sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004

💾 Quando o COBOL ainda era Rei e o compilador 3.3 era o trono.

 

Codificando em cobol no Banco Real na Avenida Paulista

💾 EL JEFE MIDNIGHT LUNCH — Bellacosa Mainframe Edition

“Quando o COBOL ainda era Rei e o compilador 3.3 era o trono.”


🕰️ IBM Enterprise COBOL 3.3 — o meio do caminho entre o clássico e o moderno

Lançado em 1996, o Enterprise COBOL for z/OS Version 3 Release 3 (ou simplesmente COBOL 3.3) foi um divisor de águas entre a era dos mainframes MVS/ESA e o nascimento do z/OS. Ele marcou a última geração “pré-Enterprise 4.x”, onde o foco era compatibilidade com códigos legados e início da transição para novas arquiteturas do System/390.

🧠 Contexto histórico:
O mundo corporativo ainda respirava Year 2000 (Y2K) e os bancos se preparavam para rodar seus batchs sem colapsar em 01/01/2000. COBOL 3.3 foi o herói silencioso dessa missão.


🖥️ Sistema Operacional e Hardware Suportado

  • Sistema operacional: MVS/ESA, OS/390 (ainda antes do z/OS).

  • Arquitetura: IBM System/390.

  • Ambiente típico: CICS, IMS, DB2 e JCL puro no batchão da madrugada.

  • Compilador predecessor: COBOL 3.2 (1994).

  • Sucessor direto: Enterprise COBOL 4.1 (2007).


⚙️ O que mudou em relação ao COBOL 3.2

COBOL 3.3 não reinventou a roda — ele poliu o aro.
Foi uma versão mais otimizada e estável, que consolidou recursos introduzidos no 3.2 e preparou terreno para o salto à arquitetura de 64 bits.

Principais evoluções:

  • 🔹 Melhor integração com DB2 e CICS, com suporte refinado ao EXEC SQL e EXEC CICS.

  • 🔹 Melhoria no desempenho de I/O, especialmente em acessos VSAM e sequenciais.

  • 🔹 Aprimoramento do OPTIMIZER, gerando código objeto mais rápido e leve.

  • 🔹 Suporte estendido ao compilador LE (Language Environment), o que permitia rodar COBOL junto de C, PL/I e outras linguagens IBM sob o mesmo runtime.

  • 🔹 Melhor diagnóstico de erros com mensagens mais detalhadas — uma revolução para quem vinha do COBOL VS II.


🚀 Novidades que empolgaram na época

  1. Uso mais intensivo do LE Runtime — Adeus aos abends misteriosos!

  2. Melhor suporte a variáveis longas e strings dinâmicas.

  3. Compatibilidade maior com compiladores anteriores — o que permitiu modernizar sistemas sem reescrever tudo.

  4. Introdução de novos níveis de OPT (otimização), permitindo ajustar performance por job.

💡 Dica Bellacosa: sempre compile COBOL 3.3 com OPT(2) em ambientes de produção — o ganho de performance em batch pode ser surpreendente.


🧩 Curiosidades que só o velho JCL lembra

  • Muitos ambientes migraram para o 3.3 apenas para garantir compatibilidade Y2K.

  • O compilador era notoriamente mais lento que o 3.2 em máquinas pequenas, mas o executável final rodava mais rápido.

  • Foi o primeiro COBOL Enterprise oficialmente integrado ao LE/370, abrindo caminho para o “z-Cobol moderno”.

  • Nos laboratórios da IBM em Poughkeepsie, era chamado internamente de “The Reliable Beast”.


🧙‍♂️ Macetes de Mestre Jedi

  1. Compile sempre com LIST, XREF e OFFSET — esses relatórios são ouro quando o abend te visita às 3h da manhã.

  2. Atenção ao CALL ‘CEE3PRM’ — muitos esqueciam de ajustar parâmetros LE, e o programa travava por stack overflow.

  3. Recompile VS Rebind: se o programa interage com DB2, recompile sempre após rebind de planilhas.

  4. Cuidado com o nível de compilador no CICS — o mismatch entre DFHEIBLK e CICS level era um pesadelo comum.


📚 Para os Padawans

Se você é novo no Mainframe, saiba:

  • COBOL 3.3 é o elo perdido entre o COBOL “clássico” e o Enterprise moderno.

  • Ele foi a base sobre a qual nasceram os COBOL 4.x, 5.x e 6.x, que hoje dominam o z/OS.

  • Aprender 3.3 é entender as raízes do desempenho e da estabilidade que tornaram o mainframe o que ele é.


🏁 Resumo Bellacosa Mainframe

VersãoLançamentoSODestaquesCuriosidades
COBOL 3.21994MVS/ESAIntrodução ao LE, CICS integradoPrimeiro a usar LE/370
👉 COBOL 3.3 👈1996MVS/ESA, OS/390Otimização, DB2/CICS refinados, melhor I/OUsado em massa no Y2K
COBOL 4.12007z/OS64 bits, XML, Web ServicesMarco da era zEnterprise

Fechando o café da madrugada

COBOL 3.3 foi aquele compilador que não aparecia nas manchetes, mas segurou o mundo.
Enquanto os bancos se preocupavam com o bug do milênio, ele trabalhava incansável, compilando batchs que rodariam por décadas.
Foi o “meio-termo perfeito” — sólido, compatível e pronto para o novo milênio.

