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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

🎮 Isekai List 2023

 
Bellacosa Mainframe e a isekai list 2023

🎮 Isekai List 2023

O ano de 2023 consolidou uma nova fase para os animes isekai, mostrando que o gênero é capaz de ir muito além das tradicionais batalhas contra reis demônios. As produções passaram a explorar diferentes estilos de narrativa, combinando fantasia com culinária, agricultura, desenvolvimento pessoal, comédia e até histórias que conectam o mundo real ao mundo fantástico. Mushoku Tensei – Temporada 2 aprofundou a evolução emocional de Rudeus, equilibrando ação, drama e amadurecimento de seus personagens. Em contrapartida, Campfire Cooking in Another World with My Absurd Skill conquistou o público ao transformar refeições simples em verdadeiras aventuras gastronômicas, enquanto Farming Life in Another World mostrou que construir uma fazenda pode ser tão envolvente quanto salvar um reino.

Outro destaque foi Handyman Saitou in Another World, que provou que habilidades comuns, como consertar equipamentos e resolver problemas práticos, podem ser mais valiosas do que poderes extraordinários. Já I Got a Cheat Skill in Another World explorou a ideia de crescimento simultâneo entre dois mundos, e Reborn to Master the Blade apresentou uma divertida inversão de papéis ao acompanhar um antigo rei renascido como garota em busca de novos desafios.

Os isekais de 2023 reforçaram uma mensagem importante: não existe apenas um caminho para uma boa história. Seja administrando uma fazenda, preparando um banquete, aperfeiçoando habilidades ou enfrentando grandes inimigos, cada protagonista encontra sua própria maneira de evoluir. Essa diversidade tornou 2023 um dos anos mais criativos e variados da história recente do gênero, oferecendo opções para fãs de ação, humor, aventura e do cada vez mais popular estilo slow life.



  • Mushoku Tensei – Temporada 2 Parte 2
Continua a trajetória de Rudeus em busca de respostas sobre a dispersão mágica e pessoas desaparecidas.
  • Jobless Reincarnation (2ª parte da temporada de 2023)
Aprofunda o drama e a relação de Rudeus com novos e antigos aliados.
  • Campfire Cooking in Another World with My Absurd Skill (Tondemo Skill de Isekai Hourou Meshi)
Um homem é transportado para um mundo de fantasia, mas sua habilidade principal é cozinhar pratos irresistíveis usando ingredientes mágicos.
  • Handyman Saitou in Another World
Um faz-tudo é levado para outro mundo, onde sua habilidade de consertar e improvisar se mostra valiosa.
  • I Got a Cheat Skill in Another World and Became Unrivaled in the Real World, Too
Jovem maltratado descobre um portal para um mundo de fantasia e, ao adquirir habilidades sobre-humanas, transforma também sua vida no mundo real.
  • Reborn to Master the Blade: From Hero-King to Extraordinary Squire
Um rei guerreiro renasce como garota para experimentar uma nova vida de desafios e treinamento.
  • Farming Life in Another World
Um homem renasce em um mundo mágico e decide viver pacificamente cultivando uma fazenda — com ajuda de magia e criaturas fantásticas.
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Portal Isekai — A Linha do Tempo dos Mundos Paralelos

Atravesse o portal e explore os animes isekai lançados entre 2009 e 2025. Cada grimório anual reúne títulos, personagens, episódios, curiosidades, referências e mundos que mudaram o gênero.

17 anos catalogados
2009–2025 linha do tempo
1 portal dimensional

A grande biblioteca dos animes isekai

Um portal se abriu dentro do Bellacosa Mainframe. Do outro lado, aventureiros reencarnados, heróis convocados, jogadores presos em mundos virtuais, magos, demônios, fazendeiros, cozinheiros e administradores de reinos aguardam sua próxima missão.

Este índice organiza os artigos anuais da série Isekai List, começando em 2009 e avançando até 2025. Use a busca para localizar um ano, escolha a ordem cronológica ou abra cada artigo diretamente em uma nova aba. Também é possível visualizar o conteúdo dentro do próprio portal.

🧭 Console de Navegação Dimensional

17 grimórios encontrados.

Arquivo recuperado do mainframe

Grimórios Isekai por Ano

Sistema online
2025
Nova geração

Isekai List 2025

O ano em que o isekai começou a experimentar novos algoritmos, misturando fórmulas clássicas, continuações e novas variações.

2024
Expansão dimensional

Isekai List 2024

Um ciclo carregado de continuações, novos sistemas mágicos, protagonistas improváveis e múltiplas atualizações de firmware.

2023
Diversificação

Isekai List 2023

Fantasia, culinária, agricultura, aventura e slow life dividem espaço em um dos anos mais variados do gênero.

2022
Firmware atualizado

Isekai List 2022

Novas temporadas, adaptações aguardadas e mundos paralelos operando com sistemas cada vez mais especializados.

2021
Reinos conectados

Isekai List 2021

Heróis, vilões, estrategistas e habitantes de outros mundos disputam espaço em uma temporada de forte produção.

