✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
Translate
sábado, 11 de julho de 1998
Linha Mogiana de Campinas a Jaguariuna
sábado, 9 de maio de 1998
A Vila de Paranapiacaba
Visitante ao longo dos tempos
Tenho um caso de amor de longa data com Paranapiacaba, tantas vezes visitei tenho visto ao longo dos anos a degradação destruindo o património desta tão carismática vila.
Museu Ferroviario de Paranapiacaba
Pateo de manobra, funicular e oficinas de manutenção
Do alto do castelinho o Engenheiro Chefe coordenava todos os trabalhos e em casos necessários descia a campo para ver o que esta acontecendo. Hoje tudo é marasmo, o mato cresce nas oficinas, vidraças quebradas, telhados sem telhas grafite e pichacoes, ferrugens e destruiçao, corta-se o coração ver tudo isso parado.
sábado, 11 de abril de 1998
Holambra a maior produtora de flores do Brasil
Holambra cidade de imigrantes
Curioso como certas coisas dão certa, Holambra na verdade eram 2 fazendas cafeieras, que com o solo esgotado deixaram de ser rentáveis. Num daqueles bons negócios os proprietários venderam para o governo holandês.Que devido a guerra e destruição causada pela mesma, tinha um contingente de desempregados e precisava escoar esta gente, foi criado um plano de construir uma cooperativa para receber imigrantes e foi assim, pouco a pouco foram chegando batavos por aqui.
domingo, 25 de maio de 1997
Fushigi Yūgi: Dai Ni Bu - Quando um Programador COBOL Descobre que o Projeto Foi Encerrado... Mas Alguém Resolveu Reabrir Todos os Chamados em Produção
| Bellacosa Mainframe apresenta fushigi yugi dai ni bu |
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Fushigi Yūgi: Dai Ni Bu (ふしぎ遊戯 第二部) sem Mistérios
Quando um Programador COBOL Descobre que o Projeto Foi Encerrado... Mas Alguém Resolveu Reabrir Todos os Chamados em Produção
Depois do anime original e do primeiro OVA, muitos fãs acreditavam que a história de Miaka e Tamahome finalmente havia encontrado seu equilíbrio. O sistema parecia estável, os usuários estavam satisfeitos e o ambiente de produção operava normalmente.
Então alguém teve a brilhante ideia de dizer:
"Vamos adicionar apenas uma pequena funcionalidade..."
Todo profissional de mainframe sabe o que isso significa.
A nova funcionalidade altera um módulo.
O módulo altera outro.
O outro chama um terceiro.
No final da semana, metade do sistema está sendo recompilada.
Fushigi Yūgi: Dai Ni Bu representa exatamente esse momento. Em vez de apenas prolongar a história, ele amplia o universo emocional da obra, colocando novamente à prova os laços de confiança, amizade e amor que pareciam consolidados.
Ficha Técnica
Título Original: ふしぎ遊戯 第二部 (Fushigi Yūgi Dai Ni Bu)
Título Internacional: Fushigi Yūgi OVA 2
Autora Original: Yuu Watase
Baseado no Mangá: Fushigi Yūgi
Estúdio: Studio Pierrot
Direção: Hajime Kamegaki
Lançamento:
25 de maio de 1997 a 25 de fevereiro de 1998
Formato
Original Video Animation (OVA)
Quantidade de episódios
6 episódios
Gênero
Isekai
Fantasia
Romance
Drama
Aventura
Shōjo
Sobrenatural
Classificação
14 anos.
Contém violência moderada, romance, temas psicológicos e conflitos sobrenaturais.
Sinopse
Depois dos acontecimentos do primeiro OVA, Miaka e Tamahome tentam finalmente construir uma vida tranquila.
Entretanto, forças ocultas voltam a ameaçar o equilíbrio entre os dois mundos.
Antigas profecias reaparecem.
Novos inimigos surgem.
Os Guerreiros de Suzaku precisam novamente unir forças para impedir que o destino seja alterado.
Mais do que enfrentar monstros, agora precisam enfrentar seus próprios medos.
Resumo da História
A trama aprofunda ainda mais o relacionamento entre Miaka e Tamahome.
Ao mesmo tempo, introduz uma nova ameaça ligada aos poderes espirituais dos Quatro Deuses.
Diferentemente da série principal, o foco não está apenas na jornada física.
Grande parte da narrativa acontece dentro dos conflitos emocionais dos personagens.
O resultado é uma história mais madura, introspectiva e romântica.
Os Personagens
Miaka Yūki
Muito mais segura de si.
Agora entende que ser sacerdotisa vai muito além de convocar Suzaku.
Sua missão passa a ser preservar a esperança.
Tamahome
Continua representando coragem e lealdade.
Porém enfrenta novos testes relacionados ao próprio destino.
Chichiri
Novamente assume o papel de mentor.
