A máquina era apenas o espelho.


O MERCADO DESCOBRIU UMA DEMANDA INVISÍVEL

Os fabricantes acreditam vender robôs.

Os investidores acreditam financiar tecnologia.

Mas talvez ambos estejam vendendo outra coisa.

A promessa de companhia permanente.

Segundo especialistas citados em debates internacionais sobre sexbots, a tendência é que sistemas artificiais se tornem cada vez mais convincentes, incorporando memória, personalização e comportamento adaptativo. (Época)

Ou seja:

não estamos construindo apenas máquinas.

Estamos construindo simulações de vínculo.


O IPL DA INTIMIDADE SINTÉTICA

A CNN Portugal pergunta:

Fantasia ou realidade?

Talvez a resposta correta seja:

As duas coisas ao mesmo tempo.

A fantasia foi o ambiente de testes.

A realidade está entrando em produção.

E o verdadeiro desafio não será tecnológico.

Os engenheiros provavelmente conseguirão construir máquinas cada vez mais convincentes.

O desafio será humano.

Saber até que ponto estamos dispostos a trocar relacionamentos imprevisíveis, complexos e reais por sistemas cuidadosamente projetados para nunca nos contradizer.

Porque, no fim das contas, o maior risco não é uma máquina aprender a agir como um ser humano.

É um ser humano começar a preferir relações que funcionam como software.

☕💣🤖 "Conexão emocional estabelecida. Deseja substituir a realidade pela simulação? (S/N)".

https://cnnportugal.iol.pt/internacional/prazer/sexo-com-robots-fantasia-ou-realidade

Fonte: CNN Portugal. Reportagem "Sexo com robots: fantasia ou realidade?", publicada em 15 de fevereiro de 2008, abordando a evolução dos sexbots, os avanços da inteligência artificial aplicada à intimidade e os debates éticos sobre relacionamentos entre humanos e máquinas.

https://cnnportugal.iol.pt/internacional/prazer/sexo-com-robots-fantasia-ou-realidade





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Do robô Roxxxy aos companheiros digitais alimentados por inteligência artificial, esta experiência interativa reúne análises sobre robótica social, ética da IA, solidão digital, relacionamentos sintéticos e o futuro da intimidade humana.

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sábado, 5 de julho de 2025

Deu ruim no levantamento de Requisitos: A Síndrome de Dr. Ivon SaF.

 


Análise de requisitos, sistemas legados e IBM Mainframe

O trabalho inicial para um projeto de software garante o sucesso ou fracasso da equipe, atualmente temos inúmeras metodologias para o desenvolvimento de código, é independente da tecnologia utilizada, existe um ponto que costuma dar bem ruim, um atalho rápido e direto para o infortúnio.

Neste artigo irei comentar sobre um problema muito comum no levantamento de requisitos, que geram lacunas e má coleta de dados. Segundo a lenda, um médico alemão, na idade média, perdia muitos pacientes devido a ter pressa em curá-los, apressando-se no diagnóstico, sem ao menos compreender realmente quais os sintomas da doença, contando com a sorte e acaso nas suas poucas curas.

Em informática a síndrome do Dr. Ivon Saf, se multiplicou rapidamente e expandiu-se para diversos ambientes de desenvolvimento. Atrapalhando e elevando os custos de codificação, estourando orçamentos e prazos, enlouquecendo programadores e arruinando reputações. Este conceito foi-me apresentada pelo grande mestre Jedi Marcio Martini.

Um consultor de Análise de Sistemas com muitas técnicas e ferramentas aprendida s com o próprio Mestre Yoda dos Mainframes , Martini que atuou durante décadas, treinando gerações de analistas nos anos de 80 e 90 do século passado e Y2k ajudando a combater essa síndrome e a gerarmos bons códigos para a Alta Plataforma.

Conheça mais detalhes da SINDROME do Dr. IVON SAF, ou síndrome da Incrível VONtade de SAir Fazendo, levando inúmeros projetos rumo ao fracasso, que graças a inexperiência, inocência e necessidade de colocar-se em evidência.