“No z/OS, o tempo passa diferente. Uma versão de COBOL pode durar mais que muitos casamentos.”
El Jefe, 1999.

sábado, 17 de janeiro de 2004

Tomar e o antigo casttelo Templario

A defesa de Portugal


Portugal tem uma ligação histórica muito forte com os templários, desde a queda do Castelo Mouro de Lisboa que graças a ajuda dos templários ingleses que iam rumo a terra santa.



Numa manobra de génio, os meninos de Afonso Henriques convenceram o mestre templário que chefiava a expedição rumo a terra Santa. 

Numa negociação rápida foram convencidos que matar mouros em Portugal era o mesmo que matar na Terra Santa, afinal estavam livrando um reino cristão dos malefícios dos pagoes.

E assim Lisboa foi conquistada e iniciou uma amizade que nunca mais terminou com os Templários, mesmo quando em outros lugares da Europa foram dadas ordens de extermínio da ordem, em Portugal todo aquele que procurou refugio foi salvo.

Tomar e o Convento de Cristo

Apreciando a obra de arte medieval


Caminhando pelo exterior do convento de Cristo, estamos diante de uma maquina perfeita de propaganda Crista.



O local escolhido para o castelo e posterior convento esta em um plano elevado, cercado de bosque, com um rio. No passado na altura da construção esta região era uma terra de ninguém.

Um lugar sujeito a constante ataques dos mouros do sul, bandoleiros de Castela a leste e renegados lusitanos de todas as partes. Ao construir sua fortaleza aqui o Poder e a Ordem de Cristo foi instalado, ai de quem tentasse atacar esses monges loucos.

Com isso foi posto um ponto final nas incursões de todos estes "bárbaros", pois o poder e a força de um Templário era legendários. Alcançada a paz, as funções militares foram sendo renegadas a segundo plano.

Começou o processo de embelezamento através de arte gótica como gargulas, rosáceas, pináculos e posteriormente manuelinos com motivos do mar, bem como obras moldejar como azulejos e motivos arabescos.

Curiosamente em Portugal os Templários não foram caçadas e nem destruídos, aqui num típico acordo lusitano, eles mudaram de nome e continuaram com a sua autonomia. Inclusive continuando convertendo cavaleiros e nobres, incluindo seu símbolo nas caravelas portuguesas e participando dos lucros da carreira das Índias.

Tomar e as belezas dos claustros do Convento de Cristo

Jardins de contemplação e oração.


Em outro post comentei sobre claustros, mas este aqui merece uma atenção toda especial, pois tem grande partes em gótico e acréscimos em manuelino.



São vários andamos em corredores estreitos e escuros quando de repente nos deparamos com um show de luz, plantas, arbustos, cebes, dando cor e vida. 

Arcadas para caminhar sem se expor aos rigores do tempo, lugares de silencio em paz, onde se podia meditar e orar.

Mas não pensem que aqui era um lugar de paz, logo ali temos as oficinas e forjas para fabricação de armamento, mais adiante campos de treino e exercício de combate.

Os cavaleiros de Cristo templários eram a força de elite dos exércitos cristãos, fortementes armados não tinham oponentes que conseguissem fazer frente.

Outrora bosques e campos


A cidade cresceu tanto que dos antigos bosques que cercavam a região, sobrou pouca coisa. Por fortuna a cidade esta se redimindo e instalando parques e novos bosques, visando tornar a cidade mais encantadora e atraente.



Os turistas amam áreas verdes, bosques para piquenique, dar pãozinho para os peixinhos, ver a ponte em arcos de pedra. Brincar nos jogos do parque, levar os pequeninos nos brinquedos do playground.

Em um pulinho voltamos a cidade e vemos seus prédios históricos e museus, caminhando um pouco mais chegamos ao castelo dos Templários e suas muralhas e no interior das muralhas o Convento de Cristo em toda a sua gloria, sempre passando por reparos para ficar mais bonito.

Tomar viajando de trem

Partindo da estação Oriente de Lisboa.


Quem pensa que as aventuras são fáceis, ledo engano, para terem uma ideia, na viagem a Tomar, saímos de casa por volta das 5 e só fomos chegar as 10. Correndo sempre atrasados para pegar um transporte.



Para chegar a Tomar tivemos que pegar trem e metro ate chegar na Expo (Estação Oriente) e de la seguir ate a estação de Tomar, apreciando a paisagem, as vezes dormindo, as vezes conversando e fazendo piquenique dentro do Comboio.
.
Mas toda viagem é uma delicia, chegamos em Tomar e fizemos a exploração básica, vendo a estação minuciosamente,  encontrando uma bomba d'agua antiga, um belo exemplar de relógio de estação, vendo vagões estacionados nas plataformas e vendo os trens e caminhando acabamos encontrando a estação de caminhoneta.

Tomar e a cidade que cresceu junto aos Templarios

A riqueza e prosperidade da ordem de Cristo.


No passado este era um campo de passagem, sempre queimado quando um exercito se movia de la e ca. Deixando o caos e a destruição, tornando estas paragens um lugar deserto com bosques assustadores.



Ate que um dia, os Cavaleiros do Templo, construíram aqui um castelo, tempos depois o convento transformando esta região num lugar de prosperidade e desenvolvimento.

Caravanas iam e vinham, barcos desciam o rio e a cidade foi crescendo, andando pelas ruas vemos os efeitos desta prosperidade, incrivelmente a cidade cresceu.

Vemos a antiga Sinagoga, as varias igrejas, grandes prédios edificados no decorrer dos séculos, Tomar é uma cidade a ser explorada. 

Se tiverem a chance de vir na altura da festa do Tabuleiro melhor ainda, a cidade fica viva.