2020
Produção intensiva

Isekai List 2020

O gênero domina o horário de produção e se transforma em uma das principais forças da indústria de anime.

2019
Linha de montagem

Isekai 2019

A indústria amplia o catálogo e transforma mundos paralelos em uma linha constante de lançamentos e adaptações.

2018
Produção em massa

Isekai List 2018

O gênero entra definitivamente em produção em massa, multiplicando mundos, heróis e sistemas de habilidades.

2017
Industrialização

Isekai List 2017

O isekai vira linha de produção, recebe novas fórmulas narrativas e conquista uma audiência cada vez maior.

2016
Reinicialização

Isekai List 2016

Um ano decisivo, marcado por obras que reiniciaram o sistema operacional do gênero e redefiniram suas possibilidades.

2015
Ascensão imperial

Isekai List 2015

O isekai deixa de ser apenas um nicho, amplia seu público e começa a construir um verdadeiro império comercial.

2014
Permanência no outro mundo

Isekai List 2014

Os protagonistas descobrem que voltar para casa nem sempre é o objetivo principal de uma aventura em outro mundo.

2013
Nova identidade

Isekai List 2013

O gênero encontra uma identidade moderna e começa a estabelecer elementos que dominariam a década seguinte.

2012
Grande reinicialização

Isekai List 2012

O ano em que mundos virtuais, light novels e comunidades online ajudaram a reiniciar a indústria dos animes.

2011
Compilando o futuro

Isekai List 2011

Um período de transição em que os elementos do isekai moderno começam a ser compilados dentro da indústria.

2010
Pré-explosão

Isekai List 2010

Antes da grande explosão comercial, o gênero reiniciava silenciosamente seus códigos narrativos fundamentais.

2009
Código ancestral

Isekai List 2009

O começo desta linha do tempo: um gênero ainda em reinicialização, preparando terreno para sua evolução.

Janela dimensional

🌀 Visualizador de Artigos

Escolha “Ver no portal” em qualquer ano para carregar o artigo.

Portal em modo de espera Selecione um ano para iniciar a transferência.

O que você encontra neste índice de animes isekai?

Animes por ano

Uma organização cronológica dos lançamentos e continuações mais relevantes entre 2009 e 2025.

Histórias e personagens

Resumos, protagonistas, companheiros, vilões, sistemas mágicos e elementos marcantes de cada produção.

Curiosidades e easter eggs

Referências escondidas, relações com light novels, mangás, RPGs, jogos e outras obras da cultura japonesa.

Estilo Bellacosa

Uma viagem descontraída pelos mundos paralelos, misturando anime, nostalgia, tecnologia e o bom humor do mainframe.

Um Café no Bellacosa Mainframe
Onde cada anime é um programa e cada mundo paralelo é uma nova LPAR.

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🔥 CICS Transaction Server for z/OS 6.3 — O CICS que Abraça Observabilidade, IA e Produtividade

 

Bellacosa Mainframe anuncia CICS 6.3

🔥 CICS Transaction Server for z/OS 6.3 — O CICS que Abraça Observabilidade, IA e Produtividade



📅 Datas Importantes — A Nova Era do CICS

📌 Data de Lançamento (GA): setembro de 2025 — quando o CICS TS 6.3 foi oficialmente disponibilizado e começou a aparecer nos sites de suporte e anúncios de parceiros de tecnologia.
📌 Status de Suporte: Em ciclo ativo com continuous delivery, recebendo atualizações, PTFs e melhorias contínuas.
📌 Fim de Vida (EOS): Ainda não foi anunciado oficialmente, mas como parte da família 6.x ela terá suporte por vários anos seguindo o clássico ciclo de vida IBM.

💬 Bellacosa comenta:

“6.3 não é só um número novo no manual do z/OS — é o CICS se tornando ainda mais observável, mais seguro e oficialmente pronto para IA e produtividade moderna.”


CICS 6.3

🆕 O que há de novo em CICS TS 6.3

🚀 1) Observabilidade Nativa com OpenTelemetry

Uma das alterações mais impactantes foi o suporte nativo ao OpenTelemetry, permitindo tracing distribuído de transações e uma visão completa dos fluxos de trabalho end-to-end.
Isso significa que você pode correlacionar transações CICS com calls externos, serviços em nuvem e outros componentes corporativos, tudo com um único padrão de tracing.

💬 Bellacosa:

“Nunca mais adivinha qual foi o gargalo — agora a transação grita o caminho inteiro até você ver no painel.”


🛠️ 2) Configuração Simples & YAML-Driven

Adeus à configuração dispersa em centenas de datasets JCL/CNTL. CICS TS 6.3 introduz suporte a configuração via YAML, com auto-completar e context help, e uma ferramenta CLI no z/OS que provisiona e descarrega regiões CICS com um único manifesto.

💡 Bellacosa tip:

“Configurar CICS agora é quase como trabalhar com Kubernetes — tudo versionável e rastreável no Git.”


👩‍💻 3) Experiência de Desenvolvedor 2.0

CICS 6.3 amplia o suporte IDE com extensões para VS Code e o IBM Z Open Editor, promovendo:

  • Syntax highlighting,

  • Auto-completion CICS,

  • Inspeção de recursos direto no editor.