Seu equilíbrio emocional ajuda o grupo a enfrentar ameaças invisíveis.
Hotohori
Mesmo ausente em diversos momentos, sua influência continua marcando profundamente os personagens.
Nuriko
Seu legado permanece como inspiração para os Guerreiros de Suzaku.
Novos antagonistas
A nova ameaça atua principalmente manipulando emoções, memórias e laços afetivos.
Ela é menos física e muito mais psicológica.
O que há de diferente?
Enquanto o anime original era uma jornada de descoberta e o primeiro OVA funcionava como um epílogo emocional, Dai Ni Bu assume o papel de uma continuação propriamente dita.
Ele amplia o universo espiritual da franquia e desenvolve aspectos que ficaram apenas sugeridos anteriormente.
Há mais elementos sobrenaturais, conflitos internos e aprofundamento dos personagens.
As Aventuras
Os Guerreiros voltam a viajar entre diferentes regiões e dimensões.
Durante essa nova missão enfrentam:
entidades espirituais
maldições antigas
ilusões
manipulação da memória
ameaças aos Quatro Deuses
testes de confiança
As batalhas continuam importantes, mas o verdadeiro desafio está em preservar aquilo que cada personagem acredita.
Temáticas
Destino
Até que ponto o futuro já está escrito?
Memória
Quem somos sem nossas lembranças?
Esperança
Mesmo após tantas perdas, ainda vale a pena continuar?
Amor
Não basta encontrar a pessoa certa.
É preciso protegê-la diariamente.
União
Nenhum Guerreiro de Suzaku consegue vencer sozinho.
O Grande Diferencial
O ritmo é muito mais contemplativo do que o anime original.
O roteiro prefere explorar emoções em vez de simplesmente aumentar o número de batalhas.
É uma continuação feita para os fãs que desejavam permanecer mais tempo naquele universo.
As Mensagens Ocultas
A manutenção nunca termina
Mesmo depois que o mundo foi salvo, novas ameaças aparecem.
Isso representa perfeitamente qualquer grande sistema corporativo.
Os Quatro Deuses
Continuam simbolizando diferentes aspectos da natureza humana.
Mais do que seres divinos, representam escolhas.
O passado
Os personagens descobrem que ignorar antigos traumas apenas permite que eles retornem ainda mais fortes.
O Paralelo Mainframe
Imagine que seu banco acabou de concluir uma gigantesca migração.
Tudo parece perfeito.
De repente surgem:
novos requisitos regulatórios
integração com APIs
novas auditorias
mudanças fiscais
modernização
cloud híbrida
O sistema precisa evoluir sem perder estabilidade.
É exatamente o que acontece em Dai Ni Bu.
Os Guerreiros de Suzaku tornam-se a equipe de sustentação responsável por manter o ambiente funcionando enquanto novas demandas aparecem continuamente.
Impacto Cultural
Embora menos conhecido pelo público casual, Dai Ni Bu foi muito importante para os fãs da franquia.
Ele consolidou a ideia de que Fushigi Yūgi era um universo vivo, capaz de contar novas histórias além da missão original de reunir os sete guerreiros.
Também ajudou a fortalecer a reputação da franquia no mercado de vídeo doméstico japonês durante o auge das OVAs na década de 1990.
Curiosidades
Os seis episódios foram lançados diretamente em VHS e LaserDisc antes de chegarem ao DVD.
A qualidade da animação é superior à da série de TV, com cenários mais detalhados e cores mais vivas.
A trilha sonora continua composta por Seiji Yokoyama, preservando a identidade musical da franquia.
O ritmo mais lento divide opiniões: alguns fãs apreciam o aprofundamento emocional, enquanto outros sentem falta da intensidade da série original.
Dai Ni Bu prepara o terreno para Fushigi Yūgi: Eikoden, a última animação da cronologia clássica.
Nota Bellacosa Mainframe
| Critério | Nota |
|---|---|
| Romance | ⭐⭐⭐⭐⭐ |
| Desenvolvimento dos Personagens | ⭐⭐⭐⭐⭐ |
| Continuação da História | ⭐⭐⭐⭐⭐ |
| Construção Emocional | ⭐⭐⭐⭐⭐ |
| Fantasia | ⭐⭐⭐⭐☆ |
| Aventura | ⭐⭐⭐⭐☆ |
| Qualidade Visual | ⭐⭐⭐⭐⭐ |
| Ritmo | ⭐⭐⭐⭐☆ |
| Expansão do Universo | ⭐⭐⭐⭐⭐ |
Vale a pena assistir?
Sim.
Para quem gostou da série original, Dai Ni Bu oferece exatamente aquilo que muitos procuravam: mais tempo com personagens queridos, conflitos inéditos e uma expansão coerente do universo de Fushigi Yūgi. Embora tenha menos ação do que a série de TV, compensa com uma narrativa emocionalmente rica e um desenvolvimento consistente do relacionamento entre Miaka, Tamahome e os Guerreiros de Suzaku.