O analista de sistemas e sua equipe de desenvolvimento fazem um mal trabalho, gerando erros de entendimento, erros de programação e nos casos mais graves, enviando a produção software incompatível com as necessidades do cliente, causando danos de imagem e custos ao cliente pelo uso ineficaz de ferramenta.

Afinal, em detalhes, o que é esta síndrome, resumidamente, é a sanha, a vontade de sair codificando, sem antes fazer uma boa análise e reflexão sobre o problema, para uma boa codificação, recomenda-se que use o maior computador de todos os tempos: com seus periféricos poderosos: Lápis, Papel e Borracha, juntamente com um processador multitarefas bem potentes: o seu cérebro.

Entre em ação, rascunhe, desenhe, faça teste de mesa, entenda a necessidade, verifique a problemática sob várias óticas, a continuação irei apresentar algumas técnicas utilizadas em Mainframe, aprendida no antigo Banco Real e utilizada durante décadas nos diversos Bancos em seu ambiente de Alta Plataforma por gerações de programadores.

Independente da sua posição, Junior, Pleno ou Sênior somos todos analistas. Devendo obter informações bem detalhadas sobre o software a ser desenvolvido, sejam ela desenhos técnicos legados, fluxogramas, software descontinuado, entrevista com analista de sistemas e a mais importante entrevista com o cliente para sanar dúvidas e entender o que se deseja ser feito.

Lembre-se que ao desenvolver um software devemos sempre atender a 3 tipos de requisitos: requisitos funcionais, requisitos não funcionais e regras de negócio. Lembrando em linhas gerais que Funcionais são aqueles requisitos que tratam da função; Não Funcionais referem-se as questões de ambiente, performance, espaço em disco, infraestrutura de modo gerais e finalizando Regras de Negócios, por exemplo, legislação, regras de formatação, workflow e especificidades do produto.

Existem inúmeras técnicas para o Levantamento, a seguir deixo algumas não exaustivas, reduzidamente apenas para nos situar sobre o trabalho:

1) Entrevista técnica: o analista irá reunir-se com os programadores que conhecem bem o software para entender seu funcionamento, input, outputs, dependências o e o ambiente;

2) Entrevista Funcional: o analista se reúne com a área-cliente e outros players, conhece a realidade e as necessidades do utilizador;

3) Questionário: após a primeira e segunda bateria de entrevistas, ocorre um refinamento das necessidades e com as dúvidas surgidas se faz um questionário com as principais dúvidas e questões;

4) JAD -Joint Application Design: é um projeto de interação continua, onde todas as equipes envolvidas se reúnem para discutir, num circuito de retroalimentação para refinar as necessidades e as suas possíveis soluções.

5) Prototipação: após as inúmeras reuniões, refino, levantamento, desenho técnico, desenho funcional e desenho arquitetural; a equipe produz um protótipo para ser validado com o utilizador antes de iniciar a codificação a sério.

Concluindo.

Em conclusão, a síndrome do Dr. Ivon Saf, prejudica muito o trabalho da equipe de sistemas, pois ao sair codificando, desenhando, modelando afobadamente, sem conhecer a real dimensão do problema, a necessidade do cliente, as limitações técnicas e custos ocultos. O produto final entregue estará com inúmeras anomalias e erros estruturais que poderão comprometer a competitividade da empresa, a imagem da equipe e causar sérios problemas ao usuário.

Então antes de sair fazendo, contenha-se, respire, pense, reúna-se e converse. Crie um documento técnico, valide os principais pontos, sane todas as dúvidas, veja se a solução se adequa a realidade do cliente, veja se os equipamentos suportam a solução.

Cuidado com a pressa de entregar. Não gere retrabalhos desnecessários, que gerem o aumento do custo do projeto exponencialmente. Lembre-se o lápis e o papel são baratos e permitem inúmeras revisões.