Além disso, snippets, templates e suporte estendido a linguagens modernas aumentam a produtividade dos times.

💬 Bellacosa disse:

“Desenvolver COBOL/PL/I no VS Code já é realidade — e sem tôco no terminal 3270!”


☕ 4) Java e Frameworks Modernos

CICS TS 6.3 atualiza o suporte a linguagens e runtimes modernos com:

  • Java 21,

  • Jakarta EE 10,

  • Eclipse MicroProfile 6,

  • Spring Boot 3.

Isso traz performance aprimorada, recursos modernos de APIs, e compatibilidade com frameworks corporativos atuais.

💬 Bellacosa comenta:

“Java 21 no mainframe? Sim, senhor — versão que abraça modernidade e performance para APIs que não tiram sono.”


🤖 5) CICS AI-Ready com MCP e Agentes

Uma das partes mais “sci-fi” do 6.3 é o Model Context Protocol (MCP) server embutido.

Agora agentes de IA podem se conectar diretamente aos dados e estado do CICS, ajudando a responder perguntas operacionais, gerar insights e sugerir otimizações em tempo real.

💬 Bellacosa sussurra:

“É como ter um colega guru CICS no Slack, mas internamente integrado ao próprio sistema.”


🔐 6) Segurança & Zero Trust Fortalecidos

CICS TS 6.3 adiciona reforços de segurança:

✔ Mais cobertura de AT-TLS nas conexões CICS
✔ Novas views no CICS Explorer para análise de definições RACF
✔ Segurança que se alinha ao modelo Zero Trust com opções para exigir conexões totalmente criptografadas

💡 Bellacosa tip:

“Compliance é coisa séria — e 6.3 coloca CICS no radar Zero Trust sem dor.”


🧠 Resumo das Novidades (Bellacosa Style)

✨ Observabilidade que realmente funciona
✨ Configuração como código (YAML)
✨ Produtividade dev com IDE moderno
✨ Java e frameworks atualizados
✨ IA integrada com MCP agentes
✨ Segurança reforçada com Zero Trust

Tudo isso transforma o CICS de um robusto servidor transacional em uma plataforma de serviços pronta para o mundo híbrido corporativo moderno.


📜 História de Cliente — O “Caso da Logística Instantânea”

📍 Empresa de logística global (final de 2025):
Essa empresa tinha:

🔹 Back-end CICS clássico
🔹 APIs REST com performance crítica
🔹 Dashboards distribuídos em múltiplas nuvens

Eles migraram para CICS 6.3 e:

  1. Configuração via YAML reduziu tempo de setup de semanas para dias.

  2. OpenTelemetry permitiu rastrear transações desde o front até o service backend.

  3. VS Code + snippets acelerou onboarding de novos devs.

  4. MCP IA Agents forneceram relatórios automatizados de saúde da região.

  5. Segurança Zero Trust passou auditorias NIST e PCI sem ajustes extras.

💬 Bellacosa resume:

“6.3 não só diminuiu os ABENDs — ele fez os devs e a operação dormirem melhor.”


🎯 Dicas Bellacosa para Dominar o CICS TS 6.3

🔹 Comece com OpenTelemetry: integre tracing com suas ferramentas corporativas.
🔹 Versione suas configurações YAML no Git: menos erro humano, mais auditabilidade.
🔹 Use VS Code com extensões: aumente produtividade da equipe inteira.
🔹 Explore MCP Agents: deixe a IA correndo queries operacionais úteis.
🔹 Reforce Zero Trust: configure AT-TLS como default.


🚀 Conclusão Bellacosa

CICS TS 6.3 é o CICS do futuro — ele pega décadas de robustez e as combina com observabilidade moderna, IA pronta para uso, produtividade de engenharia e segurança avançada. Isso não é apenas um upgrade; é o CICS se reinventando para a próxima geração de aplicações corporativas híbridas.


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

💣 Isekai 2022 — O Guia Definitivo: O Que Vale Assistir (e o Que Você Deve Evitar)

 

💣 Isekai 2022 — O Guia Definitivo: O Que Vale Assistir (e o Que Você Deve Evitar)

Se você chegou até aqui, já percebeu: 2022 foi um ano em que o isekai mostrou sua força — mas também escancarou seus limites. Nunca tivemos tantos títulos explorando mundos paralelos, reencarnações improváveis e protagonistas quebrados de tão poderosos. Ao mesmo tempo, ficou evidente que repetir fórmula não é o suficiente para prender atenção.

Este post existe justamente para te ajudar a navegar nesse mar de opções. Aqui não é só sobre quantidade, mas sobre identificar o que realmente entrega uma experiência interessante. Alguns animes apostam na comédia e no absurdo, outros tentam inovar no worldbuilding, enquanto muitos seguem o caminho seguro do “mais do mesmo”. E tudo bem — desde que você saiba o que esperar.