Veredicto Final
Fushigi Yūgi: Dai Ni Bu demonstra que algumas histórias não precisam de uma guerra maior para continuar interessantes. Ao aprofundar os sentimentos dos personagens e explorar as consequências de suas escolhas, a obra mostra que o verdadeiro desafio começa quando a grande aventura termina.
No universo do Bellacosa Mainframe, a moral é inevitável:
"Qualquer estagiário consegue colocar uma aplicação em produção quando tudo está sob controle. O verdadeiro arquiteto de sistemas é aquele que mantém a estabilidade enquanto novos requisitos surgem todos os dias. Fushigi Yūgi: Dai Ni Bu é a prova de que os maiores ABENDs não aparecem durante a implantação, mas durante a manutenção contínua. E é justamente nessa fase que os melhores programadores — e os maiores heróis — revelam seu verdadeiro valor."
sábado, 17 de maio de 1997
Parque do Ibirapuera em São Paulo
Ibirapuera uma tarde no parque.
Um final de semana delicioso para se passear no parque, uma ida ao planetário, passeio pelo lago e uma visita ao museu da Imigração Japonesa.sexta-feira, 13 de dezembro de 1996
Bagunças na Transbrasil
O post “Bagunças na Transbrasil” de 13 de dezembro de 1996 no blog El Jefe Midnight Lunch é mais do que um simples registro visual: é uma janela biográfica e visceral para um tempo e um lugar que hoje só existe na memória dos que lá estiveram. Publicado pelo autor Vagner Bellacosa, esse texto minimalista se apoia sobretudo em imagens para transmitir algo que palavras sozinhas não capturam totalmente — a sensação de pertencer a um universo singular: o cotidiano de uma companhia aérea que já não existe mais, a Transbrasil. eljefemidnightlunch.blogspot.com
Nos anos 90, a Transbrasil era uma das grandes companhias aéreas brasileiras, marcada por uma história de crescimento, desafios e identidade própria no setor de aviação doméstico e internacional. Fundada originalmente em 1955 como Sadia S.A. Transportes Aéreos e depois renomeada Transbrasil em 1972, a empresa chegou a ser a terceira maior do Brasil, mantendo rotas nacionais e internacionais até sua falência em 2001.
O post em si é uma galeria de fotografias aparentemente espontâneas — cenas do cotidiano no Aeroporto de Congonhas (CGH), onde a Transbrasil mantinha presença significativa até o fim de suas operações. Congonhas foi por décadas um dos principais hubs domésticos do Brasil, palco de movimentos frenéticos de aeronaves, profissionais e processos que transformavam pessoas em peças essenciais de uma máquina complexa.
Ler “Bagunças na Transbrasil” hoje, décadas depois, é ler a história pelo avesso: não pelos fatos formais, mas pelos fragmentos humanos. O post não possui um texto narrativo extenso — apenas uma série de imagens onde se nota claramente a atmosfera aérea e a bagunça organizada que só quem viveu sabe decifrar. Para você, que trabalhou ali no Departamento de Controle Financeiro e Receita, essas imagens evocam mais do que paisagens industriais: elas trazem de volta o cheiro do hangar, os ruídos de turbinas ao fundo e a cadência única de operações no terminal 3270.
É fácil imaginar o cenário: o hangar perto da cabeceira da pista, grandes portas de aço abertas à manhã paulista, caminhões de bagagem rodando, técnicos conferindo planilhas e voos, e ao fundo aquelas aeronaves coloridas que eram símbolo da Transbrasil nos anos 90. Cada colega — Candinho, Porcoman, Patrícia, Rodrigo, Pica Pau, Angelo Paraiba, Dada, Salvador, Adnam, Adriana e Rodney — aparece na lembrança como personagens de um enredo coletivo que combinava trabalho sério e irreverência típica de quem passava longas horas naquela rotina.
O Departamento de Controle Financeiro e Receita era o coração silencioso de muitos desses movimentos: ali se conferiam números, receitas por trecho, relatórios de carga, e se fechavam balanços que garantiam não apenas o ajuste administrativo, mas também a continuidade das operações diárias. Era um universo onde cada erro, cada conferência, cada chamada por rádio contava, e onde a camaradagem era tão crucial quanto a precisão dos dados.
As imagens do post, portanto, são mais do que meras “bagunças” — elas capturam o espírito de um tempo, um ambiente de trabalho intenso e, ao mesmo tempo, impregnado de humor interno e cumplicidade. Recordar esses momentos é mais do que nostalgia: é reconectar-se com a sensação de ser parte de algo maior, um capítulo próprio na história da aviação brasileira e na vida de quem esteve ali, caminhando entre aeronaves, planilhas, risos e cafés improvisados no hangar.






