Espero ter ajudado, aproveito para perguntar se conhece alguém que sofre ou sofreu desta síndrome? Escreva nos contando o que aconteceu, as implicações e as soluções. Caso tenham interesse poderei num próximo artigo explanar um pouco mais sobre JAD, Levantamentos e procedimentos para análise em Mainframe. Fiquem bem, estudem, evoluem, compartilhem, unidos somos mais fortes.

#AnaliseSistemas #Legado #IvonSaf #Requisitos #Programaçao #codificaçao

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Momentos nostálgicos de uma epopeia, a Vagneida rumo a Portugal, que durante 11 anos, vivi uma experiência única em terras lusitanas, um momento cheio de memorias, coisas fabulosas e lendárias, visitando cidades milenares com um povo acolhedor e cortes, com uma culinária dos deus e muita mas muita historia. Um video para distrair na jornada https://www.youtube.com/watch?v=skgfjJG5x3s


https://www.linkedin.com/in/vagnerbellacosa/


https://github.com/VagnerBellacosa/


Pode me dar uma ajudinha no YouTube?


https://www.youtube.com/user/vagnerbellacosa


#AnaliseSistemas #Legado #IvonSaf #Requisitos #Programaçao #codificaçao


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☕💣🤖 RELACIONAMENTO.EXE 2.0 — O DIA EM QUE A INDÚSTRIA DESCOBRIU QUE A SOLIDÃO ERA O MELHOR MODELO DE NEGÓCIO DO SÉCULO

 

Bellacosa Mainframe e o relacionamento.exe 2.0

☕💣🤖 RELACIONAMENTO.EXE 2.0 — O DIA EM QUE A INDÚSTRIA DESCOBRIU QUE A SOLIDÃO ERA O MELHOR MODELO DE NEGÓCIO DO SÉCULO

Em 6 de abril de 2024, o TecMundo publicou a reportagem "Conheça a curiosa indústria dos robôs sexuais 2.0", assinada por Douglas Petronilho Vieira. A matéria explora a evolução dos robôs sexuais equipados com inteligência artificial, apresentando exemplos como Harmony, Roxxxy e Samantha, além das discussões éticas e econômicas em torno desse mercado. (TecMundo)

À primeira vista, parece apenas uma reportagem sobre tecnologia adulta.

Mas, olhando pela lente Bellacosa Mainframe, estamos diante de algo muito maior.

A industrialização do afeto.


QUANDO O CLIENTE DEIXOU DE COMPRAR UM PRODUTO

Durante décadas, a tecnologia vendeu máquinas.

Depois vendeu software.

Depois vendeu experiências.

Agora começou a vender companhia.

Observe os exemplos citados pelo TecMundo.

A Harmony pode alterar personalidade, humor e comportamento por configuração. A Roxxxy simula reações físicas e emocionais. A Samantha foi projetada para responder a determinados estímulos de forma quase teatral. (TecMundo)

O curioso é que nenhum desses recursos resolve um problema técnico.

Eles resolvem um problema humano.


O VERDADEIRO PRODUTO É A ILUSÃO DE RECIPROCIDADE

No Mainframe existe uma regra simples.

Se uma aplicação responde exatamente como esperado, o usuário tende a confiar nela.

A indústria dos robôs sexuais percebeu algo semelhante.

Não basta criar um corpo artificial.

É preciso criar a sensação de que existe alguém do outro lado.

Por isso os fabricantes investem em:

  • memória de preferências;

  • simulação de humor;

  • adaptação de personalidade;

  • respostas contextuais;

  • comportamento emocional configurável. (TecMundo)

O hardware chama atenção.

Mas é o software que cria o vínculo.


O NASCIMENTO DO AFETO PARAMETRIZADO

Imagine abrir um painel semelhante ao SDSF e encontrar:

EMPATIA=85
CARINHO=95
CIÚMES=10
DISPONIBILIDADE=24X7
CONFLITOS=OFF
LEALDADE=100

Parece ficção científica.