O ponto central é simples: nem todo isekai é igual, embora muitos pareçam. Quando você começa a observar com mais atenção, percebe diferenças de proposta, ritmo e execução. É isso que separa um anime esquecível de um que realmente marca.

Use essa lista como guia, mas também como ponto de partida. Explore, compare, questione. Porque no fim, o melhor isekai não é o mais popular — é aquele que consegue te transportar de verdade para outro mundo.


  • Jobless Reincarnation: Mushoku Tensei – Temporada 2 Parte 1
Continuação das aventuras de Rudeus Greyrat, explorando mais do mundo mágico e seu crescimento como mago.
  • Arifureta: From Commonplace to World’s Strongest – Temporada 2
Hajime e Yue continuam sua jornada, enfrentando novos inimigos e desafios para retornar ao mundo original.
  • The Executioner and Her Way of Life (Shokei Shoujo no Virgin Road)
Um twist no gênero: a protagonista é enviada para eliminar outros isekai que ameaçam o equilíbrio do mundo.
  • Wise Man’s Grandchild – OVAs e especiais
Expansão do universo com histórias paralelas e humor mais leve.
  • Tensei Kenja no Isekai Life (My Isekai Life: I Gained a Second Character Class and Became the Strongest Sage in the World)
Um programador sobrecarregado vai parar em um mundo mágico e se torna poderoso usando habilidades de invocador.
  • Reincarnated as a Sword (Tensei Shitara Ken Deshita)
Protagonista renasce como uma espada mágica e ajuda uma jovem gata-humana a crescer como guerreira.

CSI Las Vegas, COBOL e o Caso da Nuvem que Ficou sem Máquinas: quando o Nubank Cresceu até Encontrar os Limites Físicos da AWS

 

Bellacosa Mainframe e o caso da nuvem que evaporou

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CSI Las Vegas, COBOL e o Caso da Nuvem que Ficou sem Máquinas: quando o Nubank Cresceu até Encontrar os Limites Físicos da AWS

🔬 Datomic, Clojure, Kafka, Kubernetes, sharding, memória, garbage collection, Pangeia, Deriva Continental, 21 mil databases e a investigação do estranho incidente em que o suspeito parecia ser a AWS — até Grissom olhar para a arquitetura e perguntar: “Vocês disseram que a nuvem era infinita. Quem verificou isso?”

São 02h17.

Las Vegas continua acesa.

No laboratório do CSI, Gil Grissom observa silenciosamente uma fotografia ampliada.

Não há sangue.

Não há impressão digital.

Não há cartucho no chão.

Existe apenas uma mensagem:

INSUFFICIENT CAPACITY

Nick Stokes olha para a tela.

— AWS?

Grissom não responde.

Sara Sidle aproxima-se.

— Nubank.

— Quantos clientes?

— Milhões.

Na outra extremidade do laboratório, um velho programador COBOL bebe café diante de um terminal verde.

Ele ouve a conversa.

— Cloud?

Sara confirma.

— Cloud.

O veterano pergunta:

— E acabou recurso?

— Parece que sim.

Ele sorri.

— Então finalmente encontramos o datacenter.

Grissom vira lentamente a cabeça.

— Explique.

O COBOLzeiro coloca a caneca sobre a mesa.

CAFÉ
+
COBOL
=
EVIDÊNCIA

— A nuvem nunca desapareceu com o computador, senhor Grissom.

Pausa dramática.

— Ela apenas colocou o computador atrás de uma API.

YEEEEAAAAHHHH!

Óculos escuros.

Abertura.

☕

Hoje vamos investigar um dos episódios mais fascinantes da engenharia do Nubank: a afirmação, registrada pela própria engenharia da empresa, de que sua estratégia de crescimento chegou a enfrentar situações nas quais a AWS não tinha máquinas disponíveis suficientes para acompanhar o ritmo de scaling exigido pela arquitetura.

Não significa que o Nubank derrubou a Amazon.

Não significa que acabou EC2 no planeta.

E definitivamente não significa que Jeff Bezos encontrou uma fatura roxa e gritou:

S0C4

A história real é tecnicamente muito mais interessante.


🔬 EVIDÊNCIA 001 — A cena do crime começa em 2013

O Nubank foi fundado em 2013 e teve a vantagem — e também o desafio — de construir sua infraestrutura praticamente sem um legado bancário anterior.

Quando Lucas Cavalcanti entrou no Nubank, no fim de 2013, estava entre os primeiros engenheiros da empresa. O relato retrospectivo publicado pelo Nubank em 20 de agosto de 2025 conta que os sistemas iniciais foram construídos principalmente utilizando:

Clojure
+
Datomic
+
AWS
+
CloudFormation
+
AMI

Com o crescimento, vieram Docker, Kubernetes, microsserviços e posteriormente uma arquitetura de Core Banking preparada para múltiplos produtos e países.

10 anos de engenharia no Nubank — 20 de agosto de 2025

Isso já representa uma diferença gigantesca para o banco tradicional.

Um grande banco que começou décadas atrás normalmente acumulou algo parecido com:

                CANAIS
                   |
            MIDDLEWARE/APIs
                   |
          +--------+--------+
          |                 |
        CICS               IMS
          |                 |
        COBOL             COBOL
          |                 |
       Db2/VSAM          IMS DB
          |
          MQ
          |
        BATCH

O Nubank começou muito mais próximo de:

                APP
                 |
                APIs
                 |
            MICROSERVICES
                 |
       +---------+---------+
       |                   |
    DATOMIC              KAFKA
       |                   |
       +---------+---------+
                 |
                AWS

Não pense que um desenho é automaticamente superior ao outro.

São filosofias arquiteturais diferentes.

Mas ambas precisam responder à pergunta que assombra todo sistema financeiro:

O dinheiro chegou ao lugar certo, uma única vez, e consigo provar isso depois?


🔬 EVIDÊNCIA 002 — Clojure e Datomic

Agora Grissom encontra uma pista estranha.

(println "BANCO")

— O que é isso?

Moss, que inexplicavelmente entrou no episódio errado, responde:

— Clojure.

O COBOLzeiro olha.

— Por que tem tantos parênteses?

Clojure é uma linguagem funcional da família Lisp executada sobre JVM.

O Nubank fez dela uma tecnologia importante desde seus primeiros sistemas.

Mas ainda mais interessante é Datomic.

Datomic possui uma filosofia muito diferente da imagem clássica que o COBOLzeiro pode ter de um banco SQL.

Em um modelo simplificado:

UPDATE CONTA
   SET SALDO = 800
 WHERE CONTA = 123;

pensamos no estado atual.

Datomic enfatiza fortemente fatos e histórico.

Conceitualmente:

T0 → saldo 1000
T1 → compra -200
T2 → saldo 800

Isso combina maravilhosamente com outra ideia usada pelo Nubank:

Event Sourcing.

Em 11 de fevereiro de 2020, Gustavo Bicalho, então engenheiro de software do Nubank, publicou uma explicação detalhada sobre essa arquitetura.

Em vez de armazenar somente:

SALDO = 800

você pode preservar a sequência que produziu aquele estado:

CONTA CRIADA
     |
     v
+1000
     |
     v
-200
     |
     v
SALDO ATUAL = 800

Isso é extremamente interessante para sistemas financeiros porque histórico, auditoria e reconstrução de estado são requisitos naturais do domínio.

Uma floresta digital: o cache perene — 11 de fevereiro de 2020


🔬 EVIDÊNCIA 003 — O Datomic separa responsabilidades

Aqui precisamos abrir o corpo.

Metaforicamente, naturalmente.

Datomic separa responsabilidades que normalmente imaginamos reunidas em um servidor de banco de dados.

Simplificando:

                  DATOMIC

                    WRITE
                      |
                      v
                 TRANSACTOR
                      |
                      v
                   STORAGE
                      ^
                      |
           +----------+----------+
           |          |          |
         PEER       PEER       PEER
           |          |          |
        QUERY      QUERY      QUERY

Isso oferece características extremamente interessantes.

Mas havia uma pista escondida:

memória.

Os peers podiam manter informações em cache para responder rapidamente às consultas.

Quanto mais dados...

mais cache.

Quanto mais clientes...

mais dados.

Quanto mais requisições...

mais trabalho.

O que poderia dar errado?

Grissom olha para a câmera.

Tudo.


🔬 EVIDÊNCIA 004 — O primeiro cadáver: memória

O artigo de 11 de fevereiro de 2020 registra exatamente o problema.

As máquinas começaram a apresentar:

OUT OF MEMORY

E longas pausas de:

GARBAGE COLLECTION

A primeira reação foi perfeitamente compreensível.

PROBLEMA: MEMÓRIA

SOLUÇÃO:
ADD MORE MEMORY

Funcionou.

Por algum tempo.

Então voltou.

Aumentaram novamente.

Funcionou.

Até que chegaram a instâncias na casa dos 100 GB de memória, segundo o relato técnico, e ainda estavam operando perigosamente próximas do limite.

O velho sysprog olha para Grissom.

— Scale-up.

— Traduza.

— Máquina maior.

32 GB
  |
  v
64 GB
  |
  v
100 GB
  |
  v
???

Existe um problema fundamental.

Não importa quanto dinheiro você tenha.

Em algum ponto:

BIGGEST-MACHINE-AVAILABLE

é realmente a maior máquina disponível.


🔬 EVIDÊNCIA 005 — Por que tanta memória?

A investigação encontrou duas causas particularmente interessantes.

Primeiro, o modelo baseado em eventos exigia carregar bastante informação para o cache em memória dos peers.

Segundo, qualquer instância do serviço poderia receber uma determinada requisição.

Imagine que o mesmo cliente consulta seu saldo quatro vezes.

Poderíamos ter:

REQUEST 1 → INSTANCE A → LOAD CUSTOMER
REQUEST 2 → INSTANCE B → LOAD CUSTOMER
REQUEST 3 → INSTANCE C → LOAD CUSTOMER
REQUEST 4 → INSTANCE D → LOAD CUSTOMER

Quatro máquinas podem acabar fazendo trabalho semelhante.