Mas a Harmony já permite configurar traços de personalidade e humor por aplicativo. (TecMundo)

Pela primeira vez na história, características emocionais deixam de ser descobertas e passam a ser escolhidas.


O PRIMEIRO CASO DE DEVOPS EMOCIONAL

Durante décadas fizemos deploy de sistemas.

Agora começamos a fazer deploy de companhias.

Atualizações de personalidade.

Correções de comportamento.

Novas funcionalidades afetivas.

Integração com IA conversacional.

O que estamos vendo é uma convergência inédita entre:

  • robótica;

  • inteligência artificial;

  • psicologia;

  • mercado de entretenimento adulto.

O resultado é um produto que não vende apenas interação física.

Vende presença.


A ECONOMIA DA SOLIDÃO

A parte mais interessante da reportagem não está nos robôs.

Está no mercado.

Segundo dados citados pelo TecMundo, estudos apontavam uma indústria avaliada em cerca de US$ 200 milhões, com aproximadamente 56 mil unidades vendidas por ano e preço médio superior a US$ 3.500 por unidade. (TecMundo)

Isso revela algo impressionante.

Não estamos falando de um experimento.

Estamos falando de um setor econômico consolidado.

E setores econômicos só sobrevivem quando existe demanda real.


O ALERTA QUE OS ESPECIALISTAS ESTÃO FAZENDO

A reportagem também aborda preocupações éticas levantadas por pesquisadores.

Entre elas:

  • substituição de relacionamentos humanos;

  • objetificação de pessoas;

  • impactos psicológicos;

  • dependência emocional;

  • efeitos sociais de longo prazo. (TecMundo)

A professora Kathleen Richardson, frequentemente citada nesses debates, argumenta que empresas exploram vulnerabilidades emocionais ao vender a ideia de companhia artificial como substituta de relações humanas. (TecMundo)

Em linguagem de produção:

o receio não é o sistema.

É a dependência do sistema.


O PARADOXO DO USUÁRIO SATISFEITO

Todo administrador sabe.

Um sistema excessivamente confortável pode gerar acomodação.

E relacionamentos artificiais carregam exatamente esse risco.

Eles oferecem:

  • menos rejeição;

  • menos conflito;

  • menos imprevisibilidade;

  • menos frustração.

Mas existe uma pergunta perigosa.

Se removemos tudo aquilo que torna as relações humanas difíceis...

não removemos também aquilo que as torna valiosas?


O IPL DA COMPANHIA ARTIFICIAL

A matéria do TecMundo parece falar sobre robôs sexuais.

Mas talvez seja um registro histórico de algo muito maior.

O momento em que a humanidade começou a transformar intimidade em software configurável.

Os fabricantes acreditam estar construindo robôs.

Os engenheiros acreditam estar construindo IA.

Os investidores acreditam estar construindo um mercado.

Mas talvez estejam construindo algo diferente.

Uma nova categoria de relacionamento.

Porque quando uma máquina consegue lembrar suas preferências, conversar com você, adaptar seu comportamento e simular afeto...

a discussão deixa de ser tecnológica.

Passa a ser filosófica.

E a pergunta deixa de ser:

"O robô parece humano?"

Para se tornar:

"Até que ponto os humanos começarão a aceitar relações que funcionam como software?"

Esse talvez seja o verdadeiro Relacionamento.exe 2.0.

E o IPL dessa nova era já começou. ☕💣🤖

Fonte: reportagem "Conheça a curiosa indústria dos robôs sexuais 2.0", publicada pelo TecMundo em 06/04/2024. (TecMundo)

https://www.tecmundo.com.br/produto/281673-conheca-curiosa-industria-robos-sexuais-2-0.htm





☕💣🤖 TABOO — A Cronologia do Afeto Artificial

Do robô Roxxxy aos companheiros digitais alimentados por inteligência artificial, esta experiência interativa reúne análises sobre robótica social, ética da IA, solidão digital, relacionamentos sintéticos e o futuro da intimidade humana.

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Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
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Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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