O próprio artigo técnico descreve esse desperdício: diferentes instâncias carregando repetidamente dados relacionados aos mesmos clientes.

O problema não era simplesmente:

PRECISAMOS DE MAIS RAM

Era:

NOSSO MODELO DE DISTRIBUIÇÃO
FAZ MUITAS MÁQUINAS
REPETIREM TRABALHO

Isso muda completamente o diagnóstico.

CSI chama isso de:

encontrar a causa da morte.

Mainframe chama de:

parar de aumentar REGION e descobrir quem está comendo storage.


🔬 EVIDÊNCIA 006 — 2016: entra o sharding

Segundo a retrospectiva técnica publicada pelo Nubank em 20 de agosto de 2025, o sharding começou a ser introduzido em 2016.

A ideia é dividir.

Em vez de:

                  TODOS
                    |
                    v
              +-----------+
              | DATABASE  |
              +-----------+

temos conceitualmente:

                   CLIENTES
                      |
          +-----------+-----------+
          |           |           |
          v           v           v
       SHARD A     SHARD B     SHARD C

Cada shard responde por uma parcela.

Não sabemos que critério específico é utilizado em todos os sistemas do Nubank, portanto não devemos inventá-lo.

Mas imagine didaticamente:

CLIENTES 000-299 → SHARD A
CLIENTES 300-599 → SHARD B
CLIENTES 600-999 → SHARD C

Agora você pode crescer adicionando shards.

SCALE-UP

      BIGGER
        |
        v
   BIGGER MACHINE

vira:

SCALE-OUT

 SHARD 1
 SHARD 2
 SHARD 3
 SHARD 4
 SHARD 5

Essa mudança é gigantesca.


🔬 EVIDÊNCIA 007 — E então o suspeito vira AWS

O sharding resolveu o problema?

Sim.

Temporariamente.

Essa palavra deveria estar impressa na parede de todo departamento de arquitetura.

NO SOLUTION SCALES FOREVER.

O Nubank continuou crescendo.

A retrospectiva publicada em 2025 relata explicitamente que as soluções de sharding implantadas a partir de 2016 funcionaram durante algum tempo, mas acabaram encontrando limites físicos, inclusive situações nas quais a AWS ficou sem máquinas disponíveis suficientes para acompanhar o ritmo de scaling exigido pelo Nubank.

É aqui que nasceu a história:

“O Nubank quebrou a AWS.”

CSI pede perícia.

Resultado:

AWS GLOBAL OUTAGE ............ NÃO
AWS INTEIRA ESGOTADA ......... NÃO
INTERNET DESTRUÍDA ........... NÃO
CAPACIDADE REQUERIDA
PELO MODELO DE SCALING ....... SIM

A diferença é enorme.


🔬 EVIDÊNCIA 008 — Cloud não é magia

Abra uma instância EC2.

Atrás dela existe:

DATACENTER
   |
   +-- RACK
       |
       +-- SERVER
           |
           +-- CPU
           +-- RAM
           +-- NIC
           +-- STORAGE

Existe eletricidade.

Refrigeração.

Processadores.

Memória.

Rede.

Capacidade.

Cloud é uma extraordinária camada de abstração sobre tudo isso.

Mas:

CLOUD != INFINITE

Se você precisa de uma determinada família de máquinas, em determinada região, com determinada configuração e em grande quantidade, existe capacidade física por trás dessa solicitação.

É por isso que capacity planning não morreu.

Ele apenas colocou camiseta, tênis e começou a falar inglês.


🔬 EVIDÊNCIA 009 — Quotas também existem

Existe outro limite além do hardware.

Quotas.

Em 9 de abril de 2025, o Nubank publicou uma análise dedicada justamente à gestão dos limites da nuvem.

Naquela data, a empresa relatava operar:

+4.000 microsserviços
dezenas de milhares de pods
72 bilhões de eventos Kafka por dia
milhões de requisições por segundo

Tudo orquestrado em enorme escala.

Gerenciando limites na nuvem — 9 de abril de 2025

Existem quotas envolvendo diferentes recursos AWS.

Então capacity engineering passa a perguntar:

QUANTO TEMOS?

QUANTO USAMOS?

QUAL A TAXA DE CRESCIMENTO?

QUANDO CHEGAMOS AO LIMITE?

QUAL LIMITE PODE SER AUMENTADO?

QUAL LIMITE EXIGE REDESIGN?

O velho sysprog levanta a mão.

— Isso é capacity planning.

Silêncio constrangedor.

— Sim.

Ele volta para o café satisfeito.


🔬 EVIDÊNCIA 010 — Pangeia

Agora encontramos um Easter egg maravilhoso.

No começo, boa parte da infraestrutura estava concentrada em poucas e enormes contas AWS.

Internamente o Nubank chamou isso de:

Pangeia.

Sim.

O supercontinente pré-histórico.

                 PANGEIA

      +---------------------------+
      |        AWS ACCOUNT        |
      |                           |
      | service service service   |
      | kafka kubernetes datomic  |
      | service service service   |
      |                           |
      |      TODO MUNDO AQUI      |
      +---------------------------+

Enquanto a empresa era menor, isso era administrável.

Com crescimento gigantesco, surgiram problemas.

Um incidente pequeno poderia ter um blast radius grande.

Separar staging de produção ficava mais difícil.

Deployments podiam ser prejudicados.

Quotas compartilhadas tornavam-se um problema.

A arquitetura tinha criado um supercontinente tecnológico.

Grissom observa o mapa.

— Continentes se movem.

O arquiteto responde:

— Exatamente.


🔬 EVIDÊNCIA 011 — Deriva Continental

A solução ganhou outro nome fantástico:

Continental Drift — Deriva Continental.

Em vez de:

           PANGEIA
              |
       TUDO CONECTADO

passaram para uma estratégia multi-account:

      ACCOUNT A
         |
      DOMAIN A


      ACCOUNT B
         |
      DOMAIN B


      ACCOUNT C
         |
      DOMAIN C

Isso melhora isolamento.

Agora um problema em:

DOMAIN A 💥

não significa necessariamente:

A 💥
B 💥
C 💥
D 💥
TODO MUNDO 💥

O blast radius diminui.

É uma ideia fundamental de resiliência:

não tente apenas impedir falhas; limite o tamanho da destruição quando elas inevitavelmente acontecerem.

Esse princípio vale para AWS.

Vale para Kubernetes.

Vale para CICS.

Vale para Parallel Sysplex.

Vale para compartimentos estanques de navios.

E vale para CSI quando Hodges resolve experimentar alguma substância misteriosa no laboratório.


🔬 EVIDÊNCIA 012 — Sharding virou filosofia

A parte mais interessante é que sharding deixou de ser apenas:

DIVIDIR DATABASE

e passou a influenciar diferentes camadas.

A infraestrutura descrita pelo Nubank envolve particionamento de serviços, Datomic, Kafka e outros componentes para evitar que um único domínio de capacidade vire gargalo.

Conceitualmente:

                         TRAFFIC
                            |
          +-----------------+-----------------+
          |                 |                 |
          v                 v                 v
       SHARD A           SHARD B           SHARD C
          |                 |                 |
     SERVICES A        SERVICES B        SERVICES C
          |                 |                 |
      DATOMIC A         DATOMIC B         DATOMIC C
          |                 |                 |
       KAFKA A           KAFKA B           KAFKA C

Agora crescer pode significar:

ADD SHARD

em vez de:

PROCURE UMA MÁQUINA MAIOR

Essa é uma mudança arquitetural profunda.


🔬 EVIDÊNCIA 013 — 450 milhões de eventos de fraude por dia

Agora o CSI encontra os números que explicam por que tudo isso é necessário.

Na plataforma de análise de risco e fraude, o Nubank divulgou números impressionantes:

~450 milhões de eventos/dia

~5 milhões de requisições internas/minuto

20 shards somente no Brasil

Um único evento, como uma transação Pix, pode desencadear dezenas de processos subsequentes. A stack divulgada para essa plataforma inclui Clojure, Datomic sobre DynamoDB, Kafka e modelos de machine learning em Python, além de logs, traces e métricas em tempo real.

Como o Nubank escalou sua plataforma de defesa contra fraudes

Imagine:

                 PIX
                  |
        +---------+---------+
        |         |         |
      RISCO    FRAUDE    IDENTIDADE
        |         |         |
       ML       RULES     DEVICE
        |         |         |
        +---------+---------+
                  |
                ACTION

Uma operação do cliente não corresponde necessariamente a uma operação interna.

Pode produzir dezenas.

Essa é uma lição fundamental.

Cliente não é unidade de capacidade.

A unidade real pode ser:

EVENTOS
REQUISIÇÕES
TPS
CPU
MEMÓRIA
I/O
NETWORK
STORAGE

🔬 EVIDÊNCIA 014 — 21 mil databases

E então encontramos uma evidência datada de 1º de julho de 2026.

O Nubank informou operar mais de 21 mil databases em produção, distribuídos entre Brasil, México e Colômbia.

Ainda mais curioso: a camada central de bancos de dados é administrada diretamente por uma equipe de apenas cinco engenheiros, apoiada por automação, governança e ownership distribuído entre as equipes.

Como o Nubank opera mais de 21 mil databases — 1º de julho de 2026

COBOLzeiro:

— VINTE E UM MIL?

Sim.

Mas cuidado.

Não pense:

21.000 Db2 Subsystems gigantescos

Microserviços alteram completamente a granularidade.

Muitos serviços possuem seu próprio armazenamento.

O número ilustra outra realidade:

nessa escala, operação manual morreu.

Você não pode ter alguém abrindo terminal e configurando 21 mil databases artesanalmente.

Precisa de:

AUTOMATION
+
POLICY
+
SELF-SERVICE
+
OBSERVABILITY
+
GOVERNANCE

🔬 EVIDÊNCIA 015 — Mainframe versus cloud

Agora Grissom coloca as duas arquiteturas lado a lado.

Filosofia mainframe

              IBM Z
                |
      +---------+---------+
      |         |         |
     CICS      Db2       IMS
      |         |         |
    COBOL      DATA      DATA
      |
      MQ
      |
     JES

Grande capacidade vertical.

Integração profunda.

Centralização.

Controle extraordinário.

Alta confiabilidade.

Filosofia cloud-native

            CLOUD
              |
       KUBERNETES
              |
   +----------+----------+
   |          |          |
SERVICE A  SERVICE B  SERVICE C
   |          |          |
 DATA A     DATA B     DATA C
   |
 EVENTS

Mais distribuição.

Mais componentes.

Mais scale-out.

Mais independência.

Mas também mais rede.

Mais observabilidade.

Mais pontos potenciais de falha.

Não existe almoço grátis.


🔬 EVIDÊNCIA 016 — O COBOLzeiro já conhece metade desses problemas

Faça a tradução:

MAINFRAME             CLOUD

CPU                   vCPU
storage               storage
WLM                   scheduler/autoscaling
SMF/RMF               observability
MQ                    Kafka/event streaming
RACF                  IAM
LPAR                   isolation
capacity planning      capacity engineering
chargeback             FinOps

Essas não são equivalências técnicas perfeitas.

Mas são ótimas pontes mentais.

O iniciante COBOL começa a perceber:

Cloud não inventou disponibilidade, workload, segurança, capacity e auditoria.

Criou novas maneiras de resolvê-los.


🔬 EVIDÊNCIA 017 — Passo a passo para estudar esse caso

Se você está começando COBOL, estude nesta ordem.

1. Aprenda transações.

COMMIT
ROLLBACK
ACID
LOCK
RECOVERY

2. Aprenda CICS.

Entenda task, transaction, program e region.

3. Aprenda Db2.

Entenda buffer, log, index, isolamento e recuperação.

4. Aprenda MQ.

Depois Kafka fica muito mais compreensível.

5. Estude scale-up versus scale-out.

MAQUINA MAIOR

versus:

MAIS MÁQUINAS

6. Aprenda sharding.

Pergunte sempre:

Qual é a chave de particionamento?

7. Estude Kubernetes.

Mas entenda primeiro o problema que ele resolve.

8. Estude observabilidade.

LOGS
METRICS
TRACES

Compare mentalmente com SMF, RMF e traces dos subsistemas.

9. Estude FinOps e capacity.

Porque:

CLOUD RESOURCE

continua significando:

DINHEIRO

10. Faça sempre a pergunta CSI:

Qual é a causa raiz?

Não aceite:

PRECISA MAIS MEMÓRIA

antes de descobrir:

POR QUE PRECISA MAIS MEMÓRIA?

🔬 EVIDÊNCIA FINAL — Então Nubank quebrou a AWS?

Grissom reúne a equipe.

Quadro branco.

Fotos.

Diagramas.

Logs.

A conclusão aparece:

CAUSA DA MORTE:

NÃO FOI AWS DOWN.

NÃO FOI "CLOUD ACABOU".

FOI UMA ARQUITETURA EM HIPERCRESCIMENTO
ENCONTRANDO LIMITES FÍSICOS
DE SUA ESTRATÉGIA DE ESCALA.

O sharding introduzido em 2016 ajudou.

Depois precisou evoluir.

Pangeia precisou fragmentar-se.

Vieram múltiplas contas.

Deriva Continental.

Mais isolamento.

Mais automação.

Mais sharding.

Kubernetes.

Kafka.

Datomic.

Capacity engineering.

Observabilidade.

E uma mudança filosófica fundamental:

NÃO PROCURE
UMA MÁQUINA INFINITA.

CONSTRUA UM SISTEMA
QUE NÃO PRECISE DELA.

☕ Epílogo — 03h42 no laboratório

O caso está encerrado.

Sara guarda as evidências.

Nick fecha o notebook.

Grissom encontra o COBOLzeiro ainda diante do terminal.

— Então o que você aprendeu?

O veterano pensa.

— Que cloud é impressionante.

— Só isso?

— Não.

Ele olha para o diagrama:

CLOJURE
   |
DATOMIC
   |
KAFKA
   |
KUBERNETES
   |
AWS

Depois olha para:

COBOL
 |
CICS
 |
DB2
 |
MQ
 |
IBM Z

— Mudaram quase todas as ferramentas.

— E?

— Os problemas continuam vindo ao mesmo laboratório.

Grissom sorri.

Disponibilidade.

Consistência.

Capacidade.

Memória.

Concorrência.

Performance.

Segurança.

Auditoria.

Recuperação.

Custos.

Falhas.

O COBOLzeiro termina o café.

— Há quarenta anos alguém pergunta:

QUANTO AINDA CABE?

Hoje o cloud engineer pergunta exatamente a mesma coisa.

Só mudou o dashboard.

Ele se levanta.

Na tela aparece uma última mensagem:

CASE CLOSED.

E abaixo:

CLOUD IS SOMEONE ELSE'S
CAPACITY PLANNING PROBLEM.

UNTIL IT BECOMES YOURS.

☕ Fim do café.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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